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Q1867556 Português
Texto para o item. 


Internet: <https://invexo.com.br> (com adaptações).
Quanto ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.

O emprego do acento indicativo de crase em “às novas demandas sociais e econômicas” (linhas 18 e 19) justifica-se pela regência da forma verbal “adaptou-se” e pela anteposição do artigo feminino “as” a “novas demandas sociais e econômicas”. 
Alternativas
Q1866342 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 13 e 23.
Alternativas
Q1865421 Português
Seria mantida a correção gramatical do trecho “excedia às outras” (linha 9) caso fosse suprimido o sinal indicativo de crase empregado em “às”.  
Alternativas
Q1865053 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão. 



(Disponível em: https://grupoelfa.com.br/impactos-pandemia-gestao-saude/#gestao-saude-publica – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 15, 19 e 34.
Alternativas
Q1859946 Português

    A tecnologia finalmente está derrubando os muros do tradicionalismo que envolve o mundo do direito. Cercado de costumes e hábitos por todos os lados, o direito e seus operadores têm a fama de serem apegados a formalismos, praxes e arcaísmos resistentes a mudanças mais radicais. São práticas persistentes, passadas adiante por gerações e cultivadas como se necessárias para manter a integridade e a operacionalidade costumeira do sistema.

     Nem mesmo o hermético universo do direito resistiu às mudanças tecnológicas trazidas pela rede mundial de computadores e pela possibilidade do uso de softwares de inteligência artificial para análise de grandes volumes de dados. Novidades cuja aplicação foi impulsionada pelo incessante crescimento de demandas judiciais e pela necessidade de implementar e efetivar o sistema de precedentes qualificados. Todas essas inovações, sem dúvida nenhuma, transformaram o sistema de justiça como o conhecíamos e o cotidiano dos operadores do direito.

     O direito, o processo decisório e os julgamentos são eminentemente de natureza humana e dependem do ser humano para serem bem realizados. Assim, mesmo que os avanços tecnológicos sejam inevitáveis, todas as inovações eletrônicas e virtuais devem sempre ser implementadas com parcimônia e vistas com muito cuidado, não apenas para sempre permitirem o exercício de direitos e garantias, mas também para não restringirem — e, sim, ampliarem — o acesso à justiça e, sobretudo, para manterem a insubstituível humanidade da justiça.

Rafael Muneratti. Justiça virtual e acesso à justiça. In: Revista da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, ano 12, v. 1, n.º 28, 2021 (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir. 

A supressão do sinal indicativo de crase no vocábulo “às”, em “às mudanças tecnológicas” (segundo parágrafo), prejudicaria a correção gramatical do texto. 

Alternativas
Q1859766 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


No que tange ao uso da palavra ‘a’, considere as seguintes afirmações:
I. Na linha 09, a lacuna pontilhada deve ser preenchida pela preposição ‘a’ contraída com o artigo feminino ‘a’, assumindo, portanto, a forma ‘à’.
II. Na linha 24, a lacuna pontilhada deveria ser obrigatoriamente preenchida por ‘à’, visto estarem presentes as condições para uso da crase.
III. Nas três lacunas pontilhadas das linhas 40 e 41, observa-se apenas a necessidade de uso da preposição ‘a’.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q1859524 Português
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das seguintes frases: I- Era lindo o entardecer _____beira do rio. II- Mostrou-se submisso ____ decisões da justiça. III- Solicito ____ Vossa Senhoria que anote o nosso endereço. IV- Dirigi-me ____ uma pessoa que estava no balcão de atendimento. V- Não chegaremos a tempo _____ reunião, se não nos apressarmos. VI- Amanhã recomeçaremos a caminhada, rumo___________ montanha. 
Alternativas
Q1859343 Português
Para responder à questão, leia o fragmento abaixo:

Conhecido mundialmente por sucessos como o romance “O Retrato de Dorian Gray” e a peça “A importância de ser Prudente”, o aclamado bon-vivant Oscar Wilde cometeu sim um crime: nasceu na época errada e precisou pagar por isso. Tudo _______ o escritor, ensaísta e dramaturgo foi condenado _______ prisão e a prestar serviços forçados em 1895, no auge de sua carreira, por se relacionar com outro homem, na época, o jovem inglês Lord Alfred Douglas. A prisão _______ Wilde passou 18 meses de sua vida e da qual saiu com a reputação arruinada agora pode virar um museu e centro artístico, isso se o município de Reading conseguir adquirir a antiga construção das mãos do governo britânico.

