Questões de Concurso
Sobre fonologia em português
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Considere o texto a seguir para responder à questão.
Texto 2
Série ‘A Mulher da Casa Abandonada’ ganha data
de estreia no streaming
Documentário chega ao Prime Video no segundo
semestre, trazendo luz ao caso que chocou o Brasil
em 2022
Em junho deste ano, o Prime Video havia anunciado o lançamento da série documental A Mulher da Casa Abandonada, que conta a história completa de Margarida Bonetti, uma rica moradora de um casarão antigo no bairro Higienópolis, em São Paulo. O caso veio à tona em 2022 pelo podcast homônimo apresentado por Chico Felitti em plataformas de áudio como o Spotify. Agora, a produção ganha data de estreia no streaming da Amazon: 15 de agosto. A mansão suntuosa estava gasta e precisando de reparos e sua dona uma figura um tanto quanto peculiar frequentemente vista pela vizinhança usando um creme facial branco por todo o rosto discutia com agentes da prefeitura. O encontro de Margarida com Chico Felitti aconteceu enquanto a mulher tentava impedir a poda de uma árvore.
Conforme Chico se aproximava da mulher e descobria mais sobre sua vida, ele descobriu que ela havia fugido dos Estados Unidos com o marido após manter uma pessoa em situação análoga a escravidão por 20 anos dentro de sua própria casa, trabalhando como empregada doméstica. O podcast é resultado da investigação de Felitti sobre a história bizarra da mulher, apelidada de “a mulher da casa abandonada”. Ao longo de três episódios, a série do Prime Video trará novos detalhes sobre o caso, bem como declarações do FBI e de novas testemunhas. Na época em que o caso repercutiu, Margarida Bonetti deixou a residência no Higienópolis, largando para trás dois cachorros de estimação, que posteriormente foram resgatados pela ativista Luisa Mell, que relatou a insalubridade do local após fazer o resgate.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/serie-a-mulher-da-casa-abandonada-ganha-data-de-estreia-no-streaming/. Acesso em: 22 jul. 2025.
Analise os fenômenos fonético-fonológicos presentes nas palavras destacadas no excerto a seguir e assinale a alternativa correta.
“O caso veio à tona em 2022 pelo podcast homônimo apresentado por Chico Felitti em plataformas de áudio como o Spotify. Agora, a produção ganha data de estreia no streaming da Amazon: 15 de agosto.”.
Considere o texto a seguir para responder à questão.
Texto 1
Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo
[...]
Por Sérgio Rodrigues
Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?
Deixemos de lado por ora as considerações morais. Restam questões bem objetivas: se a nuvem se situa nas profundezas da Terra, então incorremos em erro quando dizemos “baixar” um filme ao trazê-lo de alguma cinemateca virtual para nossa máquina. Deveríamos dizer “subir”. E vice-versa. No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?
O problema se revela no atacado, na escala em que a linguagem digital reprogramou nossas palavras. A nuvem de dados é apenas uma das formas que ela tem de nos apresentar uma face familiar, sorridente, enquanto demole e reconstrói o edifício das relações sociais inteiro. De cima até embaixo. Se a nuvem não é nuvem, o amigo de rede social será mesmo amigo, quer dizer, amigo-amigo de verdade, amigo em qualquer sentido que vá além do figurado?
Estamos no terreno da metáfora, claro. Força indomável da linguagem, criadora de novos sentidos por analogia, é ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião. Alguém pode argumentar que tudo isso é perfeitamente inofensivo, quem sabe até uma bênção: tratando-se de uma tecnologia que cria tanta coisa nova, é bom que ela se expresse assim em vez de poluir a paisagem com neologismos frios, não?
O argumento é válido em tese, mas desconsidera algo fundamental: o quanto a metaforização digital ampla e irrestrita nos impede de compreender a profundidade da mudança em nossas vidas – e reagir com a cautela que o bom senso recomendaria. A comunidade online não é antropologicamente comparável a nada do que os seres humanos entendiam por “comunidade” desde que a palavra foi criada até... outro dia de manhã. Como esperar que as nossas democracias permaneçam as mesmas?
Fazendo parecer familiar e seguro um meio de comunicação agressivamente dedicado a reconfigurar a paisagem social nos mínimos detalhes, a linguagem nos induz a um estado de negação. Se nossos filhos pequenos não estivessem apenas se divertindo entre “amigos”, navegando por instrutivas “páginas”, acessando “nuvens” bucólicas, será que os deixaríamos por tanto tempo sozinhos diante de telas, sem nenhuma supervisão?
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/06/nuvem-nao-e-nuvem-amigo-nao-e-amigo.shtml. Acesso em: 17 jul. 2025.
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.
TEXTO I
Cuidado: chatbots
Ruy Castro
Um amigo veio me falar dos chatbots: “Cuidado! São um perigo! Se conversar com um deles, não diga nada que possa te comprometer! Não faça confidências, não peça conselhos e não acredite em tudo o que ele diz!”. Envergonhado por não saber direito o que era um chatbot — nem como conversar com ele, se nunca lhe fui apresentado e não tenho ideia de onde vive —, apenas escutei e concordei enfaticamente.
Pela terminação do nome em bot, como em “robot”, intuí brilhantemente que um chatbot seria um robô que fala. Algo como a linda robota de “Metrópolis” (1927), o Robbie de “Planeta Proibido” (1956) ou o C‑3PO de “Guerra nas Estrelas” (1977). Mas, pelo que li no Google, esses avós da robótica não chegam nem ao chinelo de um chatbot — um programa de computador, baseado em inteligência artificial, que simula conversas com falantes em qualquer língua, nível intelectual e tipo de conteúdo. Se você tentar tapeá‑lo falando na língua do P, ele te respespondeperapá no apatopó.
Pelo grau de evolução da coisa, ouvi que os cientistas estão alarmados, porque muitos chatbots, controlados por uma facção de algoritmos fora da lei, aprenderam a se passar por humanos. Se for verdade, isso comprometerá todas as relações pessoais e sociais. Em quem poderemos confiar? Chatbots “humanos” terão acesso aos centros de decisões mundiais, induzindo os poderosos a fazer coisas.
Um exemplo. Um chatbot disseminará uma fake news capaz de abalar um país. Um segundo chatbot o “denunciará” como um farsante, com o que se tornará digno de confiança, e disseminará outra fake news ainda mais grave — e nesta todos acreditarão —, iniciando talvez uma guerra. Você perguntará: por que eles fariam isso? Por causa da velha (e tão humana) ambição de dominar o mundo, curvando‑o a um controle planetário.
Só uma coisa preocupa um chatbot: alguém arrancar seu fio da tomada da parede.
FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cotidiano, Opinião,
11 abr. 2025, p. A2 (adaptado).
Leia os textos a seguir.
TRECHO DO TEXTO I
“Envergonhado por não saber direito o que era um chatbot — nem como conversar com ele [...]. Em quem poderemos confiar? [...] Um chatbot disseminará uma fake news capaz de abalar um país.”
TEXTO III

Considerando os aspectos fonéticos e morfológicos, as palavras e termos que compõem os dois textos, analise as afirmativas a seguir.
1. Segundo a norma‑padrão, as palavras “disseminará” (trecho do texto I) e “você” (texto III) recebem acento na última sílaba por exemplificarem um(a) __________ terminado(a) em vogal.
2. As palavras “envergonhado” e “capaz” (trecho do texto I) pertencem à classe gramatical dos __________.
3. No texto III, a(s) linguagem(ns) __________ faz(em)-se presente(s).
A sequência que preenche correta e respectivamente as afirmativas anteriores é:
I- A palavra apresenta o mesmo número de fonemas e de letras.
II- Há nela a presença de um dígrafo.
III- Trata-se de palavra proparoxítona, cuja sílaba tônica é “ce”.
Está(ão) CORRETA(S):
(__) É uma palavra polissílaba.
(__) Possui um ditongo aberto.
(__) É proparoxítona.
(__) Contém um dígrafo nasal.
Fonte: MUNHOZ, Juliana de Souza Borges; DIAS, Carmen Lúcia; DOS SANTOS, Daniela Ferreira. A leitura e a escrita na deficiência intelectual: experiências que favoreceram o processo de alfabetização. In: Colloquium Humanarum. ISSN: 1809-8207. 2022. p. 66-85.
Assinale a alternativa que substitui corretamente o (X) do texto.
A clareza na comunicação oral depende diretamente da ortoépia, que é a correta pronúncia das palavras em relação à emissão de vogais, consoantes e acentuação tônica. Desvios da norma culta podem gerar ambiguidades e comprometer a credibilidade do comunicador, sendo um aspecto de atenção fundamental para profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho. Acerca do assunto, marque (V), para as afirmativas verdadeiras, e (F), para as falsas.
(__) Para manter a consistência fonética, o timbre da vogal "o" em palavras como "ovo" e "fogo" deve ser sempre fechado (/ô/) em seus plurais, "ovos" e "fogos".
(__) Na palavra "rubrica", a sílaba tônica é "-bri-", sendo a pronúncia correta /ru-BRÍ-ca/ e não /RÚ-bri-ca/, que é um erro comum de prosódia.
(__) A palavra "subsídio" deve ser pronunciada com o som de "ss" no dígrafo "sí", como em /subssídio/, para manter a integridade fonética do prefixo "sub".
(__) Na palavra "gratuito", o encontro vocálico "ui" forma um ditongo e a sílaba tônica é "tui", devendo ser pronunciada como /gra-TUI-to/, sendo incorreta a pronúncia com acentuação no "i", como em /gra-tu-Í-to/.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima.
A comunicação verbal eficaz em um ambiente profissional exige não apenas o domínio da gramática, mas também da correta pronúncia das palavras, o que inclui a adequada emissão de fonemas (ortoépia) e a correta acentuação tônica (prosódia). Erros nessas áreas podem gerar ruído na comunicação e afetar a imagem do profissional. Acerca do assunto, marque (V), para as afirmativas verdadeiras, e (F), para as falsas.
(__) A palavra "recorde", quando se refere a uma marca a ser superada, deve ser pronunciada como uma proparoxítona (/RÉ-cor-de/), seguindo o padrão da língua inglesa da qual se origina.
(__) Na palavra "pudico", que significa casto ou recatado, a sílaba tônica é "-di-", sendo a pronúncia correta /pu-DI-co/, e não /PÚ-di-co/.
(__) A pronúncia correta da palavra "adivinhar" inclui um som de "d" mudo na primeira sílaba, devendo ser falada como /a-DI-vi-nhar/ para maior fluidez na fala.
(__) O adjetivo "Nobel", como no "Prêmio Nobel", é uma palavra oxítona, e sua pronúncia correta rima com "papel", sendo incorreta a pronúncia /NÓ-bel/ (paroxítona).
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima.
Durante uma atividade de leitura e escuta, a professora pede às crianças que prestem atenção em um poema curto:
"O rato roeu a roupa do rei de Roma."
Depois de ouvir e repetir em voz alta, ela pergunta: "O que há de especial nesses sons repetidos no começo das palavras? Que tipo de jogo de sons o poeta usou para deixar o verso mais musical e fácil de memorizar?".
A intervenção da professora visa desenvolver qual habilidade de consciência fonológica?
Com base nos elementos fonéticos e fonológicos dos vocábulos presentes no trecho, julgue as assertivas a seguir:
I.Os vocábulos "trabalho" e "entendiante" apresentam sons iniciais que tornam a pronúncia mais fluida, graças à harmonia sonora resultante da presença de um encontro consonantal, no primeiro caso, e de um dígrafo vocálico, no segundo.
II.O vocábulo "quando" apresenta uma sequência de letras que corresponde à forma como a palavra é pronunciada, ou seja, há correspondência entre fonemas e letras.
III.Os vocábulos "tornando" e "empresas" possuem o mesmo número de letras e, além disso, o mesmo número de fonemas, embora não haja correspondência entre letras e fonemas. Ambas apresentam encontros consonantais, bem como dígrafos vocálicos.
IV. Nos vocábulos "sucessos" e "armadilha", os sons das consoantes presentes são mantidos na fala, sem ocorrer supressão ou acréscimo de fonemas.
É correto o que se afirma em:
Com base na fonologia e na fonética dos vocábulos extraídos do trecho, marque com (V) as afirmativas verdadeiras ou com (F) as falsas:
(__)O vocábulo 'exige' apresenta o mesmo número de fonemas dos vocábulos 'leite', 'língua' e 'queixa'.
(__)O vocábulo 'preconceito' apresenta encontro consonantal, dígrafo vocálico e encontro vocálico.
(__)Os vocábulos 'questionar' e 'que' apresentam dígrafos consonantais, diferentemente dos vocábulos 'equino' e 'aguar', que não apresentam esse tipo de dígrafo.
(__)O vocábulo 'ambiente' apresenta 8 letras e 6 fonemas, diferentemente do vocábulo 'coordenação' que apresenta 11 letras e 11 fonemas.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Analise as palavras a seguir e assinale a alternativa que apresenta um dígrafo consonantal:
Gelo – Chuva – Carro – Trono