Questões de Concurso Sobre português para fundatec

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Q2699905 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os principais tipos de relacionamentos ioiô


  1. Um tema de imensa importância e que se costuma não dar a devida atenção são os
  2. chamados relacionamentos ioiô. O que são esses relacionamentos? São aqueles em que o casal
  3. vive se separando e voltando poucos dias ou semanas depois. Esse tipo de relacionamento é
  4. dominado pela insegurança, medos, carências e, principalmente, pela imaturidade. Os casais
  5. que costumam fazer isso podem estar passando por diversos problemas ou dificuldades. Os
  6. maiores motivos para se embarcar nesses relacionamentos são a falta de sinceridade
  7. e transparência.
  8. Um caso clássico são aquelas pessoas que ___ uma autoestima infinitesimal ou tendendo a
  9. zero. Muitas dessas pessoas namoram alguém só para não ficarem sozinhas. Já ouviu aquela
  10. frase? “Ruim contigo, pior semtigo”? Pois é! É dessas pessoas que estou falando! Os
  11. relacionamentos ioiô nesses casos acontecem assim, um dos dois termina e tenta “encontrar
  12. alguém melhor”. Como encontrar alguém melhor se você mesmo não consegue ser melhor?
  13. Não se esforça para ser melhor? Não dá, meu amigo! Aí a pessoa fica carente e depois de
  14. tentativas em vão volta para a pessoa que não ama de verdade, volta só para não ficar sozinha
  15. e vive assim um pseudorrelacionamento. Para esses casos, a melhor saída é a busca de uma
  16. ajuda psicológica, para melhorar a autoestima, juntamente com a busca incessante pelo
  17. autoconhecimento.
  18. Um dos casos mais comuns são os namorados pilantras. Isso mesmo! Pilantras! Quem são
  19. os namorados pilantras? São aqueles que terminam dois ou três dias antes do carnaval e
  20. querem voltar dois ou três dias depois do carnaval. Por que será que eles fazem isso, hein?
  21. Acho que nem preciso responder, não é mesmo? Pois é! Esses são os namorados pilantras. Mas
  22. sabe de uma coisa! Muitos casais aceitam isso. Eu digo ___ você que o mais importante é se
  23. amar primeiro. Se você se ama e consegue ser feliz e equilibrado sozinho, pode ter certeza que
  24. isso que acabei de citar jamais acontecerá, porque você jamais permitirá que aconteça,
  25. entende?
  26. Outra possibilidade é a das pessoas com problemas mal resolvidos do passado. Esse pode
  27. ser um grande “abacaxi”, porque muitas delas sofrem de algo que denomino “medo de revelar
  28. os medos”. São pessoas que sentem que quando alguém está prestes a adentrar em seus
  29. territórios feridos das emoções, ou se fecha no seu mundo de sombras, ou muda totalmente o
  30. assunto. Vários relacionamentos ioiô passam por essas situações. O indivíduo que sofre desse
  31. medo se sente sufocado pelo outro, como se ele ou ela quisesse fazer um interrogatório sobre o
  32. seu passado. Para esse tipo de casal e situação, o meu conselho é simples e precioso. Evite
  33. conversar sobre o passado da outra pessoa! Lembre-se sempre da frase do grande Roberto
  34. Carlos: “o que passou não quero mais lembrar, só quero ter você aqui…”. Dessa forma, a
  35. pessoa se sentirá muito mais confortável e segura.
  36. Outro caso um pouco mais sutil e complexo acontece com as pessoas nostálgicas. Esse tipo
  37. de relacionamento ioiô mexe com o inconsciente do indivíduo, por isso ele é mais complexo.
  38. Como acontecem esses casos? Um dos dois termina e aquele mais nostálgico fica sofrendo em
  39. demazia ao lembrar os melhores momentos que o casal passou junto, e como a nostalgia
  40. sempre é a lembrança de algo bom e carregado de emoções positivas, a pessoa desvia seus
  41. pensamentos daquilo que foi conflituoso e levou ao rompimento amoroso e volta a pensar no
  42. relacionamento em suas fases mais iniciais, que certamente estavam carregadas de emoções
  43. positivas e, acima de tudo, de paixão. Dessa forma, a pessoa também fica carente
  44. e “louca” para voltar o relacionamento, o que acaba acontecendo. Porém, a realidade mostra
  45. que já não existe mais paixão e dentro de pouco tempo um dos dois decide terminar mais uma
  46. vez, e fica um ciclo quase interminável de terminar-voltar-terminar-voltar! Você se identificou
  47. com essa possibilidade? Ela é mais comum do que se imagina…
  48. Existem outras possibilidades, mas acho que falei as principais. Evite os relacionamentos
  49. ioiô, pois eles só revelam medos, inseguranças, carências e, principalmente, infantilidades.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-principais-tipos-derelacionamentos-ioio/. Acesso em 26 mar. 2019.

