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Q78090 Inglês
We are accustomed to thinking of military success as determined by quality of weaponry, rather than by food supply. But a
clear example of how improvements in food supply may decisively increase military success comes from the history of Maori New
Zealand. The Maori are the Polynesian people who were the first to settle New Zealand. Traditionally, they fought frequent fierce
wars against each other, but only against closely neighboring tribes. Those wars were limited by the modest productivity of their
agriculture, whose staple crop was sweet potatoes. It was not possible to grow enough sweet potatoes to feed an army in the field
for a long time or on distant marches. When Europeans arrived in New Zealand, they brought potatoes, which beginning around
1815 considerably increased Maori crop yields. Maori could now grow enough food to supply armies in the field for many weeks.
The result was a 15-year period in Maori history, from 1818 until 1833, when Maori tribes that had acquired potatoes and guns from
the English sent armies out on raids to attack tribes hundreds of miles away that had not yet acquired potatoes and guns. Thus, the
potato's productivity relieved previous limitations on Maori warfare, similar to the limitations that low-productivity corn agriculture
imposed on Maya warfare.

(Diamond, J. (2006). Collapse. London: Penguin.)

Which of the following sentences is NOT true, according to the text?
Alternativas
Q78089 Inglês
We are accustomed to thinking of military success as determined by quality of weaponry, rather than by food supply. But a
clear example of how improvements in food supply may decisively increase military success comes from the history of Maori New
Zealand. The Maori are the Polynesian people who were the first to settle New Zealand. Traditionally, they fought frequent fierce
wars against each other, but only against closely neighboring tribes. Those wars were limited by the modest productivity of their
agriculture, whose staple crop was sweet potatoes. It was not possible to grow enough sweet potatoes to feed an army in the field
for a long time or on distant marches. When Europeans arrived in New Zealand, they brought potatoes, which beginning around
1815 considerably increased Maori crop yields. Maori could now grow enough food to supply armies in the field for many weeks.
The result was a 15-year period in Maori history, from 1818 until 1833, when Maori tribes that had acquired potatoes and guns from
the English sent armies out on raids to attack tribes hundreds of miles away that had not yet acquired potatoes and guns. Thus, the
potato's productivity relieved previous limitations on Maori warfare, similar to the limitations that low-productivity corn agriculture
imposed on Maya warfare.

(Diamond, J. (2006). Collapse. London: Penguin.)

How did the arrival of Europeans change Maori warfare?
Alternativas
Q78086 Direito Penal
O servidor público comete crime contra Administração Pública quando pratica condutas definidas no Código Penal Brasileiro como crime. A respeito do assunto, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) Há crime de peculato quando o servidor se apropria de dinheiro que estava sob sua posse em razão do cargo que ocupa.

( ) Concussão ocorre quando o servidor, usando da influência de seu posto, recebe vantagem para si ou para outrem.

( ) Prevaricação é o crime que ocorre quando o servidor deixa de responsabilizar seu subordinado que cometeu infração no exercício do cargo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q78083 Português
Darwin: o super-herói

