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Assinale a assertiva que apresenta a portaria que publica a proposta de Projeto de Resolução “Boas Práticas para Organização e Funcionamento de Serviços de Urgência e Emergência”.
Analise os seguintes itens a respeito de diarreia crônica e assinale a alternativa correta.
I – Diarreias tipo secretória podem ser desencadeadas por cólera, tumor de tireoide medular e uso de laxantes estimulantes exógenos, por exemplo.
II – Amiloidose pode promover esteatorreia, da mesma forma que a Doença de Whipple.
III – São exemplos de dismotilidade promotora de diarreia crônica: hipertireoidismo, síndrome do intestino irritável e Espru tropical.
IV – Pacientes portadores do Vírus da Imunodeficiência Adquirida podem ter, como sintoma inicial, diarreia crônica.
Os Centros de Atenção Psicossocial são instituições destinadas a acolher os pacientes com transtornos mentais e estimular sua integração social e familiar, além de outras funções. Para que isso ocorra, necessitam de um número mínimo de membros na equipe.
Assinale a alternativa que contém a relação correta entre o tipo de CAPS e sua equipe mínima, conforme a determinação do Ministério da Saúde:
Tipo de CAPS |
Equipe Mínima |
I – CAPS I |
A – 2 psiquiatras; 1 enfermeiro com formação em nível superior; 5 profissionais de nível superior de outras categorias profissionais; 8 profissionais de nível médio. |
II – CAPS II |
B – 1 médico psiquiatra, ou neurologista ou pediatra com formação em saúde mental; 1 enfermeiro; 4 profissionais de nível superior dentre psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, pedagogo ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico; 5 profissionais de nível médio. |
III – CAPS III |
C – 1 médico psiquiatra ou com formação em saúde mental; 1 enfermeiro, 3 profissionais de nível superior de outras categorias profissionais; 4 profissionais de nível médio. |
IV – CAPSi |
D – 1 psiquiatra; 1 enfermeiro com formação em saúde mental; 1 médico clínico responsável pela triagem, avaliação e acompanhamento das intercorrências clínicas; 4 profissionais de nível superior necessário ao projeto terapêutico; 6 profissionais de nível médio. |
V - CAPSad |
E – 1 psiquiatra; 1 enfermeiro com formação em saúde mental; 4 profissionais de nível superior de outras categorias profissionais; 6 profissionais de nível médio. |
Assinale a alternativa em que se faz a correlação incorreta.
Leia o seguinte caso para responder às próximas três questões.
Mulher de 28 anos vai ao consultório queixando-se de dor em joelho direito e hálux contra-lateral, com 10 dias de evolução e que não respondeu ao uso de analgésicos simples. Refere febrícula ao término do dia associada à mialgia inespecífica, além de disúria e corrimento vaginal branco leitoso amarelo esverdeado e prurido ocular bilateral; há 45 dias foi tratada para LUES com esquema adequado preconizado pelo Ministério da Saúde. Ao exame, apresenta-se afebril, e ambos os olhos estão injetados e fotossensíveis; o joelho direito e a primeira articulação metatarsofalangiana esquerda apresentam-se edemaciados e dolorosos com discreta hiperemia.
Essa paciente possui fator de risco para desenvolver qual patologia ginecológica a médio prazo, se não for tratada corretamente?
Leia o seguinte caso para responder às próximas três questões.
Mulher de 28 anos vai ao consultório queixando-se de dor em joelho direito e hálux contra-lateral, com 10 dias de evolução e que não respondeu ao uso de analgésicos simples. Refere febrícula ao término do dia associada à mialgia inespecífica, além de disúria e corrimento vaginal branco leitoso amarelo esverdeado e prurido ocular bilateral; há 45 dias foi tratada para LUES com esquema adequado preconizado pelo Ministério da Saúde. Ao exame, apresenta-se afebril, e ambos os olhos estão injetados e fotossensíveis; o joelho direito e a primeira articulação metatarsofalangiana esquerda apresentam-se edemaciados e dolorosos com discreta hiperemia.
Com base no caso, pode-se afirmar que a paciente apresenta uma tríade. Assinale a assertiva que contém o epônimo dessa tríade.
Leia as assertivas e assinale a alternativa correta.
I – A insuficiência cardíaca congestiva é uma síndrome clínica sempre causada por alguma doença cardíaca subjacente, mais comumente miocardiopatia isquêmica resultante de aterosclerose e/ou hipertensão arterial.
II – A Doxorrubicina é uma droga amplamente utilizada e que causa efeitos cardiotóxicos com dose cumulativa superior a 450mg/m2 de superfície corporal.
III – Os inibidores da ECA e os BRA associados a betabloqueadores e antagonistas de aldosterona podem diminuir a mortalidade, e aliviam imediatamente os sintomas congestivos.
IV – A insuficiência cardíaca crônica é uma doença progressiva com alta mortalidade, e a classe funcional do paciente geralmente não é um guia ao tratamento.
Analise as afirmativas seguintes e assinale a alternativa que contém o resultado final da soma da(s) afirmativa(s) correta(s):
01 – Toda lesão no sistema nervoso central promove atrofia cortical, progredindo para demência.
02 – Delirium tremens com instabilidade autonômica e hiperatividade simpática associa-se, geralmente, a mortalidade de 5 a 10% dos pacientes.
04 – A classe de medicamento de primeira escolha para pacientes com delirium tremens são os Inibidores da Recapitação da Serotonina como a Amitriptilina.
08 – O etilismo pode desenvolver a encefalopatia de Wernicke.
16 – Os benzodiazepínicos tem ação no sistema de ácido gama-amino-butirico, da mesma forma que o álcool no cérebro humano.
Hino do município de Telêmaco Borba/PR
Das virgens matas e campos verdejantes
Servindo-se também o rio Tibagi,
Homens de ideais, espíritos vibrantes.
Constituíram as indústrias aqui.
Estribilho:
Salve! Salve! Telêmaco Borba
Terra querida e de grandes primores,
A nossa homenagem rendamos
À cidade dos trabalhadores.
Pois a cadência de enorme e real progresso
Um município mui grandioso fez nascer,
Marcando assim, verdadeiro sucesso
Faz, então o Paraná engrandecer.
No que tange ao Hino do município, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas e marque a alternativa correta.
( ) Eloah Martins Quadrado é autora da letra do hino.
( ) Bento Mossurunga compôs a música do hino.
( ) Eloah Martins Quadrado foi nomeada primeira professora da Cidade Nova, atual Telêmaco Borba.
( ) Bento Mossurunga fundou a orquestra Estudantil e Consertos – Orquestra Sinfônica da Universidade, a Sociedade de Cultura Artístico Basilio Itiberê.
Considerando o MS-Excel versão 2010, observando a figura abaixo, é incorreto afirmar que:
A |
B |
C |
|
1 |
12 |
6 |
=A1*B1 |
2 |
8 |
2 |
=A2/B2 |
3 |
5 |
14 |
=A3-B3 |
4 |
6 |
11 |
=A4+B4 |
Texto para as próximas cinco questões:
“O cego Estrelinho”
Mia Couto
O cego Estrelinho era pessoa de nenhuma vez: sua história poderia ser contada e descontada não fosse seu guia, Gigito Efraim. A mão de Gigito conduziu o desvistado por tempos e idades. Aquela mão era repartidamente comum, extensão de um no outro, siamensal. E assim era quase de nascença. Memória de Estrelinho tinha cinco dedos e eram os de Gigito postos, em aperto, na sua própria mão.
O cego, curioso, queria saber de tudo. Ele não fazia cerimónia no viver. O sempre lhe era pouco e o tudo insuficiente. Dizia, deste modo:
— Tenho que viver já, senão esqueço-me.
Gigitinho, porém, o que descrevia era o que não havia. O mundo que ele minuciava eram fantasias e rendilhados. A imaginação do guia era mais profícua que papaeira. O cego enchia a boca de águas:
— Que maravilhação esse mundo. Me conte tudo, Gigito!
