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Observe o seguinte trecho da música “Estudo errado”, de Gabriel, o Pensador:
Eu tô aqui pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
(...)
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem, tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
https://www.letras.mus.br/gabriel-pensador/66375/
Ao trabalhar esse trecho com alunos do 9o ano do Ensino Fundamental, um professor pretende verificar se a turma compreendeu a função argumentativa desempenhada pelo conectivo "mas" nas duas ocorrências destacadas.
Assinale a proposta de atividade mais adequada para avaliar essa aprendizagem.
O tempo não para
Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não para
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes, os meus dias são de par em par
Procurando agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Composição: Arnaldo Brandão / Cazuza.In: https://www.letras.mus.br/cazuza
Ao longo da canção, o eu lírico constrói uma imagem marcada por dualidades e contradições, revelando diferentes aspectos de sua visão de mundo e de si mesmo.
Esse procedimento pode ser observado no seguinte contraste entre versos:
Febre das canetas emagrecedoras e até crimes colocam
medicamentos no alvo da Anvisa
A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se prepara para deliberar, no próximo dia 29, sobre uma nova instrução normativa que estabelece requisitos técnicos rigorosos para a manipulação das chamadas “canetas emagrecedoras”.
Esta nova norma é peça-chave do plano de ação anunciado pela autarquia no início deste mês, desenhado para fortalecer as estratégias de fiscalização e o controle sanitário sobre esses compostos, que têm dominado o debate sobre saúde e estética no país.
Adaptado de https://www.nsctotal.com.br/noticias/
Nos dois parágrafos da notícia, o pronome relativo que introduz orações adjetivas com funções distintas.
Considerando a relação entre essas orações e seus antecedentes, assinale a opção que explica adequadamente o emprego da vírgula apenas na segunda ocorrência do pronome.
GARCIA MÁRQUEZ, Gabriel. Em agosto nos vemos. Rio de Janeiro: Record, 2024.
No prefácio do livro “Em agosto nos vemos”, os filhos de Gabriel Garcia Márquez comentam o processo de escrita de seu pai e reproduzem uma reflexão do próprio escritor sobre os elementos indispensáveis à produção de sua obra.
Esse procedimento metalinguístico dos autores do prefácio evidencia um uso da linguagem voltado para a
Leia o fragmento da canção “Carnavália”, dos Tribalistas.
Vem pra minha ala que hoje a nossa escola vai desfilar
Vem fazer história que hoje é dia de glória nesse lugar
Vem comemorar, escandalizar ninguém
Vem me namorar, vou te namorar também
Vamos pra avenida desfilar a vida, carnavalizar
Repique tocou
O surdo escutou
E o meu corasamborim
Cuíca gemeu, será que era meu, quando ela passou por mim?
https://www.letras.mus.br/tribalistas/64153
Um dos mecanismos de produtividade linguística, especialmente nos textos literários, é a criação estilística de neologismos, ou seja, de novas palavras por meio de processos já previstos na Língua.
Nesse sentido, ao criar “corasamborim”, os autores da canção promovem
Leia o início de um conto da autora Lygia Fagundes Telles.
A disciplina do amor
Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que, todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e, na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
TELLES, Lygia Fagundes. A disciplina do amor. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980.p. 99-100.
Considerando o procedimento organizacional dos textos em introdução, desenvolvimento e conclusão, é correto afirmar que a escolha da autora pela construção, que inicia o primeiro período do texto, deve-se à sua função de
Leia:

Na tirinha, a articulação entre linguagem verbal e não verbal produz um efeito de atualização do conto “Chapeuzinho Vermelho”, o qual se concretiza porque o autor
Jura era viúvo. Eram só ele e dois filhos morando no apartamentinho perto da garagem. Reparei mais uma vez que, para quem não era patrão, tudo era “inho”: quartinho, apartamentinho, banheirinho...
CRUZ, Eliana Alves. Solitária. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. p. 30.
Assinale a opção em que se apresenta corretamente o efeito de sentido obtido pela autora ao utilizar o sufixo de diminutivo “inho” como um elemento caracterizador do sujeito “tudo” na oração “tudo era ‘inho’”.
