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Q3307782 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Mudança


Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra.

A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.

– Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. (Vidas Secas, excerto). 

O excerto apresenta vocábulos e expressões que cumprem determinadas funções morfossintáticas. Desse modo, a expressão “ do diabo”, presente na primeira linha do ultimo paragrafo do texto, cumpre a função de:
Alternativas
Q3307781 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Mudança


Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra.

A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.

– Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. (Vidas Secas, excerto). 

“– Anda, condenado do diabo!” gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta.



1. Sujeito principal


2. Oração Principal


3. Oração subordinada adverbial


4. Oração subordinada substantiva objetiva direta


5. Adjunto adverbial de instrumento



– Anda, condenado do diabo ( )


gritou-lhe o pai( )


o pai( )


Não obtendo resultado( )


fustigou-o com a bainha da faca de ponta( ) .


... com a bainha da faca de ponta( )



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA da análise sintática das 05 (cinco) orações destacadas do trecho acima: 

Alternativas
Q3307780 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Mudança


Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra.

A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.

– Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. (Vidas Secas, excerto). 

O excerto que nos apresenta os cenários e contextos onde se desenrola o drama de Sinha vitória, Fabiano, a cachorra Baleia e os Meninos apresenta vários vocábulos que fazem parte do universo sociocultural do sertão semiárido, recheados de encontros vocálicos que trazem sonoridade e expressividade para a narrativa. Sendo possível classificar estes como:



1. Ditongo crescente


2. Ditongo decrescente


3. Hiato



( ) planície


( ) aió


( ) juazeiros


( ) caatinga


( ) baú


( ) chegou


( ) baleia


( ) diabo



A sequência correta para a classificação dos vocábulos extraídos do corpo do texto é:

Alternativas
Q3307779 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Mudança


Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra.

A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.

– Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. (Vidas Secas, excerto). 

"Vidas Secas" é um conhecido romance escrito por Graciliano Ramos, conhecido por sua linguagem concisa e direta, que reflete a aridez do sertão e a vida difícil dos personagens. O livro, originalmente publicado em 1938, é considerado uma obra-prima da literatura brasileira e uma crítica contundente à injustiça social e à miséria no país.


Ao fazermos a leitura do capitulo que abre a obra, é inevitável que sejamos imediatamente transportados para o cenário opressivo da seca e de precariedade que cercava os personagens. A respeito dessa problemática social, é possível deduzir que:

Alternativas
Q3307778 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Vantagens da robótica nas escolas. Na era da tecnologia (...), a educação avançou além dos métodos de ensino tradicionais. A robótica educacional mudou a forma como as crianças aprendem e interagem com o conhecimento, abrindo novas possibilidades a médio e longo prazo, preparando nossos alunos para o mundo profissional futuro.


(...)


A robótica educacional é uma iniciativa interdisciplinar que integra a tecnologia e a aprendizagem prática, proporcionando um ambiente de ensino mais envolvente e eficaz. Através de atividades de construção e programação de robôs, os alunos desenvolvem habilidades importantes, como pensamento crítico, melhoria nas operações formais, resolução de problemas e trabalho em equipe.

(Disponível em: https://economizador.net.br/roboticaeducacional-futuro-criancas/> - adaptado- Acesso em 15/05/24).

A vírgula é um sinal de pontuação fundamental na língua portuguesa, utilizado para organizar e esclarecer o sentido das frases, suas funções são variadas e ajudam a garantir a clareza e a correta interpretação dos textos. Desse modo, as vírgulas empregadas ao longo do segundo parágrafo do excerto acima cumprem as funções de:



I. Isolar orações coordenadas.


II. Separar elementos em uma enumeração.


III. Caracterizar itens em uma enumeração.


IV. A vírgula é usada para separar uma locução adverbial que foi deslocada para o início da frase.


V. Isolar uma explicação, ou aposto em: “os alunos desenvolvem habilidades importantes, como pensamento crítico”.



Estão CORRETAS:

Alternativas
Q3307777 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Vantagens da robótica nas escolas. Na era da tecnologia (...), a educação avançou além dos métodos de ensino tradicionais. A robótica educacional mudou a forma como as crianças aprendem e interagem com o conhecimento, abrindo novas possibilidades a médio e longo prazo, preparando nossos alunos para o mundo profissional futuro.


