Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q1833375 Português

No que se refere à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto, julgue o item. 


“Acessibilidade não é apenas incluir uma rampa de cadeirante” (linhas 23 e 24): Acessibilidade não se resume à inclusão de uma rampa de cadeirante

Alternativas
Q1832058 Português
Dadas as frases: 1. Vou ao leilão hoje à tarde. 2. Ele andava à cavalo todo final de tarde. 3. Ficou lado à lado com seu rival. Em relação ao emprego da crase: 
Alternativas
Ano: 2021 Banca: MPE-GO Órgão: MPE-GO Prova: MPE-GO - 2021 - MPE-GO - Secretário Auxiliar |
Q1831912 Português
O sinal indicativo de crase está empregado de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q1831850 Português
Considerando a norma-padrão e as questões gramaticais que envolvem o texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1830203 Português

Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).

Considerando o texto e seus aspectos linguísticos, julgue o item.  


Na  linha  17,  o  emprego  do  acento  indicativo  de  crase  em  “à  saúde”  justifica‐se  pela  regência  do  nome  “danos”  e  pela  anteposição de artigo definido ao termo “saúde”. 

Alternativas
Q1830043 Português
Texto para a questão.

“Com a noite polar, o mar congelava dois metros”. Há 200
anos a Antártida era avistada pela primeira vez

Internet: <https://brasil.elpais.com> (com adaptações).
Com relação ao trecho “De Punta Arenas, no Chile, há cerca de 1.000 quilômetros para se chegar às primeiras ilhas antárticas” (linhas 9 e 10), julgue os itens a seguir.
I O verbo “chegar”, nesse contexto, é intransitivo.
II A crase ocorre por causa da junção entre o adjunto preposicionado do verbo “chegar” e o artigo feminino que precede a palavra “ilhas”.
III O acento indicativo de crase está inadequado, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, visto que está diante de um numeral.
Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1829994 Português
Olhos d’água (Fragmento)
Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe aprendi conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, me descobria cheia de culpa, por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela. Da unha encravada do dedo mindinho do pé esquerdo... Da verruga que se perdia no meio da cabeleira crespa e bela... Um dia, brincando de pentear boneca, alegria que a mãe nos dava quando, deixando por uns momentos o lava-lava, o passa-passa das roupagens alheias, se tornava uma grande boneca negra para as filhas, descobrimos uma bolinha escondida bem no couro cabeludo ela. Pensamos que fosse carrapato. A mãe cochilava e uma de minhas irmãs aflita, querendo livrar a boneca-mãe daquele padecer, puxou rápido o bichinho. A mãe e nós rimos e rimos e rimos de nosso engano. A mãe riu tanto das lágrimas escorrerem. Mas, de que cor eram os olhos dela?
Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe. Ela havia nascido em um lugar perdido no interior de Minas. Ali, as crianças andavam nuas até bem grandinhas. As meninas, assim que os seios começavam a brotar, ganhavam roupas antes dos meninos. Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas. Nessas ocasiões a brincadeira preferida era aquela em que a mãe era a Senhora, a Rainha. Ela se assentava em seu trono, um pequeno banquinho de madeira. Felizes colhíamos flores cultivadas em um pequeno pedaço de terra que circundava o nosso barraco. Aquelas flores eram depois solenemente distribuídas por seus cabelos, braços e colo. E diante dela fazíamos reverências à Senhora. Postávamos deitadas no chão e batíamos cabeça para a Rainha. Nós, princesas, em volta dela, cantávamos, dançávamos, sorríamos. A mãe só ria, de uma maneira triste e com um sorriso molhado... Mas de que cor eram os olhos de minha mãe? Eu sabia, desde aquela época, que a mãe inventava esse e outros jogos para distrair a nossa fome. E a nossa fome se distraía.
Conceição Evaristo (Olhos d’água, p. 15-19)

Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância.


