Questões de Concurso Para objetiva

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Q3392576 Português
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se para o plural para preencher de modo CORRETO a lacuna em:
Alternativas
Q3392575 Português
Em “Fui ensinada a ter paciência, pois a vida é cheia de surpresas boas e ruins.”, a palavra sublinhada expressa ideia de:
Alternativas
Q3392574 Português
Sobre o uso dos porquês, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3392573 Português
Assinalar a alternativa cujos termos sublinhados são classificados como objeto indireto.
Alternativas
Q3392571 Português

Pechada


    O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

    — Aí, Gaúcho!

    — Fala, Gaúcho!

   Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

    — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

    — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português.

    O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

    Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

    — O pai atravessou a sinaleira e pechou.

    — O quê?

    — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

    A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

    — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.

    — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

    — E o que é isso?

    — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

    — Nós vinha...

    — Nós vínhamos.

   — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

    A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

    “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada.

    — Aí, Pechada!

    — Fala, Pechada!


Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.

O texto mostra as diferenças que uma língua apresenta mediante alguns fatores. Com base nisso, assinalar a alternativa que apresenta a variação linguística apresentada no texto.
Alternativas
Q3392570 Português

Pechada


    O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

    — Aí, Gaúcho!

    — Fala, Gaúcho!

   Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

    — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

    — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português.

    O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

    Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

    — O pai atravessou a sinaleira e pechou.

    — O quê?

    — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

    A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

    — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.

    — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

    — E o que é isso?

    — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

    — Nós vinha...

    — Nós vínhamos.

   — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

    A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

    “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada.

    — Aí, Pechada!

    — Fala, Pechada!


Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.

O menino Jorge, em todo o texto, é chamado de “gordo Jorge”. Tem-se, aqui, uma figura de linguagem que enfatiza o significado do substantivo, acrescentando uma característica particular. Essa figura de linguagem é conhecida como:
Alternativas
Q3392568 Português

Pechada


    O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

    — Aí, Gaúcho!

    — Fala, Gaúcho!

   Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

    — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

    — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português.

    O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

    Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

    — O pai atravessou a sinaleira e pechou.

    — O quê?

    — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

    A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

    — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.

    — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

    — E o que é isso?

    — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

    — Nós vinha...

    — Nós vínhamos.

   — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

    A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

    “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada.

    — Aí, Pechada!

    — Fala, Pechada!


Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.

De acordo com o texto, os alunos encontravam uma certa dificuldade em entender o colega de classe que viera de outro estado (Rio Grande do Sul), e isso causava, até, uma desconfiança de que a língua por ele falada não era o português (pelo menos não o “correto”). Com base nisso é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3392130 Engenharia Agronômica (Agronomia)
As pás-carregadeiras são equipamentos utilizados em operações de terraplenagem e movimentação de materiais. Com relação às características de operação com essa máquina, assinalar a alternativa que descreve a designação dada à distância vertical entre o solo e a parte inferior da borda cortante da caçamba, quando esta se encontra na posição mais baixa em que a borda permanece horizontal. 
Alternativas
Q3392127 Legislação de Trânsito
Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, os sinais de regulamentação viária desempenham um papel fundamental na organização do tráfego. Sobre o sinal abaixo, é CORRETO afirmar que ele significa: 
25.png (152×133)
Alternativas
Q3392125 Legislação de Trânsito
Segundo a Lei nº 9.503/1997 — Código de Trânsito Brasileiro, a aptidão para dirigir veículos automotores será avaliada por exames conduzidos pelo órgão executivo de trânsito do estado ou do Distrito Federal onde o candidato reside ou tem domicílio, ou na sede estadual ou distrital do próprio órgão, sendo necessário que o condutor atenda aos seguintes requisitos, EXCETO: 
Alternativas
Q3392099 Pedagogia
Na prática pedagógica, a abordagem dos temas transversais, como ética e meio ambiente, deve ocorrer:
Alternativas
Q3392097 Pedagogia
Nos anos iniciais, é indicado que o desenvolvimento de habilidades valorize: 
Alternativas
Q3392096 Meio Ambiente
Uma forma eficaz de incentivar comportamentos ambientalmente responsáveis no meio escolar é:
Alternativas
Q3392095 Pedagogia
Sobre a avaliação nos anos iniciais do Ensino Fundamental, analisar os itens.

I. Deve sempre obedecer a modelos estabelecidos e conter mecanismos de seleção e classificação.
II. É um processo que envolve reflexão crítica para identificar desafios e buscar soluções.
III. Cabe unicamente ao professor avaliar e categorizar os conhecimentos dos alunos.

Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q3392094 Matemática
Em relação à BNCC — Matemática: Anos Iniciais, sobre as unidades temáticas e os objetos de conhecimento do 2º ano, analisar os itens.

I. Números: quantificação de elementos de uma coleção (estimativas, contagem um a um, pareamento ou outros agrupamentos e comparação).
II. Geometria: figuras geométricas planas (reconhecimento de formato das faces de figuras geométricas espaciais).
III. Álgebra: construção de sequências repetitivas e de sequências recursivas.

Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q3392093 Geografia
De acordo com a BNCC — Geografia: Anos Iniciais, sobre as unidades temáticas e os objetos de conhecimento do 3º ano, analisar os itens.

I. Conexões e escalas: paisagens naturais e antrópicas em transformação.
II. Mundo do trabalho: tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes.
III. O sujeito e seu lugar no mundo: convivência e interações entre pessoas na comunidade.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3392092 Pedagogia
De acordo com a BNCC — Língua Portuguesa: Anos Iniciais, sobre o processo de alfabetização, pesquisas sobre a construção da língua escrita pela criança mostram que é preciso:

I. Desenvolver a capacidade de reconhecimento global de palavras (que chamamos de leitura “incidental”, como é o caso da leitura de logomarcas em rótulos), que será depois responsável pela fluência na leitura.
II. Perceber a sílaba em sua variedade como contexto fonológico desta representação.

Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q3392091 Pedagogia
Considerando a Base Nacional Comum Curricular, a respeito dos objetivos das Competências Gerais da Educação Básica, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3391975 Pedagogia
As instituições de Educação Infantil devem ser locais socialmente organizados para o desenvolvimento das aprendizagens infantis e das funções psicológicas superiores. Pode-se dizer que é nas mediações realizadas pelos mais experientes e pela atividade da criança que os processos psicológicos vão se tornando cada vez mais complexos. As funções psicológicas superiores (percepção, pensamento, memória, imaginação, atenção) são constituídas pela:
Alternativas
Q3391974 Pedagogia
Enquanto “alfabetização” e “letramento” dizem respeito ao processo de escrita e leitura, a “numeracia” está relacionada à matemática. Sobre a numeracia, assinalar a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Respostas
5941: C
5942: B
5943: C
5944: A
5945: A
5946: A
5947: D
5948: C
5949: B
5950: B
5951: B
5952: C
5953: C
5954: B
5955: B
5956: A
5957: C
5958: D
5959: C
5960: D