Questões de Concurso Sobre português nível médio

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Q3922364 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas de acordo com as normas vigentes em Língua Portuguesa: 
Alternativas
Q3922363 Português
Férias em família



    Crianças são seres engraçados e peculiares. Eu adoro criança, acho engraçado como cada uma tem seus medos bobos, sua forma de chamar a atenção, suas birras, etc. Eu fui uma criança chatinha. Não que eu me lembre da minha infância toda, mas a minha família faz questão de não me deixar esquecer.

    Normalmente as famílias, quando se reúnem, lembram nostalgicamente o quão lindos eram os netos e filhos quando eram pequenos, contam história engraçadas e se divertem. Se eu disser que minha família não faz isso eu estaria mentindo; ela até faz, mas só até chegar a hora de lembrar a minha infância. Ninguém tem pudor, eles não medem palavras pra dizer o tanto de escândalo que eu fiz, o quanto eu nunca precisei de motivos pra começar a chorar como se o mundo estivesse acabando, o quanto eles tinham certeza de que eu nunca na vida teria amigos, e assim por diante.

    Recentemente, em uma dessas reuniões, eu fui apresentada a uma história nova da minha infância. Enquanto lembrávamos saudosamente o meu falecido avô, minha prima solta o nada amigável comentário: "Não sei como sou sua amiga até hoje, você é culpada pela única bronca que eu levei do nosso avô!"

    Esse tipo de comentário já nem me surpreende mais, mas confesso que fiquei curiosa pra saber o motivo da bronca. Em um estilo bem dramático, típico de novelas mexicanas, ela me contou que, em uma das férias que passávamos juntos no Rio de Janeiro, ela estava conversando com meu irmão sobre os ossos do corpo humano, quando teve a infelicidade de dizer: "Por exemplo, todo mundo tem fêmur, não é Clara? Você tem um fêmur!"

    Eu, que estava por perto sem a menor pretensão de participar dessa conversa chata, que nem entender eu conseguia, fui incluída no assunto da pior forma possível! O que diabos no mundo é um fêmur? É o sucessor do bicho-papão ou do boi da cara preta? Não tive dúvidas, fui correndo e chorando (como em todas as histórias da minha infância) contar pro meu avô que minha prima estava me acusando de ter um fêmur sem eu ter feito nada! Não deu outra, meu avô deu uma bronca nela, afinal, ela é a mais velha, tinha que tomar conta de mim e não ficar me assuntando com essas palavras que parecem que vão te engolir! (...)


BRAGA, Clara. Férias em família. Crônica do dia.
Disponível em
<https://www.cronicadodia.com.br/2010/07/ferias-emfamilia-clara-braga.html>. 
Assinale a alternativa em que a palavra destacada está sendo empregada em sentido figurado. 
Alternativas
Q3922362 Português
Férias em família



    Crianças são seres engraçados e peculiares. Eu adoro criança, acho engraçado como cada uma tem seus medos bobos, sua forma de chamar a atenção, suas birras, etc. Eu fui uma criança chatinha. Não que eu me lembre da minha infância toda, mas a minha família faz questão de não me deixar esquecer.

    Normalmente as famílias, quando se reúnem, lembram nostalgicamente o quão lindos eram os netos e filhos quando eram pequenos, contam história engraçadas e se divertem. Se eu disser que minha família não faz isso eu estaria mentindo; ela até faz, mas só até chegar a hora de lembrar a minha infância. Ninguém tem pudor, eles não medem palavras pra dizer o tanto de escândalo que eu fiz, o quanto eu nunca precisei de motivos pra começar a chorar como se o mundo estivesse acabando, o quanto eles tinham certeza de que eu nunca na vida teria amigos, e assim por diante.

    Recentemente, em uma dessas reuniões, eu fui apresentada a uma história nova da minha infância. Enquanto lembrávamos saudosamente o meu falecido avô, minha prima solta o nada amigável comentário: "Não sei como sou sua amiga até hoje, você é culpada pela única bronca que eu levei do nosso avô!"

    Esse tipo de comentário já nem me surpreende mais, mas confesso que fiquei curiosa pra saber o motivo da bronca. Em um estilo bem dramático, típico de novelas mexicanas, ela me contou que, em uma das férias que passávamos juntos no Rio de Janeiro, ela estava conversando com meu irmão sobre os ossos do corpo humano, quando teve a infelicidade de dizer: "Por exemplo, todo mundo tem fêmur, não é Clara? Você tem um fêmur!"

