Foram encontradas 3.438 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3541298 Português
Texto III

Sabiá


(Chico Buarque e Tom Jobim)

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De uma palmeira que já não há
Colher a flor que já não dá
E algum amor talvez
Possa espantar as noites
Que eu não queria
E anunciar o dia

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos
De me enganar
Como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
E é pra ficar
Sei que o amor existe
Eu não sou mais triste
E que a nova vida
Já vai chegar
E que a solidão
Vai se acabar


Buarque, C. (s.d.). Sabiá. Disponível em:
https://www.letras.mus.br/blog/sabia. Acesso em: 21 mar. 2025.
A canção “Sabiá” dialoga com o poema “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias. Esse diálogo intertextual se manifesta como
Alternativas
Q3541297 Português
As tirinhas, em geral, são recursos didáticos bastante acessíveis, que aliam linguagem verbal e visual, favorecendo a compreensão e a produção textual. De acordo com Bakhtin (1997), esse tipo de texto evidencia uma relação dialógica, na qual os interlocutores, mediados pela linguagem, constroem sentidos de forma compartilhada, participando ativamente do processo comunicativo. A respeito desse assunto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. Por apresentarem uma linguagem predominantemente informal e temática cotidiana, as tirinhas não exigem do leitor habilidades de análise textual ou inferência de sentidos, sendo apropriadas, por isso, apenas para o ensino em níveis iniciais de escolarização.

II. A presença do humor nas tirinhas pode funcionar como estratégia discursiva para provocar reflexão sobre questões sociais e culturais.

III. As tirinhas podem ser utilizadas como ferramenta pedagógica para desenvolver competências linguísticas e interpretativas, por sua capacidade de integrar diferentes linguagens e aproximar-se da realidade dos estudantes/interlocutores.

IV. A relação dialógica presente nas tirinhas, conforme propõe Bakhtin, permite que esse gênero seja trabalhado como instrumento de reflexão sobre linguagem, ideologia e interação social.

V. O gênero tirinha pode ser considerado multimodal, uma vez que integra, de forma articulada, elementos verbais (como diálogos e demais textos escritos) e não verbais (como imagens e expressões faciais dos personagens), exigindo do leitor a mobilização de diferentes habilidades interpretativas para a construção do sentido. 
Alternativas
Q3541296 Português
Texto I
Variação linguística

   O termo variação se aplica a uma característica das línguas humanas que faz parte de sua própria natureza: a heterogeneidade. A palavra língua nos dá uma ilusão de uniformidade, de homogeneidade, que não corresponde aos fatos. Quando nos referimos ao português, ao francês, ao chinês, ao árabe etc., usamos um rótulo único para designar uma multiplicidade de modos de falar decorrente da multiplicidade das sociedades e das culturas em que as línguas são faladas. Cada um desses modos de falar recebe o nome de variedade linguística. Por isso, muitos autores definem língua como “um conjunto de variedades” e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades.
   A variação linguística se manifesta desde o nível mais elevado e coletivo – quando comparamos, por exemplo, o português falado em dois países diferentes (Brasil e Angola) – até o nível mais baixo e individual, quando observamos o modo de falar de uma única pessoa, a tal ponto que é possível dizer que o número de “línguas” num país é o mesmo de habitantes de seu território. Entre esses dois níveis extremos, a variação é observada em diversos outros níveis: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias, níveis de renda, graus de escolarização, profissões, acesso às tecnologias de informação, usos escritos e usos falados.
   A consciência de que a língua é variável remonta à Antiguidade, quando os primeiros estudiosos da língua grega tentaram sistematizá-la para o ensino e para a crítica literária. Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação, que viram como um obstáculo para a unificação territorial e para a difusão da língua. Foi nessa época (século III a.C.) que surgiu a disciplina chamada gramática, dedicada explicitamente a criar um modelo de língua que se elevasse acima da variação e servisse de instrumento de controle social por meio de um instrumento linguístico. A consequência cultural desse processo histórico é que o termo língua passou a ser usado, no senso comum, para rotular exclusivamente esse modelo idealizado, literário, enquanto todos os usos reais, principalmente falados, foram lançados à categoria do erro. 
   Com os avanços das ciências da linguagem, essa visão foi abandonada: o exame minucioso de cada variedade linguística revela que ela tem sua própria lógica gramatical, é tão regrada quanto a língua literária idealizada, e serve perfeitamente bem como recurso de interação e integração social para seus falantes. Diante disso, um novo projeto de educação linguística vem se formando: é preciso ampliar o repertório e a competência linguística dos aprendizes, levá-los a se apoderar da escrita e dos muitos gêneros discursivos associados a ela, sem contudo desprezar suas variedades linguísticas de origem, valorizando-as, ao contrário, como elementos formadores de sua identidade individual e social e como patrimônio cultural do país.

BAGNO, Marcos. Variação linguística. Glossário Ceale – Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Universidade Federal de Minas Gerais, 2013. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/preconceitolinguistico. Acesso em: 21 mar. 2025.




Texto II
Imagem associada para resolução da questão
Considerando a relação entre os Textos I e II, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3541295 Português
Texto II




CHICO BENTO. Revista Chico Bento, n. 268, p. 5-6, 1997. 
O Texto II, ao empregar um registro linguístico marcado por elementos da oralidade, promove uma representação estilizada de uma variedade regional da língua portuguesa. Considerando essa característica, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. A linguagem utilizada no Texto II reproduz traços da oralidade própria de uma variedade popular rural, conferindo verossimilhança à fala dos personagens.

II. De acordo com a sociolinguística, a escolha linguística dos personagens do Texto II fere princípios de coerência e aceitabilidade textual, já que se distancia da norma culta.

III. A intencionalidade comunicativa do Texto II está relacionada tanto à construção do humor quanto à valorização de uma identidade cultural marcada pela fala regional.

IV. O Texto II explicita a necessidade do uso da língua como um sistema homogêneo, no qual a variedade padrão deve prevalecer como modelo linguístico superior, a fim de que possa ser efetivamente compreendida por todos. 
Alternativas
Q3541294 Português
Texto I

Variação linguística


   O termo variação se aplica a uma característica das línguas humanas que faz parte de sua própria natureza: a heterogeneidade. A palavra língua nos dá uma ilusão de uniformidade, de homogeneidade, que não corresponde aos fatos. Quando nos referimos ao português, ao francês, ao chinês, ao árabe etc., usamos um rótulo único para designar uma multiplicidade de modos de falar decorrente da multiplicidade das sociedades e das culturas em que as línguas são faladas. Cada um desses modos de falar recebe o nome de variedade linguística. Por isso, muitos autores definem língua como “um conjunto de variedades” e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades.

