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Q3929330 Português

TEXTO III



Onde mora o beija-flor




    Era uma vez uma menina sozinha, pensativa, mas muito brincante: brincava de pensamento quando viajava nas nuvens; brincava de nuvem, quando viajava em seus pensamentos. 


    Brincava de casinha também.


    De correr.


    De desenhar.


    De contar histórias.


    A menina vivia de fabricar pensamentos brincantes ou brincadeiras pensantes, desenhando céu, mar, floresta, estrela, passarinho, ninho de passarinho até.  


    E nessa vida de brincar e pensar, ela desenhou uma bela roseira e advinha quem logo apareceu? Ele mesmo: um beija-flor! 


    Um beija-flor azul-esverdeado de bico bem afiado e estando muito apressado logo partiu e voou: 


    — Ora, ora Senhor Beija-flor! Por que voou sem demora? Nem sua história contou? — falou bem alto a menina esperando que o beija-flor voltasse, mas ele não voltou. 


    E querendo muito saber quem era o beija-flor, aquele bichinho engraçado, pequeno e apressado, mas muito visitador, foi perguntar pra sua mãe que também vivia apressada, pois vivia atarefada com um tanto de amor para distribuir para quem precisava: 


    — Mae, você sabe onde mora o beija-flor? 


    — Hum, onde mora, onde mora assim exatamente eu não sei, porém logo ali no quintal ou no jardim do seu Juvenal sempre vejo um beija-flor. Ele chega assim dançando, meio que se equilibrando, beija a flor e logo voou. 


    A menina achou boa ideia ir no jardim do seu Juvenal ou observar no quintal a visita do beija-flor. Passou uns dias de prontidão, com lápis e papel na mão para anotar o endereço daquele belo fujão. E foi bem verdade que o beija-flor apareceu uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes, porém apressado e ocupado não quis muita conversa não!


    — Senhor Beija-flor não fuja! Você assim como a Dona Coruja deve ter casa e animal de estimação! 


    E o beija-flor, como vocês podem muito bem imaginar, não dava muito ouvidos. Era um bailarino concentrado, sempre muito arrumado pra uma apresentação! 


    Então a menina esperta, foi apelar pra escola, pois 14 havia uma professora sabida e que de tudo ensinava: sobre o barulho da cascata, sobre o nome das montanhas e sobre o verde da mata:


    — Professora querida, estou muito arrependida de brincar tanto na aula! Embora, pedindo desculpas estou agora na escuta, pois tenho uma pergunta interessante: você sabe onde mora o beija-flor dançante?


    A professora abriu um sorriso que mais parecia um abraço e foi logo falando: 


    — O beija-flor mora no seu compasso numa casa flutuante feita de ar, mas se você quer saber onde dorme, você vai ter que pesquisar! 


    E trouxe um montão de livros que explicava a natureza, cheios de desenhos de flores e beija-flores. Nem preciso dizer o quanto a menina ficou animada, correndo logo pra casa toda contente e feliz. Aqueles livros todos traziam a informação na frente do seu nariz! 


    As tardes depois da escola passava toda estudando a vida do beija-flor: o que se alimentava, de as cores que mais gostava, as flores visitava e até em que família vivia — que era a família Trochilidae. Uma família imensa que morava em todo o continente americano dos livros de geografia. Mas, afinal, em que lugar vivia? Bem, o livro bem que dizia onde morava o beija-flor, exatamente, nas Américas, em vários habitats: no Alaska, no Chile, na Guatemala, em qualquer lugar que tenha mata, floresta ou uma flor! 


    — A América é tão grande, pensava a menina. Como poderei assim achar meu beija-flor? 


    E teve a feliz ideia de perguntar pro carteiro que todo dia em sua rua passava fazendo a entregas do Correios. O carteiro sem demora logo apareceu e ela, na calçada, olhou pro moço concentrada e a pergunta logo fez:


    — Senhor carteiro, responda-me de uma vez: onde mora o beija-flor? Ele é assim azulado, pequeno e delicado, rápido como o fogo e sereno como a lua. Há muito tempo procuro, mas não consigo achá-lo! 


    O carteiro olhou para a menina, ficou um pouco surpreso, digo até emocionado, mas disfarçou e falou: 


    — Olha Dona Menina, eu até conheço esse beija-flor, mas nunca fiz entrega pra ele não! Até gostaria de encontrá-lo pra falar um pouco da vida, já que a dele parece muito com a minha. Porém, eu tenho pra você uma boa solução. Nessa vida aperre- ada, de achar endereços e entregar coisas, eu fiz pra mim uma receita para encontrar tudo o que quiser, é assim: eu, as vezes, paro e desenho um enorme coração, porque um coração também é um mapa, uma espécie de gps pra quando a gente está perdido. Fico olhando o coração até encontrar nele uma estrada e daí é só seguir a instrução! 


