Questões de Concurso Sobre português nível médio

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Q3868995 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão.

        Em 2022, o total de pessoas com 65 anos ou mais de idade no país (22.169.101) chegou a 10,9% da população, com alta de 57,4% frente a 2010, quando esse contingente era de 14.081.477, ou 7,4% da população. Já a população idosa de 60 anos ou mais é de 32.113.490 (15,6%), um aumento de 56,0% em relação a 2010, quando era de 20.590.597 (10,8%). É o que revelam os resultados do universo da população do Brasil desagregada por idade e sexo, do Censo Demográfico 2022. Esta segunda apuração do Censo mostra uma população de 203.080.756 habitantes, com 18.244 pessoas a mais do que na primeira apuração.

        “Após a divulgação dos primeiros resultados foi necessário realizar, pontualmente, alguns procedimentos de revisão, que acarretaram nessa diferença ínfima em termos percentuais”, explica o gerente técnico do Censo, Luciano Duarte. Em relação aos resultados do Censo 2022 divulgados anteriormente, 566 municípios sofreram alteração de população.

        “O Estatuto do Idoso define como idoso a pessoa de 60 anos ou mais. O corte de 65 anos ou mais foi utilizado nesta análise para manter comparabilidade internacional e com outras pesquisas que utilizam essa faixa etária, como de mercado de trabalho”, justifica Izabel Marri, gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE. O aumento da população de 65 anos ou mais em conjunto com a diminuição da parcela da população de até 14 anos no mesmo período, que passou de 24,1% para 19,8%, evidenciam o franco envelhecimento da população brasileira.
   
        “Ao longo do tempo a base da pirâmide etária foi se estreitando devido à redução da fecundidade e dos nascimentos que ocorrem no Brasil. Essa mudança no formato da pirâmide etária passa a ser visível a partir dos anos 1990 e a pirâmide etária do Brasil perde, claramente, seu formato piramidal a partir de 2000. O que se observa ao longo dos anos, é redução da população jovem, com aumento da população em idade adulta e também do topo da pirâmide até 2022”, analisa a gerente.

(Disponível em www. censo2022.ibge.gov.br/noticias-por-estado
Com base nas informações e relações implícitas no texto, infere-se que o fenômeno demográfico descrito não se restringe ao aumento absoluto da população idosa, mas envolve transformações estruturais na composição etária do país. Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta a inferência de acordo com o texto. 
Alternativas
Q3868993 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Art. 99. Expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, da pessoa idosa, submetendo-a a condições desumanas ou degradantes ou privando-a de alimentos e cuidados indispensáveis, quando obrigado a fazê-lo, ou sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado:

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.

§ 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:

Pena - reclusão, de 3 (três) a 7 (sete) anos.

§ 2o Se resulta a morte:

Pena - reclusão, de 8 (oito) a 14 (quatorze) anos.

(BRASIL. Estatuto do Idoso. Lei 10.741, de 01/10/2003) 
Sobre as características do gênero jurídico-normativo presentes no Art. 99 do Estatuto do Idoso, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3868992 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

        Uma chuva miudinha tinha acabado de cair, e o cheiro a terra molhada misturava-se com o som das folhas a serem arrastadas pelo vento. Isabel sentou-se no banco do parque, o mesmo banco onde tantas vezes estivera acompanhada pelo marido, pelos filhos pequenos e, mais tarde, pelos netos. Agora, porém, o banco parecia maior, mais frio, e o espaço ao seu lado permanecia vazio — uma ausência tão presente que quase ganhava forma.

        O outono trazia-lhe recordações dolorosas. Era a estação em que as árvores eram despojadas das suas folhas, e ela sentia que o mesmo lhe havia acontecido. Cada folha que caía era como uma memória arrancada ao tempo.
    
        Já não sabia ao certo quando as visitas dos filhos tinham começado a rarear, ou quando o telefone deixara de tocar. No início, tentara convencer-se de que era normal. “Os rapazes têm as suas vidas”, murmurava para se tranquilizar. Mas, à medida que os meses e os anos se iam acumulando, esse murmúrio tinha-se transformado em silêncio…

        [...]

