Questões Discursivas

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Q3740372 Português
TEXTO I

MOCINHO OU VILÃO?

Você sabia que os agrotóxicos podem ser bons e ruins ao mesmo tempo?

   Remédios para plantas, defensivos agrícolas, venenos contra pragas... Esses são alguns nomes pelo quais são conhecidos os agrotóxicos, produtos químicos que servem para prevenir, destruir ou controlar diferentes tipos de praga em plantações. Se, por um lado, eles são um escudo para as plantas, por outro, podem causar danos à saúde de animais, e isso inclui de minhocas a seres humanos. Tudo depende da forma como é aplicado no ambiente.

   Os agrotóxicos podem ser usados em vasos de planta, jardins, pequenas roças ou grandes plantações com o propósito de evitar que microrganismos, e também plantas daninhas, prejudiquem o crescimento dos vegetais.

   Então, vejamos, se os agrotóxicos agem pelo bem dos vegetais, eles são ótimos, certo? Nem sempre. Muitas vezes você vê na feira aqueles legumes, verduras e frutas parecerem mais bonitos para conseguir um preço melhor e, para isso, muitos usam agrotóxicos além da conta. Os resultados disso são: danos à saúde do trabalhador rural, que, em geral, aplica o produto sem proteção; danos à saúde do consumidor, que ingere vegetais contaminados; e dano ao meio ambiente, pela poluição do solo e das águas, que prejudica das minhocas aos peixes.

   E aí, o que fazer? Se você tiver algum receio na hora de fazer a feira, procure comprar os vegetais de produtores que você conheça para evitar consumir produtos contaminados. Outra opção é comprar produtos identificados na embalagem como orgânicos. Esta denominação é garantia de que não são produzidos com o uso de agrotóxicos. É melhor prevenir...(...)


(BELO, Mariana, Toxicologia Ambiental, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca/ Fiocruz. Disponível em: http://chc.org.br/ mocinho-ou-vilao-2. Acesso em: 3 set. 2025. Texto adaptado).
Marque a alternativa em que todas as palavras apresentam encontros consonantais:
Alternativas
Q3740309 Português
TEXTO I


Uma voz distante daqui

   Não é toda noite, mas com frequência acordo na madrugada com uma voz no ar que chega até meu quarto. Não é um canto com letras. É som. Nem alegre, nem triste, nem ode, nem lamento: apenas som. Parece vir do fundo do lugar no corpo humano onde nasce a música. [...] Seria difícil discernir onde está a pessoa dona dessa voz que intuo masculina.

   Provavelmente é de um sem-teto, há muitos sem- -teto dormindo por aqui. O que sei com certeza é que é forte e livre essa voz, sem paredes que a impeça de se espalhar pelo largo e chegar até mim, no alto de um 11º andar, em um quarto com cortinas blackout. Seja como for, seja de onde vem, é linda. [...] Terá sido cantor? É provável.

   Imagino a vida que teve, suas alegrias e infortúnios incorporando-se à sua música e fazendo dela sua forma de se colocar no mundo, de saber quem é. [...] É preciso muita confiança na própria capacidade de produzir beleza para soltar a voz como ele solta, sabendo que seu auditório é composto por pessoas que dormem. Confiança para saber que, se não forem completamente obtusas, reconhecerão não terem sido acordadas em vão.

   Nos momentos em que o escuto, sempre penso que no dia seguinte procurarei debaixo do viaduto quem, dos que dormem ali, é ele, o dono da voz magnífica. Direi o quanto, mesmo em minha sonolência, fico deslumbrada. Agradecerei.

   Quando o dia amanhece, no entanto, adio essa procura. Talvez querendo preservar o mistério. Ou pensando que qualquer hora dessas ainda faço isso. Ou não. Talvez o melhor seja realmente permanecer bem-aventuradamente ignorante de quem produz esse som encantatório que voa na madrugada e ajuda a criar a magia possível em uma cidade grande.


(O Popular – e-book – crônicas – A força da palavra – 83 anos. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. P. 53. Adaptado).




TEXTO II


Até quando terás, minha alma, esta doçura

Até quando terás , minha alma, esta doçura, Este dom de sofrer, este poder de amar, A força de estar sempre – insegura – segura Como a flecha que segue a trajetória obscura, Fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?

