Questões de Concurso Comentadas para vunesp

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Q3754646 Medicina
Homem de 74 anos apresenta quadro de 2 dias com diarreia aquosa, evoluindo com lesões cutâneas cheias de líquido há 1 dia. O histórico é positivo para doença hepática crônica de etiologia idiopática. Ele refere ter retornado recentemente de uma viagem ao litoral, onde fez pescarias, mas nega ter entrado no mar, além de ter se hospedado em um resort com piscinas. Ao exame físico: desidratado 2+/4; temperatura: 38,3 °C; pressão arterial: 88 x 52 mmHg; frequência cardíaca: 115 bpm. A hemocultura tem crescimento de: bastonetes gram-negativos curvos observados à microscopia.

A etiologia infecciosa mais provável é:
Alternativas
Q3754645 Medicina
Homem de 60 anos com pré-diabetes é atendido para acompanhamento anual. Refere uso de anlodipino (10 mg/dia), aspirina (100 mg/dia), clopidogrel (75 mg/ dia) e atorvastatina (80 mg – meio-comprimido/dia; fala que o comprimido inteiro causa muitas dores nas pernas). Seu peso tem oscilado entre 85 e 90 kg, e refere caminhar pelo menos 10.000 passos na maioria dos dias da semana. Ele se sente bem, mas apresentou um episódio de ataque isquêmico transitório há uma semana, cuja tomografia de crânio foi normal. Ao exame físico: bom estado geral; pressão arterial: 119 x 79 mmHg; frequência cardíaca: 80 bpm; IMC: 31 kg/m²; não há déficits neurológicos focais. Exames séricos da semana anterior: glicemia de jejum: 116 mg/dL; hemoglobina A1c: 6,3%; creatinina sérica: 1,2 mg/dL; alanina aminotransferase: 52 U/L; aspartato aminotransferase: 35 U/L; colesterol total: 170 mg/dL; HDL: 46 mg/dL; LDL: 80 mg/dL; triglicerídeos: 220 mg/dL.

Nesse paciente, o próximo passo de maior relevância é:
Alternativas
Q3754644 Medicina
Homem de 45 anos é avaliado com sintomas de mal­ -estar, ganho de peso e intolerância ao frio. Ele tem hipotireoidismo autoimune primário em uso de tiroxina (100 mcg/dia) há 5 anos. Há 6 semanas, foi diagnosticado com tuberculose pulmonar, iniciando o tratamento com as 4 drogas recomendadas. Perfil da tireoide coletado há 3 dias: T4 livre: 0,79 ng/dL (normal: 0,9 a 1,8); TSH: 10,4 mU/L (normal: 0,35 a 5,5); anticorpo anti-TPO: positivo.

A explicação mais provável para seus sintomas e resultados bioquímicos é:
Alternativas
Q3754643 Medicina
Homem de 66 anos, sem outros problemas de saúde, é atendido na atenção primária como consulta ambulatorial de retorno. No seu prontuário, consta que ele recebeu a vacina pneumocócica 23-valente (PVC23) há um ano. O paciente questiona se precisa tomar outra dose.

Nessa circunstância, a recomendação correta é:
Alternativas
Q3754642 Medicina
Homem de 52 anos é avaliado em primeira consulta. O paciente é hipertenso e faz uso regular de hidroclorotiazida (25 mg/dia), atenolol (100 mg/dia) e anlodipino (10 mg/dia). Não há etilismo, tabagismo ou uso de drogas. Ao exame físico: IMC: 40 kg/m²; frequência cardíaca: 50 bpm; pressão arterial: 150 x 80 mmHg no braço direito e 154 x 86 mmHg no braço esquerdo. Exames séricos no momento do diagnóstico da hipertensão: sódio: 138 mEq/L; potássio 3,2 mEq/L; ureia: 31 mg/dL; creatinina: 0,8 mg/dL; TSH: 3 mUI/mL (normal: 0,5 a 5,0).

O exame inicial recomendado para a avaliação inicial da etiologia da hipertensão é:
Alternativas
Q3754641 Medicina
Considerando o conceito de prevenção quaternária (PQ) no contexto da atenção primária à saúde, sua principal finalidade é:
Alternativas
Q3754640 Medicina
Mulher de 56 anos foi diagnosticada com câncer de mama positivo para receptores de estrogênio/progesterona há 3 anos. Ela completou a mastectomia parcial e a radioterapia e tomou um inibidor da aromatase por 2 anos, em um tratamento planejado para 10 anos. A densitometria foi realizada antes do início do inibidor da aromatase, que documentou osteopenia com o menor T-score de –2,2 na coluna lombar. A densitometria foi repetida com o T-score de –2,7 na coluna lombar, representando uma redução de 9,8% na densidade mineral óssea nesse local.

