Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q1344543 Português
Instrução: A questão pode referir-se ao texto abaixo, portanto, quando necessário, consulte-o. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Aula de Português para a formação de leitores


(Fonte: https://www.escrevendoofuturo.org.br, Artigo elaborado por Margarete Schlatter em coautoria com Camila Dilli e Letícia Soares Bortolini, acesso em 10-05-2019 – Fragmento adaptado)
No que tange ao uso da crase, avalie as afirmações que seguem:
I. A substituição do termo ‘estímulos’ (l. 01) por ‘estratégias’ implicaria o uso da crase, visto que estariam atendidas as condições que determinam seu uso. Em face disso, suprimir-se-iam o artigo definido masculino plural ‘os’, e se faria a inserção do artigo definido feminino plural, o qual seria combinado com a preposição exigida pelo vocábulo regido que ocorre no contexto. II. A substituição de ‘texto’ (l. 10) por ‘matéria textual’ implicaria a ocorrência de crase imediatamente antes dessa expressão. III. Na linha 19, a lacuna que precede o vocábulo ‘partir’ deve ser preenchida por à, visto que, ali, evidenciam-se as duas condições suficientes e necessárias para tal ocorrência.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1329203 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


Fonte: https://super.abril.com.br/saude/suplementos-proteicos-podem-afetar-o-humor-e-o-peso/ – texto adaptado.

Assinale a alternativa que apresenta a palavra que preenche corretamente a lacuna pontilhada da linha 24.
Alternativas
Q1328222 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Pesquisadores estão criando um “Wall-E do espaço” para limpar a órbita da Terra



Fonte: (https://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-estao-criando-wall-e-do-espaco-para-limpar-aorbita-da-terra/). Texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 01, 07, 09 e 10.
Alternativas
Q1324210 Português
Aponte a alternativa em que o acento grave indicativo de crase foi usado incorretamente.
Alternativas
Q1323658 Português

Leia o texto para responder a questão.


CASO DE CANÁRIO

Carlos Drummond de Andrade


    Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

    __ Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

    __ Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

    __ Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom; vá.

    O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

    __ Vai, meu bem.

    Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona, e dói ver a lenta agonia de um ser tão gracioso, que viveu para cantar.

     __ Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

    Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

    E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

    Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo. No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

     __ Ui!

    Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

    __ Ele estava precisando mesmo era de éter - concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

No trecho “Coube à cozinheira recolher a gaiola...” Para saber porque a expressão destacada tem crase, é preciso recorrer a qual regra (correta)?
Alternativas
Q1323106 Português
Cada vez menores

    No período histórico ____________ como Pleistoceno, que começou há 2,6 milhões de anos e durou até 11.700 anos atrás, a fauna, a flora e o clima do planeta eram completamente diferentes do que vemos e sentimos na atualidade. Há 125.000 anos, os humanos do gênero Homo, que evoluíram de seus ancestrais australopitecos, conviviam com imensos mamíferos que então habitavam a Terra. Mamutes, preguiças-gigantes e tigres-dentes-de-sabre, que agora pareceriam invenções de filmes de ficção científica, dividiam espaço com o mais antigo _______________ de nossos ancestrais na África Subsaariana. Com o transcorrer dos milênios, essas espécies enormes desapareceram gradualmente. Passaram de uma massa média de 69 quilos para os 17 quilos atuais. De acordo com um estudo publicado pela Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, o peso mais comum de um mamífero daqui a 200 anos poderá ser de singelos 7 quilos. E o maior animal terrestre não deverá mais ser um imponente elefante, como hoje, mas uma vaca.
https://veja.abril.com.br/revista-veja/cada-vez-menores/ - adaptado.
Quanto ao uso da crase, assinalar a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q1322085 Português

Assistir à Netflix tem alto preço ambiental, dizem especialistas


    Para assistir a um filme em casa, você tinha que dirigir até a locadora de vídeo local para alugar e devolver a fita. Hoje, os provedores de conteúdo de vídeo sob demanda oferecem inúmeras opções dignas de maratona que podem ser acessadas com o toque de um dedo.