(MEIRELES, Cecília. Os melhores poemas de Cecília Meireles/ seleção Maria Fernanda. 8ª. Ed.- São Paulo : Global, 1996.p. 171).
Identifique o segundo fonema da palavra “exatas” e marque a alternativa cujas palavras apresentam esse mesmo fonema:
Alternativas
Q3738660 Português
Leia a frase:
Neuza não quis lavar a l_ _ _a.

Assinale a alternativa que completa a palavra corretamente com as letras que faltam: 
Alternativas
Q3735869 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Gestão de pessoas no setor público


A gestão de pessoas no setor público é extremamente importante para que todos os processos funcionem dentro do esperado. Porém, da mesma forma que pode ser um divisor de águas dentro da administração pública, este é também um grande desafio.


Vendo de fora, grande parte da insatisfação dos cidadãos está relacionada com a qualidade do relacionamento e da prestação de serviço dos servidores públicos. Porém, culpar os servidores não é a estratégia mais inteligente, já que esse tipo de situação pode ser o reflexo de situações internas — como a falta de recursos e outras ferramentas fundamentais para manter a equipe motivada.


Entender que a gestão de pessoas no setor público é diferente do setor privado é o primeiro passo. As motivações internas são diferentes e merecem ser tratadas com atenção para que haja um impacto positivo no desempenho do trabalho e, consequentemente, na qualidade final da prestação de serviço à população.


https://www.betha.com.br/blog/gestao-de-pessoas-no-setor-publico/ fragmento

"Vendo de fora, grande parte da insatisfação dos cidadãos está relacionada com a qualidade do relacionamento e da prestação de serviço dos servidores públicos. Porém, culpar os servidores não é a estratégia mais inteligente, já que esse tipo de situação pode ser o reflexo de situações internas — como a falta de recursos e outras ferramentas fundamentais para manter a equipe motivada."


Com base nas regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho, identifique a afirmativa INCORRETA.

Alternativas
Q3734899 Português
As semivogais são fonemas vocálicos que aparecem em uma mesma sílaba junto com uma vogal principal, formando um ditongo. Elas possuem menor intensidade sonora em relação à vogal. Com base nessa definição, assinale a alternativa que apresenta corretamente as semivogais da Língua Portuguesa:
Alternativas
Q3734105 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Enquanto vai, passeia

    Menos. Quero ir cada vez menos. Mais devagar. Mais lenta. Abrindo espaço para desacelerar. Não é fácil, sabemos. Ir menos para ir lentamente escorregando pelos dias que ainda restam até o fim do ano. Estou, estamos cansados e acelerados demais. Por que corremos tanto assim? Para quê? Faço um mate e me sento no jardim. Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis. Tento ampliar os minutos. Espichar o tempo. Uma formiga cruza a calçada. Ela e suas seis patas que tocam o chão muito mais do que eu e meus dois pés. Mas ela não se angustia com minha presença. Continua a andar no seu ritmo. Vai sentindo a textura das pedras. Enquanto vai, passeia. Anda para lá, para cá, volta, reinicia o percurso. Confesso que invejo a formiga. Gostaria, como ela, de andar calmamente sobre os dias. Ir menos. Ir assim, diminuindo o passo e sentindo a textura da vida.
    É quase fim de ano e as vitrines das lojas estão tomadas de referência sobre o Natal. Desde agosto, algumas. Era dia dos pais, o dia das crianças estava longe e já tinha coisas de Natal no comércio. Deus me livre desta ânsia que chega a dar tonturas. Antecipar o tempo é caminhar mais rápido para a morte. Corre-se tanto para chegar onde? A única certeza que temos é que o depois é o fim. Por isso, tento desacelerar. Talvez seja apenas uma tentativa, um tanto quanto ilusória, mas me permito a fantasia. É claro que não é fácil tentar fazer diferente e talvez o maior desafio seja este, o de compor com nosso próprio desafino.
    É preciso acalmar-se para sentir a anterioridade do acontecimento. A velocidade nos rouba o presente. A ansiedade é excesso de futuro. Quando desaceleramos nos damos conta do quanto o tempo tem passado rápido demais. Por isso, compor com o amargo dos dias, com as ansiedades que nos rasgam e fazem a vida arder, é uma tentativa de reconexão consigo mesmo. Aceitar que o azedume às vezes tinge nosso cotidiano fazendo com que nossa bílis negra reaja enfurecida pode ser resultado do quanto nos auto cobramos demais. E cobramos do outro. Nesta lógica capitalista de débito e crédito, antecipamos o que precisa envelhecer a seu tempo.
    Onde queremos chegar mesmo? Temos uma tendência a seguir por trajetos já conhecidos. Há sempre uma Cruzeiro do Sul que guia o caminho. Talvez pudéssemos nos permitir desnortear esta busca. Criar outros rumos, outras rotas. Acalmar-se diante do desconhecido sem antecipar o fim de nada. E ao invés de ir mais, ir menos.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
Considerando a ocorrência de dígrafos vocálicos e consonantais na língua portuguesa, qual alternativa apresenta o número de fonemas e dígrafos da palavra envelhecer
Alternativas
Q3734104 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Enquanto vai, passeia

    Menos. Quero ir cada vez menos. Mais devagar. Mais lenta. Abrindo espaço para desacelerar. Não é fácil, sabemos. Ir menos para ir lentamente escorregando pelos dias que ainda restam até o fim do ano. Estou, estamos cansados e acelerados demais. Por que corremos tanto assim? Para quê? Faço um mate e me sento no jardim. Um mate solitário e ensolarado entre os gatos e as centáureas azuis. Tento ampliar os minutos. Espichar o tempo. Uma formiga cruza a calçada. Ela e suas seis patas que tocam o chão muito mais do que eu e meus dois pés. Mas ela não se angustia com minha presença. Continua a andar no seu ritmo. Vai sentindo a textura das pedras. Enquanto vai, passeia. Anda para lá, para cá, volta, reinicia o percurso. Confesso que invejo a formiga. Gostaria, como ela, de andar calmamente sobre os dias. Ir menos. Ir assim, diminuindo o passo e sentindo a textura da vida.
    É quase fim de ano e as vitrines das lojas estão tomadas de referência sobre o Natal. Desde agosto, algumas. Era dia dos pais, o dia das crianças estava longe e já tinha coisas de Natal no comércio. Deus me livre desta ânsia que chega a dar tonturas. Antecipar o tempo é caminhar mais rápido para a morte. Corre-se tanto para chegar onde? A única certeza que temos é que o depois é o fim. Por isso, tento desacelerar. Talvez seja apenas uma tentativa, um tanto quanto ilusória, mas me permito a fantasia. É claro que não é fácil tentar fazer diferente e talvez o maior desafio seja este, o de compor com nosso próprio desafino.
    É preciso acalmar-se para sentir a anterioridade do acontecimento. A velocidade nos rouba o presente. A ansiedade é excesso de futuro. Quando desaceleramos nos damos conta do quanto o tempo tem passado rápido demais. Por isso, compor com o amargo dos dias, com as ansiedades que nos rasgam e fazem a vida arder, é uma tentativa de reconexão consigo mesmo. Aceitar que o azedume às vezes tinge nosso cotidiano fazendo com que nossa bílis negra reaja enfurecida pode ser resultado do quanto nos auto cobramos demais. E cobramos do outro. Nesta lógica capitalista de débito e crédito, antecipamos o que precisa envelhecer a seu tempo.
    Onde queremos chegar mesmo? Temos uma tendência a seguir por trajetos já conhecidos. Há sempre uma Cruzeiro do Sul que guia o caminho. Talvez pudéssemos nos permitir desnortear esta busca. Criar outros rumos, outras rotas. Acalmar-se diante do desconhecido sem antecipar o fim de nada. E ao invés de ir mais, ir menos.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
Analise as assertivas a seguir sobre a separação silábica das palavras destacadas no texto:

I. A palavra “excesso” divide-se em sílabas como ex-ces-so.
II. A palavra “reconexão” divide-se como re-co-ne-xão.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3732505 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A doença rara que faz as pessoas não sentirem mais medo


Imagine como seria pular de um avião e não sentir nada. Nenhuma descarga de adrenalina, nenhuma alteração dos seus batimentos cardíacos.