(...)


A robótica educacional é uma iniciativa interdisciplinar que integra a tecnologia e a aprendizagem prática, proporcionando um ambiente de ensino mais envolvente e eficaz. Através de atividades de construção e programação de robôs, os alunos desenvolvem habilidades importantes, como pensamento crítico, melhoria nas operações formais, resolução de problemas e trabalho em equipe.

(Disponível em: https://economizador.net.br/roboticaeducacional-futuro-criancas/> - adaptado- Acesso em 15/05/24).

A sequência que corresponde corretamente à ordem de classificação das palavras destacadas no texto acima, quanto à acentuação é:
Alternativas
Q3307776 Português
A crase é um fenômeno linguístico que ocorre na língua portuguesa quando há a fusão de duas vogais idênticas, especificamente a preposição "a" com o artigo definido feminino "a". O resultado dessa fusão é representado pelo uso do acento grave (à). A respeito do uso da crase, está CORRETO em: 
Alternativas
Q3307775 Português

LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER À QUESTÃO


SONETO DE FIDELIDADE


De tudo, ao meu amor serei atento

antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

(MORAIS. Vinicius de. Antologia Poética. São Paulo:

Grupo Artístico e Cultural, 1986).


Vinicius de Morais é reconhecido por representar com maestria a retomada, na fase modernista da literatura brasileira, da estrutura mais clássica da poesia na forma de soneto, ficando sintetizado seu estilo no poema acima reproduzido. O poeta adota na escrita o uso significativo de figuras de linguagem, que contribuem para a expressividade e profundidade emocional do poema. 

No verso "Eu possa me dizer do amor (que tive)": 
Alternativas
Q3307774 Português

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SONETO DE FIDELIDADE


De tudo, ao meu amor serei atento

antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

(MORAIS. Vinicius de. Antologia Poética. São Paulo:

Grupo Artístico e Cultural, 1986).


Vinicius de Morais é reconhecido por representar com maestria a retomada, na fase modernista da literatura brasileira, da estrutura mais clássica da poesia na forma de soneto, ficando sintetizado seu estilo no poema acima reproduzido. O poeta adota na escrita o uso significativo de figuras de linguagem, que contribuem para a expressividade e profundidade emocional do poema. 

Os termos que apresentam relação de antinomia no poema encontram definição VERDADEIRA em:
Alternativas
Q3307773 Português

LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER À QUESTÃO


SONETO DE FIDELIDADE


De tudo, ao meu amor serei atento

antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

(MORAIS. Vinicius de. Antologia Poética. São Paulo:

Grupo Artístico e Cultural, 1986).


Vinicius de Morais é reconhecido por representar com maestria a retomada, na fase modernista da literatura brasileira, da estrutura mais clássica da poesia na forma de soneto, ficando sintetizado seu estilo no poema acima reproduzido. O poeta adota na escrita o uso significativo de figuras de linguagem, que contribuem para a expressividade e profundidade emocional do poema. 

(Figuras de Linguagem) – A partir da leitura do soneto e da contextualização acima, quais figuras de linguagem são predominantes no poema?
Alternativas
Q3307772 Português

A formação de palavras na língua portuguesa se dá por meio de dois processos: a derivação e a composição. Esses processos morfológicos, por sua vez, permitem a formação de novas palavras a partir de uma ou mais palavras primitivas. Existem cinco tipos de formação de palavras por derivação (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria) e dois tipos de formação de palavras por composição (justaposição e aglutinação). Sobre os processos de formação de palavras e seus tipos, classifique as sentenças abaixo em V para verdadeiras e F para as falsas:



( ) A derivação parassintética ocorre com o acréscimo simultâneo de um prefixo e um sufixo ao radical de uma palavra primitiva.


( ) A derivação regressiva ocorre quando há mudança da classe gramatical de uma palavra primitiva sem alterar sua forma.


( ) A composição por justaposição se dá quando não há alteração dos radicais que se unem.