   A variação linguística se manifesta desde o nível mais elevado e coletivo – quando comparamos, por exemplo, o português falado em dois países diferentes (Brasil e Angola) – até o nível mais baixo e individual, quando observamos o modo de falar de uma única pessoa, a tal ponto que é possível dizer que o número de “línguas” num país é o mesmo de habitantes de seu território. Entre esses dois níveis extremos, a variação é observada em diversos outros níveis: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias, níveis de renda, graus de escolarização, profissões, acesso às tecnologias de informação, usos escritos e usos falados.

   A consciência de que a língua é variável remonta à Antiguidade, quando os primeiros estudiosos da língua grega tentaram sistematizá-la para o ensino e para a crítica literária. Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação, que viram como um obstáculo para a unificação territorial e para a difusão da língua. Foi nessa época (século III a.C.) que surgiu a disciplina chamada gramática, dedicada explicitamente a criar um modelo de língua que se elevasse acima da variação e servisse de instrumento de controle social por meio de um instrumento linguístico. A consequência cultural desse processo histórico é que o termo língua passou a ser usado, no senso comum, para rotular exclusivamente esse modelo idealizado, literário, enquanto todos os usos reais, principalmente falados, foram lançados à categoria do erro. 

   Com os avanços das ciências da linguagem, essa visão foi abandonada: o exame minucioso de cada variedade linguística revela que ela tem sua própria lógica gramatical, é tão regrada quanto a língua literária idealizada, e serve perfeitamente bem como recurso de interação e integração social para seus falantes. Diante disso, um novo projeto de educação linguística vem se formando: é preciso ampliar o repertório e a competência linguística dos aprendizes, levá-los a se apoderar da escrita e dos muitos gêneros discursivos associados a ela, sem contudo desprezar suas variedades linguísticas de origem, valorizando-as, ao contrário, como elementos formadores de sua identidade individual e social e como patrimônio cultural do país.


BAGNO, Marcos. Variação linguística. Glossário Ceale – Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Universidade Federal de Minas Gerais, 2013. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/preconceitolinguistico. Acesso em: 21 mar. 2025.
Com base no Texto I, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. No trecho “Por isso, muitos autores definem língua como ‘um conjunto de variedades’ e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias [...]”, o uso dos dois-pontos está adequado à norma-padrão, pois introduz uma enumeração que exemplifica o conceito anterior.

II. Em “Foi nessa época (século III a.C.) que surgiu a disciplina chamada gramática, dedicada explicitamente a criar um modelo de língua que se elevasse acima da variação e servisse de instrumento de controle social por meio de um instrumento linguístico.”, o termo “século III a.C.” é um aposto e sua pontuação entre parênteses poderia ser substituída por travessões, sem prejuízo de sentido ou de correção gramatical.

III. Em “Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação [...]”, a concordância verbal está adequada à norma-padrão, mesmo com a intercalação do termo “no entanto” entre o sujeito “eles” e o verbo “fizeram”.

IV. O excerto “Por isso, muitos autores definem língua como ‘um conjunto de variedades’ [...]” contém o pronome demonstrativo “isso”, que funciona como um elemento de coesão referencial catafórico, por antecipar no enunciado a justificativa que será dada a seguir.

V. Em “Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação, que viram como um obstáculo para a unificação territorial e para a difusão da língua.”, o termo “Eles” funciona como um elemento de coesão referencial anafórica, ao retomar o termo “os estudiosos” apresentado anteriormente no texto.
Alternativas
Q3541293 Português
Texto I

Variação linguística


   O termo variação se aplica a uma característica das línguas humanas que faz parte de sua própria natureza: a heterogeneidade. A palavra língua nos dá uma ilusão de uniformidade, de homogeneidade, que não corresponde aos fatos. Quando nos referimos ao português, ao francês, ao chinês, ao árabe etc., usamos um rótulo único para designar uma multiplicidade de modos de falar decorrente da multiplicidade das sociedades e das culturas em que as línguas são faladas. Cada um desses modos de falar recebe o nome de variedade linguística. Por isso, muitos autores definem língua como “um conjunto de variedades” e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades.

   A variação linguística se manifesta desde o nível mais elevado e coletivo – quando comparamos, por exemplo, o português falado em dois países diferentes (Brasil e Angola) – até o nível mais baixo e individual, quando observamos o modo de falar de uma única pessoa, a tal ponto que é possível dizer que o número de “línguas” num país é o mesmo de habitantes de seu território. Entre esses dois níveis extremos, a variação é observada em diversos outros níveis: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias, níveis de renda, graus de escolarização, profissões, acesso às tecnologias de informação, usos escritos e usos falados.

   A consciência de que a língua é variável remonta à Antiguidade, quando os primeiros estudiosos da língua grega tentaram sistematizá-la para o ensino e para a crítica literária. Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação, que viram como um obstáculo para a unificação territorial e para a difusão da língua. Foi nessa época (século III a.C.) que surgiu a disciplina chamada gramática, dedicada explicitamente a criar um modelo de língua que se elevasse acima da variação e servisse de instrumento de controle social por meio de um instrumento linguístico. A consequência cultural desse processo histórico é que o termo língua passou a ser usado, no senso comum, para rotular exclusivamente esse modelo idealizado, literário, enquanto todos os usos reais, principalmente falados, foram lançados à categoria do erro. 

   Com os avanços das ciências da linguagem, essa visão foi abandonada: o exame minucioso de cada variedade linguística revela que ela tem sua própria lógica gramatical, é tão regrada quanto a língua literária idealizada, e serve perfeitamente bem como recurso de interação e integração social para seus falantes. Diante disso, um novo projeto de educação linguística vem se formando: é preciso ampliar o repertório e a competência linguística dos aprendizes, levá-los a se apoderar da escrita e dos muitos gêneros discursivos associados a ela, sem contudo desprezar suas variedades linguísticas de origem, valorizando-as, ao contrário, como elementos formadores de sua identidade individual e social e como patrimônio cultural do país.


BAGNO, Marcos. Variação linguística. Glossário Ceale – Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Universidade Federal de Minas Gerais, 2013. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/preconceitolinguistico. Acesso em: 21 mar. 2025.
Considerando as relações de sentido entre palavras presentes no Texto I, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3541291 Português
Texto I

Variação linguística


   O termo variação se aplica a uma característica das línguas humanas que faz parte de sua própria natureza: a heterogeneidade. A palavra língua nos dá uma ilusão de uniformidade, de homogeneidade, que não corresponde aos fatos. Quando nos referimos ao português, ao francês, ao chinês, ao árabe etc., usamos um rótulo único para designar uma multiplicidade de modos de falar decorrente da multiplicidade das sociedades e das culturas em que as línguas são faladas. Cada um desses modos de falar recebe o nome de variedade linguística. Por isso, muitos autores definem língua como “um conjunto de variedades” e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades.

