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Q4215789 Português
Observe a seguinte frase do Marquês de Maricá:

“Quando vemos um homem moço sustentar obstinado uma opinião menos razoável, devemos desculpá-lo, na certeza de que com os anos há de defender talvez com o mesmo calor e veemência a opinião contrária desaprovada e combatida.”

Nessa frase, a palavra “mesmo” está empregada em lugar de “igual”; assinale a opção em que o mesmo significado aparece. 
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Q4215788 Português
Na Segunda Guerra Mundial, ficou famosa a seguinte declaração:

“Não esmoreceremos, nem falharemos. Lutaremos na França, lutaremos nos mares e nos oceanos, lutaremos no ar com confiança crescente, defenderemos nossa ilha, custe o que custar, lutaremos nas praias, lutaremos nos campos de pouso, lutaremos nos campos e nas ruas, lutaremos nas colinas: jamais capitularemos.”

Sir Winston Churchill, 1º ministro da Inglaterra. (1940)

Sobre a significação ou a estruturação desse texto, assinale a afirmativa correta. 
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Q4215787 Português
O cronista Fernando Sabino escreveu a seguinte frase sobre o poema Os Lusíadas, de Luís de Camões:

“Os Lusíadas se tornou para nós um pesadelo, porque ninguém sabia onde o diabo escondia o sujeito da oração naqueles versos retorcidos.”

Sobre a significação ou a estruturação desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta. 
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Q4215786 Português
Assinale a opção que indica a frase que aborda os livros integralmente por aspectos positivos. 
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Q4215785 Português
Leia o fragmento a seguir.

“Não viajo sem livros, nem na paz, nem na guerra... Pois não se pode dizer o quanto eu me repouso e demoro nessa consideração de que eles estão ao meu lado para dar-me prazer quando preciso e em reconhecer quanta ajuda eles me trazem à vida. É a melhor provisão que tenho encontrado para esta humana viagem e sinto uma pena extrema das pessoas inteligentes que deles se privam.”

Sobre a significação ou a estruturação desse fragmento textual, assinale a afirmativa incorreta.
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Q4215784 Português
Algumas palavras, em sua utilização, mudam de classe gramatical. Assinale a frase em que o termo sublinhado mostra a mudança de adjetivo para advérbio
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Q4215783 Português
Os adjetivos possuem diversos valores semânticos, representando estados, características, qualidades.

Assinale a opção que apresenta a frase em que o adjetivo sublinhado tem valor de característica
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Q4215782 Português
Todas as frases a seguir, retiradas de romances machadianos, trazem, sublinhada, a preposição a.

Assinale a frase em que essa preposição tem seu sentido fundamental incorretamente indicado. 
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Q4215781 Português
Os segmentos a seguir, retirados do romance Dom Casmurro de Machado de Assis, mostram pronomes demonstrativos sublinhados.

Assinale a opção em que o pronome está corretamente empregado. 
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Q4215780 Português
Leia, com atenção, o primeiro período de um romance machadiano, a seguir.

“Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu.”

Assinale a opção que mostra uma observação inadequada sobre ele. 
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Q4215779 Português
Assinale a opção que apresenta a frase machadiana em que os termos sublinhados são antônimos. 
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Q4215430 Português

INFINITA ENQUANTO DURE


Lucília Diniz


     Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.


     Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20. 


É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.


     Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?


    Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.

No trecho “Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer”, tem-se 
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Q4215429 Português

INFINITA ENQUANTO DURE


Lucília Diniz


     Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.


     Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20. 


É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.


     Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?


    Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.

No trecho “Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure”, há o uso de 
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Q4215428 Português

INFINITA ENQUANTO DURE


Lucília Diniz


     Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.


     Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20. 


É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.


     Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?


    Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.

Em: “A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus”, o verbo “recaísse” está flexionado no 
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Q4215427 Português

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Lucília Diniz


     Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.


     Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20. 


É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.


     Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?


    Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.

A crítica implícita da autora, ao mencionar regimes pessoais caríssimos de alguns investidores, é sobre eles 
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Q4215426 Português

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Lucília Diniz


     Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.


     Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20. 


É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.


     Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?


    Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.

O texto contrapõe ficção e ciência ao afirmar que
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Q4215425 Português

INFINITA ENQUANTO DURE


Lucília Diniz


     Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.


     Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20. 


É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.


     Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?


    Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.

Ao refletir sobre a possibilidade de viver indefinidamente, a autora do texto afirma que 
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Q4215424 Português

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Lucília Diniz


     Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.


     Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20. 


É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.


     Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?


    Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.

O propósito do texto, ao mencionar obras literárias como Frankenstein, O Re trato de Dorian Gray e Drácula, foi 
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Q4215423 Português

INFINITA ENQUANTO DURE


Lucília Diniz


     Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.


     Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20. 


É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.


     Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?


    Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.

Sobre a conversa entre Putin e Xi Jinping, o texto destaca

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Q4214962 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
Considerando a estrutura fonética da palavra “comportamento”, quanto ao número de fonemas e de dígrafos, pode-se afirmar que há, respectivamente:
Alternativas
Respostas
2721: D
2722: E
2723: B
2724: B
2725: C
2726: A
2727: A
2728: D
2729: E
2730: E
2731: B
2732: B
2733: A
2734: B
2735: A
2736: A
2737: D
2738: C
2739: B
2740: D