Questões de Concurso Sobre português nível médio

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Q4282673 Português
Leia o texto abaixo para as responder à questão.


Cientistas alertam para calor na Copa do Mundo e dizem que Fifa coloca jogadores em risco 


Um grupo de cientistas de renome mundial alerta a Fifa que as atuais medidas de segurança contra o calor para a Copa do Mundo masculina de 2026 são 'inadequadas' e podem colocar os jogadores em risco de danos graves.


    Um grupo de cientistas alertou a Fifa que as atuais medidas de segurança contra o calor para a Copa do Mundo masculina de 2026 são "inadequadas" e podem colocar jogadores em risco de danos graves à saúde.

    Em uma carta aberta, especialistas internacionais em saúde, clima e desempenho esportivo afirmam que as diretrizes da entidade estão defasadas em relação às evidências científicas atuais e são "impossíveis de justificar".

    Eles pedem que a Fifa adote proteções mais rigorosas, incluindo pausas mais longas para resfriamento e protocolos mais claros para atrasar ou adiar partidas em condições extremas. 

    O calor deve ser um problema durante o torneio deste verão nos Estados Unidos, Canadá e México, com pesquisadores alertando que as temperaturas em 14 dos 16 estádios utilizados podem ultrapassar níveis considerados perigosos.

    Em partes do sul dos EUA e do norte do México, as máximas médias durante o dia costumam ficar entre 30°C e 35°C, podendo se aproximar dos 40°C em períodos mais quentes.

    Quando fatores como temperatura, umidade, velocidade do vento e intensidade da radiação solar são considerados em conjunto, os jogadores nas cidades-sede da Copa correm maior risco de sofrer níveis extremos de estresse térmico no organismo.

    A Fifa afirmou que está "comprometida em proteger a saúde e a segurança de jogadores, árbitros, torcedores, voluntários e funcionários" e que os riscos relacionados ao clima são avaliados como parte do planejamento do torneio.

    Quais são as medidas atuais?

    Como parte de seu "compromisso com o bem-estar dos jogadores", a FIFA introduziu pausas obrigatórias de três minutos para resfriamento em cada tempo de todas as partidas do torneio, independentemente das condições climáticas.

    Também haverá bancos climatizados para comissões técnicas e reservas em todas as partidas realizadas em estádios ao ar livre.

A Fifa também utiliza a medida considerada padrãoouro para calor no esporte, a Temperatura de Globo de Bulbo Úmido (WBGT, na sigla em inglês), que avalia o estresse térmico no corpo ao combinar temperatura e umidade. Um WBGT em torno de 28°C é amplamente considerado um limite a partir do qual o estresse térmico passa a representar uma preocupação significativa para atletas de elite.

    Segundo o manual de atendimento de emergência da Fifa, se a leitura de WBGT estiver próxima, em 32°C ou acima disso, os organizadores das partidas devem decidir "quais precauções precisam ser tomadas para evitar qualquer doença relacionada ao calor".

    A Fifa afirma ainda que possui medidas para os torcedores em jogos "quando as previsões indicarem temperaturas elevadas". Os espectadores poderão levar uma garrafa de água lacrada de fábrica, e os estádios ativarão medidas extras de resfriamento, incluindo áreas de sombra, sistemas de névoa d'água, ônibus climatizados e ampliação da distribuição de água.

    O que os cientistas estão pedindo?

    Os 20 especialistas que assinaram a carta incluem acadêmicos de destaque do Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa.

    Eles querem que a Fifa reformule urgentemente sua abordagem, incluindo:

    Adiamento ou suspensão de partidas quando o WBGT ultrapassar 28°C

    Pausas para resfriamento mais longas, de pelo menos seis minutos

    Melhores estruturas de resfriamento para os jogadores

    Atualizações regulares das diretrizes com base nas evidências científicas mais recentes

     Os especialistas também pedem que a Fifa adote os padrões propostos pelo sindicato global de jogadores FIFPRO [...].


GORNALL, Katie. Revista eletrônica G1, 16/05/2026. Disponível: https://shre.ink/37El (adaptado). 
   
De acordo com o texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4282592 Português

Analise as alternativas quanto à concordância dos verbos destacados:


I.O fluxo e o refluxo das ondas encanta a quem tem alma leve.


II.As mãos de alguém acudiu o vaso e as flores em queda.


III.Pegamos a estrada, ainda escuro, o pai, o cachorro e eu. Está correta a concordância verbal em:

Alternativas
Q4282591 Português

Analise as sentenças a seguir quanto ao uso dos "porquês":


I.A neurociência tem nos mostrado algo fascinante e, ao mesmo tempo, assustador: o nosso cérebro é o grande maestro da orquestra familiar. Por quê?


II.O por quê está no fato de que, quando estamos em modo de estresse, com o sistema límbico (o centro das emoções) em alerta máximo, nosso córtex pré-frontal (o da razão e do planejamento) tira férias.


III.Entender por que essa tempestade interna, essa desregulação do nosso próprio sistema nervoso, alimenta o caos lá fora é essencial para administrar o ambiente familiar.


Está correto o que se apresenta em:

Alternativas
Q4282590 Português
Analise as palavras destacadas nas sentenças a seguir quanto ao emprego do acento grave (crase). Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4282589 Português

Considere as sentenças a seguir e analise-as quanto à concordância nominal:


I.Nem um nem outro livro merece ser ignorado.


II.Um e outro gênero literário são maravilhosos e merecem atenção.


III.Um e outro livro escritos, publicados e lidos com o mesmo entusiasmo.


Está completamente correta a concordância nominal em:

Alternativas
Q4282588 Português
Certas conjunções coordenativas podem, no discurso, assumir variados matizes significativos de acordo com a relação que estabelecem entre os membros (palavras e orações) coordenados. Tendo isso em consideração, assinale a alternativa que indica corretamente o sentido estabelecido pela conjunção destacada:
Alternativas
Q4282587 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


"A gente quer que eles sejam __________, que pensem por si mesmos, que sejam criativos e _________. Mas, muitas vezes, a nossa própria ansiedade nos leva a podar essas qualidades, a buscar a _________ em vez do pensamento _________. É um __________.


