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De acordo com Cunha e Cintra, a respeito de ortografia, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Para reproduzirmos na escrita as palavras de nossa língua, empregamos um certo número de sinais gráficos chamados letras e acentos gráficos; o conjunto ordenado de letras de que nos servimos para transcrever os sons que representam as ideias denomina-se vocábulo, o qual, hoje constitui-se de 23 letras.
( ) O acento pode ser agudo, grave ou circunflexo. O agudo é empregado para assinalar as vogais tônicas fechadas i e u, e as vogais tônicas abertas e semiabertas a, e e o. O acento grave é empregado para indicar a crase da preposição a com a forma feminina do artigo (a, as) e com os pronomes demonstrativos a(s), aquele(s), aquilo. O circunflexo é empregado para indicar o timbre semifechado das vogais tônicas a, e e o.
( ) O apóstrofo serve para assinalar a inserção de um fonema – geralmente de uma vogal – no texto lírico, em certas pronúncias populares e em palavras compostas ligadas pela preposição de.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Considere as seguintes assertivas acerca da conceituação, tipos e representação de fonemas:
I. Conforme descreve Azeredo, em sua Gramática Houaiss, em português há, basicamente, duas espécies de fonemas: vogais e consoantes. Esta distinção baseia-se em dois critérios: o modo de produzir o som e a situação deles na sílaba.
II. De acordo com Cunha e Cintra, em Nova Gramática do Português, os sons de nossa fala resultam quase todos da ação de certos órgãos sobre a corrente de ar vinda dos pulmões. Para a sua produção, três condições são necessárias: a corrente de ar; um obstáculo encontrado por essa correte de ar; uma caixa de ressonância.
III. Segundo Bechara, em Moderna Gramática Portuguesa, fonema, fone e alofone devem ser representados na escrita da mesma maneira, fazendo–se uso de barras, colchetes e travessões, respectivamente, para que se identifique cada um deles.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Uma semana de trabalho de 4 dias?
Por Luciana Lima
- Um final de semana estendido é o sonho de muitos profissionais — e desde novembro do
- ano passado essa é a realidade de alguns funcionários da Vockan, empresa de tecnologia que
- desenvolve sistemas de ERP e soluções para a indústria de manufatura, com sede em São Paulo.
- De novembro do ano passado ___ março deste ano, a companhia, que possui 100
- funcionários, realizou um projeto piloto e reduziu de 5 para 4 dias a semana de trabalho de cerca
- de dez funcionários da área de suporte ao cliente, sem a diminuição de salário.
- “Percebemos que o time de suporte, dentro da empresa, era um dos que mais estavam
- estressados e com dificuldade de se adaptar ao modelo híbrido. Algo que tem um impacto direto
- no negócio porque são eles que lidam com o cliente final”, diz Fabrício Oliveira, CEO da Vockan.
- Para con...iliar um período de descanso maior dos funcionários e, ao mesmo tempo, garantir
- que não houvesse impacto na operação, a Vockan estabeleceu escalas. Metade do time, então,
- passou a fo...gar na segunda-feira e outra metade na sexta-feira.
- Além do desafio logístico para continuar funcionando normalmente, Oliveira conta que
- enfrentou ___ resistência dos líderes que temiam que a produtividade caísse. “Alguns chegaram
- a questionar: mas se eles estão com dificuldades para entregar resultados trabalhando cinco dias
- por semana, imagina como será com a jornada de apenas quatro dias?”, afirma.
- Mesmo assim, o executivo insistiu na ideia. “Eu já sabia que existiam empresas adotando
- uma jornada reduzida fora do Brasil. Além disso, também tomamos o cuidado de começar com
- uma área e testar o modelo antes de implementar na empresa toda”, diz Oliveira.
- Logo após o início do programa, a Vockan se tornou a primeira empresa brasileira a se filiar
- ___organização 4 Day Week Global, sem fins lucrativos, sediada na Nova Zelândia, que realiza
- testes com empresas ao redor do mundo que adotaram a jornada de 4 dias de trabalho.
- A 4 Day Week Global também irá avaliar o impacto da redução de jornada na Vockan, em
- uma análise que contará com empresas portuguesas que também adotaram a semana de quatro
- dias. Por enquanto, dados preliminares coletados pela própria Vockan mostram que o projeto foi
- bem-sucedido.
- De acordo com o executivo, além de impactar o engajamento e a qualidade de vida dos
- profissionais, a ideia da prática também é atrair talentos no disputado mercado de tecnologia.
- “Tem muita empresa que en...erga uma semana de trabalho de quatro dias como um custo
- extra. Mas, olhando os dados, além de não haver impacto na receita, a produtividade aumentou”,
- diz Oliveira. “Além disso, a prática vai trazer ganhos em termos de retenção e atração de talentos.
- Mesmo na área tech, o meu maior ativo são as pessoas. E pessoas esgotadas ou insatisfeitas
- impactam o negócio”, afirma.
(Disponível em: exame.com/carreira/apos-adotar-semana-de-trabalho-de-4-dias-empresas-brasileiras-veem-
produtividade-aumentar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O sistema de escalas visava à busca por uma operação eficiente com funcionários trabalhando mais horas.
