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A natureza da narrativa sobre Brecha Digital (digital divide) não escapa dos fenômenos de conotação e mitificação que, de modo planejado ou não, espalham epistemologias e ideologias. Durante a passagem do século XX para XXI, essa narrativa tornou-se uma forma de “poder suave” (soft power) que caracteriza uma nova forma de colonialismo: o colonialismo eletrônico e cultural. As tecnologias de informação e comunicação (TIC) foram adicionadas ao pacote de ferramentas que mantém o sistema global alinhado dentro de uma estrutura de dependência entre os países que são seu “Centro” econômico e tecnológico, liderados pelos EUA, e regiões como a América Latina, que são parte da “Periferia”.
(Cristian Berrío-Zapata e Ricardo Cesar Gonçalves Sant’Ana. Exclusão
digital: discurso e poder sobre a tecnologia da informação, 2017. Adaptado)
A partir do excerto de Berrío-Zapata e Sant’Ana, a noção de participação democrática associada às TIC, frente ao conceito de Brecha Digital, indica, nas Humanidades Digitais, a
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A sociologia não pode deixar de ser ética. (...) A moral é uma questão de responsabilidade em relação ao Outro; e o mais poderoso argumento em favor de assumir essa responsabilidade é a dependência mútua dos seres humanos, a condição que a sociologia investiga, exibe e busca infatigavelmente fazer compreender.
(Zigmunt Bauman. Para que serve a sociologia, 2015)
Com base nos padrões metodológicos em Ciências Sociais, o procedimento que expressa a orientação do excerto para a condução de estudos empíricos é a
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Qual é o plano para sustentar o projeto digital? Onde ele será alocado e mantido institucionalmente? Como serão tais recursos sustentados? O trabalho das equipes, estudantes e consultores bem como os custos de hardware, software e outros materiais devem ser levados em conta, sem mencionar os compromissos intelectuais do pesquisador principal e da comunidade de conselheiros e colaboradores.
(Anne Burdick et al. “Um breve guia para as Humanidades Digitais”. Em: TECCOGS – Revista Digital de Tecnologias Cognitivas, 2020. Adaptado)
Para Anne Burdick et al., a consolidação de projetos em Humanidades Digitais exige
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As Ciências Sociais Computacionais têm emergido e se consolidado como um campo híbrido em construção. Este é um espaço científico formado pela intersecção das Ciências Sociais e da Ciência da Computação, trazendo contribuições de conhecimentos e expertises adjacentes, como Estatística, Linguística etc. Importante frisar que desde muito tempo as Ciências Sociais se utilizam do conhecimento matemático e estatístico, além do uso de softwares e computadores; mas o que ocorre de diferente é a emergência de objetos, métodos e teorias que antes não eram possíveis e atualmente são possíveis. Um dos campos potencializados pelas Ciências Sociais Computacionais tem sido o estudo de objetos e problemas sociais e políticos a partir da linguagem e da comunicação humana. E um dos métodos mais consolidados nas Ciências Sociais para tratar desse tipo de dado é a Análise de Conteúdo.
(Gleidylucy Oliveira e Rafael Cardoso Sampaio. “Ciências Sociais Computacionais e análise de conteúdo: reflexões a partir da produção latino-americana”. Em: Revista de Estudios Brasileños, 2023. Adaptado)
No contexto descrito, a emergência das Ciências Sociais Computacionais indica novas possibilidades de análise.
Entre as implicações metodológicas desse processo, segundo o excerto, destaca-se a
A reutilização qualificada de dados de entrevistas políticas exige tratamento adequado e rigor científico. Leia o excerto a seguir, que traz questões relevantes acerca desse desafio:
Na era analógica, coletar dados sobre comportamento – dados relacionados a quem faz o que e quando – era caro e, portanto, relativamente raro. Agora, na era digital, o comportamento de bilhões de pessoas é registrado, armazenado e analisável. Como esses dados são um subproduto das ações cotidianas das pessoas, eles geralmente são chamados de “traços digitais”. A inundação cada vez maior do big data significa que fomos de um mundo onde os dados sobre comportamento são escassos para outro em que são abundantes. Fontes de big data estão em toda parte, mas usá-las para pesquisa social pode ser complicado. [...] Há algo como a regra de “não há almoço grátis” para dados: se você não investir muito trabalho coletando os dados, então você provavelmente terá que dedicar muito esforço pensando sobre eles e os analisando.
(Marziyeh Ebrahimi. “Resenha do livro Bit by Bit: Social Research in the Digital Age por Matthew J. Salganik”.Em: SciELO em Perspectiva, 2018)
Diante da abundância de “traços digitais” mencionada no excerto, a reutilização qualificada de dados de entrevistas políticas exige, prioritariamente, metadados que descrevam
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As Ciências Sociais Computacionais têm se caracterizado como um novo campo da ciência que não se limita a big data e à análise de redes sociais ou modelos de simulação social, mas compreende tudo isso. Elas têm por objetivo processar dados e executar simulações em escala planetária, levando em consideração toda a população mundial. Principalmente, porque eventos que ocorrem em um lugar podem ter enormes consequências no outro lado do mundo. O surgimento das Ciências Sociais Computacionais abre vários questionamentos e intensifica o movimento autorreflexivo que as Ciências Sociais vivenciam desde as chamadas “Virada Linguística” e “Ontológica” iniciadas na segunda metade do século XX. Desse surgimento, emergem diferentes angústias epistemológicas.
(Patrícia P. Pavesi e Julio Valentim. “Ciências Sociais
Computacionais: um novo paradigma para as
Ciências Sociais?”. Em: Simbiótica, 2021. Adaptado)
Entre as inquietações de natureza epistemológica associadas ao surgimento das Ciências Sociais Computacionais, conforme Patrícia Pavesi e Julio Valentim, destaca-se
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Pode-se definir entrevista como a técnica em que o investigador se apresenta frente ao investigado e lhe formula perguntas, com o objetivo de obtenção dos dados que interessam à investigação. A entrevista é, portanto, uma forma de interação social. Mais especificamente, é uma forma de diálogo assimétrico, em que uma das partes busca coletar dados e a outra se apresenta como fonte de informação.
(Antonio Carlos Gil. Métodos e técnicas de pesquisa social, 2008)
Com base no método de investigação social descrito no excerto, o cientista social objetiva elaborar
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O que diferencia as Humanidades Digitais de outros campos é o envolvimento direto das pesquisas com os computadores. Ao usar o computador para realizar suas pesquisas, as Humanidades Digitais são capazes de ser um gap entre duas culturas científicas: usa a orientação quantitativa das Ciências Exatas e a crítica cultural das Humanidades. A ênfase dada à importância dos computadores nas pesquisas é tamanha que se cita um computational turn nas Humanidades.
(Arthur Ferreira Reis. “As humanidades digitais no Brasil
e no mundo: o estado da arte”. Em: Revista Convergências:
estudos em Humanidades Digitais, 2023. Adaptado)
No cenário contemporâneo, a especificidade da área de investigação mencionada no excerto consiste em
Mulher de 55 anos apresenta, nas últimas 6 semanas, um quadro de dificuldade progressiva para se levantar de cadeiras e subir escadas. Atualmente, refere incapacidade de entrar ou sair da banheira. Nega etilismo, tabagismo, mialgia e não faz uso de medicamentos. Ao exame físico, observa-se um exantema violáceo (heliótropo) que acomete ambas as pálpebras; constata-se fraqueza da musculatura proximal dos membros inferiores; o exame neurológico não revela outras alterações.
Nessa paciente, o próximo exame diagnóstico mais adequado é
Homem de 57 anos relata quadro progressivo de dispneia aos esforços, com piora nas últimas 4 semanas. Refere tosse minimamente produtiva, com predomínio matinal, há 2 anos. O histórico é relevante para tabagismo de 40 maços-ano. Nega comorbidades como hipertensão arterial, hipercolesterolemia ou diabetes mellitus. Ao exame físico, encontra-se confortável em repouso; saturação periférica de oxigênio em ar ambiente é de 93%; veias jugulares encontram-se planas e a ausculta cardíaca é normal; pulmonar: sem crepitações, com murmúrio vesicular globalmente diminuído; abdome normal; extremidades sem edema. A radiografia de tórax evidencia hiperinsuflação pulmonar, sem sinais de cardiomegalia ou congestão pulmonar.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o próximo passo mais importante para o estadiamento da doença desse paciente é
Trabalhador da indústria eletrônica e de semicondutores apresenta queixa de dor de cabeça, visão dupla e dor abdominal há cerca de 6 semanas, além de queda de cabelo nos últimos dias.
Qual exame de sangue é indicado para confirmar o diagnóstico?
Homem de 52 anos trabalha em uma metalúrgica no setor de soldagem de peças de aço galvanizado há 20 anos. Ele procura o serviço de saúde da empresa com queixa de febre alta, calafrios, dores musculares e cefaleia, com início sempre no final da jornada de trabalho e melhora durante os finais de semana. A anamnese ocupacional revela que o sistema de exaustão localizado do seu posto de trabalho está quebrado há vários meses.
Considerando os princípios da higiene ocupacional, qual das seguintes abordagens representa a conduta prioritária e tecnicamente mais adequada para a gestão do risco no ambiente de trabalho?
Uma paciente se apresenta com depressão atípica, incluindo aumento do apetite, ganho de peso, aumento do sono, sensibilidade à rejeição e reatividade do humor.
Qual dos achados em sua apresentação tem maior probabilidade de persistir ao longo da vida?
Em conformidade com o disposto no subitem 7.5.8 da Norma Regulamentadora no 7 (PCO), a periodicidade do exame médico clínico periódico deve obedecer a critérios distintos segundo o nível de risco e a condição de saúde do empregado.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa determinação.
Mulher de 22 anos procura avaliação para tratamento de cefaleia. O primeiro episódio iniciou-se aos 16 anos, porém a frequência aumentou para 1 a 2 episódios mensais no último ano. As cefaleias não são precedidas por aura. Caracteristicamente, são bilaterais, de caráter pulsátil e tão intensa que a obriga a se ausentar do trabalho. A dor é exacerbada por ruído intenso e atividade física. Cada episódio dura até o anoitecer; ela desperta na manhã seguinte sem dor ou náusea, apta para retornar às suas atividades. Faz uso de paracetamol no início da dor, sem benefício. Nega o uso de outras medicações, incluindo contraceptivos orais e não há antecedentes mórbidos. Sinais vitais e exame neurológico não apresentam alterações.
Qual é o próximo passo mais adequado no manejo dessas cefaleias?