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Sobre português para fundatec
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Maioria dos homens reconhece que precisa cuidar melhor da saúde
- De cada dez homens, oito (83%) reconhecem que precisam cuidar mais da própria saúde,
- mas parcelas significativas ainda identificam, no dia a dia, empecilhos. De acordo com a pesquisa
- A Saúde do Brasileiro, do Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com o QualiBest, 51%
- deles apontam a rotina estressante como o principal obstáculo e 32%, o acesso .... saúde. Ao
- todo, 63% disseram que se preocupam muito com a própria saúde.
- Para conhecer a percepção do grupo, a entidade entrevistou 815 pessoas, das quais mais
- da metade (52%) é usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), pouco mais de um quarto (27%)
- utiliza o sistema suplementar (planos e seguros de saúde) e cerca de um quinto (21%) usa
- ambos os sistemas de saúde.
- A equipe de sondagem apurou, ainda, que a proporção de homens que dizem ir ao médico
- ao menos uma vez ao ano é significativa, de 88%. Um ponto que se destaca é o fato de que
- 84% dos entrevistados disseram que quem agenda as próprias consultas médicas são eles
- mesmos, restando 10% que ainda dependem das companheiras para realizar essa tarefa em seu
- lugar.
- Embora ____ os que permanecem delegando a responsabilidade, a presidente do Instituto
- Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira, avalia que o que se viu, ao longo dos anos, foi progresso
- em relação a isso. “É que a gente fala do Brasil, que tem dimensão continental. Tem regiões em
- que o homem ainda ____ preconceito muito forte e não se cuida. Mas a campanha Novembro
- Azul tem cumprido seu papel, que é de orientação”, explicou.
- Muitas vezes, como ressalta Marlene, os homens acabam agravando quadros de saúde
- que poderiam ter sido diagnosticados precocemente, o que, inclusive, onera as redes de saúde,
- já que os tratamentos acabam custando mais em fases mais avançadas. “Nós temos um dado
- do ano passado (2022), de uma pesquisa que fizemos, que é o de que 62% dos homens só
- procuram o sistema de saúde se estão sentindo algo insuportável”, revelou.
- Dos homens que participaram da pesquisa e demonstraram preocupação com o corpo,
- 42% deles assumiram estar acima do peso indicado. Desse total, 31% têm sobrepeso de 6 a 10
- quilos, enquanto um quarto dos entrevistados (25%) pesa, atualmente, 15 quilos .... mais do
- que o ideal.
- A pesquisa identificou ainda alguns tipos de tratamento que os homens ____ feito. No
- total, 16% dos respondentes informaram tratamento de doenças do coração realizado nos
- últimos 5 anos; 15% trataram .... obesidade, e 14%, as doenças respiratórias. Uma porcentagem
- bastante inferior, de apenas 3%, tratou algum tipo de câncer.
(Disponível em: www.exame.com/brasil/maioria-dos-homens-reconhece-que-precisa-cuidar-melhor-da-saude/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. A pesquisa foi realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
II. A pesquisa foi realizada com mais de 800 pessoas.
III. Mais de 80% dos entrevistados admite que necessita cuidar mais da própria saúde.
Quais estão corretas?
Maioria dos homens reconhece que precisa cuidar melhor da saúde
- De cada dez homens, oito (83%) reconhecem que precisam cuidar mais da própria saúde,
- mas parcelas significativas ainda identificam, no dia a dia, empecilhos. De acordo com a pesquisa
- A Saúde do Brasileiro, do Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com o QualiBest, 51%
- deles apontam a rotina estressante como o principal obstáculo e 32%, o acesso .... saúde. Ao
- todo, 63% disseram que se preocupam muito com a própria saúde.
- Para conhecer a percepção do grupo, a entidade entrevistou 815 pessoas, das quais mais
- da metade (52%) é usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), pouco mais de um quarto (27%)
- utiliza o sistema suplementar (planos e seguros de saúde) e cerca de um quinto (21%) usa
- ambos os sistemas de saúde.