II. O processo de início da nova jornada de trabalho foi gradativo.
III. Para o executivo da Vockan, a nova jornada trará ganhos tanto na produtividade quanto na manutenção de um quadro de funcionários de qualidade.
Quais estão corretas?
Com relação ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa INCORRETA.
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os gêneros e tipos textuais, assinale a alternativa que indica a análise correta do texto anterior.
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego dos recursos coesivos, analise as assertivas a seguir:
I. No trecho “Só o que sei é que”, tem-se um caso de coesão referencial no qual o pronome demonstrativo “o” é o sujeito da forma verbal “sei”.
II. Nas linhas 08-09, a repetição do termo “além de” é um mecanismo de coesão sequencial.
III. Na linha 19, o emprego do pronome possessivo “sua” é considerado um mecanismo coesivo referencial por empregar uma forma remissiva gramatical presa a um substantivo.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Nas linhas 04 e 05, no trecho, “porque dar aula é uma atividade, mas ser professor é muito mais do que isso”, pode-se dizer que está pressuposto que ser professor também é uma atividade.
II. No mesmo trecho destacado na assertiva anterior, também está pressuposto que ser professor é melhor do que dar aulas.
III. Nas linhas 25 e 26, no trecho “Às vezes é sofrido. Às vezes é maçante. Como todo amor.”, está pressuposto que o amor também é sofrido e maçante.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a linguagem empregada no texto, assinale a alternativa correta.
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica o tipo correto de complemento verbal sublinhado na oração a seguir: “Professor acaba por viver muitas vidas além da sua”.
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
A autora, na construção de seu texto, emprega como recurso estilístico a repetição da palavra “professor”, seguida de um verbo, no início de várias de suas frases. Assinale a alternativa que indica o nome correto da figura de construção que representa esse recurso.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A construção da cultura pelas dimensões ideológica e comportamental
Por Marcos José da Silveira Mazzotta e Maria Eloísa Famá D’Antino
- Numerosas são as concepções de cultura, consoantes ____ variadas vertentes teóricas. De
- início, é importante destacar que Sorokin, um dos clássicos autores da sociologia, ao abordar a
- estrutura do universo cultural, ressalta que a “cultura ideológica” consiste na totalidade dos
- valores e normas adotados por indivíduos e grupos interagentes, o que consolida o aspecto
- cultural da interação significativa. As ações e reações significativas, por meio das quais os
- conteúdos da “cultura ideológica” são objetivados e socializados, constituem sua “cultura
- comportamental” e, num terceiro nível, a “cultura material”, significando todos os demais
- objetos, veículos e energias materiais por meio dos quais a “cultura ideológica” se manifesta,
- socializa-se e se consolida. Assim, o sociólogo Sorokin salienta que “a cultura empírica total de
- uma pessoa ou grupo é constituída por esses três níveis de cultura: ideológico, comportamental
- e material”. Portanto, o universo cultural abarcando esses três níveis caracteriza a vida social
- que não se limita a objetos e fatos de um mundo natural, já que se constitui pelas ações,
- manifestações verbais, símbolos, textos, construções materiais de grande variedade e de sujeitos
- que se expressam por meio desses artefatos procurando entender aos outros e a si mesmos.
- Na evolução histórica do conceito de cultura, o pensador John Thompson distingue quatro
- tipos básicos de concepção, classificando-as como: clássica, descritiva, simbólica e estrutural. A
- primeira remonta aos séculos XVIII e XIX, quando o termo “cultura”, diferindo em certa medida
- do processo de “civilização”, era usado em referência a um processo de desenvolvimento
- intelectual ou espiritual. A segunda envolve um conjunto de valores, crenças, costumes,
- convenções, hábitos e práticas característicos de uma sociedade específica ou de um
- determinado período histórico. A terceira entende os fenômenos culturais como simbólicos e o
- estudo da cultura voltado basicamente para a interpretação dos símbolos e da ação simbólica.
- Considerando restritivas tais concepções, aquele teórico formula, então, a que chama de
- “concepção estrutural de cultura”, propondo que “os fenômenos culturais podem ser entendidos
- como formas simbólicas em contextos estruturados, e a análise cultural pode ser pensada como
- o estudo da constituição significativa e da contextualização social das formas simbólicas”.
- Numa breve interpretação, podemos entender que as interações significativas ocorridas em
- contextos estruturados constroem a cultura pelas dimensões ideológica e comportamental.
- Nesse sentido, cabe ressaltar a construção e sedimentação de estigmas, estereótipos, padrões
- de beleza, dentre outras formas simbólicas acompanhadas de atitudes e ações em relação a
- pessoas que se encontram em determinadas condições individuais e sociais e que em contextos
- específicos passam a ser discriminadas negativa ou positivamente, tendo favorecida a
- concretização de situações de inclusão ou exclusão nos variados espaços da vida social. Situações
- de segregação, marginalização ou exclusão, de quem quer que seja, concretizam atitudes que
- se configuram como violência simbólica. E, como bem observa Habermas, a violência simbólica
- se dá sempre que uma pessoa é impedida de defender os seus próprios interesses.