    Mas essa facilidade ______ com um alto preço ambiental. Assistir a um episódio de série com meia hora de duração levaria a emissões de 1,6kg de equivalente de dióxido de carbono, isso equivale a dirigir 6,28 quilômetros. “Os vídeos digitais ______ em tamanhos muito grandes e estão ficando maiores a cada nova geração de vídeo em alta definição”, disse Gary Cook, do Greenpeace, que monitora a pegada de energia do setor de TI.

    Grande parte da energia necessária para os serviços de streaming é consumida por data centers (centros de processamento de dados), contribuindo com cerca de 0,3% de todas as emissões de carbono. O tráfego de vídeo on-line deve ser multiplicado por quatro de 2017 a 2022, respondendo por 80% de todo o tráfego da internet até 2022.

    Além disso, os equipamentos para visualizar vídeos estão ficando maiores. O tamanho médio da tela passará para 50 polegadas em 2021. Especialistas sugerem que os espectadores desativem a reprodução automática e assistam aos vídeos com Wi-Fi e em formatos de baixa definição.

    O exercício da responsabilidade coletiva, com indivíduos exigindo que os gigantes da internet façam a transição rápida de seus data centers para energia renovável, tem sido o maior impulsionador até agora.

https://gauchazh.clicrbs.com.br/... - adaptado.

Sobre o uso ou não da crase, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) Cumprimento à todos os meus compatriotas.

( ) Refiro-me àquela atriz francesa.

( ) Prefiro refrigerante à suco natural.

Alternativas
Q1322045 Português
De acordo com o uso ou não da crase, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1319560 Português

Texto adaptado. Disponível em: https://istoe.com.br/oceanos-sao-chave-na-luta-contra-oaquecimento/ (20/09/19)

Relativamente ao uso do sinal de crase, avalie as assertivas que seguem e os fragmentos textuais que as acompanham:
I. De acordo com Azeredo, em sua Gramática Houaiss, crase, etmologicamente, significa a combinação do artigo definido feminino com a preposição a, que, ao se fundirem, é representada na escrita por um acento grave sobre a vogal a. Tal fato pode ser verificado na linha 25, ao se completar a linha tracejada. II. Crase, do grego krásis, designa, em gramática normativa, a contração da preposição a com o artigo feminino a ou as, conforme preconiza Cegalla. Na linha 28, a lacuna deve ser preenchida por às, visto que as prerrogativas para essa ocorrência podem ser cumpridas; entretanto, há também a possibilidade de preencher-se a lacuna apenas com a preposição a. III. Para Bechara, emprega-se o acento grave no a para indicar que soa como vogal aberta; ocorrendo quando representa a construção da preposição a com o artigo a ou o início de aquele(s), aquela(s), aquilo. Na linha 41, a ocorrência assinalada em negrito deveria receber o acento grave, visto que ali se evidenciam as condições para sua ocorrência.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q1319550 Português

Texto adaptado. Disponível em: https://istoe.com.br/oceanos-sao-chave-na-luta-contra-oaquecimento/ (20/09/19)

Relativamente ao uso do sinal de crase, avalie as assertivas que seguem e os fragmentos textuais que as acompanham:
I. De acordo com Azeredo, em sua Gramática Houaiss, crase, etmologicamente, significa a combinação do artigo definido feminino com a preposição a, que, ao se fundirem, é representada na escrita por um acento grave sobre a vogal a. Tal fato pode ser verificado na linha 25, ao se completar a linha tracejada. II. Crase, do grego krásis, designa, em gramática normativa, a contração da preposição a com o artigo feminino a ou as, conforme preconiza Cegalla. Na linha 28, a lacuna deve ser preenchida por às, visto que as prerrogativas para essa ocorrência podem ser cumpridas; entretanto, há também a possibilidade de preencher-se a lacuna apenas com a preposição a. III. Para Bechara, emprega-se o acento grave no a para indicar que soa como vogal aberta; ocorrendo quando representa a construção da preposição a com o artigo a ou o início de aquele(s), aquela(s), aquilo. Na linha 41, a ocorrência assinalada em negrito deveria receber o acento grave, visto que ali se evidenciam as condições para sua ocorrência.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q1319024 Português