Em seu brilhante trabalho de mitologia comparativa, Joseph Campbell (1904-1987) verificou que os heróis de todas as
culturas e religiões humanas compartilham um arco de vida similar, que ele chamou de "monomito". No livro O herói de mil faces,
ele descreve que, no processo de se transformar de humano em herói, o personagem universalmente passa por três estágios
previsíveis: separação - iniciação - retorno.
O arco de vida de Darwin acidentalmente seguiu de maneira fiel o script monomítico de Campbell. Separação: o jovem
destinado a se tornar pároco na Inglaterra vitoriana e ter uma vida monótona abandona seu país para uma aventura de volta ao
mundo no navio Beagle. Iniciação: na viagem de cinco anos (dos quais ele passou 2/3 do tempo em terra), Darwin vence várias
agruras, como constante enjoo no mar, perde a fé religiosa, descobre sua vocação de naturalista e coleta uma fantástica coleção
de espécimes biológicos. Retorno: Darwin completa sua aventura no isolamento de sua mansão campestre e emerge como autor
da Origem das espécies, um livro contendo ideias que deram novo sentido à biologia e modificaram radicalmente a visão que a
humanidade tem de si própria e de seu lugar no universo. Certamente uma trajetória mitológica perfeita - não é de se surpreender
que Darwin tenha se tornado um super-herói.
Muita gente pensa erroneamente que evolução por seleção natural é algo hipotético, em que uma pessoa pode acreditar
ou não. Pelo contrário, a evolução darwiniana hoje é uma verdade científica. Poucas teorias científicas conseguiram amealhar
tanta evidência a seu favor. Em alguns casos, podemos observar a evolução darwiniana ocorrendo bem em frente dos nossos
olhos! Vejamos um exemplo.
Um dos maiores flagelos atuais da humanidade, a pandemia de Aids, paradoxalmente nos dá uma oportunidade única:
ver a evolução por seleção natural ocorrendo em tempo real. Isso acontece porque o vírus HIV replica-se com enorme rapidez e
também porque a enzima responsável, a transcriptase reversa, é predisposta a erros. Em consequência, o HIV está
constantemente sofrendo mutações, gerando no paciente um enxame de variantes virais sujeitas às forças da seleção natural.
Quando um medicamento anti-HIV entra na corrente sanguínea, a seleção natural favorece as variantes resistentes do
vírus, que então sobrevivem, se multiplicam e passam a predominar em pouco tempo. Este processo darwiniano é basicamente o
mesmo que ocorreu nas centenas de milhões de anos da evolução da vida na Terra, só que agora é medido em dias e horas. Não
há desenho nem direcionalidade, apenas as forças combinadas do acaso e da necessidade gerando cepas cada vez mais
resistentes.
Uma estratégia para tentar driblar esse processo de seleção é o uso concomitante de vários fármacos antirretrovirais com
alvos diferentes, a chamada terapia tríplice. Assim, para sobreviver, o vírus precisaria ter múltiplas resistências simultaneamente, o
que é muito improvável. Infelizmente a variabilidade genética é tamanha que tal multirresistência ocorre em alguns casos. Dessa
maneira, para doentes com Aids, a evolução por seleção natural é uma inimiga! Entretanto, recentemente foi descoberto que ela
pode ser manipulada a favor do paciente. Isso, como sói acontecer, foi descoberto acidentalmente.
Em 1997 a médica alemã Veronica Miller, da Universidade Goethe, em Frankfurt, estava tratando um paciente
simultaneamente com vários medicamentos anti-HIV quando observou que não só havia resistência do vírus a todos eles, como
também o paciente já estava apresentando sinais de toxicidade medicamentosa. Na falta de alternativas, ela decidiu suspender
todos os medicamentos até que os sintomas tóxicos desaparecessem. Após três meses sem tratamento o paciente foi
reexaminado e, para surpresa de todos, a resistência viral havia desaparecido! Em outras palavras, em 90 dias a população do
HIV havia evoluído de um estado de resistência a todos os fármacos a um estado de suscetibilidade a todos eles. O que havia
ocorrido?
Logo se constatou a razão. Na presença dos medicamentos, as cepas resistentes predominavam, mas algumas cópias do
vírus infectante original não resistente (o chamado tipo selvagem) sobreviviam nos linfócitos. Quando os medicamentos foram
suspensos, a vantagem seletiva das cepas resistentes desapareceu e o tipo selvagem, melhor adaptado a esse ambiente sem
fármacos, começou a se replicar com enorme velocidade e logo substituiu as mutantes resistentes. A partir dessa constatação,
nasceu o chamado "tratamento de interrupções estruturadas" da Aids, uma nova arma na guerra contra a doença, alicerçado
ortodoxamente em princípios darwinianos!

(PENA, Sérgio Danilo. Ciência Hoje on line - 12 jan. 2007 - adaptado.)

No quarto parágrafo, o autor refere-se a um paradoxo, que é explicitado na alternativa:
Alternativas
Q78082 Português
Darwin: o super-herói

