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Q4197397 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto - Ensaio - CAPÍTULO XI DA CRUELDADE – (Michel Eyquem de Montaigne)


“Parece-me que a virtude é coisa diferente, e mais nobre, do que as inclinações para a bondade, que nascem em nós. As almas bem-nascidas e naturalmente bem equilibradas seguem caminhos idênticos e apresentam em suas ações fisionomia igual à das virtuosas. Mas a virtude revela não sei que de maior, mais ativo, do que deixar-se, sob a influência de uma feliz compleição, serenamente conduzir pela razão. Quem, por doçura e inclinação natural, esquece as ofensas recebidas, comete uma bela ação, digna de louvores; mas quem, profundamente ferido e irritado, luta contra um terrível desejo de vingança e pela razão consegue se dominar, faz melhor sem dúvida. Aquele age certo; este virtuosamente. O ato do primeiro é de bondade, o do segundo de virtude. Dir-se-ia que a virtude pressupõe dificuldade e oposição e não pode existir sem luta (...)”.  (Montaigne)
Assinale a alternativa que traduz corretamente o sentido da expressão no texto.
Alternativas
Q4197396 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto - Ensaio - CAPÍTULO XI DA CRUELDADE – (Michel Eyquem de Montaigne)


“Parece-me que a virtude é coisa diferente, e mais nobre, do que as inclinações para a bondade, que nascem em nós. As almas bem-nascidas e naturalmente bem equilibradas seguem caminhos idênticos e apresentam em suas ações fisionomia igual à das virtuosas. Mas a virtude revela não sei que de maior, mais ativo, do que deixar-se, sob a influência de uma feliz compleição, serenamente conduzir pela razão. Quem, por doçura e inclinação natural, esquece as ofensas recebidas, comete uma bela ação, digna de louvores; mas quem, profundamente ferido e irritado, luta contra um terrível desejo de vingança e pela razão consegue se dominar, faz melhor sem dúvida. Aquele age certo; este virtuosamente. O ato do primeiro é de bondade, o do segundo de virtude. Dir-se-ia que a virtude pressupõe dificuldade e oposição e não pode existir sem luta (...)”.  (Montaigne)
Assinale a alternativa que apresenta a ideia central do texto.
Alternativas
Q4197266 Português
As formigas estão voando no Quênia neste momento.


Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento
"Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia."
Considerando os recursos de coerência e coesão utilizados no trecho, julgue as afirmativas:

I.O uso de 'Isso' atua como um elemento de coesão referencial anafórica, retomando uma ideia já apresentada no contexto anterior, isto é, o conjunto de circunstâncias descritas no texto que torna oportuno perseguir formigas-rainhas e comercializá-las.
II.O pronome relativo 'que' em 'que se aproveita...' retoma 'mercado negro global' e introduz uma oração subordinada que especifica e amplia essa informação, contribuindo para a progressão temática do texto.
III.A retomada do referente 'insetos' ocorre por meio de elipse do sujeito em "constroem uma colônia", mantendo-se o mesmo referente implícito, bem como pela continuidade temática do texto, sem a utilização de substituição lexical explícita por pronomes.
IV.A inserção de uma vírgula após 'Isso' não comprometeria a correção gramatical da frase, embora altere o valor semântico ao enfatizar o momento enunciativo.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4197265 Português
As formigas estão voando no Quênia neste momento.


Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento
"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui, disse o ex-intermediário."
Analise a regência do verbo 'dizer' em sua primeira ocorrência no texto e, em seguida, julgue as afirmativas:

I.Atua como transitivo direto e indireto, com seus complementos explícitos no período.
II.Pode também ocorrer em outros contextos com transitividade distinta da apresentada no texto, como em: 'Respondi ao consulente, dizendo apenas a minha opinião'.
III.Atua como transitivo direto, apresentando apenas um sujeito oracional que exerce a função de oração subordinada substantiva objetiva direta.
IV.Pode ser encontrado em outros contextos como transitivo indireto como na frase 'Suas roupas não dizem com o seu status social'.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas. 
Alternativas
Q4196575 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada introduz uma oração com o sentido de consequência. 
Alternativas
Q4196574 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada possui apenas a função de realce, não exercendo nenhuma outra função morfossintática dentro do período. 
Alternativas
Q4196573 Português
Q3.png (348×353)
Disponível em: https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tirasde-armandinho. Acesso em: 08 de dez. 2025.