    A menina, que adorava desenhar, partiu para o quintal e, perto de um pé de amora, com papel e lápis de cor, desenhou um coração gigante, pulsante e cheio de cor! Logo percebeu que aquele coração era seu. Ficou um pouco com medo de entrar em seu próprio coração e lembrou-se de um ditado que sua mãe sempre dizia: “coração dos outros é terra que ninguém anda”. Acontece que aquele coração era o da própria menina, sendo as- sim, nele ela poderia andar. Respirou fundo, abriu bem os olhos e viu que em seu coração havia muitas estradas, ruazinhas, placas e casas. Morava muita gente nele, gente que ela nem esperava: a amiga da escola, sua vizinha, o rapaz que dirigia o ônibus que ela ia até a escola. Também morava seu cachorro, é claro. Umas bonecas, um aviãozinho de brinquedo, sua caixa de lápis-de-cor. Estava 14 até mesmo a menina que ela não gostava da escola, até mesmo o dentista que ela não gostava de ir!


    Agora não é difícil de adivinhar onde morava o beija-flor: ele estava o tempo todo dentro do seu coração de menina, porque há muito ela amava o beija-flor e ainda não percebia. Ele estava guardado no fundo, tão no fundo que chegava quase no seu estômago. Ele estava com a menina o tempo todo, bastou ela olhar com amor para dentro de si. A menina guardou o desenho do coração em uma gaveta e foi feliz para sempre com seu amigo beija-flor. 

No fragmento: A menina vivia de fabricar pensamentos brincantes ou brincadeiras pensantes, desenhando céu, mar, floresta, estrela, passarinho, ninho de passarinho até, o autor utiliza recursos linguísticos específicos para construir o universo lúdico da personagem. Sobre a linguagem desse trecho, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3929329 Português

TEXTO III



Onde mora o beija-flor




    Era uma vez uma menina sozinha, pensativa, mas muito brincante: brincava de pensamento quando viajava nas nuvens; brincava de nuvem, quando viajava em seus pensamentos. 


    Brincava de casinha também.


    De correr.


    De desenhar.


    De contar histórias.


    A menina vivia de fabricar pensamentos brincantes ou brincadeiras pensantes, desenhando céu, mar, floresta, estrela, passarinho, ninho de passarinho até.  


    E nessa vida de brincar e pensar, ela desenhou uma bela roseira e advinha quem logo apareceu? Ele mesmo: um beija-flor! 


    Um beija-flor azul-esverdeado de bico bem afiado e estando muito apressado logo partiu e voou: 


    — Ora, ora Senhor Beija-flor! Por que voou sem demora? Nem sua história contou? — falou bem alto a menina esperando que o beija-flor voltasse, mas ele não voltou. 


    E querendo muito saber quem era o beija-flor, aquele bichinho engraçado, pequeno e apressado, mas muito visitador, foi perguntar pra sua mãe que também vivia apressada, pois vivia atarefada com um tanto de amor para distribuir para quem precisava: 


    — Mae, você sabe onde mora o beija-flor? 


    — Hum, onde mora, onde mora assim exatamente eu não sei, porém logo ali no quintal ou no jardim do seu Juvenal sempre vejo um beija-flor. Ele chega assim dançando, meio que se equilibrando, beija a flor e logo voou. 


    A menina achou boa ideia ir no jardim do seu Juvenal ou observar no quintal a visita do beija-flor. Passou uns dias de prontidão, com lápis e papel na mão para anotar o endereço daquele belo fujão. E foi bem verdade que o beija-flor apareceu uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes, porém apressado e ocupado não quis muita conversa não!


    — Senhor Beija-flor não fuja! Você assim como a Dona Coruja deve ter casa e animal de estimação! 


    E o beija-flor, como vocês podem muito bem imaginar, não dava muito ouvidos. Era um bailarino concentrado, sempre muito arrumado pra uma apresentação! 


    Então a menina esperta, foi apelar pra escola, pois 14 havia uma professora sabida e que de tudo ensinava: sobre o barulho da cascata, sobre o nome das montanhas e sobre o verde da mata:


    — Professora querida, estou muito arrependida de brincar tanto na aula! Embora, pedindo desculpas estou agora na escuta, pois tenho uma pergunta interessante: você sabe onde mora o beija-flor dançante?


    A professora abriu um sorriso que mais parecia um abraço e foi logo falando: 


    — O beija-flor mora no seu compasso numa casa flutuante feita de ar, mas se você quer saber onde dorme, você vai ter que pesquisar! 


    E trouxe um montão de livros que explicava a natureza, cheios de desenhos de flores e beija-flores. Nem preciso dizer o quanto a menina ficou animada, correndo logo pra casa toda contente e feliz. Aqueles livros todos traziam a informação na frente do seu nariz! 


    As tardes depois da escola passava toda estudando a vida do beija-flor: o que se alimentava, de as cores que mais gostava, as flores visitava e até em que família vivia — que era a família Trochilidae. Uma família imensa que morava em todo o continente americano dos livros de geografia. Mas, afinal, em que lugar vivia? Bem, o livro bem que dizia onde morava o beija-flor, exatamente, nas Américas, em vários habitats: no Alaska, no Chile, na Guatemala, em qualquer lugar que tenha mata, floresta ou uma flor! 


    — A América é tão grande, pensava a menina. Como poderei assim achar meu beija-flor? 


    E teve a feliz ideia de perguntar pro carteiro que todo dia em sua rua passava fazendo a entregas do Correios. O carteiro sem demora logo apareceu e ela, na calçada, olhou pro moço concentrada e a pergunta logo fez:


    — Senhor carteiro, responda-me de uma vez: onde mora o beija-flor? Ele é assim azulado, pequeno e delicado, rápido como o fogo e sereno como a lua. Há muito tempo procuro, mas não consigo achá-lo! 


    O carteiro olhou para a menina, ficou um pouco surpreso, digo até emocionado, mas disfarçou e falou: 


    — Olha Dona Menina, eu até conheço esse beija-flor, mas nunca fiz entrega pra ele não! Até gostaria de encontrá-lo pra falar um pouco da vida, já que a dele parece muito com a minha. Porém, eu tenho pra você uma boa solução. Nessa vida aperre- ada, de achar endereços e entregar coisas, eu fiz pra mim uma receita para encontrar tudo o que quiser, é assim: eu, as vezes, paro e desenho um enorme coração, porque um coração também é um mapa, uma espécie de gps pra quando a gente está perdido. Fico olhando o coração até encontrar nele uma estrada e daí é só seguir a instrução! 


    A menina, que adorava desenhar, partiu para o quintal e, perto de um pé de amora, com papel e lápis de cor, desenhou um coração gigante, pulsante e cheio de cor! Logo percebeu que aquele coração era seu. Ficou um pouco com medo de entrar em seu próprio coração e lembrou-se de um ditado que sua mãe sempre dizia: “coração dos outros é terra que ninguém anda”. Acontece que aquele coração era o da própria menina, sendo as- sim, nele ela poderia andar. Respirou fundo, abriu bem os olhos e viu que em seu coração havia muitas estradas, ruazinhas, placas e casas. Morava muita gente nele, gente que ela nem esperava: a amiga da escola, sua vizinha, o rapaz que dirigia o ônibus que ela ia até a escola. Também morava seu cachorro, é claro. Umas bonecas, um aviãozinho de brinquedo, sua caixa de lápis-de-cor. Estava 14 até mesmo a menina que ela não gostava da escola, até mesmo o dentista que ela não gostava de ir!


    Agora não é difícil de adivinhar onde morava o beija-flor: ele estava o tempo todo dentro do seu coração de menina, porque há muito ela amava o beija-flor e ainda não percebia. Ele estava guardado no fundo, tão no fundo que chegava quase no seu estômago. Ele estava com a menina o tempo todo, bastou ela olhar com amor para dentro de si. A menina guardou o desenho do coração em uma gaveta e foi feliz para sempre com seu amigo beija-flor. 

No excerto: Era uma vez uma menina sozinha, pensativa, mas muito brincante: brincava de pensamento quando viajava nas nuvens; brincava de nuvem, quando viajava em seus pensamentos, o autor utiliza recursos expressivos para construir o sentido da narrativa. Sobre o emprego da linguagem figurada nesse trecho, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3929328 Português

TEXTO III



Onde mora o beija-flor




    Era uma vez uma menina sozinha, pensativa, mas muito brincante: brincava de pensamento quando viajava nas nuvens; brincava de nuvem, quando viajava em seus pensamentos. 


    Brincava de casinha também.


    De correr.


    De desenhar.


    De contar histórias.


    A menina vivia de fabricar pensamentos brincantes ou brincadeiras pensantes, desenhando céu, mar, floresta, estrela, passarinho, ninho de passarinho até.  


    E nessa vida de brincar e pensar, ela desenhou uma bela roseira e advinha quem logo apareceu? Ele mesmo: um beija-flor! 