Quanto ao uso do sinal indicativo de crase e à acentuação gráfica, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q1829992 Português
Olhos d’água (Fragmento)
Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe aprendi conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, me descobria cheia de culpa, por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela. Da unha encravada do dedo mindinho do pé esquerdo... Da verruga que se perdia no meio da cabeleira crespa e bela... Um dia, brincando de pentear boneca, alegria que a mãe nos dava quando, deixando por uns momentos o lava-lava, o passa-passa das roupagens alheias, se tornava uma grande boneca negra para as filhas, descobrimos uma bolinha escondida bem no couro cabeludo ela. Pensamos que fosse carrapato. A mãe cochilava e uma de minhas irmãs aflita, querendo livrar a boneca-mãe daquele padecer, puxou rápido o bichinho. A mãe e nós rimos e rimos e rimos de nosso engano. A mãe riu tanto das lágrimas escorrerem. Mas, de que cor eram os olhos dela?
Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe. Ela havia nascido em um lugar perdido no interior de Minas. Ali, as crianças andavam nuas até bem grandinhas. As meninas, assim que os seios começavam a brotar, ganhavam roupas antes dos meninos. Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas. Nessas ocasiões a brincadeira preferida era aquela em que a mãe era a Senhora, a Rainha. Ela se assentava em seu trono, um pequeno banquinho de madeira. Felizes colhíamos flores cultivadas em um pequeno pedaço de terra que circundava o nosso barraco. Aquelas flores eram depois solenemente distribuídas por seus cabelos, braços e colo. E diante dela fazíamos reverências à Senhora. Postávamos deitadas no chão e batíamos cabeça para a Rainha. Nós, princesas, em volta dela, cantávamos, dançávamos, sorríamos. A mãe só ria, de uma maneira triste e com um sorriso molhado... Mas de que cor eram os olhos de minha mãe? Eu sabia, desde aquela época, que a mãe inventava esse e outros jogos para distrair a nossa fome. E a nossa fome se distraía.
Conceição Evaristo (Olhos d’água, p. 15-19)
"E diante dela fazíamos reverências à Senhora". O sinal indicativo de crase foi empregado, seguindo a mesma regra da oração, acima, em: 
Alternativas
Q1829775 Português


VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal”?

VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.

O sinal indicativo de crase está usado de acordo com a norma-padrão em: 
Alternativas
Q1829663 Português

Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.


“de garantir a cidadania” (linha 32) por para se assegurar à cidadania

Alternativas
Q1829232 Português

A respeito da correção gramatical e da coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item. 


“aos” (linha 10) por àqueles

Alternativas
Q1829054 Português
Na quinta-feira 7 de julho de 2005, quatro explosões paralisaram o sistema de transporte público de Londres em plena hora de pico matinal. Às 8h50, três bombas explodiram com cinquenta minutos de intervalo entre uma e outra em três vagões de metrô. Uma quarta bomba explodiu em um ônibus às 9h47, na Tavistock Square. As bombas causaram uma importante interrupção no transporte da cidade e na infraestrutura de telecomunicações. Nos ataques, faleceram 56 pessoas, entre elas os quatro terroristas suspeitos, e mais setecentas ficaram feridas. Foi a ação terrorista mais sangrenta realizada no Reino Unido desde a morte de 270 pessoas no atentado de Lockerbie, na Escócia, em 1988, e a mais mortífera em Londres desde a Segunda Guerra Mundial. As investigações policias identificaram quatro homens como suspeitos terroristas suicidas. Esse foi o segundo atentado suicida na Europa Ocidental a atingir civis inocentes – o primeiro foi o de 11-M, em Madri – e acredita-se que tenha sido planejado por organizações paramilitares islâmicas com sede no Reino Unido. A organização terrorista Al-Qaeda assumiu a responsabilidade. Os atentados ocorreram durante o primeiro dia da 31ª Reunião de Cúpula do G-8, um dia depois de Londres ter sido eleita sede dos Jogos Olímpicos de 2012, dois dias depois do começo do julgamento de clérigo fundamentalista Abu Hamza e pouco depois de o Reino Unido ter assumido a presidência rotativa do Conselho da União Europeia. No dia 21 de julho, uma segunda série de explosões voltou a ser registrada no metrô e em um ônibus de Londres. No entanto, desta vez só explodiram os detonadores das bombas, e os quatro terroristas não chegaram a se sacrificar e foram presos pela polícia. Não houve vítimas mortais nem feridos. O ataque teve efeitos econômicos limitados, medidos pela atividade do mercado financeiro e pela taxa de câmbio. A libra esterlina caiu 89 centavos com relação ao dólar, chegando ao valor mais baixo em dezenove meses. No entanto, as bolsas caíram menos do que muitos temiam. As notícias que ocorriam no lugar dos ataques foram emitidas durante o dia 7 de julho de forma ininterrupta até as 19 horas, tanto pela BBC One quanto pela ITV1, e a Sky News não emitiu publicidade durante um dia inteiro. A cobertura televisiva foi significativa pelo uso de vídeos realizados com telefones celulares, enviados por pessoas que se encontravam no local dos acontecimentos, assim como pelas imagens ao vivo do tráfego por meio das câmaras de segurança e controle instaladas em Londres. (365 Dias que Mudaram o Mundo. São Paulo: Planeta, 2013, p. 394).  
No que se refere ao correto uso da crase, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Eles não querem ir à Escócia. II – O Presidente da República precisa ir à Porto Alegre. III – Os jogadores irão à Salvador disputar o título da competição. 
Alternativas
Q1828922 Português

Golpes on-line com tema da vacinação aumentaram 530%

em três meses, diz empresa

    A empresa de segurança Palo Alto Networks publicou um relatório nesta quarta-feira (24) revelando que golpes on-line do tipo “phishing” relacionados à vacinação contra a Covid-19 tiveram um aumento, de 530% de dezembro de 2020 a fevereiro de 2021.

    O phishing ocorre quando criminosos tentam roubar informações utilizando e-mails e sites falsos. As mensagens usam alguma isca como tema para que a vítima visite o site malicioso e forneça as informações de interesse dos hackers.

    Para ser eficaz, a mensagem falsa precisa chamar o interesse da vítima de alguma forma, o que leva os criminosos a buscarem assuntos que estão no noticiário ou que sejam de interesse da população – mesmo que falsos.

    Os dados da Palo Alto Networks são globais. Um dos ataques identificados pela empresa, por exemplo, foi direcionado à Junshi Biosciences, uma empresa chinesa que desenvolveu um coquetel para covid em parceria com a farmacêutica norte-americana Eli Lilly.

    Independentemente do tema, pouco mais de 20% das fraudes cujo alvo pôde ser identificado tentavam roubar credenciais do Microsoft 365 (também chamado de Office 365), que é utilizado por empresas para gerenciar a comunicação e o trabalho remoto.

    Além do Microsoft 365, contas de outros serviços de e-mail, Yahoo, Outlook e PayPal também foram alvos comuns.

    A Palo Alto Networks diz ter identificado e monitorado 69.950 links maliciosos desde janeiro de 2020, dos quais 33.447 estão diretamente relacionados ao coronavírus.

    Os demais links envolvem temas considerados afins, como reuniões virtuais, vacinas, hospitais e auxílios do governo.

    O monitoramento da Palo Alto Networks apontou que as tentativas de phishing ligadas ao coronavírus passaram por certas “fases” desde o início da pandemia.

    Alguns temas ganharam destaque nos golpes e permanecem em alta desde março passado. É o caso das mensagens falsas sobre reuniões virtuais, que passaram a ser muito mais comuns após a as regras de isolamento social impostas em todo o mundo.

    No Brasil, certas fraudes também acompanharam essas tendências, inclusive com aplicativos falsos na Play Store para Android e fraudes no Auxílio Emergencial.

    Em janeiro, a fabricante de antivírus Kaspersky e o Ministério da Saúde também alertaram sobre fraudes ligadas à vacinação no Brasil.

(Por Altieres Rohr, 24/03/2021. Disponível em: https://g1.globo.com/ economia/tecnologia/blog/altieres-rohr/post/2021/03/24/golpes-online-com-tema-da-vacinacao-aumentaram-530percent-em-tres-meses-diz-empresa.ghtml.)

Releia o segmento a seguir “Em janeiro, a fabricante de antivírus Kaspersky e o Ministério da Saúde também alertaram sobre fraudes ligadas à vacinação no Brasil.” (12º§) O “à” manteria o acento grave caso o complemento destacado fosse substituído por:
Alternativas
Q1828678 Português
Em relação ao uso correto da crase, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1828492 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. O destaque ao longo do texto está citado na questão.


Assinale a alternativa correta no tocante às possibilidades de mudanças no texto e emprego do sinal indicador de crase. 
Alternativas
Q1828469 Português

Analise as orações a seguir quanto ao emprego da crase:


I. Ninguém se prestou à ouvir o que a criança insistia em dizer.

II. Chegamos a conclusão de que a criança tem direito de sentir-se triste.

III. A criança, à quem o pai fez alusão, parecia deprimida.

IV. Os pais assistiram aterrorizados àquela cena de descontrole do filho.


O emprego do sinal indicativo da crase está correto 

Alternativas
Q1827635 Português

Texto para o item.


Luana Louredo. Conservação dos alimentos e uso de aditivos alimentares. 2017. 

Internet: <https://consultoradealimentos.com.br> (com adaptações).

No que concerne à estruturação linguística do texto, julgue o item. 

Na linha 23, o emprego de acento grave em “à” decorre  da necessidade de  fusão do elemento “a” que segue o  nome “devido” — devido a — com o vocábulo “a” que  antecede  a  palavra  feminina  definida  “presença”  —  a presença de grandes centros urbanos. 

Alternativas
Q1827365 Português

    O Prêmio Nobel de Economia de 2017 foi concedido ao norte-americano Richard Thaler por suas contribuições no campo da economia comportamental. Thaler é um dos mais destacados economistas na aplicação da psicologia às análises das teorias econômicas e das consequências da racionalidade limitada, das preferências pessoais e da falta de autocontrole. Um desdobramento mais recente dessa área de pesquisa da economia é a aplicação de insights comportamentais às políticas públicas. Compreender os processos decisórios, os hábitos e as experiências pessoais das pessoas em situação de pobreza é essencial para o processo de elaboração de políticas públicas e a sua eficácia. É o que sugere o estudo do IPC-IG Insights comportamentais e políticas de superação da pobreza, dos pesquisadores Antonio Claret Campos Filho e Luis Henrique Paiva.

    O estudo defende que pessoas em situações de escassez, como a pobreza, têm uma maior sobrecarga mental, pois estão sujeitas a preocupações que não afetam a vida daqueles de maior renda, como a qualidade da água consumida ou o acesso à alimentação. Evitar contrair empréstimos a juros altos é um exemplo da falta de autocontrole que tende a ser mais frequente e mais onerosa para os pobres. Decisões de longo prazo também tendem a ser negativamente afetadas pelas sobrecargas associadas à escassez, como retirar os filhos da escola para buscar algum tipo de trabalho, por conta da perda de emprego dos pais, o que acarreta consequências negativas para toda a vida da criança.

Internet: <ipcig.org> (com adaptações).  

No que concerne às ideias veiculadas no texto e a suas construções linguísticas, julgue o item que se segue.


Em “estão sujeitas a preocupações”, o emprego do sinal indicativo de crase no “a” prejudicaria a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q1826615 Português
    Estabelecer fronteiras é o fenômeno originário da violência instauradora do direito em geral, segundo Walter Benjamin, autor do ensaio Para uma crítica da violência, de 1921. O ato jurídico-político originário é o estabelecimento de fronteiras que delimitam dentro e fora, incluídos e excluídos, amigos e inimigos da pátria. Em seus primórdios, “todo direito foi um direito de prerrogativa (ou privilégio) dos reis ou dos grandes; em suma: dos poderosos”. O privilégio primordial de apropriar a terra, nomeá-la e ordená-la indica o nexo território-Estado-nascimento que caracteriza o antigo e ainda atual nómos da terra, do qual o fechamento de fronteiras em tempos de pandemia é mero sintoma. Se a figura do refugiado nos é tão inquietante, é porque coloca em questão uma vida humana em terra de ninguém. 
    Em O nómos da terra, o controverso jurista alemão Carl Schmitt, com quem Benjamin trocou correspondências, descreve a origem do termo nómos, palavra grega para “lei”. Nómos indica a ordenação espacial original necessária para o estabelecimento de toda e qualquer ordem jurídica. Nómos indica que o direito está objetivamente enraizado na apropriação da terra. A constituição jurídica de um nómos, ou seja, a apropriação jurídica do espaço, tem por pressuposto a capacidade de nomear. No termo alemão Landnahme, apropriação ou tomada da terra, encontramos o termo nahme, antiga grafia de name, que significa “nome”. Nomear e constituir uma ordem jurídica são atos similares, na medida em que implicam apropriação. Exemplos históricos — incrivelmente ainda frequentes — são a imposição do nome do marido à mulher, que é “tomada em casamento”, ou o patronímico imposto à criança no momento do nascimento. 

Internet: <https://revistacult.uol.com.br> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, relativos aos aspectos linguísticos do texto anterior. 


No trecho “imposição do nome do marido à mulher” (segundo parágrafo), a supressão do sinal indicativo de crase no vocábulo “à” prejudicaria a correção gramatical do último período do texto. 

Alternativas
Q1826592 Português

Texto 2A1-I


    Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para o curso de Direito, a assim chamada “ciência do Direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos.

    Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. A vida de cada um de nós é regulada de dia e de noite, desde antes do nascimento e, por incrível que pareça, até depois da morte.

    Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos que seguir as normas, os outros também têm de cumpri-las e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos. 


Eduardo Muylaert. Direito no cotidiano: guia de sobrevivência na selva das leis. São Paulo: Editora Contexto, 2020, p.11-12 (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto 2A1-I, julgue o item subsequente.


A inserção do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, em “a assim chamada “ciência do Direito” (primeiro parágrafo), prejudicaria a correção gramatical e o sentido original do trecho. 

Alternativas
Respostas
4141: C
4142: A
4143: B
4144: A
4145: C
4146: C
4147: C
4148: C
4149: B
4150: E
4151: C
4152: A
4153: C
4154: D
4155: A
4156: D
4157: C
4158: C
4159: C
4160: C