    Faz alguns anos que um grupo de amigos se reúne comigo para ler poesia. Numa dessas reuniões nos deparamos com esta afirmação de Gandhi: “Eu nunca acreditei que a sobrevivência fosse um valor último. A vida, para ser bela, deve estar cercada de vontade, de bondade e de liberdade. Essas são coisas pelas quais vale a pena morrer”. Essas palavras provocaram um silêncio meditativo, até que um dos membros do grupo, que se chama Canoeiros, sugeriu que fizéssemos um exercício espiritual. Um joguinho de “faz de conta”. “Vamos fazer de conta que sabemos que temos apenas um ano a mais de vida. Como é que viveremos sabendo que o tempo é curto?”

    A consciência da morte nos dá uma maravilhosa lucidez. D. Juan, o bruxo do livro de Carlos Castañeda, Viagem a Ixtlan, advertia seu discípulo: “Essa bem pode ser a sua última batalha sobre a terra”. Sim, bem pode ser. Somente os tolos pensam de outra forma. E se ela pode ser a última batalha, que seja uma batalha que valha a pena. E, com isso, nos libertamos de uma infinidade de coisas ptolas e mesquinhas que permitimos se aninhem em nossos pensamentos e coração. Resta então a pergunta: “O que é o essencial?”. Um conhecido meu, ao saber que tinha um câncer no cérebro e que lhe restavam não mais que seis meses de vida, começou uma vida nova. As etiquetas sociais não mais faziam sentido. Passou a receber somente as pessoas que desejava receber, os amigos, com quem podia compartilhar seus sentimentos. Eliot se refere a um tempo em que ficamos livres da compulsão prática – fazer, fazer, fazer. Não havia mais nada a fazer. Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida: ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado.

    O fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca.

(Rubem Alves. Variações sobre o prazer: Santo Agostinho, Nietzsche, Marx e Babette. São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2011. Adaptado)

Acerca da linguagem empregada no texto, é correto afirmar:
Alternativas
Q1318451 Português

Farmácia literária


    Imagine chegar ao consultório ou ao hospital com um incômodo qualquer e sair de lá com a prescrição de uma terapia intensiva de George Orwell, seguida de pílulas de Fernando Pessoa, emplastros de Victor Hugo e doses generosas de Monteiro Lobato. Você não leu errado: uma boa história ajuda a aliviar depressão, ansiedade e outros problemas que atingem a cabeça e o resto do organismo.

    Quem garante esse poder medicamentoso das ficções são as inglesas Ella Berthoud e Susan Elderkin, que acabam de publicar no Brasil Farmácia Literária (Verus). Redigida no estilo de manual médico, a obra reúne cerca de 200 males divididos em ordem alfabética. Para cada um, há dicas de leituras.

    As autoras se conheceram enquanto estudavam literatura na Universidade de Cambridge. Entre um debate sobre um romance e outro, viraram amigas e criaram um serviço de biblioterapia, em que apontam exemplares para indivíduos que procuram assistência. “O termo biblioterapia vem do grego e significa a cura por meio dos livros”, ressalta Ella.

    O método é tão sério que virou política de saúde pública no Reino Unido. Desde 2013, pacientes com doenças psiquiátricas recebem indicações do que devem ler direto do especialista. Da mesma maneira que vão à drogaria comprar remédios, eles levam o receituário à biblioteca e tomam emprestados os volumes aconselhados.

     A iniciativa britânica foi implementada com base numa série de pesquisas recentes que avaliaram o papel das palavras no bem-estar. Uma experiência realizada na Universidade New School, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas com o hábito de reservar um tempo às letras costumam ter maior empatia, ou seja, uma capacidade ampliada de entender e se colocar no lugar do próximo. Outra pesquisa da também americana Universidade Harvard apontou que leitores ávidos são mais sociáveis e abertos para conversar.