    Um beija-flor azul-esverdeado de bico bem afiado e estando muito apressado logo partiu e voou: 


    — Ora, ora Senhor Beija-flor! Por que voou sem demora? Nem sua história contou? — falou bem alto a menina esperando que o beija-flor voltasse, mas ele não voltou. 


    E querendo muito saber quem era o beija-flor, aquele bichinho engraçado, pequeno e apressado, mas muito visitador, foi perguntar pra sua mãe que também vivia apressada, pois vivia atarefada com um tanto de amor para distribuir para quem precisava: 


    — Mae, você sabe onde mora o beija-flor? 


    — Hum, onde mora, onde mora assim exatamente eu não sei, porém logo ali no quintal ou no jardim do seu Juvenal sempre vejo um beija-flor. Ele chega assim dançando, meio que se equilibrando, beija a flor e logo voou. 


    A menina achou boa ideia ir no jardim do seu Juvenal ou observar no quintal a visita do beija-flor. Passou uns dias de prontidão, com lápis e papel na mão para anotar o endereço daquele belo fujão. E foi bem verdade que o beija-flor apareceu uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes, porém apressado e ocupado não quis muita conversa não!


    — Senhor Beija-flor não fuja! Você assim como a Dona Coruja deve ter casa e animal de estimação! 


    E o beija-flor, como vocês podem muito bem imaginar, não dava muito ouvidos. Era um bailarino concentrado, sempre muito arrumado pra uma apresentação! 


    Então a menina esperta, foi apelar pra escola, pois 14 havia uma professora sabida e que de tudo ensinava: sobre o barulho da cascata, sobre o nome das montanhas e sobre o verde da mata:


    — Professora querida, estou muito arrependida de brincar tanto na aula! Embora, pedindo desculpas estou agora na escuta, pois tenho uma pergunta interessante: você sabe onde mora o beija-flor dançante?


    A professora abriu um sorriso que mais parecia um abraço e foi logo falando: 


    — O beija-flor mora no seu compasso numa casa flutuante feita de ar, mas se você quer saber onde dorme, você vai ter que pesquisar! 


    E trouxe um montão de livros que explicava a natureza, cheios de desenhos de flores e beija-flores. Nem preciso dizer o quanto a menina ficou animada, correndo logo pra casa toda contente e feliz. Aqueles livros todos traziam a informação na frente do seu nariz! 


    As tardes depois da escola passava toda estudando a vida do beija-flor: o que se alimentava, de as cores que mais gostava, as flores visitava e até em que família vivia — que era a família Trochilidae. Uma família imensa que morava em todo o continente americano dos livros de geografia. Mas, afinal, em que lugar vivia? Bem, o livro bem que dizia onde morava o beija-flor, exatamente, nas Américas, em vários habitats: no Alaska, no Chile, na Guatemala, em qualquer lugar que tenha mata, floresta ou uma flor! 


    — A América é tão grande, pensava a menina. Como poderei assim achar meu beija-flor? 


    E teve a feliz ideia de perguntar pro carteiro que todo dia em sua rua passava fazendo a entregas do Correios. O carteiro sem demora logo apareceu e ela, na calçada, olhou pro moço concentrada e a pergunta logo fez:


    — Senhor carteiro, responda-me de uma vez: onde mora o beija-flor? Ele é assim azulado, pequeno e delicado, rápido como o fogo e sereno como a lua. Há muito tempo procuro, mas não consigo achá-lo! 


    O carteiro olhou para a menina, ficou um pouco surpreso, digo até emocionado, mas disfarçou e falou: 


    — Olha Dona Menina, eu até conheço esse beija-flor, mas nunca fiz entrega pra ele não! Até gostaria de encontrá-lo pra falar um pouco da vida, já que a dele parece muito com a minha. Porém, eu tenho pra você uma boa solução. Nessa vida aperre- ada, de achar endereços e entregar coisas, eu fiz pra mim uma receita para encontrar tudo o que quiser, é assim: eu, as vezes, paro e desenho um enorme coração, porque um coração também é um mapa, uma espécie de gps pra quando a gente está perdido. Fico olhando o coração até encontrar nele uma estrada e daí é só seguir a instrução! 


    A menina, que adorava desenhar, partiu para o quintal e, perto de um pé de amora, com papel e lápis de cor, desenhou um coração gigante, pulsante e cheio de cor! Logo percebeu que aquele coração era seu. Ficou um pouco com medo de entrar em seu próprio coração e lembrou-se de um ditado que sua mãe sempre dizia: “coração dos outros é terra que ninguém anda”. Acontece que aquele coração era o da própria menina, sendo as- sim, nele ela poderia andar. Respirou fundo, abriu bem os olhos e viu que em seu coração havia muitas estradas, ruazinhas, placas e casas. Morava muita gente nele, gente que ela nem esperava: a amiga da escola, sua vizinha, o rapaz que dirigia o ônibus que ela ia até a escola. Também morava seu cachorro, é claro. Umas bonecas, um aviãozinho de brinquedo, sua caixa de lápis-de-cor. Estava 14 até mesmo a menina que ela não gostava da escola, até mesmo o dentista que ela não gostava de ir!


    Agora não é difícil de adivinhar onde morava o beija-flor: ele estava o tempo todo dentro do seu coração de menina, porque há muito ela amava o beija-flor e ainda não percebia. Ele estava guardado no fundo, tão no fundo que chegava quase no seu estômago. Ele estava com a menina o tempo todo, bastou ela olhar com amor para dentro de si. A menina guardou o desenho do coração em uma gaveta e foi feliz para sempre com seu amigo beija-flor. 

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que a personagem principal: 
Alternativas
Q3929327 Português

TEXTO II


A morte




“Morte, você é valente, 

O seu rancor é profundo,

Quando eu cheguei neste mundo,

Você já matava gente.  

Eu guardei na minha mente

Sua forca e seu rigor, 

Porém me faça um favor:

Para ir ao Campo Santo,

Não me deixe sofrer tanto

Morte, me leve sem dor.”


(Patativa do Assaré)  

De acordo com as ideias expostas no poema (Texto II) pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3929326 Português
Quando a foice da morte colhe a vida/ é que a gente percebe
não ser nada 


No silêncio do passo traiçoeiro 
ela arranca de vez o coração 
leva a alma deixando a solidão
não importa se é pobre ou tem dinheiro
é de todos caminhão derradeiro 
qualquer rota recai sobre essa estrada
deixa toda alegria cancelada
e no peito uma dor sem ter medida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada.  

Não informa o momento da partida
desse trem da desgraça que aparece  
de repente ele surge, o ser padece
sem nem mesmo acenar na despedida
quanto mais a dor vem, mais é doída
não tem corpo e parece tão pesada
cada lágrima vertida uma pancada
não tem volta, o caminho é só de ida  
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

Não se atenta pra ritos de passagem 
onde passa seu rastro é de caixão
não permite um adeus nem oração
dos infernos carregam uma mensagem
estendendo ataúdes na viagem
ao fechar os esquifes da morada
a saudade ainda fica apertada
quem morreu transferiu a dor sofrida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

(Tiago Nascimento Silva. Conta, contão e medalha. Quando a foice da morte corre a vida/ é que a gente percebe não ser nada, p. 106. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023)

 ...não importa “se” é pobre ou tem dinheiro... A análise gramatical do termo destacado é: 
Alternativas
Q3929325 Português
Quando a foice da morte colhe a vida/ é que a gente percebe
não ser nada 


No silêncio do passo traiçoeiro 
ela arranca de vez o coração 
leva a alma deixando a solidão
não importa se é pobre ou tem dinheiro
é de todos caminhão derradeiro 
qualquer rota recai sobre essa estrada
deixa toda alegria cancelada
e no peito uma dor sem ter medida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada.  

Não informa o momento da partida
desse trem da desgraça que aparece  
de repente ele surge, o ser padece
sem nem mesmo acenar na despedida
quanto mais a dor vem, mais é doída
não tem corpo e parece tão pesada
cada lágrima vertida uma pancada
não tem volta, o caminho é só de ida  
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

Não se atenta pra ritos de passagem 
onde passa seu rastro é de caixão
não permite um adeus nem oração
dos infernos carregam uma mensagem
estendendo ataúdes na viagem
ao fechar os esquifes da morada
a saudade ainda fica apertada
quem morreu transferiu a dor sofrida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

(Tiago Nascimento Silva. Conta, contão e medalha. Quando a foice da morte corre a vida/ é que a gente percebe não ser nada, p. 106. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023)

Observe o fragmento a seguir: ..estendendo “ataúdes” na viagem... a regra que justifica a acentuação do termo destacado é encontrada em: 
Alternativas
Q3929324 Português
Quando a foice da morte colhe a vida/ é que a gente percebe
não ser nada 


No silêncio do passo traiçoeiro 
ela arranca de vez o coração 
leva a alma deixando a solidão
não importa se é pobre ou tem dinheiro
é de todos caminhão derradeiro 
qualquer rota recai sobre essa estrada
deixa toda alegria cancelada
e no peito uma dor sem ter medida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada.  

