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Q4129810 Português
Fonoaudiologia está entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA

        Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial em diferentes áreas da saúde, um levantamento da ISE Business School chama a atenção para um ponto fora da curva: a fonoaudiologia figura entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA. O motivo vai além da técnica e passa, sobretudo, pela natureza humana do cuidado envolvido no desenvolvimento da comunicação ao longo da vida.

        Para a fonoaudióloga Christiane Nicodemo, a explicação está na própria origem da linguagem. “A comunicação humana não nasce do digital. Ela se constrói a partir do vínculo, do toque e da escuta. É um processo analógico, relacional e afetivo – algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir integralmente”, afirma.

        Esse conjunto de estímulos – sensoriais, motores, emocionais e afetivos – forma a base da cognição e da linguagem. “É nesse cuidado inicial em que se estrutura o hardware humano da comunicação. O digital pode funcionar como um software complementar, mas nunca substituir essa base relacional”, destaca Christiane.

        Apesar disso, a fonoaudióloga reforça que a IA tem papel importante quando bem aplicada. “Hoje contamos com dispositivos cada vez mais sofisticados para a avaliação auditiva, reabilitação, estímulos cognitivos e terapias assistidas. A tecnologia amplia possibilidades, favorece a neuroplasticidade e pode acelerar resultados”, afirma.

        O ponto central, segundo ela, está no discernimento. “A IA não substitui o fonoaudiólogo. Ela complementa o cuidado quando utilizada no momento adequado, com indicação correta e interpretação clínica qualificada. Para isso, é indispensável um profissional atualizado, capaz de integrar a tecnologia sem perder a dimensão humana do atendimento.”.

        Para a especialista, confiar exclusivamente em soluções tecnológicas pode gerar lacunas importantes. “Quando o cuidado com comunicação, voz e audição não é conduzido por um fonoaudiólogo, perdem‑se a escuta sensível, a adaptação às necessidades individuais e a compreensão do contexto emocional e social do paciente.”.

        Em um mundo cada vez mais mediado por telas, automações e respostas rápidas, esse aspecto tende a se tornar ainda mais relevante. “O cuidar exige tempo, gentileza, presença e vínculo. A tecnologia pode apoiar, mas não substituir essa relação. Por isso, a fonoaudiologia segue essencial e insubstituível.”.

Internet:<hospitalpaulista.com.br>  (com adaptações).

Quanto ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


Considerando o período “A IA não substitui o fonoaudiólogo. Ela complementa o cuidado quando utilizada no momento adequado”, é correto afirmar que o texto defende a substituição gradual do fonoaudiólogo pela inteligência artificial, desde que a IA seja utilizada no momento adequado.

Alternativas
Q4129809 Português
Fonoaudiologia está entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA

        Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial em diferentes áreas da saúde, um levantamento da ISE Business School chama a atenção para um ponto fora da curva: a fonoaudiologia figura entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA. O motivo vai além da técnica e passa, sobretudo, pela natureza humana do cuidado envolvido no desenvolvimento da comunicação ao longo da vida.

        Para a fonoaudióloga Christiane Nicodemo, a explicação está na própria origem da linguagem. “A comunicação humana não nasce do digital. Ela se constrói a partir do vínculo, do toque e da escuta. É um processo analógico, relacional e afetivo – algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir integralmente”, afirma.

        Esse conjunto de estímulos – sensoriais, motores, emocionais e afetivos – forma a base da cognição e da linguagem. “É nesse cuidado inicial em que se estrutura o hardware humano da comunicação. O digital pode funcionar como um software complementar, mas nunca substituir essa base relacional”, destaca Christiane.

        Apesar disso, a fonoaudióloga reforça que a IA tem papel importante quando bem aplicada. “Hoje contamos com dispositivos cada vez mais sofisticados para a avaliação auditiva, reabilitação, estímulos cognitivos e terapias assistidas. A tecnologia amplia possibilidades, favorece a neuroplasticidade e pode acelerar resultados”, afirma.