Queremos filhos que inovem, mas temos medo de que eles errem.


Queremos que sejam fortes, mas os superprotegemos de cada arranhão.


Queremos que se expressem, mas nos frustramos quando a expressão deles não se encaixa nas nossas expectativas.


[...] o cérebro aprende pelo experimentar, pelo erro, pela tentativa e acerto. Se tiramos essas oportunidades, estamos, sem querer, limitando o desenvolvimento de suas capacidades mais __________."


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-centro-da-tempestade-mora-em-nos/# cultivando-o-solo-interno-ferramentas-para-a-sua-calma. Acesso em: 31 jul. 2026. Adaptado.)

Analise as sentenças a seguir quanto à regência verbal:

I.Em "mas nos frustramos quando a expressão deles não se encaixa nas nossas expectativas", o verbo "encaixar-se" rege o complemento indireto pela preposição "em".

II.O verbo "encaixar-se" pode reger seu complemento também com a preposição "entre", a depender do contexto e do sentido pretendido. É o que acontece em: "Às vezes, as crianças não se encaixam entre nossas expectativas de pais e suas próprias vontades".

III.Em "mas os superprotegemos de cada arranhão", o verbo "proteger-se" (na variação superproteger-se) pede complemento indireto. Nesse caso, o complemento "cada arranhão" está regido pela preposição "de", mas também seria possível a preposição "contra".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4282586 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


"A gente quer que eles sejam __________, que pensem por si mesmos, que sejam criativos e _________. Mas, muitas vezes, a nossa própria ansiedade nos leva a podar essas qualidades, a buscar a _________ em vez do pensamento _________. É um __________.


Queremos filhos que inovem, mas temos medo de que eles errem.


Queremos que sejam fortes, mas os superprotegemos de cada arranhão.


Queremos que se expressem, mas nos frustramos quando a expressão deles não se encaixa nas nossas expectativas.


[...] o cérebro aprende pelo experimentar, pelo erro, pela tentativa e acerto. Se tiramos essas oportunidades, estamos, sem querer, limitando o desenvolvimento de suas capacidades mais __________."


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-centro-da-tempestade-mora-em-nos/# cultivando-o-solo-interno-ferramentas-para-a-sua-calma. Acesso em: 31 jul. 2026. Adaptado.)

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas no texto, observando a correta acentuação gráfica das palavras:
Alternativas
Q4282585 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Menina faz sucesso ao recriar fotografias de mulheres inspiradoras


Clara Larchete, de 8 anos, moradora de São Paulo, conquistou as redes sociais ao fazer a releitura fotográfica de mulheres inspiradoras. Inicialmente, o projeto surgiu em decorrência de uma atividade escolar em 2020. A tarefa, proposta pela professora de artes, consistia em fazer uma releitura de um quadro, vídeo ou foto de uma personalidade. Com a ajuda da mãe, a menina resolveu recriar o autorretrato da Tarsila do Amaral. Após, o resultado foi compartilhado nas redes. A receptividade foi tão surpreendente que as duas decidiram continuar desenvolvendo a atividade. Além disso, o processo proporcionou que conhecessem um pouco mais da história de cada pessoa retratada.


"Além de ter nos aproximado ainda mais, esse projeto é uma oportunidade para aprender e ensinar a ela sobre essas grandes figuras, conversando sobre a vida delas, a contribuição que deram à sociedade ou suas lutas atuais", contou a mãe.


Estão entre as mulheres retratadas: Michele Obama, Maju Coutinho, Taís Araújo, Frida Kahlo e outras. Clara participa de todo o processo de criação e produção como a escolha da foto original, o figurino e o cenário.


"Vou continuar ajudando a Clarinha com as releituras até quando ela quiser. É muito legal ver que ela tem essas grandes mulheres para se inspirar, o que era mais raro quando eu era criança, por exemplo. Muitas delas já existiam, mas o acesso às informações sobre a vida, trabalho e conquistas delas era muito difícil. Ainda temos muito que avançar na questão da representatividade, mas acredito que o que já conquistamos fará toda a diferença para essa nova geração", disse a mãe.



Conceição Evaristo, escritora, e Clara.


(Disponível em: https://jornalnota.com.br/2022/07/17/menina-faz-sucesso-ao-recriar-foto grafias-de-mulheres-inspiradoras/. Acesso em: 2026. Adaptado.)

Considere o excerto:


"A tarefa, proposta pela professora de artes, consistia em fazer uma releitura de um quadro, vídeo ou foto de uma personalidade."


O trecho "proposta pela professora de artes" está entre vírgulas. Assinale a alternativa que explica corretamente o uso dessa pontuação no contexto apresentado:

Alternativas
Q4282584 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Menina faz sucesso ao recriar fotografias de mulheres inspiradoras


Clara Larchete, de 8 anos, moradora de São Paulo, conquistou as redes sociais ao fazer a releitura fotográfica de mulheres inspiradoras. Inicialmente, o projeto surgiu em decorrência de uma atividade escolar em 2020. A tarefa, proposta pela professora de artes, consistia em fazer uma releitura de um quadro, vídeo ou foto de uma personalidade. Com a ajuda da mãe, a menina resolveu recriar o autorretrato da Tarsila do Amaral. Após, o resultado foi compartilhado nas redes. A receptividade foi tão surpreendente que as duas decidiram continuar desenvolvendo a atividade. Além disso, o processo proporcionou que conhecessem um pouco mais da história de cada pessoa retratada.


"Além de ter nos aproximado ainda mais, esse projeto é uma oportunidade para aprender e ensinar a ela sobre essas grandes figuras, conversando sobre a vida delas, a contribuição que deram à sociedade ou suas lutas atuais", contou a mãe.