Não informa o momento da partida
desse trem da desgraça que aparece  
de repente ele surge, o ser padece
sem nem mesmo acenar na despedida
quanto mais a dor vem, mais é doída
não tem corpo e parece tão pesada
cada lágrima vertida uma pancada
não tem volta, o caminho é só de ida  
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

Não se atenta pra ritos de passagem 
onde passa seu rastro é de caixão
não permite um adeus nem oração
dos infernos carregam uma mensagem
estendendo ataúdes na viagem
ao fechar os esquifes da morada
a saudade ainda fica apertada
quem morreu transferiu a dor sofrida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

(Tiago Nascimento Silva. Conta, contão e medalha. Quando a foice da morte corre a vida/ é que a gente percebe não ser nada, p. 106. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023)

Não informa o momento da partida/desse trem da desgraça “que” aparece... A análise gramatical do termo destacado é: 
Alternativas
Q3929322 Português
Quando a foice da morte colhe a vida/ é que a gente percebe
não ser nada 


No silêncio do passo traiçoeiro 
ela arranca de vez o coração 
leva a alma deixando a solidão
não importa se é pobre ou tem dinheiro
é de todos caminhão derradeiro 
qualquer rota recai sobre essa estrada
deixa toda alegria cancelada
e no peito uma dor sem ter medida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada.  

Não informa o momento da partida
desse trem da desgraça que aparece  
de repente ele surge, o ser padece
sem nem mesmo acenar na despedida
quanto mais a dor vem, mais é doída
não tem corpo e parece tão pesada
cada lágrima vertida uma pancada
não tem volta, o caminho é só de ida  
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

Não se atenta pra ritos de passagem 
onde passa seu rastro é de caixão
não permite um adeus nem oração
dos infernos carregam uma mensagem
estendendo ataúdes na viagem
ao fechar os esquifes da morada
a saudade ainda fica apertada
quem morreu transferiu a dor sofrida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

(Tiago Nascimento Silva. Conta, contão e medalha. Quando a foice da morte corre a vida/ é que a gente percebe não ser nada, p. 106. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023)

A respeito das reflexões sobre a morte apresentadas no texto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I. O eu lírico apresenta a morte como uma força democrática e inexorável, que anula as distinções sociais e a vaidade humana.

PORQUE 

II. A imprevisibilidade do “trem da desgraça” e o caráter definitivo do “caminho de só ida” revelam a fragilidade da existência, levando o ser humano à percepção de sua própria insignificância diante do fim.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: 
Alternativas
Q3929321 Português
Quando a foice da morte colhe a vida/ é que a gente percebe
não ser nada 


No silêncio do passo traiçoeiro 
ela arranca de vez o coração 
leva a alma deixando a solidão
não importa se é pobre ou tem dinheiro
é de todos caminhão derradeiro 
qualquer rota recai sobre essa estrada
deixa toda alegria cancelada
e no peito uma dor sem ter medida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada.  

Não informa o momento da partida
desse trem da desgraça que aparece  
de repente ele surge, o ser padece
sem nem mesmo acenar na despedida
quanto mais a dor vem, mais é doída
não tem corpo e parece tão pesada
cada lágrima vertida uma pancada
não tem volta, o caminho é só de ida  
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

Não se atenta pra ritos de passagem 
onde passa seu rastro é de caixão
não permite um adeus nem oração
dos infernos carregam uma mensagem
estendendo ataúdes na viagem
ao fechar os esquifes da morada
a saudade ainda fica apertada
quem morreu transferiu a dor sofrida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

(Tiago Nascimento Silva. Conta, contão e medalha. Quando a foice da morte corre a vida/ é que a gente percebe não ser nada, p. 106. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023)

Sobre o sentido do texto, pode-se dizer: 



I. A morte é o “caminhão derradeiro” onde todos, inevitavelmente, terão que embarcar, sua “estrada” é o destino final de qualquer rota que se escolha em vida. É, portanto, uma grande niveladora social.



II. A metáfora do “trem da desgraça” que não avisa o horário da partida reforça a ideia de que o ser humano não tem controle sobre o fim. A ausência de uma despedida formal (o “nem mesmo acenar”) torna a dor “pesada” para quem fica, o consolo vem da certeza de que ninguém é poupado.



III. O refrão — “é que a gente percebe não ser nada” — é o coração filosófico do texto. Ele sugere que todo o ego, as posses e a alegria humana são ilusórios ou efêmeros.



IV. O texto traz uma visão profunda sobre o luto: “quem morreu transferiu a dor sofrida”. Isso indica que, ao morrer, o sofrimento físico ou existencial do falecido cessa, mas ele não desaparece; ele é “entregue” aos que ficam sob a forma de saudade apertada e lágrimas.

Alternativas
Q3929320 Português
Quando a foice da morte colhe a vida/ é que a gente percebe
não ser nada 


No silêncio do passo traiçoeiro 
ela arranca de vez o coração 
leva a alma deixando a solidão
não importa se é pobre ou tem dinheiro
é de todos caminhão derradeiro 
qualquer rota recai sobre essa estrada
deixa toda alegria cancelada
e no peito uma dor sem ter medida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada.  

Não informa o momento da partida
desse trem da desgraça que aparece  
de repente ele surge, o ser padece
sem nem mesmo acenar na despedida
quanto mais a dor vem, mais é doída
não tem corpo e parece tão pesada
cada lágrima vertida uma pancada
não tem volta, o caminho é só de ida  
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

Não se atenta pra ritos de passagem 
onde passa seu rastro é de caixão
não permite um adeus nem oração
dos infernos carregam uma mensagem
estendendo ataúdes na viagem
ao fechar os esquifes da morada
a saudade ainda fica apertada
quem morreu transferiu a dor sofrida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

(Tiago Nascimento Silva. Conta, contão e medalha. Quando a foice da morte corre a vida/ é que a gente percebe não ser nada, p. 106. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023)

No trecho da segunda estrofe “Não informa o momento da partida / desse trem da desgraça que aparece”, o autor utiliza a metáfora do “trem da desgraça” para representar a morte. Com base na leitura integral da estrofe, a principal característica da morte ressaltada pelo eu lírico é a sua: 
Alternativas
Q3929319 Português
Quando a foice da morte colhe a vida/ é que a gente percebe
não ser nada 


No silêncio do passo traiçoeiro 
ela arranca de vez o coração 
leva a alma deixando a solidão
não importa se é pobre ou tem dinheiro
é de todos caminhão derradeiro 
qualquer rota recai sobre essa estrada
deixa toda alegria cancelada
e no peito uma dor sem ter medida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada.  

Não informa o momento da partida
desse trem da desgraça que aparece  
de repente ele surge, o ser padece
sem nem mesmo acenar na despedida
quanto mais a dor vem, mais é doída
não tem corpo e parece tão pesada
cada lágrima vertida uma pancada
não tem volta, o caminho é só de ida  
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

Não se atenta pra ritos de passagem 
onde passa seu rastro é de caixão
não permite um adeus nem oração
dos infernos carregam uma mensagem
estendendo ataúdes na viagem
ao fechar os esquifes da morada
a saudade ainda fica apertada
quem morreu transferiu a dor sofrida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

(Tiago Nascimento Silva. Conta, contão e medalha. Quando a foice da morte corre a vida/ é que a gente percebe não ser nada, p. 106. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023)

Ainda referente à primeira estrofe, o eu lírico usa recursos estilísticos para expressar a inexorabilidade da morte. Com base na análise destes recursos presentes no texto, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3929318 Português
Quando a foice da morte colhe a vida/ é que a gente percebe
não ser nada 


No silêncio do passo traiçoeiro 
ela arranca de vez o coração 
leva a alma deixando a solidão
não importa se é pobre ou tem dinheiro
é de todos caminhão derradeiro 
qualquer rota recai sobre essa estrada
deixa toda alegria cancelada
e no peito uma dor sem ter medida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada.  

Não informa o momento da partida
desse trem da desgraça que aparece  
de repente ele surge, o ser padece
sem nem mesmo acenar na despedida
quanto mais a dor vem, mais é doída
não tem corpo e parece tão pesada
cada lágrima vertida uma pancada
não tem volta, o caminho é só de ida  
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

Não se atenta pra ritos de passagem 
onde passa seu rastro é de caixão
não permite um adeus nem oração
dos infernos carregam uma mensagem
estendendo ataúdes na viagem
ao fechar os esquifes da morada
a saudade ainda fica apertada
quem morreu transferiu a dor sofrida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

(Tiago Nascimento Silva. Conta, contão e medalha. Quando a foice da morte corre a vida/ é que a gente percebe não ser nada, p. 106. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023)

Na primeira estrofe do texto em estudo, o autor utiliza diversas metáforas para tratar de um tema universal. Com base na leitura, assinale a alternativa que descreve corretamente a visão apresentada sobre a morte: 
Alternativas
Q3929317 Português
Quando a foice da morte colhe a vida/ é que a gente percebe
não ser nada 


No silêncio do passo traiçoeiro 
ela arranca de vez o coração 
leva a alma deixando a solidão
não importa se é pobre ou tem dinheiro
é de todos caminhão derradeiro 
qualquer rota recai sobre essa estrada
deixa toda alegria cancelada
e no peito uma dor sem ter medida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada.  