   A variação linguística se manifesta desde o nível mais elevado e coletivo – quando comparamos, por exemplo, o português falado em dois países diferentes (Brasil e Angola) – até o nível mais baixo e individual, quando observamos o modo de falar de uma única pessoa, a tal ponto que é possível dizer que o número de “línguas” num país é o mesmo de habitantes de seu território. Entre esses dois níveis extremos, a variação é observada em diversos outros níveis: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias, níveis de renda, graus de escolarização, profissões, acesso às tecnologias de informação, usos escritos e usos falados.

   A consciência de que a língua é variável remonta à Antiguidade, quando os primeiros estudiosos da língua grega tentaram sistematizá-la para o ensino e para a crítica literária. Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação, que viram como um obstáculo para a unificação territorial e para a difusão da língua. Foi nessa época (século III a.C.) que surgiu a disciplina chamada gramática, dedicada explicitamente a criar um modelo de língua que se elevasse acima da variação e servisse de instrumento de controle social por meio de um instrumento linguístico. A consequência cultural desse processo histórico é que o termo língua passou a ser usado, no senso comum, para rotular exclusivamente esse modelo idealizado, literário, enquanto todos os usos reais, principalmente falados, foram lançados à categoria do erro. 

   Com os avanços das ciências da linguagem, essa visão foi abandonada: o exame minucioso de cada variedade linguística revela que ela tem sua própria lógica gramatical, é tão regrada quanto a língua literária idealizada, e serve perfeitamente bem como recurso de interação e integração social para seus falantes. Diante disso, um novo projeto de educação linguística vem se formando: é preciso ampliar o repertório e a competência linguística dos aprendizes, levá-los a se apoderar da escrita e dos muitos gêneros discursivos associados a ela, sem contudo desprezar suas variedades linguísticas de origem, valorizando-as, ao contrário, como elementos formadores de sua identidade individual e social e como patrimônio cultural do país.


BAGNO, Marcos. Variação linguística. Glossário Ceale – Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Universidade Federal de Minas Gerais, 2013. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/preconceitolinguistico. Acesso em: 21 mar. 2025.
No trecho “[...] o exame minucioso de cada variedade linguística revela que ela tem sua própria lógica gramatical [...]”, o autor
Alternativas
Q3541290 Português
Texto I

Variação linguística


   O termo variação se aplica a uma característica das línguas humanas que faz parte de sua própria natureza: a heterogeneidade. A palavra língua nos dá uma ilusão de uniformidade, de homogeneidade, que não corresponde aos fatos. Quando nos referimos ao português, ao francês, ao chinês, ao árabe etc., usamos um rótulo único para designar uma multiplicidade de modos de falar decorrente da multiplicidade das sociedades e das culturas em que as línguas são faladas. Cada um desses modos de falar recebe o nome de variedade linguística. Por isso, muitos autores definem língua como “um conjunto de variedades” e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades.

   A variação linguística se manifesta desde o nível mais elevado e coletivo – quando comparamos, por exemplo, o português falado em dois países diferentes (Brasil e Angola) – até o nível mais baixo e individual, quando observamos o modo de falar de uma única pessoa, a tal ponto que é possível dizer que o número de “línguas” num país é o mesmo de habitantes de seu território. Entre esses dois níveis extremos, a variação é observada em diversos outros níveis: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias, níveis de renda, graus de escolarização, profissões, acesso às tecnologias de informação, usos escritos e usos falados.

   A consciência de que a língua é variável remonta à Antiguidade, quando os primeiros estudiosos da língua grega tentaram sistematizá-la para o ensino e para a crítica literária. Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação, que viram como um obstáculo para a unificação territorial e para a difusão da língua. Foi nessa época (século III a.C.) que surgiu a disciplina chamada gramática, dedicada explicitamente a criar um modelo de língua que se elevasse acima da variação e servisse de instrumento de controle social por meio de um instrumento linguístico. A consequência cultural desse processo histórico é que o termo língua passou a ser usado, no senso comum, para rotular exclusivamente esse modelo idealizado, literário, enquanto todos os usos reais, principalmente falados, foram lançados à categoria do erro. 

   Com os avanços das ciências da linguagem, essa visão foi abandonada: o exame minucioso de cada variedade linguística revela que ela tem sua própria lógica gramatical, é tão regrada quanto a língua literária idealizada, e serve perfeitamente bem como recurso de interação e integração social para seus falantes. Diante disso, um novo projeto de educação linguística vem se formando: é preciso ampliar o repertório e a competência linguística dos aprendizes, levá-los a se apoderar da escrita e dos muitos gêneros discursivos associados a ela, sem contudo desprezar suas variedades linguísticas de origem, valorizando-as, ao contrário, como elementos formadores de sua identidade individual e social e como patrimônio cultural do país.


BAGNO, Marcos. Variação linguística. Glossário Ceale – Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Universidade Federal de Minas Gerais, 2013. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/preconceitolinguistico. Acesso em: 21 mar. 2025.
Com base no Texto I e nos estudos sobre o assunto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. A gramática normativa foi historicamente concebida como um modelo que eleva a língua acima da variação, servindo a interesses de unificação e controle social.

II. A rejeição das variedades linguísticas não está relacionada a fatores culturais ou políticos, mas, principalmente, a critérios técnicos de inteligibilidade e clareza.

III. A perspectiva do texto propõe que toda variedade linguística, mesmo divergente da norma padrão, possui uma estrutura interna coerente e funcional.

IV. A concepção de língua como polissistema, adotada por diversos autores, reforça a ideia de que a heterogeneidade linguística é uma falha a ser corrigida pelo ensino.
Alternativas
Q3540014 Português
O domínio das regras de uso do hífen é essencial para garantir a correção na escrita de palavras compostas, locuções e formações prefixais na língua portuguesa. Em relação à aplicação dessas regras, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3539988 Português
Lhama mais velha do mundo trabalha em
acampamento para crianças doentes


Nascido em 1997, Whitetop é conhecido por seu trato
gentil e a paixão por selfies – um pedido constante
dos pequenos com problemas crônicos ou terminais.


Por Bela Lobato


      Em 1997, o mundo conheceu Pokémon, uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores. No mesmo ano, nasceu Whitetop, uma lhama que, com sua presença tranquila, viria a desempenhar um papel igualmente adorável e especial no acampamento para crianças com doenças crônicas e terminais em que trabalha e vive.

     Nascida em 30 de maio de 1997, com 27 anos e 250 dias, Whitetop foi reconhecida pelo Guinness World Records como a lhama mais velha do mundo. Ele foi doado ao acampamento Victory Junction, nos EUA, em 2006, onde até hoje divide um curral com nove cavalos, duas cabras, dois coelhos, dois burros e uma vaca.

        No pasto, Whitetop é acompanhada por dois burros em miniatura chamados Jed e Jethro, e seu melhor amigo é Gus-Gus, uma vaca highland (aquela raça bem peluda, de cor marrom) em miniatura que cresceu ao seu lado e o trata como um avô.

       “Por terem brincado tanto juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca!”, disse Billie Jo Davis, diretora do celeiro em Victory Junction, em um comunicado. “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”


[...]


      Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie, já que, diferente de outras lhamas, nunca cospe em ninguém. Eles contam que Whitetop até tenta cuspir em outros animais quando eles disputam comida ou têm briguinhas, mas ele é tão velho que não sai mais nada.

     “Ele é tão bom com as nossas crianças que, assim que os dias de acampamento começam, ele simplesmente se deita e não se levanta até o almoço. Ele fica ali deitado e deixa que as crianças corram até ele e o acariciem”, acrescenta Davis. “Ele trata isso como um trabalho – e é o trabalho dele!”

      O Victory Junction oferece, sem custos, experiências recreativas para crianças com doenças graves ou condições crônicas. Em um ambiente seguro, elas podem participar de atividades como escalada, passeios de barco, esportes e artes, aproveitando espaços adaptados para garantir inclusão e diversão. 

      Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem, cuidem dele e tirem fotos com ele. Ele acorda antes da maioria das crianças e começa o dia com uma grande tigela de café da manhã – sua comida favorita é ração para lhama misturada com ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.

      Ele recebe as crianças no turno da manhã, entre 9h30 e meio-dia e depois faz um horário de almoço generoso. Entre as 15h e as 18h, retorna para as crianças. Segundo os tratadores, Whitetop ama fazer selfies com as pessoas, e geralmente encosta a cabeça na cabeça das crianças para posar.

        “Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom em seu trabalho que sempre pode ser confiado a campistas de todas as habilidades”, disse Davis. Quase um Pokémon da vida real.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/sociedade/lhama-maisvelha-do-mundo-trabalha-em-acampamento-para-criancasdoentes/. Acesso em: 14 mar. 2025.
Em “Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie [...]”, o uso da palavra destacada contribui para a construção de uma imagem afetiva do animal. Considerando que ela se origina de “doce” com derivação sufixal, assinale a alternativa que apresenta uma palavra que passa por processo semelhante. 
Alternativas
Q3539987 Português
Lhama mais velha do mundo trabalha em
acampamento para crianças doentes


Nascido em 1997, Whitetop é conhecido por seu trato
gentil e a paixão por selfies – um pedido constante
dos pequenos com problemas crônicos ou terminais.


Por Bela Lobato


      Em 1997, o mundo conheceu Pokémon, uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores. No mesmo ano, nasceu Whitetop, uma lhama que, com sua presença tranquila, viria a desempenhar um papel igualmente adorável e especial no acampamento para crianças com doenças crônicas e terminais em que trabalha e vive.

     Nascida em 30 de maio de 1997, com 27 anos e 250 dias, Whitetop foi reconhecida pelo Guinness World Records como a lhama mais velha do mundo. Ele foi doado ao acampamento Victory Junction, nos EUA, em 2006, onde até hoje divide um curral com nove cavalos, duas cabras, dois coelhos, dois burros e uma vaca.

        No pasto, Whitetop é acompanhada por dois burros em miniatura chamados Jed e Jethro, e seu melhor amigo é Gus-Gus, uma vaca highland (aquela raça bem peluda, de cor marrom) em miniatura que cresceu ao seu lado e o trata como um avô.

       “Por terem brincado tanto juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca!”, disse Billie Jo Davis, diretora do celeiro em Victory Junction, em um comunicado. “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”


[...]


      Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie, já que, diferente de outras lhamas, nunca cospe em ninguém. Eles contam que Whitetop até tenta cuspir em outros animais quando eles disputam comida ou têm briguinhas, mas ele é tão velho que não sai mais nada.

     “Ele é tão bom com as nossas crianças que, assim que os dias de acampamento começam, ele simplesmente se deita e não se levanta até o almoço. Ele fica ali deitado e deixa que as crianças corram até ele e o acariciem”, acrescenta Davis. “Ele trata isso como um trabalho – e é o trabalho dele!”

      O Victory Junction oferece, sem custos, experiências recreativas para crianças com doenças graves ou condições crônicas. Em um ambiente seguro, elas podem participar de atividades como escalada, passeios de barco, esportes e artes, aproveitando espaços adaptados para garantir inclusão e diversão. 

      Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem, cuidem dele e tirem fotos com ele. Ele acorda antes da maioria das crianças e começa o dia com uma grande tigela de café da manhã – sua comida favorita é ração para lhama misturada com ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.

      Ele recebe as crianças no turno da manhã, entre 9h30 e meio-dia e depois faz um horário de almoço generoso. Entre as 15h e as 18h, retorna para as crianças. Segundo os tratadores, Whitetop ama fazer selfies com as pessoas, e geralmente encosta a cabeça na cabeça das crianças para posar.

        “Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom em seu trabalho que sempre pode ser confiado a campistas de todas as habilidades”, disse Davis. Quase um Pokémon da vida real.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/sociedade/lhama-maisvelha-do-mundo-trabalha-em-acampamento-para-criancasdoentes/. Acesso em: 14 mar. 2025.
Qual, dentre as seguintes alternativas, é acentuada pela mesma regra que a da palavra destacada no excerto “[...] ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.”?
Alternativas
Q3539986 Português
Lhama mais velha do mundo trabalha em
acampamento para crianças doentes


Nascido em 1997, Whitetop é conhecido por seu trato
gentil e a paixão por selfies – um pedido constante
dos pequenos com problemas crônicos ou terminais.


Por Bela Lobato


      Em 1997, o mundo conheceu Pokémon, uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores. No mesmo ano, nasceu Whitetop, uma lhama que, com sua presença tranquila, viria a desempenhar um papel igualmente adorável e especial no acampamento para crianças com doenças crônicas e terminais em que trabalha e vive.

     Nascida em 30 de maio de 1997, com 27 anos e 250 dias, Whitetop foi reconhecida pelo Guinness World Records como a lhama mais velha do mundo. Ele foi doado ao acampamento Victory Junction, nos EUA, em 2006, onde até hoje divide um curral com nove cavalos, duas cabras, dois coelhos, dois burros e uma vaca.

        No pasto, Whitetop é acompanhada por dois burros em miniatura chamados Jed e Jethro, e seu melhor amigo é Gus-Gus, uma vaca highland (aquela raça bem peluda, de cor marrom) em miniatura que cresceu ao seu lado e o trata como um avô.

       “Por terem brincado tanto juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca!”, disse Billie Jo Davis, diretora do celeiro em Victory Junction, em um comunicado. “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”


[...]


      Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie, já que, diferente de outras lhamas, nunca cospe em ninguém. Eles contam que Whitetop até tenta cuspir em outros animais quando eles disputam comida ou têm briguinhas, mas ele é tão velho que não sai mais nada.

     “Ele é tão bom com as nossas crianças que, assim que os dias de acampamento começam, ele simplesmente se deita e não se levanta até o almoço. Ele fica ali deitado e deixa que as crianças corram até ele e o acariciem”, acrescenta Davis. “Ele trata isso como um trabalho – e é o trabalho dele!”

      O Victory Junction oferece, sem custos, experiências recreativas para crianças com doenças graves ou condições crônicas. Em um ambiente seguro, elas podem participar de atividades como escalada, passeios de barco, esportes e artes, aproveitando espaços adaptados para garantir inclusão e diversão. 

      Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem, cuidem dele e tirem fotos com ele. Ele acorda antes da maioria das crianças e começa o dia com uma grande tigela de café da manhã – sua comida favorita é ração para lhama misturada com ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.

      Ele recebe as crianças no turno da manhã, entre 9h30 e meio-dia e depois faz um horário de almoço generoso. Entre as 15h e as 18h, retorna para as crianças. Segundo os tratadores, Whitetop ama fazer selfies com as pessoas, e geralmente encosta a cabeça na cabeça das crianças para posar.

        “Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom em seu trabalho que sempre pode ser confiado a campistas de todas as habilidades”, disse Davis. Quase um Pokémon da vida real.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/sociedade/lhama-maisvelha-do-mundo-trabalha-em-acampamento-para-criancasdoentes/. Acesso em: 14 mar. 2025.
Considere o seguinte trecho:
“Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”
Nesse caso, as aspas simples foram utilizadas pelo autor do texto com a função de 
Alternativas
Q3539985 Português
Lhama mais velha do mundo trabalha em
acampamento para crianças doentes


Nascido em 1997, Whitetop é conhecido por seu trato
gentil e a paixão por selfies – um pedido constante
dos pequenos com problemas crônicos ou terminais.


Por Bela Lobato


      Em 1997, o mundo conheceu Pokémon, uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores. No mesmo ano, nasceu Whitetop, uma lhama que, com sua presença tranquila, viria a desempenhar um papel igualmente adorável e especial no acampamento para crianças com doenças crônicas e terminais em que trabalha e vive.

     Nascida em 30 de maio de 1997, com 27 anos e 250 dias, Whitetop foi reconhecida pelo Guinness World Records como a lhama mais velha do mundo. Ele foi doado ao acampamento Victory Junction, nos EUA, em 2006, onde até hoje divide um curral com nove cavalos, duas cabras, dois coelhos, dois burros e uma vaca.

        No pasto, Whitetop é acompanhada por dois burros em miniatura chamados Jed e Jethro, e seu melhor amigo é Gus-Gus, uma vaca highland (aquela raça bem peluda, de cor marrom) em miniatura que cresceu ao seu lado e o trata como um avô.

       “Por terem brincado tanto juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca!”, disse Billie Jo Davis, diretora do celeiro em Victory Junction, em um comunicado. “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”


[...]


      Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie, já que, diferente de outras lhamas, nunca cospe em ninguém. Eles contam que Whitetop até tenta cuspir em outros animais quando eles disputam comida ou têm briguinhas, mas ele é tão velho que não sai mais nada.

     “Ele é tão bom com as nossas crianças que, assim que os dias de acampamento começam, ele simplesmente se deita e não se levanta até o almoço. Ele fica ali deitado e deixa que as crianças corram até ele e o acariciem”, acrescenta Davis. “Ele trata isso como um trabalho – e é o trabalho dele!”

      O Victory Junction oferece, sem custos, experiências recreativas para crianças com doenças graves ou condições crônicas. Em um ambiente seguro, elas podem participar de atividades como escalada, passeios de barco, esportes e artes, aproveitando espaços adaptados para garantir inclusão e diversão. 

      Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem, cuidem dele e tirem fotos com ele. Ele acorda antes da maioria das crianças e começa o dia com uma grande tigela de café da manhã – sua comida favorita é ração para lhama misturada com ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.

      Ele recebe as crianças no turno da manhã, entre 9h30 e meio-dia e depois faz um horário de almoço generoso. Entre as 15h e as 18h, retorna para as crianças. Segundo os tratadores, Whitetop ama fazer selfies com as pessoas, e geralmente encosta a cabeça na cabeça das crianças para posar.

        “Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom em seu trabalho que sempre pode ser confiado a campistas de todas as habilidades”, disse Davis. Quase um Pokémon da vida real.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/sociedade/lhama-maisvelha-do-mundo-trabalha-em-acampamento-para-criancasdoentes/. Acesso em: 14 mar. 2025.
No trecho “Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem [...]”, o termo destacado exerce função de
Alternativas
Q3539984 Português
Lhama mais velha do mundo trabalha em
acampamento para crianças doentes


Nascido em 1997, Whitetop é conhecido por seu trato
gentil e a paixão por selfies – um pedido constante
dos pequenos com problemas crônicos ou terminais.


Por Bela Lobato


      Em 1997, o mundo conheceu Pokémon, uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores. No mesmo ano, nasceu Whitetop, uma lhama que, com sua presença tranquila, viria a desempenhar um papel igualmente adorável e especial no acampamento para crianças com doenças crônicas e terminais em que trabalha e vive.

     Nascida em 30 de maio de 1997, com 27 anos e 250 dias, Whitetop foi reconhecida pelo Guinness World Records como a lhama mais velha do mundo. Ele foi doado ao acampamento Victory Junction, nos EUA, em 2006, onde até hoje divide um curral com nove cavalos, duas cabras, dois coelhos, dois burros e uma vaca.

        No pasto, Whitetop é acompanhada por dois burros em miniatura chamados Jed e Jethro, e seu melhor amigo é Gus-Gus, uma vaca highland (aquela raça bem peluda, de cor marrom) em miniatura que cresceu ao seu lado e o trata como um avô.

       “Por terem brincado tanto juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca!”, disse Billie Jo Davis, diretora do celeiro em Victory Junction, em um comunicado. “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”


[...]


      Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie, já que, diferente de outras lhamas, nunca cospe em ninguém. Eles contam que Whitetop até tenta cuspir em outros animais quando eles disputam comida ou têm briguinhas, mas ele é tão velho que não sai mais nada.

     “Ele é tão bom com as nossas crianças que, assim que os dias de acampamento começam, ele simplesmente se deita e não se levanta até o almoço. Ele fica ali deitado e deixa que as crianças corram até ele e o acariciem”, acrescenta Davis. “Ele trata isso como um trabalho – e é o trabalho dele!”

      O Victory Junction oferece, sem custos, experiências recreativas para crianças com doenças graves ou condições crônicas. Em um ambiente seguro, elas podem participar de atividades como escalada, passeios de barco, esportes e artes, aproveitando espaços adaptados para garantir inclusão e diversão. 

      Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem, cuidem dele e tirem fotos com ele. Ele acorda antes da maioria das crianças e começa o dia com uma grande tigela de café da manhã – sua comida favorita é ração para lhama misturada com ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.

      Ele recebe as crianças no turno da manhã, entre 9h30 e meio-dia e depois faz um horário de almoço generoso. Entre as 15h e as 18h, retorna para as crianças. Segundo os tratadores, Whitetop ama fazer selfies com as pessoas, e geralmente encosta a cabeça na cabeça das crianças para posar.

        “Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom em seu trabalho que sempre pode ser confiado a campistas de todas as habilidades”, disse Davis. Quase um Pokémon da vida real.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/sociedade/lhama-maisvelha-do-mundo-trabalha-em-acampamento-para-criancasdoentes/. Acesso em: 14 mar. 2025.
Quanto ao uso do acento grave indicativo de crase, assinale a alternativa que apresenta um trecho adaptado do texto que esteja correto de acordo com a norma-padrão da língua. 
Alternativas
Q3539983 Português
Lhama mais velha do mundo trabalha em
acampamento para crianças doentes


Nascido em 1997, Whitetop é conhecido por seu trato
gentil e a paixão por selfies – um pedido constante
dos pequenos com problemas crônicos ou terminais.


Por Bela Lobato


      Em 1997, o mundo conheceu Pokémon, uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores. No mesmo ano, nasceu Whitetop, uma lhama que, com sua presença tranquila, viria a desempenhar um papel igualmente adorável e especial no acampamento para crianças com doenças crônicas e terminais em que trabalha e vive.

     Nascida em 30 de maio de 1997, com 27 anos e 250 dias, Whitetop foi reconhecida pelo Guinness World Records como a lhama mais velha do mundo. Ele foi doado ao acampamento Victory Junction, nos EUA, em 2006, onde até hoje divide um curral com nove cavalos, duas cabras, dois coelhos, dois burros e uma vaca.

        No pasto, Whitetop é acompanhada por dois burros em miniatura chamados Jed e Jethro, e seu melhor amigo é Gus-Gus, uma vaca highland (aquela raça bem peluda, de cor marrom) em miniatura que cresceu ao seu lado e o trata como um avô.

       “Por terem brincado tanto juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca!”, disse Billie Jo Davis, diretora do celeiro em Victory Junction, em um comunicado. “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”


[...]


      Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie, já que, diferente de outras lhamas, nunca cospe em ninguém. Eles contam que Whitetop até tenta cuspir em outros animais quando eles disputam comida ou têm briguinhas, mas ele é tão velho que não sai mais nada.

     “Ele é tão bom com as nossas crianças que, assim que os dias de acampamento começam, ele simplesmente se deita e não se levanta até o almoço. Ele fica ali deitado e deixa que as crianças corram até ele e o acariciem”, acrescenta Davis. “Ele trata isso como um trabalho – e é o trabalho dele!”

      O Victory Junction oferece, sem custos, experiências recreativas para crianças com doenças graves ou condições crônicas. Em um ambiente seguro, elas podem participar de atividades como escalada, passeios de barco, esportes e artes, aproveitando espaços adaptados para garantir inclusão e diversão. 

      Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem, cuidem dele e tirem fotos com ele. Ele acorda antes da maioria das crianças e começa o dia com uma grande tigela de café da manhã – sua comida favorita é ração para lhama misturada com ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.

      Ele recebe as crianças no turno da manhã, entre 9h30 e meio-dia e depois faz um horário de almoço generoso. Entre as 15h e as 18h, retorna para as crianças. Segundo os tratadores, Whitetop ama fazer selfies com as pessoas, e geralmente encosta a cabeça na cabeça das crianças para posar.

        “Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom em seu trabalho que sempre pode ser confiado a campistas de todas as habilidades”, disse Davis. Quase um Pokémon da vida real.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/sociedade/lhama-maisvelha-do-mundo-trabalha-em-acampamento-para-criancasdoentes/. Acesso em: 14 mar. 2025.
Considerando as flexões do adjetivo, assinale a alternativa que destaca uma palavra que caracteriza um substantivo e que, para concordar com ele, apresenta a forma feminina e singular, como a destacada em: “[...] aquela raça bem peluda, de cor marrom [...]”.
Alternativas
Q3539982 Português
Lhama mais velha do mundo trabalha em
acampamento para crianças doentes


Nascido em 1997, Whitetop é conhecido por seu trato
gentil e a paixão por selfies – um pedido constante
dos pequenos com problemas crônicos ou terminais.


Por Bela Lobato


      Em 1997, o mundo conheceu Pokémon, uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores. No mesmo ano, nasceu Whitetop, uma lhama que, com sua presença tranquila, viria a desempenhar um papel igualmente adorável e especial no acampamento para crianças com doenças crônicas e terminais em que trabalha e vive.

     Nascida em 30 de maio de 1997, com 27 anos e 250 dias, Whitetop foi reconhecida pelo Guinness World Records como a lhama mais velha do mundo. Ele foi doado ao acampamento Victory Junction, nos EUA, em 2006, onde até hoje divide um curral com nove cavalos, duas cabras, dois coelhos, dois burros e uma vaca.

        No pasto, Whitetop é acompanhada por dois burros em miniatura chamados Jed e Jethro, e seu melhor amigo é Gus-Gus, uma vaca highland (aquela raça bem peluda, de cor marrom) em miniatura que cresceu ao seu lado e o trata como um avô.

       “Por terem brincado tanto juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca!”, disse Billie Jo Davis, diretora do celeiro em Victory Junction, em um comunicado. “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”


[...]


      Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie, já que, diferente de outras lhamas, nunca cospe em ninguém. Eles contam que Whitetop até tenta cuspir em outros animais quando eles disputam comida ou têm briguinhas, mas ele é tão velho que não sai mais nada.

     “Ele é tão bom com as nossas crianças que, assim que os dias de acampamento começam, ele simplesmente se deita e não se levanta até o almoço. Ele fica ali deitado e deixa que as crianças corram até ele e o acariciem”, acrescenta Davis. “Ele trata isso como um trabalho – e é o trabalho dele!”

      O Victory Junction oferece, sem custos, experiências recreativas para crianças com doenças graves ou condições crônicas. Em um ambiente seguro, elas podem participar de atividades como escalada, passeios de barco, esportes e artes, aproveitando espaços adaptados para garantir inclusão e diversão. 

      Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem, cuidem dele e tirem fotos com ele. Ele acorda antes da maioria das crianças e começa o dia com uma grande tigela de café da manhã – sua comida favorita é ração para lhama misturada com ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.

      Ele recebe as crianças no turno da manhã, entre 9h30 e meio-dia e depois faz um horário de almoço generoso. Entre as 15h e as 18h, retorna para as crianças. Segundo os tratadores, Whitetop ama fazer selfies com as pessoas, e geralmente encosta a cabeça na cabeça das crianças para posar.

