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I. A metodologia funcionalista de Max Weber tem como categorias centrais os conceitos de fato e função social, e a partir desses conceitos tornase possível perceber que a concepção funcionalista da Sociologia adota uma concepção estruturalista da sociedade. Nessa concepção teórica e a sociedade que determina o comportamento dos indivíduos. II. O materialismo histórico é o eixo de compreensão da sociedade defendida por Karl Marx, que defende a conhecida divisão da esfera social em duas realidades: a “infraestrutura e a superestrutura”. Para o teórico, “o modo de produção da vida material condiciona o desenvolvimento da vida social, política e intelectual em geral”. III. A metodologia compreensiva de Emile Durkheim está ancorada nos conceitos de “ação social” e de “compreensão”, pois o que importa é identificar a conduta do indivíduo sempre referida a outro sujeito e ao qual está agregado um sentido que lhe é conferido pelo próprio sujeito da ação. IV. A Sociologia clássica fixou posições fundamentais que ainda hoje são adotadas por diversas correntes teóricas a respeito da relação entre o indivíduo e a sociedade. Elas estão englobadas no que se convencionou chamar de Coletivismo metodológico (Marx e Durkheim) e Individualismo sociológico (Weber). V. Entre os exemplos de uma postura fortemente individualista está Niklas Luhmann, para quem os sistemas sociais necessitam dos atores sociais. Numa posição intermediária, que defendem o “relacionismo metodológico”, estão Pierre Bourdier, Anthony Giddens e Jurgën Habermas.
Assinale a alternativa correta.
COLUNA I 1. Max Weber 2. Karl Marx 3. Émile Durkheim
COLUNA II ( ) Em sua teoria, o status refere-se às diferenças existentes entre os grupos sociais quanto à honra ou ao prestígio social conferido pelos demais. O status passou a ser expresso por meio dos estilos de vida das pessoas. ( ) Para ele, existe uma relação de exploração entre as classes, num modelo compreendido por ele como bipolar. ( ) Em sua teoria, as distinções de status eram resultados das divisões de classes dentro da sociedade. ( ) O seu conceito de classe teve que ser reconstruído a partir do conjunto dos seus escritos, que foram interrompidos por sua morte com a seguinte pergunta: “o que constitui uma classe?” ( ) Para esse autor, as divisões de classe originam-se não apenas no controle ou na falta de controle dos meios de produção, mas em diferenças econômicas que não possuem nenhuma relação direta com a propriedade.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Leia os trechos da música a seguir.
Chopis Centis
Mamonas Assassinas
Eu di um beijo nela
E chamei pra passear
A gente fomos no shopping
Pra mode a gente lanchar
Comi uns bicho estranho
Com um tal de gergelim
Até que tava gostoso
Mas eu prefiro aipim
Quanta gente
Quanta alegria
A minha felicidade
É um crediário
Nas Casas Bahia
[...]
Esse tal Chópis Cêntis
É muicho legalzinho
Pra levar as namoradas
E dar uns rolézinhos
Quando eu estou no trabalho
Não vejo a hora de descer dos andaime
Pra pegar um cinema do Schwarzenegger
Tombém o Van Daime
[...]
Composição: Dinho / Júlio Rasec.
Disponível em: https://www.letras.mus.br/mamonas-assassinas/24144/. Acesso em: 04 nov. 2020.
A música do grupo Mamonas Assassinas apresenta uma linguagem coloquial que discorre sobre trabalho na construção civil e passeio no shopping center para ir ao restaurante e ao cinema. Dessa forma, é possível perceber que se trata de um discurso de um trabalhador de classe desprivilegiada.
Os versos “A minha felicidade
/ É um crediário / Nas Casas Bahia” e “Quando eu estou no trabalho / Não vejo a hora de descer dos andaime /
Pra pegar um cinema do Schwarzenegger / Tombém o Van Daime” demonstram uma atitude negativa em
relação ao trabalho e a evasão pelo consumo, expressando, desse modo, o seguinte conceito sociológico:
Affonso Romano de Sant’Anna. Que país é este?
No poema anterior, os últimos seis versos podem ser interpretados como deterioração das condições materiais de existência. Essa ideia está de acordo com a perspectiva de transformação social do sociólogo
Texto 14A1-II
Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa dada sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes nada mais são do que a expressão idealizada das relações materiais dominantes, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as ideias de sua dominação.
Karl Marx. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 48 (com adaptações).
Texto 14A1-II
Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa dada sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes nada mais são do que a expressão idealizada das relações materiais dominantes, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as ideias de sua dominação.
Karl Marx. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 48 (com adaptações).
Com base na leitura do texto 14A1-II, assinale a opção correta.
Otávio Velho (1979), ao parafrasear o historiador Eric Hobsbawm, aponta que, diferente do caso Inglês que no seu tradicionalismo procura afixar “velhos rótulos” em “novas garrafas”, na história brasileira, procurou-se colocar “novos rótulos” em “velhas garrafas”, ou sejam, a presença do “moderno” não significou imediatamente a superação do “arcaico”, longe disso, os novos atores do cenário agrícola brasileiro se aproximaram dos velhos parceiro.
O trabalho de Otávio Guilherme Velho (1979), pretende “lançar os olhos sobre o desenvolvimento brasileiro” (p.261). A especificidade do capitalismo agrário Brasileiro o autor chama:
Fundador da “sociologia formal” ou “sociologia das formas”, o aludido autor, buscou, em suas análises, compreender as diferenças comportamentais entre o homem urbano e o homem do campo. Neste processo, observou que que o comportamento mental do homem urbano é caracterizado pela especialização com certo grau de distanciamento das relações afetivas. A esse tipo de comportamento onde o homem urbano é "incapaz de reagir a novos estímulos com as energias adequadas", chamou de “atitude blasé”.
De qual autor estamos falando:
A partir da década de 1930 surge no Brasil uma segunda abordagem da temática racial. Influenciada pela Antropologia Cultural de Franz Boas, substitui a ideia biológica de raça pela noção de cultura. Essa vertente foi capitaneada por um pensador que na sua principal obra, publicada em 1933, busca tratar da diversidade na formação social do povo brasileiro, desmitificando a noção de determinação racial na formação de um povo.
A qual autor (pensador) e sua respectiva obra o trecho acima está se referindo?
O termo “cidadania regulada” foi cunhado para descrever, entre outras coisas, um tipo específico de cidadania à braseira onde só é cidadão aquele que está formalmente inserido no mercado de trabalho, com função reconhecida pelo Estado. Segundo autor:
“por cidadania regulada entendo o conceito de cidadania cujas raízes encontram-se, não em um código de valores políticos, mas em um sistema de estratificação social, e que ademais, tal sistema de estratificação ocupacional é definido por norma legal”. (1979, p,75).
O termo “cidadania regulada” foi cunhado por: