Questões de Concurso
Sobre geografia
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Considere o texto sobre a representação do espaço.
Mapas dizem respeito a espaço, são formas de representação, certamente formas icônicas; representação é compreendida como espacialização. Mas um mapa de uma geografia não é aquela geografia – ou aquele espaço – mais que uma pintura de um cachimbo é um cachimbo. Além disso, através de seus códigos, convenções e seus procedimentos de organização e taxonomia, os mapas operam como uma tecnologia do poder.
MASSEY, D. Pelo Espaço. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005, p. 159-160. Adaptado.
Nessa crítica à representação cartográfica, a autora defende uma concepção teórica de espaço como:
Considere os textos sobre o conceito de lugar.
Texto I
O lugar, acima de tudo, não é o particular, perdido no mundo, é o diferente. Nasce do embate com os outros lugares, como totalidade, com a totalidade dos lugares do mundo. Coloca-se no mundo para ser lugar. O que rege a existência do lugar, como do cotidiano, é o desenvolvimento desigual.
DAMINANI, A. apud ALVES, G. O Lugar na Geografia. In. Carlos, A.; Cruz, R. (Org.). A necessidade da Geografia. São Paulo: Contexto, 2019, p. 147.
Texto II
O lugar se produz na articulação contraditória entre o mundial que se anuncia e a especificidade da história do particular. Desse modo, o lugar se apresentaria como ponto de articulação entre a mundialidade em constituição e o local enquanto especificidade concreta, enquanto momento.
CARLOS, A. apud ALVES, G. O Lugar na Geografia. In. Carlos, A.; Cruz, R. (Org.). A necessidade da Geografia. São Paulo: Contexto, 2019, p. 147.
Os Textos I e II abordam a especificidade do lugar através da interrelação dos seguintes aspectos:
Considere o texto sobre a relação da geografia com a fenomenologia.
Foi o filósofo Edmund Husserl quem trouxe, no início do século XX, uma nova abordagem do conhecimento à qual deu o nome de “fenomenologia”. Foi Edward Relph, porém, o primeiro geógrafo a buscar na fenomenologia de Husserl um suporte filosófico para uma aproximação da Geografia. Relph defendeu a ideia de que os significados originais do mundo-vivido estão constantemente sendo obscurecidos por conceitos científicos e pela adoção de convenções sociais; para o autor, o mundo-vivido não seria absolutamente óbvio, e os seus significados não se apresentariam por si mesmos, mas deveriam ser descobertos.
SERPA. A. Por uma Geografia dos Espaços Vividos. São Paulo: Contexto, 2019, pp. 11-15. Adaptado.
A aproximação entre a fenomenologia e a disciplina geográfica empreendida por Relph conduziu diretamente à formulação da
Considere a imagem de um espaço urbano.

Disponível em: https://scopel.com.br/loteamentos-clandestinos-e-irregulares-qual-a-diferenca/. Acesso em: 15 dez
Na imagem, registra-se uma ocupação urbana que expressa o seguinte processo:
Considere o texto sobre o espaço urbano.
Na cidade, a adaptação aos imperativos da modernização globalizadora é mais difícil que no campo. Na cidade, renovar a materialidade é mais laborioso que no mundo rural. Rígida pelo seu estoque de capital fixo duravelmente instalado, a cidade resiste a uma difusão mais rápida e mais ampla da racionalidade contemporânea. Enquanto novos objetos se instalam (prédios inteligentes, vias rápidas, infraestruturas) em algumas áreas urbanas, na maior parte da aglomeração permanecem objetos herdados representativos de outras épocas.
SANTOS, M. A Natureza do Espaço. São Paulo: Hucitec, 1996, p. 245.
No texto, o espaço urbano é caracterizado pelo seguinte aspecto estrutural:
Considere o texto sobre a evolução do pensamento geográfico.