( ) A composição por aglutinação se dá quando há alteração em pelo menos um dos radicais que se unem.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

Alternativas
Q3307771 Português

Na língua portuguesa os verbos podem ser intransitivos e transitivos. No caso dos verbos transitivos, eles se subdividem em: transitivos diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos. Regência verbal é a relação que se estabelece entre os verbos transitivos e os termos que os complementam - objetos diretos e/ou objetos indiretos - ou caracterizam - como no caso dos adjuntos adverbiais.


Visto isso, marque a única alternativa INCORRETA com relação à regência verbal. 

Alternativas
Q3306244 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Celular causa câncer no cérebro?


Uma revisão sistemática sobre os possíveis efeitos à saúde decorrentes da exposição às ondas de rádio mostrou que os telefones celulares não estão relacionados ao câncer no cérebro.

A análise, encomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi publicada nesta semana na revista científica Environment International.

Os celulares geralmente são segurados junto à cabeça durante o uso. E eles emitem ondas de rádio, um tipo de radiação não ionizante. Estes dois fatores são, em grande parte, o motivo pelo qual surgiu a ideia de que os celulares poderiam causar câncer no cérebro.

A possibilidade de que os celulares possam causar câncer é uma preocupação de longa data. Os celulares — e a tecnologia wireless (sem fio) de forma mais ampla — são uma parte importante das nossas vidas cotidianas. Por isso, é fundamental que a ciência avalie a segurança da exposição às ondas de rádio destes dispositivos.

Ao longo dos anos, o consenso científico permaneceu forte — não há associação entre as ondas de rádio dos celulares e o câncer no cérebro, ou a saúde de forma mais ampla.

Apesar do consenso, foram publicados estudos de pesquisa ocasionais que sugeriram a possibilidade de fazer mal.

Em 2011, a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês) classificou a exposição a ondas de rádio como um possível carcinógeno para seres humanos. O significado desta classificação foi amplamente mal interpretado — e levou a um aumento na preocupação.

A IARC faz parte da Organização Mundial da Saúde. E sua classificação das ondas de rádio como um possível carcinógeno foi baseada, em grande parte, em evidências limitadas de estudos observacionais com seres humanos. Também conhecidos como estudos epidemiológicos, eles observam a taxa de doenças, e como elas podem ser causadas em populações humanas.

Estudos observacionais são a melhor ferramenta que os pesquisadores têm para investigar efeitos de longo prazo na saúde dos seres humanos, mas os resultados podem ser, com frequência, tendenciosos.

A classificação da IARC se baseou em estudos observacionais anteriores, em que pessoas com câncer no cérebro relataram que usavam o celular mais do que realmente usavam. Um exemplo é o estudo conhecido como Interphone.

Esta nova revisão sistemática de estudos observacionais em seres humanos é baseada em um conjunto de dados muito maior em comparação com o que a IARC analisou em 2011.

Ela inclui estudos mais recentes e mais abrangentes. Isso significa que agora podemos ter mais confiança de que a exposição a ondas de rádio de telefones celulares ou tecnologias sem fio não está associada a um risco maior de câncer no cérebro.

A nova análise faz parte de uma série de revisões sistemáticas encomendadas pela OMS para investigar mais de perto os possíveis efeitos na saúde associados à exposição a ondas de rádio.

Esta revisão sistemática oferece a evidência mais forte até o momento de que as ondas de rádio de tecnologias sem fio não são um risco à saúde humana.

É a revisão mais abrangente sobre este tema. Ela levou em consideração mais de 5 mil estudos, dos quais 63, publicados entre 1994 e 2022, foram incluídos na análise final. A principal razão pela qual estudos foram excluídos foi que eles não eram realmente relevantes; isso é muito comum em resultados de pesquisa de revisões sistemáticas.

Não foi encontrada nenhuma associação entre uso de celular e câncer no cérebro, ou qualquer outro câncer na cabeça ou pescoço.

Também não foi encontrada associação com o câncer se a pessoa usava telefone celular por dez anos ou mais (uso prolongado). A frequência de uso — com base no número de chamadas ou no tempo gasto ao telefone — tampouco fazia diferença.