        O ponto central, segundo ela, está no discernimento. “A IA não substitui o fonoaudiólogo. Ela complementa o cuidado quando utilizada no momento adequado, com indicação correta e interpretação clínica qualificada. Para isso, é indispensável um profissional atualizado, capaz de integrar a tecnologia sem perder a dimensão humana do atendimento.”.

        Para a especialista, confiar exclusivamente em soluções tecnológicas pode gerar lacunas importantes. “Quando o cuidado com comunicação, voz e audição não é conduzido por um fonoaudiólogo, perdem‑se a escuta sensível, a adaptação às necessidades individuais e a compreensão do contexto emocional e social do paciente.”.

        Em um mundo cada vez mais mediado por telas, automações e respostas rápidas, esse aspecto tende a se tornar ainda mais relevante. “O cuidar exige tempo, gentileza, presença e vínculo. A tecnologia pode apoiar, mas não substituir essa relação. Por isso, a fonoaudiologia segue essencial e insubstituível.”.

Internet:<hospitalpaulista.com.br>  (com adaptações).

Quanto ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


Em “Apesar disso, a fonoaudióloga reforça que a IA tem papel importante quando bem aplicada”, a expressão “Apesar disso” estabelece um sentido de oposição em relação às ideias apresentadas anteriormente no texto, introduzindo uma ressalva sobre a utilidade da inteligência artificial.

Alternativas
Q4129808 Português
Fonoaudiologia está entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA

        Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial em diferentes áreas da saúde, um levantamento da ISE Business School chama a atenção para um ponto fora da curva: a fonoaudiologia figura entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA. O motivo vai além da técnica e passa, sobretudo, pela natureza humana do cuidado envolvido no desenvolvimento da comunicação ao longo da vida.

        Para a fonoaudióloga Christiane Nicodemo, a explicação está na própria origem da linguagem. “A comunicação humana não nasce do digital. Ela se constrói a partir do vínculo, do toque e da escuta. É um processo analógico, relacional e afetivo – algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir integralmente”, afirma.

        Esse conjunto de estímulos – sensoriais, motores, emocionais e afetivos – forma a base da cognição e da linguagem. “É nesse cuidado inicial em que se estrutura o hardware humano da comunicação. O digital pode funcionar como um software complementar, mas nunca substituir essa base relacional”, destaca Christiane.

        Apesar disso, a fonoaudióloga reforça que a IA tem papel importante quando bem aplicada. “Hoje contamos com dispositivos cada vez mais sofisticados para a avaliação auditiva, reabilitação, estímulos cognitivos e terapias assistidas. A tecnologia amplia possibilidades, favorece a neuroplasticidade e pode acelerar resultados”, afirma.

        O ponto central, segundo ela, está no discernimento. “A IA não substitui o fonoaudiólogo. Ela complementa o cuidado quando utilizada no momento adequado, com indicação correta e interpretação clínica qualificada. Para isso, é indispensável um profissional atualizado, capaz de integrar a tecnologia sem perder a dimensão humana do atendimento.”.

        Para a especialista, confiar exclusivamente em soluções tecnológicas pode gerar lacunas importantes. “Quando o cuidado com comunicação, voz e audição não é conduzido por um fonoaudiólogo, perdem‑se a escuta sensível, a adaptação às necessidades individuais e a compreensão do contexto emocional e social do paciente.”.

        Em um mundo cada vez mais mediado por telas, automações e respostas rápidas, esse aspecto tende a se tornar ainda mais relevante. “O cuidar exige tempo, gentileza, presença e vínculo. A tecnologia pode apoiar, mas não substituir essa relação. Por isso, a fonoaudiologia segue essencial e insubstituível.”.

Internet:<hospitalpaulista.com.br>  (com adaptações).

Quanto ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “É um processo analógico, relacional e afetivo – algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir integralmente”, a substituição de “consegue” por conseguirá alteraria o sentido original do período, introduzindo uma perspectiva temporal futura incompatível com o caráter atemporal da afirmação original.

Alternativas
Q4129806 Português
Fonoaudiologia está entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA

        Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial em diferentes áreas da saúde, um levantamento da ISE Business School chama a atenção para um ponto fora da curva: a fonoaudiologia figura entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA. O motivo vai além da técnica e passa, sobretudo, pela natureza humana do cuidado envolvido no desenvolvimento da comunicação ao longo da vida.

        Para a fonoaudióloga Christiane Nicodemo, a explicação está na própria origem da linguagem. “A comunicação humana não nasce do digital. Ela se constrói a partir do vínculo, do toque e da escuta. É um processo analógico, relacional e afetivo – algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir integralmente”, afirma.

        Esse conjunto de estímulos – sensoriais, motores, emocionais e afetivos – forma a base da cognição e da linguagem. “É nesse cuidado inicial em que se estrutura o hardware humano da comunicação. O digital pode funcionar como um software complementar, mas nunca substituir essa base relacional”, destaca Christiane.

        Apesar disso, a fonoaudióloga reforça que a IA tem papel importante quando bem aplicada. “Hoje contamos com dispositivos cada vez mais sofisticados para a avaliação auditiva, reabilitação, estímulos cognitivos e terapias assistidas. A tecnologia amplia possibilidades, favorece a neuroplasticidade e pode acelerar resultados”, afirma.

        O ponto central, segundo ela, está no discernimento. “A IA não substitui o fonoaudiólogo. Ela complementa o cuidado quando utilizada no momento adequado, com indicação correta e interpretação clínica qualificada. Para isso, é indispensável um profissional atualizado, capaz de integrar a tecnologia sem perder a dimensão humana do atendimento.”.

        Para a especialista, confiar exclusivamente em soluções tecnológicas pode gerar lacunas importantes. “Quando o cuidado com comunicação, voz e audição não é conduzido por um fonoaudiólogo, perdem‑se a escuta sensível, a adaptação às necessidades individuais e a compreensão do contexto emocional e social do paciente.”.

        Em um mundo cada vez mais mediado por telas, automações e respostas rápidas, esse aspecto tende a se tornar ainda mais relevante. “O cuidar exige tempo, gentileza, presença e vínculo. A tecnologia pode apoiar, mas não substituir essa relação. Por isso, a fonoaudiologia segue essencial e insubstituível.”.

Internet:<hospitalpaulista.com.br>  (com adaptações).

Quanto ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “perdem‑se a escuta sensível, a adaptação às necessidades individuais e a compreensão do contexto emocional e social do paciente”, a reescrita de “perdem‑se” por são perdidas mantém a correção gramatical do período.

Alternativas
Q4129805 Português
Fonoaudiologia está entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA

        Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial em diferentes áreas da saúde, um levantamento da ISE Business School chama a atenção para um ponto fora da curva: a fonoaudiologia figura entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA. O motivo vai além da técnica e passa, sobretudo, pela natureza humana do cuidado envolvido no desenvolvimento da comunicação ao longo da vida.

        Para a fonoaudióloga Christiane Nicodemo, a explicação está na própria origem da linguagem. “A comunicação humana não nasce do digital. Ela se constrói a partir do vínculo, do toque e da escuta. É um processo analógico, relacional e afetivo – algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir integralmente”, afirma.

        Esse conjunto de estímulos – sensoriais, motores, emocionais e afetivos – forma a base da cognição e da linguagem. “É nesse cuidado inicial em que se estrutura o hardware humano da comunicação. O digital pode funcionar como um software complementar, mas nunca substituir essa base relacional”, destaca Christiane.

        Apesar disso, a fonoaudióloga reforça que a IA tem papel importante quando bem aplicada. “Hoje contamos com dispositivos cada vez mais sofisticados para a avaliação auditiva, reabilitação, estímulos cognitivos e terapias assistidas. A tecnologia amplia possibilidades, favorece a neuroplasticidade e pode acelerar resultados”, afirma.

        O ponto central, segundo ela, está no discernimento. “A IA não substitui o fonoaudiólogo. Ela complementa o cuidado quando utilizada no momento adequado, com indicação correta e interpretação clínica qualificada. Para isso, é indispensável um profissional atualizado, capaz de integrar a tecnologia sem perder a dimensão humana do atendimento.”.

        Para a especialista, confiar exclusivamente em soluções tecnológicas pode gerar lacunas importantes. “Quando o cuidado com comunicação, voz e audição não é conduzido por um fonoaudiólogo, perdem‑se a escuta sensível, a adaptação às necessidades individuais e a compreensão do contexto emocional e social do paciente.”.

        Em um mundo cada vez mais mediado por telas, automações e respostas rápidas, esse aspecto tende a se tornar ainda mais relevante. “O cuidar exige tempo, gentileza, presença e vínculo. A tecnologia pode apoiar, mas não substituir essa relação. Por isso, a fonoaudiologia segue essencial e insubstituível.”.

Internet:<hospitalpaulista.com.br>  (com adaptações).

Quanto ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No fragmento “Esse conjunto de estímulos – sensoriais, motores, emocionais e afetivos – forma a base da cognição e da linguagem”, a inserção de uma vírgula imediatamente após o segundo travessão estaria correta gramaticalmente, uma vez que o trecho intercalado pelos travessões exerce função explicativa em relação ao sujeito da oração.

Alternativas
Q4129689 Português

Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo


    Segundo o International Shark Attack File (ISAF), principal banco de dados global sobre incidentes com esses animais marinhos, mantido pelo Museu de História Natural da Flórida, o tubarão-tigre e o tubarão-cabeça-chata figuram entre as três espécies mais associadas a ataques não provocados contra pessoas.

    Na segunda-feira (1), a universitária Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, foi atacada por um tubarão-tigre em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Um dia antes, um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão-cabeça-chata na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Ambos sofreram amputação de uma perna e seguem internados.

    De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), a identificação das espécies foi feita a partir da análise das marcas deixadas pelas mordidas. No ranking do ISAF, o grande tubarão-branco aparece na primeira posição entre as espécies com maior número de ataques registrados contra humanos. "Isto se deve principalmente a seu tamanho, poder e comportamento alimentar", explica a organização.

    Em seguida vêm o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e o tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), também conhecido internacionalmente como ‘bull shark’. "O tubarão branco faz incursões ocasionais em águas frias e boreais, e foi registrado nas costas do Alasca e do Canadá. Ela ocorre no Atlântico ocidental, das Ilhas de Labrador à Flórida, ao norte do Golfo do México, às Bahamas e Cuba, assim como do Brasil à Argentina", acrescenta o ISAF. No caso do cabeça-chata, a adaptação a ambientes de baixa salinidade permite que ele circule também em estuários e desembocaduras de rios.

    Segundo o Cemit, o ataque registrado na segunda foi o 84º incidente monitorado pelo órgão desde 1992. Desse total, 70 ocorreram no Grande Recife e 14 em Fernando de Noronha. O caso de Marcela também foi o 25º registrado na Praia de Boa Viagem.

    Apesar da repercussão dos episódios recentes, especialistas destacam que ataques de tubarão continuam sendo eventos raros quando comparados ao volume de pessoas que frequentam o mar diariamente. Ainda assim, reforçam a importância de respeitar as placas de advertência instaladas ao longo do litoral pernambucano e seguir as recomendações de segurança emitidas pelas autoridades.


Fonte: Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo | Diario de Pernambuco - Conectando gerações desde 1825 

Considerando o período: “Ainda assim, reforçam a importância de respeitar as placas de advertência instaladas ao longo do litoral pernambucano e seguir as recomendações de segurança emitidas pelas autoridades”, analise as afirmações:



I - As palavras placas e autoridades são substantivos.


II - As palavras instaladas e pernambucano possuem sufixos.


III - A palavra recomendações é um adjetivo.



Assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q4129688 Português

Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo


    Segundo o International Shark Attack File (ISAF), principal banco de dados global sobre incidentes com esses animais marinhos, mantido pelo Museu de História Natural da Flórida, o tubarão-tigre e o tubarão-cabeça-chata figuram entre as três espécies mais associadas a ataques não provocados contra pessoas.

    Na segunda-feira (1), a universitária Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, foi atacada por um tubarão-tigre em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Um dia antes, um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão-cabeça-chata na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Ambos sofreram amputação de uma perna e seguem internados.