A mão do guia era, afinal, o manuscrito da mentira. Gigito Efraim estava como nunca esteve S. Tomé: via para não crer. O condutor falava pela ponta dos dedos. Desfolhava o universo, aberto em folhas. A ideação dele era tal que mesmo o cego, por vezes, acreditava ver. O outro lhe encorajava esses breves enganos:
— Desbengale-se, você está escolhendo a boa procedência!
Mentira: Estrelinho continuava sem ver uma palmeira à frente do nariz. Contudo, o cego não se conformava em suas escurezas. Ele cumpria o ditado: não tinha perna e queria dar o pontapé. Só à noite, ele desalentava, sofrendo medos mais antigos que a humanidade. Entendia aquilo que, na raça humana, é menos primitivo: o animal.
— Na noite aflige não haver luz?
— Aflição é ter um pássaro branco esvoando dentro do sono.
Pássaro branco? No sono? Lugar de ave é nas alturas. Dizem até que Deus fez o céu para justificar os pássaros. Estrelinho disfarçava o medo dos vaticínios, subterfugindo:
— E agora, Gigitinho? Agora, olhando assim para cima, estou face ao céu?
Que podia o outro responder? O céu do cego fica em toda a parte. Estrelinho perdia o pé era quando a noite chegava e seu mestre adormecia. Era como se um novo escuro nele se estreasse em nó cego. Devagaroso e sorrateiro ele aninhava sua mão na mão do guia. Só assim adormecia. A razão da concha é a timidez da amêijoa? Na manhã seguinte, o cego lhe confessava: se você morrer, tenho que morrer logo no imediato. Senão-me: como acerto o caminho para o céu?
Foi no mês de dezembro que levaram Gigitinho. Lhe tiraram do mundo para pôr na guerra: obrigavam os serviços militares. O cego reclamou: que o moço inatingia a idade. E que o serviço que ele a si prestava era vital e vitalício. O guia chamou Estrelinho à parte e lhe tranquilizou:
— Não vai ficar sozinhando por aí. Minha mana já mandei para ficar no meu lugar.
O cego estendeu o braço a querer tocar uma despedida. Mas o outro já não estava lá. Ou estava e se desviara, propositado? E sem água ida nem vinda, Estrelinho escutou o amigo se afastar, engolido, espongínquo, inevisível. Pela pimeira vez, Estrelinho se sentiu invalidado.
— Agora, só agora, sou cego que não vê.
(...)
COUTO, Mia. Estórias abensonhadas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. (Pág 23 e 24).
No último parágrafo do fragmento do conto “— Agora, só agora, sou cego que não vê”, a oração subordinada presente classifica-se corretamente como:
Texto para as próximas cinco questões:
“O cego Estrelinho”
Mia Couto
O cego Estrelinho era pessoa de nenhuma vez: sua história poderia ser contada e descontada não fosse seu guia, Gigito Efraim. A mão de Gigito conduziu o desvistado por tempos e idades. Aquela mão era repartidamente comum, extensão de um no outro, siamensal. E assim era quase de nascença. Memória de Estrelinho tinha cinco dedos e eram os de Gigito postos, em aperto, na sua própria mão.
O cego, curioso, queria saber de tudo. Ele não fazia cerimónia no viver. O sempre lhe era pouco e o tudo insuficiente. Dizia, deste modo:
— Tenho que viver já, senão esqueço-me.
Gigitinho, porém, o que descrevia era o que não havia. O mundo que ele minuciava eram fantasias e rendilhados. A imaginação do guia era mais profícua que papaeira. O cego enchia a boca de águas:
— Que maravilhação esse mundo. Me conte tudo, Gigito!
A mão do guia era, afinal, o manuscrito da mentira. Gigito Efraim estava como nunca esteve S. Tomé: via para não crer. O condutor falava pela ponta dos dedos. Desfolhava o universo, aberto em folhas. A ideação dele era tal que mesmo o cego, por vezes, acreditava ver. O outro lhe encorajava esses breves enganos:
— Desbengale-se, você está escolhendo a boa procedência!
Mentira: Estrelinho continuava sem ver uma palmeira à frente do nariz. Contudo, o cego não se conformava em suas escurezas. Ele cumpria o ditado: não tinha perna e queria dar o pontapé. Só à noite, ele desalentava, sofrendo medos mais antigos que a humanidade. Entendia aquilo que, na raça humana, é menos primitivo: o animal.