- A equipe de sondagem apurou, ainda, que a proporção de homens que dizem ir ao médico
- ao menos uma vez ao ano é significativa, de 88%. Um ponto que se destaca é o fato de que
- 84% dos entrevistados disseram que quem agenda as próprias consultas médicas são eles
- mesmos, restando 10% que ainda dependem das companheiras para realizar essa tarefa em seu
- lugar.
- Embora ____ os que permanecem delegando a responsabilidade, a presidente do Instituto
- Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira, avalia que o que se viu, ao longo dos anos, foi progresso
- em relação a isso. “É que a gente fala do Brasil, que tem dimensão continental. Tem regiões em
- que o homem ainda ____ preconceito muito forte e não se cuida. Mas a campanha Novembro
- Azul tem cumprido seu papel, que é de orientação”, explicou.
- Muitas vezes, como ressalta Marlene, os homens acabam agravando quadros de saúde
- que poderiam ter sido diagnosticados precocemente, o que, inclusive, onera as redes de saúde,
- já que os tratamentos acabam custando mais em fases mais avançadas. “Nós temos um dado
- do ano passado (2022), de uma pesquisa que fizemos, que é o de que 62% dos homens só
- procuram o sistema de saúde se estão sentindo algo insuportável”, revelou.
- Dos homens que participaram da pesquisa e demonstraram preocupação com o corpo,
- 42% deles assumiram estar acima do peso indicado. Desse total, 31% têm sobrepeso de 6 a 10
- quilos, enquanto um quarto dos entrevistados (25%) pesa, atualmente, 15 quilos .... mais do
- que o ideal.
- A pesquisa identificou ainda alguns tipos de tratamento que os homens ____ feito. No
- total, 16% dos respondentes informaram tratamento de doenças do coração realizado nos
- últimos 5 anos; 15% trataram .... obesidade, e 14%, as doenças respiratórias. Uma porcentagem
- bastante inferior, de apenas 3%, tratou algum tipo de câncer.
(Disponível em: www.exame.com/brasil/maioria-dos-homens-reconhece-que-precisa-cuidar-melhor-da-saude/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a correta concordância verbal em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 15, 18 e 29.
Maioria dos homens reconhece que precisa cuidar melhor da saúde
- De cada dez homens, oito (83%) reconhecem que precisam cuidar mais da própria saúde,
- mas parcelas significativas ainda identificam, no dia a dia, empecilhos. De acordo com a pesquisa
- A Saúde do Brasileiro, do Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com o QualiBest, 51%
- deles apontam a rotina estressante como o principal obstáculo e 32%, o acesso .... saúde. Ao
- todo, 63% disseram que se preocupam muito com a própria saúde.
- Para conhecer a percepção do grupo, a entidade entrevistou 815 pessoas, das quais mais
- da metade (52%) é usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), pouco mais de um quarto (27%)
- utiliza o sistema suplementar (planos e seguros de saúde) e cerca de um quinto (21%) usa
- ambos os sistemas de saúde.
- A equipe de sondagem apurou, ainda, que a proporção de homens que dizem ir ao médico
- ao menos uma vez ao ano é significativa, de 88%. Um ponto que se destaca é o fato de que
- 84% dos entrevistados disseram que quem agenda as próprias consultas médicas são eles
- mesmos, restando 10% que ainda dependem das companheiras para realizar essa tarefa em seu
- lugar.
- Embora ____ os que permanecem delegando a responsabilidade, a presidente do Instituto
- Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira, avalia que o que se viu, ao longo dos anos, foi progresso
- em relação a isso. “É que a gente fala do Brasil, que tem dimensão continental. Tem regiões em
- que o homem ainda ____ preconceito muito forte e não se cuida. Mas a campanha Novembro
- Azul tem cumprido seu papel, que é de orientação”, explicou.
