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Q4008522 História

Leia a letra da Cantiga Popular: 


O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Seu moço inteligente Faz favô de mi dizê Em riba daquele morro Quantos capim há de tê Se o raio não cortou Se o gado não comeu Em riba daquele morro Tem o capim que nasceu.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Me arresponda sem tretê Mas me arresponda já O que é que a gente vê E que não pode pegá? Aquilo que a gente vê E que não pode pegá É a lua e as estrela Que no céu tão a briá.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Vou lhe fazê uma pregunta Pra suncê me arrespondê Vinte e cinco par de gato Quantas unha deve tê? Intrei no raio de sol Saí no raio de lua Vinte e cinco par de gato Com certeza tem mil unha.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Em riba daquela serra Tem um sino sem badalo E uma arroba de capim Pra você comê, ó cavalo

Em riba daquela serra Tem um sino ferrugento Se eu hei de comê capim Coma você, ó seu jumento.

O meu boi morreu, que será de mim, Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piaui. 
Autoria: Autor desconheido Domínio Público / Cultura Popular 
Na cultura sertaneja nordestina, especialmente nas regiões marcadas historicamente pela pecuária extensiva, o boi assume centralidade não apenas econômica, mas também simbólica. O verso popular “O meu boi morreu, o que será de mim? Manda buscar outro, oh maninha, lá no Piauí”, quando interpretado à luz da formação histórica e cultural do Piauí, expressa principalmente:

Alternativas
Q4008521 História
Engenheiro, intelectual negro, abolicionista e integrante de redes políticas e intelectuais do Segundo Reinado, André Rebouças atuou de modo central nos debates sobre escravidão, cidadania e projeto nacional no Brasil do século XIX. Próximo da Corte imperial e de Dom Pedro II, participou de iniciativas de modernização do Estado e defendeu a abolição da escravidão associada a reformas estruturais, como o acesso à terra e a ampliação de direitos civis. Após a Proclamação da República, Rebouças optou pelo exílio, expressando, em diários e correspondências, forte crítica ao novo regime, que considerava incapaz de enfrentar as desigualdades herdadas do período escravista. Essa trajetória revela tensões entre sua defesa  da justiça social, sua crítica à escravidão e sua permanência, até o fi m do Império, no interior da Monarquia constitucional.
REBOUÇAS, André. Cartas da África – Registro de correspondência, 1891–1893. Org. Hebe Mattos. São Paulo: Chão Editora, 2022. ; GHESTI, Letícia Geraldi. Os Ilustres Irmãos Rebouças. Curitiba: Solar do Rosário, 2022. 
À luz da trajetória intelectual e política de André Rebouças e da historiografia sobre o abolicionismo e a crise do Império, sua posição diante da Monarquia e da República pode ser interpretada, de forma historicamente consistente, como: 
Alternativas
Q4008520 História
Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a expansão da colonização portuguesa sobre o território que hoje corresponde ao Piauí esteve profundamente vinculada às guerras indígenas, à política de aldeamentos e à aplicação de dispositivos legais, como o Regimento das Missões (1686) e o Diretório dos Índios (1757). Longe de se configurarem apenas como espaços de submissão passiva, os aldeamentos e os pactos firmados entre povos indígenas — como Gueguê, Akroá e outros grupos Jê — e a Coroa portuguesa... 
MORI, Robert. Mundos em transformação: guerras e alianças entre os Jê e os luso-brasileiros nos sertões da América portuguesa – século XVIII. 2020. 247 f. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020.
Considerando essa dinâmica histórica, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação historiográfica contemporânea sobre a presença indígena no Piauí colonial: 
Alternativas
Q4008519 História
O sítio histórico de Frecheiras, localizado no atual município de Cocal, no norte do Piauí, consta nos inventários de bens culturais da Secretaria da Cultura do Estado do Piauí (SECULT-PI), em função da presença de uma igreja colonial e de vestígios de um antigo núcleo de povoamento e de atividade econômica. 