Em seu brilhante trabalho de mitologia comparativa, Joseph Campbell (1904-1987) verificou que os heróis de todas as
culturas e religiões humanas compartilham um arco de vida similar, que ele chamou de "monomito". No livro O herói de mil faces,
ele descreve que, no processo de se transformar de humano em herói, o personagem universalmente passa por três estágios
previsíveis: separação - iniciação - retorno.
O arco de vida de Darwin acidentalmente seguiu de maneira fiel o script monomítico de Campbell. Separação: o jovem
destinado a se tornar pároco na Inglaterra vitoriana e ter uma vida monótona abandona seu país para uma aventura de volta ao
mundo no navio Beagle. Iniciação: na viagem de cinco anos (dos quais ele passou 2/3 do tempo em terra), Darwin vence várias
agruras, como constante enjoo no mar, perde a fé religiosa, descobre sua vocação de naturalista e coleta uma fantástica coleção
de espécimes biológicos. Retorno: Darwin completa sua aventura no isolamento de sua mansão campestre e emerge como autor
da Origem das espécies, um livro contendo ideias que deram novo sentido à biologia e modificaram radicalmente a visão que a
humanidade tem de si própria e de seu lugar no universo. Certamente uma trajetória mitológica perfeita - não é de se surpreender
que Darwin tenha se tornado um super-herói.
Muita gente pensa erroneamente que evolução por seleção natural é algo hipotético, em que uma pessoa pode acreditar
ou não. Pelo contrário, a evolução darwiniana hoje é uma verdade científica. Poucas teorias científicas conseguiram amealhar
tanta evidência a seu favor. Em alguns casos, podemos observar a evolução darwiniana ocorrendo bem em frente dos nossos
olhos! Vejamos um exemplo.
Um dos maiores flagelos atuais da humanidade, a pandemia de Aids, paradoxalmente nos dá uma oportunidade única:
ver a evolução por seleção natural ocorrendo em tempo real. Isso acontece porque o vírus HIV replica-se com enorme rapidez e
também porque a enzima responsável, a transcriptase reversa, é predisposta a erros. Em consequência, o HIV está
constantemente sofrendo mutações, gerando no paciente um enxame de variantes virais sujeitas às forças da seleção natural.
Quando um medicamento anti-HIV entra na corrente sanguínea, a seleção natural favorece as variantes resistentes do
vírus, que então sobrevivem, se multiplicam e passam a predominar em pouco tempo. Este processo darwiniano é basicamente o
mesmo que ocorreu nas centenas de milhões de anos da evolução da vida na Terra, só que agora é medido em dias e horas. Não
há desenho nem direcionalidade, apenas as forças combinadas do acaso e da necessidade gerando cepas cada vez mais
resistentes.
Uma estratégia para tentar driblar esse processo de seleção é o uso concomitante de vários fármacos antirretrovirais com
alvos diferentes, a chamada terapia tríplice. Assim, para sobreviver, o vírus precisaria ter múltiplas resistências simultaneamente, o
que é muito improvável. Infelizmente a variabilidade genética é tamanha que tal multirresistência ocorre em alguns casos. Dessa
maneira, para doentes com Aids, a evolução por seleção natural é uma inimiga! Entretanto, recentemente foi descoberto que ela
pode ser manipulada a favor do paciente. Isso, como sói acontecer, foi descoberto acidentalmente.
Em 1997 a médica alemã Veronica Miller, da Universidade Goethe, em Frankfurt, estava tratando um paciente
simultaneamente com vários medicamentos anti-HIV quando observou que não só havia resistência do vírus a todos eles, como
também o paciente já estava apresentando sinais de toxicidade medicamentosa. Na falta de alternativas, ela decidiu suspender
todos os medicamentos até que os sintomas tóxicos desaparecessem. Após três meses sem tratamento o paciente foi
reexaminado e, para surpresa de todos, a resistência viral havia desaparecido! Em outras palavras, em 90 dias a população do
HIV havia evoluído de um estado de resistência a todos os fármacos a um estado de suscetibilidade a todos eles. O que havia
ocorrido?
Logo se constatou a razão. Na presença dos medicamentos, as cepas resistentes predominavam, mas algumas cópias do
vírus infectante original não resistente (o chamado tipo selvagem) sobreviviam nos linfócitos. Quando os medicamentos foram
suspensos, a vantagem seletiva das cepas resistentes desapareceu e o tipo selvagem, melhor adaptado a esse ambiente sem
fármacos, começou a se replicar com enorme velocidade e logo substituiu as mutantes resistentes. A partir dessa constatação,
nasceu o chamado "tratamento de interrupções estruturadas" da Aids, uma nova arma na guerra contra a doença, alicerçado
ortodoxamente em princípios darwinianos!

(PENA, Sérgio Danilo. Ciência Hoje on line - 12 jan. 2007 - adaptado.)

"A partir dessa constatação, nasceu o chamado 'tratamento de interrupções estruturadas' da Aids, uma nova arma na guerra contra a doença, alicerçado ortodoxamente em princípios darwinianos!".