— Na noite aflige não haver luz?
— Aflição é ter um pássaro branco esvoando dentro do sono.
Pássaro branco? No sono? Lugar de ave é nas alturas. Dizem até que Deus fez o céu para justificar os pássaros. Estrelinho disfarçava o medo dos vaticínios, subterfugindo:
— E agora, Gigitinho? Agora, olhando assim para cima, estou face ao céu?
Que podia o outro responder? O céu do cego fica em toda a parte. Estrelinho perdia o pé era quando a noite chegava e seu mestre adormecia. Era como se um novo escuro nele se estreasse em nó cego. Devagaroso e sorrateiro ele aninhava sua mão na mão do guia. Só assim adormecia. A razão da concha é a timidez da amêijoa? Na manhã seguinte, o cego lhe confessava: se você morrer, tenho que morrer logo no imediato. Senão-me: como acerto o caminho para o céu?
Foi no mês de dezembro que levaram Gigitinho. Lhe tiraram do mundo para pôr na guerra: obrigavam os serviços militares. O cego reclamou: que o moço inatingia a idade. E que o serviço que ele a si prestava era vital e vitalício. O guia chamou Estrelinho à parte e lhe tranquilizou:
— Não vai ficar sozinhando por aí. Minha mana já mandei para ficar no meu lugar.
O cego estendeu o braço a querer tocar uma despedida. Mas o outro já não estava lá. Ou estava e se desviara, propositado? E sem água ida nem vinda, Estrelinho escutou o amigo se afastar, engolido, espongínquo, inevisível. Pela pimeira vez, Estrelinho se sentiu invalidado.
— Agora, só agora, sou cego que não vê.
(...)
COUTO, Mia. Estórias abensonhadas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. (Pág 23 e 24).
No terceiro período do décimo terceiro parágrafo, temos:
Texto para as próximas cinco questões:
“O cego Estrelinho”
Mia Couto
O cego Estrelinho era pessoa de nenhuma vez: sua história poderia ser contada e descontada não fosse seu guia, Gigito Efraim. A mão de Gigito conduziu o desvistado por tempos e idades. Aquela mão era repartidamente comum, extensão de um no outro, siamensal. E assim era quase de nascença. Memória de Estrelinho tinha cinco dedos e eram os de Gigito postos, em aperto, na sua própria mão.
O cego, curioso, queria saber de tudo. Ele não fazia cerimónia no viver. O sempre lhe era pouco e o tudo insuficiente. Dizia, deste modo:
— Tenho que viver já, senão esqueço-me.
Gigitinho, porém, o que descrevia era o que não havia. O mundo que ele minuciava eram fantasias e rendilhados. A imaginação do guia era mais profícua que papaeira. O cego enchia a boca de águas:
— Que maravilhação esse mundo. Me conte tudo, Gigito!
A mão do guia era, afinal, o manuscrito da mentira. Gigito Efraim estava como nunca esteve S. Tomé: via para não crer. O condutor falava pela ponta dos dedos. Desfolhava o universo, aberto em folhas. A ideação dele era tal que mesmo o cego, por vezes, acreditava ver. O outro lhe encorajava esses breves enganos:
— Desbengale-se, você está escolhendo a boa procedência!
Mentira: Estrelinho continuava sem ver uma palmeira à frente do nariz. Contudo, o cego não se conformava em suas escurezas. Ele cumpria o ditado: não tinha perna e queria dar o pontapé. Só à noite, ele desalentava, sofrendo medos mais antigos que a humanidade. Entendia aquilo que, na raça humana, é menos primitivo: o animal.
— Na noite aflige não haver luz?
— Aflição é ter um pássaro branco esvoando dentro do sono.
Pássaro branco? No sono? Lugar de ave é nas alturas. Dizem até que Deus fez o céu para justificar os pássaros. Estrelinho disfarçava o medo dos vaticínios, subterfugindo:
— E agora, Gigitinho? Agora, olhando assim para cima, estou face ao céu?