     E olha que estamos falando de ficção mesmo. No novo livro não vemos gêneros como autoajuda ou biografia. “Eles já tinham o seu espaço, enquanto as ficções eram um recurso pouco utilizado. É difícil lembrar-se de uma condição que não tenha sido retratada em alguma narrativa”, esclarece Susan.

    As autoras acreditam que é possível tirar lições valiosas do que fazer e do que evitar a partir da trajetória de heróis e vilões. “Ler sobre personagens que experimentaram ou sentiram as mesmas coisas que vivencio agora auxilia, inspira e apresenta perspectivas distintas”, completa.

    As sugestões percorrem praticamente todas as épocas e movimentos literários da humanidade. A obra mais antiga que integra o livro é a epopeia ‘O Asno de Ouro’, assinada pelo romano Lúcio Apuleio, no século II, que serve de fármaco para exagero na autoconfiança. Há também os moderníssimos ‘Reparação’, do inglês Ian McEwan (solução para excesso de mentira), e ‘1Q84’, do japonês Haruki Murakami (potente para as situações em que o amor simplesmente termina). 

    Disponível em 20 países, cada edição de Farmácia Literária é adaptada para a cultura local, com a inclusão de verbetes e de literatos nacionais. “Nós precisamos contemplar as obras que formaram e moldaram o ideal daquela nação para que nosso ofício faça sentido”, conta Ella. No caso do Brasil, foram inseridos os principais textos de Machado de Assis, Guimarães Rosa e Milton Hatoum, que fazem companhia aos portugueses Eça de Queirós e José Saramago.

(Rosa Maria Miguel Fontes. Jornalista e Escritora. Disponível em: http://blogs.uai.com.br/contaumahistoria/farmaci a-literaria/. Abril de 2017. Com adaptações.) 

De acordo com a pertinência linguística, assinale a afirmativa em que o sinal indicativo da crase foi efetuado adequadamente.
Alternativas
Q1318450 Português

Farmácia literária


    Imagine chegar ao consultório ou ao hospital com um incômodo qualquer e sair de lá com a prescrição de uma terapia intensiva de George Orwell, seguida de pílulas de Fernando Pessoa, emplastros de Victor Hugo e doses generosas de Monteiro Lobato. Você não leu errado: uma boa história ajuda a aliviar depressão, ansiedade e outros problemas que atingem a cabeça e o resto do organismo.

    Quem garante esse poder medicamentoso das ficções são as inglesas Ella Berthoud e Susan Elderkin, que acabam de publicar no Brasil Farmácia Literária (Verus). Redigida no estilo de manual médico, a obra reúne cerca de 200 males divididos em ordem alfabética. Para cada um, há dicas de leituras.

    As autoras se conheceram enquanto estudavam literatura na Universidade de Cambridge. Entre um debate sobre um romance e outro, viraram amigas e criaram um serviço de biblioterapia, em que apontam exemplares para indivíduos que procuram assistência. “O termo biblioterapia vem do grego e significa a cura por meio dos livros”, ressalta Ella.

    O método é tão sério que virou política de saúde pública no Reino Unido. Desde 2013, pacientes com doenças psiquiátricas recebem indicações do que devem ler direto do especialista. Da mesma maneira que vão à drogaria comprar remédios, eles levam o receituário à biblioteca e tomam emprestados os volumes aconselhados.

     A iniciativa britânica foi implementada com base numa série de pesquisas recentes que avaliaram o papel das palavras no bem-estar. Uma experiência realizada na Universidade New School, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas com o hábito de reservar um tempo às letras costumam ter maior empatia, ou seja, uma capacidade ampliada de entender e se colocar no lugar do próximo. Outra pesquisa da também americana Universidade Harvard apontou que leitores ávidos são mais sociáveis e abertos para conversar.