Friedrich Ratzel (1844-1904) inaugura a fase das geografias humanas sistemáticas. Ao colocar a relação do homem com a natureza no plano da fronteira da geografia com a antropologia e a sociologia, Ratzel praticamente inaugura uma tradição de ver o homem na sua relação com a natureza pela mediação do Estado. Nisso difere dos demais criadores das geografias setoriais, que elaboram uma geografia física pura ou uma geografia humana pura.
MOREIRA, R. Para Onde Vai o Pensamento Geográfico? São Paulo: Contexto, 2006, p. 30. Adaptado.
Essa sistematização feita por Ratzel refere-se especificamente à formulação moderna da:
O Índice de Desempenho dos Municípios (IDM) é uma medida sintética de parte do contexto socioeconômico dos municípios goianos em seis áreas de atuação: economia, educação, infraestrutura, saúde, segurança e trabalho. Cada dimensão contribui igualmente para a composição do índice final, ou seja, cada uma tem o mesmo peso no cálculo final. Todavia, o IDM economia tem influência direta em praticamente todas as demais, pois o desempenho econômico do município está relacionado à geração de trabalho, à qualidade da educação, às condições de infraestrutura, à segurança e saúde nos municípios. Observe na tabela a seguir, quais são os cinco municípios mais bem colocados no ranking e os cinco municípios com menor IDM.
Estado de Goiás: Índice de Desempenho dos Municípios (IDM), 2020, segundo os cinco melhores e piores municípios no ranking estadual.
Sobre a localização dos municípios e as respectivas atividades econômicas, verifica-se que
Foi um dos principais idealizadores e primeiro presidente da SGP, Sociedade Goiana de Pecuária, sigla que seria alterada depois para SGPA, Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura. Fundada no dia 19 de maio de 1941. [...] Escolhido para presidir a Comissão de Desapropriação de Terras para a Construção de Brasília, conseguiu o fantástico feito, junto a 84 fazendeiros, de venderem cada alqueire de suas terras por 80 centavos da moeda da época, o cruzeiro.
GALLI, Ubirajara. A História da Pecuária em Goiás: do primeiro gado aos dias de hoje. Goiânia: Contato / Editora da UCG, 2005. p. 46.
A partir dos fatos elencados na citação, é possível identificar o personagem referenciado como sendo o
O Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água doce do mundo, infiltradas em rochas porosas, abrange grandes extensões de terra no Brasil. No estado de Goiás este aquífero abrange municípios localizados na região:
Estava esta vila com um relaxamento a respeito dos feitiços. Já havia bonecos que falavam e tinham a particularidade de adivinhar. Estimavam muito as mulheres do fado aos pretos que davam fortuna. Com a certeza desta superstição, mandou prender a todos os que usavam desta ridiculariza mandando-lhes fazer castigo público, os mandou meter em calcetas e trabalhar nas obras públicas, e é felicidade de quem governa serem as suas ações a satisfação do povo.
NOTÍCIA geral da Capitania de Goiás, 1783. APUD: PALACÍN, Luis; GARCIA, Ledonias Franco; AMADO, Janaína. História de Goiás em Documentos. I Colônia. Goiânia: Editora da UFG, 1995. p. 199.
O documento citado, registrado no Arquivo da Biblioteca Nacional, Seção de Manuscritos, é um indicativo da
Defendemos a ideia de que não é historicamente sustentável a teoria de Itami Campos, para quem as oligarquias dominantes de Goiás na Primeira República de tudo fizeram para manter o Estado atrasado como forma de continuidade de seu poder politico. Para nós, foi a época em que, economicamente, Goiás mais se desenvolveu.
CHAUL, Nasr Fayad. Prefácio à terceira edição. In: SILVA, Colemar Natal e. História de Goiás. Goiânia: Instituto Goiano do Livro, 2002. p. 19.
O trecho citado contrapõe as ideias do historiador Nasr Fayad Chaul, autor de Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos limites da modernidade, e do sociólogo Itami Campos, autor de Coronelismo em Goiás. A perspectiva da desconstrução da ideia de “decadência” goiana fundamenta-se
Fonte: Google Maps