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Assinale a alternativa que apresenta a sentença correta em relação ao emprego da crase.
A evolução da representação da Arquitetura
Por Santiago Baraya
- De acordo com Howard Gardner, a inteligência humana pode ser dividida em oito categorias,
- sendo uma delas, a inteligência espacial. Gardner define este tipo de inteligência como a
- capacidade do ser humano de imaginar e dar forma a modelos tridimensionais da realidade. A
- Arquitetura, assim como a escultura, é uma das disciplinas que mais se beneficiam dessa
- faculdade. Considerando isso, neste artigo, procuramos explorar como a representação da
- Arquitetura evoluiu ao longo do tempo e como ela está se tornando cada dia mais fiel ___
- imagem idealizada por quem a projetou.
- A representação de um projeto de Arquitetura, como objetivo principal, deve ser capaz de
- comunicar a essência da ideia concebida por seu projetista, permitindo que outras pessoas
- também possam visualizar ou acessar esta outra realidade. E embora essas projeções e imagens
- estejam se tornando cada dia mais “reais” — e até banais em nossa vida cotidiana —, é
- importante ressaltar que a representação da Arquitetura foi sendo desenvolvida lentamente
- através dos séculos para alcançar o seu atual estado da arte.
- Filippo Brunelleschi, arquiteto italiano do século XV, foi quem utilizou, pela primeira vez, a
- matemática para dar voz ___ inteligência espacial mencionada anteriormente, forjando uma
- técnica de representação da Arquitetura e do espaço que viria a ser conhecida como “perspectiva
- linear.” Essa descoberta causou tamanha revolução no campo da representação que ainda hoje,
- mais de sei...entos anos depois, o desenho em perspectiva segue sendo estudado e ensinado nas
- escolas de Arquitetura, arte e design do mundo todo.
- Embora noções de perspectiva ainda hoje sejam a base da representação na Arquitetura,
- tais regras também podem ser bastante restritivas, minando a nossa capacidade de imaginação,
- a qual vai muito além de qualquer cânone.
- Séculos mais tarde, o domínio do desenho em perspectiva foi a porta de entrada de Frank
- Lloyd Wright na Arquitetura. O mais famoso arquiteto norte-americano era conhecido por sua
- destreza sobre a prancheta, um personagem capaz de ilustrar com altíssimo grau de refinamento
- e precisão as suas mais incríveis ideias, imagens que ainda hoje impressionam pela proximidade
- com a realidade da obra construída.
- Em virtude do rápido avanço tecnológico e da incorporação de novas ferramentas a partir da
- segunda metade do século XX, a representação na Arquitetura evoluiu não apenas em termos
- técnicos, passando por uma profunda transformação em matéria de conteúdo.
- Muitos anos se passaram até que a representação na Arquitetura passasse a incorporar
- novas ferramentas, as quais já estavam sendo utilizadas amplamente em outras áreas, como a
- fotografia, o cinema e o design. Atualmente, fora algumas exceções, a visualização na
- Arquitetura está se tornando cada dia mais dependente de imagens geradas por computadores,
- uma espécie de resignação, como se já não houvesse mais alternativas ao hiper-realismo.
- As principais tendências apontam para uma completa fusão entre as técnicas de visualização
- na Arquitetura e a realidade virtual e aumentada. E embora essas ferramentas, ainda hoje,
- demandem a utilização de uma série de dispositivos multissensoriais, podemos dizer que nunca
- antes a visualização esteve tão próxima da realidade.No entanto, técnicas mais simples como o
- desenho ___ mão e a colagem, quando combinadas com tudo aquilo que os modelos 3D podem
- nos oferecer, ainda podem ser muito úteis e seguem sendo utilizadas por arquitetos e arquitetas
- ao redor do mundo. Pode ser que as técnicas artesanais nunca deixem de existir, mas é inegável
- que elas ainda têm muito a contribuir para o futuro da representação e da visualização da
- Arquitetura.
(Disponível em: www.archdaily.com.br/br/942582/a-evolucao-da-representacao-na-Arquitetura-e-qual-e-o-seu-futuro – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 06, 15 e 40.
Ruído de passos
Tinha oitenta e um anos de idade. Chamava-se dona Cândida Raposo.
Essa senhora tinha a vertigem de viver. A vertigem se acentuava quando ia passar dias numa fazenda: a altitude, o verde das árvores, a chuva, tudo isso a piorava. Quando ouvia Liszt se arrepiava toda. Fora linda na juventude. E tinha vertigem quando cheirava profundamente uma rosa.
Pois foi com dona Cândida Raposo que o desejo de prazer não passava.
Teve enfim a grande coragem de ir a um ginecologista. E perguntou-lhe envergonhada, de cabeça baixa:
– Quando é que passa?
– Passa o quê, minha senhora?
– A coisa. – Que coisa?
– A coisa, repetiu. O desejo de prazer, disse enfim.
– Minha senhora, lamento lhe dizer que não passa nunca. Olhou-o espantada.
– Mas eu tenho oitenta e um anos de idade!
– Não importa, minha senhora. É até morrer.
– Mas isso é o inferno!
– É a vida, senhora Raposo. A vida era isso, então? essa falta de vergonha?
– E o que é que eu faço? ninguém me quer mais… O médico olhou-a com piedade.
– Não há remédio, minha senhora.
– E se eu pagasse?
– Não ia adiantar de nada. A senhora tem que se lembrar que tem oitenta e um anos de idade.
– E… e se eu me arranjasse sozinha? o senhor entende o que eu quero dizer?
– É, disse o médico. Pode ser um remédio.
Então saiu do consultório. A filha esperava-a embaixo, de carro. Um filho Cândida Raposo perdera na guerra, era um pracinha. Tinha essa intolerável dor no coração: a de sobreviver a um ser adorado.
Nessa mesma noite deu um jeito e solitária satisfez-se. Mudos fogos de artifícios. Depois chorou. Tinha vergonha. Daí em diante usaria o mesmo processo. Sempre triste. É a vida, senhora Raposo, é a vida. Até a bênção da morte.
A morte.
Pareceu-lhe ouvir ruído de passos. Os passos de seu marido Antenor Raposo.
LISPECTOR, Clarice. A via crucis do corpo. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
Levando-se em consideração os conhecimentos referentes ao emprego do acento grave indicativo de crase, assinale a alternativa abaixo em que, se houvesse o acréscimo de tal acento no termo destacado, manter-se-ia a correção gramatical:
Em relação à ocorrência ou não de crase no trecho “outro dia perguntaram a Lana”, é correto afirmar que:
Brasil tinha quase 1,5 milhão de pessoas trabalhando por aplicativo em 2022, mostra
IBGE
01 O Brasil tinha quase 1,5 milhão de pessoas trabalhando por meio de aplicativos digitais
02 em 2022, a maioria delas motoristas e entregadores. Esses profissionais conseguiram uma renda
03 mensal maior que a média dos demais ocupados no setor privado, mas, para isso, cumpriram
04 jornadas consideravelmente mais extensas. A categoria obteve uma remuneração menor por
05 hora trabalhada.
06 Enquanto a renda média por hora trabalhada dos profissionais que atuavam por aplicativo
07 ou plataforma digital era de R$ 13,3, a renda média dos demais ocupados no setor privado foi
08 de R$ 14,6 por hora, 9,8% superior. Os dados são do módulo Teletrabalho e trabalho por meio
09 de plataformas digitais 2022, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad
10 Contínua), divulgado hoje, quarta-feira (25/10/2023), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
11 Estatística (IBGE).
12 Os trabalhadores por aplicativo, que o IBGE chama na pesquisa de “trabalhadores
13 plataformizados”, _____ uma renda média mensal real de R$ 2.645, com uma jornada semanal
14 média de 46,0 horas. Já os demais trabalhadores do setor privado tinham uma renda média
15 mensal real de R$ 2.510, mas com uma jornada média de 39,5 horas semanais. O resultado
16 mostra que .... jornada de trabalho semanal dos plataformizados foi 16,5% maior que a dos
17 demais trabalhadores do setor privado. “Os trabalhadores plataformizados tinham, em média,
18 uma jornada de trabalho habitual 6,5 horas mais extensa que a dos demais ocupados”, observou
19 o IBGE.
20 A categoria também se revelou fortemente marcada pela informalidade e pela ausência
21 de qualquer proteção social. Apenas 35,7% dos trabalhadores por aplicativo contribuíam para
22 instituto de previdência, ante uma fatia de 61,3% de contribuintes entre os demais ocupados no
23 setor privado. O resultado significa que 64,3% das pessoas que trabalhavam por meio de
24 aplicativos de serviços não estavam asseguradas por instituto de previdência oficial. Sete em
25 cada dez trabalhadores por aplicativo (70,1%) trabalhavam na informalidade, nem tinham
26 carteira assinada nem possuíam CNPJ. Entre os demais trabalhadores do setor privado, .... fatia
27 de informais era mais baixa, 43,7%.
28 “De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), se de um lado, as
29 plataformas digitais de trabalho _____ oferecido oportunidades de geração de renda para muitos
30 trabalhadores e permitido que empresas alcancem novos mercados e reduzam custos, por outro,
31 elas também representam um importante desafio, especialmente no que se refere .... condições
32 de trabalho. Entre os desafios que envolvem os trabalhadores plataformizados, a OIT cita o
33 acesso a direitos trabalhistas e seguridade social, a capacidade de geração de uma renda
34 adequada e a extensão das jornadas de trabalho. As plataformas digitais de trabalho, ainda que
35 possam se apresentar apenas como intermediárias entre clientes e fornecedores individuais
36 (trabalhadores plataformizados e outras empresas), com frequência _____ um importante
37 controle sobre a organização e a alocação do trabalho e sobre a remuneração dos trabalhadores",
38 frisou o IBGE.
(Disponível em: https://exame.com/brasil/brasil-tinha-quase-15-milhao-de-pessoas-trabalhando-por-aplicativo-em-2022-mostra-ibge/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 16, 26 e 31.
Por que escrevo?
Por Martha Medeiros
01 Escrevo para dar exclusividade ___ solidão que vive em mim. Para não parecer tão
02 esquisita como pareceria se fosse uma solitária que não escreve. Escrevo para não desperdiçar a
03 minha sinceridade. Sozinhos, somos mais sinceros do que quando socializamos.
04 Escrevo para ficar quieta por mais tempo. Para não falar sobre ___ vida dos outros —
05 escrever sobre eles dá menos problema. Escrevo porque não sei tocar guitarra, porque não
06 aprendi a esculpir em madeira, porque meus glúteos são muito largos para o balé. Escrevo
07 porque teria dificuldade de decorar o texto para uma peça, porque só sei desenhar uma casinha
08 — e mal.
09 Escrevo porque a literatura é uma arte discreta. Escrevo porque não existe horário para
10 começar, nem terminar, nem dia útil, nem dia inútil, nem ônibus para pegar, nem parada para
11 descer, nem apito de fábrica, nem gerente, nem chefe (nem carteira assinada também, é o
12 ônus).
13 Escrevo porque gosto muito de ficar em casa. Nunca escrevo em quartos de hotéis, em
14 trens, em espaços de coworking. Escrevo porque ninguém me acusa de estar me escondendo,
15 mesmo que eu esteja.
16 Escrevo porque dizem que a maioria dos homens não suporta mulheres que escrevem.
17 Abençoo esta triagem. Só os corajosos me atraem.
18 Escrevo para me relacionar melhor com a morte. A morte não traz benefícios para quem
19 fabrica guarda-chuvas, atende em consultórios ou limpa vidraças. Mas ela costuma ser generosa
20 com escritores: inspira e, se você for uma Clarice Lispector, eterniza.
21 Escrevo porque não é um trabalho de equipe. Escrevo para uma única pessoa: você, que
22 ao me ler estará sozinho também (mesmo cercado de gente) e em silêncio. Prefiro relações a
23 dois. Escrevo para dar voz às minhas feras, bruxas, demônios. Escrevo porque posso ser
24 malvada, traidora, desaforada, matar e morrer — e acordar ilesa na segunda-feira.
25 Escrevo para me consolar dos traumas de infância e para transformar as dores de amor
26 em royalties — é uma compensação justa. Escrevo porque escrever ativa ___ esperança. A
27 esperança de ser lida, compreendida e amada. E a esperança de que meu texto sirva para fazer
28 alguém se sentir menos estranho para si mesmo. Escrevo porque, se eu parecer louca, ninguém
29 vai dar muita atenção. Periga até eu ganhar um prêmio.
30 Escrevo porque enquanto estou escrevendo, estou lembrando. Escrevo porque nunca sei
31 sobre o que irei escrever. É uma aventura constante revelar para mim mesma o que permanece
32 desconhecido em mim.
33 Em meu primeiro livro, ainda muito jovem, publiquei um verso que dizia: quanto mais
34 escrava, mais escrevo. O tempo passou, me libertei de quase tudo o que me oprimia e devo isso
35 a todos os livros que li, e aos meus. É por ela, a liberdade, que escrevo.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 01, 04 e 26.
Registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Em "O aluno só queria QUE a professora explicasse novamente o conteúdo", a palavra QUE, no contexto em que foi empregada, é classificada como conjunção coordenada sindética explicativa.
(__)Na frase: "Será que ela está chateada comigo PORQUE eu não fui ao aniversário dela?", o PORQUE foi corretamente empregado.
(__)O acento grave foi utilizado na expressão destacada em "A situação foi relativa às professoras defensoras da pedagogia crítica", uma vez que a palavra "relativa" rege a preposição A, a qual se funde com o artigo feminino A.
(__)O pronome poderá vir proclítico quando o infinitivo estiver precedido de preposição ou palavra atrativa. Exemplos: É preciso achar um caminho de não o machucar / É preciso achar um caminho de não machucá-lo.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Ambientes tóxicos: o papel do líder
Por Fernando Mantovani
01 É impossível sentir-se feliz todos os dias do ano, mas a sensação de bem-estar precisa
02 predominar em relação aos dias ruins. Não é necessário ser especialista para saber que, quando
03 o desânimo e o pessimismo tomam conta da rotina, abrimos portas para transtornos como
04 depressão, insônia, ansiedade, entre outros.
05 Quem não passou por isso certamente conhece alguém próximo que já passou. Isso
06 porque as questões de saúde mental nunca estiveram tão di__eminadas em nossa sociedade, e
07 boa parte desse cenário está relacionado ao estresse no trabalho.
08 A terceira edição do estudo Inteligência Emocional e Saúde Mental no Ambiente de
09 Trabalho, realizado pela The School of Life, em parceria com a Robert Half, ajuda .... clarear essa
10 questão. Ouvimos 774 profissionais empregados, de diferentes regiões do Brasil, com 25 anos
11 de idade ou mais e formação superior completa, sendo 387 líderes e 387 liderados. A pesquisa
12 revela que 42,86% dos liderados entrevistados, quase metade da amostra, consideram o
13 ambiente de trabalho tóxico como o principal fator para pedir demissão. Ou seja, mais do que
14 salário, benefícios ou perspectivas de a__ensão, sentir-se mal com o nível de pressão, os
15 conflitos ou prazos é o que realmente pesa contra um emprego atualmente.
16 Outras razões citadas pelos participantes foram: falta de reconhecimento (percepção de
17 13,43% dos entrevistados), imposição de trabalho 100% presencial (13,14%), ausência de plano
18 de carreira (8,86%) e pouco protagonismo (3,71%). É interessante observar a significativa
19 distância entre o primeiro e segundo motivos: quase 30 pontos percentuais.
20 Sair da empresa é uma medida extrema, mas, antes disso, surgem outras dificuldades.
21 De acordo com o estudo, nos últimos 12 meses, 44% dos líderes e 45% dos liderados afirmaram
22 que deixaram de produzir ou se manter engajados em algum momento por estar
23 emocionalmente abalados. A baixa performance foi indicada por 37,19% dos líderes como a
24 maior motivação para demissão.
25 Esse quadro mostra como se tornou importante zelar pelo bem-estar e qualidade de vida
26 dos times, tanto pela empatia ao próximo quanto pelos resultados dos negócios. E nesse ponto
27 surge mais um obstáculo identificado pela pesquisa: 61% dos liderados e 65% dos líderes
28 acreditam que os gestores das empresas em que atuam não estão capacitados para acolher
29 quem está com a saúde mental em __eque.
30 Um alento é saber que 19% dos gestores que indicaram essa falta de preparo disseram
31 que, em suas empresas, essa capacitação deve ser iniciada até o fim de 2024. Lideranças
32 sensíveis .... temperatura emocional do escritório não só podem ajudar as equipes como também
33 evitar gatilhos que levam uma empresa .... se tornar tóxica. Relações desequilibradas, metas
34 irreais ou regras excessivamente rígidas são alguns deles, entre tantos outros.
(Disponível em: https://exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/ambientes-toxicos-o-papel-do-lider/ –texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 09, 32 e 33.