        E, embora ela continuasse a resistir, sentia-se cada vez mais como uma árvore à espera do último inverno.

(Minerva Krug, Rumos – Família e Afetos. Disponível em www.contadoresdestorias.wordpress.com
Considerando os recursos simbólicos e metafóricos empregados no texto, classifique cada assertiva como V (verdadeira) ou F (falsa).
I. A imagem da “chuva miudinha” funciona como metáfora da suavidade e fragilidade das memórias que começam a ressurgir na consciência da personagem;
II. A associação entre as “folhas arrastadas pelo vento” e as lembranças perdidas indica um simbolismo ligado ao esquecimento e ao efeito destrutivo da passagem do tempo;
III. O “outono” simboliza exclusivamente renovação e esperança, reforçando uma expectativa de recomeço para a personagem;
IV. A metáfora do “último inverno” sugere o declínio final da vida, evocando a expectativa de encerramento da trajetória da personagem.
Marque a alternativa correspondente. 
Alternativas
Q3868991 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

        Uma chuva miudinha tinha acabado de cair, e o cheiro a terra molhada misturava-se com o som das folhas a serem arrastadas pelo vento. Isabel sentou-se no banco do parque, o mesmo banco onde tantas vezes estivera acompanhada pelo marido, pelos filhos pequenos e, mais tarde, pelos netos. Agora, porém, o banco parecia maior, mais frio, e o espaço ao seu lado permanecia vazio — uma ausência tão presente que quase ganhava forma.

        O outono trazia-lhe recordações dolorosas. Era a estação em que as árvores eram despojadas das suas folhas, e ela sentia que o mesmo lhe havia acontecido. Cada folha que caía era como uma memória arrancada ao tempo.
    
        Já não sabia ao certo quando as visitas dos filhos tinham começado a rarear, ou quando o telefone deixara de tocar. No início, tentara convencer-se de que era normal. “Os rapazes têm as suas vidas”, murmurava para se tranquilizar. Mas, à medida que os meses e os anos se iam acumulando, esse murmúrio tinha-se transformado em silêncio…

        [...]

        E, embora ela continuasse a resistir, sentia-se cada vez mais como uma árvore à espera do último inverno.

(Minerva Krug, Rumos – Família e Afetos. Disponível em www.contadoresdestorias.wordpress.com
Leia os trechos selecionados do texto e analise as assertivas referentes aos mecanismos de coesão e coerência empregados pelo autor, conforme a pragmática linguística.
I. No trecho “Agora, porém, o banco parecia maior, mais frio, e o espaço ao seu lado permanecia vazio — uma ausência tão presente que quase ganhava forma”, o emprego do conectivo “porém” estabelece uma relação de oposição entre o presente solitário e o passado compartilhado pela personagem, contribuindo para a progressão coerente da narrativa;
II. Em “No início, tentara convencer-se de que era normal”, o adjunto adverbial “No início” funciona como elemento de coesão temporal, retomando implicitamente eventos anteriores e marcando a mudança do estado emocional da personagem ao longo do tempo;
III. No trecho “E, embora ela continuasse a resistir, sentia-se cada vez mais como uma árvore à espera do último inverno”, a conjunção “embora” introduz uma relação de causa, explicando o motivo pelo qual a personagem se sente fragilizada;
IV. Em “Cada folha que caía era como uma memória arrancada ao tempo”, a expressão “ao tempo” funciona como mecanismo coesivo anafórico, retomando o ciclo temporal anteriormente mencionado e garantindo a coerência temática do texto.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3868945 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

        A Escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres.

        A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dous para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dous pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.

        O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado.

        Há meio século, os escravos fugiam com freqüência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos, pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando. [...]