Não informa o momento da partida
desse trem da desgraça que aparece  
de repente ele surge, o ser padece
sem nem mesmo acenar na despedida
quanto mais a dor vem, mais é doída
não tem corpo e parece tão pesada
cada lágrima vertida uma pancada
não tem volta, o caminho é só de ida  
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

Não se atenta pra ritos de passagem 
onde passa seu rastro é de caixão
não permite um adeus nem oração
dos infernos carregam uma mensagem
estendendo ataúdes na viagem
ao fechar os esquifes da morada
a saudade ainda fica apertada
quem morreu transferiu a dor sofrida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 

(Tiago Nascimento Silva. Conta, contão e medalha. Quando a foice da morte corre a vida/ é que a gente percebe não ser nada, p. 106. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023)

No contexto do poema acima, os termos da terceira estrofe “ataúdes” e “esquifes” estabelecem uma relação de sinonímia, referindo-se a um mesmo objeto. Assinale a alternativa que apresenta sinônimos adequados para ambas as palavras, mantendo o sentido original do texto: 
Alternativas
Q3929116 Português
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos são acentuados graficamente pela mesma regra de acentuação: 
Alternativas
Q3929115 Português
A colocação do pronome oblíquo átono está em conformidade com as exigências da norma-padrão da língua em:
Alternativas
Q3929114 Português
O uso do acento indicativo de crase está correto em apenas uma das opções abaixo. Assinale-a: 
Alternativas
Q3929113 Português
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do período abaixo, considerando a norma culta:
"Não se sabe o __________ de tamanha resistência às novas diretrizes; talvez seja __________ elas exijam mais tempo de planejamento. O questionamento é: as mudanças ocorrerão __________, se ainda não há consenso? Eis a razão __________ lutamos por mais diálogo." 
Alternativas
Q3929108 Português
A Inteligência Artificial e a Reconfiguração dos Paradigmas Educacionais

A emergência e a rápida evolução da Inteligência Artificial (IA) têm provocado um reexame profundo dos fundamentos e práticas educacionais em escala global. Longe de ser uma mera ferramenta tecnológica, a IA se apresenta como um agente transformador capaz de redefinir o processo de ensino-aprendizagem, desde a personalização do conteúdo até a automação de tarefas administrativas. Contudo, essa revolução tecnológica não se dá sem complexidades e desafios inerentes, que demandam uma reflexão crítica e um planejamento estratégico por parte de educadores, gestores e formuladores de políticas públicas.

Um dos potenciais mais promissores da IA na educação reside na sua capacidade de adaptar o percurso de aprendizagem às necessidades individuais de cada estudante. Algoritmos avançados podem identificar lacunas de conhecimento, sugerir materiais complementares e oferecer feedback instantâneo, promovendo um ensino mais engajador e eficaz. Essa personalização, no entanto, levanta questões éticas e pedagógicas cruciais, como a privacidade dos dados dos alunos, o risco de vieses algorítmicos e a manutenção do papel insubstituível do professor como mediador do conhecimento e desenvolvedor de habilidades socioemocionais.

Além disso, a IA impõe a necessidade de reavaliar o que e como ensinamos. Em um mundo onde a informação é abundante e facilmente acessível, o foco da educação deve se deslocar da memorização de fatos para o desenvolvimento de competências complexas, como pensamento crítico, resolução de problemas, criatividade e colaboração. A formação de cidadãos digitalmente letrados, capazes de interagir de forma ética e produtiva com as tecnologias emergentes, torna-se um imperativo. Assim, a integração da IA no ambiente educacional não é apenas uma questão de incorporar novas ferramentas, mas de promover uma metamorfose curricular e pedagógica que prepare as futuras gerações para os desafios de uma sociedade cada vez mais mediada pela tecnologia. O futuro da educação, portanto, não é sobre substituir o humano pela máquina, mas sim sobre potencializar as capacidades humanas através de uma simbiose inteligente com a IA. 

Fonte: Departamento de Elaboração de Provas da FRONTE CONCURSOS (2026). Texto inédito para fins pedagógicos.
No segundo parágrafo, ao discutir a personalização do ensino pela IA, o texto ressalta que essa capacidade: 
Alternativas
Q3929086 Português
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos são acentuados graficamente pela mesma regra de acentuação: 
Alternativas
Q3929085 Português
A colocação do pronome oblíquo átono está em conformidade com as exigências da norma-padrão da língua em: 
Alternativas
Respostas
16401: A
16402: D
16403: B
16404: D
16405: D
16406: D
16407: E
16408: A
16409: C
16410: C
16411: A
16412: B
16413: B
16414: A
16415: A
16416: B
16417: A
16418: B
16419: C
16420: B