        “Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom em seu trabalho que sempre pode ser confiado a campistas de todas as habilidades”, disse Davis. Quase um Pokémon da vida real.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/sociedade/lhama-maisvelha-do-mundo-trabalha-em-acampamento-para-criancasdoentes/. Acesso em: 14 mar. 2025.
Assinale a alternativa que apresenta um trecho adaptado do texto no qual a retirada da(s) vírgula(s) altera o sentido da frase. 
Alternativas
Q3539981 Português
Lhama mais velha do mundo trabalha em
acampamento para crianças doentes


Nascido em 1997, Whitetop é conhecido por seu trato
gentil e a paixão por selfies – um pedido constante
dos pequenos com problemas crônicos ou terminais.


Por Bela Lobato


      Em 1997, o mundo conheceu Pokémon, uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores. No mesmo ano, nasceu Whitetop, uma lhama que, com sua presença tranquila, viria a desempenhar um papel igualmente adorável e especial no acampamento para crianças com doenças crônicas e terminais em que trabalha e vive.

     Nascida em 30 de maio de 1997, com 27 anos e 250 dias, Whitetop foi reconhecida pelo Guinness World Records como a lhama mais velha do mundo. Ele foi doado ao acampamento Victory Junction, nos EUA, em 2006, onde até hoje divide um curral com nove cavalos, duas cabras, dois coelhos, dois burros e uma vaca.

        No pasto, Whitetop é acompanhada por dois burros em miniatura chamados Jed e Jethro, e seu melhor amigo é Gus-Gus, uma vaca highland (aquela raça bem peluda, de cor marrom) em miniatura que cresceu ao seu lado e o trata como um avô.

       “Por terem brincado tanto juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca!”, disse Billie Jo Davis, diretora do celeiro em Victory Junction, em um comunicado. “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”


[...]


      Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie, já que, diferente de outras lhamas, nunca cospe em ninguém. Eles contam que Whitetop até tenta cuspir em outros animais quando eles disputam comida ou têm briguinhas, mas ele é tão velho que não sai mais nada.

     “Ele é tão bom com as nossas crianças que, assim que os dias de acampamento começam, ele simplesmente se deita e não se levanta até o almoço. Ele fica ali deitado e deixa que as crianças corram até ele e o acariciem”, acrescenta Davis. “Ele trata isso como um trabalho – e é o trabalho dele!”

      O Victory Junction oferece, sem custos, experiências recreativas para crianças com doenças graves ou condições crônicas. Em um ambiente seguro, elas podem participar de atividades como escalada, passeios de barco, esportes e artes, aproveitando espaços adaptados para garantir inclusão e diversão. 

      Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem, cuidem dele e tirem fotos com ele. Ele acorda antes da maioria das crianças e começa o dia com uma grande tigela de café da manhã – sua comida favorita é ração para lhama misturada com ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.

      Ele recebe as crianças no turno da manhã, entre 9h30 e meio-dia e depois faz um horário de almoço generoso. Entre as 15h e as 18h, retorna para as crianças. Segundo os tratadores, Whitetop ama fazer selfies com as pessoas, e geralmente encosta a cabeça na cabeça das crianças para posar.

        “Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom em seu trabalho que sempre pode ser confiado a campistas de todas as habilidades”, disse Davis. Quase um Pokémon da vida real.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/sociedade/lhama-maisvelha-do-mundo-trabalha-em-acampamento-para-criancasdoentes/. Acesso em: 14 mar. 2025.
Assinale a alternativa cujo termo destacado introduz um complemento verbal, como o destacado em “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar [...]”. 
Alternativas
Q3539980 Português
Lhama mais velha do mundo trabalha em
acampamento para crianças doentes


Nascido em 1997, Whitetop é conhecido por seu trato
gentil e a paixão por selfies – um pedido constante
dos pequenos com problemas crônicos ou terminais.


Por Bela Lobato


      Em 1997, o mundo conheceu Pokémon, uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores. No mesmo ano, nasceu Whitetop, uma lhama que, com sua presença tranquila, viria a desempenhar um papel igualmente adorável e especial no acampamento para crianças com doenças crônicas e terminais em que trabalha e vive.

     Nascida em 30 de maio de 1997, com 27 anos e 250 dias, Whitetop foi reconhecida pelo Guinness World Records como a lhama mais velha do mundo. Ele foi doado ao acampamento Victory Junction, nos EUA, em 2006, onde até hoje divide um curral com nove cavalos, duas cabras, dois coelhos, dois burros e uma vaca.

        No pasto, Whitetop é acompanhada por dois burros em miniatura chamados Jed e Jethro, e seu melhor amigo é Gus-Gus, uma vaca highland (aquela raça bem peluda, de cor marrom) em miniatura que cresceu ao seu lado e o trata como um avô.

       “Por terem brincado tanto juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca!”, disse Billie Jo Davis, diretora do celeiro em Victory Junction, em um comunicado. “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”


[...]


      Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie, já que, diferente de outras lhamas, nunca cospe em ninguém. Eles contam que Whitetop até tenta cuspir em outros animais quando eles disputam comida ou têm briguinhas, mas ele é tão velho que não sai mais nada.

     “Ele é tão bom com as nossas crianças que, assim que os dias de acampamento começam, ele simplesmente se deita e não se levanta até o almoço. Ele fica ali deitado e deixa que as crianças corram até ele e o acariciem”, acrescenta Davis. “Ele trata isso como um trabalho – e é o trabalho dele!”

      O Victory Junction oferece, sem custos, experiências recreativas para crianças com doenças graves ou condições crônicas. Em um ambiente seguro, elas podem participar de atividades como escalada, passeios de barco, esportes e artes, aproveitando espaços adaptados para garantir inclusão e diversão. 

      Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem, cuidem dele e tirem fotos com ele. Ele acorda antes da maioria das crianças e começa o dia com uma grande tigela de café da manhã – sua comida favorita é ração para lhama misturada com ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.

      Ele recebe as crianças no turno da manhã, entre 9h30 e meio-dia e depois faz um horário de almoço generoso. Entre as 15h e as 18h, retorna para as crianças. Segundo os tratadores, Whitetop ama fazer selfies com as pessoas, e geralmente encosta a cabeça na cabeça das crianças para posar.

        “Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom em seu trabalho que sempre pode ser confiado a campistas de todas as habilidades”, disse Davis. Quase um Pokémon da vida real.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/sociedade/lhama-maisvelha-do-mundo-trabalha-em-acampamento-para-criancasdoentes/. Acesso em: 14 mar. 2025.
No trecho “[...] uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores.”, o item destacado tem a função de retomar um termo antecedente. Assinale a alternativa na qual o termo em destaque tenha essa mesma função. 
Alternativas
Q3539979 Português
Lhama mais velha do mundo trabalha em
acampamento para crianças doentes


Nascido em 1997, Whitetop é conhecido por seu trato
gentil e a paixão por selfies – um pedido constante
dos pequenos com problemas crônicos ou terminais.


Por Bela Lobato


      Em 1997, o mundo conheceu Pokémon, uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores. No mesmo ano, nasceu Whitetop, uma lhama que, com sua presença tranquila, viria a desempenhar um papel igualmente adorável e especial no acampamento para crianças com doenças crônicas e terminais em que trabalha e vive.

     Nascida em 30 de maio de 1997, com 27 anos e 250 dias, Whitetop foi reconhecida pelo Guinness World Records como a lhama mais velha do mundo. Ele foi doado ao acampamento Victory Junction, nos EUA, em 2006, onde até hoje divide um curral com nove cavalos, duas cabras, dois coelhos, dois burros e uma vaca.

        No pasto, Whitetop é acompanhada por dois burros em miniatura chamados Jed e Jethro, e seu melhor amigo é Gus-Gus, uma vaca highland (aquela raça bem peluda, de cor marrom) em miniatura que cresceu ao seu lado e o trata como um avô.

       “Por terem brincado tanto juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca!”, disse Billie Jo Davis, diretora do celeiro em Victory Junction, em um comunicado. “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”


[...]


      Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie, já que, diferente de outras lhamas, nunca cospe em ninguém. Eles contam que Whitetop até tenta cuspir em outros animais quando eles disputam comida ou têm briguinhas, mas ele é tão velho que não sai mais nada.

     “Ele é tão bom com as nossas crianças que, assim que os dias de acampamento começam, ele simplesmente se deita e não se levanta até o almoço. Ele fica ali deitado e deixa que as crianças corram até ele e o acariciem”, acrescenta Davis. “Ele trata isso como um trabalho – e é o trabalho dele!”

      O Victory Junction oferece, sem custos, experiências recreativas para crianças com doenças graves ou condições crônicas. Em um ambiente seguro, elas podem participar de atividades como escalada, passeios de barco, esportes e artes, aproveitando espaços adaptados para garantir inclusão e diversão. 

      Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem, cuidem dele e tirem fotos com ele. Ele acorda antes da maioria das crianças e começa o dia com uma grande tigela de café da manhã – sua comida favorita é ração para lhama misturada com ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.

      Ele recebe as crianças no turno da manhã, entre 9h30 e meio-dia e depois faz um horário de almoço generoso. Entre as 15h e as 18h, retorna para as crianças. Segundo os tratadores, Whitetop ama fazer selfies com as pessoas, e geralmente encosta a cabeça na cabeça das crianças para posar.

        “Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom em seu trabalho que sempre pode ser confiado a campistas de todas as habilidades”, disse Davis. Quase um Pokémon da vida real.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/sociedade/lhama-maisvelha-do-mundo-trabalha-em-acampamento-para-criancasdoentes/. Acesso em: 14 mar. 2025.
A partir da compreensão do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3539868 Português
Cortar o glúten? Pesquisa revela por que essa
pode ser uma ideia desastrosa


Por Victor Bianchin


         Um novo estudo comparou 39 alimentos com e sem glúten para analisar as diferenças reais entre eles. A conclusão pode ser um choque para quem está adotando dietas “gluten free” por motivos de saúde: os alimentos sem glúten contêm menos fibras, menos proteínas e menos nutrientes essenciais.

        O estudo, publicado no periódico Plant Foods for Human Nutrition, afirma que, devido a essas faltas, os supostos benefícios da dieta sem glúten, como diminuição de peso e controle da diabetes, são exagerados. Além dos problemas citados, os alimentos sem glúten possuem quantidades de açúcar mais elevadas em comparação aos que contém a proteína. Por isso, estão associados a um aumento do índice de massa corporal (IMC) e de deficiências nutricionais.

       Nos EUA, os produtos sem glúten são definidos como aqueles que contêm no máximo 20 partes por milhão de glúten. Em geral, eles não contêm ingredientes como trigo, centeio, cevada e, às vezes, aveia. Esses ingredientes são ricos em arabinoxilano, um polissacarídeo não amiláceo essencial. O arabinoxilano oferece vários benefícios à saúde, incluindo a promoção de bactérias benéficas no intestino, a melhora da digestão, a regulação dos níveis de açúcar no sangue e o suporte a uma microbiota intestinal equilibrada.

       É curioso notar, entretanto, que um produto específico se mostrou exceção. O pão sem glúten com sementes contém significativamente mais fibras – 38,24 gramas por 100 gramas – do que suas versões com glúten. O estudo sugere que isso se deve, provavelmente, aos esforços dos fabricantes para compensar a deficiência de fibras utilizando ingredientes como pseudocereais, amaranto e hidrocoloides de quinoa.

        Essas adições, no entanto, mudam muito de região para região e de fabricante para fabricante, de modo que não é possível atestar com certeza que qualquer pão sem glúten tem mais fibras do que um com glúten.

       A princípio, o consumo de alimentos sem glúten só era indicado para pessoas com doença celíaca ou com alergia a trigo. No entanto, a partir do final dos anos 2000, começou a se popularizar na mídia a ideia de que uma dieta sem glúten poderia trazer benefícios como a perda de peso e a melhora na digestão, mesmo para quem não tinha intolerância diagnosticada. 

     O crescimento dessa tendência foi impulsionado por celebridades, influenciadores de saúde e livros como Barriga de Trigo (2011), de William Davis, e A Dieta da Mente (2013), de David Perlmutter, que associaram o consumo de glúten a diversos problemas de saúde. A indústria de alimentos respondeu lançando ao grande público diversos alimentos sem glúten e criando um novo nicho — em 2024, o mercado global de produtos sem glúten movimentou US$ 7,28 bilhões.
 
      Em 2023, uma pesquisa da UESB detectou que, no Brasil, os produtos sem glúten apresentam menor teor calórico (5% a 35%), mas também menor teor de carboidratos (1% a 13%), de gorduras totais (10% a 140%), proteína (35% a 192%) e fibras (11% a 94%), para a maioria das categorias analisadas. Além disso, o preço final ao consumidor chega ser até 110% mais caro quando comparado com as versões com glúten do mesmo produto, em todas as categorias analisadas. 


Texto adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/cortar-o-glutenpesquisa-revela-por-que-essa-pode-ser-uma-ideia-desastrosa/.Acesso em: 14 mar. 2025.
No trecho “[...] Barriga de Trigo (2011), de William Davis, e A Dieta da Mente (2013), de David Perlmutter, [...]”, as vírgulas isolam
Alternativas
Respostas
601: C
602: D
603: B
604: A
605: D
606: X
607: C
608: A
609: D
610: C
611: A
612: B
613: B
614: D
615: D
616: A
617: D
618: A
619: C
620: C