As palavras grifadas acima poderiam ser substituídas, mantendo-se as mesmas relações de sentido original, por:
Alternativas
Q78081 Português
Darwin: o super-herói

Em seu brilhante trabalho de mitologia comparativa, Joseph Campbell (1904-1987) verificou que os heróis de todas as
culturas e religiões humanas compartilham um arco de vida similar, que ele chamou de "monomito". No livro O herói de mil faces,
ele descreve que, no processo de se transformar de humano em herói, o personagem universalmente passa por três estágios
previsíveis: separação - iniciação - retorno.
O arco de vida de Darwin acidentalmente seguiu de maneira fiel o script monomítico de Campbell. Separação: o jovem
destinado a se tornar pároco na Inglaterra vitoriana e ter uma vida monótona abandona seu país para uma aventura de volta ao
mundo no navio Beagle. Iniciação: na viagem de cinco anos (dos quais ele passou 2/3 do tempo em terra), Darwin vence várias
agruras, como constante enjoo no mar, perde a fé religiosa, descobre sua vocação de naturalista e coleta uma fantástica coleção
de espécimes biológicos. Retorno: Darwin completa sua aventura no isolamento de sua mansão campestre e emerge como autor
da Origem das espécies, um livro contendo ideias que deram novo sentido à biologia e modificaram radicalmente a visão que a
humanidade tem de si própria e de seu lugar no universo. Certamente uma trajetória mitológica perfeita - não é de se surpreender
que Darwin tenha se tornado um super-herói.
Muita gente pensa erroneamente que evolução por seleção natural é algo hipotético, em que uma pessoa pode acreditar
ou não. Pelo contrário, a evolução darwiniana hoje é uma verdade científica. Poucas teorias científicas conseguiram amealhar
tanta evidência a seu favor. Em alguns casos, podemos observar a evolução darwiniana ocorrendo bem em frente dos nossos
olhos! Vejamos um exemplo.
Um dos maiores flagelos atuais da humanidade, a pandemia de Aids, paradoxalmente nos dá uma oportunidade única:
ver a evolução por seleção natural ocorrendo em tempo real. Isso acontece porque o vírus HIV replica-se com enorme rapidez e
também porque a enzima responsável, a transcriptase reversa, é predisposta a erros. Em consequência, o HIV está
constantemente sofrendo mutações, gerando no paciente um enxame de variantes virais sujeitas às forças da seleção natural.
Quando um medicamento anti-HIV entra na corrente sanguínea, a seleção natural favorece as variantes resistentes do
vírus, que então sobrevivem, se multiplicam e passam a predominar em pouco tempo. Este processo darwiniano é basicamente o
mesmo que ocorreu nas centenas de milhões de anos da evolução da vida na Terra, só que agora é medido em dias e horas. Não
há desenho nem direcionalidade, apenas as forças combinadas do acaso e da necessidade gerando cepas cada vez mais
resistentes.
Uma estratégia para tentar driblar esse processo de seleção é o uso concomitante de vários fármacos antirretrovirais com
alvos diferentes, a chamada terapia tríplice. Assim, para sobreviver, o vírus precisaria ter múltiplas resistências simultaneamente, o
que é muito improvável. Infelizmente a variabilidade genética é tamanha que tal multirresistência ocorre em alguns casos. Dessa
maneira, para doentes com Aids, a evolução por seleção natural é uma inimiga! Entretanto, recentemente foi descoberto que ela
pode ser manipulada a favor do paciente. Isso, como sói acontecer, foi descoberto acidentalmente.
Em 1997 a médica alemã Veronica Miller, da Universidade Goethe, em Frankfurt, estava tratando um paciente
simultaneamente com vários medicamentos anti-HIV quando observou que não só havia resistência do vírus a todos eles, como
também o paciente já estava apresentando sinais de toxicidade medicamentosa. Na falta de alternativas, ela decidiu suspender
todos os medicamentos até que os sintomas tóxicos desaparecessem. Após três meses sem tratamento o paciente foi
reexaminado e, para surpresa de todos, a resistência viral havia desaparecido! Em outras palavras, em 90 dias a população do
HIV havia evoluído de um estado de resistência a todos os fármacos a um estado de suscetibilidade a todos eles. O que havia
ocorrido?
Logo se constatou a razão. Na presença dos medicamentos, as cepas resistentes predominavam, mas algumas cópias do
vírus infectante original não resistente (o chamado tipo selvagem) sobreviviam nos linfócitos. Quando os medicamentos foram
suspensos, a vantagem seletiva das cepas resistentes desapareceu e o tipo selvagem, melhor adaptado a esse ambiente sem
fármacos, começou a se replicar com enorme velocidade e logo substituiu as mutantes resistentes. A partir dessa constatação,
nasceu o chamado "tratamento de interrupções estruturadas" da Aids, uma nova arma na guerra contra a doença, alicerçado
ortodoxamente em princípios darwinianos!

(PENA, Sérgio Danilo. Ciência Hoje on line - 12 jan. 2007 - adaptado.)

No livro O herói de mil faces, Campbell descreve que, no processo de se transformar de humano em herói, o personagem universalmente passa por três estágios previsíveis: separação - iniciação - retorno.
Assinale a alternativa que reescreve a frase acima sem alterar o sentido.
Alternativas
Q78080 Português
Darwin: o super-herói

Em seu brilhante trabalho de mitologia comparativa, Joseph Campbell (1904-1987) verificou que os heróis de todas as
culturas e religiões humanas compartilham um arco de vida similar, que ele chamou de "monomito". No livro O herói de mil faces,
ele descreve que, no processo de se transformar de humano em herói, o personagem universalmente passa por três estágios
previsíveis: separação - iniciação - retorno.
O arco de vida de Darwin acidentalmente seguiu de maneira fiel o script monomítico de Campbell. Separação: o jovem
destinado a se tornar pároco na Inglaterra vitoriana e ter uma vida monótona abandona seu país para uma aventura de volta ao
mundo no navio Beagle. Iniciação: na viagem de cinco anos (dos quais ele passou 2/3 do tempo em terra), Darwin vence várias
agruras, como constante enjoo no mar, perde a fé religiosa, descobre sua vocação de naturalista e coleta uma fantástica coleção
de espécimes biológicos. Retorno: Darwin completa sua aventura no isolamento de sua mansão campestre e emerge como autor
da Origem das espécies, um livro contendo ideias que deram novo sentido à biologia e modificaram radicalmente a visão que a
humanidade tem de si própria e de seu lugar no universo. Certamente uma trajetória mitológica perfeita - não é de se surpreender
que Darwin tenha se tornado um super-herói.
Muita gente pensa erroneamente que evolução por seleção natural é algo hipotético, em que uma pessoa pode acreditar
ou não. Pelo contrário, a evolução darwiniana hoje é uma verdade científica. Poucas teorias científicas conseguiram amealhar
tanta evidência a seu favor. Em alguns casos, podemos observar a evolução darwiniana ocorrendo bem em frente dos nossos
olhos! Vejamos um exemplo.
Um dos maiores flagelos atuais da humanidade, a pandemia de Aids, paradoxalmente nos dá uma oportunidade única:
ver a evolução por seleção natural ocorrendo em tempo real. Isso acontece porque o vírus HIV replica-se com enorme rapidez e
também porque a enzima responsável, a transcriptase reversa, é predisposta a erros. Em consequência, o HIV está
constantemente sofrendo mutações, gerando no paciente um enxame de variantes virais sujeitas às forças da seleção natural.
Quando um medicamento anti-HIV entra na corrente sanguínea, a seleção natural favorece as variantes resistentes do
vírus, que então sobrevivem, se multiplicam e passam a predominar em pouco tempo. Este processo darwiniano é basicamente o
mesmo que ocorreu nas centenas de milhões de anos da evolução da vida na Terra, só que agora é medido em dias e horas. Não
há desenho nem direcionalidade, apenas as forças combinadas do acaso e da necessidade gerando cepas cada vez mais
resistentes.
Uma estratégia para tentar driblar esse processo de seleção é o uso concomitante de vários fármacos antirretrovirais com
alvos diferentes, a chamada terapia tríplice. Assim, para sobreviver, o vírus precisaria ter múltiplas resistências simultaneamente, o
que é muito improvável. Infelizmente a variabilidade genética é tamanha que tal multirresistência ocorre em alguns casos. Dessa
maneira, para doentes com Aids, a evolução por seleção natural é uma inimiga! Entretanto, recentemente foi descoberto que ela
pode ser manipulada a favor do paciente. Isso, como sói acontecer, foi descoberto acidentalmente.
Em 1997 a médica alemã Veronica Miller, da Universidade Goethe, em Frankfurt, estava tratando um paciente
simultaneamente com vários medicamentos anti-HIV quando observou que não só havia resistência do vírus a todos eles, como
também o paciente já estava apresentando sinais de toxicidade medicamentosa. Na falta de alternativas, ela decidiu suspender
todos os medicamentos até que os sintomas tóxicos desaparecessem. Após três meses sem tratamento o paciente foi
reexaminado e, para surpresa de todos, a resistência viral havia desaparecido! Em outras palavras, em 90 dias a população do
HIV havia evoluído de um estado de resistência a todos os fármacos a um estado de suscetibilidade a todos eles. O que havia
ocorrido?
Logo se constatou a razão. Na presença dos medicamentos, as cepas resistentes predominavam, mas algumas cópias do
vírus infectante original não resistente (o chamado tipo selvagem) sobreviviam nos linfócitos. Quando os medicamentos foram
suspensos, a vantagem seletiva das cepas resistentes desapareceu e o tipo selvagem, melhor adaptado a esse ambiente sem
fármacos, começou a se replicar com enorme velocidade e logo substituiu as mutantes resistentes. A partir dessa constatação,
nasceu o chamado "tratamento de interrupções estruturadas" da Aids, uma nova arma na guerra contra a doença, alicerçado
ortodoxamente em princípios darwinianos!