     E olha que estamos falando de ficção mesmo. No novo livro não vemos gêneros como autoajuda ou biografia. “Eles já tinham o seu espaço, enquanto as ficções eram um recurso pouco utilizado. É difícil lembrar-se de uma condição que não tenha sido retratada em alguma narrativa”, esclarece Susan.

    As autoras acreditam que é possível tirar lições valiosas do que fazer e do que evitar a partir da trajetória de heróis e vilões. “Ler sobre personagens que experimentaram ou sentiram as mesmas coisas que vivencio agora auxilia, inspira e apresenta perspectivas distintas”, completa.

    As sugestões percorrem praticamente todas as épocas e movimentos literários da humanidade. A obra mais antiga que integra o livro é a epopeia ‘O Asno de Ouro’, assinada pelo romano Lúcio Apuleio, no século II, que serve de fármaco para exagero na autoconfiança. Há também os moderníssimos ‘Reparação’, do inglês Ian McEwan (solução para excesso de mentira), e ‘1Q84’, do japonês Haruki Murakami (potente para as situações em que o amor simplesmente termina). 

    Disponível em 20 países, cada edição de Farmácia Literária é adaptada para a cultura local, com a inclusão de verbetes e de literatos nacionais. “Nós precisamos contemplar as obras que formaram e moldaram o ideal daquela nação para que nosso ofício faça sentido”, conta Ella. No caso do Brasil, foram inseridos os principais textos de Machado de Assis, Guimarães Rosa e Milton Hatoum, que fazem companhia aos portugueses Eça de Queirós e José Saramago.

(Rosa Maria Miguel Fontes. Jornalista e Escritora. Disponível em: http://blogs.uai.com.br/contaumahistoria/farmaci a-literaria/. Abril de 2017. Com adaptações.) 

Assinale, a seguir, a afirmativa em que o uso do acento indicativo de crase é facultativo.
Alternativas
Q1318388 Português

Em relação ao uso ou não da crase, analisar os itens abaixo:

I. Disse que a melhor divulgação é a boca à boca. II. Luciano viajou a Porto Alegre a trabalho. III. Quando ficava a ver a paisagem, tudo ficava calmo ao seu redor. IV. Juliana pediu à sua amiga que a avisasse quando chegasse à cafeteria.


Estão CORRETOS:

Alternativas
Q1318339 Português

Leia o texto de Fabrício Carpinejar para responder à questão.


Onisciência burra


    Ninguém mais confessa “não sei”, “não domino o assunto”, “estou aqui para aprender”. Não abrimos passagem para sábios e doutores. Todo mundo é especialista em tudo, todo mundo nasce enciclopédico, todo mundo quer opinar sobre o que não conhece, sobre o que não estudou. Todo mundo saca um Google do bolso para fingir destreza. Antes as generalizações se restringiam ao futebol e à política, hoje não há área que não esteja contaminada pelo achismo.

    A onisciência é a nossa nova burrice. Falta-nos humildade para escutar especialistas. Falta-nos silêncio. Falta-nos a solidão da dúvida.

    Vivemos colando nas provas da vida, conferindo as respostas no celular e anulando as curiosidades naturais e sufocando os lapsos espontâneos.

    Quando vamos nos consultar, desprezamos a década de universidade e residência do médico, colocamos em xeque as suas habilidades, desacreditamos a sua receita, pesquisamos na web o que julgamos ter e nos automedicamos. Onde está o respeito com quem se preparou para nos receber?

    Nossa desobediência é arrogância, não é nem de perto emancipação ideológica. Simulamos saber, não corremos atrás para reparar as falhas da formação e não deixamos quem realmente merece falar ocupar o seu espaço.

