Questões de Concurso Sobre história para professor - história

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Q1179208 História
As reflexões iniciais de Antonio Candido no prefácio da quinta edição de Raízes do Brasil apontaram para o significado que esse livro tivera no processo de constituição das novas formas de pensar o Brasil, a partir da segunda metade dos anos 30: “os homens que estão hoje [1967] um pouco para cá ou pouco para lá dos cinquenta anos aprenderam a refletir e a se interessar pelo Brasil sobretudo em termos de passado e em função de três livros: Casa-Grande & Senzala, publicado quando estávamos no ginásio; Raízes do Brasil, publicado quando estávamos no curso complementar; Formação do Brasil contemporâneo, publicado quando estávamos na escola superior”. (Paulo Miceli. “Sobre História, Braudel e os Vaga-Lumes”. Em Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado)

São os autores das obras citadas, respectivamente,
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Q1179207 História
A consumação das lutas contra o domínio português é apresentada através de uma das obras mais célebres da arte brasileira, representação ímpar da independência do Brasil: o quadro Independência ou Morte!, também conhecido como O Grito do Ipiranga, de Pedro Américo, de 1888. Ele abre o capítulo sobre a proclamação da independência, referendando a proeminência dada pelo autor à atuação do príncipe D. Pedro no episódio. (Thais N. de L. e Fonseca. “Ver para compreender: arte, livro didático e a história da nação”. Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)

A obra de Pedro Américo faz parte de
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Q1179206 História
Desde Frei Vicente de Salvador iniciara-se a construção da imagem de absoluta exploração e pilhagem dos portugueses nas terras coloniais da América. Também inaugurava-se a imagem da incompetência administrativa portuguesa no Brasil, base do não desenvolvimento material e da permanência do atraso cultural brasileiros. Este argumento atravessaria os séculos XVII, XVIII e XIX, encontrando forte ressonância ainda no século XX. (Eduardo França Paiva. “De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil”. Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)

Sobre esse debate, segundo o artigo citado, há historiadores no Brasil que, com a contribuição da História Cultural, têm comprovado
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Q1179205 História
O aprofundamento de estudos culturais, principalmente no diálogo da História com a Antropologia, tem contribuído para um debate sobre os conceitos de cultura e de civilização. Alguns historiadores rejeitam o conceito de civilização [...]. (Parâmetros Curriculares Nacionais. Vol. História.)

Essa rejeição
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Q1179204 História
Leia o trecho de uma entrevista com o historiador Peter Burke.
Eu me identifiquei com os heróis do movimento e sua luta contra a dominação de uma história mais tradicional, identificação que foi ajudada pelo fato de que o tipo de história contra a qual Bloch e Febvre se rebelaram ainda ser a história dominante em Oxford. Pensei vagamente em estudar com Braudel em Paris, mas a vida que levava em Oxford também me cativava, e desisti da ideia. O ideal que desenvolvi, entretanto, foi de escrever história ao modo do movimento, mais ou menos sozinho. Tentei fazer isso num livro que escrevi nos anos 60 sobre o Renascimento italiano. Nesse livro, tentei combinar histoire sérielle com a abordagem alemã de história cultural. (Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história. Nove entrevistas. Adaptado.)

Peter Burke faz referência, nesse excerto,
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Q1179202 História

Não se discute mais se o patrimônio cultural do país constitui-se apenas dos bens de valor excepcional ou também daqueles de valor cotidiano; se inclui monumentos individualizados ou em conjunto; se apenas a arte erudita merece proteção ou também as manifestações populares; se contém apenas os bens produzidos pelo homem ou se engloba também bens naturais; se esses bens da natureza envolvem somente os dotados de excepcional valor paisagístico ou inclusive o simples ecossistema.


(Ricardo Oriá. Memória e ensino de História.

Em Circe Bittencourt (org.). O saber histórico na sala de aula.)




Dessa forma, são considerados patrimônio cultural os bens que

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Q1179201 História
Os documentos são fundamentais no trabalho de produção do conhecimento histórico. Mas, a noção que se tem de documento, as abordagens e os tratamentos que fundamentam a sua utilização têm sofrido transformações ao longo do tempo. (Parâmetros Curriculares Nacionais. Vol. História.)

Nesse sentido, é correto afirmar que
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Q1179200 História
Das figuras políticas, é interessante destacar como têm sido representados os dois imperadores do Brasil: D. Pedro I, sempre jovem, porque afinal morreu com 34 anos; seu filho D. Pedro II, sempre velho, apesar dos textos escolares darem destaque ao episódio da “Maioridade”, que tornou D. Pedro II chefe de Estado com apenas 15 anos. A ilustração do pai jovem e do filho velho tem causado certa perplexidade aos jovens leitores e falta a explicação do aparente paradoxo. (Circe Bittencourt. Livros didáticos entre textos e imagens. Em Circe Bittencourt (org.). O saber histórico na sala de aula. Adaptado)

A imagem de um D. Pedro II velho
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Q1118354 História

“A movimentação de trabalhadores do campo na cena pública reivindicando terra e direitos é anterior ao governo de Juscelino – começou nos anos 1940. [...] A primeira experiência de organização de camponeses num tipo de associação civil – as Ligas Camponesas – fora realizada pelo Partido Comunista, entre 1945 e 1947, com o objetivo de mobilizar os trabalhadores do campo, levantar suas reivindicações e congregá-los numa aliança com os setores operários nas cidades. [...]”

SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M. Brasil: Uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p 424-425.

Francisco Julião deu início a uma nova estratégia de luta em torno da questão fundiária na segunda metade dos anos 1950, levando as Ligas Camponesas a se expandirem pelos principais estados do Nordeste e para outras regiões do país.

A estratégia de sucesso adotada pelas Ligas no período foi:

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Q1118353 História

“O Brasil foi o único país sul-americano a participar da Primeira Guerra Mundial. A participação se restringiu ao envio de 13 aviadores à Grã-Bretanha, que fizeram parte da Royal Air Force; uma missão médica à França, que instalou um hospital em Paris; de observadores do Exército e uma frota de seis navios para patrulhar o Mediterrâneo, a Divisão Naval em Operações de Guerra. Esta não chegou a tomar parte das hostilidades, pois navegando do Brasil para o Mediterrâneo, imobilizou-se em Dacar ao ser atingida pela gripe espanhola, que matou mais de cem marinheiros.”

DORATIOTO, Francisco. O Brasil no mundo / Idealismos, novos paradigmas e voluntarismo. In SCHWARCZ, Lilia Moritz. (Coord.). História do Brasil Nação. A Abertura para o Mundo. 1889-1930. v. 3. Rio de Janeiro: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2012. p. 163.


Essa participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial, embora simbólica, permitiu ao país importantes ganhos no cenário internacional, como:

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Q1118352 História

De acordo com Sidney Chalhoub, no texto População e Sociedade (apud CARVALHO, José Murilo (Coord.). História do Brasil Nação. A Construção Nacional. 1830- 1889. v. 2. Rio de Janeiro: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2014. p. 37-81.), a Lei de 28 de setembro de 1871, “de emancipação gradual da escravidão”, provocou queixas dos proprietários de escravos e seus representantes junto ao parlamento imperial, pois consideravam que ela permitia muitas interferências do poder público (do Estado) no direito privado dos senhores. Isso acontecia sobretudo na regulamentação de alguns direitos tidos por costumeiros, portanto como parte do repertório dos escravizados no Brasil, e agora de obrigação legal.


Entre esses direitos costumeiros que agora se tornavam legais, estão:

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Q1118351 História

“As esmeraldas de Minas matavam os homens ‘de esperança e febre/ e nunca se achavam/ e quando se achavam/ eram verde engano’, como afirmou mais de dois séculos depois o poeta Carlos Drummond de Andrade, ao recordar a aventura de Fernão Dias; a localização da refulgente montanha de pura prata continuava incerta, e sua empresa não rendera sequer uma peça de ouro à Coroa em Lisboa. [...]”

SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 113.


Sobre a expedição de Fernão Dias Paes, é correto afirmar:

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Q1118350 História

“[...] Em 1548, D. João III decidiu estabelecer um novo controle régio, nomeando um governador-geral e outros representantes da Coroa que viriam residir na colônia. [...] Salvador virou a sede do novo governo, da Suprema Corte e dos principais agentes fiscais do rei. [...] No entanto, a despeito das tentativas da metrópole de controlar a colônia, a descentralização era evidente. [...]”

SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 67.


Segundo as autoras do trecho destacado, as tentativas de centralizar as atividades de controle da colônia tomadas pela Coroa portuguesa, resultaram em insucesso porque:

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Q1109946 História
Analise o seguinte trecho. “[...] A Frente Liberal implodiu o PDS e deu origem, ainda em 1985, ao Partido da Frente Liberal (PFL), de traço conservador e irrefreável vocação adesista. [...]”
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. P 486.
Sobre a Frente Liberal, é correto afirmar que
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Q1109945 História
Analise o trecho a seguir. “Em 7 de setembro de 1961, Dia da Independência, João Goulart chegou ao Congresso Nacional para assumir a Presidência da República. [...] Em abril de 1962, Jango viajou para Washington [...] [onde] a desconfiança [...] persistia. A política externa independente iniciada por Jânio Quadros e mantida pelo novo chanceler, San Tiago Dantas, tinha componentes inaceitáveis para os norteamericanos no auge da conjuntura da Guerra Fria [...].” SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING Heloisa M. Brasil: Uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p 437-8.
Em relação à dificuldade dos EUA em aceitarem a política externa do Brasil, está o fato de
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Q1109944 História
Analise a citação a seguir. “[...] Após o segundo round de guerra mundial, a revolução mundial e sua consequência, a descolonização global, aparentemente não havia mais futuro no velho programa de alcançar prosperidade enquanto produtores primários para o mercado mundial dos países imperialistas [...].” HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos. O breve século XX, 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p 342.
Eric Hobsbawm, em sua análise, indicou dois tipos de países surgidos com a descolonização: os mais ambiciosos e os menos bem-sucedidos. Os mais ambiciosos conseguiram maior independência nacional no mercado mundial, entre outras razões, porque
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Q1109943 História
Analise o seguinte trecho. “[...] Estima-se que, em 1928, a participação da indústria no produto fosse aproximadamente 16%, enquanto em 1947, primeiro ano para o qual existem estatísticas oficiais, era de 25,2%. Já a participação da agricultura reduziu-se de 30% para 20,7%. [...] A preços de 1939, a penetração das importações reduziu-se de 45% para 20% da oferta global (importações mais produção doméstica). Houve, portanto, significativa mudança estrutural com a indústria ganhando espaço às expensas do setor agrícola.”
ABREU, Marcelo de Paiva. O processo econômico. In SCHWARCZ, Lilia Moritz. História do Brasil Nação, 1808- 2010, vol. 4 Olhando para dentro, 1930-1964 (Coord. Ângela de Castro Gomes). p 191.
Ao concluir que no período referido houve significativa mudança estrutural, o autor entende que o Brasil
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Q1109942 História
Analise o trecho a seguir. “[...] entre 1873 e 1890, temos forte tendência na economia europeia para um cenário de depressão no comércio internacional com grande declínio nos preços, nos juros e nos lucros. [...] O setor mais atingido pelo declínio dos lucros foi a agricultura. [...] No caso da indústria [...] o crescimento do consumo ficou abaixo da capacidade de produção industrial proporcionado pela incorporação de novas tecnologias. [...]”
PARADA, Maurício. Formação do mundo contemporâneo. O século estilhaçado. Petrópolis/RJ: Vozes; Rio de Janeiro/RJ: Editora PUC Rio, 2014. p 19-20 (Fragmento adaptado).
Entre as alternativas surgidas no final do século XIX para tentar superar os efeitos da crise referida, é correto afirmar que
Alternativas
Q1109941 História



Imagem associada para resolução da questão

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O estudo de mapas, sobre o continente africano, como esses, apresentados por Leila Leite Hernandez, tem revelado

Alternativas
Q1109940 História
Dados econômicos têm demonstrado que, entre o final do século XVII e o início do XVIII, houve uma elevação do fluxo comercial, de forma geral, na América portuguesa, muitas vezes acompanhado de um verdadeiro processo inflacionário. O ouro foi um fator explicativo também para maior importação de africanos escravizados pelo porto do Rio de Janeiro quando comparados com outros portos, até mesmo o de Salvador. A demanda por mão de obra foi um dos fatores desse aumento, mas é possível também indicar, como causa do crescimento do tráfico, a
Alternativas
Respostas
8841: E
8842: C
8843: B
8844: E
8845: C
8846: B
8847: E
8848: D
8849: D
8850: A
8851: B
8852: B
8853: B
8854: D
8855: C
8856: B
8857: B
8858: B
8859: C
8860: B