- Muitas vezes, como ressalta Marlene, os homens acabam agravando quadros de saúde
- que poderiam ter sido diagnosticados precocemente, o que, inclusive, onera as redes de saúde,
- já que os tratamentos acabam custando mais em fases mais avançadas. “Nós temos um dado
- do ano passado (2022), de uma pesquisa que fizemos, que é o de que 62% dos homens só
- procuram o sistema de saúde se estão sentindo algo insuportável”, revelou.
- Dos homens que participaram da pesquisa e demonstraram preocupação com o corpo,
- 42% deles assumiram estar acima do peso indicado. Desse total, 31% têm sobrepeso de 6 a 10
- quilos, enquanto um quarto dos entrevistados (25%) pesa, atualmente, 15 quilos .... mais do
- que o ideal.
- A pesquisa identificou ainda alguns tipos de tratamento que os homens ____ feito. No
- total, 16% dos respondentes informaram tratamento de doenças do coração realizado nos
- últimos 5 anos; 15% trataram .... obesidade, e 14%, as doenças respiratórias. Uma porcentagem
- bastante inferior, de apenas 3%, tratou algum tipo de câncer.
(Disponível em: www.exame.com/brasil/maioria-dos-homens-reconhece-que-precisa-cuidar-melhor-da-saude/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 04, 27 e 31.
O Alpinista de cancela
Por Fabrício Carpinejar
- Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
- o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
- Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
- motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
- Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
- quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
- à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
- Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
- contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
- uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
- Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
- a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
- Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
- pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
- montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
- acesso.
- Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
- de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
- provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
- e não capricha. Encalha na passagem.
- Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
- da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
- temer um desastre.
- A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
- ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
- mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
- Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
- irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita do trecho abaixo, retirado do texto, alterando-se a conjugação das formas verbais sublinhadas para o pretérito perfeito do indicativo.
“Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente”.
O Alpinista de cancela
Por Fabrício Carpinejar
- Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
- o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
- Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
- motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
- Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
- quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
- à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
- Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
- contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
- uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
- Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
- a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
- Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
- pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
- montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
- acesso.
- Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
- de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
- provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
- e não capricha. Encalha na passagem.
- Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
- da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
- temer um desastre.
- A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
- ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
- mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
- Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
- irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas a seguir a respeito da palavra “encalacrado”, utilizada no texto:
I. Trata-se de um adjetivo.
II. A palavra não varia em gênero e número.
III. Pode-se usá-la para se referir a alguém que se meteu em situação difícil.
Quais estão corretas?
O Alpinista de cancela
Por Fabrício Carpinejar
- Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
- o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
- Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
- motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
- Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
- quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
- à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
- Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
- contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
- uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
- Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
- a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
- Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
- pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
- montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
- acesso.
- Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
- de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
- provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
- e não capricha. Encalha na passagem.
- Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
- da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
- temer um desastre.
- A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
- ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
- mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
- Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
- irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).
“É a crença afoita de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga provisória”.
O Alpinista de cancela
Por Fabrício Carpinejar
- Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
- o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
- Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
- motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
- Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
- quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
- à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
- Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
- contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
- uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
- Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
- a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
- Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
- pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
- montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
- acesso.
- Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
- de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
- provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
- e não capricha. Encalha na passagem.
- Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
- da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
- temer um desastre.
- A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
- ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
- mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
- Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
- irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “proeza” (l. 04) sem causar alterações significativas ao sentido do trecho em que ocorre.
O Alpinista de cancela
Por Fabrício Carpinejar
- Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
- o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
- Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
- motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
- Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
- quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
- à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
- Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
- contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
- uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
- Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
- a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
- Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
- pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
- montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
- acesso.
- Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
- de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
- provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
- e não capricha. Encalha na passagem.
- Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
- da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
- temer um desastre.
- A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
- ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
- mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
- Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
- irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).
A palavra “infindáveis” foi formada a partir da junção do prefixo in- ao vocábulo “findáveis”, conferindo a ela um sentido negativo. Assinale a alternativa que apresenta palavra formada pela adição do mesmo prefixo e com o mesmo significado.
O Alpinista de cancela
Por Fabrício Carpinejar
- Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
- o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
- Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
- motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
- Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
- quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
- à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
- Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
- contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
- uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
- Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
- a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
- Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
- pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
- montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
- acesso.
- Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
- de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
- provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
- e não capricha. Encalha na passagem.
- Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
- da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
- temer um desastre.
- A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
- ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
- mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
- Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
- irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a ortografia da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 05, 17 e 25.
O Alpinista de cancela
Por Fabrício Carpinejar
- Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
- o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
- Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
- motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
- Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
- quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
- à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
- Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
- contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
- uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
- Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
- a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
- Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
- pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
- montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
- acesso.
- Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
- de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
- provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
- e não capricha. Encalha na passagem.
- Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
- da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
- temer um desastre.
- A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
- ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
- mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
- Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
- irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta uma possibilidade correta de reescrita do trecho a seguir sem que sejam causadas alterações significativas a ele:
Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação.
O Alpinista de cancela
Por Fabrício Carpinejar
- Existem os alpinistas das cancelas do shopping. Os que praticam rapel na hora de mostrar
- o comprovante de pagamento. Vou explicar. Já testemunhei infindáveis casos.
- Na saída do estacionamento, no momento de encostar o tíquete no visor eletrônico, o
- motorista faz a proeza de parar o carro longe do token. Falta braço. É um goleiro de braço curto.
- Começa o constran....imento público, absolutamente evitável. Ele fica encalacrado no
- quase. Estica-se todo pela janela aberta, sem conseguir a validação. É possível escutar, mesmo
- à distância, os seus ossos estalarem em forçado alongamento.
- Com o fracasso, com o engarrafamento aumentando atrás de si, com o medo da buzinada
- contagiosa dos colegas de ocasião, ele é tomado pela pressa, pela ansiedade, e se lança para
- uma missão impossível: tirar o cinto e abrir a porta do carro.
- Só que tampouco quer ter o trabalho de apagar o veículo e andar, recusa-se a empreender
- a tarefa calmamente do lado de fora. Não aceita desligar o motor. Não admite desistências.
- Então, vira um Minotauro: metade gente, metade touro. Mantém incrivelmente o pé no
- pedal do freio e pisa no chão com o outro, jogando o seu corpo para frente, escalando o topo da
- montanha da cancela, tentando inutilmente levantar o código de barras do cartão para liberar o
- acesso.
- Não é que seja um péssimo motorista, não é que não goste de bali....as. É a crença afoita
- de que passará pela cancela, não precisará estacionar na cancela como se fosse uma vaga
- provisória. Ele executa uma decisão equivocada, intuitiva. Pensa que será uma transição rápida,
- e não capricha. Encalha na passagem.
- Nem sempre tem um fiscal por perto para acudir. Nem sempre ocorre a leitura automática
- da placa por câmera. Além da coreografia cômica, não há como o espectador da confusão não
- temer um desastre.
- A cena ilustra nossa resistência ao recuo. Temos uma noção de que recuar é covardia, é
- ausência de convic....ão, é derrota moral, e realizamos parvoíces em nossa vida. Avançamos
- mesmo estando errados, e apenas acentuamos nossa conduta desfavorável.
- Um grande erro já foi ínfimo antes. O exaustivo adiamento até a reparação é que o torna
- irreversível. O perigo mora nos detalhes. Retroceda no ato. Desculpe-se enquanto age.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/os-alpinistas-das-cancelas-do-shopping-praticam-rapel-no-momento-de-encostar-o-tiquete-no-visor – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Quando fica preso na saída, o motorista é cercado por novos amigos, mas isso o deixa nervoso.
II. Para o autor, ao tentar se esticar para fora do carro, o motorista toma uma decisão errada que piora sua situação.
III. O autor estabelece uma relação entre a dificuldade de recuar no caso da cancela e situações da vida em que insistimos num erro.