(https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-carpinejar/post/onisciencia-burra. html Publicado em 25.07.2018. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto a seguir.
Para o autor, ninguém mais tem a nobreza de afirmar que está predisposto _______ aprender. No texto, ele se refere tanto ______ pessoas que se esforçam para saber cada vez mais como _______ que não procuram reparar deficiências de formação. Segundo ele, todas as áreas do conhecimento estão submetidas ______ prepotente teoria do achismo.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: CIEE Órgão: TJ-DFT Prova: CIEE - 2019 - TJ-DFT - Estágio - Direito |
Q1318069 Português
As lacunas tracejadas no segundo parágrafo do texto podem ser correta e respectivamente preenchidas com:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: CIEE Órgão: TJ-DFT Prova: CIEE - 2019 - TJ-DFT - Estágio - Direito |
Q1318063 Português

    O Código de Defesa do Consumidor não se preocupou em conceituar positivamente o instituto da publicidade até porque não é esta sua função primordial. Assim, por não tratar diretamente de uma definição do que seja publicidade, o estudioso do Direito do Consumidor deve, primeiramente, buscar o conceito deste complexo instituto fora dos limites do direito. O legislador, entretanto, tratou de legislar de forma negativa o conceito de publicidade, haja vista que determinou definições legais sobre o que seja publicidade enganosa e abusiva em seu artigo 37 e parágrafos, fazendo entender que os anúncios que não se coadunem com estes dispositivos possam ser vistos como legais, por inexistência de proibição específica. Conforme disposto nos parágrafos 1º e 2º do artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor, é considerada publicidade enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário que seja inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, capaz de induzir a erro o consumidor sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, propriedade, origem, preço ou quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

    A publicidade é toda atividade intermediária entre o processo de venda e compra de bens para obtenção de um maior número vendas através de um chamamento vinculado por qualquer meio de comunicação com conteúdo comercial. Ela é considerada abusiva quando gera discriminação, provoca violência, explora o medo e a superstição do consumidor, aproveita da inocência da criança, desrespeita valores ambientais e induz a comportamentos prejudiciais — saúde e — segurança. A regra legal do artigo 30, do Código de Defesa do Consumidor, não deixa dúvidas de que “toda informação ou publicidade, suficientemente veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação…” deve obedecer — diretrizes legais ali contidas.

    Relacionado entre os direitos básicos do consumidor, definidos no artigo 6°, III, do Código de Defesa do Consumidor, está o direito à informação, verdadeira preocupação dos elaboradores da lei, visto que os danos eminentes de uma oferta publicitária mal elaborada são de ordem irreparável para os consumidores e, algumas vezes, para o próprio fornecedor. O artigo 30, do Código de Defesa do Consumidor, veio enfatizar e transformar em princípio a obrigatoriedade de informações que devem ser propostas pelo fornecedor que deseja contratar, não sendo admitido que uma informação publicitária ou uma oferta veiculada pelo sistema de envio de mensagens pela internet não possa ser submetido ao crivo da Legislação Consumerista.

    As informações vinculadas pelas mensagens de massa não solicitadas devem seguir o disposto no artigo 31, do Código de Defesa do Consumidor, e trazer informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidade, quantidade, composição, preço, garantia e prazos de validade. Caso a mensagem de massa não solicitada não cumpra tais requisitos, poderá ser incluída entre as práticas de publicidade abusiva ou enganosa e sujeitar o fornecedor às sanções previstas para esta atividade, conforme disposto no artigo 37 e parágrafos do Código de Defesa do Consumidor.

    Em regra, as mensagens de massa não solicitadas são enviadas pela internet e algumas através de telefonia celular. Neste segundo caso, especificamente, deve-se aplicar o disposto no artigo 33, pois isto ocorre através de verdadeira oferta por telefone, devendo o fornecedor disponibilizar em sua publicidade o nome do fabricante e seu endereço. Além disso, o Código de Defesa do Consumidor proíbe a promoção de publicidade enganosa ou abusiva e prevê pena de três meses a um ano de prisão e multa para quem incorrer na prática. O ideal é que a publicidade feita em panfletos, anúncios em jornais, revistas, rádios ou emissoras de TV seja clara, objetiva e que tenha veracidade. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá em seu poder, para informação aos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos para provar a veracidade das publicidades, devendo cumprir tudo o que foi anunciado.

(Disponível em: http://estadodedireito.com.br/publicidade-e-oferta-no-codigo-de-defesa-do-consumidor/. Acesso em: 10/06/2019. Com adaptações.)

