Questões de Concurso
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I. terapia antirretroviral (TARV) revolucionou o curso da doença, transformando a infecção pelo HIV de potencialmente fatal para doença crônica passível de tratamento. A TARV é o tratamento padrão para pacientes com HIV/aids. Contudo, requer taxas de adesão da ordem de 80%-90% para ser efetiva.
II. A adesão é um fenômeno multidimensional, que engloba o sistema e a equipe de saúde, fatores relacionados ao paciente, além de variáveis relacionadas ao tratamento, à doença, a aspectos culturais e socioeconômicas. Dentre os fatores psicossociais que têm sido associados a não adesão à TARV, pode-se citar a ausência de suporte social e a presença de transtornos mentais.
III. Embora se possa dizer que avanços tecnológicos e biomédicos foram alcançados em relação à epidemia de HIV/aids, no Brasil, o estigma e a discriminação estão entre as principais barreiras para o acesso a serviços de prevenção e testagem para o HIV.
Das afirmativas acima:
I. Falta de informações adequadas sobre o estado do paciente: nem sempre a equipe de saúde sabe o que informar à família sobre o estado do paciente, ou mesmo tem disponibilidade interna e/ou externa para tal.
II. A família se vê frente a desafios na hora de eleger quem acompanhará em sua estada no hospital. A maioria dos hospitais tem horários de visita que não são sempre compatíveis com a vida dos membros da família que tem seus empregos, afazeres, tarefas, etc.
III. Responsabilidade frente a decisões difíceis: não raro, a família se vê frente a exigências de tomadas de decisões angustiantes (amputações, medicamentos, procedimentos invasivos, internação em CTI etc), enfrentando situações com intenso nível de ansiedade e dúvidas.
Sobre as dificuldades que as famílias podem encontrar, pode-se dizer que:
I. A inserção obrigatória do psicólogo na equipe de saúde atuante nas UTIs é recente. Ele é chamado de intensivista, e algumas de suas funções junto ao paciente consistem em: a) assistência psicológica, atentando a fatores que podem influenciar sua estabilidade emocional; e, b) a avaliação da adaptação do paciente à hospitalização, considerando seu estado psíquico e sua compreensão do diagnóstico, além de suas reações emocionais diante da doença.
II. O psicólogo de UTI não atua junto à família acolhendo, orientando e informando as rotinas da UTI a seus familiares e visitantes, mas sim junto à equipe multiprofissional. Sua tarefa é apenas atender a solicitações dos profissionais da equipe, promover a adesão e compreensão do tratamento por parte dos envolvidos no processo de hospitalização.
III. A atuação do psicólogo na UTI deve se ater apenas ao suporte psicoterapêutico que o paciente necessita em virtude da possibilidade de apresentar uma série de transtornos/distúrbios psicológicos, relacionados ou não ao processo do adoecimento e da internação na UTI.
IV. Na UTI, onde a iminência da morte está sempre presente, as interferências emocionais da hospitalização no paciente e seus familiares tornam-se ainda mais extremadas podendo configurar um luto antecipatório. O atendimento psicológico pode ajudar o familiar a lidar com questões não resolvidas com a pessoa que está morrendo, a identificar e expressar sentimentos.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
I. Todo grupo operativo é terapêutico, mas nem todo grupo terapêutico é operativo. O grupo operativo é um instrumento de trabalho, um método de investigação e cumpre, além disto, uma função terapêutica.
II. Grupo operativo é um conjunto restrito de pessoas, que, ligadas por constante de tempo e espaço e articuladas por sua mútua representação interna, propõe-se, de forma explícita ou implícita, a uma tarefa que constitui a sua finalidade, interatuando através de complexos mecanismos de assunção e de adjudicação de papéis.
III. O papel de coordenador no grupo operativo é de coopensor, aquele que pensa junto com o grupo ao mesmo tempo que integra o pensamento grupal, facilitando a dinâmica de comunicação grupal.
IV. A técnica de grupo operativo propõe a presença e intervenção de um coordenador, que nem indaga nem problematiza, as falas dos integrantes, e de um observador que, posteriormente, analisa com o coordenador os pontos emergentes, o movimento do grupo em torno da tarefa e os papéis desempenhados pelos integrantes.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
Observe as afirmativas a seguir, em relação ao comportamento suicida.
I. É um tema de extrema importância devido a seu impacto social, seja em termos numéricos, seja em relação a familiares, amigos ou conhecidos das pessoas que fazem uma tentativa ou ameaçam se matar.
II. É um fenômeno complexo e difícil de ser abordado, porque, no mundo ocidental, a morte, por si só, já é um tema difícil de ser trabalhado nos diversos espaços sociais.
III. Falar de um comportamento relacionado à morte vai na contramão da ciência, pois a ciência emprega grandes esforços para alongar o tempo de vida das pessoas. A pessoa que comete o suicídio vai de encontro a essa ideia.
É correto afirmar que:
Observe as afirmativas a seguir, em relação psicanálise e aos psicanalistas nos ambulatórios públicos.
