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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: APS - SP Prova: VUNESP - 2024 - APS - SP - Guarda Portuário |
Q4197145 Português
Leia o texto para responder à questão.


Você é um carpinteiro ou um jardineiro?


   A maioria dos pais e mães que conheço tem entre suas preocupações a filha ou o filho “ser alguém na vida”. Há uma grande ansiedade em atuar desde criança para que os filhos “cheguem lá”. E aí é que pode morar o perigo, segundo a psicóloga comportamental americana Alison Gopnik. Para ela, nessa ânsia de impulsionar resultados dos rebentos, o que os pais e mães acabam muitas vezes fazendo é limitar o potencial deles.

   “Muitos pais se concentram em fazer com que os filhos aprendam mais, melhor e mais rápido”, escreve Alison no livro O jardineiro e o Carpinteiro. “Nosso trabalho como pais não é moldar a mente dos nossos filhos: é deixar que explorem todas as possibilidades que o mundo permite. Não é dizer às crianças como brincar: é disponibilizar os brinquedos.”

   Conheci Alison num curso. Em sua palestra, ela mostrou vídeos de um experimento feito com crianças em idade pré- -escolar e um brinquedo de tubos em que um fazia barulho, outro acendia, outro tocava música, outro tinha um espelho. Para metade das crianças, o pesquisador falou algo na linha: “Olhe meu brinquedo! Vou mostrar como funciona”. Para a outra metade, não disse nada. As crianças ensinadas previamente a usá-lo interagiam com ele de forma mais limitada. Já as demais brincaram mais livremente.

  Ao mesmo tempo que as famílias foram encolhendo e tendo filhos mais tarde, muitos pais e mães passaram a trabalhar mais, focar a carreira e apelar a sites, canais e livros que “ensinam” a educar as crianças.

   E aí está outro problema na visão de Alison: o cuidado dos filhos passou a ser visto também como forma de trabalho, em vez de forma de amor. “Se você aceita a ideia de que ser pai é um tipo de trabalho, então você deve escolher entre esse tipo de trabalho e outros tipos de trabalho. As mães vivem infinitamente em conflito e se sentem forçadas a escolher entre diminuir a importância da maternidade e renunciar à carreira.”, afirma Alison.

   E o que tudo isso tem a ver com o jardineiro e o carpinteiro do livro de Alison? O pai carpinteiro é o que tenta esculpir o filho para se tornar um certo tipo de pessoa. Já o jardineiro não consegue formar sozinho as plantas ou flores: trabalha para criar as condições para que elas floresçam.

   A ideia de atuar como jardineiro pode ajudar a preparar os pais para a independência dos filhos. “Nossos filhos não só são independentes de nós e autônomos, como também fazem parte de uma nova geração que é autônoma e independente da anterior”, afirma.

   E aí? Você se identifica mais com o estilo jardineiro ou carpinteiro?


(Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 4 de abril de 2024. Adaptado)
Nos trechos – Para ela, nessa ânsia de impulsionar resultados dos rebentos... (1o parágrafo) – e – ... as crianças ensinadas previamente a usá-lo... (3o parágrafo), as palavras destacadas apresentam, respectivamente e no contexto em que se inserem, como sinônimos: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: APS - SP Prova: VUNESP - 2024 - APS - SP - Guarda Portuário |
Q4197144 Português
Leia o texto para responder à questão.


Você é um carpinteiro ou um jardineiro?


   A maioria dos pais e mães que conheço tem entre suas preocupações a filha ou o filho “ser alguém na vida”. Há uma grande ansiedade em atuar desde criança para que os filhos “cheguem lá”. E aí é que pode morar o perigo, segundo a psicóloga comportamental americana Alison Gopnik. Para ela, nessa ânsia de impulsionar resultados dos rebentos, o que os pais e mães acabam muitas vezes fazendo é limitar o potencial deles.

   “Muitos pais se concentram em fazer com que os filhos aprendam mais, melhor e mais rápido”, escreve Alison no livro O jardineiro e o Carpinteiro. “Nosso trabalho como pais não é moldar a mente dos nossos filhos: é deixar que explorem todas as possibilidades que o mundo permite. Não é dizer às crianças como brincar: é disponibilizar os brinquedos.”