A crase não deve ser empregada entre palavras repetidas. Nas orações em que aparecem palavras repetidas ligadas pelo "a", não se verifica a contração da preposição e o artigo, portanto o acento grave indicativo da crase não é admitido. Contudo, essa regra não se aplica em:
Analise o excerto a seguir:
Nos anos finais do século XX e nos iniciais do século XXI, os estudos do letramento e ___ contribuições das concepções bakhtinianas para o tratamento das questões de ensino de língua ofereceram novas perspectivas para as discussões em torno da escrita produzida em contexto escolar. ___ consideração dos aspectos ideológicos inerentes ___ práticas sociais que envolvem a produção; o desenvolvimento dos estudos sobre a heterogeneidade das relações oral/escrito; e ___ discussões a respeito das possibilidades oferecidas pelos recursos digitais produziram novas possibilidades para as considerações sobre o ensino de escrita na escola. O distanciamento produzido pela textualidade eletrônica, em relação ___ ordem dos discursos constituída na cultura impressa, ao apontar para riscos de rupturas nessa ordem, possibilitou, em consequência, a consideração de aspectos da produção linguística não tematizados anteriormente ___ possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais (de Pietri, 2010).
Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas no excerto:
IBM e Nasa se aliam para aplicar IA ao estudo do clima

O Texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 15.
Texto 1:
Crise nos programas de licenciatura
Uma medida paliativa vem ocorrendo com frequência cada vez maior em escolas públicas e privadas de todo o país. Muitos estudantes estão finalizando o ano letivo de 2023 sem ter tido aulas de física ou sociologia com professores habilitados para ministrar essas disciplinas. Diante da ausência de candidatos para ocupar as docências, as escolas improvisam e colocam profissionais formados em outras áreas para suprir lacunas no ensino fundamental II e no ensino médio. A medida tem se repetido em diferentes estados e municípios brasileiros, como mostram dados de estudo inédito realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep): em Pernambuco, por exemplo, apenas 32,4% das docências em física no ensino médio são ministradas por licenciados na disciplina, enquanto no Tocantins o valor equivalente para a área de sociologia é de 5,4%. Indicativo da falta de interesse dos jovens em seguir carreira no magistério, o número de concluintes de licenciaturas em áreas específicas passou de 123 mil em 2010 para 111 mil em 2021. Esse conjunto de dados indica que o país vivencia um quadro de apagão de professores. Para reverter esse cenário, pesquisadores fazem apelo e defendem a urgência da criação de políticas de valorização da carreira docente e a adoção de reformulações curriculares.
“O apagão das licenciaturas é uma realidade que nos preocupa”, afirma Marcia Serra Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretora de Formação de Professores da Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). As licenciaturas em áreas específicas são cursos superiores que habilitam os concluintes a dar aulas nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio na área do conhecimento em que se formaram. Dados do último Censo da Educação Superior do Inep, autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), divulgados no ano passado, mostram que desde 2014 a quantidade de ingressantes em licenciaturas presenciais está caindo, assim como ocorre em cursos a distância desde 2021. “As áreas mais preocupantes são as de ciências sociais, música, filosofia e artes, que apresentaram as menores quantidades de matrículas em 2021, e as de física, matemática e química, que registraram as maiores taxas de desistência acumulada na última década”, assinala Ferreira.
Dados do Inep disponíveis no Painel de Monitoramento do Plano Nacional de Educação (PNE) indicam que, em 2022, cerca de 59,9% das docências do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e de 67,6% daquelas oferecidas no ensino médio eram ministradas por professores qualificados na área do conhecimento. Ao analisar os números, o pedagogo e professor de educação física Marcos Neira, pró-reitor adjunto de Graduação da Universidade de São Paulo (USP), comenta que a situação é diferente em cada área do conhecimento. “Por um lado, a média nacional mostra que 85% dos docentes de educação física são licenciados na disciplina, enquanto os percentuais equivalentes para sociologia e línguas estrangeiras são de 40% e 46%, respectivamente. Ou seja, os problemas podem ser maiores ou menores, conforme a área do conhecimento e também são diferentes em cada estado”, destaca Neira, que atualmente desenvolve pesquisa com financiamento da FAPESP sobre reorientações curriculares na disciplina de educação física.
A falta de formação adequada do professor pode causar impactos no processo de aprendizagem dos alunos, conforme identificou Matheus Monteiro Nascimento, físico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em pesquisa realizada em 2018. De acordo com o pesquisador, na ausência de docentes licenciados em física, quem acaba oferecendo a disciplina nas escolas, geralmente, são profissionais da área de matemática. “Com isso, observamos que a abordagem da disciplina tende a privilegiar o formalismo matemático”, comenta. Ou seja, no lugar de tratar de conhecimentos de mecânica, eletricidade e magnetismo por meio de abordagens fenomenológicas, conceituais e experimentais, os professores acabam trabalhando os assuntos em sala de aula apenas por meio de operações matemáticas e equações sem relação direta com a realidade do aluno. “O formalismo matemático é, justamente, o elemento da disciplina de física que mais prejudica o interesse de estudantes por essa área do conhecimento”, considera Nascimento.