Taísa Szabatura. Revista IstoÉ. “Justiça para Oscar Wilde”. Adaptado. 18 de junho de 2021. Edição nº 2683.
Qual alternativa preenche, correta e respectivamente, as três lacunas do texto? 
Alternativas
Q4325665 Português
Qual a frase onde a regência do verbo assistir está errada?
Alternativas
Q4325574 Português
A letra “a” que acompanha locuções femininas (adverbiais, prepositivas e conjuntivas) recebe o acento grave: Exemplos:
I- locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às pressas, à vontade...
II- locuções prepositivas: à frente, à espera de, à procura de...
III- Locuções conjuntivas: à proporção que, à medida que.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4256141 Português

Assinale a alternativa cujos termos preenchem, CORRETA e respectivamente, as lacunas existentes no texto abaixo:



" ___ vezes, buscava solidão para repensar ___ vida, ___ pessoas, coisas. A vida parecia ___ estar deriva, e isso ameaçava ___ saúde, ___ paz interior. Precisava restaurar as energias, a vitalidade para seguir em frente. E, assim, prosseguir com firmeza e muita determinação.

Alternativas
Q4254502 Português
Texto 1 para as questão.

A caminhabilidade do Recife

    “A compreensão de mundo e de uma cidade se modifica pela caminhada. Uma boa parte da população do Recife não compreende a realidade local porque não anda nos espaços públicos.” Esta é uma questão de cidadania abordada e defendida por Francisco Cunha, que, além de arquiteto e urbanista e consultor empresarial, considera-se um militante da mobilidade a pé na capital pernambucana. À ideia dele é resultado da sua volta à prática de caminhar pela cidade.
    “Quando voltei a andar a pé, percebi que aquela cidade que havia deixado na minha adolescência era completamente outra. Também constatei a situação das calçadas que não oferecem condições adequadas para caminhar”, afirma Cunha. Foi aí que ele começou a levantar uma discussão sobre a situação das calçadas junto ao poder público e escreveu o livro Calçada: o primeiro degrau da cidadania urbana.

Francisco Cunha. Revista Textos. Dezembro 2019. Edição 1. Editora Textos. pp. 6-7. 
Leia as afirmativas abaixo, atentando para os termos destacados e os seus comentários.  Em seguida, coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) “A ideia dele é resultado da sua volta à pratica de caminhar pela cidade.” — nesse contexto. a crase é facultativa.
( ) “Quando voltei a andar a pé...” — a ausência do acento grave nos termos destacados se justifica pelo fato de a primeira estar diante de um verbo é a segunda, diante de um termo masculino.
( ) “Também constatei a situação das calçadas...” — substituindo o verbo destacado por “referir-se”, estaria correta a construção: Também me referi a situação das calçadas.
( ) “Foi ai que ele começou a levantar uma discussão...” — a ausência da crase se justifica por estar diante de verbo.
( )  “uma discussão sobre a situação das calcadas junto ao poder publico...” — nesse contexto, a crase ¢ facultativa.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA. 
Alternativas
Q4182042 Português
Instrução: A questão referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


Acesso à Educação: o problema da conectividade nas escolas públicas


(Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/20637/acesso-a-educacao-conquista-na-garantia-deconectividade-nas-escolas-publicas – Texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 08, 09 e 15.
Alternativas
Q4174172 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


Filmes que vão abalar seus nervos, mas que o deixarão mais inteligente


Por Giancarlo Galdino


texto1.png (811×535)

(Disponível em: https://www.revistabula.com/44437-9-filmes/ – texto adaptado

especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 06, 07 e 12 (duas ocorrências). 
Alternativas
Q4166395 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.  