    De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), a identificação das espécies foi feita a partir da análise das marcas deixadas pelas mordidas. No ranking do ISAF, o grande tubarão-branco aparece na primeira posição entre as espécies com maior número de ataques registrados contra humanos. "Isto se deve principalmente a seu tamanho, poder e comportamento alimentar", explica a organização.

    Em seguida vêm o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e o tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), também conhecido internacionalmente como ‘bull shark’. "O tubarão branco faz incursões ocasionais em águas frias e boreais, e foi registrado nas costas do Alasca e do Canadá. Ela ocorre no Atlântico ocidental, das Ilhas de Labrador à Flórida, ao norte do Golfo do México, às Bahamas e Cuba, assim como do Brasil à Argentina", acrescenta o ISAF. No caso do cabeça-chata, a adaptação a ambientes de baixa salinidade permite que ele circule também em estuários e desembocaduras de rios.

    Segundo o Cemit, o ataque registrado na segunda foi o 84º incidente monitorado pelo órgão desde 1992. Desse total, 70 ocorreram no Grande Recife e 14 em Fernando de Noronha. O caso de Marcela também foi o 25º registrado na Praia de Boa Viagem.

    Apesar da repercussão dos episódios recentes, especialistas destacam que ataques de tubarão continuam sendo eventos raros quando comparados ao volume de pessoas que frequentam o mar diariamente. Ainda assim, reforçam a importância de respeitar as placas de advertência instaladas ao longo do litoral pernambucano e seguir as recomendações de segurança emitidas pelas autoridades.


Fonte: Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo | Diario de Pernambuco - Conectando gerações desde 1825 

Assinale a alternativa na qual as duas palavras possuam dígrafos: 
Alternativas
Q4129687 Português

Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo


    Segundo o International Shark Attack File (ISAF), principal banco de dados global sobre incidentes com esses animais marinhos, mantido pelo Museu de História Natural da Flórida, o tubarão-tigre e o tubarão-cabeça-chata figuram entre as três espécies mais associadas a ataques não provocados contra pessoas.

    Na segunda-feira (1), a universitária Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, foi atacada por um tubarão-tigre em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Um dia antes, um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão-cabeça-chata na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Ambos sofreram amputação de uma perna e seguem internados.

    De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), a identificação das espécies foi feita a partir da análise das marcas deixadas pelas mordidas. No ranking do ISAF, o grande tubarão-branco aparece na primeira posição entre as espécies com maior número de ataques registrados contra humanos. "Isto se deve principalmente a seu tamanho, poder e comportamento alimentar", explica a organização.

    Em seguida vêm o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e o tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), também conhecido internacionalmente como ‘bull shark’. "O tubarão branco faz incursões ocasionais em águas frias e boreais, e foi registrado nas costas do Alasca e do Canadá. Ela ocorre no Atlântico ocidental, das Ilhas de Labrador à Flórida, ao norte do Golfo do México, às Bahamas e Cuba, assim como do Brasil à Argentina", acrescenta o ISAF. No caso do cabeça-chata, a adaptação a ambientes de baixa salinidade permite que ele circule também em estuários e desembocaduras de rios.

    Segundo o Cemit, o ataque registrado na segunda foi o 84º incidente monitorado pelo órgão desde 1992. Desse total, 70 ocorreram no Grande Recife e 14 em Fernando de Noronha. O caso de Marcela também foi o 25º registrado na Praia de Boa Viagem.

    Apesar da repercussão dos episódios recentes, especialistas destacam que ataques de tubarão continuam sendo eventos raros quando comparados ao volume de pessoas que frequentam o mar diariamente. Ainda assim, reforçam a importância de respeitar as placas de advertência instaladas ao longo do litoral pernambucano e seguir as recomendações de segurança emitidas pelas autoridades.


Fonte: Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo | Diario de Pernambuco - Conectando gerações desde 1825 

Com base nas informações do texto acima e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q4129686 Português

Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo


    Segundo o International Shark Attack File (ISAF), principal banco de dados global sobre incidentes com esses animais marinhos, mantido pelo Museu de História Natural da Flórida, o tubarão-tigre e o tubarão-cabeça-chata figuram entre as três espécies mais associadas a ataques não provocados contra pessoas.