   Conheci Alison num curso. Em sua palestra, ela mostrou vídeos de um experimento feito com crianças em idade pré- -escolar e um brinquedo de tubos em que um fazia barulho, outro acendia, outro tocava música, outro tinha um espelho. Para metade das crianças, o pesquisador falou algo na linha: “Olhe meu brinquedo! Vou mostrar como funciona”. Para a outra metade, não disse nada. As crianças ensinadas previamente a usá-lo interagiam com ele de forma mais limitada. Já as demais brincaram mais livremente.

  Ao mesmo tempo que as famílias foram encolhendo e tendo filhos mais tarde, muitos pais e mães passaram a trabalhar mais, focar a carreira e apelar a sites, canais e livros que “ensinam” a educar as crianças.

   E aí está outro problema na visão de Alison: o cuidado dos filhos passou a ser visto também como forma de trabalho, em vez de forma de amor. “Se você aceita a ideia de que ser pai é um tipo de trabalho, então você deve escolher entre esse tipo de trabalho e outros tipos de trabalho. As mães vivem infinitamente em conflito e se sentem forçadas a escolher entre diminuir a importância da maternidade e renunciar à carreira.”, afirma Alison.

   E o que tudo isso tem a ver com o jardineiro e o carpinteiro do livro de Alison? O pai carpinteiro é o que tenta esculpir o filho para se tornar um certo tipo de pessoa. Já o jardineiro não consegue formar sozinho as plantas ou flores: trabalha para criar as condições para que elas floresçam.

   A ideia de atuar como jardineiro pode ajudar a preparar os pais para a independência dos filhos. “Nossos filhos não só são independentes de nós e autônomos, como também fazem parte de uma nova geração que é autônoma e independente da anterior”, afirma.

   E aí? Você se identifica mais com o estilo jardineiro ou carpinteiro?


(Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 4 de abril de 2024. Adaptado)
A frase formulada a partir do texto mantém a concordância correta na alternativa:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: APS - SP Prova: VUNESP - 2024 - APS - SP - Guarda Portuário |
Q4197143 Português
Leia o texto para responder à questão.


Você é um carpinteiro ou um jardineiro?


   A maioria dos pais e mães que conheço tem entre suas preocupações a filha ou o filho “ser alguém na vida”. Há uma grande ansiedade em atuar desde criança para que os filhos “cheguem lá”. E aí é que pode morar o perigo, segundo a psicóloga comportamental americana Alison Gopnik. Para ela, nessa ânsia de impulsionar resultados dos rebentos, o que os pais e mães acabam muitas vezes fazendo é limitar o potencial deles.

   “Muitos pais se concentram em fazer com que os filhos aprendam mais, melhor e mais rápido”, escreve Alison no livro O jardineiro e o Carpinteiro. “Nosso trabalho como pais não é moldar a mente dos nossos filhos: é deixar que explorem todas as possibilidades que o mundo permite. Não é dizer às crianças como brincar: é disponibilizar os brinquedos.”

   Conheci Alison num curso. Em sua palestra, ela mostrou vídeos de um experimento feito com crianças em idade pré- -escolar e um brinquedo de tubos em que um fazia barulho, outro acendia, outro tocava música, outro tinha um espelho. Para metade das crianças, o pesquisador falou algo na linha: “Olhe meu brinquedo! Vou mostrar como funciona”. Para a outra metade, não disse nada. As crianças ensinadas previamente a usá-lo interagiam com ele de forma mais limitada. Já as demais brincaram mais livremente.

  Ao mesmo tempo que as famílias foram encolhendo e tendo filhos mais tarde, muitos pais e mães passaram a trabalhar mais, focar a carreira e apelar a sites, canais e livros que “ensinam” a educar as crianças.

   E aí está outro problema na visão de Alison: o cuidado dos filhos passou a ser visto também como forma de trabalho, em vez de forma de amor. “Se você aceita a ideia de que ser pai é um tipo de trabalho, então você deve escolher entre esse tipo de trabalho e outros tipos de trabalho. As mães vivem infinitamente em conflito e se sentem forçadas a escolher entre diminuir a importância da maternidade e renunciar à carreira.”, afirma Alison.

   E o que tudo isso tem a ver com o jardineiro e o carpinteiro do livro de Alison? O pai carpinteiro é o que tenta esculpir o filho para se tornar um certo tipo de pessoa. Já o jardineiro não consegue formar sozinho as plantas ou flores: trabalha para criar as condições para que elas floresçam.