O médico cantor que toca músicas escolhidas pelos pacientes em UTI de hospital de Porto Alegre




(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2021/10/ – Texto adaptado especialmente para esta prova). 

As lacunas tracejadas das linhas 04, 09 e 13 podem ser preenchidas, correta e respectivamente, com os termos das seguintes alternativas, EXCETO: 
Alternativas
Q4129036 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A vida e a alegria retornam ao Museu de Arte de Blumenau (MAB). Na quarta e quinta-feira desta semana, dias 10 e 11 de novembro, setenta crianças com idades entre 4 e 6 anos, dos CEIs Alberto Stein e Teresa Raquel de Araújo, prestigiaram ____ obras em exposição na segunda temporada do ano. Acompanhados pelas professoras, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a Exposição TransformAção, da artista Belíria Boni.

As visitas foram planejadas pelas professoras que desenvolveram projeto onde as crianças tiveram oportunidade de acompanhar a metamorfose da borboleta. Conheceram o desenvolvimento do processo desde a fase dos ovos até chegar ____ final, com o aparecimento das borboletas. A aula prática foi possível com a utilização do "borboletário".

Antes da visita, as crianças assistiram ____ vídeo tour da exposição "TransformAção. A mediação foi conduzida pela equipe do MAB com a participação da artista Belíria Boni. "As 7 mil borboletas instaladas na Galeria Municipal de Arte/Sala Alberto Luz serviram de inspiração para abordar temas como meio ambiente, biodiversidade e cuidados com a natureza", comentou a gerente do museu, Mia Ávila. "Além dessa roda de conversa, as crianças participaram de atividades de pintura de dobraduras de borboletas e dançaram ouvindo a música Lagarta Comilona, do professor Shauan Bencks, que narra a trajetória da lagarta até se tornar a borboleta, de forma lúdica e animada. Todos foram presenteados com dobraduras de borboletas feitas pela artista Belíria Boni."

Na próxima segunda-feira, dia 15 de novembro, [...] o MAB abrirá no horário das 10h ____ 16h. [...]

Disponível em: caas-noo-mueeu-deare665.gov.br/secretarias/fundacao-cultural/fcblu/borboletas-encantam-crianacas-no-museu-de-arte65. Acesso em 12/nov/2021. [adaptado]

Complete correta e respectivamente as lacunas do texto:
Alternativas
Q3984522 Português
Sobre a frase proferida pela personagem Paulo, no capítulo XII de Lucíola, de José de Alencar, “Há certas vidas que não se pertencem, mas à sociedade onde existem”, considere as afirmativas a seguir.

I. O termo “certas”, na frase, é um pronome; sua consideração como adjetivo implicaria alteração do sentido.

II. A ocorrência de crase antes de “sociedade” deve-se à regência do verbo “pertencem”, que requer a preposição “a”, combinada com o artigo feminino.

III. A partícula “se” antecede o verbo “pertencem”, como decorrência do emprego do advérbio “não”.

IV. O termo “onde” seria adequadamente substituído por “nas quais”, segundo a norma culta.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3890097 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

Mais home office para bem formados traz destruição do emprego de baixa qualificação

 

A adoção definitiva de home office após a pandemia deve acelerar mudanças estruturais no mercado de trabalho, com potencial para aprofundar as desigualdades entre trabalhadores mais escolarizados e aqueles com menor qualificação. É uma transformação que já vinha ocorrendo de forma gradual, a partir da adoção de novas tecnologias de comunicação e automação, mas que ganha velocidade durante a pandemia, forçando assim as empresas a buscarem alternativas para manter o funcionamento mesmo com a restrição à circulação de pessoas.

A perspectiva é que as empresas passem a adotar o teletrabalho de forma permanente, de modo que a tendência seja um espaço cada vez mais estreito para menos qualificados no mercado formal. Uma pesquisa do FGV-Ibre mostrou que mais da metade das empresas disseram que vão incorporar, parcial ou totalmente, mudanças no sistema de trabalho adotadas durante a pandemia.

