Questões de Concurso Sobre português para fundatec

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Q2708757 Português

Instrução: Para responder às questões de números 31 a 40, consulte o texto abaixo quando necessário.


Desejar o bem a outras pessoas pode aliviar a ansiedade, diz estudo


  1. Praticar atividade física, fazer atividades que _____ prazer, meditar… Por mais
  2. prazerosos que esses hábitos pareçam, _____-los na rotina, muitas vezes, acaba deixando o dia
  3. a dia mais estressante do que o contrário. Claro que uma vida saudável (física e
  4. emocionalmente) passa por essas atividades, mas __ maneiras ainda mais singelas de melhorar
  5. a sensação de bem-estar. O simples fato de olhar para outra pessoa e desejar sua felicidade,
  6. por exemplo, pode diminuir sintomas como estresse e ansiedade.
  7. É o que mostra um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de
  8. Iowa, nos Estados Unidos, e publicado no periódico científico Journal of Happiness Studies. O
  9. experimento pediu que os participantes caminhassem por 12 minutos e focassem em
  10. determinados pensamentos ao encontrar outras pessoas.
  11. Os voluntários da pesquisa foram divididos em quatro grupos, cada um encarregado de
  12. imaginar algo diferente enquanto batia o olho em outro indivíduo. Nada de dar uma de bommoço
  13. de propósito: todos foram encorajados ___ produzir pensamentos e sensações genuínas
  14. durante o teste.
  15. O primeiro grupo devia desejar felicidade a quem encontrasse, mentalizando a frase “Eu
  16. desejo que essa pessoa seja feliz”. O segundo se concentrou em pensar na conexão que eles
  17. possuem com o outro, imaginando que pudessem manter uma ambição ou sentimentos em
  18. comum, por exemplo. Participantes do terceiro grupo deveriam focar apenas em si mesmos,
  19. colocando o próximo em um patamar inferior durante a troca de olhares. Já o quarto serviu
  20. como “controle”. Quem ficou neste grupo deveria levar em conta apenas o aspecto visual das
  21. pessoas, como as roupas e cores que estavam vestindo.
  22. Antes e depois do experimento, os pesquisadores fizeram entrevistas com cada
  23. participante para medir níveis de ansiedade e estresse. O grupo dedicado a mentalizar a
  24. felicidade se sentiu mais empático, preocupado com o outro e, principalmente, feliz. Da mesma
  25. forma, o segundo grupo, que deveria tentar se colocar no lugar do outro, apresentou maiores
  26. níveis de empatia e conexão.
  27. Como é de se imaginar, o terceiro grupo, o dos soberbos, não teve melhora em nenhuma
  28. das características. Esse dado contrasta resultados de pesquisas anteriores, que mostraram que
  29. o ato de se comparar com outras pessoas poderia amenizar o sentimento de alguém que
  30. estivesse mal consigo mesmo ou com baixa autoestima. Esse tipo de estratégia competitiva,
  31. aliás, já foi relacionada como causa de depressão e ansiedade.
  32. Desejar o bem ao próximo faz bem independentemente da personalidade. A pesquisa
  33. também mostra que tantas pessoas naturalmente empáticas quanto as mais narcisistas
  34. aproveitam os benefícios dos bons pensamentos. Precisa dar uma amenizada na correria do dia
  35. a dia? Mandar pensamentos positivos para seu vizinho pode ser uma boa.


(Fonte: Maria Clara Rossini - https://super.abril.com.br/comportamento - texto adaptado, publicado em 5 abril 2019)

No que tange ao uso de acentos gráficos bem como às justificativas para tal e também levando em conta as flexões de pessoa, número, tempo e modo de verbos, avalie as assertivas que seguem sobre palavras que completam lacunas do texto e assinale V, se verdadeiras ou F, se falsas.


( ) A flexão correta do verbo dar no presente do subjuntivo, que completa a lacuna da linha 01, deve receber acento gráfico, no caso o circunflexo, a fim de atender à regra que determina o acento em palavras terminadas em –em.


( ) Na linha 02, o verbo incluir, ao complementar a lacuna, deve ser flexionado na segunda pessoa do singular, obedecendo às regras de concordância em caso de sujeito simples – composto por apenas um núcleo no singular. Nesse caso, a forma verbal, por estar acompanhada de um pronome pessoal oblíquo, não deve ser acentuada, visto o deslocamento da sílaba tônica, que recai sobre o pronome.