    Na segunda-feira (1), a universitária Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, foi atacada por um tubarão-tigre em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Um dia antes, um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão-cabeça-chata na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Ambos sofreram amputação de uma perna e seguem internados.

    De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), a identificação das espécies foi feita a partir da análise das marcas deixadas pelas mordidas. No ranking do ISAF, o grande tubarão-branco aparece na primeira posição entre as espécies com maior número de ataques registrados contra humanos. "Isto se deve principalmente a seu tamanho, poder e comportamento alimentar", explica a organização.

    Em seguida vêm o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e o tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), também conhecido internacionalmente como ‘bull shark’. "O tubarão branco faz incursões ocasionais em águas frias e boreais, e foi registrado nas costas do Alasca e do Canadá. Ela ocorre no Atlântico ocidental, das Ilhas de Labrador à Flórida, ao norte do Golfo do México, às Bahamas e Cuba, assim como do Brasil à Argentina", acrescenta o ISAF. No caso do cabeça-chata, a adaptação a ambientes de baixa salinidade permite que ele circule também em estuários e desembocaduras de rios.

    Segundo o Cemit, o ataque registrado na segunda foi o 84º incidente monitorado pelo órgão desde 1992. Desse total, 70 ocorreram no Grande Recife e 14 em Fernando de Noronha. O caso de Marcela também foi o 25º registrado na Praia de Boa Viagem.

    Apesar da repercussão dos episódios recentes, especialistas destacam que ataques de tubarão continuam sendo eventos raros quando comparados ao volume de pessoas que frequentam o mar diariamente. Ainda assim, reforçam a importância de respeitar as placas de advertência instaladas ao longo do litoral pernambucano e seguir as recomendações de segurança emitidas pelas autoridades.


Fonte: Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo | Diario de Pernambuco - Conectando gerações desde 1825 

Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: O tubarão branco faz incursões ocasionais em águas frias e boreais, e foi registrado nas costas do Alasca e do Canadá.
Alternativas
Q4129685 Português

Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo


    Segundo o International Shark Attack File (ISAF), principal banco de dados global sobre incidentes com esses animais marinhos, mantido pelo Museu de História Natural da Flórida, o tubarão-tigre e o tubarão-cabeça-chata figuram entre as três espécies mais associadas a ataques não provocados contra pessoas.

    Na segunda-feira (1), a universitária Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, foi atacada por um tubarão-tigre em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Um dia antes, um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão-cabeça-chata na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Ambos sofreram amputação de uma perna e seguem internados.

    De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), a identificação das espécies foi feita a partir da análise das marcas deixadas pelas mordidas. No ranking do ISAF, o grande tubarão-branco aparece na primeira posição entre as espécies com maior número de ataques registrados contra humanos. "Isto se deve principalmente a seu tamanho, poder e comportamento alimentar", explica a organização.

    Em seguida vêm o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e o tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), também conhecido internacionalmente como ‘bull shark’. "O tubarão branco faz incursões ocasionais em águas frias e boreais, e foi registrado nas costas do Alasca e do Canadá. Ela ocorre no Atlântico ocidental, das Ilhas de Labrador à Flórida, ao norte do Golfo do México, às Bahamas e Cuba, assim como do Brasil à Argentina", acrescenta o ISAF. No caso do cabeça-chata, a adaptação a ambientes de baixa salinidade permite que ele circule também em estuários e desembocaduras de rios.

    Segundo o Cemit, o ataque registrado na segunda foi o 84º incidente monitorado pelo órgão desde 1992. Desse total, 70 ocorreram no Grande Recife e 14 em Fernando de Noronha. O caso de Marcela também foi o 25º registrado na Praia de Boa Viagem.

    Apesar da repercussão dos episódios recentes, especialistas destacam que ataques de tubarão continuam sendo eventos raros quando comparados ao volume de pessoas que frequentam o mar diariamente. Ainda assim, reforçam a importância de respeitar as placas de advertência instaladas ao longo do litoral pernambucano e seguir as recomendações de segurança emitidas pelas autoridades.


Fonte: Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo | Diario de Pernambuco - Conectando gerações desde 1825 

Assinale a alternativa cuja palavra seja acentuada pela mesma regra que justifique a acentuação da palavra número
Alternativas
Q4129683 Português
Se um servidor público precisar faltar ao trabalho, ele deve: 
Alternativas
Q4129681 Português
Para que serve a sinalização no local da obra? 
Alternativas
Q4129679 Português
A limpeza das ruas serve para: 
Alternativas
Q4129569 Português

São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina; confira ranking


    São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina, segundo o ranking Happy City Index 2026. A capital paulista ficou na 161ª posição entre 251 cidades do mundo. Do Brasil, apenas outras duas localidades apareceram: Curitiba (197ª) e Belo Horizonte (219ª).


    Esta foi a sexta edição do Índice de Cidades Felizes, divulgado em março no Parlamento do Reino Unido, em Londres. O estudo é baseado em 64 indicadores, distribuídos em seis grupos temáticos: cidadãos, governança, meio ambiente, economia, saúde e mobilidade. Os indicadores medem as condições de qualidade de vida e de bem-estar urbano.


    No ranking, São Paulo ficou na frente de cidades como Dubai, Hong Kong, Boston, Marselha, Nápoles e Nova York, para citar algumas. Outros países da América Latina com presença relevante no ranking foram a Argentina, com três cidades, e o México, com duas. 


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/sao-paulo-e-a-cidade-mais-feliz da-america-latina-confira-ranking/ 

Assinale a alternativa cuja letra s no final represente o plural da palavra: 
Alternativas
Q4129568 Português

São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina; confira ranking


    São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina, segundo o ranking Happy City Index 2026. A capital paulista ficou na 161ª posição entre 251 cidades do mundo. Do Brasil, apenas outras duas localidades apareceram: Curitiba (197ª) e Belo Horizonte (219ª).


    Esta foi a sexta edição do Índice de Cidades Felizes, divulgado em março no Parlamento do Reino Unido, em Londres. O estudo é baseado em 64 indicadores, distribuídos em seis grupos temáticos: cidadãos, governança, meio ambiente, economia, saúde e mobilidade. Os indicadores medem as condições de qualidade de vida e de bem-estar urbano.


    No ranking, São Paulo ficou na frente de cidades como Dubai, Hong Kong, Boston, Marselha, Nápoles e Nova York, para citar algumas. Outros países da América Latina com presença relevante no ranking foram a Argentina, com três cidades, e o México, com duas. 


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/sao-paulo-e-a-cidade-mais-feliz da-america-latina-confira-ranking/ 

Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina, segundo o ranking Happy City Index 2026. 
Alternativas
Q4129567 Português

São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina; confira ranking


    São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina, segundo o ranking Happy City Index 2026. A capital paulista ficou na 161ª posição entre 251 cidades do mundo. Do Brasil, apenas outras duas localidades apareceram: Curitiba (197ª) e Belo Horizonte (219ª).


    Esta foi a sexta edição do Índice de Cidades Felizes, divulgado em março no Parlamento do Reino Unido, em Londres. O estudo é baseado em 64 indicadores, distribuídos em seis grupos temáticos: cidadãos, governança, meio ambiente, economia, saúde e mobilidade. Os indicadores medem as condições de qualidade de vida e de bem-estar urbano.


    No ranking, São Paulo ficou na frente de cidades como Dubai, Hong Kong, Boston, Marselha, Nápoles e Nova York, para citar algumas. Outros países da América Latina com presença relevante no ranking foram a Argentina, com três cidades, e o México, com duas. 


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/sao-paulo-e-a-cidade-mais-feliz da-america-latina-confira-ranking/ 

Assinale a alternativa cujas palavras possuam o mesmo número de sílabas:
Alternativas
Q4129566 Português

São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina; confira ranking


    São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina, segundo o ranking Happy City Index 2026. A capital paulista ficou na 161ª posição entre 251 cidades do mundo. Do Brasil, apenas outras duas localidades apareceram: Curitiba (197ª) e Belo Horizonte (219ª).