Estão entre as mulheres retratadas: Michele Obama, Maju Coutinho, Taís Araújo, Frida Kahlo e outras. Clara participa de todo o processo de criação e produção como a escolha da foto original, o figurino e o cenário.


"Vou continuar ajudando a Clarinha com as releituras até quando ela quiser. É muito legal ver que ela tem essas grandes mulheres para se inspirar, o que era mais raro quando eu era criança, por exemplo. Muitas delas já existiam, mas o acesso às informações sobre a vida, trabalho e conquistas delas era muito difícil. Ainda temos muito que avançar na questão da representatividade, mas acredito que o que já conquistamos fará toda a diferença para essa nova geração", disse a mãe.



Conceição Evaristo, escritora, e Clara.


(Disponível em: https://jornalnota.com.br/2022/07/17/menina-faz-sucesso-ao-recriar-foto grafias-de-mulheres-inspiradoras/. Acesso em: 2026. Adaptado.)

A partir da leitura do texto, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)A mãe de Clara constata que há uma diferença entre a sua infância e a da filha no que se refere às referências de mulheres inspiradoras porque houve mudança no acesso às informações a respeito dessas mulheres.

(__)A representatividade negra no Brasil avançou muito e hoje as conquistas são fáceis e acessíveis.

(__)Uma tarefa escolar se transformou, na vida de Clara e de sua mãe, em uma oportunidade para conhecerem mais sobre a vida das mulheres retratadas pela garota. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4282583 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Menina faz sucesso ao recriar fotografias de mulheres inspiradoras


Clara Larchete, de 8 anos, moradora de São Paulo, conquistou as redes sociais ao fazer a releitura fotográfica de mulheres inspiradoras. Inicialmente, o projeto surgiu em decorrência de uma atividade escolar em 2020. A tarefa, proposta pela professora de artes, consistia em fazer uma releitura de um quadro, vídeo ou foto de uma personalidade. Com a ajuda da mãe, a menina resolveu recriar o autorretrato da Tarsila do Amaral. Após, o resultado foi compartilhado nas redes. A receptividade foi tão surpreendente que as duas decidiram continuar desenvolvendo a atividade. Além disso, o processo proporcionou que conhecessem um pouco mais da história de cada pessoa retratada.


"Além de ter nos aproximado ainda mais, esse projeto é uma oportunidade para aprender e ensinar a ela sobre essas grandes figuras, conversando sobre a vida delas, a contribuição que deram à sociedade ou suas lutas atuais", contou a mãe.


Estão entre as mulheres retratadas: Michele Obama, Maju Coutinho, Taís Araújo, Frida Kahlo e outras. Clara participa de todo o processo de criação e produção como a escolha da foto original, o figurino e o cenário.


"Vou continuar ajudando a Clarinha com as releituras até quando ela quiser. É muito legal ver que ela tem essas grandes mulheres para se inspirar, o que era mais raro quando eu era criança, por exemplo. Muitas delas já existiam, mas o acesso às informações sobre a vida, trabalho e conquistas delas era muito difícil. Ainda temos muito que avançar na questão da representatividade, mas acredito que o que já conquistamos fará toda a diferença para essa nova geração", disse a mãe.



Conceição Evaristo, escritora, e Clara.


(Disponível em: https://jornalnota.com.br/2022/07/17/menina-faz-sucesso-ao-recriar-foto grafias-de-mulheres-inspiradoras/. Acesso em: 2026. Adaptado.)

No texto, há a palavra "autorretrato". Atentando às regras ortográficas de uso do hífen e considerando a escrita da palavra destacada, analise as sentenças a seguir:


I.O canal de tele-entrega da farmácia não atende após as duas da madrugada.


II.Toda a situação em torno do conflito foi resultado de um mal-entendido.


III.A parede estava tomada de porta-retratos, de diversos formatos e tamanhos. Muita história era contada ali.


IV.Não há anti-inflamatório capaz de conter a inflamação da alma.


É correta a grafia das palavras destacadas em:

Alternativas
Q4279000 Português
A identificação da sílaba tônica constitui aspecto fundamental da prosódia da língua portuguesa, permitindo reconhecer a posição da maior intensidade sonora nas palavras e compreender critérios relacionados à classificação quanto à tonicidade (BECHARA, 2024).
Com base no tema, assinale a alternativa CORRETA em relação à classificação das palavras quanto à sílaba tônica.
Alternativas
Q4278999 Português
A separação silábica constitui procedimento fundamental para a organização das palavras na língua portuguesa, sendo utilizada em estudos linguísticos, no ensino da ortografia e na descrição do funcionamento do sistema fonológico. O domínio desse conhecimento contribui para a compreensão de diferentes aspectos da estrutura da língua (BECHARA, 2024).

Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A palavra "crânio" apresenta separação silábica em crâ-nio.
PORQUE
II. O encontro vocálico formado por "io" é classificado como ditongo decrescente, razão pela qual as duas vogais permanecem na mesma sílaba.


Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4278998 Português
Por que o T. rex tinha braços ridiculamente pequenos


Um novo estudo trouxe esclarecimentos sobre o motivo pelo qual o Tyrannosaurus rex e outros dinossauros bípedes possuíam braços proporcionalmente reduzidos em relação ao corpo. Os terópodes formavam um grupo variado de dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros, que, embora gigantescos, apresentavam membros anteriores extremamente pequenos, conforme aponta o pesquisador Charlie Roger Scherer, doutorando no University College London. O T. rex, por exemplo, atingia entre doze e treze metros de comprimento, mas seus braços mediam apenas um metro, extensão que, contudo, era suficiente para auxiliar no acasalamento ou no levantamento do solo.