É importante ressaltar que estas descobertas estão alinhadas com pesquisas anteriores. Isso mostra que, embora o uso de tecnologias sem fio tenha aumentado enormemente nas últimas décadas, não houve aumento na incidência de câncer no cérebro.

Os celulares emitem ondas de rádio de baixo nível, abaixo destes limites de segurança, e não há evidências de que a exposição a elas tenha impacto na saúde humana.

Apesar disso, é importante que as pesquisas continuem. A tecnologia está se desenvolvendo em um ritmo acelerado. Com esse avanço, vem o uso de ondas de rádio de diferentes maneiras, com diferentes frequências. Por isso, é essencial que a ciência continue a garantir que a exposição às ondas de rádio provenientes destas tecnologias permaneça segura.

O desafio que temos agora é assegurar que esta nova pesquisa acabe com as concepções equivocadas e a desinformação persistentes sobre telefones celulares e câncer no cérebro.

Ainda não há evidências de nenhum efeito para a saúde decorrente da exposição relacionada aos telefones celulares — e isso é uma coisa boa.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgjve7y6407o
O que o texto indica sobre a relação entre o aumento do uso de tecnologias sem fio e a incidência de câncer no cérebro?
Alternativas
Q3305915 Português
Leia atentamente a afirmativa abaixo:

Marcela leu Machado de Assis durante o fim de semana.

Qual é a figura de linguagem empregada na afirmativa lida?
Alternativas
Q3305591 Português
Leia com atenção as colunas abaixo:

Coluna 1:

(__)O sol nasceu às seis da manhã, iluminando toda a cidade.
(__)Depois da conversa, sentiu que um peso saiu de suas costas.
(__)O jogador é o coração do time, sempre motivando todos em campo.
(__)Ela comprou um novo celular ontem à tarde.

Coluna 2:

I.Conotativo.
II.Denotativo.

Correlacione ambas as colunas de acordo com o tipo de sentido empregado na afirmativa da Coluna 1. Em seguida, assinale a sequência correta:
Alternativas
Q3305586 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como a poluição do ar está ligada ao câncer de pulmão


A poluição do ar representa um grande risco ambiental para a saúde. Apesar disso, quase toda a população mundial (99%) respira um tipo de ar que ultrapassa os limites de qualidade recomendados, como alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As consequências de respirar ar poluído são perigosas. "Um terço das mortes por acidente vascular cerebral, câncer de pulmão e doenças cardíacas ocorrem devido a esse problema. Trata-se de um efeito equivalente ao de fumar tabaco e "é muito mais grave do que, por exemplo, os efeitos de comer muito sal", afirma a organização internacional.

Da mesma forma, estimativas de 2016 advertem que a poluição do ar nas cidades e áreas rurais em todo o mundo causa 4,2 milhões de mortes prematuras a cada ano devido à exposição ao material particulado de 2,5 mícrons (equivalente a milionésima parte de um metro) ou menos de diâmetro (PM2,5 ).

Um grupo de especialistas convocados em 2013 pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC, sua sigla em inglês), entidade especializada em câncer da OMS, afirmou que há evidências suficientes de que a exposição à poluição do ar causa câncer de pulmão. Eles também observaram que aumenta o risco de câncer de bexiga.

De acordo com a IARC, o risco de câncer de pulmão aumenta com uma maior exposição ao material particulado e à poluição do ar.

Segundo informações da OMS, as partículas com diâmetro de 10 mícrons ou menos (PM10) podem penetrar e ficar armazenadas nos pulmões. Já as partículas de 2,5 mícrons (PM 2,5) são ainda mais prejudiciais, pois podem penetrar na caixa pulmonar e entrar na corrente sanguínea.

Quando essas partículas entram no corpo, aumenta o risco da pessoa desenvolver doenças cardíacas e respiratórias, como câncer de pulmão.

Além disso, "o ozônio é um dos principais fatores que causam asma, e o dióxido de nitrogênio e o dióxido de enxofre também podem provocar a mesma doença, sintomas bronquiais, inflamação pulmonar e insuficiência pulmonar", informa a agência da OMS.

"Quanto mais baixos os níveis de poluição do ar, melhor será a saúde cardiovascular e respiratória da população, tanto a longo como a curto prazo", afirma a OMS.

Para lidar com essa crise de saúde, a entidade incentiva os países a adotarem as diretrizes da organização Mundial da Saúde sobre a qualidade do ar.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2022/11/com o-a-poluicao-do-ar-esta-ligada-ao-cancer-de-pulmao
Qual é a recomendação da OMS para melhorar a saúde cardiovascular e respiratória da população, segundo o texto?
Alternativas
Q3305313 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:

I.Ou você se dedica aos estudos, ou terá dificuldades para passar no exame.
II.Estudei muito para a prova, mas não consegui tirar uma boa nota.
III.Ela gosta de ler e escrever todos os dias.
IV.Ora chove intensamente, ora o sol aparece e ilumina tudo.
V.Ele queria sair com os amigos, porém precisou ficar em casa para ajudar os pais.

Em quais das afirmativas lidas há o emprego de uma conjunção adversativa?
Alternativas
Q3305309 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Celular causa câncer no cérebro?


Uma revisão sistemática sobre os possíveis efeitos à saúde decorrentes da exposição às ondas de rádio mostrou que os telefones celulares não estão relacionados ao câncer no cérebro.

A análise, encomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi publicada nesta semana na revista científica Environment International.

Os celulares geralmente são segurados junto à cabeça durante o uso. E eles emitem ondas de rádio, um tipo de radiação não ionizante. Estes dois fatores são, em grande parte, o motivo pelo qual surgiu a ideia de que os celulares poderiam causar câncer no cérebro.

A possibilidade de que os celulares possam causar câncer é uma preocupação de longa data. Os celulares — e a tecnologia wireless (sem fio) de forma mais ampla — são uma parte importante das nossas vidas cotidianas. Por isso, é fundamental que a ciência avalie a segurança da exposição às ondas de rádio destes dispositivos.

Ao longo dos anos, o consenso científico permaneceu forte — não há associação entre as ondas de rádio dos celulares e o câncer no cérebro, ou a saúde de forma mais ampla.

Apesar do consenso, foram publicados estudos de pesquisa ocasionais que sugeriram a possibilidade de fazer mal.

Em 2011, a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês) classificou a exposição a ondas de rádio como um possível carcinógeno para seres humanos. O significado desta classificação foi amplamente mal interpretado — e levou a um aumento na preocupação.

A IARC faz parte da Organização Mundial da Saúde. E sua classificação das ondas de rádio como um possível carcinógeno foi baseada, em grande parte, em evidências limitadas de estudos observacionais com seres humanos. Também conhecidos como estudos epidemiológicos, eles observam a taxa de doenças, e como elas podem ser causadas em populações humanas.

Estudos observacionais são a melhor ferramenta que os pesquisadores têm para investigar efeitos de longo prazo na saúde dos seres humanos, mas os resultados podem ser, com frequência, tendenciosos.

A classificação da IARC se baseou em estudos observacionais anteriores, em que pessoas com câncer no cérebro relataram que usavam o celular mais do que realmente usavam. Um exemplo é o estudo conhecido como Interphone.

Esta nova revisão sistemática de estudos observacionais em seres humanos é baseada em um conjunto de dados muito maior em comparação com o que a IARC analisou em 2011.

Ela inclui estudos mais recentes e mais abrangentes. Isso significa que agora podemos ter mais confiança de que a exposição a ondas de rádio de telefones celulares ou tecnologias sem fio não está associada a um risco maior de câncer no cérebro.

A nova análise faz parte de uma série de revisões sistemáticas encomendadas pela OMS para investigar mais de perto os possíveis efeitos na saúde associados à exposição a ondas de rádio.

Esta revisão sistemática oferece a evidência mais forte até o momento de que as ondas de rádio de tecnologias sem fio não são um risco à saúde humana.

É a revisão mais abrangente sobre este tema. Ela levou em consideração mais de 5 mil estudos, dos quais 63, publicados entre 1994 e 2022, foram incluídos na análise final. A principal razão pela qual estudos foram excluídos foi que eles não eram realmente relevantes; isso é muito comum em resultados de pesquisa de revisões sistemáticas.

Não foi encontrada nenhuma associação entre uso de celular e câncer no cérebro, ou qualquer outro câncer na cabeça ou pescoço.

Também não foi encontrada associação com o câncer se a pessoa usava telefone celular por dez anos ou mais (uso prolongado). A frequência de uso — com base no número de chamadas ou no tempo gasto ao telefone — tampouco fazia diferença.

É importante ressaltar que estas descobertas estão alinhadas com pesquisas anteriores. Isso mostra que, embora o uso de tecnologias sem fio tenha aumentado enormemente nas últimas décadas, não houve aumento na incidência de câncer no cérebro.

Os celulares emitem ondas de rádio de baixo nível, abaixo destes limites de segurança, e não há evidências de que a exposição a elas tenha impacto na saúde humana.

Apesar disso, é importante que as pesquisas continuem. A tecnologia está se desenvolvendo em um ritmo acelerado. Com esse avanço, vem o uso de ondas de rádio de diferentes maneiras, com diferentes frequências. Por isso, é essencial que a ciência continue a garantir que a exposição às ondas de rádio provenientes destas tecnologias permaneça segura.

O desafio que temos agora é assegurar que esta nova pesquisa acabe com as concepções equivocadas e a desinformação persistentes sobre telefones celulares e câncer no cérebro.

Ainda não há evidências de nenhum efeito para a saúde decorrente da exposição relacionada aos telefones celulares — e isso é uma coisa boa.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgjve7y6407o



O que o texto indica sobre a relação entre o aumento do uso de tecnologias sem fio e a incidência de câncer no cérebro?
Alternativas
Q3305307 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Celular causa câncer no cérebro?


Uma revisão sistemática sobre os possíveis efeitos à saúde decorrentes da exposição às ondas de rádio mostrou que os telefones celulares não estão relacionados ao câncer no cérebro.

A análise, encomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi publicada nesta semana na revista científica Environment International.

Os celulares geralmente são segurados junto à cabeça durante o uso. E eles emitem ondas de rádio, um tipo de radiação não ionizante. Estes dois fatores são, em grande parte, o motivo pelo qual surgiu a ideia de que os celulares poderiam causar câncer no cérebro.

A possibilidade de que os celulares possam causar câncer é uma preocupação de longa data. Os celulares — e a tecnologia wireless (sem fio) de forma mais ampla — são uma parte importante das nossas vidas cotidianas. Por isso, é fundamental que a ciência avalie a segurança da exposição às ondas de rádio destes dispositivos.

Ao longo dos anos, o consenso científico permaneceu forte — não há associação entre as ondas de rádio dos celulares e o câncer no cérebro, ou a saúde de forma mais ampla.

Apesar do consenso, foram publicados estudos de pesquisa ocasionais que sugeriram a possibilidade de fazer mal.

Em 2011, a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês) classificou a exposição a ondas de rádio como um possível carcinógeno para seres humanos. O significado desta classificação foi amplamente mal interpretado — e levou a um aumento na preocupação.

A IARC faz parte da Organização Mundial da Saúde. E sua classificação das ondas de rádio como um possível carcinógeno foi baseada, em grande parte, em evidências limitadas de estudos observacionais com seres humanos. Também conhecidos como estudos epidemiológicos, eles observam a taxa de doenças, e como elas podem ser causadas em populações humanas.

Estudos observacionais são a melhor ferramenta que os pesquisadores têm para investigar efeitos de longo prazo na saúde dos seres humanos, mas os resultados podem ser, com frequência, tendenciosos.

A classificação da IARC se baseou em estudos observacionais anteriores, em que pessoas com câncer no cérebro relataram que usavam o celular mais do que realmente usavam. Um exemplo é o estudo conhecido como Interphone.

Esta nova revisão sistemática de estudos observacionais em seres humanos é baseada em um conjunto de dados muito maior em comparação com o que a IARC analisou em 2011.

Ela inclui estudos mais recentes e mais abrangentes. Isso significa que agora podemos ter mais confiança de que a exposição a ondas de rádio de telefones celulares ou tecnologias sem fio não está associada a um risco maior de câncer no cérebro.

A nova análise faz parte de uma série de revisões sistemáticas encomendadas pela OMS para investigar mais de perto os possíveis efeitos na saúde associados à exposição a ondas de rádio.

Esta revisão sistemática oferece a evidência mais forte até o momento de que as ondas de rádio de tecnologias sem fio não são um risco à saúde humana.

É a revisão mais abrangente sobre este tema. Ela levou em consideração mais de 5 mil estudos, dos quais 63, publicados entre 1994 e 2022, foram incluídos na análise final. A principal razão pela qual estudos foram excluídos foi que eles não eram realmente relevantes; isso é muito comum em resultados de pesquisa de revisões sistemáticas.

Não foi encontrada nenhuma associação entre uso de celular e câncer no cérebro, ou qualquer outro câncer na cabeça ou pescoço.

Também não foi encontrada associação com o câncer se a pessoa usava telefone celular por dez anos ou mais (uso prolongado). A frequência de uso — com base no número de chamadas ou no tempo gasto ao telefone — tampouco fazia diferença.

É importante ressaltar que estas descobertas estão alinhadas com pesquisas anteriores. Isso mostra que, embora o uso de tecnologias sem fio tenha aumentado enormemente nas últimas décadas, não houve aumento na incidência de câncer no cérebro.

Os celulares emitem ondas de rádio de baixo nível, abaixo destes limites de segurança, e não há evidências de que a exposição a elas tenha impacto na saúde humana.

Apesar disso, é importante que as pesquisas continuem. A tecnologia está se desenvolvendo em um ritmo acelerado. Com esse avanço, vem o uso de ondas de rádio de diferentes maneiras, com diferentes frequências. Por isso, é essencial que a ciência continue a garantir que a exposição às ondas de rádio provenientes destas tecnologias permaneça segura.

O desafio que temos agora é assegurar que esta nova pesquisa acabe com as concepções equivocadas e a desinformação persistentes sobre telefones celulares e câncer no cérebro.

Ainda não há evidências de nenhum efeito para a saúde decorrente da exposição relacionada aos telefones celulares — e isso é uma coisa boa.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgjve7y6407o



Qual é a recomendação final do texto sobre o uso de tecnologias que emitem ondas de rádio?

Alternativas
Q3305181 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que causa o aquecimento global?


O aquecimento global fez com que os últimos seis anos fossem os mais quentes registrados desde 1880 (era pré-industrial), de acordo com um comunicado de imprensa da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgado em janeiro de 2022.

Em 2015, os Estados Membros do Acordo de Paris se comprometeram a limitar o aumento da temperatura média da Terra bem abaixo de 2°C, de preferência a 1,5°C. Entretanto, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) alerta que esse patamar pode ser alcançado já nos próximos 15 anos, se as causas do aquecimento global não forem enfrentadas.

De acordo com o Pnuma, as atividades humanas são as responsáveis pela maior parte do aquecimento global. Isso porque as práticas usadas para a manutenção da sociedade moderna emitem gases de efeito estufa (GEE).

Entre as principais atividades que produzem GEE, a organização internacional aponta a geração de energia elétrica e de calor por meio da queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás natural; a atividade industrial na produção de artigos como cimento, ferro, aço, eletrônicos, plásticos, roupas e outros bens; a mineração; e o desmatamento.

O efeito estufa é o aquecimento da atmosfera causado por determinados gases. Os chamados gases de efeito estufa, como dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso, retêm parte do calor do Sol, impedindo que ele escape novamente para o espaço. Esse efeito é o que torna o clima na Terra adequado para a vida.

Entretanto, quanto maior a quantidade de gases de efeito estufa, mais calor é retido. Segundo o relatório da OMM, por conta das ações humanas, em 2020, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera atingiu o maior índice já registrado: 4,14 partes por milhão (ppm).


https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2022/11/o-qu e-causa-o-aquecimento-global
De acordo com o texto, qual é o alerta do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em relação ao Acordo de Paris?
Alternativas
Respostas
19061: D
19062: B
19063: A
19064: A
19065: D
19066: B
19067: D
19068: B
19069: C
19070: D
19071: A
19072: D
19073: A
19074: C
19075: C
19076: D
19077: A
19078: X
19079: D
19080: A