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Q4127291 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?


Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
Com base no texto 'Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?', analise as afirmativas a seguir e identifique aquela que apresenta uma informação correta.
Alternativas
Q4127290 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?


Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
"Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos."
Com base nas regras de emprego do hífen em palavras compostas, assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para o vocábulo 'ultrassônico'.
Alternativas
Q4127289 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?


Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
"Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos."

Com base na regência verbal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4127288 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?


Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
"Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas."

Analise os enunciados a seguir, que apresentam concordância adequada, assim como o enunciado acima.

I.Em Trelew, na Patagônia, a degustação e a venda desse tipo de carne ganharam os noticiários do país na última semana. A experiência — que incluiu um açougue e um restaurante tradicional da cidade — fazem parte de um projeto piloto chamado "Burros Patagônicos".
II.Dados recentes, segundo a pesquisa, mostra que o consumo da carne bovina caiu cerca de 10% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o menor nível em duas décadas.
III.A procura por opções mais baratas ocorre em um momento de pressão sobre o consumo na Argentina, impulsionada pela inflação, que acumula um aumento de 9,4% no ano.
IV.A iniciativa foi criada pelo produtor rural Julio Cittadini, que vinha desenvolvendo a ideia há cerca de dois anos, enquanto aguardava autorização das autoridades sanitárias locais e nacionais.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta as frases com concordância adequada.
Alternativas
Q4127287 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?


Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o

"Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons."
Algumas palavras da língua portuguesa podem apresentar relações de semelhança formal ou sonora. Um exemplo disso é o vocábulo 'por', como preposição, e 'pôr', como verbo. A partir disso, complete as lacunas com outras palavras homônimas ou parônimas, conforme o contexto.

1.O contrato foi___ após a revisão.
2.Na___ de congelados do mercado, é possível encontrar frutas vermelhas.
3.A corrida em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas me fez___muito.
4.Havia___ de gato espalhado pelo tapete da sala.

Assinale a alternativa que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q4127285 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?


Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
Considerando os recursos coesivos utilizados no texto, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.

(__)Em 'Eles usam o som como qualquer mamífero faria', o pronome 'eles' estabelece coesão referencial ao retomar um elemento anteriormente mencionado no texto, identificado como 'os ouvidos humanos'.
(__)Em 'ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas', o verbo 'poder' estabelece coesão ao concordar adequadamente com 'golfinhos'.
(__)Em 'A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação...', o vocábulo 'descoberta' retoma a percepção científica dos sons infrassônicos dos elefantes e sua função comunicativa.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q4127284 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?


Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Com base na análise sintática do pronome pessoal "ele" em "sugere ele", é correto afirmar que ele exerce a função de:
Alternativas
Q4127278 Português
A língua portuguesa apresenta diversas palavras cuja escrita pode causar dúvidas por causa da semelhança sonora entre algumas letras. Por esse motivo, é importante observar a ortografia correta das palavras dentro do contexto em que são empregadas.
Considerando as regras da norma padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que há uma palavra escrita de forma INCORRETA.
Alternativas
Q4127277 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I.O computador da biblioteca apresentou defeito durante a pesquisa escolar.
II.Meu pai trouxe flores para decorar a mesa da cozinha ontem.
III.A fotografia antiga ficou guardada dentro daquela gaveta pequena.
IV.O trem chegou cedo e partiu logo após o embarque.
V.A professora explicou novamente o conteúdo antes da atividade avaliativa.
Em quais das afirmativas há o emprego de pelo menos uma palavra polissílaba?
Alternativas
Q4127276 Português
Leia atentamente as afirmativas abaixo:
I.Amanhã os alunos apresentarão o trabalho durante a aula de Ciências.
II.Na próxima semana, meus primos viajaram para visitar os avós no interior.
III.Daqui a alguns dias, ocorrerá uma reunião para discutir o campeonato escolar.
IV.Amanhã o diretor anunciou as novas regras para os estudantes da escola.
V.No próximo verão, passaremos alguns dias em uma cidade próxima ao litoral.
Identifique em quais afirmativas o tempo verbal está inadequado de acordo com a Norma Padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4127275 Português
Leia atentamente as colunas abaixo, identifique a ocorrência de pares de palavras sinônimas ou antônimas nas sentenças da Coluna 01 e as correlacione com a classificação indicada na Coluna 02.

Coluna 01
(__)O menino permaneceu calmo e tranquilo durante a apresentação teatral.
(__)O corredor era estreito, enquanto a avenida principal parecia bastante larga.
(__)A professora considerou correta e adequada a resposta apresentada pelo grupo.
(__)O céu ficou claro pela manhã, mas tornou-se escuro ao anoitecer.
(__)O atleta demonstrou alegria e felicidade após vencer a competição escolar.

Coluna 02
I.Sinônimas.
II.Antônimas.     

Assinale a alternativa com a sequência correta.   
Alternativas
Q4127274 Português

Observe atentamente a oração abaixo e considere as regras atuais da norma padrão da língua portuguesa.


"Os alunos relêem os capítulos com frequência porque o conteúdo pode cair na avaliação final."


Identifique e assinale a alternativa que contém o termo está indevidamente acentuado:

Alternativas
Q4127273 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Queda de uma das maiores árvores do Brasil mobiliza moradores de SC


A queda de uma das maiores árvores do Brasil, no município de Caçador, em Santa Catarina, mobilizou uma equipe da Embrapa Florestas para coleta de material genético (DNA) e tentativa de clonagem da árvore, na última quinta-feira (7).


Apelidada carinhosamente de "Pinheirão", a árvore era a quarta maior araucária — Araucaria angustifolia — do país, com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP).


Segundo levantamentos realizados pelo professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não há informações precisas sobre a idade da árvore, nem confirmação sobre quando ocorreu a queda, mas a estimativa é de que tenha acontecido nas últimas semanas.


A árvore estava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, e, em campo, a equipe avaliou a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. "O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a dez dias após a queda.


No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis", explicou Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas.


O material seguiu, então, para enxertia em laboratório e deve levar cerca de cem dias para confirmação do sucesso do procedimento. A iniciativa busca preservar e estudar características genéticas raras da espécie, como sua altura e longevidade.


Embora não seja possível estimar a idade da árvore, seu porte monumental a transformou em um ponto de interesse dentro da estação experimental. Mesmo em uma área de acesso restrito, era comum que pesquisadores e funcionários buscassem o local para acompanhar seu desenvolvimento.


De acordo com a Embrapa Florestas, uma situação semelhante já foi enfrentada anteriormente. Em Cruz Machado, no Paraná, uma araucária de grande porte também foi clonada após queda, em trabalho conduzido pela empresa.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/queda-de-uma-das-maiores-arvores-do-brasil-mobiliza-moradores-de-sc/

O texto apresenta elementos que demonstram como determinadas espécies vegetais podem adquirir importância não apenas científica, mas também simbólica dentro de determinados espaços institucionais. Essa valorização pode ocorrer mesmo em locais de acesso restrito ao público em geral.
A relação estabelecida entre a araucária e as pessoas que frequentavam a estação experimental pode ser caracterizada como:
Alternativas
Q4127272 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Queda de uma das maiores árvores do Brasil mobiliza moradores de SC


A queda de uma das maiores árvores do Brasil, no município de Caçador, em Santa Catarina, mobilizou uma equipe da Embrapa Florestas para coleta de material genético (DNA) e tentativa de clonagem da árvore, na última quinta-feira (7).


Apelidada carinhosamente de "Pinheirão", a árvore era a quarta maior araucária — Araucaria angustifolia — do país, com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP).