I. A psicanálise não está no ambulatório para negar os avançados tratamentos das mais diversas patologias, mas para escutar os sujeitos que portam tais patologias.
II. O psicanalista faz de sua diferença uma especificidade e não uma especialidade.
III. Trabalha-se sobre o que resta das demandas, das outras modalidades de tratamento, do que ficou sem resposta. Esta é a diferença que diz respeito ao psicanalista.
As afirmativas I, II e III são respectivamente:
Sobre o trabalho e os desafios do psicanalista no hospital, é correto afirmar que:
I. Transferência na instituição hospitalar: Certamente, o maior obstáculo para a atuação analítica no hospital. Isso porque é sabido que a transferência do paciente ou é com a instituição ou é com o médico, e não com o analista, que comumente é visto como intruso.
II. O setting no hospital é um impeditivo ao trabalho analítico. Isso porque setting exige padronização poltrona-divã, e não psicanalistas à beira de leitos.
III. Demanda de análise: Impossível de ser criada no contexto hospitalar, pois nele o analista se oferece escancaradamente aos pacientes, como lugar e escuta, constrangendo-os.
As afirmativas I, II e III são respectivamente:
I. O que ordena a relação médico-doente não é o distanciamento do médico em relação ao seu doente, mas sim a relação intersubjetiva que se dá.
II. O médico não fala e não intervém senão enquanto representante do discurso médico, pois, deve se apagar diante da objetividade científica da qual é o garante.
III. O médico como pessoa, aquele que pertencente a um corpo médico, é quem medica o doente.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
I. A consulta e o uso adequado do Manual são de suma importância para os profissionais que atuam na área da saúde mental. Sua utilização tem resultado em avanços científicos significativos no campo da prática clínica e do estudo epidemiológico dos transtornos mentais e possibilita uma ampla comunicação, através de uma linguagem comum, entre médicos psiquiatras e psicólogos em todo o mundo. Entretanto, o uso do manual é limitado, não substitui o estudo dos tratados clássicos de psicologia, psicopatologia e psiquiatria, e nem a experiência clínica e o treinamento que o precede.
II. Constata-se que os avanços e detalhamentos das descrições psicodiagnósticas e o aumento de classes e categorias diagnósticas parecem estarem intimamente relacionados a expansão das indústrias farmacêuticas, que se tornaram as novas detentoras do poder controlador do sofrimento psíquico da população, do mal-estar da sociedade e da veiculação midiática, que contribui reforçando a promessa da anulação de faculdades propriamente humanas, como o sofrimento.
III. O Manual, esse compêndio de psiquiatria que sempre se atualiza, deve ser consultado como a fonte de conhecimento da especialidade. Ao listar os sintomas, ele busca auxiliar no reconhecimento dos transtornos mentais. Ele traz muitas vantagens, pois descreve minuciosamente, e de forma fragmentada, os sintomas de diversos quadros clínicos.
De cima para baixo, a sequência correta é:
I. A assistência à saúde ofertada prioritariamente pela política pública de saúde mental e de acordo com perspectiva proibicionista, de “alta exigência”, é aquela na qual nenhum padrão de consumo é tolerado e a abstinência é despontada como condição.
II. O modelo de atenção à saúde baseado na redução de danos representa um importante barreira ao acesso para as pessoas que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas. Os/as usuários de um CAPSAd, quando conseguem atendimentos, são estigmatizados de “fracos”, “vagabundos”, “sem-vergonha” e até “imorais”.
III. Os princípios da redução de danos se sustentam no pragmatismo de que o consumo de drogas sempre esteve e sempre estará presente na história da humanidade. Como o consumo de drogas não pode ser suprimido das sociedades, é possível traçar estratégias para reduzir os danos a ele relacionados, tanto para os usuários quanto para a coletividade.
Das afirmativas acima, é correto afirmar que:
Analise as afirmações abaixo e avalie se elas são verdadeiras (V) ou falsas (F), considerando o Parecer Psicológico, uma das modalidades de documentos prevista na Resolução acima citada:
I. É um pronunciamento por escrito, que tem como finalidade apresentar uma análise técnica, respondendo a uma questão-problema do campo psicológico ou a documentos psicológicos questionados. Visa a dirimir dúvidas de uma questão-problema ou documento psicológico que estão interferindo na decisão do solicitante, sendo, portanto, uma resposta a uma consulta.
II. Sua elaboração exige conhecimento específico e competência no assunto e seu resultado pode ser indicativo ou conclusivo. É um documento resultante do processo de avaliação psicológica ou de intervenção psicológica.
III. Consiste em um documento que, por meio de uma exposição escrita, descritiva e circunstanciada, considera os condicionantes históricos e sociais da pessoa, grupo ou instituição atendida, podendo também ter caráter informativo.
As afirmativas I, II e III são respectivamente:
Sobre epidemias e pandemias infecciosas é correto afirmar, EXCETO, que: