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Q2609957 Português

O Alpinista de cancela


Por Fabrício Carpinejar


  1. Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
  2. o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
  3. Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
  4. motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
  5. Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
  6. quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
  7. à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
  8. Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
  9. contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
  10. uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
  11. Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
  12. a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
  13. Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
  14. pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
  15. montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
  16. acesso.
  17. Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
  18. de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
  19. provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
  20. e não capricha. Encalha na passagem.
  21. Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
  22. da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
  23. temer um desastre.
  24. A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
  25. ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
  26. mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
  27. Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
  28. irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “proeza” (l. 04) sem causar alterações significativas ao sentido do trecho em que ocorre.

Alternativas
Q2609956 Português

O Alpinista de cancela


Por Fabrício Carpinejar


  1. Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
  2. o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
  3. Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
  4. motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
  5. Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
  6. quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
  7. à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
  8. Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
  9. contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
  10. uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
  11. Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
  12. a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
  13. Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
  14. pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
  15. montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
  16. acesso.
  17. Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
  18. de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
  19. provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
  20. e não capricha. Encalha na passagem.
  21. Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
  22. da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
  23. temer um desastre.
  24. A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
  25. ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
  26. mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
  27. Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
  28. irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).

A palavra “infindáveis” foi formada a partir da junção do prefixo in- ao vocábulo “findáveis”, conferindo a ela um sentido negativo. Assinale a alternativa que apresenta palavra formada pela adição do mesmo prefixo e com o mesmo significado.

Alternativas
Q2609955 Português

O Alpinista de cancela


Por Fabrício Carpinejar


  1. Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
  2. o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
  3. Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
  4. motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
  5. Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
  6. quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
  7. à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
  8. Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
  9. contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
  10. uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
  11. Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
  12. a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
  13. Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
  14. pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
  15. montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
  16. acesso.
  17. Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
  18. de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
  19. provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
  20. e não capricha. Encalha na passagem.
  21. Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
  22. da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
  23. temer um desastre.
  24. A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
  25. ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
  26. mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
  27. Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
  28. irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a ortografia da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 05, 17 e 25.

Alternativas
Q2609954 Português

O Alpinista de cancela


Por Fabrício Carpinejar


  1. Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
  2. o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
  3. Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
  4. motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
  5. Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
  6. quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
  7. à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
  8. Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
  9. contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
  10. uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
  11. Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
  12. a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
  13. Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
  14. pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
  15. montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
  16. acesso.
  17. Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
  18. de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
  19. provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
  20. e não capricha. Encalha na passagem.
  21. Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
  22. da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
  23. temer um desastre.
  24. A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
  25. ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
  26. mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
  27. Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
  28. irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma possibilidade correta de reescrita do trecho a seguir sem que sejam causadas alterações significativas a ele:


Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação.

Alternativas
Q2609947 Português

O Alpinista de cancela


Por Fabrício Carpinejar


  1. Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
  2. o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
  3. Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
  4. motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
  5. Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
  6. quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
  7. à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
  8. Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
  9. contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
  10. uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
  11. Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
  12. a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
  13. Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
  14. pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
  15. montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
  16. acesso.
  17. Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
  18. de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
  19. provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
  20. e não capricha. Encalha na passagem.
  21. Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
  22. da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
  23. temer um desastre.
  24. A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
  25. ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
  26. mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
  27. Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
  28. irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:


I. Quando fica preso na saída, o motorista é cercado por novos amigos, mas isso o deixa nervoso.

II. Para o autor, ao tentar se esticar para fora do carro, o motorista toma uma decisão errada que piora sua situação.

III. O autor estabelece uma relação entre a dificuldade de recuar no caso da cancela e situações da vida em que insistimos num erro.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2609922 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a concordância verbal, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 11 e 13.

Alternativas
Q2609921 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento retirado do texto “Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor que agora bate a sua porta”, assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem predominante.

Alternativas
Q2609920 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que poderia substituir o vocábulo “exclusiva” (l. 07).

Alternativas
Q2609919 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta o correto referente do vocábulo “ele” (l. 30).

Alternativas
Q2609918 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que classifica corretamente o vocábulo “tradicional” (l. 04).

Alternativas
Q2609917 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento retirado do texto “Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem inviolável da cumplicidade”, pelo trecho sublinhado, infere-se predominantemente que a cumplicidade:

Alternativas
Q2609916 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento retirado do texto “A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida, o que não é justo”, infere-se predominantemente que o autor:

Alternativas
Q2609915 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento retirado do texto “Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes versões, do passado por completo”, infere-se predominantemente que a morte de alguém engloba:

Alternativas
Q2609914 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Numere as assertivas a seguir, em ordem crescente, de acordo com sua ordem de abordagem no texto.


( ) A viuvez não se limita a estar em um relacionamento com o parceiro no momento da sua morte, mas abrange todas as fases e idades anteriores.

( ) O impacto emocional da morte de um ex-amor pode ser avassalador, trazendo à tona memórias, emoções e um profundo pesar pela vida não vivida.