A forma verbal “Desculpa”, no primeiro quadrinho, está sendo empregada no
Alternativas
Q4196572 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O filtro perfeito


Juliano Martinz 


    Não poderia começar o dia de outra forma. Antes de sair de casa, precisava postar uma foto na sua rede social.

     Aquilo já era uma espécie de ritual. Antes de iniciar mais um dia de trabalho, ele selecionava uma de suas fotos e postava para seu grupo de amigos e seguidores.

     Tirar uma foto naquele exato momento estava fora de cogitação. Pelo menos, não daquele rosto amarfanhado e inchado, parecendo ter sido surrado durante as últimas 12 horas.

    Ele precisava recorrer ao álbum de fotos em seu celular e escolher a foto perfeita. Uma que rendesse likes e comentários, e garantisse um ego um pouco mais inflado à noite.

     No álbum, começou a selecionar. Existiam fotos que deixavam evidentes os seus dias depressivos: cores mais azuladas e mais escuras. Em algumas delas, ele havia aplicado filtros de preto e branco.

     Por outro lado, ali estavam registrados seus dias mais alegres, utilizando filtros que ajudavam a predominar as cores mornas.

    A seleção tinha de ser perfeita. E exatamente por isso o trabalho foi exaustivo.

    Passou exatamente 31 minutos fazendo nada além do que deslizar um sobejante arquivo de fotos que parecia não ter fim.

    Até que, atrasado para o serviço e com os olhos cansados do esforço, escolheu uma.

     Com o filtro certo, ficou perfeita. Cores realçadas, aumento da saturação, o contraste intensificado das cores. E, claro, um sorriso ensaiado e exuberante que, para os mais distraídos, conseguia esconder as angústias vividas naquele dia.

    Foto postada, partiu para mais um dia de trabalho.

     No início da noite, quando voltou pra casa, a primeira coisa que fez foi conferir a reação dos seguidores à sua postagem.

     Para seu desespero, a foto havia recebido apenas 5 likes. Uma miséria, considerando o fato de que tinha algumas centenas de seguidores.

     Diante daquilo que considerou um desrespeito, quase uma afronta, tomou a única ação que julgou decente e conveniente.

       Deletou a foto da rede social.


Disponível em: https://corrosiva.com.br/cronicas/o-filtro-perfeito/. Acesso em: 08 de dez. 2025. 
De acordo com as características apresentadas, o texto “O filtro perfeito” corresponde a que tipo de crônica?
Alternativas
Q4196571 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O filtro perfeito


Juliano Martinz 


    Não poderia começar o dia de outra forma. Antes de sair de casa, precisava postar uma foto na sua rede social.

     Aquilo já era uma espécie de ritual. Antes de iniciar mais um dia de trabalho, ele selecionava uma de suas fotos e postava para seu grupo de amigos e seguidores.

     Tirar uma foto naquele exato momento estava fora de cogitação. Pelo menos, não daquele rosto amarfanhado e inchado, parecendo ter sido surrado durante as últimas 12 horas.

    Ele precisava recorrer ao álbum de fotos em seu celular e escolher a foto perfeita. Uma que rendesse likes e comentários, e garantisse um ego um pouco mais inflado à noite.

     No álbum, começou a selecionar. Existiam fotos que deixavam evidentes os seus dias depressivos: cores mais azuladas e mais escuras. Em algumas delas, ele havia aplicado filtros de preto e branco.

     Por outro lado, ali estavam registrados seus dias mais alegres, utilizando filtros que ajudavam a predominar as cores mornas.

    A seleção tinha de ser perfeita. E exatamente por isso o trabalho foi exaustivo.

    Passou exatamente 31 minutos fazendo nada além do que deslizar um sobejante arquivo de fotos que parecia não ter fim.

    Até que, atrasado para o serviço e com os olhos cansados do esforço, escolheu uma.

     Com o filtro certo, ficou perfeita. Cores realçadas, aumento da saturação, o contraste intensificado das cores. E, claro, um sorriso ensaiado e exuberante que, para os mais distraídos, conseguia esconder as angústias vividas naquele dia.

    Foto postada, partiu para mais um dia de trabalho.

     No início da noite, quando voltou pra casa, a primeira coisa que fez foi conferir a reação dos seguidores à sua postagem.

     Para seu desespero, a foto havia recebido apenas 5 likes. Uma miséria, considerando o fato de que tinha algumas centenas de seguidores.

     Diante daquilo que considerou um desrespeito, quase uma afronta, tomou a única ação que julgou decente e conveniente.

