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Q4231791 Português
TEXTO I

A ilusão do atalho

Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico

Rodrigo Constantino

   “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
     Do ponto de vista político, a base governista preparou uma armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de “inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém, essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
    O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala 6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana. Essa proibição não resolve o problema das nossas leis trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
    Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas” existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
   O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo! Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com apoio de sindicatos. 
    A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores. Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere fugir da realidade e viver de discursos.
   Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil, para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
   Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico da noite para o dia.
  Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
    Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um enorme problema de miséria e informalidade, além da dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar certo!”


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste. (adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/ 
Leia as afirmações a seguir antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. (1º par.), nota-se em destaque uma expressão de natureza anafórica a qual auxilia na progressão das ideias como recurso estilístico.
( ) Em “O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo!” (5º par.), nota-se que a metonímia em destaque prescinde de associação semântica em relação à aprovação da mudança da escala feita anteriormente.
( ) Em “É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.” (7º par.), nota-se em evidência uma antítese contextualmente produzida para justificar a necessidade de aprovação da mudança da escala de trabalho, a qual é exposta pelo articulista como “medida eleitoreira” (3º par.), “pura demagogia” (6º par.) e “atalho” (9º par.) no cenário econômico local.
( ) Em “Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido.” (8º par.), o articulista deixa evidente, após as ideias apresentadas ao longo do texto, que a crítica em destaque se refere unicamente a políticos da “base governista” (2º par.) como Erika Hilton (6º par.).
( ) Em “Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.” (9º par.), a passagem em destaque, por meio das expressões conotativas sublinhadas, prescinde de associação direta quanto à aprovação do fim da escala 6x1.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas em relação às afirmações acima, tem-se pela ordem:
Alternativas
Q4231790 Português
TEXTO I

A ilusão do atalho

Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico

Rodrigo Constantino

   “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
     Do ponto de vista político, a base governista preparou uma armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de “inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém, essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
    O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala 6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana. Essa proibição não resolve o problema das nossas leis trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
    Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas” existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
   O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo! Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com apoio de sindicatos. 
    A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores. Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere fugir da realidade e viver de discursos.
   Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil, para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
   Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico da noite para o dia.
  Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
    Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um enorme problema de miséria e informalidade, além da dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar certo!”


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste. (adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/ 
Analise as afirmações abaixo que fazem análises de construção de cada parágrafo em evidência. Assinale aquela que se encontra correta no contexto.
Alternativas
Q4231789 Português
TEXTO I

A ilusão do atalho

Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico

Rodrigo Constantino

   “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
     Do ponto de vista político, a base governista preparou uma armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de “inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém, essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
    O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala 6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana. Essa proibição não resolve o problema das nossas leis trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
    Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas” existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
   O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo! Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com apoio de sindicatos. 
    A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores. Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere fugir da realidade e viver de discursos.
   Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil, para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
   Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico da noite para o dia.
  Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
    Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um enorme problema de miséria e informalidade, além da dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar certo!”


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste. (adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/ 
A partir da leitura do texto I, pode-se inferir corretamente o que se encontra em: 
Alternativas
Q4231737 Português
Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 


    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.


(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Verifica-se palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no seguinte trecho:
Alternativas
Q4231736 Português
Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 


    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.


(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Quando se quer chamar a atenção para o objeto direto que precede o verbo, costuma-se repeti-lo. É o que se chama objeto direto pleonástico. Nele, uma das formas é sempre um pronome pessoal átono.
(Adaptado de: CUNHA, Celso. Gramática essencial. Rio de Janeiro: Lexikon, 2013, p. 86

Ocorre objeto direto pleonástico em:
Alternativas
Q4231733 Português
Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 


    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.


(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Sêneca lança mão da figura de linguagem denominada antítese no seguinte trecho: 
Alternativas
Q4231732 Português
Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 


    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.


(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Sêneca inclui seu interlocutor no próprio texto, valendo-se para tanto de verbo na segunda pessoa do singular, em:
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Q4231731 Português
Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 


    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.


(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
No texto, Sêneca caracteriza o presente como
Alternativas
Q4231730 Português
Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 


    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.


(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
De acordo com Sêneca, a fortuna perdeu o direito sobre o período que
Alternativas
Q4231729 Português
Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão. 


    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.


(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
não lhes sobra tempo para examinar o passado.

Em relação à oração que a antecede, a oração sublinhada expressa ideia de
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Q4231608 Português
Atenção: Para responder à questão, leia o poema "Vela" de Sophia de Mello Andresen.



Nos versos A casa sai da sombra / Intensamente atenta (1º estrofe) observa-se a figura de linguagem conhecida como
Alternativas
Q4231607 Português
Atenção: Para responder à questão, leia o poema "Vela" de Sophia de Mello Andresen.



No contexto da terceira estrofe, a "chama" pode ser descrita como
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Q4231606 Português
Atenção: Para responder à questão, leia a crônica de Rachel de Queiroz.


    Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em e branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.

    O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e eт pоисo ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que é o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.

    Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise políticа. 


(Adaptado de: RACHEL de Queiroz, 1990)
Um termo usado pela cronista para se referir ao "público” é:
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Q4231605 Português
Atenção: Para responder à questão, leia a crônica de Rachel de Queiroz.


    Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em e branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.

    O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e eт pоисo ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que é o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.

    Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise políticа. 


(Adaptado de: RACHEL de Queiroz, 1990)
Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos
No contexto em que se encontra, o elemento sublinhado expressa ideia de
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Q4231604 Português
Atenção: Para responder à questão, leia a crônica de Rachel de Queiroz.


    Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em e branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.

    O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e eт pоисo ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que é o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.

    Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise políticа. 


(Adaptado de: RACHEL de Queiroz, 1990)
desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia (1º parágrafo)
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o da frase acima está em:
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Q4231603 Português
Atenção: Para responder à questão, leia a crônica de Rachel de Queiroz.


    Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em e branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.

    O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e eт pоисo ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que é o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.

    Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise políticа. 


(Adaptado de: RACHEL de Queiroz, 1990)
Omite-se uma palavra que se subentende pelo contexto em:
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Q4231602 Português
Atenção: Para responder à questão, leia a crônica de Rachel de Queiroz.


    Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em e branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.

    O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e eт pоисo ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que é o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.

    Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise políticа. 


(Adaptado de: RACHEL de Queiroz, 1990)
O verbo empregado em sentido conotativo está no trecho:
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Q4231601 Português
Atenção: Para responder à questão, leia a crônica de Rachel de Queiroz.


    Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em e branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.

    O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e eт pоисo ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que é o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.

    Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise políticа. 


(Adaptado de: RACHEL de Queiroz, 1990)
Sem que nenhuma outra alteração seja feita e sem prejuízo para a correção gramatical, o trecho que pode ser removido da frase está sublinhado em:
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Q4231600 Português
Atenção: Para responder à questão, leia a crônica de Rachel de Queiroz.


    Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em e branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.

    O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e eт pоисo ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que é o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.

    Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise políticа. 


(Adaptado de: RACHEL de Queiroz, 1990)
O trecho em que a cronista indica que os escritores se submetem ao julgamento do público está em:
Alternativas
Q4231599 Português
Atenção: Para responder à questão, leia a crônica de Rachel de Queiroz.


    Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em e branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.

    O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e eт pоисo ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que é o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.

    Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise políticа. 


(Adaptado de: RACHEL de Queiroz, 1990)
O adjetivo sublinhado está corretamente traduzido pelo que se encontra entre parênteses em:
Alternativas
Respostas
1801: E
1802: C
1803: A
1804: B
1805: E
1806: E
1807: D
1808: C
1809: D
1810: E
1811: B
1812: C
1813: A
1814: E
1815: E
1816: D
1817: A
1818: A
1819: B
1820: C