( ) A morte de um ex-cônjuge pode levar uma pessoa a se sentir viúva, independentemente do tempo desde a separação.

( ) Cada relacionamento significativo na vida de alguém que morreu pode gerar um sentimento de viuvez legítimo e valioso, não importando a ordem cronológica dos casamentos.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2609913 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a ortografia em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 01, 06 e 08.

Alternativas
Q2609499 Português

“Vamos meter o pé”


Por Leandro Prazeres e João da Mata


  1. Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
  2. trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
  3. tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
  4. advinda da morte do marido, há 21 anos.
  5. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
  6. mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
  7. ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
  8. Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
  9. da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
  10. prestações. Por último ▲foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
  11. Odila ia descrevendo a casa.
  12. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
  13. trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
  14. paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
  15. de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
  16. disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
  17. com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
  18. do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
  19. Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
  20. alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
  21. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
  22. fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
  23. “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
  24. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
  25. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
  26. de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
  27. levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
  28. ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
  29. encobriu todas as casas, ele contou.


(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o trecho a seguir, retirado do texto, e assinale a alternativa que apresenta uma análise correta sobre a estrutura morfossintática do período e o emprego das classes das palavras.


“O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro disse ter uma relação especial com a vizinhança: ‘Ajudei a construir metade dessa vila’, contou com a voz embargada”.

Alternativas
Q2609495 Português

“Vamos meter o pé”


Por Leandro Prazeres e João da Mata


  1. Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
  2. trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
  3. tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
  4. advinda da morte do marido, há 21 anos.
  5. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
  6. mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
  7. ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
  8. Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
  9. da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
  10. prestações. Por último ▲foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
  11. Odila ia descrevendo a casa.
  12. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
  13. trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
  14. paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
  15. de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
  16. disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
  17. com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
  18. do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
  19. Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
  20. alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
  21. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
  22. fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
  23. “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
  24. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
  25. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
  26. de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
  27. levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
  28. ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
  29. encobriu todas as casas, ele contou.


(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Qual das alternativas abaixo apresenta uma frase com a correta colocação do pronome átono?

Alternativas
Q2609493 Português

“Vamos meter o pé”


Por Leandro Prazeres e João da Mata


  1. Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
  2. trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
  3. tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
  4. advinda da morte do marido, há 21 anos.
  5. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
  6. mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
  7. ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
  8. Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
  9. da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
  10. prestações. Por último ▲foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
  11. Odila ia descrevendo a casa.
  12. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
  13. trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
  14. paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
  15. de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
  16. disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
  17. com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
  18. do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
  19. Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
  20. alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
  21. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
  22. fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
  23. “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
  24. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
  25. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
  26. de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
  27. levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
  28. ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
  29. encobriu todas as casas, ele contou.


(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na frase “O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro do ano passado”, retirada do texto, se o termo sublinhado fosse flexionado em sua forma no plural, quantas outras alterações seriam necessárias para manter a correta concordância verbo-nominal?

Alternativas
Q2609492 Português

“Vamos meter o pé”


Por Leandro Prazeres e João da Mata


  1. Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
  2. trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
  3. tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
  4. advinda da morte do marido, há 21 anos.
  5. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
  6. mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
  7. ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
  8. Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
  9. da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
  10. prestações. Por último ▲foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
  11. Odila ia descrevendo a casa.
  12. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
  13. trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
  14. paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
  15. de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
  16. disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
  17. com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
  18. do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
  19. Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
  20. alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
  21. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
  22. fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
  23. “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
  24. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
  25. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
  26. de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
  27. levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
  28. ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
  29. encobriu todas as casas, ele contou.


(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

A expressão “uns troquinhos” (l. 08) poderia ser substituída, sem alteração de sentido, pela expressão:

Alternativas
Q2609490 Português

“Vamos meter o pé”


Por Leandro Prazeres e João da Mata


  1. Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
  2. trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
  3. tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
  4. advinda da morte do marido, há 21 anos.
  5. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
  6. mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
  7. ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
  8. Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
  9. da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
  10. prestações. Por último ▲foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
  11. Odila ia descrevendo a casa.
  12. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
  13. trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
  14. paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
  15. de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
  16. disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
  17. com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
  18. do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
  19. Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
  20. alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
  21. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
  22. fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
  23. “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
  24. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
  25. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
  26. de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
  27. levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
  28. ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
  29. encobriu todas as casas, ele contou.


(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o trecho a seguir, retirado do texto, e assinale a alternativa que apresenta a reescrita correta, mantendo o sentido original e aplicando as normas gramaticais.


“Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo, advinda da morte do marido, há 21 anos”.

Alternativas
Respostas
4141: A
4142: D
4143: B
4144: C
4145: E
4146: B
4147: D
4148: D
4149: B
4150: A
4151: C
4152: A
4153: C
4154: E
4155: B
4156: E
4157: A
4158: C
4159: A
4160: B