Que podia o outro responder? O céu do cego fica em toda a parte. Estrelinho perdia o pé era quando a noite chegava e seu mestre adormecia. Era como se um novo escuro nele se estreasse em nó cego. Devagaroso e sorrateiro ele aninhava sua mão na mão do guia. Só assim adormecia. A razão da concha é a timidez da amêijoa? Na manhã seguinte, o cego lhe confessava: se você morrer, tenho que morrer logo no imediato. Senão-me: como acerto o caminho para o céu?
Foi no mês de dezembro que levaram Gigitinho. Lhe tiraram do mundo para pôr na guerra: obrigavam os serviços militares. O cego reclamou: que o moço inatingia a idade. E que o serviço que ele a si prestava era vital e vitalício. O guia chamou Estrelinho à parte e lhe tranquilizou:
— Não vai ficar sozinhando por aí. Minha mana já mandei para ficar no meu lugar.
O cego estendeu o braço a querer tocar uma despedida. Mas o outro já não estava lá. Ou estava e se desviara, propositado? E sem água ida nem vinda, Estrelinho escutou o amigo se afastar, engolido, espongínquo, inevisível. Pela pimeira vez, Estrelinho se sentiu invalidado.
— Agora, só agora, sou cego que não vê.
(...)
COUTO, Mia. Estórias abensonhadas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. (Pág 23 e 24).
Na oração “A mão de Gigito conduziu o desvistado por tempos e idades”, o autor faz uso de um neologismo, assim como no decorrer de toda a obra em questão. Contudo, o neologismo só se torna possível pela utilização dos elementos mórficos naquilo que a gramática normativa pontua como Processo de Formação das Palavras. Levando em consideração apenas o recurso morfológico, qual Processo de Formação foi utilizado?
Texto para as próximas cinco questões:
“O cego Estrelinho”
Mia Couto
O cego Estrelinho era pessoa de nenhuma vez: sua história poderia ser contada e descontada não fosse seu guia, Gigito Efraim. A mão de Gigito conduziu o desvistado por tempos e idades. Aquela mão era repartidamente comum, extensão de um no outro, siamensal. E assim era quase de nascença. Memória de Estrelinho tinha cinco dedos e eram os de Gigito postos, em aperto, na sua própria mão.
O cego, curioso, queria saber de tudo. Ele não fazia cerimónia no viver. O sempre lhe era pouco e o tudo insuficiente. Dizia, deste modo:
— Tenho que viver já, senão esqueço-me.
Gigitinho, porém, o que descrevia era o que não havia. O mundo que ele minuciava eram fantasias e rendilhados. A imaginação do guia era mais profícua que papaeira. O cego enchia a boca de águas:
— Que maravilhação esse mundo. Me conte tudo, Gigito!
A mão do guia era, afinal, o manuscrito da mentira. Gigito Efraim estava como nunca esteve S. Tomé: via para não crer. O condutor falava pela ponta dos dedos. Desfolhava o universo, aberto em folhas. A ideação dele era tal que mesmo o cego, por vezes, acreditava ver. O outro lhe encorajava esses breves enganos:
— Desbengale-se, você está escolhendo a boa procedência!
Mentira: Estrelinho continuava sem ver uma palmeira à frente do nariz. Contudo, o cego não se conformava em suas escurezas. Ele cumpria o ditado: não tinha perna e queria dar o pontapé. Só à noite, ele desalentava, sofrendo medos mais antigos que a humanidade. Entendia aquilo que, na raça humana, é menos primitivo: o animal.
— Na noite aflige não haver luz?
— Aflição é ter um pássaro branco esvoando dentro do sono.
Pássaro branco? No sono? Lugar de ave é nas alturas. Dizem até que Deus fez o céu para justificar os pássaros. Estrelinho disfarçava o medo dos vaticínios, subterfugindo:
— E agora, Gigitinho? Agora, olhando assim para cima, estou face ao céu?