(PENA, Sérgio Danilo. Ciência Hoje on line - 12 jan. 2007 - adaptado.)

Segundo o texto, é correto afirmar:
Alternativas
Q78079 Português
Darwin: o super-herói

Em seu brilhante trabalho de mitologia comparativa, Joseph Campbell (1904-1987) verificou que os heróis de todas as
culturas e religiões humanas compartilham um arco de vida similar, que ele chamou de "monomito". No livro O herói de mil faces,
ele descreve que, no processo de se transformar de humano em herói, o personagem universalmente passa por três estágios
previsíveis: separação - iniciação - retorno.
O arco de vida de Darwin acidentalmente seguiu de maneira fiel o script monomítico de Campbell. Separação: o jovem
destinado a se tornar pároco na Inglaterra vitoriana e ter uma vida monótona abandona seu país para uma aventura de volta ao
mundo no navio Beagle. Iniciação: na viagem de cinco anos (dos quais ele passou 2/3 do tempo em terra), Darwin vence várias
agruras, como constante enjoo no mar, perde a fé religiosa, descobre sua vocação de naturalista e coleta uma fantástica coleção
de espécimes biológicos. Retorno: Darwin completa sua aventura no isolamento de sua mansão campestre e emerge como autor
da Origem das espécies, um livro contendo ideias que deram novo sentido à biologia e modificaram radicalmente a visão que a
humanidade tem de si própria e de seu lugar no universo. Certamente uma trajetória mitológica perfeita - não é de se surpreender
que Darwin tenha se tornado um super-herói.
Muita gente pensa erroneamente que evolução por seleção natural é algo hipotético, em que uma pessoa pode acreditar
ou não. Pelo contrário, a evolução darwiniana hoje é uma verdade científica. Poucas teorias científicas conseguiram amealhar
tanta evidência a seu favor. Em alguns casos, podemos observar a evolução darwiniana ocorrendo bem em frente dos nossos
olhos! Vejamos um exemplo.
Um dos maiores flagelos atuais da humanidade, a pandemia de Aids, paradoxalmente nos dá uma oportunidade única:
ver a evolução por seleção natural ocorrendo em tempo real. Isso acontece porque o vírus HIV replica-se com enorme rapidez e
também porque a enzima responsável, a transcriptase reversa, é predisposta a erros. Em consequência, o HIV está
constantemente sofrendo mutações, gerando no paciente um enxame de variantes virais sujeitas às forças da seleção natural.
Quando um medicamento anti-HIV entra na corrente sanguínea, a seleção natural favorece as variantes resistentes do
vírus, que então sobrevivem, se multiplicam e passam a predominar em pouco tempo. Este processo darwiniano é basicamente o
mesmo que ocorreu nas centenas de milhões de anos da evolução da vida na Terra, só que agora é medido em dias e horas. Não
há desenho nem direcionalidade, apenas as forças combinadas do acaso e da necessidade gerando cepas cada vez mais
resistentes.
Uma estratégia para tentar driblar esse processo de seleção é o uso concomitante de vários fármacos antirretrovirais com
alvos diferentes, a chamada terapia tríplice. Assim, para sobreviver, o vírus precisaria ter múltiplas resistências simultaneamente, o
que é muito improvável. Infelizmente a variabilidade genética é tamanha que tal multirresistência ocorre em alguns casos. Dessa
maneira, para doentes com Aids, a evolução por seleção natural é uma inimiga! Entretanto, recentemente foi descoberto que ela
pode ser manipulada a favor do paciente. Isso, como sói acontecer, foi descoberto acidentalmente.
Em 1997 a médica alemã Veronica Miller, da Universidade Goethe, em Frankfurt, estava tratando um paciente
simultaneamente com vários medicamentos anti-HIV quando observou que não só havia resistência do vírus a todos eles, como
também o paciente já estava apresentando sinais de toxicidade medicamentosa. Na falta de alternativas, ela decidiu suspender
todos os medicamentos até que os sintomas tóxicos desaparecessem. Após três meses sem tratamento o paciente foi
reexaminado e, para surpresa de todos, a resistência viral havia desaparecido! Em outras palavras, em 90 dias a população do
HIV havia evoluído de um estado de resistência a todos os fármacos a um estado de suscetibilidade a todos eles. O que havia
ocorrido?
Logo se constatou a razão. Na presença dos medicamentos, as cepas resistentes predominavam, mas algumas cópias do
vírus infectante original não resistente (o chamado tipo selvagem) sobreviviam nos linfócitos. Quando os medicamentos foram
suspensos, a vantagem seletiva das cepas resistentes desapareceu e o tipo selvagem, melhor adaptado a esse ambiente sem
fármacos, começou a se replicar com enorme velocidade e logo substituiu as mutantes resistentes. A partir dessa constatação,
nasceu o chamado "tratamento de interrupções estruturadas" da Aids, uma nova arma na guerra contra a doença, alicerçado
ortodoxamente em princípios darwinianos!

(PENA, Sérgio Danilo. Ciência Hoje on line - 12 jan. 2007 - adaptado.)

Que argumento(s) fundamenta(m) o ponto de vista do autor de que Darwin é um super-herói?

1. A similaridade entre seus dados biográficos e os estágios da metamorfose homem/herói mítico estudada por Campbell.

2. Os superpoderes adquiridos por Darwin a partir da formulação da teoria da evolução por seleção natural.

3. A contribuição do biólogo para o desenvolvimento de terapias inovadoras para a Aids.

4. A importância para a biologia e para a humanidade da obra Origem das espécies.

5. A perda da fé durante a volta ao mundo no navio Beagle.

Estão corretos os argumentos:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR
Q1239046 Veterinária
Radiograficamente, a coluna de cães e gatos pode ser dividida em cinco áreas. Com base nessa afirmação, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.
1. Cervical.                                          ( ) T.3 – T.11 2. Cérvico-torácica.                           ( ) C.1 – C.6 3. Torácica.                                         ( ) L.7 – Cx. 3-4 4. Toracolombar.                               ( ) C.6 – T.3 5. Sacro e cóccix anterior.               ( ) T.11 – L.7             
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR
Q1238519 Psicologia
Sabe-se que fatores como equilíbrio, clareza e harmonia visual constituem para o ser humano uma necessidade, sendo por isso fundamentais na construção do material gráfico. De acordo com a Gestalt, escola de psicologia experimental, pode-se considerar oito leis básicas para o estudo da teoria da forma e da percepção visual: unidades, segregação, unificação, fechamento, continuidade, proximidade, semelhança e pregnância da forma (GOMES FILHO, J. Gestalt do objeto: sistema de leitura visual da forma. São Paulo: Escrituras, 2008). A partir dos estudos gestaltistas, a autora Robin Williams desenvolveu quatro princípios fundamentais para a construção de composições visuais equilibradas, claras e harmônicas. Assinale a alternativa que apresenta corretamente os quatro princípios descritos por Williams.
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR
Q1236309 Segurança e Saúde no Trabalho
No combate a incêndios, a água NUNCA poderá ser usada, mesmo que sob a forma de neblina, nos fogos de:

Alternativas
Ano: 2009 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR
Q1236170 Legislação Federal
A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura é um órgão colegiado do Ministério da Cultura (MinC) responsável por analisar e opinar sobre as propostas culturais encaminhadas a esse Ministério com vistas a obter apoio pelo mecanismo de incentivos fiscais previsto na Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet). Como órgão deliberativo, a CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura) reúne-se uma vez ao mês com esse propósito, sendo uma das instâncias de análise da proposta. Identifique os componentes da CNIC:
1. O Ministro de Estado da Cultura.
2. Os presidentes de cada uma das entidades vinculadas ao Ministério da Cultura.
3. O presidente da entidade nacional que congrega os secretários de cultura das unidades federadas.
4. Um representante do empresariado nacional.
5. Seis representantes de entidades associativas de setores culturais e artísticos, de âmbito nacional.
São membros da CNIC, conforme o Decreto 5.761/2006 (art. 39):
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR
Q1236104 Legislação Federal
Considere os seguintes mecanismos de financiamento:
1. Fundo Nacional da Cultura (FNC).
2. Recursos Diretos da União (RDU).
3. Fundos de Investimento Cultural e Artístico (FICART).
4. Patrocínios públicos, com renúncia fiscal.
São mecanismos de financiamento criados pela Lei Rouanet:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR
Q1234953 Veterinária
Um cão acometido por hepatite infecciosa canina ou após ter sido vacinado contra a doença pode apresentar:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR
Q1234579 Noções de Informática
No Microsoft Office Outlook 2007, para fazer um backup das mensagens das pastas particulares ou do arquivo morto, deve-se salvar o arquivo com a extensão:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR
Q1231865 Português
O cérebro humano é um órgão que absorve quase 25% da glicose que consumimos e 20% do oxigênio que respiramos. Carregar neurônios ou sinapses que interligam os neurônios em demasia é uma desvantagem evolutiva, e não uma vantagem, como se costuma afirmar.
Todos nós nascemos com muito mais sinapses do que precisamos. Aqueles que crescem em ambientes seguros e tranquilos vão perdendo essas sinapses, que acabam se conectando entre si, fenômeno chamado de regressão sináptica.
Portanto, toda criança nasce com inteligência, mas aquelas que não a usam vão perdendo-a com o tempo. Por isso, menino de rua é mais esperto do que filho de classe média que fica tranquilamente assistindo às aulas de um professor. Estimular o cérebro da criança desde cedo é uma das tarefas mais importantes de toda mãe e todo pai modernos.
Sempre fui a favor de videogames, considerados uma praga pela maioria dos educadores e pedagogos. Só que bons videogames impedem a regressão sináptica, porque enganam o cérebro fazendo-o achar que seus filhos nasceram num ambiente hostil e perigoso, sinal de que vão precisar de todas as sinapses disponíveis. O truque é encontrar bons jogos, mas não é tarefa impossível. (...)
Como em tudo na vida, é necessário ter moderação nas horas devotadas ao videogame. Mas ele é uma ótima forma de estimular o cérebro da criança e impedir sua regressão sináptica, além de ensinar planejamento, paciência, disciplina e raciocínio, algo que nem sempre se aprende numa sala de aula.
(Trecho do texto “A favor dos videogames”, de Stephen Kanitz, Revista Veja, ed. 1926, 12 out. 2005, p. 22)
A principal hipótese do texto é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR
Q1231483 Sistemas Operacionais
Sobre o Sistema Operacional Windows Server 2003, considere as afirmativas abaixo:
1. Suporta RAID 0, 1, 3 e 5.
2. Para o RAID 1, os discos devem ser convertidos para dinâmicos.
3. O RAID 1 não é possível em volumes de boot.
4. O sistema operacional e os arquivos de inicialização não podem residir em um volume RAID 5.
Selecione a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2009 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR
Q1231427 Veterinária
Tem ótima ação antisséptica, atuando contra micro-organismos Gram-positivos, Gram-negativos e esporos; tem efeito residual; em altas concentrações, pode apresentar efeito oncogênico; interfere na produção de hormônios da tireoide. Essas propriedades caracterizam o antisséptico:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Curitiba - PR
Q1231317 Banco de Dados
Sobre tecnologias da informação e comunicação e sistemas de marketing de pesquisa, considere as seguintes afirmativas:
1. Os sistemas de marketing de pesquisa são utilizados para coleta e análise de informações sobre clientes existentes, clientes potenciais, consumidores e concorrentes. Também fornecem aos gerentes de vendas informações para ajudá-los a planejar e controlar os projetos de pesquisa de mercado da empresa. 2. As três principais categorias de aplicações empresariais de telecomunicações incluem sistemas colaborativos, sistemas de comércio eletrônico e sistemas empresariais internos. 3. No intercâmbio eletrônico de dados, o software EDI é utilizado para converter os formatos de documentos próprios a uma empresa em formatos bibliográficos padronizados, conforme especificados por vários protocolos da indústria e internacionais. 4. Programas de gerenciamento de sistemas gerenciam os recursos de hardware, software e dados do sistema do computador durante a execução dos vários trabalhos de processamento de informações dos usuários. 5. No padrão Transação Eletrônica Segura, ou SET, para segurança no pagamento eletrônico, você carrega no seu navegador os módulos add-on do software de segurança que criptografam dados de cartões de crédito, de forma que somente o banco que autoriza transações de cartão de crédito para o comerciante consegue vê-los.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1231022 Direito Administrativo
Assinale a alternativa que apresenta uma condição que NÃO configura vacância de cargo público.
Alternativas
Respostas
6441: D
6442: C
6443: A
6444: C
6445: A
6446: D
6447: E
6448: B
6449: B
6450: C
6451: D
6452: E
6453: B
6454: A
6455: E
6456: E
6457: A
6458: E
6459: C
6460: D