Um exemplo de modificação permanente já foi anunciado pela Petrobras, a maior empresa do Brasil, que quer manter metade de seu pessoal administrativo em trabalho remoto por ao menos três dias por semana. Com isso, pretende reduzir de 17 para 8 o número de prédios que ocupa. Com uma estrutura menor, demandará menos pessoal de apoio e conservação para atividades como segurança, manutenção ou limpeza. A queda na demanda por esse tipo de serviço já foi sentida também pelo IBGE: em maio, as atividades de limpeza de prédios e agenciamento de mão de obra estiveram entre as que impulsionaram o tombo do setor de serviços.

Diante do cenário, os especialistas pregam um debate mais profundo de políticas para minimizar os efeitos econômicos da mudança sobre a desigualdade do mercado de trabalho brasileiro, que já vinha crescendo com os efeitos da recessão iniciada em 2014.

Pesquisa Datafolha mostrou que, entre os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, apenas 19% conseguiram trabalhar de casa durante a pandemia. Acima dos dez salários, o índice sobe para 71%.

 

(Nicola Pamplona e Diego Garcia. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/. 06.08.2020. Adaptado)

Assinale a alternativa em que, na frase escrita a partir do texto, o emprego do acento indicativo de crase está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q3771950 Português

A partir de então, o médico aconselhou que se usassem máscaras para tratar pacientes infectados, protocolo que se estendeu a todos os profissionais de saúde, estivessem ou não às voltas com essa praga. (linhas 11 e 12)

Assinale a alternativa que, alterando-se o segmento sublinhado acima, independentemente da mudança de sentido, NÃO esteja de acordo com a norma culta. 

Alternativas
Q3230486 Português
Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem

Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas
nas redes sociais, pude atestar que sempre estivemos em busca de histórias.


    Era uma vez, num tempo não tão distante, um lugar onde as pessoas se acotovelavam diante de uma fileira de folhas soltas, penduradas em um varal. Era a feira da cidade. Ou a praça pública onde as pessoas se reuniam costumeiramente. Curiosas e ávidas por uma boa história, elas queriam saber das novidades, do que acontecia ali perto e lá longe, em um lugar desconhecido, que sabiam existir mesmo sem nunca terem visto. Assim nasceram os cordéis, histórias e notícias soltas balançando ao sabor do vento, impressas em tipos cuidadosamente organizados para prender o leitor àquela narrativa e fazer com que, na semana seguinte, lá estivesse ele de novo, em busca de se conectar com o mundo.

    Corta para o século XXI. Alguém está diante de uma tela de luz azulada e clica de um quadro para outro em busca das notícias, que também estão soltas, e ainda permanecem sendo produzidas cuidadosamente para que, no minuto seguinte, a pessoa busque por mais e mais informações sobre aquele tema. Ou se perca nos quadrados, clicando em atalhos a ponto de esquecer qual foi o fio da meada. Como podemos observar, o cordão que nos une continua sendo um só: as histórias. Reais ou imaginárias, fatos ou ficção, informação ou fake news, estamos em busca de conexão, razão e sentido para entendermos o que acontece, e principalmente, o que nos acontece.

    Essas reflexões fizeram parte do meu cotidiano durante os últimos quatro anos, tempo em que me dediquei à pesquisa sobre cordéis brasileiros, paixão que herdei de meu pai, sertanejo amante de uma boa peleja. Elas originaram a obra “Heróis e heroínas do cordel”, meu novo livro, que acabou de sair pela Companhia das Letrinhas. Em busca das histórias ancestrais que arrebataram meu pai e muitas gerações antes (e depois) dele, me deparei com muitos relatos de que eram os cordéis que representavam “...para as classes pobres (...) o que hoje é mais ou menos a internet para todos nós”, como diz o grande artista e pesquisador da cultura popular Antônio da Nóbrega no posfácio do livro. Juntei as pontas do meu traçado como pesquisadora, unindo as histórias de tradição oral, foco da minha pesquisa, ao jornalismo, ofício que escolhi seguir há mais de 30 anos.

