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Q3380920 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Texto I

Jodie Foster: porque criticar os mais jovens não é coisa de "velha"

Atriz e diretora de 61 anos, duas vezes vencedora do Oscar, causou polêmica ao dizer que trabalhar com a geração Z pode ser "muito irritante”.

    Com a chegada da temporada de premiações do cinema, a atriz Jodie Foster ganhou uma longa reportagem no jornal inglês "The Guardian" recentemente. Depois de ser indicada ao Globo de Ouro, Foster é candidata a receber uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante por "Nyad" (Netflix). No filme, ela é Bonnie, a amiga e técnica da nadadora Diana Nyad (Annette Bening) que, aos 64 anos, realizou um feito considerado humanamente impossível: nadar por mais de 50 horas no mar, indo de Cuba à costa da Flórida, nos Estados Unidos.

    Na entrevista ao jornal inglês, Foster falou sobre carreira, sobre criar filhos feministas - ela é mãe de dois garotos na faixa dos 20 anos - e como teve que descobrir o que era ser mulher acima de 50 anos em Hollywood. Aos 61 anos, a atriz que também está à frente da nova série da HBO Max "True Detective: Terra Noturna", sente-se à vontade com ela mesma, liberta e quer ajudar a geração mais jovem a sentir o mesmo.

    Mas no meio da matéria havia um pequeno trecho que ganhou repercussão. Apesar da torcida da atriz para o sucesso dos mais jovens na indústria cinematográfica, Foster ressaltou que a chamada geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) pode ser bem irritante quando se trata de trabalho. "Eles são assim 'hoje, não estou a fim, vou chegar às 10h30'. Ou, por exemplo, em e-mails, digo que a gramática está incorreta, pergunto se não verificaram a ortografia. E eles respondem: 'Por que faria isso, isso não é um tanto quanto limitante?'", relatou a atriz.
     Não custou muito para a atriz ser detonada com aquela tradicional carga de etarismo. "É coisa de velha", disseram os incomodados pela crítica da atriz. No entanto, para muita gente não soou como uma observação de gente ultrapassada que não aceita o novo. Ao contrário, pareceu um comportamento familiar.

     No mundo, a geração Z é vista como difícil de trabalhar por causa de uma falta de motivação e pela capacidade de se distrair e de se ofender facilmente. No Brasil, a dificuldade de se engajar no trabalho também se confirma.

[...]

     A gente tem que lembrar que essa é uma geração que começou a trabalhar e foi abatida em pleno voo por uma pandemia que bagunçou o mundo. Se antes havia uma precarização do trabalho, a pandemia ajudou a consolidar essa tendência e a aumentar as desigualdades salariais já gritantes. Qual o estímulo para trabalhar e não ter o suficiente para morar bem, comer, ter lazer, enquanto uma minúscula parcela da população fica cada vez mais endinheirada? Difícil buscar motivação que resista. 

[...]

    O que posso afirmar é que toda geração tem suas questões para serem resolvidas. Assim como Jodie Foster, sou baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964). Nasci no ano do golpe militar. Cresci num país onde a ditadura perdurou por mais de duas décadas, com tudo o que cerca regimes autoritários. A censura estava presente em diversas camadas da sociedade brasileira. Não poupava jornalistas, artistas, cientistas, entre outros. Sem contar que o tratamento dado às mulheres e as desigualdades de gênero eram ainda piores do que as atuais. Mesmo assim, a gente é empurrada a encontrar nosso lugar no mundo que nos faz mais feliz.

     Ter alguém mais experiente nessa caminhada nos dá uma grande vantagem. Tão bom quanto aprender com os jovens é assimilar o conhecimento das pessoas mais velhas. Pensa no tanto de lição que alguém como Jodie Foster, que entrou na indústria do entretenimento com apenas três anos de idade e construiu uma carreira sólida e premiada, tem a ensinar para quem está chegando. Quantas Jodie Foster, das mais diversas áreas, poderiam estar como mentoras influentes, com benefícios para todo mundo, independentemente da idade?

    Ouvir pessoas com mais experiência é como ter um espelho do que a gente quer buscar no futuro. É ter uma referência do que vale a pena na vida. Pode parecer óbvio, mas não custa lembrar que as gerações podem ter nomes e letras diferentes. Mas têm uma coisa em comum: todas vão envelhecer.

(Fonte: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/lucia-soares/jodiefoster-por-que-criticar-os-mais-jovens-nao-e-coisa-develha,4554465b54dc2c821fadea3ff0ec1384lf18w8n7.html).
Releia o período a seguir: “Pode parecer óbvio, mas não custa lembrar que as gerações podem ter nomes e letras diferentes.”

Assinale a alternativa em que a reescrita do período NÃO mantém as relações de sentido presentes no trecho.
Alternativas
Q3380919 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Texto I

Jodie Foster: porque criticar os mais jovens não é coisa de "velha"

Atriz e diretora de 61 anos, duas vezes vencedora do Oscar, causou polêmica ao dizer que trabalhar com a geração Z pode ser "muito irritante”.

    Com a chegada da temporada de premiações do cinema, a atriz Jodie Foster ganhou uma longa reportagem no jornal inglês "The Guardian" recentemente. Depois de ser indicada ao Globo de Ouro, Foster é candidata a receber uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante por "Nyad" (Netflix). No filme, ela é Bonnie, a amiga e técnica da nadadora Diana Nyad (Annette Bening) que, aos 64 anos, realizou um feito considerado humanamente impossível: nadar por mais de 50 horas no mar, indo de Cuba à costa da Flórida, nos Estados Unidos.

    Na entrevista ao jornal inglês, Foster falou sobre carreira, sobre criar filhos feministas - ela é mãe de dois garotos na faixa dos 20 anos - e como teve que descobrir o que era ser mulher acima de 50 anos em Hollywood. Aos 61 anos, a atriz que também está à frente da nova série da HBO Max "True Detective: Terra Noturna", sente-se à vontade com ela mesma, liberta e quer ajudar a geração mais jovem a sentir o mesmo.

    Mas no meio da matéria havia um pequeno trecho que ganhou repercussão. Apesar da torcida da atriz para o sucesso dos mais jovens na indústria cinematográfica, Foster ressaltou que a chamada geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) pode ser bem irritante quando se trata de trabalho. "Eles são assim 'hoje, não estou a fim, vou chegar às 10h30'. Ou, por exemplo, em e-mails, digo que a gramática está incorreta, pergunto se não verificaram a ortografia. E eles respondem: 'Por que faria isso, isso não é um tanto quanto limitante?'", relatou a atriz.
     Não custou muito para a atriz ser detonada com aquela tradicional carga de etarismo. "É coisa de velha", disseram os incomodados pela crítica da atriz. No entanto, para muita gente não soou como uma observação de gente ultrapassada que não aceita o novo. Ao contrário, pareceu um comportamento familiar.

     No mundo, a geração Z é vista como difícil de trabalhar por causa de uma falta de motivação e pela capacidade de se distrair e de se ofender facilmente. No Brasil, a dificuldade de se engajar no trabalho também se confirma.

[...]

     A gente tem que lembrar que essa é uma geração que começou a trabalhar e foi abatida em pleno voo por uma pandemia que bagunçou o mundo. Se antes havia uma precarização do trabalho, a pandemia ajudou a consolidar essa tendência e a aumentar as desigualdades salariais já gritantes. Qual o estímulo para trabalhar e não ter o suficiente para morar bem, comer, ter lazer, enquanto uma minúscula parcela da população fica cada vez mais endinheirada? Difícil buscar motivação que resista. 

[...]

    O que posso afirmar é que toda geração tem suas questões para serem resolvidas. Assim como Jodie Foster, sou baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964). Nasci no ano do golpe militar. Cresci num país onde a ditadura perdurou por mais de duas décadas, com tudo o que cerca regimes autoritários. A censura estava presente em diversas camadas da sociedade brasileira. Não poupava jornalistas, artistas, cientistas, entre outros. Sem contar que o tratamento dado às mulheres e as desigualdades de gênero eram ainda piores do que as atuais. Mesmo assim, a gente é empurrada a encontrar nosso lugar no mundo que nos faz mais feliz.

     Ter alguém mais experiente nessa caminhada nos dá uma grande vantagem. Tão bom quanto aprender com os jovens é assimilar o conhecimento das pessoas mais velhas. Pensa no tanto de lição que alguém como Jodie Foster, que entrou na indústria do entretenimento com apenas três anos de idade e construiu uma carreira sólida e premiada, tem a ensinar para quem está chegando. Quantas Jodie Foster, das mais diversas áreas, poderiam estar como mentoras influentes, com benefícios para todo mundo, independentemente da idade?

    Ouvir pessoas com mais experiência é como ter um espelho do que a gente quer buscar no futuro. É ter uma referência do que vale a pena na vida. Pode parecer óbvio, mas não custa lembrar que as gerações podem ter nomes e letras diferentes. Mas têm uma coisa em comum: todas vão envelhecer.

(Fonte: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/lucia-soares/jodiefoster-por-que-criticar-os-mais-jovens-nao-e-coisa-develha,4554465b54dc2c821fadea3ff0ec1384lf18w8n7.html).
Em todos os trechos a seguir há palavras ou expressões com sentido conotativo, EXCETO em:
Alternativas
Q3380918 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Texto I

Jodie Foster: porque criticar os mais jovens não é coisa de "velha"

Atriz e diretora de 61 anos, duas vezes vencedora do Oscar, causou polêmica ao dizer que trabalhar com a geração Z pode ser "muito irritante”.

    Com a chegada da temporada de premiações do cinema, a atriz Jodie Foster ganhou uma longa reportagem no jornal inglês "The Guardian" recentemente. Depois de ser indicada ao Globo de Ouro, Foster é candidata a receber uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante por "Nyad" (Netflix). No filme, ela é Bonnie, a amiga e técnica da nadadora Diana Nyad (Annette Bening) que, aos 64 anos, realizou um feito considerado humanamente impossível: nadar por mais de 50 horas no mar, indo de Cuba à costa da Flórida, nos Estados Unidos.

    Na entrevista ao jornal inglês, Foster falou sobre carreira, sobre criar filhos feministas - ela é mãe de dois garotos na faixa dos 20 anos - e como teve que descobrir o que era ser mulher acima de 50 anos em Hollywood. Aos 61 anos, a atriz que também está à frente da nova série da HBO Max "True Detective: Terra Noturna", sente-se à vontade com ela mesma, liberta e quer ajudar a geração mais jovem a sentir o mesmo.

    Mas no meio da matéria havia um pequeno trecho que ganhou repercussão. Apesar da torcida da atriz para o sucesso dos mais jovens na indústria cinematográfica, Foster ressaltou que a chamada geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) pode ser bem irritante quando se trata de trabalho. "Eles são assim 'hoje, não estou a fim, vou chegar às 10h30'. Ou, por exemplo, em e-mails, digo que a gramática está incorreta, pergunto se não verificaram a ortografia. E eles respondem: 'Por que faria isso, isso não é um tanto quanto limitante?'", relatou a atriz.
     Não custou muito para a atriz ser detonada com aquela tradicional carga de etarismo. "É coisa de velha", disseram os incomodados pela crítica da atriz. No entanto, para muita gente não soou como uma observação de gente ultrapassada que não aceita o novo. Ao contrário, pareceu um comportamento familiar.

     No mundo, a geração Z é vista como difícil de trabalhar por causa de uma falta de motivação e pela capacidade de se distrair e de se ofender facilmente. No Brasil, a dificuldade de se engajar no trabalho também se confirma.

[...]

     A gente tem que lembrar que essa é uma geração que começou a trabalhar e foi abatida em pleno voo por uma pandemia que bagunçou o mundo. Se antes havia uma precarização do trabalho, a pandemia ajudou a consolidar essa tendência e a aumentar as desigualdades salariais já gritantes. Qual o estímulo para trabalhar e não ter o suficiente para morar bem, comer, ter lazer, enquanto uma minúscula parcela da população fica cada vez mais endinheirada? Difícil buscar motivação que resista. 

[...]

    O que posso afirmar é que toda geração tem suas questões para serem resolvidas. Assim como Jodie Foster, sou baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964). Nasci no ano do golpe militar. Cresci num país onde a ditadura perdurou por mais de duas décadas, com tudo o que cerca regimes autoritários. A censura estava presente em diversas camadas da sociedade brasileira. Não poupava jornalistas, artistas, cientistas, entre outros. Sem contar que o tratamento dado às mulheres e as desigualdades de gênero eram ainda piores do que as atuais. Mesmo assim, a gente é empurrada a encontrar nosso lugar no mundo que nos faz mais feliz.

     Ter alguém mais experiente nessa caminhada nos dá uma grande vantagem. Tão bom quanto aprender com os jovens é assimilar o conhecimento das pessoas mais velhas. Pensa no tanto de lição que alguém como Jodie Foster, que entrou na indústria do entretenimento com apenas três anos de idade e construiu uma carreira sólida e premiada, tem a ensinar para quem está chegando. Quantas Jodie Foster, das mais diversas áreas, poderiam estar como mentoras influentes, com benefícios para todo mundo, independentemente da idade?

    Ouvir pessoas com mais experiência é como ter um espelho do que a gente quer buscar no futuro. É ter uma referência do que vale a pena na vida. Pode parecer óbvio, mas não custa lembrar que as gerações podem ter nomes e letras diferentes. Mas têm uma coisa em comum: todas vão envelhecer.

(Fonte: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/lucia-soares/jodiefoster-por-que-criticar-os-mais-jovens-nao-e-coisa-develha,4554465b54dc2c821fadea3ff0ec1384lf18w8n7.html).
Leia as afirmações a seguir a respeito do verbo destacado em “Mas têm uma coisa em comum: todas vão envelhecer” e assinale a alternativa correta.

I – Recebe um acento circunflexo por ser um monossílabo tônico com timbre fechado da vogal.
II – É acentuado para concordar com seu sujeito “gerações”.
III – Apresenta transitividade indireta, conforme preconiza a gramática normativa da língua portuguesa.
Alternativas
Q3380917 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Texto I

Jodie Foster: porque criticar os mais jovens não é coisa de "velha"

Atriz e diretora de 61 anos, duas vezes vencedora do Oscar, causou polêmica ao dizer que trabalhar com a geração Z pode ser "muito irritante”.

    Com a chegada da temporada de premiações do cinema, a atriz Jodie Foster ganhou uma longa reportagem no jornal inglês "The Guardian" recentemente. Depois de ser indicada ao Globo de Ouro, Foster é candidata a receber uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante por "Nyad" (Netflix). No filme, ela é Bonnie, a amiga e técnica da nadadora Diana Nyad (Annette Bening) que, aos 64 anos, realizou um feito considerado humanamente impossível: nadar por mais de 50 horas no mar, indo de Cuba à costa da Flórida, nos Estados Unidos.

    Na entrevista ao jornal inglês, Foster falou sobre carreira, sobre criar filhos feministas - ela é mãe de dois garotos na faixa dos 20 anos - e como teve que descobrir o que era ser mulher acima de 50 anos em Hollywood. Aos 61 anos, a atriz que também está à frente da nova série da HBO Max "True Detective: Terra Noturna", sente-se à vontade com ela mesma, liberta e quer ajudar a geração mais jovem a sentir o mesmo.

    Mas no meio da matéria havia um pequeno trecho que ganhou repercussão. Apesar da torcida da atriz para o sucesso dos mais jovens na indústria cinematográfica, Foster ressaltou que a chamada geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) pode ser bem irritante quando se trata de trabalho. "Eles são assim 'hoje, não estou a fim, vou chegar às 10h30'. Ou, por exemplo, em e-mails, digo que a gramática está incorreta, pergunto se não verificaram a ortografia. E eles respondem: 'Por que faria isso, isso não é um tanto quanto limitante?'", relatou a atriz.
     Não custou muito para a atriz ser detonada com aquela tradicional carga de etarismo. "É coisa de velha", disseram os incomodados pela crítica da atriz. No entanto, para muita gente não soou como uma observação de gente ultrapassada que não aceita o novo. Ao contrário, pareceu um comportamento familiar.

     No mundo, a geração Z é vista como difícil de trabalhar por causa de uma falta de motivação e pela capacidade de se distrair e de se ofender facilmente. No Brasil, a dificuldade de se engajar no trabalho também se confirma.

[...]

     A gente tem que lembrar que essa é uma geração que começou a trabalhar e foi abatida em pleno voo por uma pandemia que bagunçou o mundo. Se antes havia uma precarização do trabalho, a pandemia ajudou a consolidar essa tendência e a aumentar as desigualdades salariais já gritantes. Qual o estímulo para trabalhar e não ter o suficiente para morar bem, comer, ter lazer, enquanto uma minúscula parcela da população fica cada vez mais endinheirada? Difícil buscar motivação que resista. 

[...]

    O que posso afirmar é que toda geração tem suas questões para serem resolvidas. Assim como Jodie Foster, sou baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964). Nasci no ano do golpe militar. Cresci num país onde a ditadura perdurou por mais de duas décadas, com tudo o que cerca regimes autoritários. A censura estava presente em diversas camadas da sociedade brasileira. Não poupava jornalistas, artistas, cientistas, entre outros. Sem contar que o tratamento dado às mulheres e as desigualdades de gênero eram ainda piores do que as atuais. Mesmo assim, a gente é empurrada a encontrar nosso lugar no mundo que nos faz mais feliz.

     Ter alguém mais experiente nessa caminhada nos dá uma grande vantagem. Tão bom quanto aprender com os jovens é assimilar o conhecimento das pessoas mais velhas. Pensa no tanto de lição que alguém como Jodie Foster, que entrou na indústria do entretenimento com apenas três anos de idade e construiu uma carreira sólida e premiada, tem a ensinar para quem está chegando. Quantas Jodie Foster, das mais diversas áreas, poderiam estar como mentoras influentes, com benefícios para todo mundo, independentemente da idade?

