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Alcanos podem ser obtidos em laboratório, pela reação de haletos de alquila em presença de sódio metálico (síntese de Wurtz), como indicado no esquema reacional abaixo:
2R-X + Na → R-R + NaX
Com base nesse esquema, assinale a alternativa que apresenta os possíveis produtos orgânicos da reação do 2-clorobutano
com o 3-cloro-pentano nas condições da síntese de Wurtz.
A morfina é um derivado do ópio, utilizado desde o século XIX como anestésico em campos de batalha e graves doenças terminais. O derivado mais famoso desse alcaloide é a heroína, obtida pela acetilação da morfina com anidrido acético, como ilustrado pela seguinte reação não balanceada:

De acordo com a reação acima, quantos mols de anidrido acético são necessários para acetilar totalmente 2 mols de
morfina?
Alguns processos de obtenção de H2SO4 utilizam pirita (FeS2) como matéria-prima no lugar de enxofre elementar (S8). Esses processos podem ser descritos resumidamente pelas seguintes equações, nas quais se pode notar variações no estado de oxidação do enxofre:
4FeS2 + 11O2 → 2Fe2O3 + 8SO2
2SO2 + O2 → 2SO3
SO3 + H2O → H2SO4
De acordo com o texto, assinale a alternativa que apresenta os estados de oxidação do enxofre nas espécies FeS2, SO2,
SO3 e H2SO4, respectivamente.
O índice de acidez (Ia) de óleos e gorduras é um dos parâmetros para a determinação de sua qualidade, visto que, quanto maior o grau de decomposição dos lipídeos, mais alta é sua acidez. Na determinação do Ia, uma quantidade conhecida de amostra (mA) é dissolvida num solvente apropriado (p.e. etanol) e titulada com uma solução padronizada de NaOH de concentração CB, utilizando-se fenolftaleína como indicador. Sabendo que o Ia é definido como a massa de KOH (em miligramas) necessária para neutralizar 1 grama de amostra, dado pela equação
Ia = mKOH(mg) / mA(g),
e que o volume de solução de NaOH utilizado na titulação é VB, assinale a alternativa que apresenta a expressão para o cálculo do Ia, de acordo com os dados obtidos experimentalmente.
Dados: massa molar do KOH = 56,1 g/mol
Artefatos de aço inoxidável são resistentes à corrosão devido a um fenômeno conhecido como passivação, que é a formação de uma fina camada de óxido de cromo na superfície, por ação do ar ou de oxidantes químicos. Sabendo-se que o ácido nítrico (HNO3) na concentração de 1,6 mol/L pode ser usado como agente passivante, qual volume de HNO3 concentrado (em litros) deve ser utilizado para a obtenção de 100 L de solução passivante?
(Dados: MM(HNO3) = 63,0 g/mol; HNO3 concentrado: d = 1,40 g/mL; teor máximo = 65%(m/m))
Gesser (2015), nos cadernos de tradução organizados por Rodrigues e Quadros (2015), aponta alguns fatores que dificultam o “trânsito” do intérprete educacional.
A que sentido de “trânsito” do intérprete educacional a autora está se referindo?
Para questionar a postura conservadora em relação à fidelidade da tradução, Gile (1995) realizou um experimento para ajudar seus alunos a entender essa questão. O experimento foi adaptado para a disciplina de tradução do Curso de Letras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e é reproduzido abaixo:

Algumas amostras dos resultados das verbalizações:
1. 50 km para Paris.
2. Só mais 50 km e chegamos a Paris.
3. Vamos chegar a Paris daqui a 50 km.
4.Paris está a 50 km daqui.
5. Estamos quase lá! Mais meia hora!
6. Puxa, ainda falta tanto para Paris!
7. Olha só! A placa diz que Paris está a 50 km daqui.
Considerando a variação nos resultados e as reflexões sobre os conceitos de fidelidade, a variedade de verbalização para
a mesma imagem é explicada:

Sobre a história do intérprete de Libras no Brasil, considere as seguintes afirmativas:
1. A estudante Denise Coutinho foi a primeira pessoa a assumir a interpretação da Libras publicamente, em evento coletivo, podendo ser considerada a primeira intérprete de Libras no Rio de Janeiro, quiçá no Brasil.
2. Ricardo Sander foi o primeiro intérprete a apresentar o Hino Nacional em Libras, em eventos oficiais da FENEIS.
3. Em 1988, a FENEIS realizou, no Rio de Janeiro, o I Encontro Nacional dos Intérpretes em Língua de Sinais e, nesse ano, publicou uma espécie de manual, com o título “A Importância dos Intérpretes da Linguagem de Sinais”.
4. Em 2002, foi realizado o II Encontro Nacional de Intérpretes, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ocasião em que foi aprovado o código de ética da categoria. Nessa ocasião, a intérprete e pesquisadora de Libras Ronice Muller de Quadros lançou o livro “O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais e língua portuguesa”.
Assinale a alternativa correta.
Numere a coluna da direita, relacionando as premissas extraídas das ideias de Friedrich Schleiermacher, apresentadas por Heidermann (2009), com os respectivos tipos de tradução.
1. Tradução intralingual.
2. Tradução interpessoal.
3. Tradução intrapessoal.
( ) Às vezes, os nossos próprios discursos devem ser traduzidos depois de um certo tempo, se quisermos que continuem sendo nossos.
( ) Não só os diversos dialetos dos diferentes grupos étnicos de um povo e os diferentes desenvolvimentos dessa mesma língua ou dialeto em diferentes séculos já são, num sentido mais restrito, línguas diferentes e, não raras vezes, precisam de uma tradução entre si.
( ) Mesmo os contemporâneos não separados por dialetos, pertencentes a distintas classes sociais que, pouco relacionadas em seu trato, divergem muito em sua formação, muitas vezes só conseguem se entender através de uma intermediação.
( ) Mas, não é que frequentemente precisamos traduzir o discurso de um outro que é igual a nós, porém de personalidade e mentalidade diferentes, quando sentimos que as mesmas palavras teriam um sentido bem diferente na nossa boca ou ao menos um valor mais forte ou mais fraco que na dele e que, se quiséssemos expressar à nossa maneira o mesmo que ele expressou, utilizaríamos palavras e locuções totalmente diferentes?
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
Sobre a constituição do profissional tradutor intérprete, considere as seguintes afirmativas:
1. Vários autores, entre eles Massuti e Santos (2008), argumentam que o processo de tradução se configura para além de aspectos linguísticos, pois requer estratégias que levem em conta não só as subjetividades do tradutor intérprete e da pessoa surda, mas, também, aspectos que são centrais na cultura surda e na cultura ouvinte.
2. Perlin (2006) conceitua o tradutor intérprete de língua de sinais (TILS) como intérprete da cultura, da língua e da história das pessoas surdas. O ato de traduzir/interpretar é fazer parte da história do outro, o outro surdo. E fazer parte significa se colocar à disposição para entender esse outro, os seus afetos e as suas experiências de vida.
3. Segundo Marques e Oliveira (2009), a partir de uma perspectiva fenomenológica, os tradutores intérpretes de língua de sinais estão o tempo todo assimilando e internalizando novos lugares, novas temporalidades e movendo símbolos carregados de afetividade, motivo pelo qual se encontram num espaço privilegiado de acumulação de conhecimento maximizado em relação a Ser Surdo.
4. Para Massutti (2007), o intérprete seria como um leitor cultural e agenciador de sentidos traduzidos em zonas fronteiriças de contato, marcadas por tensões subjetivas que reinventam os sujeitos não de acordo com uma ou outra cultura, mas conforme o regime híbrido que tece enredos emotivos e cognitivos.
Assinale a alternativa correta.
Considere as imagens abaixo, extraídas de Strobel e Fernandes (1998):

Com base nessas imagens, assinale a alternativa correta.
Considere o texto abaixo:
[...] as línguas de sinais podem fornecer novas perspectivas teóricas sobre as línguas humanas, sobre os determinantes da linguagem e o processo de aquisição e desenvolvimento de uma língua que apresenta certas particularidades em relação às línguas orais.
(QUADROS; KARNOPP, 2004, p. 37)
No que diz respeito à relação entre estudos linguísticos e línguas de sinais, sob o ponto de vista das autoras, é correto afirmar:
Sobre a relação entre língua oral e língua de sinais apontada por Gesser (2009), identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) A língua de sinais tem estrutura própria e é autônoma, ou seja, independente de qualquer língua oral em sua concepção linguística. Apesar disso, no bimodalismo, a estrutura sintática do português, muitas vezes, é presente durante o uso da Libras.
( ) As marcas de imposição da estrutura do português em falares sinalizados se caracteriza como uma forma de hibridismo e funciona como uma estratégia para aqueles ouvintes que estão iniciando o contato e a aprendizagem da língua de sinais, sendo que a fala oral é inerente à cultura dos ouvintes e, portanto, é difícil desvencilhar-se dela.
( ) As marcas de imposição da estrutura do português em falares sinalizados advêm das mãos de surdos oralizados (congênitos ou adquiridos) que, em primeiro lugar, fazem uso da oralidade e rejeitam a língua de sinais. A partir do momento em que passam a utilizar a língua de sinais, eles o fazem ainda tendo em vista a supremacia da fala.
( ) A comunidade surda está inserida na e cercada pela comunidade majoritária ouvinte, e isso faz com que as línguas de sinais estejam em contato direto com as línguas orais locais. Essa “coabitação” linguística faz com que haja não compreensão entre surdos e ouvintes.
( ) A relação entre as línguas não é, nem nunca foi, neutra ou simétrica. Sempre há em jogo questões de poder e as decorrentes situações de conflito, como no caso da língua oral e da língua de sinais, em que a língua dominante tenta abocanhar a língua dominada.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.