    “Vendidos nas feiras livres/ Pendurados num cordão/ Esses livretos viraram/ O jornal da região/ Levando conhecimento/ Àquela população”, diz o famoso cordelista Moreira de Acopiara, autor de mais de 100 cordéis, em seu “Beabá dos cordéis”. Da morte de Getúlio Vargas às façanhas de Lampião, chegando até à Covid-19, é possível encontrar o registro da História do Brasil e do mundo nos livretos, que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural. Em 2018, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) declarou a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, o mais justo reconhecimento à literatura que ajudou a moldar a formação literária de tantos brasileiros como Ariano Suassuna, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, por exemplo. Essas narrativas, primorosamente construídas em seis versos com sete sílabas, como a maioria dos cordéis ancestrais foi escrita, contam bem mais do que os fatos ocorridos no país, revelam sobre o nosso povo, sobre a maneira como vemos, lemos e construímos as nossas histórias.

    Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas nas redes sociais, que usam os vídeos, dancinhas e memes como recursos imagéticos para nos colocar no centro da história, pude atestar que sempre estivemos em busca da mesma matéria: a narrativa que emociona, inquieta, horroriza, faz pensar. A história que impacta, que revela nossas facetas e nos conta como somos semelhantes, mesmo quando escolhemos contar a nossa história sob o ponto de vista que nos interessa e nos favorece.

    E por que escolhi as histórias que tratam de heróis e heroínas? Não bastasse que elas sejam a grande matriz de todas as histórias, como diz o mitólogo Joseph Campbell, observei que as nossas notícias seguem na primeira página quando narram feitos extraordinários, para o bem e para o mal. O cotidiano e suas pequenezas que servem de mote e inspiração aos cronistas acabam ocupando as páginas internas, e não ascendem às manchetes por serem próximas demais das nossas miudezas como seres humanos. Queremos outras experiências, que nos levem a outros mundos e nos apresentem outras possibilidades e realidades. Como num videogame, queremos ser muitos e fazer diversas escolhas, e por isso já estamos aguardando ansiosamente o metaverso, porque a realidade não tem sido nada, nada encantadora. Descobrir beleza no meio da pandemia, sabemos por experiência própria, não é nada mágico...

    Ao me deparar com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel – que hoje se manifestam com a mesma força e brilhantismo nos SLAMs – e me pergunto onde se escondeu o encanto da verdadeira guerra das palavras que transforma. Talvez estejamos em guerra conosco mesmos, e nessa babel de vozes, nos demos conta de que perdemos as nossas, e então, tomamos emprestado narrativas alheias (no sentido literal, que alienam mesmo).

    Os cordéis deram voz aos nossos antepassados, que nunca se calaram mesmo sendo analfabetos, muito pelo contrário, se empoderaram de suas histórias como um motor de expressão. Penso que talvez tenhamos de nos enxergar como heróis e heroínas que estamos resistindo a esses tempos em que somos empanturrados de narrativas que nos calam e nos distraem do nosso verdadeiro propósito, que é seguir entendendo as razões pelas quais estamos aqui, ajudando uns aos outros a enfrentar nossas batalhas. O cordão que nos une é feito dessa teia que devemos tecer juntos, como raça humana. São essas histórias que precisamos ler, escrever, curtir, contar e compartilhar.


(ALVES, Januária Cristina. Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem. Nexo, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2021/Os-cord%C3%A9is-eas-not%C3%ADcias-a-rede-e-o-fio-que-nos-unem. Acesso em: 02/11/2021. Adaptado.)
Qual passagem a seguir apresenta uso facultativo do acento indicativo de crase?
Alternativas
Respostas
3941: C
3942: D
3943: C
3944: D
3945: C
3946: C
3947: D
3948: D
3949: C
3950: D
3951: A
3952: A
3953: E
3954: A
3955: D
3956: D
3957: D
3958: C
3959: D
3960: E