Questões de Concurso
Para colégio pedro ii
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As equações de Maxwell do eletromagnetismo formam, para uma região onde não existam cargas ou correntes elétricas, um conjunto de equações diferenciais parciais de primeira ordem, que representam a mescla do campo elétrico E e do campo magnético B. É possível desacoplá-las (separando-se o campo elétrico E do campo magnético B). Desta forma, teremos duas equações diferenciais de segunda ordem, uma para o campo elétrico e outra para o campo magnético. Além disso, é percebido que tanto o campo elétrico E quanto o campo magnético B satisfazem uma equação de onda de representação tridimensional (em coordenadas cartesianas).
Para se obter essa equação de onda, deve-se utilizar a lei de
O gráfico posição x tempo a seguir ilustra o movimento de uma partícula em um plano horizontal e é aproximadamente um quarto de circunferência de raio 10 m.

O instante em que o móvel possui uma velocidade de 1 m/s é mais próximo de
Uma barragem de altura h e largura L está completamente cheia de água de densidade ρ.
Se a aceleração da gravidade no local tem módulo g, podemos afirmar que a força exercida pela água
sobre a parede da barragem é dada por
Na figura estão representadas as linhas de força de um campo elétrico produzido por uma determinada configuração de cargas. As linhas tracejadas correspondem a superfícies equipotenciais.

Com relação aos pontos A, B, C, D e E, indicados na figura, é correto afirmar que o

O instante em que o objeto atinge velocidade máxima é
O gráfico a seguir representa a curva característica de um gerador:

Considere as seguintes afirmações:
I. A intensidade de corrente de curto circuito é 10A.
II. A resistência interna do gerador é de 1,5 Ω.
III. A potência máxima do gerador é de 300 W.
IV. A intensidade de corrente elétrica é de 3,0 A quando o gerador é ligado a uma resistência externa de 7,0 Ω.
Estão corretas
A classificação das ondas eletromagnéticas, baseada na frequência, constitui o espectro eletromagnético. Em relação ao espectro eletromagnético, são feitas algumas afirmações:
I. A frequência das micro-ondas são menores do que as das ondas de rádio.
II. A faixa de frequências correspondente à luz visível é pequena comparada à do ultravioleta.
III. O comprimento de onda do infravermelho é menor do que o do ultravioleta.
IV. As ondas infravermelhas são costumeiramente chamadas de ondas de calor.
Estão corretas
Uma partícula de massa m e carga q é lançada com velocidade de módulo V através de um orifício em P1, em uma região onde há um campo magnético uniforme de módulo B. O vetor velocidade é perpendicular ao vetor campo magnético que é perpendicular ao plano do papel. A partícula colide com um anteparo no ponto P2. A distância entre os pontos P1 e P2 é D.
A figura a seguir descreve a situação:

O intervalo de tempo entre a entrada no campo pelo ponto P1 e a colisão da partícula no ponto P2 é
Um móvel de massa 2,0 kg, movendo-se horizontalmente com velocidade de 10 m/s, colide com outro móvel de massa 3,0 kg inicialmente em repouso.
A porcentagem da máxima energia cinética perdida na colisão é
Em um calorímetro ideal, são colocados 100g de gelo a 0ºC e 100g de água a 50ºC que entram em equilíbrio térmico. Em seguida, é inserida no calorímetro uma massa M de alumínio a uma temperatura de 110ºC. A temperatura final de equilíbrio é 10ºC.
Considere:
Calor específico da água = 1,0 cal / goC. Calor específico do alumínio = 0,20 cal/ goC. Calor latente de fusão do gelo = 80 cal / g.O valor de M é
Durante muito tempo acreditei que eu era perseguido por um tipo de análise dos saberes e dos conhecimentos tais como eles podem existir em uma sociedade como a nossa: o que se sabe acerca da loucura, acerca da doença, o que se sabe do mundo, da vida? Ora, creio que esse não era meu problema. Meu verdadeiro problema é aquele que é, aliás, um problema atualmente de todo mundo, o do poder.
(FOUCAULT, Michel. Poder e saber. In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009, p. 232-233.)
A questão do poder aparece em várias obras de Michel Foucault (1926-1984). É correto afirmar sobre
o pensamento do filósofo a esse respeito que
Ao invés de indicar algo que seja comum a tudo o que chamamos linguagem, digo que não há uma coisa sequer que seja comum a estas manifestações, motivo pelo qual empregamos a mesma palavra para todas – mas são aparentadas entre si de muitas maneiras diferentes. Por causa deste parentesco, ou destes parentescos, chamamos a todas de “linguagens”. (...)Não posso caracterizar melhor essas semelhanças do que por meio das palavras “semelhanças familiares”; pois assim se sobrepõem e se entrecruzam as várias semelhanças que existem entre os membros de uma família (...). [O]s ‘jogos’ formam uma família.
(WITTGENSTEIN, L. Investigações filosóficas. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, p.169)
O conceito wittegensteiniano de “semelhanças familiares”
“Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos, já prontos, valores ou ordens que possam legitimar a nossa conduta. Assim, não teremos nem atrás de nós, nem na nossa frente, no reino luminoso dos valores, nenhuma justificativa e nenhuma desculpa. Estamos só, sem desculpas. É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado, porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz.”
(SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009. p.624)
Identifica-se, no texto acima, o pensamento existencialista de Sartre, segundo o qual o ser humano
(...) E na introdução à dialética transcendental, Kant diz: “Verdade ou aparência não se encontram no objeto na medida em que ele se dá na intuição e sim no juízo a seu respeito, na medida em que é pensado.”
A caracterização da verdade como “concordância”, adequatio, omoiosis, é, de certo, por demais vazia e universal. (...)
(HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo, § 44, b). In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009, p.156.)
A partir do trecho da obra Ser e tempo de Heidegger, pode ser afirmado que
“(...) é fácil conceber o condicionamento social do atual declínio da aura. Ele repousa sobre duas circunstâncias, e ambas se relacionam com o aumento crescente das massas e a crescente intensidade de seus movimentos. (...) Unicidade e duração se entrelaçam na imagem assim como volatilidade e repetibilidade na reprodução.”
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: DUARTE, Rodrigo. O belo autônomo. Belo Horizonte: Autêntica/Crisálida, 2012. p.286.
De acordo com o trecho, é correto afirmar que
(...) a arte fica amputada de todo o conteúdo e supõe-se no seu lugar um elemento tão formal como a satisfação. Bastante paradoxalmente, a estética torna-se para Kant um hedonismo castrado, prazer sem prazer, com igual injustiça para com a experiência artística, na qual a satisfação atua casualmente e de nenhum modo é a totalidade, e para com o interesse sensual, as necessidades reprimidas e insatisfeitas...
ADORNO, Theodor. Teoria estética. In: DUARTE, Rodrigo. O belo autônomo. Belo Horizonte: Autêntica/Crisálida, 2012. p.371-372.
Considerando essa crítica de T. Adorno à concepção estética de Kant, pode ser afirmado que
Aqui, nesse perigo supremo da vontade, aproxima-se a arte, como feiticeira salvadora, como feiticeira da cura; somente ela é capaz de converter aqueles pensamentos nauseantes acerca do terrível ou absurdo da existência em representações com as quais se pode viver: são elas o sublime enquanto aplacamento artístico do terrível, e o cômico enquanto descarga artística da náusea do absurdo.
NIETZSCHE, O nascimento da tragédia. In: DUARTE, Rodrigo. O belo autônomo. Belo Horizonte: Autêntica/Crisálida, 2012. p.247.
Considerando o texto, pode-se afirmar que, para Nietzsche, a arte
(...) a poesia é adequada a todas as Formas do belo e se estende sobre todas elas, porque seu autêntico elemento é a bela fantasia (...).
(HEGEL. Cursos de estética. In: DUARTE, Rodrigo. O belo autônomo. Belo Horizonte: Autêntica/Crisálida, 2012. p.202.)
De acordo com o texto e o pensamento de Hegel, é correto afirmar que