A pesquisa desenvolvida pela Universidade de Cambridge e pelo University College London indica que esses animais podem ter perdido os braços longos por eles não serem mais úteis na captura de presas, favorecendo o desenvolvimento de cabeças e mandíbulas maiores e mais potentes. Ao analisar oitenta e duas espécies de terópodes, os cientistas constataram que a redução dos membros anteriores ocorreu em cinco grupos distintos, incluindo os tiranossaurídeos.

A equipe também desenvolveu um método para mensurar a potência do crânio a partir de suas dimensões e da fusão óssea. Conforme explicou a coautora Elizabeth Steell, de Cambridge, foram examinadas as proporções entre o crânio e o tamanho corporal, bem como o comprimento dos membros anteriores em comparação ao crânio e ao corpo, buscando-se padrões e tendências.

Os resultados demonstraram que o encurtamento dos braços estava mais associado ao surgimento de crânios volumosos e mandíbulas fortes do que ao aumento do tamanho corporal geral, o que indica que os membros menores não eram mero reflexo de corpos grandes. Prova disso é o Majungasaurus, grande predador de Madagascar que possuía braços reduzidos e cabeça poderosa, mesmo sem apresentar um porte físico tão avantajado. Scherer destacou que tais adaptações ocorreram com frequência em regiões com presas gigantes, o que sugere uma relação com as estratégias de caça.

Partes da alimentação desses terópodes consistiam em herbívoros gigantescos, como os saurópodes. Os pesquisadores suspeitam que o aumento do tamanho desses herbívoros tenha motivado o fortalecimento do crânio dos predadores, que precisaram substituir o uso das garras pelas mandíbulas na caça para triunfarem em uma corrida evolutiva. Scherer observou que segurar um saurópode de trinta metros com as garras não era viável, sendo mais eficaz atacar com as mandíbulas. Dessa forma, a cabeça assumiu o papel de principal meio de ataque, fazendo com que os braços, por desuso, perdessem utilidade e diminuíssem com o tempo.

Por outro lado, Steell ressaltou que alguns dinossauros ainda utilizavam os braços, mas estes apresentavam crânios diferenciados, mais alongados e delicados. Embora Scherer reconheça que o estudo demonstre uma correlação, e não uma prova definitiva de causalidade, ele considera provável que o fortalecimento craniano tenha antecedido o encurtamento dos braços, pois não faria sentido evolutivo abandonar um mecanismo de ataque sem uma alternativa prévia.

O estudo revelou ainda que a redução dos membros ocorreu de formas variadas entre os grupos de terópodes: enquanto alguns encurtaram especialmente as mãos e antebraços, outros reduziram o membro de maneira uniforme, sinalizando caminhos evolutivos paralelos para um mesmo resultado. Steell concluiu que a pesquisa confirma a suspeita de que crânios grandes reduziam a necessidade dos braços, e acrescentou que a metodologia aplicada pode ser útil para estudar a robustez craniana em outros animais, como as aves modernas, que também pertencem ao grupo dos terópodes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77555n28vgo.adaptado.
Os resultados demonstraram que o encurtamento dos braços estava mais associado ao surgimento de crânios volumosos e mandíbulas fortes do que ao aumento do tamanho corporal geral, o que indica que os membros menores não eram mero reflexo de corpos grandes.
Com base no trecho, analise se as afirmativas a seguir são falsas (F) ou verdadeiras (V) em relação à concordância verbal.

(__) O verbo "demonstraram" concorda com o sujeito "Os resultados", permanecendo corretamente flexionado no plural.

(__) A forma verbal "estava" flexiona-se também no plural para concordar com os substantivos "dos braços", chamada de concordância estilística.

(__) O verbo "indica" permanece no singular porque concorda com a expressão "o que", a qual retoma a ideia expressa anteriormente.

(__) A forma verbal "eram" concorda corretamente com o sujeito "os membros menores", mantendo-se no plural.

(__) A flexão do verbo "associado" decorre da proximidade com o substantivo "encurtamento", núcleo mais próximo da oração.



Assinale a alternativa correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q4278997 Português
Por que o T. rex tinha braços ridiculamente pequenos


Um novo estudo trouxe esclarecimentos sobre o motivo pelo qual o Tyrannosaurus rex e outros dinossauros bípedes possuíam braços proporcionalmente reduzidos em relação ao corpo. Os terópodes formavam um grupo variado de dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros, que, embora gigantescos, apresentavam membros anteriores extremamente pequenos, conforme aponta o pesquisador Charlie Roger Scherer, doutorando no University College London. O T. rex, por exemplo, atingia entre doze e treze metros de comprimento, mas seus braços mediam apenas um metro, extensão que, contudo, era suficiente para auxiliar no acasalamento ou no levantamento do solo.

A pesquisa desenvolvida pela Universidade de Cambridge e pelo University College London indica que esses animais podem ter perdido os braços longos por eles não serem mais úteis na captura de presas, favorecendo o desenvolvimento de cabeças e mandíbulas maiores e mais potentes. Ao analisar oitenta e duas espécies de terópodes, os cientistas constataram que a redução dos membros anteriores ocorreu em cinco grupos distintos, incluindo os tiranossaurídeos.

A equipe também desenvolveu um método para mensurar a potência do crânio a partir de suas dimensões e da fusão óssea. Conforme explicou a coautora Elizabeth Steell, de Cambridge, foram examinadas as proporções entre o crânio e o tamanho corporal, bem como o comprimento dos membros anteriores em comparação ao crânio e ao corpo, buscando-se padrões e tendências.

Os resultados demonstraram que o encurtamento dos braços estava mais associado ao surgimento de crânios volumosos e mandíbulas fortes do que ao aumento do tamanho corporal geral, o que indica que os membros menores não eram mero reflexo de corpos grandes. Prova disso é o Majungasaurus, grande predador de Madagascar que possuía braços reduzidos e cabeça poderosa, mesmo sem apresentar um porte físico tão avantajado. Scherer destacou que tais adaptações ocorreram com frequência em regiões com presas gigantes, o que sugere uma relação com as estratégias de caça.