Que podia o outro responder? O céu do cego fica em toda a parte. Estrelinho perdia o pé era quando a noite chegava e seu mestre adormecia. Era como se um novo escuro nele se estreasse em nó cego. Devagaroso e sorrateiro ele aninhava sua mão na mão do guia. Só assim adormecia. A razão da concha é a timidez da amêijoa? Na manhã seguinte, o cego lhe confessava: se você morrer, tenho que morrer logo no imediato. Senão-me: como acerto o caminho para o céu?
Foi no mês de dezembro que levaram Gigitinho. Lhe tiraram do mundo para pôr na guerra: obrigavam os serviços militares. O cego reclamou: que o moço inatingia a idade. E que o serviço que ele a si prestava era vital e vitalício. O guia chamou Estrelinho à parte e lhe tranquilizou:
— Não vai ficar sozinhando por aí. Minha mana já mandei para ficar no meu lugar.
O cego estendeu o braço a querer tocar uma despedida. Mas o outro já não estava lá. Ou estava e se desviara, propositado? E sem água ida nem vinda, Estrelinho escutou o amigo se afastar, engolido, espongínquo, inevisível. Pela pimeira vez, Estrelinho se sentiu invalidado.
— Agora, só agora, sou cego que não vê.
(...)
COUTO, Mia. Estórias abensonhadas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. (Pág 23 e 24).
Quanto à interpretação do fragmento do conto, podemos afirmar que:
A criança, mesmo pequena, sabe muitas coisas: toma decisões, escolhe o que quer fazer, interage com pessoas, expressa o que sabe fazer e mostra, em seus gestos, em um olhar, uma palavra, como é capaz de compreender o mundo. Entre as coisas de que a criança gosta está o brincar, que é um dos seus direitos. (BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL - Tizuko Morchida Kishimoto – FE-USP)
Nesse texto, a autora afirma, exceto:
A IMPORTÂNCIA DO JOGO NA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA E NA EDUCAÇÃO INFANTIL
O presente trabalho tem por objetivo discutir sobre a importância do uso das práticas lúdicas como estratégia pedagógica para a aprendizagem da matemática na educação infantil no processo de desenvolvimento da criança, visando à ludicidade como caminho para a aprendizagem e a construção do conhecimento através de brincadeiras, jogos e brinquedos. (...)
(Por Alice de Assiz Silva, Dilene Rosinei Nascimento dos Santos, Erika Karla Barros da Costa, disponível em http://www.omep.org.br/artigos_ver/986/a-importancia-do-jogo-na-aprendizagem-da-matematica-e-na- educacao-infantil)
Sobre a importância do jogo na aprendizagem da matemática e na Educação Infantil, considera-se incorreta a alternativa:
“A experiência acadêmica e a literatura sobre o assunto revelam que o processo de alfabetização representa um desafio para os educadores, tanto em relação aos fundamentos teóricos, quanto em relação aos encaminhamentos metodológicos. Isto ocorre pela complexidade do ato de alfabetizar, compreendido somente mediante a oportunidade de realizá-lo. Para alfabetizar, faz-se necessário conhecimentos específicos sobre a linguagem e sobre os processos pelos quais os sujeitos pensam e compreendem a língua, a partir de uma determinada realidade sociocultural.” (EPISTEMOLOGIA GENÉTICA, ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - Maria Irene Miranda).
Tomando por base esse texto, responda às próximas duas questões.
Atribua (C) certo ou (E) às assertivas e marque a alternativa correta.
( ) “A psicologia genética de Jean Piaget e a psicolinguística contemporânea contribuem para desbancar antigas premissas acerca da alfabetização, segundo as quais: a) o alfabetizador e o método de alfabetização são considerados aspectos centrais; b) a criança começa sua aprendizagem da leitura e da escrita somente quando ingressa na escola; c) a alfabetização é centrada no processo de codificação e decodificação.”
( ) “Se para Piaget todo conhecimento é sempre assimilação de um dado exterior às estruturas do sujeito, a alfabetização, nessa perspectiva, consiste na aquisição de um esquema de assimilação de códigos gráficos, os quais representam um significante da realidade, uma vez que substituem o real por meio de uma convenção, no caso o código alfabético.”