( ) Acentuam-se com o acento adequado os vocábulos oxítonos e os monossílabos terminados em –a, –e, –o, seguidos ou não de s, como se observa na forma verbal , que completa, correta e adequadamente, a lacuna da linha 04 ao ser flexionada no presente do indicativo.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2708649 Português

As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os Movimentos Literários às suas respectivas características.

Coluna 1

1. Classicismo.

2. Romantismo.

3. Simbolismo.

4. Modernismo.

Coluna 2

( ) Retomada das questões sociais, visão crítica da realidade, originalidade, humor, ruptura com o passado, liberdade formal e expressiva.

( ) Predomínio da emoção e do subjetivismo, nacionalismo, evocação da Idade Média, gosto pelo exótico, idealização amorosa, fascínio pela morte.

( ) Predomínio da Subjetividade, fascínio pela morte e pelo sonho, valorização das sensações, vaguidão.

( ) Antropocentrismo, recuperação de modelos da Antiguidade, separação entre literação e música, clareza, harmonia e equilíbrio.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2708646 Português

As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).

Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas, mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.

E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

Avalie as afirmações acerca de vocábulos do fragmento acima:

I. O pronome ‘nos’ está em próclise devido à ocorrência de um pronome relativo antes do verbo na oração.

II. Nas duas ocorrências, o ‘mas’ exerce a mesma função, estabelecendo a mesma relação de sentido.

III. O vocábulo ‘obstinadamente’ é formado por sufixação.

IV. Todos os vocábulos negritados na última linha do fragmento têm, cada um deles, mais letras que fonemas.

Quais estão corretas?

Alternativas
Q2708644 Português

As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).

Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. Parece fácil: “escrever a respeito das coisas é fácil”, já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.

Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.

Sobre a palavra ‘se’, avalie as afirmações que seguem:

I. A primeira ocorrência da palavra ‘se’ classifica-se como conjunção subordinativa, expressando ideia de condicão.

II. Em ‘recriar-se’, o ‘se’ funciona como pronome apassivador.

III. Em ‘amar-se’, a partícula ‘se’ é pronome reflexivo.

Quais estão corretas?

Alternativas
Q2708641 Português

As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).

Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.

Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.

Avalie as seguintes afirmações sobre o fragmento acima:

I. O sujeito da forma verbal ‘é’, em suas duas ocorrências, é determinado; o primeiro é representado por um verbo substantivado; o segundo, é implícito (ou elíptico), visto que não está expresso, mas se deduz no contexto.

II. A substituição de ‘somos’ por ‘sou’ implicaria a alteração de outros três vocábulos, a fim de manter a correção gramatical do período.

III. O verbo ‘ter’, flexionado no período, tem acento circunflexo em virtude do tipo de sujeito que o rege.

Quais estão corretas?

Alternativas
Q2708635 Português

As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).

Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.

Sobre a pontuação no fragmento acima, analise as seguintes assertivas:

I. A vírgula da primeira linha é usada para separar orações, já as duas primeiras da segunda linha separam termos de mesma função.

II. As vírgulas que separam a expressão ‘é claro’ poderiam ser suprimidas sem causar incorreção ao fragmento.

III. A vírgula da terceira linha está sendo utilizada pela mesma razão que as duas da quarta linha.

Quais estão corretas?

Alternativas
Q2708626 Português

As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).

Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas.

Os vocábulos ‘frívolos’ e ‘atordoamento’ podem ser substituídos, sem causar incorreção ao texto, respectivamente, por:

Alternativas
Q2708620 Português

As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).

Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.

Avalie os seguintes vocábulos retirados do fragmento acima.

I. Muitas.

II. Nada.

III. Outras.

IV. Alguma.

Quais NÃO se referem à ‘porta’?

Alternativas
Q2708618 Português

As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).

O problema é que, quando menos se espera, ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.

Sem ter programado, a gente pára pra pensar.

Em relação ao fragmento acima, analise as seguintes assertivas:

I. A primeira linha do fragmento tem, em sua constituição, orações subordinadas substantivas, adjetivas e adverbiais.

II. Evidencia-se um erro de acentuação gráfica, considerando a Reforma Ortográfica vigente.

III. No último período do fragmento, é uma oração absoluta – um período simples, portanto.

Quais estão corretas?

Alternativas
Q2708617 Português

As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).

Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.

Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: “Parar pra pensar, nem pensar!”

No fragmento acima, sobre as duas ocorrências do pronome demonstrativo ‘isso’, pode-se afirmar que:

I. Constituem-se, conforme Brown & Yule (in Koch), em um tipo de correferência denominada forma elidida de substituição.

II. As duas ocorrências representam formas remissivas gramaticais livres.

III. Ambas as ocorrências atuam anaforicamente.

Quais estão corretas?

Alternativas
Q2708609 Português

As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade, embora pareça que ainda estamos vivos.

Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova à cada gole bebido.

No fragmento acima, nas duas ocorrências da palavra ‘a’, devidamente negritadas, é possível identificar:

I. Um erro de crase, visto que, na segunda ocorrência, não é possível o uso dessa marca na linguagem.

II. Um erro de crase, visto que na primeira ocorrência identificam-se as duas condições necessárias para sua ocorrência.

III. Nenhum erro em relação às duas ocorrências, visto que, nos dois casos, observa-se a correção gramatical.

IV. Que apenas uma das ocorrências está correta; no caso, a primeira, pois trata-se de uma preposição.

Quais estão INCORRETAS?

Alternativas
Q2708267 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

A respeito da acentuação de palavras no texto, analise as seguintes assertivas, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) ‘Alguém’ e ‘também’ classificam-se por serem oxítonas terminadas em ‘m’.

( ) ‘É’ e ‘lá’ são classificadas como monossílabos tônicos.

( ) As palavras ‘histórias’ e ‘música’ classificam-se em função da mesma regra.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2708266 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

Analise as seguintes propostas de alteração no texto:


I. ‘vorazmente’ (l. 08) por ‘de forma voraz’.

II. ‘deparam-se’ (l. 15) por ‘encontram’.

III. ‘se dão conta’ (l. 20) por ‘percebem’.


Quais alterações precisam de ajustes na estrutura da frase em que estão inseridas para fins de concordância?

Alternativas
Q2708265 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

A respeito da pontuação do texto, analise as seguintes assertivas, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Na linha 25, o travessão poderia ser substituído por dois-pontos sem acarretar problemas à frase.

( ) A segunda e a terceira vírgulas da linha 07 marcam o deslocamento de um adjunto adverbial.

( ) O ponto final da linha 13 (1ª ocorrência) poderia ser substituído por uma vírgula sem acarretar incorreção à frase, desconsiderando necessidade de alteração de letras maiúsculas para minúsculas.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2708264 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

Analise as assertivas a seguir a respeito da partícula ‘se’:


I. Na linha 22, classifica-se como pronome reflexivo.

II. Na linha 24, classifica-se como índice de indeterminação do sujeito.

III. Na linha 32, classifica-se como uma conjunção.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2708263 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

Considerando o primeiro e o segundo parágrafo do texto, analise as seguintes assertivas:


I. A repetição do verbo ‘prive’ pelo autor do texto pode ser entendida como uma intenção de chamar mais a atenção do leitor para a questão da privação de alguns aspectos do desenvolvimento das crianças e suas consequências.

II. Se quiséssemos substituir essa palavra para não mais haver repetição, poderíamos escolher um dos seguintes sinônimos: ‘negar’, ‘impedir’ ou ‘proibir’. No entanto, alterações na estrutura da frase seriam necessárias para fins de correção.

III. O verbo ‘prive’ (todas as ocorrências) está flexionado no imperativo.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2708262 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

A respeito da ocorrência de pronomes no texto, analise as seguintes assertivas:


I. O pronome ‘eles’ (l. 07) retoma ‘danos’ (l. 06).

II. O pronome ‘lhes’ (l. 09) retoma ‘corpos saudáveis’ (l. 07).

III. O pronome ‘lhes’ (l. 15) retoma ‘outras pessoas’ (l. 14).


Quais estão INCORRETAS?

Alternativas
Q2708261 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

Considerando o contexto, qual o significado da palavra inanição (l. 30)?

Alternativas
Q2708260 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

Considerando as ideias presentes no texto, analise as seguintes assertivas:


I. Nos dois primeiros parágrafos do texto, há uma comparação entre as necessidades físicas e mentais/intelectuais das crianças.

II. No texto, podemos encontrar dois tipos de fome: aquela em relação à falta de alimento, e uma outra no sentido de falta de cultura, no caso, uma fome intelectual e cultural.

III. De acordo com o autor, toda criança que não tem contato com a arte torna-se um indivíduo incapaz, apresentando deficiência na área intelectual.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2708259 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

A respeito do uso da crase, preencha, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 39 e 40.

Alternativas
Respostas
10481: D
10482: B
10483: E
10484: D
10485: D
10486: A
10487: A
10488: B
10489: C
10490: E
10491: D
10492: C
10493: E
10494: A
10495: D
10496: E
10497: B
10498: A
10499: D
10500: A