    Eu, que estava por perto sem a menor pretensão de participar dessa conversa chata, que nem entender eu conseguia, fui incluída no assunto da pior forma possível! O que diabos no mundo é um fêmur? É o sucessor do bicho-papão ou do boi da cara preta? Não tive dúvidas, fui correndo e chorando (como em todas as histórias da minha infância) contar pro meu avô que minha prima estava me acusando de ter um fêmur sem eu ter feito nada! Não deu outra, meu avô deu uma bronca nela, afinal, ela é a mais velha, tinha que tomar conta de mim e não ficar me assuntando com essas palavras que parecem que vão te engolir! (...)


BRAGA, Clara. Férias em família. Crônica do dia.
Disponível em
<https://www.cronicadodia.com.br/2010/07/ferias-emfamilia-clara-braga.html>. 

“Crianças são seres engraçados e peculiares.”

A palavra destacada no trecho acima corresponde à qualidade de algo ou alguém que é: 

Alternativas
Q3922361 Português
Férias em família



    Crianças são seres engraçados e peculiares. Eu adoro criança, acho engraçado como cada uma tem seus medos bobos, sua forma de chamar a atenção, suas birras, etc. Eu fui uma criança chatinha. Não que eu me lembre da minha infância toda, mas a minha família faz questão de não me deixar esquecer.

    Normalmente as famílias, quando se reúnem, lembram nostalgicamente o quão lindos eram os netos e filhos quando eram pequenos, contam história engraçadas e se divertem. Se eu disser que minha família não faz isso eu estaria mentindo; ela até faz, mas só até chegar a hora de lembrar a minha infância. Ninguém tem pudor, eles não medem palavras pra dizer o tanto de escândalo que eu fiz, o quanto eu nunca precisei de motivos pra começar a chorar como se o mundo estivesse acabando, o quanto eles tinham certeza de que eu nunca na vida teria amigos, e assim por diante.

    Recentemente, em uma dessas reuniões, eu fui apresentada a uma história nova da minha infância. Enquanto lembrávamos saudosamente o meu falecido avô, minha prima solta o nada amigável comentário: "Não sei como sou sua amiga até hoje, você é culpada pela única bronca que eu levei do nosso avô!"

    Esse tipo de comentário já nem me surpreende mais, mas confesso que fiquei curiosa pra saber o motivo da bronca. Em um estilo bem dramático, típico de novelas mexicanas, ela me contou que, em uma das férias que passávamos juntos no Rio de Janeiro, ela estava conversando com meu irmão sobre os ossos do corpo humano, quando teve a infelicidade de dizer: "Por exemplo, todo mundo tem fêmur, não é Clara? Você tem um fêmur!"

    Eu, que estava por perto sem a menor pretensão de participar dessa conversa chata, que nem entender eu conseguia, fui incluída no assunto da pior forma possível! O que diabos no mundo é um fêmur? É o sucessor do bicho-papão ou do boi da cara preta? Não tive dúvidas, fui correndo e chorando (como em todas as histórias da minha infância) contar pro meu avô que minha prima estava me acusando de ter um fêmur sem eu ter feito nada! Não deu outra, meu avô deu uma bronca nela, afinal, ela é a mais velha, tinha que tomar conta de mim e não ficar me assuntando com essas palavras que parecem que vão te engolir! (...)


BRAGA, Clara. Férias em família. Crônica do dia.
Disponível em
<https://www.cronicadodia.com.br/2010/07/ferias-emfamilia-clara-braga.html>. 
“Recentemente, em uma dessas reuniões, eu fui apresentada a uma história nova da minha infância. (...) minha prima solta o nada amigável comentário: ‘Não sei como sou sua amiga até hoje (...)’”
O trecho acima, transcrito do texto “Férias em família”, é essencialmente:
Alternativas
Q3922330 Português
Assinale a alternativa que apresenta os elementos que preenchem corretamente as lacunas dos enunciados abaixo, na mesma ordem, observando a regência de acordo com a norma-padrão. 
- Você é uma pessoa _____ quem confio. - Você é uma pessoa _____ quem desconfio. - Você é uma pessoa _____ quem conto. - Você é uma pessoa _____ quem preciso. 
Alternativas
Q3922329 Português
Imagem associada para resolução da questão


BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-dearmandinho>. 