(ASSIS, Machado.In: Obra completa, 1992, vol. II, p. 659)
No excerto analisado, o narrador descreve instrumentos de punição utilizados na escravidão, recorrendo a comentários irônicos e a convites diretos ao leitor, como em “Imaginai uma coleira grossa”. Considerando esses procedimentos, assinale a alternativa que caracteriza o efeito produzido pela combinação entre o tipo de narrador e suas escolhas discursivas.
Alternativas
Q3868944 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Mais que constrangimento

    A mãe sempre levava a filha à escola. Ambas, brancas e lindas. O pai levou-a por quatro dias, e no quinto, foi chamado para conversar com a diretora, que lhe questionou se não seria melhor a mãe se encarregar dessa tarefa. É mais normal. Sua menina é tão loira. Ele nunca se sentiu mais preto do que realmente era. E lascou um processo na escola.

(CHEIN, Maria Helena. Disponível em www.revistabula.com/65174-30-minicontos)
Considerando o contraste estruturante da narrativa para revelar tensões sociais mais profundas, assinale a alternativa que melhor expressa o movimento interpretativo sugerido pelo texto.
Alternativas
Q3868943 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Mais que constrangimento

    A mãe sempre levava a filha à escola. Ambas, brancas e lindas. O pai levou-a por quatro dias, e no quinto, foi chamado para conversar com a diretora, que lhe questionou se não seria melhor a mãe se encarregar dessa tarefa. É mais normal. Sua menina é tão loira. Ele nunca se sentiu mais preto do que realmente era. E lascou um processo na escola.

(CHEIN, Maria Helena. Disponível em www.revistabula.com/65174-30-minicontos)
Examine atentamente as afirmativas apresentadas, julgue sua veracidade e selecione a alternativa correta.
I. A situação descrita é aparentemente simples: um pai levando a filha à escola. Mas a intervenção da diretora evidencia uma presunção racial;
II. Quando ela pergunta se “não seria melhor a mãe se encarregar dessa tarefa”, com a justificativa de que “é mais normal” e que “sua menina é tão loira”, o texto explicita um preconceito baseado na ideia de que um homem negro não pode ser pai de uma criança branca e loira;
III. A escolha da palavra “normal” reforça um padrão racista atribuído às famílias: pessoas brancas geram crianças brancas; pessoas negras não pertencem a esse cenário. É uma forma de policiamento racial das relações afetivas, do corpo e até da paternidade.
Alternativas
Q3868942 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

        Luamanda consertou o vestido no corpo observando por alguns instantes o colo e o pescoço. Não, a sua pele não denunciava as quase cinco décadas que já havia vivido. As marcas no rosto, poucas, mesmo quando observadas de perto mentiam descaradamente sobre a sua idade. Nunca ninguém havia lhe dado mais de quatro décadas de vida. Um dia o lance mais alto que ela orgulhosamente aceitara fora de 35 anos. Sorriu ao ouvir a oferta. É, estava inteirinha, apesar de tantos trambolhões e acidentes de percurso em sua vida-estrada.

        Lua, Luamanda, companheira, mulher. Havia dias em que era tomada de uma nostalgia intensa. Era a lua mostrarse redonda no céu, Luamanda na terra se desminlinguia todinha. Era como se algo derretesse no interior dela e ficasse gotejando bem na altura do coração. Levava a mão ao peito e sentia a pulsação da vida desenfreada, louca. Taquicardia. Tardio seria, ou mesmo haveria um tempo em que as necessidades do amor seriam todas saciadas? Ela iniciara cedo na busca, menina, muito menina ainda. Lembrava-se da primeira paixão. Sentimento esquivo, onde se misturavam revistas em quadrinhos, giz colorido, partilha de pão com salame e um epílogo cruel dramatizado pela surra que levara da mãe. O amor dói? Na época pensou que a dor de amor era tanta, porque tinha onze anos e um corpo-coração pequeno. E desejou crescer. Entre um pelo e outro que nasciam em suas axilas e sobre o seu púbis ensaiou e experimentou sorrisos, acenos distantes, piscar de olhos, troca de desenhos, cartas mal-escritas borradas com os dedos trêmulos de amores platônicos. O amor é terra morta?
[...]

(EVARISTO, Conceição. Luamanda In Olhos D´Água. Pallas: Rio de Janeiro, 2015. p. 59)
A personagem é chamada por diferentes nomes: Lua, Luamanda, companheira, mulher. Considerando essa variação, qual alternativa apresenta a inferência sobre essa pluralidade de nomes? 
Alternativas
Q3868941 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

        Luamanda consertou o vestido no corpo observando por alguns instantes o colo e o pescoço. Não, a sua pele não denunciava as quase cinco décadas que já havia vivido. As marcas no rosto, poucas, mesmo quando observadas de perto mentiam descaradamente sobre a sua idade. Nunca ninguém havia lhe dado mais de quatro décadas de vida. Um dia o lance mais alto que ela orgulhosamente aceitara fora de 35 anos. Sorriu ao ouvir a oferta. É, estava inteirinha, apesar de tantos trambolhões e acidentes de percurso em sua vida-estrada.

        Lua, Luamanda, companheira, mulher. Havia dias em que era tomada de uma nostalgia intensa. Era a lua mostrarse redonda no céu, Luamanda na terra se desminlinguia todinha. Era como se algo derretesse no interior dela e ficasse gotejando bem na altura do coração. Levava a mão ao peito e sentia a pulsação da vida desenfreada, louca. Taquicardia. Tardio seria, ou mesmo haveria um tempo em que as necessidades do amor seriam todas saciadas? Ela iniciara cedo na busca, menina, muito menina ainda. Lembrava-se da primeira paixão. Sentimento esquivo, onde se misturavam revistas em quadrinhos, giz colorido, partilha de pão com salame e um epílogo cruel dramatizado pela surra que levara da mãe. O amor dói? Na época pensou que a dor de amor era tanta, porque tinha onze anos e um corpo-coração pequeno. E desejou crescer. Entre um pelo e outro que nasciam em suas axilas e sobre o seu púbis ensaiou e experimentou sorrisos, acenos distantes, piscar de olhos, troca de desenhos, cartas mal-escritas borradas com os dedos trêmulos de amores platônicos. O amor é terra morta?
[...]

(EVARISTO, Conceição. Luamanda In Olhos D´Água. Pallas: Rio de Janeiro, 2015. p. 59)
No segundo parágrafo, ao falar sobre a aparição da lua cheia, esta provoca em Luamanda uma forte reação emocional. Considerando a maneira como essa experiência é descrita, qual alternativa apresenta a interpretação sobre a relação entre a lua e os sentimentos da personagem?
Alternativas
Q3868085 Português

Leia o texto a seguir.


Gameleira de Goiás se destaca como um município que une tradição e desenvolvimento. Reconhecida pela valorização da agricultura familiar do empreendedorismo local e da cultura regional, a cidade reforçou esse protagonismo com a realização da 2ª Feira Livre Municipal, realizada na primeira sexta-feira do mês. A feira reuniu mais de mil pessoas, que prestigiaram um espaço preparado com toda a infraestrutura necessária para acolher feirantes, visitantes e famílias. As bancas exibiram a riqueza da produção local, com alimentos frescos, artesanato de qualidade e apresentações culturais que deram ainda mais vida ao encontro.


GAMELEIRA de Goiás celebra sucesso da 2ª Feira Livre Municipal. FGM. Disponível em: https://www.fgm-go.org.br/Imprensa/Noticias/Municipio destaque--gameleira-de-goias-celebra-sucesso-da-2-feira-livre-municipal-434/. Acesso em: 19 set. 2025.


O evento é uma forma de fortalecer

 

Alternativas
Q3868075 Português

Leia o Texto 4 para responder à questão.


Práticas antirracistas


Movimentos de pessoas negras no Brasil há anos debatem o racismo como estrutura fundamental das relações sociais, que cria desigualdades e abismos na sociedade brasileira. O racismo é, portanto, um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato da vontade de um indivíduo. Reconhecer o caráter estrutural do racismo pode ser paralisante. Afinal, como enfrentar um monstro tão grande? No entanto, não devemos nos intimidar. A prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas.


Portanto, nunca entre numa discussão sobre racismo dizendo “mas eu não sou racista”. O que está em questão não é um posicionamento moral, individual, mas um problema estrutural brasileiro. A questão é: o que você está fazendo ativamente para combater o racismo? Mesmo que uma pessoa pudesse se afirmar como não racista (o que é difícil, ou mesmo impossível, já que se trata de uma estrutura social enraizada), isso não seria suficiente — a inação contribui para perpetuar a opressão.


RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 12-13. [Adaptado]. 

No trecho “a inação contribui para perpetuar a opressão”, o vocábulo “inação” pode ser substituído, sem prejuízo coesivo e semântico, por 
Alternativas
Q3868074 Português

Leia o Texto 4 para responder à questão.


Práticas antirracistas


Movimentos de pessoas negras no Brasil há anos debatem o racismo como estrutura fundamental das relações sociais, que cria desigualdades e abismos na sociedade brasileira. O racismo é, portanto, um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato da vontade de um indivíduo. Reconhecer o caráter estrutural do racismo pode ser paralisante. Afinal, como enfrentar um monstro tão grande? No entanto, não devemos nos intimidar. A prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas.


Portanto, nunca entre numa discussão sobre racismo dizendo “mas eu não sou racista”. O que está em questão não é um posicionamento moral, individual, mas um problema estrutural brasileiro. A questão é: o que você está fazendo ativamente para combater o racismo? Mesmo que uma pessoa pudesse se afirmar como não racista (o que é difícil, ou mesmo impossível, já que se trata de uma estrutura social enraizada), isso não seria suficiente — a inação contribui para perpetuar a opressão.


RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 12-13. [Adaptado]. 

Considerando o modo de organização textual, verifica-se que o texto Práticas antirracistas é construído a partir de uma sequência textual  
Alternativas
Q3868073 Português

Leia o Texto 4 para responder à questão.


Práticas antirracistas


Movimentos de pessoas negras no Brasil há anos debatem o racismo como estrutura fundamental das relações sociais, que cria desigualdades e abismos na sociedade brasileira. O racismo é, portanto, um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato da vontade de um indivíduo. Reconhecer o caráter estrutural do racismo pode ser paralisante. Afinal, como enfrentar um monstro tão grande? No entanto, não devemos nos intimidar. A prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas.


Portanto, nunca entre numa discussão sobre racismo dizendo “mas eu não sou racista”. O que está em questão não é um posicionamento moral, individual, mas um problema estrutural brasileiro. A questão é: o que você está fazendo ativamente para combater o racismo? Mesmo que uma pessoa pudesse se afirmar como não racista (o que é difícil, ou mesmo impossível, já que se trata de uma estrutura social enraizada), isso não seria suficiente — a inação contribui para perpetuar a opressão.


RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 12-13. [Adaptado]. 

Qual é a ideia defendida no texto?

 

Alternativas
Q3868072 Português

Leia os Textos 2 e 3 para responde a questão


Texto 2


Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com a mulher e esta lhe dissera poucas e boas¹. Eis que, subitamente, o leão defronta com um pequeno rato, o ratinho mais menor que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente pra escapar, o leão gritava: "Miserável criatura, estúpida, ínfima, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou te deixar com vida apenas para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho, rato!" E soltou-o. O rato correu o mais que pôde, mas, quando já estava a salvo, gritou pro leão: "Será que V. Excelência poderia escrever isso pra mim? Vou me encontrar com uma lesma que eu conheço e quero repetir isso pra ela com as mesmas palavras!"²


_____________

¹Quer dizer: muitas e más.

²Na grande hora psicanalítica, que soa para todos nós, a precisão de linguagem é fundamental.


FERNANDES, Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. 15. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1999. p. 110. [Adaptado].



Texto 3


A fábula é uma narração que se divide em duas partes: a narração propriamente dita, que é um texto figurativo, em que os personagens são animais, seres humanos etc.; e a moral, que é um texto temático, que reitera o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer. A fábula é sempre uma história de seres humanos, mesmo quando os personagens são animais.


SAVIOLI, Francisco Platão; FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. 17. ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 398. [Adaptado].

Ocorrem no Texto 2 algumas formas que estão fora da ortografia e da norma-padrão: “mais menor”, “pra”, “pro”. Considerando o contexto de registro desses usos, eles constituem exemplo de variação linguística
Alternativas
Q3868071 Português

Leia os Textos 2 e 3 para responde a questão


Texto 2


Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com a mulher e esta lhe dissera poucas e boas¹. Eis que, subitamente, o leão defronta com um pequeno rato, o ratinho mais menor que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente pra escapar, o leão gritava: "Miserável criatura, estúpida, ínfima, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou te deixar com vida apenas para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho, rato!" E soltou-o. O rato correu o mais que pôde, mas, quando já estava a salvo, gritou pro leão: "Será que V. Excelência poderia escrever isso pra mim? Vou me encontrar com uma lesma que eu conheço e quero repetir isso pra ela com as mesmas palavras!"²


_____________

¹Quer dizer: muitas e más.

²Na grande hora psicanalítica, que soa para todos nós, a precisão de linguagem é fundamental.


FERNANDES, Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. 15. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1999. p. 110. [Adaptado].



Texto 3


A fábula é uma narração que se divide em duas partes: a narração propriamente dita, que é um texto figurativo, em que os personagens são animais, seres humanos etc.; e a moral, que é um texto temático, que reitera o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer. A fábula é sempre uma história de seres humanos, mesmo quando os personagens são animais.


SAVIOLI, Francisco Platão; FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. 17. ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 398. [Adaptado].

A nota de rodapé “Quer dizer: muitas e más” provoca certo humor porque, ao tentar conferir maior precisão semântica e literalidade a uma expressão já consagrada pelo uso, propõe uma substituição lexical dos termos por seus 
Alternativas
Q3868070 Português

Leia os Textos 2 e 3 para responde a questão


Texto 2


Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com a mulher e esta lhe dissera poucas e boas¹. Eis que, subitamente, o leão defronta com um pequeno rato, o ratinho mais menor que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente pra escapar, o leão gritava: "Miserável criatura, estúpida, ínfima, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou te deixar com vida apenas para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho, rato!" E soltou-o. O rato correu o mais que pôde, mas, quando já estava a salvo, gritou pro leão: "Será que V. Excelência poderia escrever isso pra mim? Vou me encontrar com uma lesma que eu conheço e quero repetir isso pra ela com as mesmas palavras!"²


_____________

¹Quer dizer: muitas e más.

²Na grande hora psicanalítica, que soa para todos nós, a precisão de linguagem é fundamental.


FERNANDES, Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. 15. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1999. p. 110. [Adaptado].



Texto 3


A fábula é uma narração que se divide em duas partes: a narração propriamente dita, que é um texto figurativo, em que os personagens são animais, seres humanos etc.; e a moral, que é um texto temático, que reitera o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer. A fábula é sempre uma história de seres humanos, mesmo quando os personagens são animais.


SAVIOLI, Francisco Platão; FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. 17. ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 398. [Adaptado].

No trecho “O rato correu o mais que pôde, mas, quando já estava a salvo, gritou pro leão”, a oração “quando já estava a salvo” acrescenta uma circunstância de  
Alternativas
Q3868069 Português

Leia os Textos 2 e 3 para responde a questão


Texto 2


Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com a mulher e esta lhe dissera poucas e boas¹. Eis que, subitamente, o leão defronta com um pequeno rato, o ratinho mais menor que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente pra escapar, o leão gritava: "Miserável criatura, estúpida, ínfima, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou te deixar com vida apenas para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho, rato!" E soltou-o. O rato correu o mais que pôde, mas, quando já estava a salvo, gritou pro leão: "Será que V. Excelência poderia escrever isso pra mim? Vou me encontrar com uma lesma que eu conheço e quero repetir isso pra ela com as mesmas palavras!"²


_____________

¹Quer dizer: muitas e más.