Além do efeito na prevenção da perda óssea, qual o benefício adicional do tratamento com bisfosfonato para essa paciente?
Alternativas
Q3754639 Medicina
Em uma Unidade Básica de Saúde, o médico acompanha uma paciente de 47 anos com dor lombar crônica e sintomas depressivos leves. Durante as consultas, percebe que as queixas físicas estão relacionadas a sobrecarga emocional e a dificuldades familiares. Ele decide reunir a equipe multiprofissional para compreender melhor o contexto social, familiar e emocional da paciente e, em conjunto com ela, construir um plano de cuidado que envolva acompanhamento psicológico, fisioterapia e apoio familiar.

A ferramenta da atenção primária que melhor orienta essa conduta é o
Alternativas
Q3754638 Saúde Pública
Em uma reunião de equipe na UBS, um médico propõe criar grupos de caminhada e oficinas de culinária saudável voltadas a pessoas com hipertensão e diabetes, com o objetivo de fortalecer vínculos, estimular o autocuidado e compartilhar a responsabilidade pelo tratamento entre equipe e usuários.

Considerando os princípios do Programa Nacional de Humanização (PNH) do SUS, essa iniciativa expressa de forma mais direta o princípio denominado
Alternativas
Q3754637 Saúde Pública
Durante uma consulta de rotina, uma paciente de 65 anos, saudável, manifesta preocupação em prevenir o Herpes­-Zóster após um familiar ter apresentado complicações graves. Ela pergunta ao médico da Unidade Básica de Saúde sobre a disponibilidade da vacina. Segundo as diretrizes atuais do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a conduta correta é
Alternativas
Q3754636 Medicina
Um médico da UBS precisa encaminhar um paciente para realização de uma cirurgia eletiva de catarata. Para que esse encaminhamento seja aceito e o paciente agendado no serviço especializado, é necessário que o médico preencha o seguinte documento oficial:
Alternativas
Q3754635 Saúde Pública
Em uma reunião de avaliação de indicadores de saúde, uma equipe técnica da secretaria municipal analisa dados sobre mortalidade infantil, incidência de doenças infecciosas e esperança de vida ao nascer. O objetivo é identificar qual indicador expressa, de forma mais ampla, o resultado acumulado das condições de vida, da cobertura de políticas públicas e da qualidade dos serviços de saúde, permitindo comparações consistentes entre diferentes regiões e períodos.

O indicador que melhor cumpre com essa função é:
Alternativas
Q3754634 Saúde Pública
Uma equipe de pesquisadores deseja avaliar a eficácia de um novo programa educativo para reduzir a incidência de diabetes tipo 2 em adultos com pré-diabetes na Estratégia Saúde da Família. O programa inclui consultas mensais com nutricionista, sessões de atividade física em grupo e acompanhamento por agente comunitário de saúde.

Assinale a alternativa que apresenta o desenho de estudo epidemiológico mais adequado para investigar a eficácia desta intervenção.
Alternativas
Q3754633 Medicina
O médico atende um paciente de 55 anos, assintomático, com índice de massa corporal (IMC) de 32 kg/m2 e histórico familiar de diabetes mellitus tipo 2. Durante a consulta, aproveita para aconselhar o paciente a intensificar a prática de exercícios físicos e a aderir a uma dieta mediterrânea, a fim de reduzir seu risco cardiovascular e metabólico.

Essa ação específica pode ser classificada como Prevenção
Alternativas
Q3754632 Saúde Pública
Um técnico de enfermagem sofre um acidente perfuro-cortante durante a administração de medicação em um paciente internado em hospital público. O serviço de saúde realiza o atendimento imediato, com limpeza do ferimento e coleta de exames para controle sorológico.

Com relação à notificação desse acidente no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), é correto afirmar que
Alternativas
Q3754631 Saúde Pública
A Constituição Federal de 1988 define as bases do Sistema Único de Saúde (SUS) e estabelece as diretrizes fundamentais para que as ações e serviços públicos de saúde componham uma rede regionalizada e hierarquizada.

Com base nesse dispositivo constitucional, é correto afirmar que
Alternativas
Q3754630 Medicina
Um médico atuando na Estratégia Saúde da Família do município atende uma mulher de 32 anos com queixa e corrimento vaginal persistente há duas semanas. A paciente relata que já utilizou, por conta própria, um tratamento anteriormente prescrito, sem sucesso. Ela também menciona que sua parceira sexual apresenta sintomas semelhantes. Após o exame clínico e a coleta de exames complementares, o médico institui o tratamento adequado.