Copa 2026: SP tem alunos na rede estadual de 43 países classificados
Rede pública estadual tem mais de 5 mil alunos que nasceram em países classificados para a Copa
Em clima de Copa do Mundo, a rede pública estadual de São Paulo concentra alunos nascidos em 43 dos 48 países convocados para o campeonato mundial, segundo informações reunidas pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
Dentre os 48 países convocados, o estado de São Paulo tem 5.366 estudantes nascidos em 43 deles, incluindo o Brasil. Só não há estudantes nascidos em Curaçao, Noruega, Uzbequistão, República Tcheca e Suécia.
https://www.metropoles.com/sao-paulo/copa-do-mundo-sp-alunos-estadual
conectivo segundo poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, no contexto do 1o parágrafo por
Ler é um movimento externamente passivo - mas um movimento, porque mexe com as imagens interiores, guardadas, reprimidas, acrescentando-lhes outras e transformando as que o leitor já traz consigo. Escrever, por sua vez, é um movimento externamente ativo, fazendo imagens, trazendo algumas do fundo e dando-lhes forma, trazendo outras do mundo e modificando-lhes a forma - na direção de um estilo pessoal.
BERNARDO, Gustavo. Redação inquieta. São Paulo: Rocco, 2010. p. 258
Na dicotomia entre ler e escrever, o autor estabelece uma relação aparentemente paradoxal entre leitura e movimento no início do texto.
Assinale a opção em que essa relação é interpretada adequadamente.
Observe:

Na tirinha, o efeito de humor do último quadrinho decorre principalmente do fato de que o personagem
Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, o adolescente/jovem participa com maior criticidade de situações comunicativas diversificadas, interagindo com um número de interlocutores cada vez mais amplo, inclusive no contexto escolar, no qual se amplia o número de professores responsáveis por cada um dos componentes curriculares. Essa mudança em relação aos Anos Iniciais favorece não só o aprofundamento de conhecimentos relativos às áreas, como também o surgimento do desafio de aproximar esses múltiplos conhecimentos. A continuidade da formação para a autonomia se fortalece nessa etapa, na qual os jovens assumem maior protagonismo em práticas de linguagem realizadas dentro e fora da escola.
https://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#fundamental/lingua-portuguesa no-ensino-fundamental-anos-finais-praticas-de-linguagem-objetos-de conhecimento-e-habilidades
No trecho, funcionam como elementos de coesão textual os substantivos:
Alguns animais até desenvolveram certas expressões que parecem quase uma oração: são palavras especiais de agradecimento pela luz do sol, e outras em louvor aos ventos que sopram, às chuvas, à terra, à vegetação, à luz, ao calor, ao alimento, aos aromas e à água. E há, inclusive, palavras de saudade. Mas em nenhum idioma dos animais existem palavras cuja intenção seja rebaixar ou debochar. Isso, não.
OZ, Amós. De repente nas profundezas do bosque. São Paulo: Cia das Letras, 2017. p. 107
O emprego da palavra "até" na expressão "Alguns animais até desenvolveram certas expressões" contribui para a construção de sentido do trecho porque
Educação de SP está com vagas abertas em processos seletivos para professores dos Ensinos Fundamental, Médio e Médio Técnico
Podem participar profissionais com formação em cursos normal superior, licenciatura, bacharelado e tecnólogos, além de especialistas com notório saber e experiência comprovada
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) está com dois processos seletivos abertos para professores do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e Ensino Médio. O cadastro deve ser realizado on-line no site da Fundação Getúlio Vargas e a taxa de inscrição é de R$ 60 para cada concurso. Há vagas nas 91 unidades regionais de ensino para atuação no ano letivo de 2027.
https://www.educacao.sp.gov.br
Na notícia, são apresentadas informações relativas à seleção de professores pela Seduc-SP.
No contexto do subtítulo, a expressão “além de” introduz uma informação com valor semântico de
Com base no uso da expressão 'no entanto' no trecho, analise as asserções a seguir.
I.A expressão 'No entanto' estabelece relação de oposição entre a ideia apresentada e a informação imediatamente anterior do texto.
PORQUE
II.A expressão 'no entanto' é uma locução conjuntiva coordenativa adversativa, semanticamente equivalente a 'contudo' e 'todavia', empregada, no trecho, para contrapor ideias entre períodos distintos.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
I.Em "Essas medidas podem até conter episódios imediatos, mas dificilmente transformam as causas profundas e estruturais", os verbos 'poder' e 'transformar' compartilham o mesmo sujeito, o que justifica a flexão correta no plural.