    Ouvir pessoas com mais experiência é como ter um espelho do que a gente quer buscar no futuro. É ter uma referência do que vale a pena na vida. Pode parecer óbvio, mas não custa lembrar que as gerações podem ter nomes e letras diferentes. Mas têm uma coisa em comum: todas vão envelhecer.

(Fonte: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/lucia-soares/jodiefoster-por-que-criticar-os-mais-jovens-nao-e-coisa-develha,4554465b54dc2c821fadea3ff0ec1384lf18w8n7.html).
Releia os trechos a seguir:

I – “[..] e como teve que descobrir o que era ser mulher acima de 50 anos em Hollywood.”
II – “[...] a geração Z é vista como difícil de trabalhar por causa de uma falta de motivação...”
III – “Assim como Jodie Foster, sou baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964).”
IV – “Ouvir pessoas com mais experiência é como ter um espelho do que a gente quer buscar no futuro.”

Sobre os sentidos produzidos pelas palavras em destaque, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3380916 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Texto I

Jodie Foster: porque criticar os mais jovens não é coisa de "velha"

Atriz e diretora de 61 anos, duas vezes vencedora do Oscar, causou polêmica ao dizer que trabalhar com a geração Z pode ser "muito irritante”.

    Com a chegada da temporada de premiações do cinema, a atriz Jodie Foster ganhou uma longa reportagem no jornal inglês "The Guardian" recentemente. Depois de ser indicada ao Globo de Ouro, Foster é candidata a receber uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante por "Nyad" (Netflix). No filme, ela é Bonnie, a amiga e técnica da nadadora Diana Nyad (Annette Bening) que, aos 64 anos, realizou um feito considerado humanamente impossível: nadar por mais de 50 horas no mar, indo de Cuba à costa da Flórida, nos Estados Unidos.

    Na entrevista ao jornal inglês, Foster falou sobre carreira, sobre criar filhos feministas - ela é mãe de dois garotos na faixa dos 20 anos - e como teve que descobrir o que era ser mulher acima de 50 anos em Hollywood. Aos 61 anos, a atriz que também está à frente da nova série da HBO Max "True Detective: Terra Noturna", sente-se à vontade com ela mesma, liberta e quer ajudar a geração mais jovem a sentir o mesmo.

    Mas no meio da matéria havia um pequeno trecho que ganhou repercussão. Apesar da torcida da atriz para o sucesso dos mais jovens na indústria cinematográfica, Foster ressaltou que a chamada geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) pode ser bem irritante quando se trata de trabalho. "Eles são assim 'hoje, não estou a fim, vou chegar às 10h30'. Ou, por exemplo, em e-mails, digo que a gramática está incorreta, pergunto se não verificaram a ortografia. E eles respondem: 'Por que faria isso, isso não é um tanto quanto limitante?'", relatou a atriz.
     Não custou muito para a atriz ser detonada com aquela tradicional carga de etarismo. "É coisa de velha", disseram os incomodados pela crítica da atriz. No entanto, para muita gente não soou como uma observação de gente ultrapassada que não aceita o novo. Ao contrário, pareceu um comportamento familiar.

     No mundo, a geração Z é vista como difícil de trabalhar por causa de uma falta de motivação e pela capacidade de se distrair e de se ofender facilmente. No Brasil, a dificuldade de se engajar no trabalho também se confirma.

[...]

     A gente tem que lembrar que essa é uma geração que começou a trabalhar e foi abatida em pleno voo por uma pandemia que bagunçou o mundo. Se antes havia uma precarização do trabalho, a pandemia ajudou a consolidar essa tendência e a aumentar as desigualdades salariais já gritantes. Qual o estímulo para trabalhar e não ter o suficiente para morar bem, comer, ter lazer, enquanto uma minúscula parcela da população fica cada vez mais endinheirada? Difícil buscar motivação que resista. 

[...]

    O que posso afirmar é que toda geração tem suas questões para serem resolvidas. Assim como Jodie Foster, sou baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964). Nasci no ano do golpe militar. Cresci num país onde a ditadura perdurou por mais de duas décadas, com tudo o que cerca regimes autoritários. A censura estava presente em diversas camadas da sociedade brasileira. Não poupava jornalistas, artistas, cientistas, entre outros. Sem contar que o tratamento dado às mulheres e as desigualdades de gênero eram ainda piores do que as atuais. Mesmo assim, a gente é empurrada a encontrar nosso lugar no mundo que nos faz mais feliz.

     Ter alguém mais experiente nessa caminhada nos dá uma grande vantagem. Tão bom quanto aprender com os jovens é assimilar o conhecimento das pessoas mais velhas. Pensa no tanto de lição que alguém como Jodie Foster, que entrou na indústria do entretenimento com apenas três anos de idade e construiu uma carreira sólida e premiada, tem a ensinar para quem está chegando. Quantas Jodie Foster, das mais diversas áreas, poderiam estar como mentoras influentes, com benefícios para todo mundo, independentemente da idade?

    Ouvir pessoas com mais experiência é como ter um espelho do que a gente quer buscar no futuro. É ter uma referência do que vale a pena na vida. Pode parecer óbvio, mas não custa lembrar que as gerações podem ter nomes e letras diferentes. Mas têm uma coisa em comum: todas vão envelhecer.

(Fonte: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/lucia-soares/jodiefoster-por-que-criticar-os-mais-jovens-nao-e-coisa-develha,4554465b54dc2c821fadea3ff0ec1384lf18w8n7.html).
Sobre as sequências textuais usadas na construção do texto 1, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3380915 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Texto I

Jodie Foster: porque criticar os mais jovens não é coisa de "velha"

Atriz e diretora de 61 anos, duas vezes vencedora do Oscar, causou polêmica ao dizer que trabalhar com a geração Z pode ser "muito irritante”.