Partes da alimentação desses terópodes consistiam em herbívoros gigantescos, como os saurópodes. Os pesquisadores suspeitam que o aumento do tamanho desses herbívoros tenha motivado o fortalecimento do crânio dos predadores, que precisaram substituir o uso das garras pelas mandíbulas na caça para triunfarem em uma corrida evolutiva. Scherer observou que segurar um saurópode de trinta metros com as garras não era viável, sendo mais eficaz atacar com as mandíbulas. Dessa forma, a cabeça assumiu o papel de principal meio de ataque, fazendo com que os braços, por desuso, perdessem utilidade e diminuíssem com o tempo.

Por outro lado, Steell ressaltou que alguns dinossauros ainda utilizavam os braços, mas estes apresentavam crânios diferenciados, mais alongados e delicados. Embora Scherer reconheça que o estudo demonstre uma correlação, e não uma prova definitiva de causalidade, ele considera provável que o fortalecimento craniano tenha antecedido o encurtamento dos braços, pois não faria sentido evolutivo abandonar um mecanismo de ataque sem uma alternativa prévia.

O estudo revelou ainda que a redução dos membros ocorreu de formas variadas entre os grupos de terópodes: enquanto alguns encurtaram especialmente as mãos e antebraços, outros reduziram o membro de maneira uniforme, sinalizando caminhos evolutivos paralelos para um mesmo resultado. Steell concluiu que a pesquisa confirma a suspeita de que crânios grandes reduziam a necessidade dos braços, e acrescentou que a metodologia aplicada pode ser útil para estudar a robustez craniana em outros animais, como as aves modernas, que também pertencem ao grupo dos terópodes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77555n28vgo.adaptado.
Por outro lado, Steell ressaltou que alguns dinossauros ainda utilizavam os braços, mas estes apresentavam crânios diferenciados, mais alongados e delicados. Embora Scherer "reconheça" que o estudo "demonstre" uma correlação, e não uma prova definitiva de causalidade, ele "considera" provável que o fortalecimento craniano "tenha antecedido" o encurtamento dos braços, pois não "faria" sentido evolutivo "abandonar" um mecanismo de ataque sem uma alternativa prévia.
Relacione os verbos da Coluna I às respectivas classificações da Coluna II. 


Coluna I
1."reconheça" 2."demonstre" 3."considera" 4."tenha antecedido" 5."faria" 6."abandonar"
Coluna II
(__) Presente do indicativo. (__) Infinitivo impessoal. (__) Futuro do pretérito do indicativo. (__) Pretérito perfeito composto do subjuntivo. (__) Presente do subjuntivo na oração iniciada por "Embora". (__) Presente do subjuntivo na oração introduzida por "que".


Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4278996 Português
Por que o T. rex tinha braços ridiculamente pequenos


Um novo estudo trouxe esclarecimentos sobre o motivo pelo qual o Tyrannosaurus rex e outros dinossauros bípedes possuíam braços proporcionalmente reduzidos em relação ao corpo. Os terópodes formavam um grupo variado de dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros, que, embora gigantescos, apresentavam membros anteriores extremamente pequenos, conforme aponta o pesquisador Charlie Roger Scherer, doutorando no University College London. O T. rex, por exemplo, atingia entre doze e treze metros de comprimento, mas seus braços mediam apenas um metro, extensão que, contudo, era suficiente para auxiliar no acasalamento ou no levantamento do solo.

A pesquisa desenvolvida pela Universidade de Cambridge e pelo University College London indica que esses animais podem ter perdido os braços longos por eles não serem mais úteis na captura de presas, favorecendo o desenvolvimento de cabeças e mandíbulas maiores e mais potentes. Ao analisar oitenta e duas espécies de terópodes, os cientistas constataram que a redução dos membros anteriores ocorreu em cinco grupos distintos, incluindo os tiranossaurídeos.

A equipe também desenvolveu um método para mensurar a potência do crânio a partir de suas dimensões e da fusão óssea. Conforme explicou a coautora Elizabeth Steell, de Cambridge, foram examinadas as proporções entre o crânio e o tamanho corporal, bem como o comprimento dos membros anteriores em comparação ao crânio e ao corpo, buscando-se padrões e tendências.

Os resultados demonstraram que o encurtamento dos braços estava mais associado ao surgimento de crânios volumosos e mandíbulas fortes do que ao aumento do tamanho corporal geral, o que indica que os membros menores não eram mero reflexo de corpos grandes. Prova disso é o Majungasaurus, grande predador de Madagascar que possuía braços reduzidos e cabeça poderosa, mesmo sem apresentar um porte físico tão avantajado. Scherer destacou que tais adaptações ocorreram com frequência em regiões com presas gigantes, o que sugere uma relação com as estratégias de caça.

Partes da alimentação desses terópodes consistiam em herbívoros gigantescos, como os saurópodes. Os pesquisadores suspeitam que o aumento do tamanho desses herbívoros tenha motivado o fortalecimento do crânio dos predadores, que precisaram substituir o uso das garras pelas mandíbulas na caça para triunfarem em uma corrida evolutiva. Scherer observou que segurar um saurópode de trinta metros com as garras não era viável, sendo mais eficaz atacar com as mandíbulas. Dessa forma, a cabeça assumiu o papel de principal meio de ataque, fazendo com que os braços, por desuso, perdessem utilidade e diminuíssem com o tempo.

Por outro lado, Steell ressaltou que alguns dinossauros ainda utilizavam os braços, mas estes apresentavam crânios diferenciados, mais alongados e delicados. Embora Scherer reconheça que o estudo demonstre uma correlação, e não uma prova definitiva de causalidade, ele considera provável que o fortalecimento craniano tenha antecedido o encurtamento dos braços, pois não faria sentido evolutivo abandonar um mecanismo de ataque sem uma alternativa prévia.