- Historicamente, as pessoas que apresentam diferenças muito acentuadas em relação à
- maioria das pessoas constituem-se alvo das mais diversas estratégias de violência simbólica. Um
- dos segmentos populacionais reiteradamente colocados nessa posição tem sido o composto de
- pessoas com deficiências físicas, mentais, sensoriais ou múltiplas, além daquelas que
- apresentam outros transtornos de desenvolvimento. Elementos como funcionalidade e
- incapacidade, bem como fatores contextuais de ordem pessoal e ambiental, são fundamentais
- para a melhor compreensão das implicações individuais e sociais das deficiências. Fatores
- contextuais, portanto, concretizam-se, muitas vezes, em situações limitadoras impostas pelo
- ambiente físico e social que, defrontadas com as condições individuais, ampliam as desvantagens
- sociais da pessoa com deficiência.
(Disponível em: chromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.scielo.br/j/sausoc/a/mKFs9J9rSbZZ5hr65TFSs5H/?format=pdf&lang=pt – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com o intuito de preservar a mensagem original do texto, a locução conjuntiva em destaque na linha 12 NÃO pode ser substituída por:
I. ao passo que.
II. uma vez que.
III. pois.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Viciada em se apaixonar?
Por Julia Minhoto
01 A química cerebral está amplamente conectada com as nossas emoções e o vício por
02 sentir também é comum na maioria das pessoas: dentre os hormônios liberados pelo nosso
03 cérebro quando nos apaixonamos, a adrenalina, responsável pelo frio na barriga e a excitação,
04 pode gerar aquela necessidade de sempre ter alguém para ficar minimamente ob...ecada. Se
05 você não conhece alguém assim, talvez você seja essa pessoa.
06 Mas você sabia que existem diversos malefícios nesse tipo de comportamento? A
07 psicóloga clínica com formação em Terapias Cognitivas, neuropsicóloga e especialista em
08 relacionamentos, Ana Paula Torres, ajuda-nos a desvendar a mente de quem é viciada em se
09 apaixonar.
10 De acordo com a especialista, uma pessoa que vive ___ circunstâncias geralmente coloca
11 o outro como protagonista em sua vida, ____ é através de uma segunda pessoa que ela se
12 proporciona o prazer que está buscando. “O foco da vida dessa pessoa não está sobre ela,
13 podendo transformá-la até mesmo em alguém obsessivo”, explica. “A parte individual dessa
14 pessoa enquanto indivíduo acaba negligenciada, sempre em segundo plano”, acrescenta.
15 Viver um tempo em plena solitude é necessário para o autoconhecimento. Mesmo dentro
16 de relacionamentos, é importante prezar pela individualidade e experiências pessoais.
17 Entretanto, alguém não saber estar sozinho se relaciona, muitas vezes, ao vício pela paixão que
18 pode ser explicado de maneira neurológica, envolvendo a química cerebral.
19 “A necessidade de se apaixonar se dá pela adrenalina, e esse sentimento provoca essas
20 reações. Isso faz com que essa pessoa se sinta mais viva, disposta e animada“, conta.
21 Entretanto, essa sensação tem curta duração. Sendo assim, uma vez que a paixão acaba,
22 a pessoa que está viciada nesse sentimento tende a tomar atitudes que farão que ela se sinta
23 assim novamente. “Mesmo que ela rompa um relacionamento, ela terá a necessidade de se sentir
24 apaixonada novamente, então ela buscará novas relações que podem fazê-la sentir o êxtase do
25 estado inicial de um relacionamento”, explica Ana Paula.
26 Primordialmente, a neuropsicóloga ressalta que essa não é a condição final da paciente,
27 mas sim a consequência de algumas circunstâncias ___ essa pessoa vivenciou que refletiram no
28 modo dela de se relacionar com os outros. Ou seja, assim como todo vício, esse comportamento
29 pode ser proveniente da infância, da criação ou de reproduções de suas relações anteriores.
(Disponível em: claudia.abril.com.br/amor-e-sexo/viciada-em-relacionamentos-isso-pode-interferir-negativamente-na-sua-vida/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 23, a locução conjuntiva “mesmo que” apresenta o sentido de ________ e poderia ser substituída por ________ sem prejuízo à correção ou ao sentido do texto.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Uma advertência que vira virtude
Por Fabrício Carpinejar

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/08/uma-advertencia-que-viravirtude-clljxsrco000101523sa0ujwx.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Você reclamava que não tinha um tênis de marca, ou que não poderia comprar um caderno com a estampa do momento, ou que não dispunha de uma roupa da moda, ou que deveria voltar mais cedo de uma festa”.
Uma advertência que vira virtude
Por Fabrício Carpinejar

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I. A palavra destacada é um adjetivo. II. Caso seja suprimido o prefixo in-, a palavra resultante não existe em português. III. A palavra destacada pode ser empregada somente junto a palavras masculinas.
Quais estão corretas?
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Por Fabrício Carpinejar

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