       Deletou a foto da rede social.


Disponível em: https://corrosiva.com.br/cronicas/o-filtro-perfeito/. Acesso em: 08 de dez. 2025. 
Em relação ao texto “O filtro perfeito”, é correto afirmar que o(a)
Alternativas
Q4195862 Português
Texto para a questão.


       Um estudo liderado por pesquisadores europeus revela que a expectativa de vida, embora ainda em crescimento, está desacelerando em países ricos. Segundo a pesquisa, publicada em agosto na revista PNAS, a longevidade está perto de estacionar — e nenhuma geração nascida entre 1939 e 2000 deverá atingir a média dos 100 anos, como se acreditava.

       Isso não significa uma redução da expectativa de vida, mas sim de seu crescimento. Os cientistas analisaram dados sobre mortalidade em 23 países de alta renda e empregaram seis métodos estatísticos para prever tendências de longevidade em coortes de gerações anuais ainda vivas.

       Como resultado, descobriram que o ganho de expectativa de vida é menor a cada ano: desde a década de 1990, não passa de dois meses em relação ao ano anterior, o que não chega a 30% do que era registrado a cada geração no início do século 20.

       "Este estudo foi muito ambicioso por pensar em estimativas para grupos contemporâneos e com um volume de dados grande. Isso nos oferece um direcionamento de onde olhar para intervir e investir como sociedade para conseguir prolongar a vida e o bem-estar", afirma a geriatra Erika Satomi, do Einstein Hospital Israelita.

       "Entretanto, temos que olhar para esses dados com cuidado, já que a pesquisa foi feita em populações de países muito desenvolvidos e que são distantes do contexto brasileiro."

       O trabalho mostra que, em 1900, uma pessoa podia esperar viver em média 62 anos, um recorde para aquele período que veio sendo progressivamente alongado até 1938, ano em que os nascidos já tinham previsões de chegar aos 80. Entretanto, o ritmo desse ganho de tempo de vida vem caindo desde então e está crescendo lentamente. A expectativa é de que se mantenha entre 85 e 90 anos.

       Seguindo o ritmo do início do século, os nascidos em 1980 em diante teriam uma expectativa de vida média de 100 anos. Na prática, porém, os modelos matemáticos revelam que não há indícios disso — mesmo as gerações mais recentes, do século 21, não devem chegar a essa idade.

       "Esse crescimento do início do século se deu principalmente pela melhora na mortalidade infantil, com mais acesso a saúde, novos medicamentos e saneamento básico. Em vários países, especialmente nos com alta renda como observado no estudo, já se chegou ao teto de acesso a esses serviços, por isso os impactos diminuíram. No Brasil, ainda temos onde melhorar", analisa Satomi.

       Embora a expectativa média não deva atingir os 100 anos, está se tornando mais comum que casos isolados cheguem a essa marca. "A expectativa é um dado populacional de referência, mas as realidades dos indivíduos são totalmente distintas. A maioria dos meus pacientes ultrapassaram a média da geração deles. É possível chegar lá, com saúde e independência, e esses são os focos de tratar o envelhecimento. Ninguém quer viver mais se não tiver qualidade de vida", observa a geriatra. (...)


(“Estudo indica que viver 100 anos vai continuar sendo exceção”. Bruno Pereira, 03/12/2025. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/12/03/estudo-indica-que-viver-100- anos-vai-continuar-sendo-excecao.htm) 
Com relação ao gênero textual, o texto pode ser classificado como: 
Alternativas
Q4195861 Português
Texto para a questão.


       Um estudo liderado por pesquisadores europeus revela que a expectativa de vida, embora ainda em crescimento, está desacelerando em países ricos. Segundo a pesquisa, publicada em agosto na revista PNAS, a longevidade está perto de estacionar — e nenhuma geração nascida entre 1939 e 2000 deverá atingir a média dos 100 anos, como se acreditava.

       Isso não significa uma redução da expectativa de vida, mas sim de seu crescimento. Os cientistas analisaram dados sobre mortalidade em 23 países de alta renda e empregaram seis métodos estatísticos para prever tendências de longevidade em coortes de gerações anuais ainda vivas.

       Como resultado, descobriram que o ganho de expectativa de vida é menor a cada ano: desde a década de 1990, não passa de dois meses em relação ao ano anterior, o que não chega a 30% do que era registrado a cada geração no início do século 20.

       "Este estudo foi muito ambicioso por pensar em estimativas para grupos contemporâneos e com um volume de dados grande. Isso nos oferece um direcionamento de onde olhar para intervir e investir como sociedade para conseguir prolongar a vida e o bem-estar", afirma a geriatra Erika Satomi, do Einstein Hospital Israelita.

       "Entretanto, temos que olhar para esses dados com cuidado, já que a pesquisa foi feita em populações de países muito desenvolvidos e que são distantes do contexto brasileiro."

       O trabalho mostra que, em 1900, uma pessoa podia esperar viver em média 62 anos, um recorde para aquele período que veio sendo progressivamente alongado até 1938, ano em que os nascidos já tinham previsões de chegar aos 80. Entretanto, o ritmo desse ganho de tempo de vida vem caindo desde então e está crescendo lentamente. A expectativa é de que se mantenha entre 85 e 90 anos.

       Seguindo o ritmo do início do século, os nascidos em 1980 em diante teriam uma expectativa de vida média de 100 anos. Na prática, porém, os modelos matemáticos revelam que não há indícios disso — mesmo as gerações mais recentes, do século 21, não devem chegar a essa idade.

       "Esse crescimento do início do século se deu principalmente pela melhora na mortalidade infantil, com mais acesso a saúde, novos medicamentos e saneamento básico. Em vários países, especialmente nos com alta renda como observado no estudo, já se chegou ao teto de acesso a esses serviços, por isso os impactos diminuíram. No Brasil, ainda temos onde melhorar", analisa Satomi.

       Embora a expectativa média não deva atingir os 100 anos, está se tornando mais comum que casos isolados cheguem a essa marca. "A expectativa é um dado populacional de referência, mas as realidades dos indivíduos são totalmente distintas. A maioria dos meus pacientes ultrapassaram a média da geração deles. É possível chegar lá, com saúde e independência, e esses são os focos de tratar o envelhecimento. Ninguém quer viver mais se não tiver qualidade de vida", observa a geriatra. (...)


(“Estudo indica que viver 100 anos vai continuar sendo exceção”. Bruno Pereira, 03/12/2025. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/12/03/estudo-indica-que-viver-100- anos-vai-continuar-sendo-excecao.htm) 
No trecho "Entretanto, temos que olhar para esses dados com cuidado, já que a pesquisa foi feita em populações de países muito desenvolvidos e que são distantes do contexto brasileiro", a expressão “já que” pode ser substituída por: 
Alternativas
Q4195860 Português
Texto para a questão.


       Um estudo liderado por pesquisadores europeus revela que a expectativa de vida, embora ainda em crescimento, está desacelerando em países ricos. Segundo a pesquisa, publicada em agosto na revista PNAS, a longevidade está perto de estacionar — e nenhuma geração nascida entre 1939 e 2000 deverá atingir a média dos 100 anos, como se acreditava.

       Isso não significa uma redução da expectativa de vida, mas sim de seu crescimento. Os cientistas analisaram dados sobre mortalidade em 23 países de alta renda e empregaram seis métodos estatísticos para prever tendências de longevidade em coortes de gerações anuais ainda vivas.

       Como resultado, descobriram que o ganho de expectativa de vida é menor a cada ano: desde a década de 1990, não passa de dois meses em relação ao ano anterior, o que não chega a 30% do que era registrado a cada geração no início do século 20.

       "Este estudo foi muito ambicioso por pensar em estimativas para grupos contemporâneos e com um volume de dados grande. Isso nos oferece um direcionamento de onde olhar para intervir e investir como sociedade para conseguir prolongar a vida e o bem-estar", afirma a geriatra Erika Satomi, do Einstein Hospital Israelita.

       "Entretanto, temos que olhar para esses dados com cuidado, já que a pesquisa foi feita em populações de países muito desenvolvidos e que são distantes do contexto brasileiro."

       O trabalho mostra que, em 1900, uma pessoa podia esperar viver em média 62 anos, um recorde para aquele período que veio sendo progressivamente alongado até 1938, ano em que os nascidos já tinham previsões de chegar aos 80. Entretanto, o ritmo desse ganho de tempo de vida vem caindo desde então e está crescendo lentamente. A expectativa é de que se mantenha entre 85 e 90 anos.

       Seguindo o ritmo do início do século, os nascidos em 1980 em diante teriam uma expectativa de vida média de 100 anos. Na prática, porém, os modelos matemáticos revelam que não há indícios disso — mesmo as gerações mais recentes, do século 21, não devem chegar a essa idade.

       "Esse crescimento do início do século se deu principalmente pela melhora na mortalidade infantil, com mais acesso a saúde, novos medicamentos e saneamento básico. Em vários países, especialmente nos com alta renda como observado no estudo, já se chegou ao teto de acesso a esses serviços, por isso os impactos diminuíram. No Brasil, ainda temos onde melhorar", analisa Satomi.

       Embora a expectativa média não deva atingir os 100 anos, está se tornando mais comum que casos isolados cheguem a essa marca. "A expectativa é um dado populacional de referência, mas as realidades dos indivíduos são totalmente distintas. A maioria dos meus pacientes ultrapassaram a média da geração deles. É possível chegar lá, com saúde e independência, e esses são os focos de tratar o envelhecimento. Ninguém quer viver mais se não tiver qualidade de vida", observa a geriatra. (...)


(“Estudo indica que viver 100 anos vai continuar sendo exceção”. Bruno Pereira, 03/12/2025. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/12/03/estudo-indica-que-viver-100- anos-vai-continuar-sendo-excecao.htm) 
Observe o seguinte trecho: “A maioria dos meus pacientes ultrapassaram a média da geração deles”. A palavra “ultrapassaram” poderia ser substituída – sem prejuízo do significado para o texto – por: 
Alternativas
Q4195859 Português
Texto para a questão.


       Um estudo liderado por pesquisadores europeus revela que a expectativa de vida, embora ainda em crescimento, está desacelerando em países ricos. Segundo a pesquisa, publicada em agosto na revista PNAS, a longevidade está perto de estacionar — e nenhuma geração nascida entre 1939 e 2000 deverá atingir a média dos 100 anos, como se acreditava.

       Isso não significa uma redução da expectativa de vida, mas sim de seu crescimento. Os cientistas analisaram dados sobre mortalidade em 23 países de alta renda e empregaram seis métodos estatísticos para prever tendências de longevidade em coortes de gerações anuais ainda vivas.

       Como resultado, descobriram que o ganho de expectativa de vida é menor a cada ano: desde a década de 1990, não passa de dois meses em relação ao ano anterior, o que não chega a 30% do que era registrado a cada geração no início do século 20.

       "Este estudo foi muito ambicioso por pensar em estimativas para grupos contemporâneos e com um volume de dados grande. Isso nos oferece um direcionamento de onde olhar para intervir e investir como sociedade para conseguir prolongar a vida e o bem-estar", afirma a geriatra Erika Satomi, do Einstein Hospital Israelita.

       "Entretanto, temos que olhar para esses dados com cuidado, já que a pesquisa foi feita em populações de países muito desenvolvidos e que são distantes do contexto brasileiro."

       O trabalho mostra que, em 1900, uma pessoa podia esperar viver em média 62 anos, um recorde para aquele período que veio sendo progressivamente alongado até 1938, ano em que os nascidos já tinham previsões de chegar aos 80. Entretanto, o ritmo desse ganho de tempo de vida vem caindo desde então e está crescendo lentamente. A expectativa é de que se mantenha entre 85 e 90 anos.

       Seguindo o ritmo do início do século, os nascidos em 1980 em diante teriam uma expectativa de vida média de 100 anos. Na prática, porém, os modelos matemáticos revelam que não há indícios disso — mesmo as gerações mais recentes, do século 21, não devem chegar a essa idade.

       "Esse crescimento do início do século se deu principalmente pela melhora na mortalidade infantil, com mais acesso a saúde, novos medicamentos e saneamento básico. Em vários países, especialmente nos com alta renda como observado no estudo, já se chegou ao teto de acesso a esses serviços, por isso os impactos diminuíram. No Brasil, ainda temos onde melhorar", analisa Satomi.

       Embora a expectativa média não deva atingir os 100 anos, está se tornando mais comum que casos isolados cheguem a essa marca. "A expectativa é um dado populacional de referência, mas as realidades dos indivíduos são totalmente distintas. A maioria dos meus pacientes ultrapassaram a média da geração deles. É possível chegar lá, com saúde e independência, e esses são os focos de tratar o envelhecimento. Ninguém quer viver mais se não tiver qualidade de vida", observa a geriatra. (...)


(“Estudo indica que viver 100 anos vai continuar sendo exceção”. Bruno Pereira, 03/12/2025. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/12/03/estudo-indica-que-viver-100- anos-vai-continuar-sendo-excecao.htm) 
No trecho “Como resultado, descobriram que o ganho de expectativa de vida é menor a cada ano”, a palavra em destaque (“que”) pode ser morfologicamente classificada como: 
Alternativas
Q4195858 Português
Texto para a questão.


       Um estudo liderado por pesquisadores europeus revela que a expectativa de vida, embora ainda em crescimento, está desacelerando em países ricos. Segundo a pesquisa, publicada em agosto na revista PNAS, a longevidade está perto de estacionar — e nenhuma geração nascida entre 1939 e 2000 deverá atingir a média dos 100 anos, como se acreditava.

       Isso não significa uma redução da expectativa de vida, mas sim de seu crescimento. Os cientistas analisaram dados sobre mortalidade em 23 países de alta renda e empregaram seis métodos estatísticos para prever tendências de longevidade em coortes de gerações anuais ainda vivas.

       Como resultado, descobriram que o ganho de expectativa de vida é menor a cada ano: desde a década de 1990, não passa de dois meses em relação ao ano anterior, o que não chega a 30% do que era registrado a cada geração no início do século 20.

       "Este estudo foi muito ambicioso por pensar em estimativas para grupos contemporâneos e com um volume de dados grande. Isso nos oferece um direcionamento de onde olhar para intervir e investir como sociedade para conseguir prolongar a vida e o bem-estar", afirma a geriatra Erika Satomi, do Einstein Hospital Israelita.

       "Entretanto, temos que olhar para esses dados com cuidado, já que a pesquisa foi feita em populações de países muito desenvolvidos e que são distantes do contexto brasileiro."

       O trabalho mostra que, em 1900, uma pessoa podia esperar viver em média 62 anos, um recorde para aquele período que veio sendo progressivamente alongado até 1938, ano em que os nascidos já tinham previsões de chegar aos 80. Entretanto, o ritmo desse ganho de tempo de vida vem caindo desde então e está crescendo lentamente. A expectativa é de que se mantenha entre 85 e 90 anos.

       Seguindo o ritmo do início do século, os nascidos em 1980 em diante teriam uma expectativa de vida média de 100 anos. Na prática, porém, os modelos matemáticos revelam que não há indícios disso — mesmo as gerações mais recentes, do século 21, não devem chegar a essa idade.

       "Esse crescimento do início do século se deu principalmente pela melhora na mortalidade infantil, com mais acesso a saúde, novos medicamentos e saneamento básico. Em vários países, especialmente nos com alta renda como observado no estudo, já se chegou ao teto de acesso a esses serviços, por isso os impactos diminuíram. No Brasil, ainda temos onde melhorar", analisa Satomi.

       Embora a expectativa média não deva atingir os 100 anos, está se tornando mais comum que casos isolados cheguem a essa marca. "A expectativa é um dado populacional de referência, mas as realidades dos indivíduos são totalmente distintas. A maioria dos meus pacientes ultrapassaram a média da geração deles. É possível chegar lá, com saúde e independência, e esses são os focos de tratar o envelhecimento. Ninguém quer viver mais se não tiver qualidade de vida", observa a geriatra. (...)


(“Estudo indica que viver 100 anos vai continuar sendo exceção”. Bruno Pereira, 03/12/2025. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/12/03/estudo-indica-que-viver-100- anos-vai-continuar-sendo-excecao.htm) 
Assinale a alternativa que contém um trecho – retirado do texto – iniciado por uma conjunção concessiva: 
Alternativas
Q4195857 Português
Texto para a questão.


       Um estudo liderado por pesquisadores europeus revela que a expectativa de vida, embora ainda em crescimento, está desacelerando em países ricos. Segundo a pesquisa, publicada em agosto na revista PNAS, a longevidade está perto de estacionar — e nenhuma geração nascida entre 1939 e 2000 deverá atingir a média dos 100 anos, como se acreditava.

       Isso não significa uma redução da expectativa de vida, mas sim de seu crescimento. Os cientistas analisaram dados sobre mortalidade em 23 países de alta renda e empregaram seis métodos estatísticos para prever tendências de longevidade em coortes de gerações anuais ainda vivas.

       Como resultado, descobriram que o ganho de expectativa de vida é menor a cada ano: desde a década de 1990, não passa de dois meses em relação ao ano anterior, o que não chega a 30% do que era registrado a cada geração no início do século 20.

       "Este estudo foi muito ambicioso por pensar em estimativas para grupos contemporâneos e com um volume de dados grande. Isso nos oferece um direcionamento de onde olhar para intervir e investir como sociedade para conseguir prolongar a vida e o bem-estar", afirma a geriatra Erika Satomi, do Einstein Hospital Israelita.

       "Entretanto, temos que olhar para esses dados com cuidado, já que a pesquisa foi feita em populações de países muito desenvolvidos e que são distantes do contexto brasileiro."

       O trabalho mostra que, em 1900, uma pessoa podia esperar viver em média 62 anos, um recorde para aquele período que veio sendo progressivamente alongado até 1938, ano em que os nascidos já tinham previsões de chegar aos 80. Entretanto, o ritmo desse ganho de tempo de vida vem caindo desde então e está crescendo lentamente. A expectativa é de que se mantenha entre 85 e 90 anos.

       Seguindo o ritmo do início do século, os nascidos em 1980 em diante teriam uma expectativa de vida média de 100 anos. Na prática, porém, os modelos matemáticos revelam que não há indícios disso — mesmo as gerações mais recentes, do século 21, não devem chegar a essa idade.

       "Esse crescimento do início do século se deu principalmente pela melhora na mortalidade infantil, com mais acesso a saúde, novos medicamentos e saneamento básico. Em vários países, especialmente nos com alta renda como observado no estudo, já se chegou ao teto de acesso a esses serviços, por isso os impactos diminuíram. No Brasil, ainda temos onde melhorar", analisa Satomi.

       Embora a expectativa média não deva atingir os 100 anos, está se tornando mais comum que casos isolados cheguem a essa marca. "A expectativa é um dado populacional de referência, mas as realidades dos indivíduos são totalmente distintas. A maioria dos meus pacientes ultrapassaram a média da geração deles. É possível chegar lá, com saúde e independência, e esses são os focos de tratar o envelhecimento. Ninguém quer viver mais se não tiver qualidade de vida", observa a geriatra. (...)


(“Estudo indica que viver 100 anos vai continuar sendo exceção”. Bruno Pereira, 03/12/2025. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/12/03/estudo-indica-que-viver-100- anos-vai-continuar-sendo-excecao.htm) 
A geriatra Erika Satomi faz uma ressalva importante sobre a aplicação dos dados da pesquisa ao cenário brasileiro. Qual é essa ressalva? 
Alternativas
Q4195856 Português
Texto para a questão.


       Um estudo liderado por pesquisadores europeus revela que a expectativa de vida, embora ainda em crescimento, está desacelerando em países ricos. Segundo a pesquisa, publicada em agosto na revista PNAS, a longevidade está perto de estacionar — e nenhuma geração nascida entre 1939 e 2000 deverá atingir a média dos 100 anos, como se acreditava.

       Isso não significa uma redução da expectativa de vida, mas sim de seu crescimento. Os cientistas analisaram dados sobre mortalidade em 23 países de alta renda e empregaram seis métodos estatísticos para prever tendências de longevidade em coortes de gerações anuais ainda vivas.

       Como resultado, descobriram que o ganho de expectativa de vida é menor a cada ano: desde a década de 1990, não passa de dois meses em relação ao ano anterior, o que não chega a 30% do que era registrado a cada geração no início do século 20.

       "Este estudo foi muito ambicioso por pensar em estimativas para grupos contemporâneos e com um volume de dados grande. Isso nos oferece um direcionamento de onde olhar para intervir e investir como sociedade para conseguir prolongar a vida e o bem-estar", afirma a geriatra Erika Satomi, do Einstein Hospital Israelita.

       "Entretanto, temos que olhar para esses dados com cuidado, já que a pesquisa foi feita em populações de países muito desenvolvidos e que são distantes do contexto brasileiro."

       O trabalho mostra que, em 1900, uma pessoa podia esperar viver em média 62 anos, um recorde para aquele período que veio sendo progressivamente alongado até 1938, ano em que os nascidos já tinham previsões de chegar aos 80. Entretanto, o ritmo desse ganho de tempo de vida vem caindo desde então e está crescendo lentamente. A expectativa é de que se mantenha entre 85 e 90 anos.

       Seguindo o ritmo do início do século, os nascidos em 1980 em diante teriam uma expectativa de vida média de 100 anos. Na prática, porém, os modelos matemáticos revelam que não há indícios disso — mesmo as gerações mais recentes, do século 21, não devem chegar a essa idade.

       "Esse crescimento do início do século se deu principalmente pela melhora na mortalidade infantil, com mais acesso a saúde, novos medicamentos e saneamento básico. Em vários países, especialmente nos com alta renda como observado no estudo, já se chegou ao teto de acesso a esses serviços, por isso os impactos diminuíram. No Brasil, ainda temos onde melhorar", analisa Satomi.

       Embora a expectativa média não deva atingir os 100 anos, está se tornando mais comum que casos isolados cheguem a essa marca. "A expectativa é um dado populacional de referência, mas as realidades dos indivíduos são totalmente distintas. A maioria dos meus pacientes ultrapassaram a média da geração deles. É possível chegar lá, com saúde e independência, e esses são os focos de tratar o envelhecimento. Ninguém quer viver mais se não tiver qualidade de vida", observa a geriatra. (...)


(“Estudo indica que viver 100 anos vai continuar sendo exceção”. Bruno Pereira, 03/12/2025. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/12/03/estudo-indica-que-viver-100- anos-vai-continuar-sendo-excecao.htm) 
De acordo com o estudo liderado por pesquisadores europeus e publicado na revista PNAS, qual é a principal tendência observada em relação à expectativa de vida em países ricos? 
Alternativas
Q4195536 Português
As formigas estão voando no Quênia neste momento.


Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento
"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem que pediu para não ser identificado sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta."
Considerando as classes de palavras, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

(__)O termo 'que', em 'que era ilegal', é conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva.
(__)O vocábulo 'nem' funciona como conjunção de valor negativo, responsável por introduzir uma negação enfática, mesmo na ausência de outro marcador explícito de negação.
(__)O vocábulo 'conectando' expressa uma ação concomitante à do verbo principal, indicando que a atividade de conectar compradores estrangeiros às redes locais ocorria simultaneamente ao exercício da função de intermediário.
(__)O vocábulo 'certa' exerce função de advérbio de modo, indicando precisão temporal no enunciado.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q4195535 Português
As formigas estão voando no Quênia neste momento.


Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento
"Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas."
"...aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui, disse o ex-intermediário."
Com base nas regras de hifenização aplicáveis às palavras compostas, analise as afirmativas a seguir, acerca dos vocábulos grafados com hífen no texto, bem como daqueles empregados fora desse contexto.

I.O vocábulo 'formigas-rainhas' é grafado com hífen porque, nos compostos sem elemento de ligação cujo primeiro termo é um substantivo, emprega-se o hífen, tal como ocorre em 'arco-íris' e 'joão-ninguém'.

II.Os vocábulos formados por prefixos que indicam anterioridade ou cessação, como 'ex-', devem ser grafados com hífen, o que justifica seu emprego na palavra 'ex-intermediário'.Os vocábulos 'soto-almirante' e 'vice-presidente' também estão grafados corretamente.

III.O vocábulo 'café-com-leite' encontra-se corretamente grafado com hífen, por se tratar de uma forma consagrada pelo uso, a qual, por essa razão, não sofreu alteração com o Acordo Ortográfico.

IV.Semelhante ao prefixo 'ex-', o prefixo 'contra-' pode ser empregado com hífen, na maioria dos casos, como em 'contra-almirante' e 'contra-regra', embora seu uso não seja obrigatório em todas as formações.


Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
Alternativas
Q4195532 Português
As formigas estão voando no Quênia neste momento.


Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento
"A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como a espécie dos sonhos de muita gente — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque..."
Analise as reescritas a seguir e identifique aquela que NÃO mantém o sentido essencial do trecho acima.
Alternativas
Q4195526 Português
As formigas estão voando no Quênia neste momento.


Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento
Com base no texto que relata o comércio ilegal de formigas rainhas no Quênia, inserido em um contexto mais amplo de tráfico internacional de espécies vivas, julgue as afirmativas a seguir:

I.Uma característica biológica da espécie é o fator que explica sua popularidade entre colecionadores de formigas.

II.Os coletores locais são responsáveis por procurar os formigueiros, geralmente em horários específicos, quando a atividade das formigas facilita a captura.

III.A técnica de armazenamento e transporte em recipientes fechados revela uma ação planejada e intencional para manter as formigas vivas por um período prolongado, indicando que o transporte era destinado a longas distâncias.

IV.Os suspeitos tinham o método de transporte com algodão úmido de forma padronizada e recorrente em todas as suas operações.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
Alternativas
Respostas
1961: A
1962: B
1963: B
1964: D
1965: A
1966: C
1967: C
1968: D
1969: B
1970: A
1971: B
1972: D
1973: C
1974: A
1975: C
1976: B
1977: D
1978: A
1979: B
1980: A