“E você já tem alguma ideia?”
Assinale a alternativa que apresenta a forma reescrita correta do trecho acima, transcrito da charge, com mudanças para o plural, de acordo com a norma-padrão vigente. 
Alternativas
Q3922328 Português
“O que um livro precisa para ser bom?”, perguntou alguém da turma. “Que seja lido”, respondeu o autor.
Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta correspondente ao trecho acima, incluindo a pontuação adequada. 
Alternativas
Q3922327 Português
“O bom leitor deixa suas armas na entrada, deposita a bagagem num canto, se despe de expectativas, de ilusões, essas suas roupas préfabricadas.” (Julián Fuks)
O pensamento acima apresenta: 
Alternativas
Q3922326 Português
Assinale a alternativa que apresenta a flexão correta da forma verbal destacada no enunciado.
Alternativas
Q3922325 Português
Assinale a alternativa em que a mudança de ordem entre as palavras destacadas, apresentada entre parênteses, altera o significado básico da expressão.
Alternativas
Q3922324 Português
Assinale a alternativa cuja lacuna pode ser preenchida tanto com “a” quanto com “à”, de acordo com a norma-padrão. 
Alternativas
Q3922323 Português
Deu pau no zodíaco


        De uma forma ou de outra, com mais ou menos fé, as pessoas acreditam nos signos e no horóscopo. Friamente, tem os que negam, mas no fundo, lá no fundo, os brasileiros e brasileiras fazem uma fezinha no próprio signo e jogam na loteria porque, tirando casar com pessoa rica ou nascer rico, é a melhor forma de ficar rico.

      Só que depois de 2500 anos funcionando de uma determinada maneira, inventada lá atrás pelos babilônios, deu pau no mapa astral, e o que valia naquela época não vale mais, o que deve complicar a vida das videntes e astrólogos de plantão.

         Segundo matéria publicada no Estadão, o que era virgem agora é leão. Tem uma explicação lógica para o que aconteceu, e a base dela é o movimento da terra em volta do sol e em volta de si mesma, somados ao caminho do sol pelo espaço e a colocação das constelações em relação a ele.

         O que serviu de base lá atrás não funciona mais. O céu visto pelos babilônios não é o mesmo céu que nós vemos, ou não vemos, depende da poluição e da iluminação noturna das cidades grandes.

        Quem vai redesenhar o céu e recolocar as constelações nos devidos lugares, de acordo com medições modernas, feitas com ajuda da inteligência artificial? Aliás, será que essa redefinição terá valor mágico ou o emprego das mais modernas técnicas científicas pode impactar de forma negativa o resultado final?

        O tema é complexo e levanta uma dúvida da maior importância. Até que ponto os mapas astrais continuam servindo de base para as respostas transcendentais nas quais baseamos nossos passos e o destino de nossas vidas?

      Ah, a complexidade do céu interferindo na complexidade da vida! 

MENDONÇA, Antonio Penteado. Deu pau no zodíaco.
Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/10/02/de
u-pau-no-zodiaco/>. 
“Friamente, tem os que negam, mas no fundo, lá no fundo, os brasileiros e brasileiras fazem uma fezinha no próprio signo”
A forma verbal destacada no trecho acima, de uso popular, pode ser substituída corretamente, de acordo com a norma-padrão, por: 
Alternativas
Q3922322 Português
Deu pau no zodíaco


        De uma forma ou de outra, com mais ou menos fé, as pessoas acreditam nos signos e no horóscopo. Friamente, tem os que negam, mas no fundo, lá no fundo, os brasileiros e brasileiras fazem uma fezinha no próprio signo e jogam na loteria porque, tirando casar com pessoa rica ou nascer rico, é a melhor forma de ficar rico.

      Só que depois de 2500 anos funcionando de uma determinada maneira, inventada lá atrás pelos babilônios, deu pau no mapa astral, e o que valia naquela época não vale mais, o que deve complicar a vida das videntes e astrólogos de plantão.

         Segundo matéria publicada no Estadão, o que era virgem agora é leão. Tem uma explicação lógica para o que aconteceu, e a base dela é o movimento da terra em volta do sol e em volta de si mesma, somados ao caminho do sol pelo espaço e a colocação das constelações em relação a ele.

