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Q3650397 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

No penúltimo parágrafo da crônica, a expressão “a picada está no fim” foi utilizada pelo cronista para indicar que
Alternativas
Q3650396 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

No trecho “Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana.” (6º parágrafo), qual é a classificação sintática da oração grifada?
Alternativas
Q3650395 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

Para o autor, nesse texto, o medo parece ser uma força maior do que o amor porque
Alternativas
Q3650394 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

Em qual dos trechos a seguir se pode observar o uso de uma linguagem conotativa?
Alternativas
Q3650393 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

No 7º parágrafo, a palavra “paliativo” NÃO pode ser substituída, sob a pena de alteração do sentido do enunciado, por
Alternativas
Q3650392 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

Nos trechos “Dona Didi estava parada em frente ao portão.” (1º parágrafo) e “Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta [...]” (2º parágrafo), os verbos destacados são classificados como 
Alternativas
Q3650391 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

Pode-se afirmar que a inspiração do autor para a escrita da crônica foi
Alternativas
Q3650390 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

A partir da leitura da crônica apresentada, infere-se que o autor
Alternativas
Q3645637 Português
TEXTO IV


HUMILHANTE CRASE


      Janistraquis não costuma recortar apenas os títulos, mas as notícias inteiras. Entretanto, [...] ele fracassou. “Considerando, o Caderno 2 quer nos enlouquecer”, garantiu Janistraquis, brandindo um título realmente intrigante: Veneza abre os braços à Casanova.

          “Cadê o texto?”, perguntei, mas meu secretário não conseguira localizá-lo. Como é que essa cidade pode abrir os braços a uma casa nova, se é cidade antiquíssima, feita de edificações medievais? Janistraquis alertou- -me para o fato de que não se tratava de casa nova, mas Casanova, nome de gente. Ah! Então referia-se àquele conquistador!

         O título tornava-se, todavia, mais confuso. Como é que Veneza pode abrir os braços à maneira de Casanova? Seria abrir os braços de forma obscena, como fazia o velho fauno nos salões e também nos becos e gôndolas? Denso mistério.[...]


(JAPIASSU, Moacir. Jornal de Imprensa: a notícia levada a sério. São Paulo: Jornal dos Jornais Editora, 1997. P. 106.)
Considere o vocábulo “antiquíssima”. Marque a alternativa que apresenta o processo de formação desse vocábulo:
Alternativas
Q3645636 Português
TEXTO IV


HUMILHANTE CRASE


      Janistraquis não costuma recortar apenas os títulos, mas as notícias inteiras. Entretanto, [...] ele fracassou. “Considerando, o Caderno 2 quer nos enlouquecer”, garantiu Janistraquis, brandindo um título realmente intrigante: Veneza abre os braços à Casanova.

          “Cadê o texto?”, perguntei, mas meu secretário não conseguira localizá-lo. Como é que essa cidade pode abrir os braços a uma casa nova, se é cidade antiquíssima, feita de edificações medievais? Janistraquis alertou- -me para o fato de que não se tratava de casa nova, mas Casanova, nome de gente. Ah! Então referia-se àquele conquistador!

         O título tornava-se, todavia, mais confuso. Como é que Veneza pode abrir os braços à maneira de Casanova? Seria abrir os braços de forma obscena, como fazia o velho fauno nos salões e também nos becos e gôndolas? Denso mistério.[...]


(JAPIASSU, Moacir. Jornal de Imprensa: a notícia levada a sério. São Paulo: Jornal dos Jornais Editora, 1997. P. 106.)
Marque a alternativa cujas palavras são acentuadas pela mesma regra de acentuação gráfica:
Alternativas
Q3645635 Português
TEXTO IV


HUMILHANTE CRASE


      Janistraquis não costuma recortar apenas os títulos, mas as notícias inteiras. Entretanto, [...] ele fracassou. “Considerando, o Caderno 2 quer nos enlouquecer”, garantiu Janistraquis, brandindo um título realmente intrigante: Veneza abre os braços à Casanova.

          “Cadê o texto?”, perguntei, mas meu secretário não conseguira localizá-lo. Como é que essa cidade pode abrir os braços a uma casa nova, se é cidade antiquíssima, feita de edificações medievais? Janistraquis alertou- -me para o fato de que não se tratava de casa nova, mas Casanova, nome de gente. Ah! Então referia-se àquele conquistador!

         O título tornava-se, todavia, mais confuso. Como é que Veneza pode abrir os braços à maneira de Casanova? Seria abrir os braços de forma obscena, como fazia o velho fauno nos salões e também nos becos e gôndolas? Denso mistério.[...]


(JAPIASSU, Moacir. Jornal de Imprensa: a notícia levada a sério. São Paulo: Jornal dos Jornais Editora, 1997. P. 106.)
Releia o fragmento: “Então referia-se àquele conquistador!” Marque a alternativa sobre o emprego da crase antes do vocábulo “àquele”, palavra masculina:
Alternativas
Q3645634 Português
TEXTO IV


HUMILHANTE CRASE


      Janistraquis não costuma recortar apenas os títulos, mas as notícias inteiras. Entretanto, [...] ele fracassou. “Considerando, o Caderno 2 quer nos enlouquecer”, garantiu Janistraquis, brandindo um título realmente intrigante: Veneza abre os braços à Casanova.