II.Em "Muitos dos que produzem violência carregam marcas de exclusão social", o verbo 'carregar' concorda com o pronome relativo 'que', núcleo do sujeito.
III.Na frase 'é necessário que o aluno deixe de ser um número', a expressão 'é necessário' mantém-se invariável por preceder oração subordinada, regra que se estende, de igual modo, aos casos em que 'necessário' antecede um substantivo determinado por artigo, como em 'é necessário a proposta do aluno'."
IV.Em "especialistas e educadores defendem uma mudança radical", há sujeito composto, e o verbo 'defender' está corretamente flexionado no plural para concordar com os dois núcleos coordenados.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Transbordando memórias
Maria Luiza Glovacki
Cercando a cidade há um rio. Um rio que pode ser pacífico mas também agressivo. Um rio que pode continuar sereno e calmo mas também em confusão, destruindo casas, rotinas, e, em alguns casos mais graves, a vida.
O rio enche, e enchendo, leva tudo. Enchendo, entra nas casas e força pessoas a saírem. O rio subiu. Encheu tanto que transbordou. Tanto que me tirou da minha infância, das brincadeiras, memórias e da dor de sair toda vez que o rio enche. E, dessa vez, o rio encheu e eu não volto mais.
Não volto mais. Tudo muda. Não mais sentirei a espuma velha daquele sofá confortável onde tomava chocolate quente quando fazia frio, não irei sentir o cheiro daquele jardim florido em que minhas cachorras insistiam em cavar buracos, ou até mesmo não ouvirei as pessoas andando de madrugada nas ruas em minhas noites mal dormidas, ou o gosto do suco dos morangos lá plantados. Nada disso eu consegui segurar. Nada disso o rio me deixou segurar. Tudo mudou.
E eu não volto mais, porque o rio, entre todas as coisas que podiam transbordar, transbordou. E ele decidiu que sair daquele lar foi preciso. Inevitavelmente, hora ou outra sairia, sonho de gerações ao deixar isso para trás. Mas o rio decide. E decidiu que a escolha deveria ser tomada agora.
Esse rio transbordado me tirou de muitas coisas. Tudo desapareceu como uma onda inundando meu ser, fluindo minha vida como uma pequena nascente, na poesia ardente que é viver. Pois agora não mais voltarei. Não mais terei que passar pelo sofrimento do rio transbordado.
O rio transbordou. E eu também transbordei.
Adaptado de: https://ifpr.edu.br/uniao-da vitoria/wpcontent/uploads/sites/27/2023/12/Cronicas-Submersas4_compressed.pdf Acesso em: 27 maio 2026.
Transbordando memórias
Maria Luiza Glovacki
Cercando a cidade há um rio. Um rio que pode ser pacífico mas também agressivo. Um rio que pode continuar sereno e calmo mas também em confusão, destruindo casas, rotinas, e, em alguns casos mais graves, a vida.
O rio enche, e enchendo, leva tudo. Enchendo, entra nas casas e força pessoas a saírem. O rio subiu. Encheu tanto que transbordou. Tanto que me tirou da minha infância, das brincadeiras, memórias e da dor de sair toda vez que o rio enche. E, dessa vez, o rio encheu e eu não volto mais.
Não volto mais. Tudo muda. Não mais sentirei a espuma velha daquele sofá confortável onde tomava chocolate quente quando fazia frio, não irei sentir o cheiro daquele jardim florido em que minhas cachorras insistiam em cavar buracos, ou até mesmo não ouvirei as pessoas andando de madrugada nas ruas em minhas noites mal dormidas, ou o gosto do suco dos morangos lá plantados. Nada disso eu consegui segurar. Nada disso o rio me deixou segurar. Tudo mudou.
E eu não volto mais, porque o rio, entre todas as coisas que podiam transbordar, transbordou. E ele decidiu que sair daquele lar foi preciso. Inevitavelmente, hora ou outra sairia, sonho de gerações ao deixar isso para trás. Mas o rio decide. E decidiu que a escolha deveria ser tomada agora.
Esse rio transbordado me tirou de muitas coisas. Tudo desapareceu como uma onda inundando meu ser, fluindo minha vida como uma pequena nascente, na poesia ardente que é viver. Pois agora não mais voltarei. Não mais terei que passar pelo sofrimento do rio transbordado.
O rio transbordou. E eu também transbordei.
Adaptado de: https://ifpr.edu.br/uniao-da vitoria/wpcontent/uploads/sites/27/2023/12/Cronicas-Submersas4_compressed.pdf Acesso em: 27 maio 2026.
Transbordando memórias
Maria Luiza Glovacki
Cercando a cidade há um rio. Um rio que pode ser pacífico mas também agressivo. Um rio que pode continuar sereno e calmo mas também em confusão, destruindo casas, rotinas, e, em alguns casos mais graves, a vida.
O rio enche, e enchendo, leva tudo. Enchendo, entra nas casas e força pessoas a saírem. O rio subiu. Encheu tanto que transbordou. Tanto que me tirou da minha infância, das brincadeiras, memórias e da dor de sair toda vez que o rio enche. E, dessa vez, o rio encheu e eu não volto mais.
Não volto mais. Tudo muda. Não mais sentirei a espuma velha daquele sofá confortável onde tomava chocolate quente quando fazia frio, não irei sentir o cheiro daquele jardim florido em que minhas cachorras insistiam em cavar buracos, ou até mesmo não ouvirei as pessoas andando de madrugada nas ruas em minhas noites mal dormidas, ou o gosto do suco dos morangos lá plantados. Nada disso eu consegui segurar. Nada disso o rio me deixou segurar. Tudo mudou.
E eu não volto mais, porque o rio, entre todas as coisas que podiam transbordar, transbordou. E ele decidiu que sair daquele lar foi preciso. Inevitavelmente, hora ou outra sairia, sonho de gerações ao deixar isso para trás. Mas o rio decide. E decidiu que a escolha deveria ser tomada agora.
Esse rio transbordado me tirou de muitas coisas. Tudo desapareceu como uma onda inundando meu ser, fluindo minha vida como uma pequena nascente, na poesia ardente que é viver. Pois agora não mais voltarei. Não mais terei que passar pelo sofrimento do rio transbordado.
O rio transbordou. E eu também transbordei.
Adaptado de: https://ifpr.edu.br/uniao-da vitoria/wpcontent/uploads/sites/27/2023/12/Cronicas-Submersas4_compressed.pdf Acesso em: 27 maio 2026.
Transbordando memórias
Maria Luiza Glovacki
Cercando a cidade há um rio. Um rio que pode ser pacífico mas também agressivo. Um rio que pode continuar sereno e calmo mas também em confusão, destruindo casas, rotinas, e, em alguns casos mais graves, a vida.
O rio enche, e enchendo, leva tudo. Enchendo, entra nas casas e força pessoas a saírem. O rio subiu. Encheu tanto que transbordou. Tanto que me tirou da minha infância, das brincadeiras, memórias e da dor de sair toda vez que o rio enche. E, dessa vez, o rio encheu e eu não volto mais.
Não volto mais. Tudo muda. Não mais sentirei a espuma velha daquele sofá confortável onde tomava chocolate quente quando fazia frio, não irei sentir o cheiro daquele jardim florido em que minhas cachorras insistiam em cavar buracos, ou até mesmo não ouvirei as pessoas andando de madrugada nas ruas em minhas noites mal dormidas, ou o gosto do suco dos morangos lá plantados. Nada disso eu consegui segurar. Nada disso o rio me deixou segurar. Tudo mudou.
E eu não volto mais, porque o rio, entre todas as coisas que podiam transbordar, transbordou. E ele decidiu que sair daquele lar foi preciso. Inevitavelmente, hora ou outra sairia, sonho de gerações ao deixar isso para trás. Mas o rio decide. E decidiu que a escolha deveria ser tomada agora.
Esse rio transbordado me tirou de muitas coisas. Tudo desapareceu como uma onda inundando meu ser, fluindo minha vida como uma pequena nascente, na poesia ardente que é viver. Pois agora não mais voltarei. Não mais terei que passar pelo sofrimento do rio transbordado.
O rio transbordou. E eu também transbordei.
Adaptado de: https://ifpr.edu.br/uniao-da vitoria/wpcontent/uploads/sites/27/2023/12/Cronicas-Submersas4_compressed.pdf Acesso em: 27 maio 2026.