   A ideia de atuar como jardineiro pode ajudar a preparar os pais para a independência dos filhos. “Nossos filhos não só são independentes de nós e autônomos, como também fazem parte de uma nova geração que é autônoma e independente da anterior”, afirma.

   E aí? Você se identifica mais com o estilo jardineiro ou carpinteiro?


(Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 4 de abril de 2024. Adaptado)
Do trecho – “Nosso trabalho como pais não é moldar a mente dos nossos filhos: é deixar que explorem todas as possibilidades que o mundo permite. Não é dizer às crianças como brincar: é disponibilizar os brinquedos.” (2o parágrafo) – compreende-se que
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: APS - SP Prova: VUNESP - 2024 - APS - SP - Guarda Portuário |
Q4197142 Português
Leia o texto para responder à questão.


Você é um carpinteiro ou um jardineiro?


   A maioria dos pais e mães que conheço tem entre suas preocupações a filha ou o filho “ser alguém na vida”. Há uma grande ansiedade em atuar desde criança para que os filhos “cheguem lá”. E aí é que pode morar o perigo, segundo a psicóloga comportamental americana Alison Gopnik. Para ela, nessa ânsia de impulsionar resultados dos rebentos, o que os pais e mães acabam muitas vezes fazendo é limitar o potencial deles.

   “Muitos pais se concentram em fazer com que os filhos aprendam mais, melhor e mais rápido”, escreve Alison no livro O jardineiro e o Carpinteiro. “Nosso trabalho como pais não é moldar a mente dos nossos filhos: é deixar que explorem todas as possibilidades que o mundo permite. Não é dizer às crianças como brincar: é disponibilizar os brinquedos.”

   Conheci Alison num curso. Em sua palestra, ela mostrou vídeos de um experimento feito com crianças em idade pré- -escolar e um brinquedo de tubos em que um fazia barulho, outro acendia, outro tocava música, outro tinha um espelho. Para metade das crianças, o pesquisador falou algo na linha: “Olhe meu brinquedo! Vou mostrar como funciona”. Para a outra metade, não disse nada. As crianças ensinadas previamente a usá-lo interagiam com ele de forma mais limitada. Já as demais brincaram mais livremente.

  Ao mesmo tempo que as famílias foram encolhendo e tendo filhos mais tarde, muitos pais e mães passaram a trabalhar mais, focar a carreira e apelar a sites, canais e livros que “ensinam” a educar as crianças.

   E aí está outro problema na visão de Alison: o cuidado dos filhos passou a ser visto também como forma de trabalho, em vez de forma de amor. “Se você aceita a ideia de que ser pai é um tipo de trabalho, então você deve escolher entre esse tipo de trabalho e outros tipos de trabalho. As mães vivem infinitamente em conflito e se sentem forçadas a escolher entre diminuir a importância da maternidade e renunciar à carreira.”, afirma Alison.

   E o que tudo isso tem a ver com o jardineiro e o carpinteiro do livro de Alison? O pai carpinteiro é o que tenta esculpir o filho para se tornar um certo tipo de pessoa. Já o jardineiro não consegue formar sozinho as plantas ou flores: trabalha para criar as condições para que elas floresçam.

   A ideia de atuar como jardineiro pode ajudar a preparar os pais para a independência dos filhos. “Nossos filhos não só são independentes de nós e autônomos, como também fazem parte de uma nova geração que é autônoma e independente da anterior”, afirma.

   E aí? Você se identifica mais com o estilo jardineiro ou carpinteiro?


(Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 4 de abril de 2024. Adaptado)
Com base nas informações presentes no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: APS - SP Prova: VUNESP - 2024 - APS - SP - Guarda Portuário |
Q4197141 Português
Leia o texto para responder à questão.


Você é um carpinteiro ou um jardineiro?


   A maioria dos pais e mães que conheço tem entre suas preocupações a filha ou o filho “ser alguém na vida”. Há uma grande ansiedade em atuar desde criança para que os filhos “cheguem lá”. E aí é que pode morar o perigo, segundo a psicóloga comportamental americana Alison Gopnik. Para ela, nessa ânsia de impulsionar resultados dos rebentos, o que os pais e mães acabam muitas vezes fazendo é limitar o potencial deles.

   “Muitos pais se concentram em fazer com que os filhos aprendam mais, melhor e mais rápido”, escreve Alison no livro O jardineiro e o Carpinteiro. “Nosso trabalho como pais não é moldar a mente dos nossos filhos: é deixar que explorem todas as possibilidades que o mundo permite. Não é dizer às crianças como brincar: é disponibilizar os brinquedos.”

   Conheci Alison num curso. Em sua palestra, ela mostrou vídeos de um experimento feito com crianças em idade pré- -escolar e um brinquedo de tubos em que um fazia barulho, outro acendia, outro tocava música, outro tinha um espelho. Para metade das crianças, o pesquisador falou algo na linha: “Olhe meu brinquedo! Vou mostrar como funciona”. Para a outra metade, não disse nada. As crianças ensinadas previamente a usá-lo interagiam com ele de forma mais limitada. Já as demais brincaram mais livremente.

  Ao mesmo tempo que as famílias foram encolhendo e tendo filhos mais tarde, muitos pais e mães passaram a trabalhar mais, focar a carreira e apelar a sites, canais e livros que “ensinam” a educar as crianças.

   E aí está outro problema na visão de Alison: o cuidado dos filhos passou a ser visto também como forma de trabalho, em vez de forma de amor. “Se você aceita a ideia de que ser pai é um tipo de trabalho, então você deve escolher entre esse tipo de trabalho e outros tipos de trabalho. As mães vivem infinitamente em conflito e se sentem forçadas a escolher entre diminuir a importância da maternidade e renunciar à carreira.”, afirma Alison.

   E o que tudo isso tem a ver com o jardineiro e o carpinteiro do livro de Alison? O pai carpinteiro é o que tenta esculpir o filho para se tornar um certo tipo de pessoa. Já o jardineiro não consegue formar sozinho as plantas ou flores: trabalha para criar as condições para que elas floresçam.

   A ideia de atuar como jardineiro pode ajudar a preparar os pais para a independência dos filhos. “Nossos filhos não só são independentes de nós e autônomos, como também fazem parte de uma nova geração que é autônoma e independente da anterior”, afirma.

   E aí? Você se identifica mais com o estilo jardineiro ou carpinteiro?


(Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 4 de abril de 2024. Adaptado)
Segundo a psicóloga Alison,
Alternativas
Q4189610 Português

Leia o texto para responder à questão.


    A história da dengue vem de longe. As primeiras descrições de epidemias de uma doença semelhante à que hoje nos  _________ datam do século 18. O vírus só foi isolado em 1943.


    Sempre _________ quatro vírus causadores de dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4, os quais compartilham entre si dois terços do genoma. São chamados de sorotipos, em função de suas interações com os anticorpos produzidos contra eles, no sangue da pessoa que foi infectada, a qual apresenta fase febril por dois a sete dias. As lesões da pele permanecem por mais três a seis dias depois que a febre cedeu. _________ pequenos sangramentos nasais, vaginais ou nas gengivas ao escovar os dentes.


    A mortalidade varia de 0,01% a 5%, dependendo do acesso aos cuidados médicos. Se o paciente _________ o volume de líquido extravasado no adoecimento, a morte pode ser evitável.


    O Ministério da Saúde recomenda a ingestão de 60 mililitros de líquido por quilograma de peso, por dia, assim que a febre se instala. Portanto, um adulto de 70 quilos deve tomar cerca de quatro litros por dia, volume quase proibitivo para os que têm náuseas e vômitos. Esses casos exigem hidratação por veia, nem sempre acessível a todos.


    É impossível acabar com a dengue no Brasil, mas é vergonhoso convivermos até hoje com as mortes pela doença.


   (Drauzio Varella. Dengue, a doença.

www1.folha.uol.com.br, 13.03.2024. Adaptado)

Está em conformidade com o que se afirma no texto e a norma-padrão de regência a frase:
Alternativas
Q4189609 Português

Leia o texto para responder à questão.


    A história da dengue vem de longe. As primeiras descrições de epidemias de uma doença semelhante à que hoje nos  _________ datam do século 18. O vírus só foi isolado em 1943.


    Sempre _________ quatro vírus causadores de dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4, os quais compartilham entre si dois terços do genoma. São chamados de sorotipos, em função de suas interações com os anticorpos produzidos contra eles, no sangue da pessoa que foi infectada, a qual apresenta fase febril por dois a sete dias. As lesões da pele permanecem por mais três a seis dias depois que a febre cedeu. _________ pequenos sangramentos nasais, vaginais ou nas gengivas ao escovar os dentes.


    A mortalidade varia de 0,01% a 5%, dependendo do acesso aos cuidados médicos. Se o paciente _________ o volume de líquido extravasado no adoecimento, a morte pode ser evitável.


    O Ministério da Saúde recomenda a ingestão de 60 mililitros de líquido por quilograma de peso, por dia, assim que a febre se instala. Portanto, um adulto de 70 quilos deve tomar cerca de quatro litros por dia, volume quase proibitivo para os que têm náuseas e vômitos. Esses casos exigem hidratação por veia, nem sempre acessível a todos.


    É impossível acabar com a dengue no Brasil, mas é vergonhoso convivermos até hoje com as mortes pela doença.


   (Drauzio Varella. Dengue, a doença.

www1.folha.uol.com.br, 13.03.2024. Adaptado)

As lacunas do texto são completadas, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q4189608 Português
Assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q4189607 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Houve um tempo em que a velhice parecia vir mais cedo. Mal saídos da juventude, homens e mulheres (eles, em especial) se rendiam, quase sempre sem muita resistência, a costumes – em mais de um sentido da palavra – severos e engravatados. De “moço” e “moça”, passavam, bruscamente, a irremediáveis “senhor” e “senhora”. Desse processo, ninguém escapava. Mas Rubem Braga, convenhamos, exagerava, ao assumir-se como “o velho Braga” antes de lhe vir o primeiro fio de cabelo branco.


    Menos conformada é Rachel de Queiroz, que, aos 85 anos, esperneia contra piedosos eufemismos do tipo “terceira idade”. Sem meias palavras, ela diz tudo no título de uma crônica “Não aconselho envelhecer”: “Para que o velho não se sinta tão velho, deixem-no sentir-se livre”, sustenta a octogenária Rachel com veemência de moça.


    Ao contrário de Rachel de Queiroz, Otto Lara Resende não esperneia ante o processo de envelhecimento. “Se não é desejável, a velhice é fatal”, rende-se ele em “Vigor e sabedoria” – e, com graça, lembra que “a única alternativa é sinistra”. Para o cronista mineiro, “achar interesse e graça na vida ajuda”, porque “velhice azeda ou ressentida é de amargar”


Com igual leveza, volta ao assunto em “A velhice do bebê”, e lança um olhar para o que nos espera a todos no extremo do percurso, seja ele longo seja ele breve. “Soou a hora, ninguém escapa”, diz Otto. A vida, registrou ele nessa crônica de 17 de outubro de 1992, “é uma sucessão de ciladas”. No seu caso, a maior delas o espreitava pouco mais de dois meses depois, quando um suposto erro médico levou, aos 70, quem irradiava pique para emplacar o dobro disso.


(Humberto Werneck. Senhores & senhoras. https://cronicabrasileira.org.br,

15.03.2019. Adaptado)

Considere os trechos:
•  … exagerava, ao assumir-se como “o velho Braga” antes de lhe vir o primeiro fio de cabelo branco. (1o parágrafo)
•  … “Para que o velho não se sinta tão velho, deixem-no sentir-se livre”… (2o parágrafo)
•  …a maior delas o espreitava pouco mais de dois meses depois… (4o parágrafo)
As expressões destacadas podem ser substituídas, sem prejuízo da norma-padrão de emprego e colocação pronominal, respectivamente, por:
Alternativas
Q4189606 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Houve um tempo em que a velhice parecia vir mais cedo. Mal saídos da juventude, homens e mulheres (eles, em especial) se rendiam, quase sempre sem muita resistência, a costumes – em mais de um sentido da palavra – severos e engravatados. De “moço” e “moça”, passavam, bruscamente, a irremediáveis “senhor” e “senhora”. Desse processo, ninguém escapava. Mas Rubem Braga, convenhamos, exagerava, ao assumir-se como “o velho Braga” antes de lhe vir o primeiro fio de cabelo branco.


    Menos conformada é Rachel de Queiroz, que, aos 85 anos, esperneia contra piedosos eufemismos do tipo “terceira idade”. Sem meias palavras, ela diz tudo no título de uma crônica “Não aconselho envelhecer”: “Para que o velho não se sinta tão velho, deixem-no sentir-se livre”, sustenta a octogenária Rachel com veemência de moça.