Quais estão corretas?
Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida
Por Fabrício Carpinejar
- A morte atin...e toda uma vida.
- Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
- que não estivessem juntos há muito tempo.
- A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
- da partida, o que não é justo.
- O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
- A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
- e idades pregre...as.
- Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
- versões, do passado por completo.
- Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
- legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
- _______ hierarquia.
- Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
- inviolável da cumplicidade.
- É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
- Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
- desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
- se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
- Perderá o ar, o chão, as palavras.
- Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
- que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
- Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
- mentira.
- Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
- Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
- em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
- de uma vida.
- Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
- significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
- O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
- voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
- Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
- extraordinária comoção pela história em comum.
- Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
- Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
- Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
- dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
- protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
- silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
- formação da saudade.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a concordância verbal, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 11 e 13.
Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida
Por Fabrício Carpinejar
- A morte atin...e toda uma vida.
- Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
- que não estivessem juntos há muito tempo.
- A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
- da partida, o que não é justo.
- O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
- A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
- e idades pregre...as.
- Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
- versões, do passado por completo.
- Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
- legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
- _______ hierarquia.
- Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
- inviolável da cumplicidade.
- É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
- Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
- desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
- se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
- Perderá o ar, o chão, as palavras.
- Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
- que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
- Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
- mentira.
- Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
- Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
- em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
- de uma vida.
- Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
- significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
- O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
- voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
- Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
- extraordinária comoção pela história em comum.
- Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
- Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
- Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
- dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
- protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
- silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
- formação da saudade.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento retirado do texto “Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor que agora bate a sua porta”, assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem predominante.
Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida
Por Fabrício Carpinejar
- A morte atin...e toda uma vida.
- Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
- que não estivessem juntos há muito tempo.
- A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
- da partida, o que não é justo.
- O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
- A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
- e idades pregre...as.
- Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
- versões, do passado por completo.
- Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
- legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
- _______ hierarquia.
- Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
- inviolável da cumplicidade.
- É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
- Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
- desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
- se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
- Perderá o ar, o chão, as palavras.
- Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
- que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
- Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
- mentira.
- Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
- Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
- em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
- de uma vida.
- Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
- significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
- O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
- voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
- Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
- extraordinária comoção pela história em comum.
- Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
- Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
- Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
- dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
- protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
- silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
- formação da saudade.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que poderia substituir o vocábulo “exclusiva” (l. 07).
Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida
Por Fabrício Carpinejar
- A morte atin...e toda uma vida.
- Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
- que não estivessem juntos há muito tempo.
- A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
- da partida, o que não é justo.
- O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
- A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
- e idades pregre...as.
- Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
- versões, do passado por completo.
- Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
- legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
- _______ hierarquia.
- Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
- inviolável da cumplicidade.
- É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
- Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
- desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
- se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
- Perderá o ar, o chão, as palavras.
- Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
- que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
- Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
- mentira.
- Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
- Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
- em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
- de uma vida.
- Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
- significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
- O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
- voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
- Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
- extraordinária comoção pela história em comum.
- Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
- Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
- Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
- dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
- protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
- silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
- formação da saudade.
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Assinale a alternativa que apresenta o correto referente do vocábulo “ele” (l. 30).
Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida
Por Fabrício Carpinejar
- A morte atin...e toda uma vida.
- Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
- que não estivessem juntos há muito tempo.
- A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
- da partida, o que não é justo.
- O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
- A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
- e idades pregre...as.
- Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
- versões, do passado por completo.
- Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
- legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
- _______ hierarquia.
- Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
- inviolável da cumplicidade.
- É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
- Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
- desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
- se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
- Perderá o ar, o chão, as palavras.
- Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
- que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
- Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
- mentira.
- Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
- Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
- em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
- de uma vida.
- Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
- significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
- O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
- voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
- Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
- extraordinária comoção pela história em comum.
- Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
- Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
- Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
- dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
- protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
- silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
- formação da saudade.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que classifica corretamente o vocábulo “tradicional” (l. 04).
Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida
Por Fabrício Carpinejar
- A morte atin...e toda uma vida.
- Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
- que não estivessem juntos há muito tempo.
- A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
- da partida, o que não é justo.
- O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
- A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
- e idades pregre...as.
- Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
- versões, do passado por completo.
- Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
- legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
- _______ hierarquia.
- Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
- inviolável da cumplicidade.
- É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
- Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
- desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
- se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
- Perderá o ar, o chão, as palavras.
- Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
- que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
- Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
- mentira.
- Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
- Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
- em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
- de uma vida.
- Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
- significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
- O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
- voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
- Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
- extraordinária comoção pela história em comum.
- Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
- Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
- Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
- dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
- protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
- silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
- formação da saudade.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento retirado do texto “Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem inviolável da cumplicidade”, pelo trecho sublinhado, infere-se predominantemente que a cumplicidade:
Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida
Por Fabrício Carpinejar
- A morte atin...e toda uma vida.
- Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
- que não estivessem juntos há muito tempo.
- A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
- da partida, o que não é justo.
- O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
- A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
- e idades pregre...as.
- Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
- versões, do passado por completo.
- Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
- legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
- _______ hierarquia.
- Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
- inviolável da cumplicidade.
- É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
- Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
- desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
- se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
- Perderá o ar, o chão, as palavras.
- Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
- que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
- Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
- mentira.
- Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
- Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
- em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
- de uma vida.
- Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
- significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
- O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
- voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
- Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
- extraordinária comoção pela história em comum.
- Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
- Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
- Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
- dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
- protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
- silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
- formação da saudade.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento retirado do texto “A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida, o que não é justo”, infere-se predominantemente que o autor:
Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida
Por Fabrício Carpinejar
- A morte atin...e toda uma vida.
- Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
- que não estivessem juntos há muito tempo.
- A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
- da partida, o que não é justo.
- O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
- A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
- e idades pregre...as.
- Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
- versões, do passado por completo.
- Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
- legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
- _______ hierarquia.
- Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
- inviolável da cumplicidade.
- É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
- Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
- desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
- se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
- Perderá o ar, o chão, as palavras.
- Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
- que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
- Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
- mentira.
- Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
- Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
- em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
- de uma vida.
- Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
- significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
- O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
- voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
- Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
- extraordinária comoção pela história em comum.
- Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
- Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
- Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
- dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
- protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
- silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
- formação da saudade.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento retirado do texto “Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes versões, do passado por completo”, infere-se predominantemente que a morte de alguém engloba:
Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida
Por Fabrício Carpinejar
- A morte atin...e toda uma vida.
- Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
- que não estivessem juntos há muito tempo.
- A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
- da partida, o que não é justo.
- O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
- A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
- e idades pregre...as.
- Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
- versões, do passado por completo.
- Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
- legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
- _______ hierarquia.
- Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
- inviolável da cumplicidade.
- É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
- Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
- desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
- se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
- Perderá o ar, o chão, as palavras.
- Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
- que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
- Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
- mentira.
- Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
- Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
- em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
- de uma vida.
- Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
- significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
- O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
- voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
- Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
- extraordinária comoção pela história em comum.
- Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
- Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
- Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
- dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
- protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
- silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
- formação da saudade.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).
Numere as assertivas a seguir, em ordem crescente, de acordo com sua ordem de abordagem no texto.
( ) A viuvez não se limita a estar em um relacionamento com o parceiro no momento da sua morte, mas abrange todas as fases e idades anteriores.
( ) O impacto emocional da morte de um ex-amor pode ser avassalador, trazendo à tona memórias, emoções e um profundo pesar pela vida não vivida.
( ) A morte de um ex-cônjuge pode levar uma pessoa a se sentir viúva, independentemente do tempo desde a separação.
( ) Cada relacionamento significativo na vida de alguém que morreu pode gerar um sentimento de viuvez legítimo e valioso, não importando a ordem cronológica dos casamentos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: