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As monarquias absolutas introduziram os exércitos regulares, uma burocracia permanente, o sistema tributário nacional, a codificação do direito e os primórdios de um mercado unificado. Todas essas características parecem ser eminentemente capitalistas. Uma vez que elas coincidem com o desaparecimento da servidão, uma instituição nuclear do primitivo modo de produção feudal na Europa, as descrições do absolutismo por Marx e Engels como um sistema de Estado correspondente a um equilíbrio entre a burguesia e a nobreza – ou mesmo a uma dominação direta do capital –, sempre pareceram plausíveis. No entanto, um estudo mais detido das estruturas do Estado absolutista no Ocidente invalida inevitavelmente tais juízos.
(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista. Adaptado)
De acordo com Anderson, a estrutura dos Estados absolutistas foi determinada
O sentimento antilusitano já era expresso mais livremente pelas camadas populares e vai, aos poucos, tornando- -se mais explícito entre a elite imperial brasileira. Alguns grupos associavam claramente o que consideravam “atraso” material e cultural do Brasil à administração portuguesa colonial e à permanência de vários traços dela no Império.
A República proclamada em 1889, sedenta de construir- -se sobre a incompetência monárquica, intensificou o antilusitanismo ao acrescentar aos antigos dominadores um outro epíteto medonho: assassinos do grande herói nacional, Tiradentes.
O primeiro a levantar-se contra toda essa construção mais imaginária que histórica foi Gilberto Freyre.
(Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)
Considerando a discussão do excerto, Freyre
Na primeira metade do século XX, Pedro Bruno (1888- 1949) pintou O Precursor, interessante quadro que apresenta Tiradentes sendo preparado para a execução. O personagem aparece de pé e enquanto o carrasco, de cabeça baixa, sem olhá-lo, veste-lhe a alva, ele mantém a cabeça erguida, olhos no céu, braços estendidos como em súplica, entregando sua vida à justiça dos homens e de Deus. Um frade, de joelhos diante do herói, apresenta- -lhe o crucifixo que o acompanhará até o cadafalso. Essa cena é uma entre muitas leituras sacralizadas do drama vivido pelo alferes inconfidente e que tem seus correspondentes em textos historiográficos sobre a Inconfidência Mineira, nos quais poderia ter se baseado o artista.
(Thais Nívia de Lima e Fonseca. Ver para compreender: arte,
livro didático e a história da nação. Em: Lana Mara de Castro Siman e
Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e
construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História)
O excerto, assim o como o artigo citado, analisam
A Inconfidência Mineira, abortada entre os anos de 1788 e 1789, era um movimento, ao contrário do que comumente se afirma na historiografia e nos textos didáticos, bastante heterogêneo.
(João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História)
O excerto alude à heterogeneidade do movimento, que pode ser verificada pela
Das figuras políticas é interessante destacar como têm sido representados [nos livros didáticos] os dois imperadores do Brasil: D. Pedro I, sempre jovem, porque afinal morreu com 34 anos; seu filho D. Pedro II, sempre velho, apesar dos textos escolares darem destaque ao episódio da “Maioridade” [...]. A ilustração do pai jovem e do filho velho tem causado uma certa perplexidade aos jovens leitores e falta a explicação do aparente paradoxo.
(Circe M.F. Bittencourt. Livros didáticos entre textos e imagens.
Em: Circe M.F. Bittencourt (org.). O saber histórico na sala de aula)
De acordo com a historiadora, o “aparente paradoxo”
I - A Contrarreforma reforçou a autoridade do Papa e reafirmou dogmas católicos questionados pelos reformistas.
II - A Reforma Protestante incentivou a tradução da Bíblia para línguas vernáculas, promovendo maior acesso ao seu conteúdo.
III - A Inquisição foi criada por Martinho Lutero para perseguir católicos que se opunham ao protestantismo.
Assinale a alternativa correta.
( ) Após a invasão soviética, os afegãos, que já lutavam contra o governo comunista, passaram a contar com o reforço de milhares jihadistas, de vários países muçulmanos, entre eles o principal combatente estrangeiro, Osama Bin Laden.
( ) Os Estados Unidos, como forma de protesto contra a invasão soviética do Afeganistão, lideraram o boicote às Olimpíadas de Moscou de 1980, sendo seguido por vários países do mundo capitalista.
( ) O fracasso da União Soviética na ocupação do Afeganistão, embora tenha gerado altos custos e durado praticamente uma década, não é considerado como um fator que tenha contribuído para o colapso do Império Soviético.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. O projeto apresentado pelos constituintes buscava limitar o poder do imperador, impedindo-o de dissolver a futura Câmara dos Deputados e convocar novas eleições sempre que considerasse necessário.
II. Outro objetivo dos constituintes era restringir o poder do imperador, negando-lhe o veto absoluto, ou seja, o direito de invalidar qualquer lei aprovada pelo Legislativo.
III. O conflito entre os poderes Legislativo e Executivo culminou na dissolução da Assembleia Constituinte por Dom Pedro I, acompanhada da prisão de vários deputados, incluindo os três irmãos Andradas.
Quais estão corretas?
A expansão marítima e o domínio comercial ateniense começaram a ser vistos como uma ameaça pelas demais cidades gregas. Para frear o crescente poderio ateniense, Esparta e outras cidades gregas formaram a chamada Liga de Delos (1ª parte). A Guerra foi também um conflito ideológico, pois a hegemonia ateniense não se manifestava apenas na cobrança de tributos. Atenas estimulava outras pólis a adotarem a democracia, gerando uma situação de desconforto para Esparta (2ª parte). Vitoriosa no conflito, a hegemonia espartana prevaleceu por mais de um século, caindo a partir das investidas do poderio militar do Reino Macedônico, uma vez que não conseguiu deter os exércitos de Alexandre Magno (3ª parte).
Quais partes estão corretas?