    Ao contrário de Rachel de Queiroz, Otto Lara Resende não esperneia ante o processo de envelhecimento. “Se não é desejável, a velhice é fatal”, rende-se ele em “Vigor e sabedoria” – e, com graça, lembra que “a única alternativa é sinistra”. Para o cronista mineiro, “achar interesse e graça na vida ajuda”, porque “velhice azeda ou ressentida é de amargar”


Com igual leveza, volta ao assunto em “A velhice do bebê”, e lança um olhar para o que nos espera a todos no extremo do percurso, seja ele longo seja ele breve. “Soou a hora, ninguém escapa”, diz Otto. A vida, registrou ele nessa crônica de 17 de outubro de 1992, “é uma sucessão de ciladas”. No seu caso, a maior delas o espreitava pouco mais de dois meses depois, quando um suposto erro médico levou, aos 70, quem irradiava pique para emplacar o dobro disso.


(Humberto Werneck. Senhores & senhoras. https://cronicabrasileira.org.br,

15.03.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado estabelece ideia de tempo.
Alternativas
Q4189605 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Houve um tempo em que a velhice parecia vir mais cedo. Mal saídos da juventude, homens e mulheres (eles, em especial) se rendiam, quase sempre sem muita resistência, a costumes – em mais de um sentido da palavra – severos e engravatados. De “moço” e “moça”, passavam, bruscamente, a irremediáveis “senhor” e “senhora”. Desse processo, ninguém escapava. Mas Rubem Braga, convenhamos, exagerava, ao assumir-se como “o velho Braga” antes de lhe vir o primeiro fio de cabelo branco.


    Menos conformada é Rachel de Queiroz, que, aos 85 anos, esperneia contra piedosos eufemismos do tipo “terceira idade”. Sem meias palavras, ela diz tudo no título de uma crônica “Não aconselho envelhecer”: “Para que o velho não se sinta tão velho, deixem-no sentir-se livre”, sustenta a octogenária Rachel com veemência de moça.


    Ao contrário de Rachel de Queiroz, Otto Lara Resende não esperneia ante o processo de envelhecimento. “Se não é desejável, a velhice é fatal”, rende-se ele em “Vigor e sabedoria” – e, com graça, lembra que “a única alternativa é sinistra”. Para o cronista mineiro, “achar interesse e graça na vida ajuda”, porque “velhice azeda ou ressentida é de amargar”


Com igual leveza, volta ao assunto em “A velhice do bebê”, e lança um olhar para o que nos espera a todos no extremo do percurso, seja ele longo seja ele breve. “Soou a hora, ninguém escapa”, diz Otto. A vida, registrou ele nessa crônica de 17 de outubro de 1992, “é uma sucessão de ciladas”. No seu caso, a maior delas o espreitava pouco mais de dois meses depois, quando um suposto erro médico levou, aos 70, quem irradiava pique para emplacar o dobro disso.


(Humberto Werneck. Senhores & senhoras. https://cronicabrasileira.org.br,

15.03.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado está empregado em sentido figurado no contexto em que se encontra.
Alternativas
Q4189604 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Houve um tempo em que a velhice parecia vir mais cedo. Mal saídos da juventude, homens e mulheres (eles, em especial) se rendiam, quase sempre sem muita resistência, a costumes – em mais de um sentido da palavra – severos e engravatados. De “moço” e “moça”, passavam, bruscamente, a irremediáveis “senhor” e “senhora”. Desse processo, ninguém escapava. Mas Rubem Braga, convenhamos, exagerava, ao assumir-se como “o velho Braga” antes de lhe vir o primeiro fio de cabelo branco.


    Menos conformada é Rachel de Queiroz, que, aos 85 anos, esperneia contra piedosos eufemismos do tipo “terceira idade”. Sem meias palavras, ela diz tudo no título de uma crônica “Não aconselho envelhecer”: “Para que o velho não se sinta tão velho, deixem-no sentir-se livre”, sustenta a octogenária Rachel com veemência de moça.


    Ao contrário de Rachel de Queiroz, Otto Lara Resende não esperneia ante o processo de envelhecimento. “Se não é desejável, a velhice é fatal”, rende-se ele em “Vigor e sabedoria” – e, com graça, lembra que “a única alternativa é sinistra”. Para o cronista mineiro, “achar interesse e graça na vida ajuda”, porque “velhice azeda ou ressentida é de amargar”


Com igual leveza, volta ao assunto em “A velhice do bebê”, e lança um olhar para o que nos espera a todos no extremo do percurso, seja ele longo seja ele breve. “Soou a hora, ninguém escapa”, diz Otto. A vida, registrou ele nessa crônica de 17 de outubro de 1992, “é uma sucessão de ciladas”. No seu caso, a maior delas o espreitava pouco mais de dois meses depois, quando um suposto erro médico levou, aos 70, quem irradiava pique para emplacar o dobro disso.


(Humberto Werneck. Senhores & senhoras. https://cronicabrasileira.org.br,

15.03.2019. Adaptado)

É correto afirmar que Otto Lara Resende quando faleceu era um
Alternativas
Q4189603 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Houve um tempo em que a velhice parecia vir mais cedo. Mal saídos da juventude, homens e mulheres (eles, em especial) se rendiam, quase sempre sem muita resistência, a costumes – em mais de um sentido da palavra – severos e engravatados. De “moço” e “moça”, passavam, bruscamente, a irremediáveis “senhor” e “senhora”. Desse processo, ninguém escapava. Mas Rubem Braga, convenhamos, exagerava, ao assumir-se como “o velho Braga” antes de lhe vir o primeiro fio de cabelo branco.


    Menos conformada é Rachel de Queiroz, que, aos 85 anos, esperneia contra piedosos eufemismos do tipo “terceira idade”. Sem meias palavras, ela diz tudo no título de uma crônica “Não aconselho envelhecer”: “Para que o velho não se sinta tão velho, deixem-no sentir-se livre”, sustenta a octogenária Rachel com veemência de moça.


    Ao contrário de Rachel de Queiroz, Otto Lara Resende não esperneia ante o processo de envelhecimento. “Se não é desejável, a velhice é fatal”, rende-se ele em “Vigor e sabedoria” – e, com graça, lembra que “a única alternativa é sinistra”. Para o cronista mineiro, “achar interesse e graça na vida ajuda”, porque “velhice azeda ou ressentida é de amargar”


Com igual leveza, volta ao assunto em “A velhice do bebê”, e lança um olhar para o que nos espera a todos no extremo do percurso, seja ele longo seja ele breve. “Soou a hora, ninguém escapa”, diz Otto. A vida, registrou ele nessa crônica de 17 de outubro de 1992, “é uma sucessão de ciladas”. No seu caso, a maior delas o espreitava pouco mais de dois meses depois, quando um suposto erro médico levou, aos 70, quem irradiava pique para emplacar o dobro disso.


(Humberto Werneck. Senhores & senhoras. https://cronicabrasileira.org.br,

15.03.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que se faz afirmação correta quanto ao que foi tratado no texto.
Alternativas
Q4189602 Português

Leia a tira para responder à questão.



(Bill Watterson. O melhor de Calvin. www.estadao.com.br, 06.04.2024)


No trecho “Depois eles se perguntam por que as crianças não leem mais” (último quadro), a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical, por:
Alternativas
Q4189601 Português

Leia a tira para responder à questão.



(Bill Watterson. O melhor de Calvin. www.estadao.com.br, 06.04.2024)


A partir da leitura da tira, é correto afirmar que o garoto
Alternativas
Q4162454 Português
Assinale a alternativa que, de acordo com Kaspary (2017), NÃO apresenta a forma correta de abreviação do termo mancionado: 
Alternativas
Q4162451 Português
Veiga (2010) estabelece que, para que uma reunião atinja o seu objetivo, é preciso que algumas providências sejam tomadas, e cabe a quem for secretariar encarregar-se delas. Segundo a autora, a realização de uma reunião envolve alguns aspectos básicos, e entre eles está aquele que representa a agenda da reunião, em que constam os assuntos que serão discutidos, em ordem de importância, e o tempo disponibilizado para cada item. O referido aspecto é chamado de:
Alternativas
Q4162435 Português
No trecho “Doses muito altas do remédio podem ser maléficas para o corpo”, as palavras sublinhadas são, respectivamente: 
Alternativas
Q4162434 Português
Qual das alternativas abaixo apresenta uma palavra oxítona acentuada?
Alternativas
Q4162433 Português
Qual das alternativas abaixo apresenta um substantivo feminino no singular? 
Alternativas
Respostas
15821: B
15822: A
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