O estudo revelou ainda que a redução dos membros ocorreu de formas variadas entre os grupos de terópodes: enquanto alguns encurtaram especialmente as mãos e antebraços, outros reduziram o membro de maneira uniforme, sinalizando caminhos evolutivos paralelos para um mesmo resultado. Steell concluiu que a pesquisa confirma a suspeita de que crânios grandes reduziam a necessidade dos braços, e acrescentou que a metodologia aplicada pode ser útil para estudar a robustez craniana em outros animais, como as aves modernas, que também pertencem ao grupo dos terópodes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77555n28vgo.adaptado.
A equipe "também" desenvolveu um método para mensurar a "potência" do "crânio" a partir de suas "dimensões" e da fusão "óssea".
Com base no trecho, analise as assertivas a seguir em relação à acentuação gráfica.

I. A palavra "também" recebe acento gráfico por ser uma oxítona terminada em "em".
II. A palavra "potência" recebe acento gráfico por ser uma paroxítona terminada em ditongo crescente.
III. A palavra "crânio" recebe acento gráfico por ser uma proparoxítona e todas são acentuadas.
IV. A palavra "dimensões" recebe acento gráfico por ser uma oxítona terminada em "e" seguida de "s".
V. A palavra "óssea" recebe acento gráfico por ser uma paroxítona terminada em ditongo crescente.



Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4278995 Português
Por que o T. rex tinha braços ridiculamente pequenos


Um novo estudo trouxe esclarecimentos sobre o motivo pelo qual o Tyrannosaurus rex e outros dinossauros bípedes possuíam braços proporcionalmente reduzidos em relação ao corpo. Os terópodes formavam um grupo variado de dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros, que, embora gigantescos, apresentavam membros anteriores extremamente pequenos, conforme aponta o pesquisador Charlie Roger Scherer, doutorando no University College London. O T. rex, por exemplo, atingia entre doze e treze metros de comprimento, mas seus braços mediam apenas um metro, extensão que, contudo, era suficiente para auxiliar no acasalamento ou no levantamento do solo.

A pesquisa desenvolvida pela Universidade de Cambridge e pelo University College London indica que esses animais podem ter perdido os braços longos por eles não serem mais úteis na captura de presas, favorecendo o desenvolvimento de cabeças e mandíbulas maiores e mais potentes. Ao analisar oitenta e duas espécies de terópodes, os cientistas constataram que a redução dos membros anteriores ocorreu em cinco grupos distintos, incluindo os tiranossaurídeos.

A equipe também desenvolveu um método para mensurar a potência do crânio a partir de suas dimensões e da fusão óssea. Conforme explicou a coautora Elizabeth Steell, de Cambridge, foram examinadas as proporções entre o crânio e o tamanho corporal, bem como o comprimento dos membros anteriores em comparação ao crânio e ao corpo, buscando-se padrões e tendências.

Os resultados demonstraram que o encurtamento dos braços estava mais associado ao surgimento de crânios volumosos e mandíbulas fortes do que ao aumento do tamanho corporal geral, o que indica que os membros menores não eram mero reflexo de corpos grandes. Prova disso é o Majungasaurus, grande predador de Madagascar que possuía braços reduzidos e cabeça poderosa, mesmo sem apresentar um porte físico tão avantajado. Scherer destacou que tais adaptações ocorreram com frequência em regiões com presas gigantes, o que sugere uma relação com as estratégias de caça.

Partes da alimentação desses terópodes consistiam em herbívoros gigantescos, como os saurópodes. Os pesquisadores suspeitam que o aumento do tamanho desses herbívoros tenha motivado o fortalecimento do crânio dos predadores, que precisaram substituir o uso das garras pelas mandíbulas na caça para triunfarem em uma corrida evolutiva. Scherer observou que segurar um saurópode de trinta metros com as garras não era viável, sendo mais eficaz atacar com as mandíbulas. Dessa forma, a cabeça assumiu o papel de principal meio de ataque, fazendo com que os braços, por desuso, perdessem utilidade e diminuíssem com o tempo.

Por outro lado, Steell ressaltou que alguns dinossauros ainda utilizavam os braços, mas estes apresentavam crânios diferenciados, mais alongados e delicados. Embora Scherer reconheça que o estudo demonstre uma correlação, e não uma prova definitiva de causalidade, ele considera provável que o fortalecimento craniano tenha antecedido o encurtamento dos braços, pois não faria sentido evolutivo abandonar um mecanismo de ataque sem uma alternativa prévia.

O estudo revelou ainda que a redução dos membros ocorreu de formas variadas entre os grupos de terópodes: enquanto alguns encurtaram especialmente as mãos e antebraços, outros reduziram o membro de maneira uniforme, sinalizando caminhos evolutivos paralelos para um mesmo resultado. Steell concluiu que a pesquisa confirma a suspeita de que crânios grandes reduziam a necessidade dos braços, e acrescentou que a metodologia aplicada pode ser útil para estudar a robustez craniana em outros animais, como as aves modernas, que também pertencem ao grupo dos terópodes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77555n28vgo.adaptado.
Estudos sobre evolução costumam investigar como determinadas adaptações anatômicas influenciam a sobrevivência das espécies, relacionando mudanças estruturais às estratégias desenvolvidas pelos organismos ao longo do processo evolutivo.
Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4278994 Português
Por que o T. rex tinha braços ridiculamente pequenos


Um novo estudo trouxe esclarecimentos sobre o motivo pelo qual o Tyrannosaurus rex e outros dinossauros bípedes possuíam braços proporcionalmente reduzidos em relação ao corpo. Os terópodes formavam um grupo variado de dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros, que, embora gigantescos, apresentavam membros anteriores extremamente pequenos, conforme aponta o pesquisador Charlie Roger Scherer, doutorando no University College London. O T. rex, por exemplo, atingia entre doze e treze metros de comprimento, mas seus braços mediam apenas um metro, extensão que, contudo, era suficiente para auxiliar no acasalamento ou no levantamento do solo.

A pesquisa desenvolvida pela Universidade de Cambridge e pelo University College London indica que esses animais podem ter perdido os braços longos por eles não serem mais úteis na captura de presas, favorecendo o desenvolvimento de cabeças e mandíbulas maiores e mais potentes. Ao analisar oitenta e duas espécies de terópodes, os cientistas constataram que a redução dos membros anteriores ocorreu em cinco grupos distintos, incluindo os tiranossaurídeos.

A equipe também desenvolveu um método para mensurar a potência do crânio a partir de suas dimensões e da fusão óssea. Conforme explicou a coautora Elizabeth Steell, de Cambridge, foram examinadas as proporções entre o crânio e o tamanho corporal, bem como o comprimento dos membros anteriores em comparação ao crânio e ao corpo, buscando-se padrões e tendências.

Os resultados demonstraram que o encurtamento dos braços estava mais associado ao surgimento de crânios volumosos e mandíbulas fortes do que ao aumento do tamanho corporal geral, o que indica que os membros menores não eram mero reflexo de corpos grandes. Prova disso é o Majungasaurus, grande predador de Madagascar que possuía braços reduzidos e cabeça poderosa, mesmo sem apresentar um porte físico tão avantajado. Scherer destacou que tais adaptações ocorreram com frequência em regiões com presas gigantes, o que sugere uma relação com as estratégias de caça.

Partes da alimentação desses terópodes consistiam em herbívoros gigantescos, como os saurópodes. Os pesquisadores suspeitam que o aumento do tamanho desses herbívoros tenha motivado o fortalecimento do crânio dos predadores, que precisaram substituir o uso das garras pelas mandíbulas na caça para triunfarem em uma corrida evolutiva. Scherer observou que segurar um saurópode de trinta metros com as garras não era viável, sendo mais eficaz atacar com as mandíbulas. Dessa forma, a cabeça assumiu o papel de principal meio de ataque, fazendo com que os braços, por desuso, perdessem utilidade e diminuíssem com o tempo.

Por outro lado, Steell ressaltou que alguns dinossauros ainda utilizavam os braços, mas estes apresentavam crânios diferenciados, mais alongados e delicados. Embora Scherer reconheça que o estudo demonstre uma correlação, e não uma prova definitiva de causalidade, ele considera provável que o fortalecimento craniano tenha antecedido o encurtamento dos braços, pois não faria sentido evolutivo abandonar um mecanismo de ataque sem uma alternativa prévia.

O estudo revelou ainda que a redução dos membros ocorreu de formas variadas entre os grupos de terópodes: enquanto alguns encurtaram especialmente as mãos e antebraços, outros reduziram o membro de maneira uniforme, sinalizando caminhos evolutivos paralelos para um mesmo resultado. Steell concluiu que a pesquisa confirma a suspeita de que crânios grandes reduziam a necessidade dos braços, e acrescentou que a metodologia aplicada pode ser útil para estudar a robustez craniana em outros animais, como as aves modernas, que também pertencem ao grupo dos terópodes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77555n28vgo.adaptado.
Ao abordar o tema, o texto amplia a discussão por meio da apresentação de evidências, exemplos e comparações que contribuem para o desenvolvimento e o fortalecimento da hipótese defendida ao longo da exposição.
Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4278993 Português
Por que o T. rex tinha braços ridiculamente pequenos


Um novo estudo trouxe esclarecimentos sobre o motivo pelo qual o Tyrannosaurus rex e outros dinossauros bípedes possuíam braços proporcionalmente reduzidos em relação ao corpo. Os terópodes formavam um grupo variado de dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros, que, embora gigantescos, apresentavam membros anteriores extremamente pequenos, conforme aponta o pesquisador Charlie Roger Scherer, doutorando no University College London. O T. rex, por exemplo, atingia entre doze e treze metros de comprimento, mas seus braços mediam apenas um metro, extensão que, contudo, era suficiente para auxiliar no acasalamento ou no levantamento do solo.

A pesquisa desenvolvida pela Universidade de Cambridge e pelo University College London indica que esses animais podem ter perdido os braços longos por eles não serem mais úteis na captura de presas, favorecendo o desenvolvimento de cabeças e mandíbulas maiores e mais potentes. Ao analisar oitenta e duas espécies de terópodes, os cientistas constataram que a redução dos membros anteriores ocorreu em cinco grupos distintos, incluindo os tiranossaurídeos.

A equipe também desenvolveu um método para mensurar a potência do crânio a partir de suas dimensões e da fusão óssea. Conforme explicou a coautora Elizabeth Steell, de Cambridge, foram examinadas as proporções entre o crânio e o tamanho corporal, bem como o comprimento dos membros anteriores em comparação ao crânio e ao corpo, buscando-se padrões e tendências.

Os resultados demonstraram que o encurtamento dos braços estava mais associado ao surgimento de crânios volumosos e mandíbulas fortes do que ao aumento do tamanho corporal geral, o que indica que os membros menores não eram mero reflexo de corpos grandes. Prova disso é o Majungasaurus, grande predador de Madagascar que possuía braços reduzidos e cabeça poderosa, mesmo sem apresentar um porte físico tão avantajado. Scherer destacou que tais adaptações ocorreram com frequência em regiões com presas gigantes, o que sugere uma relação com as estratégias de caça.

Partes da alimentação desses terópodes consistiam em herbívoros gigantescos, como os saurópodes. Os pesquisadores suspeitam que o aumento do tamanho desses herbívoros tenha motivado o fortalecimento do crânio dos predadores, que precisaram substituir o uso das garras pelas mandíbulas na caça para triunfarem em uma corrida evolutiva. Scherer observou que segurar um saurópode de trinta metros com as garras não era viável, sendo mais eficaz atacar com as mandíbulas. Dessa forma, a cabeça assumiu o papel de principal meio de ataque, fazendo com que os braços, por desuso, perdessem utilidade e diminuíssem com o tempo.

