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Hugo Chávez e a figura de Bolívar
“O uso estratégico dos símbolos da nacionalidade, com destaque para o uso do discurso e do legado bolivariano, adquire no projeto de Hugo Chávez certa singularidade. A figura de Bolívar permite que tal símbolo da nacionalidade venezuelana se transforme em uma espécie de fonte de legitimidade e de autoridade do ator político individual. [...] Chávez tem feito do discurso bolivariano um instrumento concreto de ação política.”
VILLA, Rafael Duarte. Venezuela: mudanças políticas na era Chávez. In: Estudos Avançados, 19 (55) 2005. p. 153-172. Disponível em www.scielo.br. Acesso em 10 mar. 2010.
Simón Bolívar destacou-se como símbolo nacional da Venezuela até a nossa contemporaneidade. Ao analisar o contexto da trajetória política desse “herói venezuelano” percebemos algumas peculiaridades. Fez parte desse contexto:
“Em 1937 o presidente Getúlio Vargas Vargas baixou um decreto (que dura até hoje) obrigando os enredos de Escolas de Samba a só falar de temas ‘históricos e patrióticos’. As letras de música eram censuradas pelo DIP. O exemplo mais famoso é O Bonde de São Januário, de Ataulfo Alves e Wilson Batista. A letra original exaltava a figura do ‘malandro’ esperto, que vivia na boemia, que não era trouxa de virar operário e entrar ‘no bonde de São Januário’ (bairro industrial) que ‘leva mais um otário’ para trabalhar. A letra teve que ser mudada para: ‘Quem trabalha é que tem razão/eu digo e não tenho medo de errar/ O Bonde de São Januário/leva mais um operário:/sou eu que vou trabalhar....’”.
(Texto retirado do Centro de Memória Sindical. Site: http://www.memoriasindical.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=281#.VfwGKvRSJkA. Acessado em 11.09.2015).
O trecho acima revela um momento nacional de censura e de imposição de disciplina ao trabalhador, efetivado a partir de 1937 sob a liderança do presidente Getúlio Vargas. Os objetivos centrais desta postura repressiva era o de criar um mundo do trabalho
A Lei Nº 601, ou Lei da terra de 1850, estabelecia:
I. A candidatura Vargas recebeu o apoio da maioria dos tenentes que lutaram contra a corrupção e caráter oligárquico da primeira República.
II. Durante o Governo provisório de Getúlio Vargas (1930-1934) foram adotadas medidas para regular a produção e os lucros obtidos com o café.
III.A volta de Vargas com expressiva maioria dos votos, nas eleições de 1950, marcou a radicalização política.
IV. Getúlio governou pela ultima vez nos anos 70.
I. A comunidade de Canudos foi criada por Getúlio Vargas.
II. Antônio Conselheiro foi o grande ícone dessa revolução.
III. Conselheiro era contra a república e não era favorável a cultura de impostos abusivos.
IV. A guerra de Canudos aconteceu no Rio Grande do Sul e se estendeu por todo sul do país.
Assinale a alternativa que indica o Presidente da República a que correspondem as informações do texto.
Referente a essa temática, pode-se dizer que que foi gerada uma ocupação predominantemente feminina que lotava, com muita frequência, os locais de extração de ouro e diamantes, e que recebeu a denominação genérica de:
O trecho a seguir contextualiza o tema tratado nas questão.
“É lembrado nesta quinta‐feira (06/08/2015) o 70º aniversário do primeiro ataque nuclear da história: quando uma aeronave americana lançou a bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, matando cerca de 140 mil pessoas até o final daquele ano – de um total de 350 mil que viviam ali.”
(Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2015/08/150805_hiroshima_70anos_pai.)
“Assim, o (vaqueiro) podia iniciar seu próprio rebanho e sua fazenda criatória que, por ser extremamente simples, requeria pouco capital (...). A sociedade que se organizou nas áreas de pecuária, denominada ‘civilização do couro’ permitiu certa mobilidade social. No século XVIII, a descoberta de ouro nas Minas Gerais levou a pecuária descer o curso do São Francisco, onde ocorreram lutas entre os índios, que tinham roças, e os vaqueiros que viam ali a possibilidade de estábulos naturais para o gado. [...]”
(Botelho, 2001.)
Sabe‐se que o processo de interiorização do Brasil durante o início da colonização esteve intimamente ligado às atividades econômicas que aqui se estabeleceram. Analise as afirmativas, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) A estrutura fundiária colonial acabou por se consolidar também nessa atividade (pecuária).
( ) Ao contrário do que defende uma ampla parcela da historiografia, a interiorização do processo colonizador foi fruto basicamente da pecuária.
( ) Os engenhos de açúcar começaram a surgir em decorrência das necessidades de abastecimento das populações das vilas e cidades que tiveram seu nascimento ligado à mineração.
( ) Nos primórdios da colonização, a facilidade de transporte por via fluvial e naval, sobretudo através dos Rio Amazonas e Prata, estimulou a interiorização da ocupação portuguesa.
( ) Muito importante foi o papel desempenhado pelas missões jesuítas e não menos importante foi a busca pelas drogas do sertão e do ouro, diamantes e esmeraldas.
A sequência está correta em
“Assim sendo, a sensação de superioridade que uniu os brancos ocidentais — ricos, classe média e pobres — não se deveu apenas ao fato de todos eles desfrutarem de privilégios de governante, sobretudo quando efetivamente estavam nas colônias. Em Dacar ou Mombaça, o mais modesto funcionário era um amo e era aceito como gentleman por pessoas que nem teriam notado sua existência em Paris ou Londres...”
(Hobsbawm, 1988.)
“Quando estiverdes entre os chineses”... diz [o Imperador da Alemanha], “lembrai que sois a vanguarda da Cristandade”, diz ele, “e atravessai com vossas baionetas todo odioso infiel de marfim que virdes”, diz ele. “Fazei‐os compreender o que significa a nossa civilização ocidental...”
(Hobsbawm, 1988.)
Ao analisar os dois trechos, tendo em vista o contexto e a ideologia que permeou o processo neocolonialista do século XIX, é possível inferir corretamente que são
“O regime militar foi o período da política brasileira em que militares conduziram o país. Essa época ficou marcada na história do Brasil através da prática de vários Atos Institucionais que colocavam em prática a censura, a perseguição política, a supressão de direitos constitucionais, a falta total de democracia e a repressão àqueles que eram contrários ao regime militar. A ditadura militar no Brasil teve seu início com o golpe militar de 31 de março de 1964, resultando no afastamento do Presidente da República, João Goulart, e tomando o poder o Marechal Castelo Branco. Este golpe de estado, caracterizado por personagens afinados como uma revolução instituiu no país uma ditadura militar, que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Os militares na época justificaram o golpe, sob a alegação de que havia uma ameaça comunista no país.”
(Disponível em: http://www.sohistoria.com.br/ef2/ditadura/)
Acerca desse período de ditadura no Brasil, analise as afirmativas.
I. O golpe de 1964 foi civil‐militar e articulou os diversos segmentos da burguesia em torno da liderança do grande capital nacional e estrangeiro contra a ofensiva do movimento de massas, dirigida principalmente pelo trabalhismo.
II. O novo sistema introduzido com a Ditadura preconizava no controle da remessa de lucro, na nacionalização de setores estratégicos e promoção da indústria nacional e numa política externa independente, anti‐imperialista, baseada no direito à autodeterminação dos povos.
III. Além do legado da financeirização da economia, o golpe de 1964 deixou marcas iniciadas naquele contexto e que permanecem presentes até hoje: a concentração da propriedade e de renda, a lei de anistia e o monopólio dos meios de comunicação e do ensino superior.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
“O historiador está sendo cada vez mais valorizado, as pesquisas dão conta de objetos cada vez mais amplos, a informática e a internet facilitaram imensamente a parte mecânica do trabalho de investigação, profissionais são chamados para explicar o mundo na mídia. Já há historiadores trabalhando com planejamento urbano, com projetos turísticos, como consultores editoriais e empresariais. Ao mesmo tempo em que isto ocorre, e de maneira contraditória, há um movimento em escolas, principalmente no ensino médio, que, no limite, tende a substituir o ensino de História por uma outra disciplina que eu chamaria de ‘realidade mundial’: muitos professores têm abandonado tudo que aconteceu antes do século XIX, alegando não ser possível ‘dar tudo’, daí terem que se concentrar no passado mais próximo, em detrimento do remoto. Claro que uma parte da responsabilidade disso cabe aos diretores (e, talvez, à própria sociedade), que a partir de um altamente discutível pragmatismo neoliberal diminuíram drasticamente o número de aulas de História. Eu não pouparia, contudo, muitos colegas que, em nome de um ‘ensino crítico’, acabam alienando seus próprios alunos ao não lhes dar oportunidade de adquirir uma visão mais abrangente de História.”
(Disponível em: http://www.jaimepinsky.com.br/site/main.php?page=artigo&artigo_id=10)
A alternativa que mais condiz com a visão preconizada no texto e com a prática salutar e ética do ensino‐aprendizagem
da história é:
“Na passagem do século XVIII para o XIX, o Ocidente foi marcado por duas grandes revoluções que causaram profundo impacto nos seus contemporâneos, não sendo os luso‐brasileiros dos dois lados do Atlântico uma exceção. A Independência dos EUA e a Revolução Francesa. A Independência das Treze Colônias foi classificada pela ‘Gazeta de Lisboa’ como a revolução ‘mais memorável’ do globo, cujas consequências, no dizer do mesmo jornal, ‘teriam grande influência no sistema geral de todas as nações’ [...] Sobre a Revolução Francesa, chegou‐se a dizer que ‘Era um dos sucessos mais extraordinários, não só da história moderna, mas da história antiga’...”
(VILLATA, Luiz Carlos. 1789‐1808; O Império Luso‐Brasileiro e os Brasis”. São Paulo: Companhia das letras, 2000. P. 11‐13.)
À medida que a economia europeia se desenvolvia em decorrência de processos como a Revolução Industrial e o capitalismo se consolidava, o sistema colonial tornava‐se cada vez mais contraditório. As expressões que passaram a permear esse novo contexto diziam respeito à liberdade, no seu sentido mais amplo. O antigo “Pacto Colonial” passou
Observe as imagens.

Por duas vezes Getúlio Vargas ocupou o cargo máximo do executivo no Brasil. O presidente que mais tempo ficou no poder, enfrentou várias crises, tanto internas quanto externas. Tendo em vista os dois governos de Vargas, analise as afirmativas.
I. Nos dois governos, Getúlio adotou uma postura populista, porém ditatorial, o que prejudicou as suas relações e determinou o rompimento com o Congresso Nacional.
II. Em seu primeiro governo, as políticas públicas voltadas para o setor trabalhista fizeram com que Vargas angariasse a simpatia das camadas mais populares.
III. Sua opção pelo nacionalismo, em seus dois governos, prejudicou as relações internacionais do Brasil, causando a ruptura política e econômica com os EUA.
IV. Os contextos de crise econômica e pressão política dos dois períodos de governo de Vargas contribuíram para os desfechos peculiares e dramáticos de ambos.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)