    Com a chegada da temporada de premiações do cinema, a atriz Jodie Foster ganhou uma longa reportagem no jornal inglês "The Guardian" recentemente. Depois de ser indicada ao Globo de Ouro, Foster é candidata a receber uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante por "Nyad" (Netflix). No filme, ela é Bonnie, a amiga e técnica da nadadora Diana Nyad (Annette Bening) que, aos 64 anos, realizou um feito considerado humanamente impossível: nadar por mais de 50 horas no mar, indo de Cuba à costa da Flórida, nos Estados Unidos.

    Na entrevista ao jornal inglês, Foster falou sobre carreira, sobre criar filhos feministas - ela é mãe de dois garotos na faixa dos 20 anos - e como teve que descobrir o que era ser mulher acima de 50 anos em Hollywood. Aos 61 anos, a atriz que também está à frente da nova série da HBO Max "True Detective: Terra Noturna", sente-se à vontade com ela mesma, liberta e quer ajudar a geração mais jovem a sentir o mesmo.

    Mas no meio da matéria havia um pequeno trecho que ganhou repercussão. Apesar da torcida da atriz para o sucesso dos mais jovens na indústria cinematográfica, Foster ressaltou que a chamada geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) pode ser bem irritante quando se trata de trabalho. "Eles são assim 'hoje, não estou a fim, vou chegar às 10h30'. Ou, por exemplo, em e-mails, digo que a gramática está incorreta, pergunto se não verificaram a ortografia. E eles respondem: 'Por que faria isso, isso não é um tanto quanto limitante?'", relatou a atriz.
     Não custou muito para a atriz ser detonada com aquela tradicional carga de etarismo. "É coisa de velha", disseram os incomodados pela crítica da atriz. No entanto, para muita gente não soou como uma observação de gente ultrapassada que não aceita o novo. Ao contrário, pareceu um comportamento familiar.

     No mundo, a geração Z é vista como difícil de trabalhar por causa de uma falta de motivação e pela capacidade de se distrair e de se ofender facilmente. No Brasil, a dificuldade de se engajar no trabalho também se confirma.

[...]

     A gente tem que lembrar que essa é uma geração que começou a trabalhar e foi abatida em pleno voo por uma pandemia que bagunçou o mundo. Se antes havia uma precarização do trabalho, a pandemia ajudou a consolidar essa tendência e a aumentar as desigualdades salariais já gritantes. Qual o estímulo para trabalhar e não ter o suficiente para morar bem, comer, ter lazer, enquanto uma minúscula parcela da população fica cada vez mais endinheirada? Difícil buscar motivação que resista. 

[...]

    O que posso afirmar é que toda geração tem suas questões para serem resolvidas. Assim como Jodie Foster, sou baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964). Nasci no ano do golpe militar. Cresci num país onde a ditadura perdurou por mais de duas décadas, com tudo o que cerca regimes autoritários. A censura estava presente em diversas camadas da sociedade brasileira. Não poupava jornalistas, artistas, cientistas, entre outros. Sem contar que o tratamento dado às mulheres e as desigualdades de gênero eram ainda piores do que as atuais. Mesmo assim, a gente é empurrada a encontrar nosso lugar no mundo que nos faz mais feliz.

     Ter alguém mais experiente nessa caminhada nos dá uma grande vantagem. Tão bom quanto aprender com os jovens é assimilar o conhecimento das pessoas mais velhas. Pensa no tanto de lição que alguém como Jodie Foster, que entrou na indústria do entretenimento com apenas três anos de idade e construiu uma carreira sólida e premiada, tem a ensinar para quem está chegando. Quantas Jodie Foster, das mais diversas áreas, poderiam estar como mentoras influentes, com benefícios para todo mundo, independentemente da idade?

    Ouvir pessoas com mais experiência é como ter um espelho do que a gente quer buscar no futuro. É ter uma referência do que vale a pena na vida. Pode parecer óbvio, mas não custa lembrar que as gerações podem ter nomes e letras diferentes. Mas têm uma coisa em comum: todas vão envelhecer.

(Fonte: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/lucia-soares/jodiefoster-por-que-criticar-os-mais-jovens-nao-e-coisa-develha,4554465b54dc2c821fadea3ff0ec1384lf18w8n7.html).
Após a leitura do texto I, é possível inferir que:
Alternativas
Q3376477 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que a expressão em destaque atua como elemento de coesão sequencial de oposição.
Alternativas
Q3376474 Português
A sentença que apresenta um advérbio cuja modificação recai sobre um adjetivo é:
Alternativas
Q3376473 Português
Nas sentenças a seguir, ocorre verbo abundante apenas em:
Alternativas
Q3376472 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Algoritmos: o que são, para que servem e quem os inventou?
Os algoritmos se tornaram parte integrante de nossas vidas. Dos aplicativos de mídia social à Netflix, os algoritmos aprendem suas preferências e priorizam o conteúdo que lhe é mostrado. Mais de 1.000 anos antes da Internet e dos aplicativos de smartphones, o cientista e polímata persa Muhammad ibn Mūsā alKhwārizmī inventou o conceito de algoritmos. A própria palavra vem da versão latinizada de seu nome, “algorithmi”. E, como você pode suspeitar, ela também está relacionada à álgebra.

Em grande parte perdido no tempo
Al-Khwārizmī viveu de 780 a 850 d.C., durante a Era de Ouro Islâmica. Muitas de suas obras originais em árabe se perderam no tempo. Ele viveu durante o Califado Abássida, que foi uma época de notável progresso científico no Império Islâmico. Al-Khwārizmī fez importantes contribuições para a matemática, geografia, astronomia e trigonometria. Ele era um estudioso da Casa da Sabedoria (Bayt al-Hikmah) em Bagdá. Nesse centro intelectual, os estudiosos traduziam o conhecimento de todo o mundo para o árabe, sintetizando-o para fazer progressos significativos em uma série de disciplinas.

O pai da álgebra
Al-Khwārizmī era um polímata e um homem religioso. Um dos principais projetos que os matemáticos islâmicos empreenderam na Casa da Sabedoria foi desenvolver a álgebra. Por volta de 830 d.C., o califa al-Ma’mun incentivou alKhwārizmī a escrever um tratado sobre álgebra, Al-Jabr (ou The Compendious Book on Calculation by Completion and Balancing). Essa se tornou sua obra mais importante. Sua obra foi concebida para ser uma ferramenta prática de ensino. Sua tradução latina foi a base dos livros didáticos de álgebra nas universidades europeias até o século XVI.

Avô da ciência da computação
Os escritos matemáticos de Al-Khwārizmī introduziram os numerais hindu-arábicos para os matemáticos ocidentais, os dez símbolos que todos nós usamos hoje. Esse é o sistema numérico que sustenta a moderna tecnologia de computação. A arte de Al-Khwārizmī de calcular problemas matemáticos estabeleceu a base para o conceito de algoritmos. Ele forneceu as primeiras explicações detalhadas sobre o uso da notação decimal para realizar as quatro operações básicas (adição, subtração, multiplicação, divisão) e calcular frações. Para resolver uma equação matemática, al-Khwārizmī percorria sistematicamente uma sequência de etapas para encontrar a resposta. Esse é o conceito subjacente de um algoritmo. ‘Algorismo’, um termo latino medieval nomeado em homenagem a al-Khwārizmī, refere-se às regras para a execução da aritmética usando o sistema numérico hindu-arábico. No início do século XX, a palavra ‘algoritmo’ chegou à sua definição atual e ao seu uso: “um procedimento para resolver um problema matemático em um número finito de etapas; um procedimento passo a passo para resolver um problema”.
Na próxima vez que usar qualquer tecnologia digital, lembre-se de que nada disso seria possível sem o trabalho pioneiro de um antigo polímata persa.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/05/algoritmos-o-que-sao-para-queservem-e-quem-os-inventou.ghtml
O conjunto de palavras a seguir, retiradas do texto, que apresenta somente palavras formadas por processos de composição é:
Alternativas
Q3376471 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Algoritmos: o que são, para que servem e quem os inventou?
Os algoritmos se tornaram parte integrante de nossas vidas. Dos aplicativos de mídia social à Netflix, os algoritmos aprendem suas preferências e priorizam o conteúdo que lhe é mostrado. Mais de 1.000 anos antes da Internet e dos aplicativos de smartphones, o cientista e polímata persa Muhammad ibn Mūsā alKhwārizmī inventou o conceito de algoritmos. A própria palavra vem da versão latinizada de seu nome, “algorithmi”. E, como você pode suspeitar, ela também está relacionada à álgebra.

Em grande parte perdido no tempo
Al-Khwārizmī viveu de 780 a 850 d.C., durante a Era de Ouro Islâmica. Muitas de suas obras originais em árabe se perderam no tempo. Ele viveu durante o Califado Abássida, que foi uma época de notável progresso científico no Império Islâmico. Al-Khwārizmī fez importantes contribuições para a matemática, geografia, astronomia e trigonometria. Ele era um estudioso da Casa da Sabedoria (Bayt al-Hikmah) em Bagdá. Nesse centro intelectual, os estudiosos traduziam o conhecimento de todo o mundo para o árabe, sintetizando-o para fazer progressos significativos em uma série de disciplinas.

O pai da álgebra
Al-Khwārizmī era um polímata e um homem religioso. Um dos principais projetos que os matemáticos islâmicos empreenderam na Casa da Sabedoria foi desenvolver a álgebra. Por volta de 830 d.C., o califa al-Ma’mun incentivou alKhwārizmī a escrever um tratado sobre álgebra, Al-Jabr (ou The Compendious Book on Calculation by Completion and Balancing). Essa se tornou sua obra mais importante. Sua obra foi concebida para ser uma ferramenta prática de ensino. Sua tradução latina foi a base dos livros didáticos de álgebra nas universidades europeias até o século XVI.

Avô da ciência da computação
Os escritos matemáticos de Al-Khwārizmī introduziram os numerais hindu-arábicos para os matemáticos ocidentais, os dez símbolos que todos nós usamos hoje. Esse é o sistema numérico que sustenta a moderna tecnologia de computação. A arte de Al-Khwārizmī de calcular problemas matemáticos estabeleceu a base para o conceito de algoritmos. Ele forneceu as primeiras explicações detalhadas sobre o uso da notação decimal para realizar as quatro operações básicas (adição, subtração, multiplicação, divisão) e calcular frações. Para resolver uma equação matemática, al-Khwārizmī percorria sistematicamente uma sequência de etapas para encontrar a resposta. Esse é o conceito subjacente de um algoritmo. ‘Algorismo’, um termo latino medieval nomeado em homenagem a al-Khwārizmī, refere-se às regras para a execução da aritmética usando o sistema numérico hindu-arábico. No início do século XX, a palavra ‘algoritmo’ chegou à sua definição atual e ao seu uso: “um procedimento para resolver um problema matemático em um número finito de etapas; um procedimento passo a passo para resolver um problema”.
Na próxima vez que usar qualquer tecnologia digital, lembre-se de que nada disso seria possível sem o trabalho pioneiro de um antigo polímata persa.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/05/algoritmos-o-que-sao-para-queservem-e-quem-os-inventou.ghtml
A palavra “polímata”, em seu sentido utilizado para descrever Muhammad ibn Mūsā alKhwārizmī — “o cientista e polímata persa (...)” — é um sinônimo de:
Alternativas
Q3376468 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Algoritmos: o que são, para que servem e quem os inventou?
Os algoritmos se tornaram parte integrante de nossas vidas. Dos aplicativos de mídia social à Netflix, os algoritmos aprendem suas preferências e priorizam o conteúdo que lhe é mostrado. Mais de 1.000 anos antes da Internet e dos aplicativos de smartphones, o cientista e polímata persa Muhammad ibn Mūsā alKhwārizmī inventou o conceito de algoritmos. A própria palavra vem da versão latinizada de seu nome, “algorithmi”. E, como você pode suspeitar, ela também está relacionada à álgebra.

Em grande parte perdido no tempo
Al-Khwārizmī viveu de 780 a 850 d.C., durante a Era de Ouro Islâmica. Muitas de suas obras originais em árabe se perderam no tempo. Ele viveu durante o Califado Abássida, que foi uma época de notável progresso científico no Império Islâmico. Al-Khwārizmī fez importantes contribuições para a matemática, geografia, astronomia e trigonometria. Ele era um estudioso da Casa da Sabedoria (Bayt al-Hikmah) em Bagdá. Nesse centro intelectual, os estudiosos traduziam o conhecimento de todo o mundo para o árabe, sintetizando-o para fazer progressos significativos em uma série de disciplinas.

O pai da álgebra
Al-Khwārizmī era um polímata e um homem religioso. Um dos principais projetos que os matemáticos islâmicos empreenderam na Casa da Sabedoria foi desenvolver a álgebra. Por volta de 830 d.C., o califa al-Ma’mun incentivou alKhwārizmī a escrever um tratado sobre álgebra, Al-Jabr (ou The Compendious Book on Calculation by Completion and Balancing). Essa se tornou sua obra mais importante. Sua obra foi concebida para ser uma ferramenta prática de ensino. Sua tradução latina foi a base dos livros didáticos de álgebra nas universidades europeias até o século XVI.

Avô da ciência da computação
Os escritos matemáticos de Al-Khwārizmī introduziram os numerais hindu-arábicos para os matemáticos ocidentais, os dez símbolos que todos nós usamos hoje. Esse é o sistema numérico que sustenta a moderna tecnologia de computação. A arte de Al-Khwārizmī de calcular problemas matemáticos estabeleceu a base para o conceito de algoritmos. Ele forneceu as primeiras explicações detalhadas sobre o uso da notação decimal para realizar as quatro operações básicas (adição, subtração, multiplicação, divisão) e calcular frações. Para resolver uma equação matemática, al-Khwārizmī percorria sistematicamente uma sequência de etapas para encontrar a resposta. Esse é o conceito subjacente de um algoritmo. ‘Algorismo’, um termo latino medieval nomeado em homenagem a al-Khwārizmī, refere-se às regras para a execução da aritmética usando o sistema numérico hindu-arábico. No início do século XX, a palavra ‘algoritmo’ chegou à sua definição atual e ao seu uso: “um procedimento para resolver um problema matemático em um número finito de etapas; um procedimento passo a passo para resolver um problema”.
Na próxima vez que usar qualquer tecnologia digital, lembre-se de que nada disso seria possível sem o trabalho pioneiro de um antigo polímata persa.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/05/algoritmos-o-que-sao-para-queservem-e-quem-os-inventou.ghtml
Segundo a reportagem, os escritos matemáticos de Muhammad ibn Mūsā al-Khwārizmī:
Alternativas
Q3376087 Português
LEIA O TEXTO E RESPONDA À QUESTÃO.

Já se sentiu vítima de algum tipo de marginalização e/ou discriminação dentro de sua universidade?

    Infelizmente, devo dizer que sim. Não se trata de discriminação ou marginalização pelo fato de ser brasileiro, porém. Trata-se de uma dificuldade (talvez natural) que tem um “novo imigrante” em penetrar na “elite” da sociedade local, que controla as posições de poder. Essa elite é constituída por pessoas que estudaram juntas na escola, que fizeram o serviço militar juntas, que pertencem ao mesmo partido político e que se apóiam mutuamente. Tive a oportunidade de sentir esse tipo de hostilidade quando fui eleito diretor da Faculdade de Ciências Humanas. Cheguei mesmo a ouvir expressões como “a máfia latino-americana em nossa faculdade”, quando somos nada mais que dois professores titulares de procedência latino-americana. Mas, verdade seja dita, trata-se de uma hostilidade proveniente dos que estavam habituados ao poder e não se conformavam em perdê-lo.
    A maioria não só me elegeu, mas também me apoiou e continua apoiando as reformas que instituí em minha gestão.

(DASCAL, Marcelo. Entrevista publicada no caderno Mais / Folha de S. Paulo, 18/05/2003.)
Com base no texto, é possível afirmar que
Alternativas
Q3376085 Português
LEIA O TEXTO E RESPONDA À QUESTÃO.

Já se sentiu vítima de algum tipo de marginalização e/ou discriminação dentro de sua universidade?

    Infelizmente, devo dizer que sim. Não se trata de discriminação ou marginalização pelo fato de ser brasileiro, porém. Trata-se de uma dificuldade (talvez natural) que tem um “novo imigrante” em penetrar na “elite” da sociedade local, que controla as posições de poder. Essa elite é constituída por pessoas que estudaram juntas na escola, que fizeram o serviço militar juntas, que pertencem ao mesmo partido político e que se apóiam mutuamente. Tive a oportunidade de sentir esse tipo de hostilidade quando fui eleito diretor da Faculdade de Ciências Humanas. Cheguei mesmo a ouvir expressões como “a máfia latino-americana em nossa faculdade”, quando somos nada mais que dois professores titulares de procedência latino-americana. Mas, verdade seja dita, trata-se de uma hostilidade proveniente dos que estavam habituados ao poder e não se conformavam em perdê-lo.
    A maioria não só me elegeu, mas também me apoiou e continua apoiando as reformas que instituí em minha gestão.

(DASCAL, Marcelo. Entrevista publicada no caderno Mais / Folha de S. Paulo, 18/05/2003.)
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que teve sua grafia alterada a partir do Novo Acordo Ortográfico.
Alternativas
Q3376080 Português
LEIA O TEXTO E RESPONDA À QUESTÃO.

Já se sentiu vítima de algum tipo de marginalização e/ou discriminação dentro de sua universidade?