Por outro lado, Steell ressaltou que alguns dinossauros ainda utilizavam os braços, mas estes apresentavam crânios diferenciados, mais alongados e delicados. Embora Scherer reconheça que o estudo demonstre uma correlação, e não uma prova definitiva de causalidade, ele considera provável que o fortalecimento craniano tenha antecedido o encurtamento dos braços, pois não faria sentido evolutivo abandonar um mecanismo de ataque sem uma alternativa prévia.

O estudo revelou ainda que a redução dos membros ocorreu de formas variadas entre os grupos de terópodes: enquanto alguns encurtaram especialmente as mãos e antebraços, outros reduziram o membro de maneira uniforme, sinalizando caminhos evolutivos paralelos para um mesmo resultado. Steell concluiu que a pesquisa confirma a suspeita de que crânios grandes reduziam a necessidade dos braços, e acrescentou que a metodologia aplicada pode ser útil para estudar a robustez craniana em outros animais, como as aves modernas, que também pertencem ao grupo dos terópodes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77555n28vgo.adaptado.
 O T. rex, por exemplo, atingia entre doze e treze metros de comprimento, mas seus braços mediam apenas um metro, extensão "que", contudo, era suficiente para auxiliar no acasalamento ou no levantamento do solo.
O termo destacado classifica-se como pronome relativo porque __________.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
Alternativas
Q4278992 Português
Por que o T. rex tinha braços ridiculamente pequenos


Um novo estudo trouxe esclarecimentos sobre o motivo pelo qual o Tyrannosaurus rex e outros dinossauros bípedes possuíam braços proporcionalmente reduzidos em relação ao corpo. Os terópodes formavam um grupo variado de dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros, que, embora gigantescos, apresentavam membros anteriores extremamente pequenos, conforme aponta o pesquisador Charlie Roger Scherer, doutorando no University College London. O T. rex, por exemplo, atingia entre doze e treze metros de comprimento, mas seus braços mediam apenas um metro, extensão que, contudo, era suficiente para auxiliar no acasalamento ou no levantamento do solo.

A pesquisa desenvolvida pela Universidade de Cambridge e pelo University College London indica que esses animais podem ter perdido os braços longos por eles não serem mais úteis na captura de presas, favorecendo o desenvolvimento de cabeças e mandíbulas maiores e mais potentes. Ao analisar oitenta e duas espécies de terópodes, os cientistas constataram que a redução dos membros anteriores ocorreu em cinco grupos distintos, incluindo os tiranossaurídeos.

A equipe também desenvolveu um método para mensurar a potência do crânio a partir de suas dimensões e da fusão óssea. Conforme explicou a coautora Elizabeth Steell, de Cambridge, foram examinadas as proporções entre o crânio e o tamanho corporal, bem como o comprimento dos membros anteriores em comparação ao crânio e ao corpo, buscando-se padrões e tendências.

Os resultados demonstraram que o encurtamento dos braços estava mais associado ao surgimento de crânios volumosos e mandíbulas fortes do que ao aumento do tamanho corporal geral, o que indica que os membros menores não eram mero reflexo de corpos grandes. Prova disso é o Majungasaurus, grande predador de Madagascar que possuía braços reduzidos e cabeça poderosa, mesmo sem apresentar um porte físico tão avantajado. Scherer destacou que tais adaptações ocorreram com frequência em regiões com presas gigantes, o que sugere uma relação com as estratégias de caça.

Partes da alimentação desses terópodes consistiam em herbívoros gigantescos, como os saurópodes. Os pesquisadores suspeitam que o aumento do tamanho desses herbívoros tenha motivado o fortalecimento do crânio dos predadores, que precisaram substituir o uso das garras pelas mandíbulas na caça para triunfarem em uma corrida evolutiva. Scherer observou que segurar um saurópode de trinta metros com as garras não era viável, sendo mais eficaz atacar com as mandíbulas. Dessa forma, a cabeça assumiu o papel de principal meio de ataque, fazendo com que os braços, por desuso, perdessem utilidade e diminuíssem com o tempo.

Por outro lado, Steell ressaltou que alguns dinossauros ainda utilizavam os braços, mas estes apresentavam crânios diferenciados, mais alongados e delicados. Embora Scherer reconheça que o estudo demonstre uma correlação, e não uma prova definitiva de causalidade, ele considera provável que o fortalecimento craniano tenha antecedido o encurtamento dos braços, pois não faria sentido evolutivo abandonar um mecanismo de ataque sem uma alternativa prévia.

O estudo revelou ainda que a redução dos membros ocorreu de formas variadas entre os grupos de terópodes: enquanto alguns encurtaram especialmente as mãos e antebraços, outros reduziram o membro de maneira uniforme, sinalizando caminhos evolutivos paralelos para um mesmo resultado. Steell concluiu que a pesquisa confirma a suspeita de que crânios grandes reduziam a necessidade dos braços, e acrescentou que a metodologia aplicada pode ser útil para estudar a robustez craniana em outros animais, como as aves modernas, que também pertencem ao grupo dos terópodes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77555n28vgo.adaptado.
Os pesquisadores suspeitam que o aumento do tamanho desses herbívoros tenha motivado o fortalecimento do crânio dos predadores, que precisaram substituir o uso das garras pelas mandíbulas na caça para triunfarem em uma corrida evolutiva.
Com base no trecho, assinale a alternativa CORRETA em relação à concordância nominal.
Alternativas
Respostas
1001: B
1002: E
1003: D
1004: B
1005: A
1006: E
1007: C
1008: D
1009: A
1010: D
1011: C
1012: B
1013: D
1014: C
1015: E
1016: C
1017: B
1018: A
1019: C
1020: B