Considerando as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e os princípios da integralidade e resolutividade da atenção, a conduta mais apropriada é 
Alternativas
Q3754629 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Quando a ciência encontra o humano: a trajetória de um médico que enfrenta o câncer de próstata


      Hoje, apresento a minha aula da vida: não apenas como médico e pesquisador, mas como alguém que viveu no próprio corpo aquilo que estuda diariamente – o câncer de próstata.

   O resultado do exame trouxe uma verdade incômoda: mesmo conhecendo profundamente a medicina e tendo acesso à tecnologia mais avançada, eu estava vulnerável como qualquer homem.

     Diante de três caminhos, precisei escolher. O primeiro, o mais tradicional, seria a cirurgia imediata, mas com chance maior de falhas. O segundo, apelidado por mim de “mítico”, reunia promessas milagrosas e pouco resultado real. E o terceiro, o mais longo, exigia paciência e disciplina: uma preparação com novos medicamentos que reduzem a força do tumor, seguida da cirurgia. Foi esse que abracei, por acreditar na ciência e confiar que a pesquisa moderna ainda pode abrir portas para resultados mais consistentes.

     A escolha, no entanto, não me poupou do peso emocional. Os efeitos do tratamento foram intensos: um esvaziamento da energia, da disposição e até da identidade masculina. Era como se apagassem um motor vital. Mas não me entreguei. Segui com disciplina, exercícios e trabalho, buscando manter vivo o meu propósito. Passei a sentir na pele o que tantos pacientes me confidenciaram ao longo dos anos. Entendi, de forma brutal e transformadora, que, por trás de cada prontuário, há uma vida em suspensão, esperando uma resposta, um gesto de esperança.
    
   O que era previsível mudou de repente: novos exames mostraram que minha chance de resposta era mínima. Pensei em desistir e partir logo para a cirurgia. Mas respirei fundo e investiguei a resposta ao tratamento. Um exame avançado revelou que o tumor havia encolhido mais de 80%. Segui até o fim do protocolo. A cirurgia, então, foi um sucesso: o tumor removido, as funções recuperadas, a vida retomada. A ciência havia cumprido seu papel, mas o processo inteiro me ensinou que a jornada emocional pode ser tão ou mais difícil do que a jornada clínica.

    O câncer me tirou certezas e dogmas, mas me deu algo maior: a capacidade de olhar diferente para cada paciente, para cada vida que confia em mim. Não sou mais o mesmo médico, e esse é, hoje, o meu maior prêmio. Sou alguém que já atravessou a tempestade e, por isso, pode oferecer mais que técnica: pode oferecer presença, escuta e humanidade.


(Fabrício Carrerette. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.10.2025. Adaptado)
A concordância está em conformidade com a norma­-padrão em:
Alternativas
Q3754628 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Quando a ciência encontra o humano: a trajetória de um médico que enfrenta o câncer de próstata


      Hoje, apresento a minha aula da vida: não apenas como médico e pesquisador, mas como alguém que viveu no próprio corpo aquilo que estuda diariamente – o câncer de próstata.

   O resultado do exame trouxe uma verdade incômoda: mesmo conhecendo profundamente a medicina e tendo acesso à tecnologia mais avançada, eu estava vulnerável como qualquer homem.

     Diante de três caminhos, precisei escolher. O primeiro, o mais tradicional, seria a cirurgia imediata, mas com chance maior de falhas. O segundo, apelidado por mim de “mítico”, reunia promessas milagrosas e pouco resultado real. E o terceiro, o mais longo, exigia paciência e disciplina: uma preparação com novos medicamentos que reduzem a força do tumor, seguida da cirurgia. Foi esse que abracei, por acreditar na ciência e confiar que a pesquisa moderna ainda pode abrir portas para resultados mais consistentes.

     A escolha, no entanto, não me poupou do peso emocional. Os efeitos do tratamento foram intensos: um esvaziamento da energia, da disposição e até da identidade masculina. Era como se apagassem um motor vital. Mas não me entreguei. Segui com disciplina, exercícios e trabalho, buscando manter vivo o meu propósito. Passei a sentir na pele o que tantos pacientes me confidenciaram ao longo dos anos. Entendi, de forma brutal e transformadora, que, por trás de cada prontuário, há uma vida em suspensão, esperando uma resposta, um gesto de esperança.
    