Qual dos seguintes termos é sinônimo da palavra “infinitesimal” (l. 08), localizada no texto?

Alternativas
Q2699876 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os principais tipos de relacionamentos ioiô


  1. Um tema de imensa importância e que se costuma não dar a devida atenção são os
  2. chamados relacionamentos ioiô. O que são esses relacionamentos? São aqueles em que o casal
  3. vive se separando e voltando poucos dias ou semanas depois. Esse tipo de relacionamento é
  4. dominado pela insegurança, medos, carências e, principalmente, pela imaturidade. Os casais
  5. que costumam fazer isso podem estar passando por diversos problemas ou dificuldades. Os
  6. maiores motivos para se embarcar nesses relacionamentos são a falta de sinceridade
  7. e transparência.
  8. Um caso clássico são aquelas pessoas que ___ uma autoestima infinitesimal ou tendendo a
  9. zero. Muitas dessas pessoas namoram alguém só para não ficarem sozinhas. Já ouviu aquela
  10. frase? “Ruim contigo, pior semtigo”? Pois é! É dessas pessoas que estou falando! Os
  11. relacionamentos ioiô nesses casos acontecem assim, um dos dois termina e tenta “encontrar
  12. alguém melhor”. Como encontrar alguém melhor se você mesmo não consegue ser melhor?
  13. Não se esforça para ser melhor? Não dá, meu amigo! Aí a pessoa fica carente e depois de
  14. tentativas em vão volta para a pessoa que não ama de verdade, volta só para não ficar sozinha
  15. e vive assim um pseudorrelacionamento. Para esses casos, a melhor saída é a busca de uma
  16. ajuda psicológica, para melhorar a autoestima, juntamente com a busca incessante pelo
  17. autoconhecimento.
  18. Um dos casos mais comuns são os namorados pilantras. Isso mesmo! Pilantras! Quem são
  19. os namorados pilantras? São aqueles que terminam dois ou três dias antes do carnaval e
  20. querem voltar dois ou três dias depois do carnaval. Por que será que eles fazem isso, hein?
  21. Acho que nem preciso responder, não é mesmo? Pois é! Esses são os namorados pilantras. Mas
  22. sabe de uma coisa! Muitos casais aceitam isso. Eu digo ___ você que o mais importante é se
  23. amar primeiro. Se você se ama e consegue ser feliz e equilibrado sozinho, pode ter certeza que
  24. isso que acabei de citar jamais acontecerá, porque você jamais permitirá que aconteça,
  25. entende?
  26. Outra possibilidade é a das pessoas com problemas mal resolvidos do passado. Esse pode
  27. ser um grande “abacaxi”, porque muitas delas sofrem de algo que denomino “medo de revelar
  28. os medos”. São pessoas que sentem que quando alguém está prestes a adentrar em seus
  29. territórios feridos das emoções, ou se fecha no seu mundo de sombras, ou muda totalmente o
  30. assunto. Vários relacionamentos ioiô passam por essas situações. O indivíduo que sofre desse
  31. medo se sente sufocado pelo outro, como se ele ou ela quisesse fazer um interrogatório sobre o
  32. seu passado. Para esse tipo de casal e situação, o meu conselho é simples e precioso. Evite
  33. conversar sobre o passado da outra pessoa! Lembre-se sempre da frase do grande Roberto
  34. Carlos: “o que passou não quero mais lembrar, só quero ter você aqui…”. Dessa forma, a
  35. pessoa se sentirá muito mais confortável e segura.
  36. Outro caso um pouco mais sutil e complexo acontece com as pessoas nostálgicas. Esse tipo
  37. de relacionamento ioiô mexe com o inconsciente do indivíduo, por isso ele é mais complexo.
  38. Como acontecem esses casos? Um dos dois termina e aquele mais nostálgico fica sofrendo em
  39. demazia ao lembrar os melhores momentos que o casal passou junto, e como a nostalgia
  40. sempre é a lembrança de algo bom e carregado de emoções positivas, a pessoa desvia seus
  41. pensamentos daquilo que foi conflituoso e levou ao rompimento amoroso e volta a pensar no
  42. relacionamento em suas fases mais iniciais, que certamente estavam carregadas de emoções
  43. positivas e, acima de tudo, de paixão. Dessa forma, a pessoa também fica carente
  44. e “louca” para voltar o relacionamento, o que acaba acontecendo. Porém, a realidade mostra
  45. que já não existe mais paixão e dentro de pouco tempo um dos dois decide terminar mais uma
  46. vez, e fica um ciclo quase interminável de terminar-voltar-terminar-voltar! Você se identificou
  47. com essa possibilidade? Ela é mais comum do que se imagina…
  48. Existem outras possibilidades, mas acho que falei as principais. Evite os relacionamentos
  49. ioiô, pois eles só revelam medos, inseguranças, carências e, principalmente, infantilidades.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-principais-tipos-derelacionamentos-ioio/. Acesso em 26 mar. 2019.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 08 e 22.