         O que serviu de base lá atrás não funciona mais. O céu visto pelos babilônios não é o mesmo céu que nós vemos, ou não vemos, depende da poluição e da iluminação noturna das cidades grandes.

        Quem vai redesenhar o céu e recolocar as constelações nos devidos lugares, de acordo com medições modernas, feitas com ajuda da inteligência artificial? Aliás, será que essa redefinição terá valor mágico ou o emprego das mais modernas técnicas científicas pode impactar de forma negativa o resultado final?

        O tema é complexo e levanta uma dúvida da maior importância. Até que ponto os mapas astrais continuam servindo de base para as respostas transcendentais nas quais baseamos nossos passos e o destino de nossas vidas?

      Ah, a complexidade do céu interferindo na complexidade da vida! 

MENDONÇA, Antonio Penteado. Deu pau no zodíaco.
Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/10/02/de
u-pau-no-zodiaco/>. 
A expressão “dar pau”, utilizada no texto, é sinônima de: 
Alternativas
Q3922321 Português
Deu pau no zodíaco


        De uma forma ou de outra, com mais ou menos fé, as pessoas acreditam nos signos e no horóscopo. Friamente, tem os que negam, mas no fundo, lá no fundo, os brasileiros e brasileiras fazem uma fezinha no próprio signo e jogam na loteria porque, tirando casar com pessoa rica ou nascer rico, é a melhor forma de ficar rico.

      Só que depois de 2500 anos funcionando de uma determinada maneira, inventada lá atrás pelos babilônios, deu pau no mapa astral, e o que valia naquela época não vale mais, o que deve complicar a vida das videntes e astrólogos de plantão.

         Segundo matéria publicada no Estadão, o que era virgem agora é leão. Tem uma explicação lógica para o que aconteceu, e a base dela é o movimento da terra em volta do sol e em volta de si mesma, somados ao caminho do sol pelo espaço e a colocação das constelações em relação a ele.

         O que serviu de base lá atrás não funciona mais. O céu visto pelos babilônios não é o mesmo céu que nós vemos, ou não vemos, depende da poluição e da iluminação noturna das cidades grandes.

        Quem vai redesenhar o céu e recolocar as constelações nos devidos lugares, de acordo com medições modernas, feitas com ajuda da inteligência artificial? Aliás, será que essa redefinição terá valor mágico ou o emprego das mais modernas técnicas científicas pode impactar de forma negativa o resultado final?

        O tema é complexo e levanta uma dúvida da maior importância. Até que ponto os mapas astrais continuam servindo de base para as respostas transcendentais nas quais baseamos nossos passos e o destino de nossas vidas?

      Ah, a complexidade do céu interferindo na complexidade da vida! 

MENDONÇA, Antonio Penteado. Deu pau no zodíaco.
Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/10/02/de
u-pau-no-zodiaco/>. 
O texto “Deu pau no zodíaco” é predominantemente: 
Alternativas
Q3922075 Português

Considere o texto:


Assinale a alternativa em que se observa o mecanismo de coesão da elipse.
Alternativas
Q3921905 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

(Prefeitura Municipal de Jardinópolis, 13.12.2024. Disponível em: https://www.facebook.com/prefeiturajardinopolis/photos/-a-campanha-de- -conscientiza%C3%A7%C3%A3o-animal-n%C3%A3o-%C3%A9-brinquedo- -%C3%A9-uma-iniciativa-do-consel/992296329610649/?_rdr.)
Assinale a alternativa em que há conformidade com a norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q3921904 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

(Prefeitura Municipal de Jardinópolis, 13.12.2024. Disponível em: https://www.facebook.com/prefeiturajardinopolis/photos/-a-campanha-de- -conscientiza%C3%A7%C3%A3o-animal-n%C3%A3o-%C3%A9-brinquedo- -%C3%A9-uma-iniciativa-do-consel/992296329610649/?_rdr.)
É correto afirmar que o principal objetivo desse texto é
Alternativas
Q3921903 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

        Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao estádio.

     Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo. Neste espaço sagrado, a única religião que não tem ateus exibe suas divindades. Embora o torcedor possa contemplar o milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão, prefere cumprir a peregrinação até o lugar onde possa ver em carne e osso seus anjos lutando em duelo contra os demônios da rodada.

        Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva, engole veneno, come o boné, sussurra preces e maldições, e de repente arrebenta a garganta numa ovação e salta feito pulga abraçando o desconhecido que grita gol ao seu lado. Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos. Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os melhores, todos os juízes estão vendidos, todos os rivais são trapaceiros.

        É raro o torcedor que diz: “Meu time joga hoje”. Sempre diz: “Nós jogamos hoje”. Este jogador número doze sabe muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como dançar sem música.

        Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da arquibancada, celebra sua vitória, “que goleada fizemos, que surra a gente deu neles”, ou chora sua derrota, “nos roubaram outra vez, juiz ladrão”. E então o sol vai embora, e o torcedor se vai. Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão, um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde, e o domingo é melancólico feito uma quarta-feira de cinzas depois da morte do carnaval.

(Eduardo Galeano, “O torcedor”. In: _____________. Futebol ao sol e à sombra.
São Paulo: L&PM Pocket, 2024. Adaptado)
Considere as passagens a seguir:
“Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao estádio.” (1º parágrafo)
“…soam as matracas, os foguetes, os tambores…” (2º parágrafo)
“Embora o torcedor possa contemplar o milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão…” (2º parágrafo)

Em conformidade com a norma-padrão de regência verbal e emprego de crase, os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente, por
Alternativas
Q3921902 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

        Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao estádio.

     Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo. Neste espaço sagrado, a única religião que não tem ateus exibe suas divindades. Embora o torcedor possa contemplar o milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão, prefere cumprir a peregrinação até o lugar onde possa ver em carne e osso seus anjos lutando em duelo contra os demônios da rodada.

        Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva, engole veneno, come o boné, sussurra preces e maldições, e de repente arrebenta a garganta numa ovação e salta feito pulga abraçando o desconhecido que grita gol ao seu lado. Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos. Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os melhores, todos os juízes estão vendidos, todos os rivais são trapaceiros.

        É raro o torcedor que diz: “Meu time joga hoje”. Sempre diz: “Nós jogamos hoje”. Este jogador número doze sabe muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como dançar sem música.

        Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da arquibancada, celebra sua vitória, “que goleada fizemos, que surra a gente deu neles”, ou chora sua derrota, “nos roubaram outra vez, juiz ladrão”. E então o sol vai embora, e o torcedor se vai. Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão, um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde, e o domingo é melancólico feito uma quarta-feira de cinzas depois da morte do carnaval.

(Eduardo Galeano, “O torcedor”. In: _____________. Futebol ao sol e à sombra.
São Paulo: L&PM Pocket, 2024. Adaptado)
Considere o trecho a seguir:
“Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo.” (2º parágrafo)
O sinal de dois-pontos, presente no trecho, tem o mesmo sentido de
Alternativas
Q3921901 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

        Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao estádio.

     Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo. Neste espaço sagrado, a única religião que não tem ateus exibe suas divindades. Embora o torcedor possa contemplar o milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão, prefere cumprir a peregrinação até o lugar onde possa ver em carne e osso seus anjos lutando em duelo contra os demônios da rodada.

        Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva, engole veneno, come o boné, sussurra preces e maldições, e de repente arrebenta a garganta numa ovação e salta feito pulga abraçando o desconhecido que grita gol ao seu lado. Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos. Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os melhores, todos os juízes estão vendidos, todos os rivais são trapaceiros.

        É raro o torcedor que diz: “Meu time joga hoje”. Sempre diz: “Nós jogamos hoje”. Este jogador número doze sabe muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como dançar sem música.

        Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da arquibancada, celebra sua vitória, “que goleada fizemos, que surra a gente deu neles”, ou chora sua derrota, “nos roubaram outra vez, juiz ladrão”. E então o sol vai embora, e o torcedor se vai. Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão, um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde, e o domingo é melancólico feito uma quarta-feira de cinzas depois da morte do carnaval.

(Eduardo Galeano, “O torcedor”. In: _____________. Futebol ao sol e à sombra.
São Paulo: L&PM Pocket, 2024. Adaptado)
Considere o trecho a seguir:
“Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes.” (5º parágrafo)
As palavras destacadas podem ser substituídas, respectivamente, preservando o sentido original do trecho, por:
Alternativas
Respostas
4241: C
4242: D
4243: E
4244: B
4245: D
4246: E
4247: B
4248: C
4249: C
4250: E
4251: D
4252: A
4253: A
4254: B
4255: D
4256: B
4257: D
4258: E
4259: A
4260: D