   O que era previsível mudou de repente: novos exames mostraram que minha chance de resposta era mínima. Pensei em desistir e partir logo para a cirurgia. Mas respirei fundo e investiguei a resposta ao tratamento. Um exame avançado revelou que o tumor havia encolhido mais de 80%. Segui até o fim do protocolo. A cirurgia, então, foi um sucesso: o tumor removido, as funções recuperadas, a vida retomada. A ciência havia cumprido seu papel, mas o processo inteiro me ensinou que a jornada emocional pode ser tão ou mais difícil do que a jornada clínica.

    O câncer me tirou certezas e dogmas, mas me deu algo maior: a capacidade de olhar diferente para cada paciente, para cada vida que confia em mim. Não sou mais o mesmo médico, e esse é, hoje, o meu maior prêmio. Sou alguém que já atravessou a tempestade e, por isso, pode oferecer mais que técnica: pode oferecer presença, escuta e humanidade.


(Fabrício Carrerette. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.10.2025. Adaptado)
Não me entreguei       ideias negativas e segui com disciplina, exercícios e trabalho       fim de manter vivo o meu propósito e chegar bem       cirurgia. Depois de atravessar a tempestade, posso oferecer       meus pacientes mais do que técnica: presença, escuta e humanidade.

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3754627 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Quando a ciência encontra o humano: a trajetória de um médico que enfrenta o câncer de próstata


      Hoje, apresento a minha aula da vida: não apenas como médico e pesquisador, mas como alguém que viveu no próprio corpo aquilo que estuda diariamente – o câncer de próstata.

   O resultado do exame trouxe uma verdade incômoda: mesmo conhecendo profundamente a medicina e tendo acesso à tecnologia mais avançada, eu estava vulnerável como qualquer homem.

     Diante de três caminhos, precisei escolher. O primeiro, o mais tradicional, seria a cirurgia imediata, mas com chance maior de falhas. O segundo, apelidado por mim de “mítico”, reunia promessas milagrosas e pouco resultado real. E o terceiro, o mais longo, exigia paciência e disciplina: uma preparação com novos medicamentos que reduzem a força do tumor, seguida da cirurgia. Foi esse que abracei, por acreditar na ciência e confiar que a pesquisa moderna ainda pode abrir portas para resultados mais consistentes.

     A escolha, no entanto, não me poupou do peso emocional. Os efeitos do tratamento foram intensos: um esvaziamento da energia, da disposição e até da identidade masculina. Era como se apagassem um motor vital. Mas não me entreguei. Segui com disciplina, exercícios e trabalho, buscando manter vivo o meu propósito. Passei a sentir na pele o que tantos pacientes me confidenciaram ao longo dos anos. Entendi, de forma brutal e transformadora, que, por trás de cada prontuário, há uma vida em suspensão, esperando uma resposta, um gesto de esperança.
    
   O que era previsível mudou de repente: novos exames mostraram que minha chance de resposta era mínima. Pensei em desistir e partir logo para a cirurgia. Mas respirei fundo e investiguei a resposta ao tratamento. Um exame avançado revelou que o tumor havia encolhido mais de 80%. Segui até o fim do protocolo. A cirurgia, então, foi um sucesso: o tumor removido, as funções recuperadas, a vida retomada. A ciência havia cumprido seu papel, mas o processo inteiro me ensinou que a jornada emocional pode ser tão ou mais difícil do que a jornada clínica.

    O câncer me tirou certezas e dogmas, mas me deu algo maior: a capacidade de olhar diferente para cada paciente, para cada vida que confia em mim. Não sou mais o mesmo médico, e esse é, hoje, o meu maior prêmio. Sou alguém que já atravessou a tempestade e, por isso, pode oferecer mais que técnica: pode oferecer presença, escuta e humanidade.


(Fabrício Carrerette. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.10.2025. Adaptado)
Considere as passagens:

•  “... não apenas como médico e pesquisador, mas como alguém que viveu no próprio corpo aquilo que estuda diariamente...” (1o parágrafo)
•  “... mesmo conhecendo profundamente a medicina e tendo acesso à tecnologia mais avançada, eu estava vulnerável como qualquer homem.” (2o parágrafo)
•  “A escolha, no entanto, não me poupou do peso emocional.” (4o parágrafo)

No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas “não apenas ... mas”, “mesmo” e “no entanto” exprimem, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Respostas
8701: E
8702: A
8703: C
8704: B
8705: A
8706: D
8707: B
8708: A
8709: D
8710: E
8711: B
8712: A
8713: B
8714: D
8715: E
8716: C
8717: C
8718: E
8719: B
8720: A