    Esta foi a sexta edição do Índice de Cidades Felizes, divulgado em março no Parlamento do Reino Unido, em Londres. O estudo é baseado em 64 indicadores, distribuídos em seis grupos temáticos: cidadãos, governança, meio ambiente, economia, saúde e mobilidade. Os indicadores medem as condições de qualidade de vida e de bem-estar urbano.


    No ranking, São Paulo ficou na frente de cidades como Dubai, Hong Kong, Boston, Marselha, Nápoles e Nova York, para citar algumas. Outros países da América Latina com presença relevante no ranking foram a Argentina, com três cidades, e o México, com duas. 


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/sao-paulo-e-a-cidade-mais-feliz da-america-latina-confira-ranking/ 

Assinale a alternativa que apresente sinônimo adequado para o termo em destaque no período: Outros países da América Latina com presença relevante no ranking foram a Argentina, com três cidades, e o México, com duas. 
Alternativas
Q4129565 Português

São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina; confira ranking


    São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina, segundo o ranking Happy City Index 2026. A capital paulista ficou na 161ª posição entre 251 cidades do mundo. Do Brasil, apenas outras duas localidades apareceram: Curitiba (197ª) e Belo Horizonte (219ª).


    Esta foi a sexta edição do Índice de Cidades Felizes, divulgado em março no Parlamento do Reino Unido, em Londres. O estudo é baseado em 64 indicadores, distribuídos em seis grupos temáticos: cidadãos, governança, meio ambiente, economia, saúde e mobilidade. Os indicadores medem as condições de qualidade de vida e de bem-estar urbano.


    No ranking, São Paulo ficou na frente de cidades como Dubai, Hong Kong, Boston, Marselha, Nápoles e Nova York, para citar algumas. Outros países da América Latina com presença relevante no ranking foram a Argentina, com três cidades, e o México, com duas. 


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/sao-paulo-e-a-cidade-mais-feliz da-america-latina-confira-ranking/ 

Assinale a alternativa que apresente o tema geral do texto: 
Alternativas
Q4129564 Português
A oralidade e a escrita não são opostas, mas sim formas diferentes de uso da língua dentro de um mesmo sistema linguístico. Considerando as diferenças entre formas faladas e escritas, relacione as colunas a seguir.

Coluna 1
1. Oralidade
2. Escrita

Coluna 2
(__) A recepção ocorre de forma imediata, favorecendo a interação, ao possibilitar que o emissor perceba, em tempo real, as reações do interlocutor.
(__) Dependência direta da entonação para atribuição de sentido.
(__) Forma expressa por meio de fonemas.
(__) Possibilidade de registro duradouro e fixação da mensagem.

Assinale a sequência numérica que relaciona as colunas. 
Alternativas
Q4129563 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade (Rachel de Queiróz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudades de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é a falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim a presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem que passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade, mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e por isso mesmo dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo, e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que uma grama; e por essas medidas pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Nem sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade madura a que chegamos você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Aí, um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

Não, meu bem, não tenho saudades. Nem sequer do primeiro dia em que nos vimos, daqueles primeiros e atormentados dias de insegurança e deslumbramento. Considero uma benção e um privilégio esse passado que ficou para atrás de nós, vencido. Afinal, já andamos bastante caminho, temos direito ao sossego, a esta desambição, esta paz. Vivemos, não foi? Fizemos muito. E nem por isso deixamos de ainda ter muito o que fazer. A velhice que vai chegar com as suas doenças e trabalhos. E ainda virá a grande crise da morte em que um de nós, necessariamente, terá que ajudar o outro. Espero que aquele que ficar só, embora triste, se sinta tranquilo, na segurança de que a sua vez não tarda. Que aí, só lhe resta a pagar a última prestação.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9127/saudade
"Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos."

Com base na função sintática que os vocábulos exercem no contexto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Respostas
2521: E
2522: C
2523: C
2524: C
2525: E
2526: E
2527: C
2528: D
2529: A
2530: B
2531: A
2532: D
2533: A
2534: E
2535: D
2536: B
2537: C
2538: B
2539: A
2540: C