( ) “A criança aprende a ler e escrever analisando os dados que lhe chegam. Essa análise é caracterizada, a princípio, por uma “leitura” das formas gráficas, as quais ela sabe que significam alguma coisa, porém ainda não compreende seus aspectos convencionais. Somente as práticas sociais de interpretação possibilitam identificar essas formas como objetos simbólicos, carregados de determinados significados.”
“O planejamento é o instrumento, por excelência, capaz de assegurar o diagnóstico das capacidades e dos conhecimentos prévios dos alunos, das metas e meios para a sistematização de aprendizagens e práticas de ensino, dos instrumentos de avaliação do processo e da elaboração de novas estratégias para a solução de problemas detectados. Exige não só esforço docente individual, como também trabalho coletivo e compartilhado. Assim, o planejamento estabelece princípios de reciprocidade de cada profissional com seus pares, possibilitando a consolidação da autonomia dos professores e a progressiva reconstrução do projeto pedagógico da própria escola” (Organizando as classes de alfabetização: processos e métodos - Maria das Graças de Castro Bregunci).
Segundo a autora, “alguns requisitos são fundamentais em um planejamento efetivamente voltado para a sistematização do trabalho em torno da alfabetização:
(I) criar condições e tempos escolares destinados ao planejamento, ao diagnóstico, à avaliação e à [re]elaboração de propostas, buscando-se a progressiva institucionalização de espaços coletivos tais como seminários ou semanas de planejamento, de integração com a comunidade, de escolha de livros didáticos, entre outras possibilidades;
(II) estabelecer e compartilhar metas e objetivos, envolvendo professores, alunos e pais, nos processos de sua avaliação e de sua reorientação;
(III) definir meios para alcançar objetivos, organizar o processo e registrar e socializar atividades realizadas.”
Quanto aos itens, aponte a alternativa que faz a referência correta.
Segundo o texto “Letramento e diversidade textual”, de Roxane Rojono, leia as assertivas e aponte a alternativa correta:
(i) “práticas de linguagem é uma noção de ordem social, que implica a inserção dos interlocutores em determinados contextos ou situações de produção, a partir dos quais, tendo a linguagem como mediadora, os agentes sociais estabelecem diferentes tipos de interação e de interlocução comunicativa, visando diferentes finalidades de comunicação, a partir de diversificados lugares enunciativos.”
(ii) O “desenvolvimento ou a aprendizagem são sempre um processo de apropriação das experiências acumuladas pela sociedade no curso de sua história (práticas sociais e atividades). A apropriação é, por sua vez, um processo de aprendizagem que conduz à interiorização de uma prática social.”
(iii) a alfabetização deve utilizar-se de textos em gêneros de circulação social concreta. São importantes para a prática social ativa e cidadã dos alunos textos como receitas, rótulos, bilhetes, cartas, exceto romance e jornal.
É(são) correto(s) apenas o(s) item(ns)
Leia o seguinte texto e, conforme o pensamento da autora, marque a alternativa verdadeira:
Maria da Graça Costa Val no texto “O que é ser alfabetizado e letrado?”, disponível no portal do MEC, afirma:
1. “Para compreender as regras que orientam a leitura e a escrita, os alunos precisam desenvolver conhecimentos e capacidades diversas, relativas não somente à natureza e ao funcionamento do sistema alfabético e da ortografia da Língua Portuguesa, mas também ao uso geral da escrita.”
2. “A exploração de diferentes marcadores de espaço, aliada ao processo de leitura, permite que os alunos descubram diferenças entre a segmentação da fala e a da escrita, o que lhes será útil para o domínio da ortografia, da morfossintaxe escrita, da pontuação e da paragrafação, em momentos posteriores de seu aprendizado.”
3. “A apropriação da escrita é um processo complexo e multifacetado, que envolve tanto o domínio do sistema alfabético/ortográfico quanto a compreensão e o uso efetivo e autônomo da língua escrita em práticas sociais diversificadas.”
4. “O domínio da escrita, assim como o da leitura, abrange capacidades que são adquiridas no processo de alfabetização e outras que são constitutivas do processo de letramento, incluindo desde as primeiras formas de registro alfabético e ortográfico até a produção autônoma de textos.”