²Na grande hora psicanalítica, que soa para todos nós, a precisão de linguagem é fundamental.


FERNANDES, Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. 15. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1999. p. 110. [Adaptado].



Texto 3


A fábula é uma narração que se divide em duas partes: a narração propriamente dita, que é um texto figurativo, em que os personagens são animais, seres humanos etc.; e a moral, que é um texto temático, que reitera o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer. A fábula é sempre uma história de seres humanos, mesmo quando os personagens são animais.


SAVIOLI, Francisco Platão; FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. 17. ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 398. [Adaptado].

Qual moral (segunda parte do gênero fábula) complementa de forma coerente a narrativa e o sentido desenvolvidos no Texto 2? 
Alternativas
Q3868068 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


O passado é conservado por ele mesmo. Nos segue por toda a vida. Nosso cérebro foi feito para guardar o passado e trazê-lo à tona quando precisamos, para esclarecer uma situação do presente. Se não fosse esse truque do cérebro, acharíamos que o passado continua presente. Enlouqueceríamos. Tem uma válvula que registra o ano em que as coisas aconteceram. Válvula que, quando sonhamos, é aberta.


Mas e quando o presente não faz sentido? Quando passa a não existir, quando vira um furacão de imagens – um vento que impede de se enxergar com clareza –, ele é substituído pela memória? Não. Pois, como não precisamos dela, já que não existem questões a serem esclarecidas no presente, a memória também se apaga. 


PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2015. p. 249. [Adaptado]. 

No período “Pois, como não precisamos dela, já que não existem questões a serem esclarecidas no presente, a memória também se apaga”, o trecho em destaque estabelece, com a oração imediatamente anterior, uma relação de sentido 
Alternativas
Q3868067 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


O passado é conservado por ele mesmo. Nos segue por toda a vida. Nosso cérebro foi feito para guardar o passado e trazê-lo à tona quando precisamos, para esclarecer uma situação do presente. Se não fosse esse truque do cérebro, acharíamos que o passado continua presente. Enlouqueceríamos. Tem uma válvula que registra o ano em que as coisas aconteceram. Válvula que, quando sonhamos, é aberta.


Mas e quando o presente não faz sentido? Quando passa a não existir, quando vira um furacão de imagens – um vento que impede de se enxergar com clareza –, ele é substituído pela memória? Não. Pois, como não precisamos dela, já que não existem questões a serem esclarecidas no presente, a memória também se apaga. 


PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2015. p. 249. [Adaptado]. 

No trecho “ele é substituído pela memória”, o pronome faz uma referência a 
Alternativas
Q3868066 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


O passado é conservado por ele mesmo. Nos segue por toda a vida. Nosso cérebro foi feito para guardar o passado e trazê-lo à tona quando precisamos, para esclarecer uma situação do presente. Se não fosse esse truque do cérebro, acharíamos que o passado continua presente. Enlouqueceríamos. Tem uma válvula que registra o ano em que as coisas aconteceram. Válvula que, quando sonhamos, é aberta.


Mas e quando o presente não faz sentido? Quando passa a não existir, quando vira um furacão de imagens – um vento que impede de se enxergar com clareza –, ele é substituído pela memória? Não. Pois, como não precisamos dela, já que não existem questões a serem esclarecidas no presente, a memória também se apaga. 


PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2015. p. 249. [Adaptado]. 

Ao tematizar a relação entre tempo e memória, o texto defende a ideia de que 
Alternativas
Respostas
5401: A
5402: C
5403: E
5404: A
5405: A
5406: E
5407: E
5408: D
5409: C
5410: C
5411: D
5412: A
5413: B
5414: D
5415: A
5416: B
5417: B
5418: C
5419: B
5420: D