Esta é a realidade para o britânico Jordy Cernik. Ele teve suas glândulas adrenais retiradas, para reduzir a ansiedade causada pela síndrome de Cushing, uma doença rara que ocorre quando as glândulas adrenais produzem muito cortisol, o hormônio do estresse.

Mas o tratamento funcionou bem demais. Cernik deixou de sentir ansiedade, mas havia algo de errado.

Em 2012, durante uma viagem para a Disneylândia, nos Estados Unidos, ele percebeu que não sentia medo ao andar de montanha-russa.

Ele pulou de um avião nos céus, andou de tirolesa em Newcastle, no Reino Unido, e desceu de rapel o edifício Shard, em Londres. E não sentiu a menor alteração do seu pulso.

A experiência de Cernik é rara, mas ele não é o único. Esta sensação pode parecer familiar para pessoas que sofrem da doença de Urbach-Wiethe, também conhecida como lipoidoproteinose — uma condição genética tão rara que, até hoje, só foi diagnosticada em cerca de 400 pessoas.

Uma famosa paciente de Urbach-Wieth, conhecida como S.M., foi objeto de estudos científicos na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, desde meados dos anos 1980.

No início dos anos 2000, um estudante de graduação entrou para a equipe de pesquisa e começou a procurar formas de assustar S.M. Seu nome era Justin Feinstein.

Hoje, ele é neuropsicólogo clínico do Coletivo de Pesquisa Float, que promove a terapia de estímulo ambiental reduzido por flutuação (Rest, na sigla em inglês) como tratamento para dores, estresse, ansiedade e condições relacionadas.

"Nós mostramos a ela todos os filmes de terror que conseguimos encontrar", relembra Feinstein.

Mas nem A Bruxa de Blair (1999), Aracnofobia (1990), O Iluminado (1980) e O Silêncio dos Inocentes (1991) despertaram qualquer tipo de medo em S.M. Nem mesmo uma visita ao Sanatório Waverly Hills, uma assustadora casa mal assombrada em Louisville, no Estado americano de Kentucky, teve algum efeito.

"Nós a expusemos a ameaças da vida real, como cobras e aranhas", relembra Feinstein.

"Não só ela demonstrou pronunciada ausência de medo, como não conseguia deixar de se aproximar delas. Ela tinha essa curiosidade quase irresistível de querer tocar e interagir com as diferentes criaturas."

A doença de Urbach-Wiethe é causada por uma mutação isolada no gene ECM1, encontrado no cromossomo 1.

ECM1 é uma das muitas proteínas fundamentais para a manutenção da matriz extracelular (ECM), uma rede de apoio que mantém as células e tecidos no lugar.

Quando a ECM1 é danificada, começa a ocorrer acúmulo de cálcio e colágeno, causando a morte das células.

Uma parte do corpo que parece ser particularmente vulnerável a este processo é a amígdala cerebelosa, uma região do cérebro em forma de amêndoa. Acredita-se há muito tempo que ela participe do processamento do medo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly1xnqyrpgo
"Ele pulou de um avião nos céus, andou de tirolesa em Newcastle, no Reino Unido, e desceu de rapel o edifício Shard, em Londres. E não sentiu a menor alteração do seu pulso."
Considerando a acentuação dos vocábulos extraídos do trecho, bem como dos retirados do texto-base, julgue as afirmativas:

I.O vocábulo 'edifício' possui duas classificações possíveis quanto à tonicidade, diferentemente do vocábulo 'colágeno' que é apenas classificado como proparoxítono.
II.O vocábulo 'céus' é acentuado pela regra do ditongo aberto 'éu'. Essa regra também se aplica ao vocábulo 'troféu'.
III.O vocábulo 'proteínas' é acentuado pela regra do 'i' tônico que forma hiato com a vogal anterior. Essa regra não se aplica ao vocábulo 'veículos'.
IV.Os vocábulos 'até', 'clínico' e 'estímulo' recebem acento de acordo com regras distintas: 'até' segue uma regra própria, enquanto 'clínico' e 'estímulo' compartilham outra. A retirada do acento em cada uma dessas palavras modifica sua classificação morfológica e gera novos vocábulos com significados diferentes, alterando, assim, o valor semântico original.
V.Os vocábulos 'científicos' e 'único' recebem acento segundo a mesma regra e, por isso, possuem a mesma classificação quanto à tonicidade.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3732497 Português
Sobre os conceitos de sílaba e os tipos de sílabas quanto à estrutura, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3731224 Português
As vogais do nosso alfabeto são:
Alternativas
Q3731220 Português
Utilize a frase a seguir para responder a questão.


Responsável pelo abastecimento e também pela produção de energia elétrica provenientes das hidroelétricas, Minas Gerais está entre os estados onde mais se encontram bacias hidrográficas do Brasil.
A palavra separada em sílabas de forma CORRETA é: 
Alternativas
Q3731217 Português
Utilize a frase a seguir para responder a questão.


Localizado na região Sul do Estado de Minas Gerais, o Município de São João da Mata, pertence à Microrregião do Médio Sapucaí. 
As palavras SUL e SÃO possuem uma sílaba. Elas são chamadas de: 
Alternativas
Q3731119 Português
Observe a frase a seguir e responda a questão:


Seus 118 quilômetros quadrados apresentam belezas naturais de "tirar o fôlego" como cachoeiras, picos e montanhas, além da rampa de salto de asa delta.
Marque a sílaba tônica da palavra QUILÔMETROS:
Alternativas
Q3730733 Português
A vida não é útil

(Fragmento)

[...]


Uma operação de resgate tem como intuito salvar o corpo que está sendo flagelado e levá-lo para um outro lugar, onde será restaurado. Quem sabe, depois de uma reabilitação, ele pode até seguir operante na vida. Isso partindo da ideia de que a vida é útil, mas a vida não tem utilidade nenhuma. A vida é tão maravilhosa que a nossa mente tenta dar uma utilidade a ela, mas isso é uma besteira. A vida é fruição, é uma dança, só que é uma dança cósmica, e a gente quer reduzi-la a uma coreografia ridícula e utilitária. Uma biografia: alguém nasceu, fez isso, fez aquilo, cresceu, fundou uma cidade, inventou o fordismo, fez a revolução, fez um foguete, foi para o espaço; tudo isso é uma historinha ridícula. Por que insistimos em transformar a vida em uma coisa útil? Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência. Se continuarmos comendo o planeta, vamos todos sobreviver por só mais um dia.

Eu tenho insistido com as pessoas, seja na minha aldeia, seja em qualquer lugar, que sobreviver já é uma negociação em torno da vida, que é um dom maravilhoso e não pode ser reduzido. Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição. Nunca vai ocorrer a um peixinho que o oceano tem que ser útil, o oceano é a vida. Mas nós somos o tempo inteiro cobrados a fazer coisas úteis. É por isso que muita gente morre cedo, desiste dessa bobagem toda e vai embora.

Viver a experiência de fruir a vida de verdade deveria ser a maravilha da existência. Alguém vai dizer: "Mas tem tanta gente que vive em dificuldade material, que tem que morar em lugares de miséria e violência...". Porém os lugares de miséria e violência fomos nós que criamos, não têm existência por si. Todas as guerras em curso por aí são produzidas por nós. Também não podemos ficar alimentando essa ideia de destino: "Ah, aquele monte de gente sofreu, passou por aquela desgraceira toda, morreu, mas era o destino deles". Isso é uma sacanagem. Não é destino deles nem meu nem de ninguém: nós estamos aqui para fruir a vida, e quanto mais consciência despertarmos sobre a existência, mais intensamente a experimentamos. Sem autoenganação. Se você precisa sair correndo para uma igreja, para um ashram, para uma mesquita ou para um terreiro para se sentir em paz, preste atenção, porque isso pode ser um exercício, mas talvez não seja tudo o que você está esperando. As religiões, a política, as ideologias se prestam muito bem a emoldurar uma vida útil. Mas quem está interessado em existência utilitária deve achar que esse mundo está ótimo: um tremendo shopping. Os grandes templos contemporâneos são shoppings (inclusive alguns que são templos mesmo).

Os povos originários ainda estão presentes neste mundo não porque foram excluídos, mas porque escaparam, é interessante lembrar isso. Em várias regiões do planeta, resistiram com toda força e coragem para não serem completamente engolfados por esse mundo utilitário. Os povos nativos resistem a essa investida do branco porque sabem que ele está enganado, e, na maioria das vezes, são tratados como loucos. Escapar dessa captura, experimentar uma existência que não se rendeu ao sentido utilitário da vida, cria um lugar de silêncio interior. Nas regiões que sofreram uma forte interferência utilitária da vida, essa experiência de silêncio foi prejudicada.

[...]
Considere as assertivas a seguir.

I. As palavras "maravilhosas", "historinha" e "guerras" são todas paroxítonas e todas apresentam, pelo menos, um dígrafo.
II. No trecho "é interessante lembrar isso", caso o verbo "lembrar" tivesse sido empregado em sua forma pronominal, o pronome "isso" deveria ser contraído com a preposição "de" para haver adequação à norma-padrão da língua portuguesa.
III. Na oração "vamos todos sobreviver por só mais um dia", observa-se uma silepse de pessoa, já que o pronome "todos" — de 3ª pessoa — se harmoniza semanticamente com o sujeito oculto "nós", de 1ª pessoa.
IV. Ao afirmar "a vida é fruição, é uma dança", o autor recorre à linguagem denotativa, construindo imagens metafóricas para tratar da existência de forma sensível e crítica.
V. Na expressão "Nós estamos, em nossa relação com a vida", o uso do sinal designativo de crase em "a" é facultativo segundo a norma-padrão da língua portuguesa.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3730035 Português

O brasileiro é bom


Sim, são. Os brasileiros são bons. Os brasileiros usam a criatividade para superar obstáculos. Gosto dos brasileiros. Gosto dos brasileiros porque os brasileiros são bons. Eu sou bom. Eu sou bom porque eu sou brasileiro. Os brasileiros não desistem nunca. Os brasileiros sabem viver com alegria, mesmo tendo que enfrentar extremas dificuldades. […] Os brasileiros são bons porque superam todos os obstáculos de cabeça erguida, e cada obstáculo superado com empenho, com coerência é matéria-prima para novos desafios que levam sempre os brasileiros, que são bons, um pouco mais adiante, porque todo dia nasce novo, em cada amanhecer.


[…] SANT’ANNA, A. O brasileiro é bom. In: ______. O Brasil é bom. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. 

Em todos os trechos destacados abaixo, há pelo menos um vocábulo que contenha pelo menos um ditongo decrescente, EXCETO: 
Alternativas
Q3728585 Português
De acordo com a definição de rotacismo disposta abaixo, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

“Fenômeno fonológico relacionado com a realização de um som rótico em substituição de um som lateral ou vice-versa. No português, o rotacismo ocorre, por exemplo, quando há substituição da líquida lateral pela vibrante simples ou tepe.” (Silva, T. C. Dicionário de fonética e fonologia. São Paulo: Contexto, 2011, p. 197).

São exemplos de rotacismo:

( ) Crássico (clássico).
( ) Pobrema (problema).
( ) Trabaio (trabalho).
( ) Brusa (blusa).
Alternativas
Q3728034 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.




No que diz respeito ao encontro vocálico, consonantal e dígrafo, analise as afirmações a seguir.


I. Em "respeite", há hiato e encontro consonantal perfeito.

II. Em "próximo", há dígrafo.

III. Em "coisas", há ditongo decrescente.

IV. Em "ritmo", há encontro consonantal imperfeito.

 V. Em "desacelerar", há encontro consonantal perfeito.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q3728027 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.




No que diz respeito aos encontros consonantais e dígrafos, analise as afirmações a seguir:


I. Em "atrasada" e "caminho", há dígrafo.

II. Em "crescer" e "florescer", há encontro consonantal perfeito e dígrafo.

III. Em "chega", há apenas um dígrafo.

IV. Em "aprender", há apenas um encontro consonantal imperfeito.


Está CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Q3728024 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.




Considerando a relação entre letras (grafemas) e fonemas (sons), analise as palavras "crescer" e "florescer". Quantas letras e fonemas essas palavras apresentam, respectivamente? 
Alternativas
Respostas
1101: B
1102: A
1103: B
1104: D
1105: C
1106: A
1107: C
1108: A
1109: A
1110: C
1111: C
1112: A
1113: D
1114: B
1115: A
1116: E
1117: C
1118: C
1119: C
1120: C