Questões de Concurso
Sobre macroeconomia em economia
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Ao contrário do padrão internacional do ouro clássico, sob hegemonia britânica, Bretton Woods representou um compromisso, ainda que ambíguo, entre os princípios do multilateralismo e o intervencionismo doméstico.
Rússia e China também aderiram ao Consenso de Washington e realizaram amplas reformas liberalizantes na década de 90 do século passado e na atual.
Os países em desenvolvimento que mais cresceram nas últimas duas décadas se integram na economia mundial pela via financeira, com abertura da conta capital.
Seguindo as orientações das agências multilaterais, como FMI e Banco Mundial, e dos economistas ortodoxos, expressas no Consenso de Washington, todos os principais países em desenvolvimento realizaram amplas reformas econômicas, promoveram a liberalização comercial e financeira de suas economias e reduziram o peso do Estado.
Atuando como elo entre a organização política e a econômica do sistema mundial, os banqueiros internacionais contribuíam para a manutenção da duradoura Pax Britannica.
Para os países menos desenvolvidos, a adesão ao padrão ouro, era bastante benéfica, pois, além de os termos de troca de suas commodities se manterem estáveis, o ônus do ajustamento do balanço de pagamento em caso de desequilíbrio era igualmente distribuído.
Para a sustentação do padrão ouro, foi fundamental a existência de convergência de interesse entre a Inglaterra e países como Alemanha, França e EUA, que se beneficiavam da eficiência e estabilidade do padrão ouro.
A ordem monetária mundial não era nem automática, impessoal ou mesmo politicamente simétrica, pois a Inglaterra, usufruindo de sua posição dominante, impunha as regras do padrão internacional do ouro, na prática padrão ouro/libra esterlina, às demais nações.
Durante o padrão ouro, os movimentos internacionais de capital desempenhavam papel fundamental no processo de ajuste dos desequilíbrios dos balanços de pagamentos.
Do ponto de vista teórico, os mecanismos centrais do padrão ouro — fixação dos valores das moedas nacionais em relação ao ouro, livre mobilidade através das fronteiras nacionais e convertibilidade das moedas em ouro — baseavam-se no enfoque do ajuste automático dos balanços de pagamentos.
De acordo com as conclusões centrais da TEH, a competição entre os estados nacionais europeus só não degenerou em caos político e econômico graças ao comando, desde o século XVI, de três potências hegemônicas que teriam sido capazes de organizar o funcionamento do World Economic System.
TEH compreende que a experiência histórica sugere que, na ausência de uma potência liberal dominante, a cooperação econômica internacional mostrou-se extremamente fácil de ser alçada ou mantida.
Hoje, tanto em termos de fluxos quanto em termos de estoques, o IED predomina entre os países em desenvolvimento, também conhecidos como países emergentes.
Nos países da OECD, houve uma mudança expressiva da taxa de crescimento do IED em 1985. Nessa elevação, destacou-se o forte crescimento dos IED no setor de serviços, notadamente os serviços financeiros.
Há um componente estratégico na decisão de uma companhia de fazer um IED. Tal componente está calcado na idéia de penetração, seja para esvaziar os concorrentes locais, seja para apoderar-se de tecnologias desenvolvidas localmente.
Sobre o investimento externo direto (IED), julgue o item a seguir.
Diferentemente do comércio exterior, o IED não tem uma
natureza de liquidez imediata (pagamento à vista) ou diferida
(crédito comercial).
A presença das ET normalmente significa que o centro de tomada de decisões estratégicas não está no país receptor da empresa, o que caracterizaria uma maior vulnerabilidade externa do país receptor.
A instalação das ET teria um efeito positivo na qualidade dos recursos humanos locais.
A posse de ativos específicos permite às ET gerar encadeamentos positivos para trás (fornecedores) e para frente (distribuidores).
A instalação de ET provoca uma elevação na produtividade total dos fatores.