                                                  Imagem associada para resolução da questão
Foto: Rede Pense Piauí. “Expedição visita patrimônio colonial e natural do Piauí”. Portal Cidade Verde. Disponível em: https://cidadeverde.com/noticias/300490/expedicao-visita-patrimonio-colonial-e-natural-do-piaui. Acesso em: 01 fev. 2026.
Dentre os diversos debates que marcam a construção historiográfica do Piauí, destacam-se as teses relativas ao processo de ocupação e colonização do território no período colonial.  Tradicionalmente, a interpretação consolidada defende que a colonização teria se iniciado a partir do sul do atual estado, por meio da expansão dos currais de gado, tendo Oeiras como núcleo organizador e símbolo da centralização administrativa.
Em contraposição, outra vertente historiográfica sustenta a chamada “tese do Norte”, que enfatiza a ocupação por meio das zonas litorâneas e dos espaços ligados às atividades costeiras, atribuindo aos grupos parnaibanos papel fundamental nesse processo. Essa perspectiva desloca o foco da colonização para áreas tradicionalmente consideradas periféricas pela narrativa oficial.
Dessa forma, o uso do sítio histórico de Frecheiras, no debate historiográfico sobre a colonização do Piauí: 
Alternativas
Q4008518 História
“No fi nal da Idade Média, nas ilhas mediterrâneas, região em que se encontrava o regime de tipo escravista mais importante da Europa, escravos já trabalhavam com a produção de açúcar. Note-se, contudo, que, se diversos povos contavam com o trabalho escravo, este não era muito empregado na agricultura; cativos executavam sobretudo tarefas artesanais. A mão de obra essencial para o setor agrícola continuava a ser camponesa; isso até os portugueses chegarem à Costa da Guine no século XV.”
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografi a. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p.80.
A escravidão era uma prática conhecida em diferentes sociedades muito antes da expansão europeia. Considerando as transformações ocorridas a partir da intervenção europeia no século XV, assinale a alternativa que melhor caracteriza as mudanças no sistema escravista.
Alternativas
Q4008517 História
“Os brancos entravam, olhavam ao redor e apontavam os pretos pelos quais se interessavam. Então, um dos empregados se aproximava dos pretos e batia em seus ombros com uma vara ou gritava de longe para que eles se aproximassem, caso já entendessem o português. Não importando se era homem, mulher ou criança, o comprador apalpava-lhes todo o corpo e os fazia erguer os braços e mostrar as plantas dos pés, como a minha avó tinha feito em Uidá. O empregado do armazém batia com um chicote em suas pernas e eles tinham que pular, para ver se reagiam rápido, e depois tinham que abrir a boca e mostrar os dentes, para então gritar o mais alto que podiam.” 
GONÇALVES, Ana Maria. Um defeito de cor. 26 ed. Rio de Janeiro: Record, 2022, p.70-71.
A respeito do tráfico transatlântico de africanos, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4008516 História
“Assim como estiveram à frente de fazendas e outras atividades agrícolas, as mulheres também dirigiam engenhos. Quando fez sua Descrição do Distrito dos Campos Goiatacaz, em 1785, Couto Reis recenseou 124 engenhos, dos quais dez pertenciam a mulheres. Para além destas senhoras de engenho, o cartógrafo identificou inúmeras lavradoras, como Dorothea Barreta, Raimunda Rodriguez, Rosa Maria, Úrsula Campelo e Maria Almeida, envolvidas no cultivo de cana”.
PRIORE, Mary del. Histórias da gente brasileira: volume I: colônia. Rio de Janeiro: LeYa, 2016. p.83.
Considerando o trabalho sistemático em torno da exploração do açúcar, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4008515 História
“O curral era o cenário para toda essa atividade: 'Em cada fazenda', explicava o ouvidor Durão, no século XVIII, 'deve haver pelo menos três currais que tomam diversos nomes conforme o serviço que prestam. Chama curral de vaquejada àquele em que se recebe o gado que tem de se vendido, onde se tira o leite e onde se faz o rol de porteiras; curral de apartar e em que se recebe todo o gado indistintamente para ao depois ser distribuído pelas diferentes acomodações; curral de benefi cio, onde se recolhem os garrotes para serem ferrados e para se fazer as partilhas dos vaqueiros.' Tais fazendas se formavam com facilidade. Uma casa rústica coberta de folhas de carnaúba abrigava homens, mulheres e crianças. Num curral tosco se introduziam, em geral, oito vacas e um touro. As reses passavam por um período de adaptação aos pastos. Era a 'formação dos cascos'. Nessa fase eram necessários de dez a doze homens para o manejo: vaqueiros gabaritados e outros, os cabras, menos hábeis.”
PRIORE, Mary del. Histórias da gente brasileira: volume I: colônia. Rio de Janeiro: LeYa, 2016. p.143-144
Considerando esse processo histórico, a expansão territorial da pecuária na Colônia Portuguesa caracterizou-se principalmente por:
Alternativas
Q4008514 História

“Sob seus diversos nomes e com suas aparências multiformes, o Diabo – Satã e seus demônios – é seguramente uma das fi guras mais importantes do universo do ocidente medieval: encarnação do mal, oponente das forças celestes, tentador dos justos, inspirador dos ímpios e dos pecadores, verdugo dos condenados, ele é onipresente e seu terrível poder se faz sentir em todos os aspectos da vida e das representações mentais medievais.”


GOFF, Jacques Le; SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário analítico do Ocidente Medieval. São Paulo: Unesp, 2017. 748 p. 2 v.


Sobre a sociedade medieval e o domínio do pensamento cristão, é CORRETO afirmar que: 

Alternativas
Q4008513 História

“Quando o Egito se encontrava sob a dominação cuxita, a função de grande sacerdotisa (Dewat Neter) do deus Âmon em Tebas era exercida pela filha do rei, o que lhe conferia grande influência econômica e polí tica. Mesmo após a extinçã o do cargo, em consequência da perda do Egito, as mulheres da família real continuaram a ocupar altas posições e a exercer um poder considerável sobre o clero do templo de Âmon em Napata e em outros lugares.(...) A iconografia confirma o elevado status das rainhas-mães. Nas cenas religiosas representadas nas paredes dos templos elas ocupam posições proeminentes, subordinadas apenas ao próprio rei, enquanto nas cenas que ornam as capelas das pirâmides a rainha aparece, por trás do rei falecido, como a principal portadora de oferendas.”

MOKHTAR, Gamal (ed.). História Geral da África: África antiga. 2. ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010. 1008 (p.304- 305). 


A Núbia constituiu-se como um importante elo entre a África Central e o Mediterrâneo. Nesse território, formou-se o Reino de Kush, no qual se destacou o papel feminino na sociedade e na política. Sobre o Reino de Kush, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q4008512 História
“A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado. Mas talvez não seja menos vão esgotar-se em compreender o passado se nada se sabe do presente.”
BLOCH, Marc. Apologia da História ou oficio do historiador. São Paulo: Zahar, 1989.
A reflexão de Marc Bloch evidencia o caráter relacional do conhecimento histórico, que articula passado e presente por meio da análise crítica das fontes e das interpretações. Considerando a construção do conhecimento histórico e as habilidades desenvolvidas pela disciplina de História, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008511 História
O ator Wagner Moura, ao receber o Globo de Ouro (2026) na categoria de “melhor ator em filme de drama”, por sua atuação no filme “O Agente Secreto”, proferiu a seguinte frase “Se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem". A fala do ator demonstra a importância da memória dos acontecimentos para a formação dos sujeitos bem como da nação. Dessa forma, a categoria memória apresenta-se em constante campo de disputa.
Sobre os diferentes conflitos em torno do manuseio e do entendimento acerca da noção de memória no campo historiográfico, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4008510 História
No estudo da Antiguidade Oriental, as civilizações do Antigo Oriente Próximo são analisadas a partir de suas estruturas políticas, econômicas, sociais e culturais. Sobre esses povos, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4000878 História
Assinale a opção que apresenta corretamente consequências dos processos de independência dos países africanos após o término da Segunda Guerra Mundial. 
Alternativas
Q4000877 História
Os regimes militares do Cone Sul da América se veem em guerra. De um lado, pelo marxismo internacional e seus expoentes terroristas e do outro pela hostilidade das democracias industriais incompreensivas enganadas pela propaganda marxista. Em resposta, eles estão se unindo no que pode muito bem se tornar um bloco político com alguma coesão. Mas, mais significativamente, estão unindo forças para erradicar a subversão, para isso eles estabeleceram a Operação Condor.

Adaptado de SHLAUDEMAN, Harry. Relatório “The third world war and South America” enviado para o Secretário de Estado Henry Kissinger em 1976.

A respeito da Operação Condor, assinale a opção que apresenta corretamente um dos seus objetivos.
Alternativas
Q4000876 História
Assinale a opção que apresenta corretamente um efeito do chamado “Pacote de Abril”, instituído pelo governo de Ernesto Geisel durante a ditadura militar brasileira.
Alternativas
Q4000875 História
Um professor de História, ao abordar, em sala de aula, a ditadura militar no Brasil, apresentou um trecho de uma carta escrita em 1971 por Eliana Paiva, filha do deputado federal Rubens Paiva, então detido pelo regime. Na missiva, dirigida à comunidade internacional, ela solicitava apoio para localizar seus pais: Não vi minha mãe e não sei nada sobre meu pai. Não sei a razão nem o porquê de tudo o que está acontecendo. Estou perdendo a confiança na liberdade e nos direitos humanos.

Adaptado de “Lamento de una hija”, Ercilla, n. 1858, 1971, p. 27.

Considerando que posteriormente foi confirmado o assassinato de Rubens Paiva sob custódia do Estado, o professor utilizou o testemunho como fonte histórica para discutir os impactos da repressão e os limites do uso de relatos de experiência na investigação do passado.

Com base na atividade didática, é correto afirmar que o uso desse tipo de fonte em sala de aula permite
Alternativas
Q4000874 História

P2CE205_25



Imagem associada para resolução da questão


Fonte: Rea Irvin. The New Yorker, October 31, 1942 / Manuscripts and Archives Division.



Em 1942, menos de um ano após a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, Rea Irvin desenhou Adolf Hitler como uma bruxa empoleirada em uma vassoura para a capa de Halloween da revista “The New Yorker”. Irvin também caricaturou outra potência do Eixo, desenhando as três abóboras de Halloween no lado esquerdo da capa com traços estereotipados associados a pessoas asiáticas.



Adaptado de https://www.nypl.org/events/exhibitions/galleries/3-new-yorkermakes-its-mark/item/18958



Com base na imagem e em sua descrição, é correto afirmar que, durante a Segunda Guerra Mundial, a caricatura do Eixo na mídia estadunidense 

Alternativas
Q4000873 História
Analise as afirmativas a seguir sobre a crise política brasileira no contexto das eleições presidenciais que levaram à vitória de Juscelino Kubitschek e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

( ) A candidatura de JK foi lançada pelo PSD e consolidada por meio de aliança com o PTB, que indicou João Goulart para a vice-presidência, em meio à oposição de setores udenistas e militares que defendiam a formação de uma candidatura única.
( ) A vitória de JK na eleição presidencial ocorreu com maioria relativa de votos, fato utilizado pela UDN para questionar a legitimidade do resultado e defender a exigência de maioria absoluta para a validação do pleito.
( ) A garantia da posse de JK contou com um movimento militar liderado pelo ministro da Guerra, Henrique Teixeira Lott, que buscou assegurar o cumprimento da ordem constitucional diante das tentativas de impedir a posse dos eleitos.

As afirmativas são, respectivamente,
Alternativas
Q4000872 História
O governo de Getúlio Vargas congregava diferentes projetos para o país que se contrapunham à política então vigente, voltada para os interesses oligárquicos. A crise política abriu espaço para a defesa de um Estado centralizador e intervencionista, capaz de promover o desenvolvimento por meio da diversificação econômica e da industrialização. Uma das principais medidas foi o Código Florestal, que pode ser entendido como parte do esforço do Estado em busca da modernização da produção e do controle e ordenamento do próprio território. Além do interesse em regulamentar o uso dos recursos considerados essenciais ou estratégicos, a aprovação deste código também refletiu os debates relacionados às questões ambientais das primeiras décadas do século XX. A atenção dedicada ao tema resultou, em grande parte, da intensificação do processo de desflorestamento, consequência da prática das queimadas para plantação de cafezais, da construção de ferrovias e das transformações decorrentes da expansão da urbanização e do incremento da industrialização no país.

Adaptado de CAMARGO, Angélica. Conselho Florestal Federal. Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, 2025.

Com base no trecho, assinale a opção que apresenta a postura do governo Vargas em relação à natureza.
Alternativas
Respostas
901: B
902: D
903: C
904: C
905: D
906: B
907: C
908: B
909: A
910: A
911: B
912: C
913: C
914: C
915: C
916: A
917: D
918: D
919: E
920: B