Segundo levantamentos realizados pelo professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não há informações precisas sobre a idade da árvore, nem confirmação sobre quando ocorreu a queda, mas a estimativa é de que tenha acontecido nas últimas semanas.


A árvore estava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, e, em campo, a equipe avaliou a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. "O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a dez dias após a queda.


No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis", explicou Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas.


O material seguiu, então, para enxertia em laboratório e deve levar cerca de cem dias para confirmação do sucesso do procedimento. A iniciativa busca preservar e estudar características genéticas raras da espécie, como sua altura e longevidade.


Embora não seja possível estimar a idade da árvore, seu porte monumental a transformou em um ponto de interesse dentro da estação experimental. Mesmo em uma área de acesso restrito, era comum que pesquisadores e funcionários buscassem o local para acompanhar seu desenvolvimento.


De acordo com a Embrapa Florestas, uma situação semelhante já foi enfrentada anteriormente. Em Cruz Machado, no Paraná, uma araucária de grande porte também foi clonada após queda, em trabalho conduzido pela empresa.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/queda-de-uma-das-maiores-arvores-do-brasil-mobiliza-moradores-de-sc/

Em procedimentos científicos relacionados à preservação ambiental, o fator temporal pode exercer influência decisiva sobre os resultados obtidos. Em alguns casos, a rapidez na coleta e no tratamento do material analisado aumenta as possibilidades de êxito da pesquisa.
De acordo com as informações apresentadas no texto, a equipe da Embrapa considerou positiva a existência de brotações viáveis porque:
Alternativas
Q4127271 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Queda de uma das maiores árvores do Brasil mobiliza moradores de SC


A queda de uma das maiores árvores do Brasil, no município de Caçador, em Santa Catarina, mobilizou uma equipe da Embrapa Florestas para coleta de material genético (DNA) e tentativa de clonagem da árvore, na última quinta-feira (7).


Apelidada carinhosamente de "Pinheirão", a árvore era a quarta maior araucária — Araucaria angustifolia — do país, com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP).


Segundo levantamentos realizados pelo professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não há informações precisas sobre a idade da árvore, nem confirmação sobre quando ocorreu a queda, mas a estimativa é de que tenha acontecido nas últimas semanas.


A árvore estava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, e, em campo, a equipe avaliou a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. "O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a dez dias após a queda.


No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis", explicou Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas.


O material seguiu, então, para enxertia em laboratório e deve levar cerca de cem dias para confirmação do sucesso do procedimento. A iniciativa busca preservar e estudar características genéticas raras da espécie, como sua altura e longevidade.


Embora não seja possível estimar a idade da árvore, seu porte monumental a transformou em um ponto de interesse dentro da estação experimental. Mesmo em uma área de acesso restrito, era comum que pesquisadores e funcionários buscassem o local para acompanhar seu desenvolvimento.


De acordo com a Embrapa Florestas, uma situação semelhante já foi enfrentada anteriormente. Em Cruz Machado, no Paraná, uma araucária de grande porte também foi clonada após queda, em trabalho conduzido pela empresa.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/queda-de-uma-das-maiores-arvores-do-brasil-mobiliza-moradores-de-sc/

Determinados acontecimentos ambientais podem mobilizar pesquisadores e instituições científicas quando envolvem espécies consideradas relevantes do ponto de vista ecológico e genético. Nessas situações, ações emergenciais costumam ser adotadas para evitar perdas irreversíveis relacionadas ao patrimônio natural.
Segundo o texto, a principal finalidade da atuação da equipe da Embrapa após a queda da araucária foi:
Alternativas
Q4127270 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Queda de uma das maiores árvores do Brasil mobiliza moradores de SC


A queda de uma das maiores árvores do Brasil, no município de Caçador, em Santa Catarina, mobilizou uma equipe da Embrapa Florestas para coleta de material genético (DNA) e tentativa de clonagem da árvore, na última quinta-feira (7).


Apelidada carinhosamente de "Pinheirão", a árvore era a quarta maior araucária — Araucaria angustifolia — do país, com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP).


Segundo levantamentos realizados pelo professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não há informações precisas sobre a idade da árvore, nem confirmação sobre quando ocorreu a queda, mas a estimativa é de que tenha acontecido nas últimas semanas.


A árvore estava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, e, em campo, a equipe avaliou a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. "O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a dez dias após a queda.


No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis", explicou Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas.


O material seguiu, então, para enxertia em laboratório e deve levar cerca de cem dias para confirmação do sucesso do procedimento. A iniciativa busca preservar e estudar características genéticas raras da espécie, como sua altura e longevidade.


Embora não seja possível estimar a idade da árvore, seu porte monumental a transformou em um ponto de interesse dentro da estação experimental. Mesmo em uma área de acesso restrito, era comum que pesquisadores e funcionários buscassem o local para acompanhar seu desenvolvimento.


De acordo com a Embrapa Florestas, uma situação semelhante já foi enfrentada anteriormente. Em Cruz Machado, no Paraná, uma araucária de grande porte também foi clonada após queda, em trabalho conduzido pela empresa.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/queda-de-uma-das-maiores-arvores-do-brasil-mobiliza-moradores-de-sc/

A referência a acontecimentos anteriores em textos informativos pode ampliar a compreensão do leitor sobre a relevância ou a viabilidade de determinada ação. Em muitos casos, exemplos semelhantes funcionam como forma de contextualizar procedimentos científicos já realizados.
A menção ao caso ocorrido em Cruz Machado, no Paraná, tem como função principal:
Alternativas
Q4127048 Português
A metonímia é uma figura de linguagem que apresenta mudança de significado por relação de proximidade entre ideias. Com base nos tipos de metonímia, numere os parênteses da coluna A de acordo com os fenômenos semânticos relacionados na coluna B: 
Coluna A
1.O efeito pela causa
2.Continente pelo conteúdo
3.Parte pelo todo.
4.Matéria pelo objeto.
Coluna B
(__)Passe-me a farinha, disse o convidado sentado à mesa para o jantar.
(__)Algumas indústrias despejam a morte nos rios.
(__)Os cristais tiniam na bandeja de prata.
(__)Ele possuía inúmeras cabeças de gado.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência numérica correta.
Alternativas
Q4127047 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?

Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
"Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos."
Com base nas regras de emprego do hífen em palavras compostas, assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para o vocábulo 'ultrassônico'. 
Alternativas
Q4127046 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?

Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
"Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas." Analise os enunciados a seguir, que apresentam concordância adequada, assim como o enunciado acima.
I.Em Trelew, na Patagônia, a degustação e a venda desse tipo de carne ganharam os noticiários do país na última semana. A experiência — que incluiu um açougue e um restaurante tradicional da cidade — fazem parte de um projeto piloto chamado "Burros Patagônicos".
II.Dados recentes, segundo a pesquisa, mostra que o consumo da carne bovina caiu cerca de 10% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o menor nível em duas décadas.
III.A procura por opções mais baratas ocorre em um momento de pressão sobre o consumo na Argentina, impulsionada pela inflação, que acumula um aumento de 9,4% no ano.
IV.A iniciativa foi criada pelo produtor rural Julio Cittadini, que vinha desenvolvendo a ideia há cerca de dois anos, enquanto aguardava autorização das autoridades sanitárias locais e nacionais.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta as frases com concordância adequada.
Alternativas
Q4127044 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?

Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.
Com base na análise sintática do pronome pessoal "ele" em "sugere ele", é correto afirmar que ele exerce a função de:
Alternativas
Respostas
2721: A
2722: C
2723: A
2724: C
2725: C
2726: C
2727: D
2728: A
2729: B
2730: A
2731: C
2732: B
2733: D
2734: C
2735: A
2736: C
2737: C
2738: A
2739: B
2740: B