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Q4249570 Português
Árvores-Amigas


Por Adriana Antunes


Q1_10.png (694×529)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pede-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Em relação aos mecanismos de coesão empregados no texto, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Em “Para compensar, meu pai me deu uma araucária. Ela já existia no terreno, mas ele disse que eu poderia considerar a árvore como sendo minha”, o pronome “ela” retoma o termo “árvore”.
( ) No trecho “Conversei longamente com a araucária e, sim, fui eu quem recebeu o fiscal. No dia em que a derrubaram, o bairro parou para assistir”, o pronome oblíquo sublinhado se refere a “araucária”.
( ) Conectivos como “mas” e “embora” são empregados no texto para estabelecer relações de contraste entre as ideias.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4249569 Português
Árvores-Amigas


Por Adriana Antunes


Q1_10.png (694×529)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pede-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Considerando o gênero e os tipos textuais presentes no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4249568 Português
Árvores-Amigas


Por Adriana Antunes


Q1_10.png (694×529)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pede-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Com base no texto, analise as assertivas a seguir:

I. O relato das experiências pessoais da autora serve de base para a construção gradual de uma reflexão sobre a forma como os seres humanos se relacionam com a natureza e o mundo.
II. As perguntas presentes no texto têm a função de aproximar o leitor do relato, convidando-o a se envolver na reflexão apresentada.
III. Ao final do texto, a autora leva o leitor a inferir que os efeitos da forma como o ser humano trata o meio ambiente ainda não fazem parte da realidade vivenciada pela sociedade atualmente.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4249147 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

Considere o trecho: “A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.”. A forma verbal destacada encontra-se na  
Alternativas
Q4249146 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

No trecho “A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas ...”, o período é composto por
Alternativas
Q4249145 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

No texto, o autor afirma que: “A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento ...". Considerando o contexto em que foi empregada, a palavra “estéril” assume sentido equivalente ao de
Alternativas
Q4249144 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

Considere o trecho do texto: "A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.". Assinale a alternativa em que a supressão ou alteração da pontuação provoca mudança de sentido ou incorreção gramatical.
Alternativas
Q4249143 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

Assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está inteiramente CORRETO, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4249142 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

Em “Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados”, o sujeito da forma verbal “coexistam” é 
Alternativas
Q4249141 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

Considere o trecho: "Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados.". Assinale a opção em que a reescrita do período está CORRETA quanto à colocação pronominal, à regência e à norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4249140 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

Considere o trecho: "O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.". A expressão "de modo que" introduz uma oração subordinada adverbial que exprime ideia de
Alternativas
Q4249139 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

No trecho “... a transparência é um dos ‘pilaresda gestão contemporânea ...”, o vocábulo “pilares” foi empregado em sentido 
Alternativas
Q4249138 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

Assinale a opção que melhor sintetiza a tese central defendida pelo autor.
Alternativas
Q4247082 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
Assinale a alternativa em que o advérbio ou a locução adverbial destacado(a) modifica um adjetivo. 
Alternativas
Q4247081 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
Assinale a alternativa em que a palavra destacada tenha sido formada por um processo distinto do termo destacado em “Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação [...]”. 
Alternativas
Q4247080 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
Considerando a análise de determinados elementos linguísticos presentes no texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
(  ) Em “[...] quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular [...]”, se o trecho destacado fosse substituído por “da área monitorada”, o verbo “apresentaram” poderia estar no singular: “apresentou” — sem prejuízo gramatical.
(  ) Em “Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins.”, caso o trecho destacado estivesse no plural, o verbo o acompanharia: “houveram aumentos” — sem prejuízo gramatical.  
(  ) Em “[...] o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população [...]”, se a palavra “para” fosse substituída por “a”, o acento indicativo de crase seria obrigatório.
Alternativas
Q4247079 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque tenha sido acentuada pelo mesmo motivo que a destacada em “A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária [...]”.
Alternativas
Q4247078 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
Assinale a alternativa cujo termo apresenta sentido aproximado ao do destacado no seguinte excerto do texto: “[...] na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB.”. 
Alternativas
Q4247077 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
Assinale a alternativa em que a(s) vírgula(s) NÃO tenha(m) sido usada(s) para isolar uma expressão adverbial deslocada. 
Alternativas
Q4247076 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 

Considere o seguinte excerto do texto:


“Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais [...]”.


Todas as conjunções a seguir podem substituir, sem prejuízo de sentido, o conectivo destacado no excerto apresentado, EXCETO 

Alternativas
Respostas
301: A
302: D
303: B
304: C
305: B
306: A
307: D
308: A
309: B
310: D
311: D
312: B
313: A
314: A
315: D
316: B
317: A
318: D
319: A
320: C