    Infelizmente, devo dizer que sim. Não se trata de discriminação ou marginalização pelo fato de ser brasileiro, porém. Trata-se de uma dificuldade (talvez natural) que tem um “novo imigrante” em penetrar na “elite” da sociedade local, que controla as posições de poder. Essa elite é constituída por pessoas que estudaram juntas na escola, que fizeram o serviço militar juntas, que pertencem ao mesmo partido político e que se apóiam mutuamente. Tive a oportunidade de sentir esse tipo de hostilidade quando fui eleito diretor da Faculdade de Ciências Humanas. Cheguei mesmo a ouvir expressões como “a máfia latino-americana em nossa faculdade”, quando somos nada mais que dois professores titulares de procedência latino-americana. Mas, verdade seja dita, trata-se de uma hostilidade proveniente dos que estavam habituados ao poder e não se conformavam em perdê-lo.
    A maioria não só me elegeu, mas também me apoiou e continua apoiando as reformas que instituí em minha gestão.

(DASCAL, Marcelo. Entrevista publicada no caderno Mais / Folha de S. Paulo, 18/05/2003.)
Das palavras terminadas em “ão” no texto, assinale a alternativa cuja flexão de número destoa das demais. 
Alternativas
Q3376078 Português
LEIA O TEXTO E RESPONDA À QUESTÃO.

Já se sentiu vítima de algum tipo de marginalização e/ou discriminação dentro de sua universidade?

    Infelizmente, devo dizer que sim. Não se trata de discriminação ou marginalização pelo fato de ser brasileiro, porém. Trata-se de uma dificuldade (talvez natural) que tem um “novo imigrante” em penetrar na “elite” da sociedade local, que controla as posições de poder. Essa elite é constituída por pessoas que estudaram juntas na escola, que fizeram o serviço militar juntas, que pertencem ao mesmo partido político e que se apóiam mutuamente. Tive a oportunidade de sentir esse tipo de hostilidade quando fui eleito diretor da Faculdade de Ciências Humanas. Cheguei mesmo a ouvir expressões como “a máfia latino-americana em nossa faculdade”, quando somos nada mais que dois professores titulares de procedência latino-americana. Mas, verdade seja dita, trata-se de uma hostilidade proveniente dos que estavam habituados ao poder e não se conformavam em perdê-lo.
    A maioria não só me elegeu, mas também me apoiou e continua apoiando as reformas que instituí em minha gestão.

(DASCAL, Marcelo. Entrevista publicada no caderno Mais / Folha de S. Paulo, 18/05/2003.)
Assinale a alternativa em que o tipo de sujeito destoa das demais.
Alternativas
Q3357984 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ataque a Trump: um ato chocante que muda a corrida presidencial nos EUA


As imagens extraordinárias de um desafiante Donald Trump que levanta o punho no ar, com sangue na cara, enquanto é retirado do palco por agentes do serviço secreto não são apenas históricas — elas podem muito bem alterar o curso das eleições presidenciais americanas, marcadas para novembro.


Esse ato chocante de violência política terá inevitavelmente um efeito na corrida eleitoral. Agentes do serviço secreto dos EUA mataram a tiros o suspeito no local. E fontes policiais disseram a CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, que tratam o ataque como uma tentativa de assassinato.


A imagem — de Trump sangrando, com o punho no ar, sendo escoltado para longe — foi rapidamente postadas nas redes sociais por Eric Trump, filho do candidato, com a legenda: "Este é o lutador que a América precisa."


O presidente Joe Biden apareceu na TV logo após o tiroteio e disse que não havia lugar na América para uma violência política como esta. Ele expressou preocupação com seu oponente republicano.


A campanha eleitoral de Biden interrompeu as declarações políticas e trabalha para retirar do ar todos anúncios televisivos o mais rapidamente possível.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd107 ne9l7zo fragmento adaptado para esta questão)

Analise as afirmativas abaixo:

I.O vocábulo "são " destacado no texto, tem como sujeito "agentes do serviço secreto".
II.Em "As imagens extraordinárias de um desafiante Donald Trump que levanta o punho no ar, com sangue na cara, enquanto é retirado do palco por agentes do serviço secreto não são apenas históricas", se a palavra "imagens" fosse substituída por "imagem" seriam necessárias alterações de mais 4 palavras.
III.No trecho " E fontes policiais disseram a CBS News" o "a" deveria ser craseado.
IV.Em "O presidente Joe Biden apareceu na TV logo após o tiroteio e disse que não havia lugar na América para uma violência política como esta" A forma verbal "havia" pode ser substituída por "teria" sem prejudicar a correção gramatical.
V.Em "A campanha eleitoral de Biden interrompeu as declarações políticas", a expressão "as declarações políticas " é objeto direto de "interrompeu".
VI."A imagem — de Trump sangrando, com o punho no ar, sendo escoltado para longe — foi rapidamente postadas nas redes sociais por Eric Trump," A palavra destacada deveria estar flexionada no singular para concordar com "imagem".

A alternativa que apresenta as análises morfossintáticas e semânticas corretas é a: 
Alternativas
Q3356133 Português
O que são temperaturas extremas? Elas estão cada vez mais comuns e podem afetar a saúde


(Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2024/06/o-que-sao-temperaturasextremas-elas-estao-cada-vez-mais-comuns-e-podem-afetar-a-saude – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o trecho adaptado “A mudança climática afeta a Terra”, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3356132 Português
O que são temperaturas extremas? Elas estão cada vez mais comuns e podem afetar a saúde


(Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2024/06/o-que-sao-temperaturasextremas-elas-estao-cada-vez-mais-comuns-e-podem-afetar-a-saude – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o trecho adaptado “A mudança climática afeta a Terra”, assinale a alternativa que classifica corretamente o sujeito da oração. 
Alternativas
Q3356131 Português
O que são temperaturas extremas? Elas estão cada vez mais comuns e podem afetar a saúde


(Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2024/06/o-que-sao-temperaturasextremas-elas-estao-cada-vez-mais-comuns-e-podem-afetar-a-saude – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento “A entidade aponta, inclusive, que 2023 foi o ano mais quente já registrado”, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta a correta classificação das palavras sublinhadas, respectivamente. 
Alternativas
Respostas
3001: C
3002: A
3003: B
3004: C
3005: C
3006: D
3007: B
3008: B
3009: B
3010: C
3011: B
3012: C
3013: C
3014: A
3015: D
3016: B
3017: B
3018: B
3019: A
3020: D