Preocupados em mensurar se as defasagens poderiam ser sanadas com a contratação de profissionais graduados em licenciaturas no Brasil nos últimos anos, pesquisadores do Inep realizaram, em setembro, estudo no qual olharam para as carências de escolas públicas e privadas nos anos finais do ensino fundamental e médio. “Se todos os licenciados de 2010 a 2021 ministrassem aulas na disciplina em que se formaram nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio em 2022, ainda assim o país teria dificuldades para suprir a demanda por docentes de artes em 15 estados, física em cinco, sociologia em três, matemática, língua portuguesa, língua estrangeira e geografia em um”, contabiliza Alvana Bof, uma das autoras da pesquisa. Além disso, o estudo avaliou se a quantidade de licenciados de 2019 a 2021 seria suficiente para suprir todas as docências que, em 2022, estavam sendo oferecidas por professores sem formação adequada. Foi constatado que faltariam docentes de artes em 18 estados, física em 16 estados, língua estrangeira em 15, filosofia e sociologia em 11, matemática em 10, biologia, ciências e geografia em 8, língua portuguesa em 5, história e química em 2 e educação física em um estado. “Os resultados indicam que já vivemos um apagão de professores em diferentes estados e disciplinas”, reitera Bof, licenciada em letras e com doutorado em educação.
Outro autor do trabalho, o sociólogo do Inep Luiz Carlos Zalaf Caseiro, esclarece que o cenário de falta de professores não está relacionado com falta de vagas em cursos de licenciaturas. “Em 2021, o país teve 2,8 milhões de vagas disponíveis, das quais somente 300 mil foram preenchidas. Isso significa que 2,5 milhões de vagas ficaram ociosas, sendo grande parte no setor privado e na modalidade de ensino a distância”, relata. Licenciaturas 2 oferecidas no ensino público, na modalidade presencial, também tiveram quantidade significativa de vagas ociosas. “De 2014 a 2019, a taxa de ociosidade de licenciaturas em instituições públicas foi de cerca de 20%, enquanto em 2021 esse percentual subiu para 33%”, informa. Cursos como o de matemática apresentaram situação ainda mais inquietante. “Licenciaturas de matemática em instituições públicas no formato presencial registraram 38% de vagas ociosas em 2021”, destaca Caseiro, comentando que muitas vagas, mesmo quando preenchidas, logo são abandonadas. Além disso, segundo o sociólogo, somente um terço dos estudantes que finalizam as licenciaturas vai atuar na docência; o restante opta por outros caminhos profissionais. O estudo foi desenvolvido a partir do cruzamento de dados relativos a docentes presentes no Censo da Educação Básica e referentes a ingressantes e concluintes em licenciaturas captados pelo Censo da Educação Superior. Ambas as pesquisas são realizadas anualmente pelo Inep para analisar a situação de instituições, alunos e docentes da educação básica e do ensino superior.
Retirado e adaptado de: QUEIRÓS, Christina. Crise nos programas de licenciatura. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/crise-nos-programas-de-licenciatura/ Acesso em: 02 nov., 2023.
Texto 02
(o primeiro índice é sempre o de maior percentual e o segundo, de menor):
Fonte: BOF, A. M et al. Cadernos de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais. 2023, no prelo. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/crise-nos-programas-de-licenciatura/ Acesso em: 02.nov., 2023. Ensino fundamental II Ensino médio 3
Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego do acento grave (crase):
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
(Texto)

“A ELA também é conhecida como doença de Lou Gherig, em homenagem a um jogador de beisebol que se aposentou por causa desta doença.” (linhas 14 a 17).
O termo “a” destacado acima não foi craseado:
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
(Texto)

I. Eu fui à farmácia.
II. Confiei àquela moça meu lugar na fila.
III. Observei tudo à distância de 100 metros.
IV. Elas ficaram cara à cara.
Há erro no uso da crase em:
I. A função de linguagem predominante é a metalinguística, uma vez que há uma definição do termo, explicando o que é e o que possibilita.
II. O acento indicativo de crase se encontra colocado corretamente, apresentando emprego de regência nominal.
III. Elementos com valor semântico de circunstância de lugar e de finalidade estão presentes, inclusive mediante uma oração.
A única afirmação correta se encontra na alternativa