          “Cadê o texto?”, perguntei, mas meu secretário não conseguira localizá-lo. Como é que essa cidade pode abrir os braços a uma casa nova, se é cidade antiquíssima, feita de edificações medievais? Janistraquis alertou- -me para o fato de que não se tratava de casa nova, mas Casanova, nome de gente. Ah! Então referia-se àquele conquistador!

         O título tornava-se, todavia, mais confuso. Como é que Veneza pode abrir os braços à maneira de Casanova? Seria abrir os braços de forma obscena, como fazia o velho fauno nos salões e também nos becos e gôndolas? Denso mistério.[...]


(JAPIASSU, Moacir. Jornal de Imprensa: a notícia levada a sério. São Paulo: Jornal dos Jornais Editora, 1997. P. 106.)
Analise as afirmações abaixo sobre o texto “Humilhante crase”:

I- A crase antes da palavra “Casanova” incomoda o autor, pois não há artigo feminino antes do sobrenome “Casanova”.
II- A preposição “a”, que ocorre nesse contexto, é exigida pela expressão “abrir os braços”.
III- A ironia, segundo Japiassu, está no fato de o jornal sugerir que uma cidade antiquíssima “abrisse os braços” para uma “casa nova”.

Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3645633 Português
TEXTO III

DOS MUNDOS


Deus criou este mundo. O homem, todavia,
Entrou a desconfiar, cogitabundo...
Decerto não gostou lá muito do que via...
E foi logo inventando o outro mundo.



 (QUINTANA, MÁRIO.
Poesias. Porto Alegre, Globo, 1983).
Considere o vocábulo “cogitabundo”. Nesse texto, ele pode ser substituído sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q3645632 Português
TEXTO III

DOS MUNDOS


Deus criou este mundo. O homem, todavia,
Entrou a desconfiar, cogitabundo...
Decerto não gostou lá muito do que via...
E foi logo inventando o outro mundo.



 (QUINTANA, MÁRIO.
Poesias. Porto Alegre, Globo, 1983).
Analise os verbos “desconfiar”, “gostou”, “inventando” grifados no texto . Esses verbos exprimem
Alternativas
Q3645631 Português
TEXTO II


HIPÓTESE


E se Deus é canhoto
E criou com a mão esquerda?
Isso explica, talvez, as
Coisas deste mundo.


(ANDRADE, CARLOS DRUMMONND DE.
Corpo. Rio de Janeiro, Record, 1985.)
Considere o verso: “E se Deus é canhoto”. Marque a alternativa que apresenta, sintaticamente, a função de cada termo grifado nessa frase:
Alternativas
Q3645630 Português
TEXTO I


RETRATO


Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida a minha face?


(MEIRELES, CECÍLIA. Obra poética.
Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1987.)
Considere este verso do texto: “Eu não tinha estas mãos sem força,” Marque a alternativa que apresenta a função gramatical da expressão grifada em relação ao substantivo “mãos” :
Alternativas
Q3645629 Português
TEXTO I


RETRATO


Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida a minha face?


(MEIRELES, CECÍLIA. Obra poética.
Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1987.)
Marque a alternativa que apresenta as funções de linguagem predominantes nesse texto:
Alternativas
Q3645628 Português
TEXTO I


RETRATO


Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida a minha face?


(MEIRELES, CECÍLIA. Obra poética.
Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1987.)
Marque a alternativa que apresenta o tema central desse texto: 
Alternativas
Q3637622 Português
Analise a estrofe, transcrita a seguir, do poema de Fernando Pessoa. 
Mar português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
PESSOA, Fernando. Mensagem. In: Mensagem e outros poemas afins seguidos de Fernando Pessoa e ideia de Portugal. Mem Martins: Europa-América.
De acordo com o que se pode inferir do poema, julgue como VERDADEIRO (V) ou FALSO (F).
(__)Segundo o poeta, o sofrimento do povo ocorreu devida as conquistas portuguesas.
(__)O poema é de autoria de Fernando Pessoa, um dos mais célebres escritores da língua portuguesa, que deu vida a três famosos heterônimos: Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.
(__)É possível perceber a forte relação histórica e emocional entre o mar e as mães, mulheres da época.
(__)O poema trabalha com a ambivalência simbólica do mar, uma vez que ele foi o palco para grandes conquistas lusitanas, no período das navegações, mas também representa o cenário tenebroso de naufrágios e outras desgraças.
(__)A analogia entre o sal das lágrimas e o sal do mar remete à ideia de que parte desse mar foi salgado pelo esforço e pela guerra dos portugueses.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Alternativas
Q3635643 Português
O intercâmbio cultural é um fenômeno que envolve a troca de elementos culturais, ideias, valores e experiências entre diferentes grupos e sociedades. Esse processo pode ocorrer por meio de migrações, viagens, comunicação virtual, entre outros meios. Ele desencadeia uma série de implicações que vão desde a diversificação cultural até desafios de assimilação e preservação de identidades.
Qual das seguintes alternativas aborda corretamente uma das implicações do intercâmbio cultural?
Alternativas
Respostas
5341: B
5342: C
5343: A
5344: D
5345: C
5346: A
5347: X
5348: D
5349: C
5350: B
5351: A
5352: D
5353: C
5354: B
5355: A
5356: X
5357: B
5358: A
5359: B
5360: C