Considerando o trecho “Relacionado entre os direitos básicos do consumidor, definidos no artigo 6°, III, do Código de Defesa do Consumidor, está o direito à informação (...)” (3º§) e possibilidades de reelaboração da sua mensagem, analise as afirmativas a seguir.


I. Se a palavra “informação” fosse flexionada no plural, haveria supressão do acento indicativo de crase no termo que imediatamente a antecede.

II. Se a palavra “informação” fosse substituída pela expressão “tratamento cortês”, haveria elisão do acento indicativo de crase no termo que imediatamente a antecede.

III. Caso a palavra “direito” fosse substituída pelo termo “acesso”, não haveria eliminação do acento indicativo de crase no termo que imediatamente a antecede.


É correto o que se afirma em

Alternativas
Q1312807 Português
A respeito do acento indicativo de crase assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1311804 Português
Assinale a alternativa CORRETA para o uso da crase.
Alternativas
Q1311543 Português
Produção de combustíveis fósseis excederá 120% do
limite seguro em 2030

     Apesar dos frequentes (e intensos) efeitos das mudanças climáticas, a humanidade segue investindo na principal causa dessa ameaça para a vida no planeta: a exploração dos combustíveis fósseis. A queima deles em usinas, fábricas e carros é responsável por 90% das emissões de dióxido de carbono – e sua produção segue crescendo em ritmo alarmante. É o que mostra um relatório inédito feito pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente, o UNEP.
     O relatório mostra uma grande discrepância entre expectativa e realidade – o que os especialistas chamam de “lacuna de produção”. Vamos por partes. A expectativa são as metas de redução de emissões que cada país submeteu por meio do Acordo de Paris, em 2015, com o objetivo de impedir que o aquecimento global ultrapasse 2°C acima dos níveis pré-industriais – e, se possível, manter o aumento em 1,5°C.
     Esses são os níveis considerados seguros pela comunidade científica para evitar grandes catástrofes. Mas, mesmo dentro desses limites, centenas de milhões de pessoas vão sofrer graves consequências.
    Eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas, inundações, trarão impactos indesejados na economia e sociedade. De acordo com o IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, as emissões de CO2 geradas pela queima de combustíveis fósseis teriam de ser reduzidas em 6% ao ano para seguirmos pelo caminho seguro no rumo dos 2°C. Em vez disso, o consumo e a produção só aumentam.
     Vale frisar que, mesmo com as metas de redução do Acordo de Paris, a temperatura da Terra vai subir entre 3 e 4°C, segundo a própria ONU. Será preciso fazer mais – e melhor.
     Muito se discute sobre como reduzir as emissões de CO2 – e isso se reflete nos planos nacionais de mitigação do tratado e nas diversas legislações. Mas a grande maioria sequer menciona o outro lado da moeda: a produção. E há um motivo para isso. Mesmo os países mais comprometidos em atenuar a ameaça da crise climática ainda continuam oferecendo subsídios, incentivos e financiamento a projetos de infraestrutura para combustíveis fósseis.
   Mas, por que não cortar isso de uma vez? Acontece que quando as estruturas bilionárias de exploração estão prontas, simplesmente abandoná-las se torna bem mais complicado e economicamente desvantajoso. Quem ostenta a maior lacuna de produção é o carvão. 
    Para reverter essas projeções preocupantes, a única saída é parar de vez de investir. “Mesmo com mais de duas décadas de adoção de políticas climáticas, os níveis de produção de combustíveis fósseis estão mais altos que nunca”, disse em comunicado Måns Nilsson, diretor do Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI), que colaborou com o estudo. 

https://super.abril.com.br... - adaptado.
Em relação ao uso do acento indicativo de crase, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
5621: B
5622: B
5623: D
5624: D
5625: D
5626: A
5627: A
5628: C
5629: C
5630: B
5631: E
5632: B
5633: A
5634: D
5635: E
5636: X
5637: D
5638: C
5639: C
5640: C