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Q4120275 Saúde Pública
Em uma reunião da Comissão Intergestores Bipartite, a Secretaria Estadual de Saúde apresenta a adesão ao Programa Agora Tem Especialistas, instituído para ampliar o acesso e reduzir o tempo de espera por consultas, exames, tratamentos e cirurgias eletivas no SUS. Duran te a discussão, um secretário municipal afirma que o pro grama deve ser entendido apenas como uma estratégia de expansão da oferta de procedimentos especializados, sem implicações relevantes sobre os princípios e as diretrizes do SUS, já que seu foco central é “andar mais rápido com a fila”.

Considerando a Portaria GM/MS no 7.266/2025 e os princípios e as diretrizes do SUS, é correto afirmar que a afirmação do secretário está
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Q4120268 Português

    Quando eu era pequeno, assistia eletrizado àqueles filmes de cadeia em branco e preto. Os prisioneiros vestiam uniforme e planejavam fugas de tirar o fôlego na cadeira do cinema.


    Em 1989, vinte anos depois de formado médico cancerologista, fui gravar um vídeo sobre AIDS na enfermaria da Penitenciária do Estado, construção projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo nos anos 20, no complexo do Carandiru, em São Paulo. Quando entrei e a porta pesada bateu atrás de mim, senti um aperto na garganta igual ao das matinês do cine Rialto, no Brás.


    Nas semanas que se seguiram, as imagens do presídio não me saíram da cabeça. Os presos na soleira das celas, o carcereiro com a barba por fazer, um PM de metralhadora distraído na muralha, ecos na galeria mal iluminada, o cheiro, a ginga da malandragem, tuberculose, caquexia, solidão e a figura calada do Dr. Getúlio, meu ex-aluno no cursinho, que cuidava dos presos com AIDS.


    Duas semanas depois, procurei o dr. Manoel Schechtman, responsável pelo departamento médico do sistema prisional, e me ofereci para fazer um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Na conversa, o Dr. Manoel me explicou que a situação da epidemia na Penitenciária não era das piores se comparada à dos 7.200 presos da Casa de Detenção, o maior presídio do país, situado no mesmo complexo, de frente para a movi mentada avenida Cruzeiro do Sul, vizinho do metrô, a dez minutos da praça da Sé, quilômetro zero de São Paulo.


    O trabalho começou em 1989 e dura até hoje. Com o apoio da Universidade Paulista (UNIP), uma instituição particular de São Paulo, fizemos pesquisas epidemiológicas sobre a prevalência do HIV, organizamos palestras, gravamos vídeos, editamos a revista em quadrinhos Vira-Latas, e atendi doentes. Com os anos, ganhei confiança e pude andar com liberdade pela cadeia. Ouvi histórias, fiz amizades ver dadeiras, aprendi medicina e muitas outras coisas. Na convivência, penetrei alguns mistérios da vida no cárcere, inacessíveis se eu não fosse médico.


    Neste livro, procuro mostrar que a perda da liberdade e a restrição do espaço físico não conduzem à barbárie, ao contrário do que muitos pensam. Em cativeiro, os homens, como os demais grandes primatas (orangotangos, gorilas, chimpanzés e bonobos), criam novas regras de comporta mento com o objetivo de preservar a integridade do grupo. Esse processo adaptativo é regido por um código penal não escrito, como na tradição anglo-saxônica, cujas leis são aplicadas com extremo rigor:


    – Entre nós, um crime jamais prescreve, doutor.


    Pagar a dívida assumida, nunca delatar o companheiro, respeitar a visita alheia, não cobiçar a mulher do próximo, exercer a solidariedade e o altruísmo recíproco, conferem dignidade ao homem preso, o desrespeito é punido com desprezo social, castigo físico ou pena de morte:


    – No mundo do crime, a palavra empenhada tem mais força do que um exército.


    Não é objetivo deste livro denunciar um sistema penal antiquado, apontar soluções para a criminalidade brasileira ou defender direitos humanos de quem quer que seja. Como nos velhos filmes, procuro abrir uma trilha entre personagens da cadeia: ladrões, estelionatários, traficantes, estupradores, assassinos e o pequeno grupo de funcionários desarmados que toma conta deles.


    A narrativa será interrompida pelos interlocutores, para que o leitor possa apreciar-lhes a fluência da linguagem, as figuras de estilo e as gírias que mais tarde ganham as ruas.


    Por razões éticas, os casos descritos nem sempre se passaram com os personagens a que foram atribuídos. Como diz a malandragem:


    – Numa cadeia, ninguém conhece a moradia da verdade.


(Drauzio Varella, Estação Carandiru. Adaptado)

Nos três primeiros parágrafos, o autor compara a realidade da penitenciária com os filmes aos quais assistia enquanto criança.


Segundo o autor,

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Q4120263 Veterinária
Na vigilância de epizootias de primatas não humanos (PNH) para febre amarela, a confirmação laboratorial do vírus em macacos encontrados mortos é essencial. A técnica de escolha que permite identificar as alterações histopatológicas características no fígado (necrose mediolobular e corpúsculos de Councilman), associada à presença do antígeno viral, é a
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Q4120261 Veterinária
No controle da salmonella em carcaças de aves, o médico veterinário oficial avalia os limites críticos do processo de pré-resfriamento por imersão (chiller).

De acordo com a regulamentação técnica brasileira, um fator extrínseco que atua sinergicamente com a baixa temperatura da água para inibir a multiplicação bacteriana neste Ponto Crítico de Controle (PCC) é
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Q4120260 Veterinária
No desenvolvimento de um novo teste de diagnóstico rápido para detecção de antígenos rábicos no campo, a autoridade sanitária avalia o “Valor Preditivo Positivo” (VPP) do método. O médico veterinário deve compreender que em uma população onde a prevalência da raiva está diminuindo devido à vacinação em massa, e mantidas constantes a sensibilidade e a especificidade do teste, o VPP desse novo teste tende a
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Q4120259 Veterinária
De acordo com as diretrizes da International Renal Interest Society (IRIS), amplamente adotadas para o estadiamento e manejo da doença renal crônica (DRC) em pequenos animais, um cão classificado em estágio 2 (creatinina sérica entre 1,4 e 2,8 mg/dL) apresenta indicação de intervenção terapêutica imediata com inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona quando o subestadiamento demonstrar
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Q4120258 Veterinária
De acordo com as recomendações técnicas e oficiais para a eutanásia em animais, o uso de métodos físicos, como a pistola de dardo cativo penetrante, só é considerado aceitável se for seguido imediatamente por
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Q4120257 Veterinária
Embora classicamente associada ao vetor triatomíneo, a doença de Chagas tem apresentado surtos de transmissão oral no Brasil. A forma infectante do Trypanosoma cruzi, presente nos alimentos contaminados que resiste ao suco gástrico e penetra na mucosa oral, é o
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Q4120256 Veterinária
Dentro dos sete princípios do sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), o procedimento destinado a confirmar se o sistema está funcionando conforme o plano estabelecido, através de testes suplementares e auditorias, refere-se à etapa de 
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Q4120255 Veterinária
No diagnóstico sorológico da leptospirose em cães, o teste considerado “padrão-ouro” pela OMS, que permite identificar o sorogrupo variante e o título de anticorpos, é a
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Q4120254 Veterinária
Um animal infectado que elimina o agente etiológico de forma intermitente, sem apresentar sinais clínicos aparentes, mas que atua como fonte de infecção para outros indivíduos da população, é definido como
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Q4120252 Veterinária
A transmissão da toxoplasmose para seres humanos pode ocorrer por diferentes vias. Epidemiologicamente, a ingestão de carne crua ou mal cozida de hospedeiros intermediários é considerada a principal via de exposição à forma de 
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Q4120251 Veterinária
No controle integrado de roedores (Rattus norvegicus) em áreas de vigilância, o uso de raticidas anticoagulantes de segunda geração (como o Brodifacoum) apresenta como vantagem técnica para a saúde pública:
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Q4120250 Veterinária
Durante uma necropsia em um cão com suspeita de leptospirose, procedimento com risco de exposição a aerossóis e fluidos, o médico veterinário deve adotar medidas de contenção e proteção individual.

Considerando a legislação de biossegurança, o agente Leptospira spp. enquadra-se na classe de risco que exige, no mínimo,
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Q4120249 Veterinária
No abate de bovinos, a carcaça deve passar pelo processo de resfriamento para controle microbiológico.

Caso a temperatura muscular caia abaixo de 10ºC antes que o pH atinja 6,0, pode ocorrer o fenômeno de
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Q4120248 Veterinária
O hiperadrenocorticismo (HAC) é uma das endocrinopatias mais comuns em cães idosos. No diagnóstico clínico dessa enfermidade, o médico veterinário deve considerar que a alteração bioquímica sérica mais frequente e precoce em pacientes com HAC é o aumento da atividade da
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Q4120246 Veterinária
A febre maculosa é uma zoonose de alta letalidade no estado de São Paulo. O médico veterinário, ao atuar na vigilância ambiental, identifica o carrapato Amblyomma sculptum como vetor da Rickettsia rickettsii.

Uma característica biológica fundamental desse vetor para o planejamento de controle ambiental é 
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Q4120245 Veterinária
O teste considerado “de triagem”, que deve ser realizado pelo médico veterinário habilitado para o diagnóstico de brucelose bovina, é 
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Q4120244 Veterinária
No monitoramento clínico de um cão positivo para leishmaniose visceral, o médico veterinário deve considerar que a patogenia da doença envolve a deposição de imunocomplexos em diversos órgãos. A alteração laboratorial que frequentemente indica o comprometimento renal secundário nesses pacientes é:
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Q4120243 Veterinária
Em um ano, em uma população canina de 10.000 animais, foram diagnosticados 200 casos novos de cinomose. Desses, 160 morreram em decorrência da doença. Para expressar a virulência do agente e a gravidade da doença nessa população, o indicador epidemiológico correto é:
Alternativas
Respostas
1261: D
1262: E
1263: E
1264: A
1265: D
1266: B
1267: E
1268: C
1269: C
1270: E
1271: B
1272: C
1273: B
1274: D
1275: A
1276: A
1277: B
1278: E
1279: D
1280: C