Alternativas
Q2699839 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

A qual classe gramatical pertence a palavra “bastante”, localizada na linha 33 do texto?

Alternativas
Q2699838 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

Quanto à oração absoluta retirada do texto, “percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença”, pode-se afirmar que o seu sujeito é:

Alternativas
Q2699837 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

Na frase extraída do texto, “somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo parece dar certo”, caso o verbo ‘ser’ fosse flexionado no singular (sou), quantas outras palavras precisariam ter a grafia modificada para manter a correta concordância verbo-nominal?

Alternativas
Q2699836 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

Levando-se em consideração exclusivamente o que o texto explicita, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2699835 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra retirada do texto cujo encontro consonantal ocorre em sílabas diferentes.

Alternativas
Q2699834 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

Assinale a alternativa que contém a preposição que preenche corretamente a lacuna tracejada do texto (l. 14).

Alternativas
Q2699833 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

Por qual das seguintes opções a palavra “inevitavelmente” (l. 24) pode ser substituída, sem gerar distorções à mensagem expressa no texto?

Alternativas
Q2699832 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

Assinale a alternativa que contém uma palavra retirada do texto grafada INCORRETAMENTE.

Alternativas
Q2699831 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

A palavra “tampouco”, localizada na linha 15 do texto, é classificada como advérbio de:

Alternativas
Q2699665 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

As formas verbais “exista” e “tenha”, localizadas na linha 07 do texto, estão conjugadas no:

Alternativas
Q2699663 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Qual das seguintes alternativas apresenta as preposições que preenchem, correta e respectivamente, as linhas tracejadas do texto (l. 32)?

Alternativas
Q2699659 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Qual das seguintes propostas de pontuação no lugar dos parênteses localizados na linha 15 do texto mantém a coerência da mensagem, sem, portanto, truncá-la ou distorcê-la?

Alternativas
Q2699657 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Uma das finalidades dos pronomes é servir como recurso coesivo, retomando termos anteriormente mencionados num texto. Tomando-se por base esse pressuposto, considere as seguintes afirmações:


I. O pronome “seu” (l. 17) está retomando diretamente “grandes cidades” (l. 16).

II. O pronome “elas” (l. 21) está retomando diretamente “as atuais gerações” (l. 20-21).

III. O pronome “seu” (l. 38) está retomando diretamente “igreja” (l. 38).


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2699653 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Com base exclusivamente no que o texto explicita, é correto afirmar que o autor:

Alternativas
Q2699637 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Tomando-se o exemplo da palavra “pré-requisito”, localizada no texto, qual das seguintes alternativas contém outra palavra corretamente hifenizada?

Alternativas
Q2699633 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Na frase extraída do texto, “Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é um mundo de pessoas”, se o vocábulo “desenvolvimento” fosse flexionado no plural, quantas outras palavras precisariam ter a grafia modificada para garantir a correta concordância verbo-nominal?

Alternativas
Q2699631 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Por qual das seguintes conjunções ou locuções conjuntivas o vocábulo “logo”, situado na linha 30 do texto, pode ser substituído de modo a não haver distorção quanto ao sentido original da mensagem?

Alternativas
Q2699627 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Qual das seguintes palavras retiradas do texto possui igual quantidade de letras e fonemas?

Alternativas
Respostas
10661: D
10662: B
10663: A
10664: E
10665: C
10666: D
10667: D
10668: B
10669: A
10670: E
10671: C
10672: A
10673: E
10674: D
10675: E
10676: C
10677: A
10678: D
10679: B
10680: C