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Uma palestra sobre segurança do trabalho envolvendo a comunidade das marisqueiras foi o ponto de partida do projeto Peneira. O professor de Eletrotécnica do Campus Maceió, Allisson Silva, contou que ficou surpreso com as informações que relatavam o sofrimento dos envolvidos nas atividades. A partir de então, ele começou a pesquisar sobre as etapas da cadeia produtiva do sururu.
“Teve uma fala, em uma das reportagens que eu vi, de um garoto que não ia para a escola há quatro anos. Isso acabou pesando muito para começar pela peneira, que é uma atividade basicamente ocupada por mulheres e crianças, então, influencia muito a evasão escolar”, explicou o professor, que coordena o projeto.
O protótipo foi desenvolvido para ser utilizado como uma peneira de baixo custo, que descasca o sururu.
“As estruturas são de portas do Ifal Maceió, o acrílico que tem nela são de barreiras utilizadas durante a pandemia, que quebraram. Então, a gente reutilizou os pedaços, e, posteriormente, foi colocado um variador de velocidade, para ajustar de acordo com a quantidade de sururu”, detalhou o professor.
O projeto foi aprovado no edital das Oficinas 4, em 2021, com os estudantes Kamilly dos Santos, Vitória Lopes, Livia Luna, João Souza e Sheldon da Silva. Depois foi aprovado no edital do Pibiti de 2022, com Bianca dos Santos, e renovado no edital do Pibiti deste ano, com Nícolas Cordeiro.
Em abril do ano passado, o professor Alisson levou os estudantes a uma visita técnica para conhecer de perto a cadeia do sururu, na beira da lagoa, em Maceió.
“Essa visita fez uma diferença enorme, todos ficaram com uma vontade imensa de trabalhar, se solidarizaram com a situação precária, e viram toda a dificuldade. Eles passaram a ter uma vontade grande de participar e poder contribuir para melhorar a cadeia produtiva”.
Os próximos passos do grupo é aperfeiçoar o protótipo.
“A gente está tentando conseguir um financiamento, uma forma de acelerar o projeto para a migração de materiais que atendam às exigências das resoluções da Vigilância Sanitária. Melhorias para serem aplicadas também a outros tipos de mariscos, como maçunins e mexilhões”, finalizou o professor.
Disponível em: https://alnb.com.br/alagoas/conheca-os-projetos-do-ifal-na-semana-nacional-da-educacao-profissional-e-tecnologica/. Acesso em: 31 jan. 2026.
A respeito do evento comunicativo descrito, que exemplifica um projeto integrador na EPT (Educação Profissional e Tecnológica), focada em preparar cidadãos para o mercado de trabalho, dadas as afirmativas,
I. Na elaboração do “Projeto Peneira”, utiliza-se a Língua materna, no intuito de revelar, no mundo textual, características pertinentes ao mundo real.
II. A fim de que professores e alunos construam conhecimentos de forma cooperativa, o texto que menciona o “Projeto Peneira” descreve ações pedagógicas para delinear os percursos básicos de desenvolvimento, mensurar os resultados e registrar o que foi idealizado para possíveis e necessárias adaptações.
III. No texto do “Projeto Peneira”, há uma demonstração de que os princípios constitutivos da textualidade denotam, mesmo havendo desconhecimento das relações lógico-textuais para a constituição da superestrutura, que nada impede que haja coesão virtual entre produção, teoria e ações educativas.
IV. O “Projeto Peneira” é ligado à Diretoria de Ensino e tem como objetivo contribuir com a educação inclusiva ao atuar de maneira integrada aos demais setores da instituição.
V. O “Projeto Peneira” vem promovendo ações de ensino com a temática das identidades e relações étnico-raciais, no âmbito da comunidade escolar e em suas relações com a comunidade externa, especialmente junto aos movimentos sociais antirracistas, quilombolas e indígenas.
verifica-se que está/ão correta/s apenas
CONTRERAS, José. Autonomia de professores. Tradução de Sandra Trabucco Valenzuela. São Paulo: Cortez, 2002.
A respeito dos mecanismos de coesão gramatical, observe os vocábulos destacados no fragmento de texto e assinale a alternativa correta.
Nos primeiros meses de 2025, foram contabilizados 669 mil casos prováveis de dengue contra 2,3 milhões em 2024. Em relação às mortes, houve queda de 82%, com 368, em 2025. A região Sudeste continua sendo o local mais afetado e o estado de São Paulo apresenta o maior número em 2025, concentrando 70% dos casos prováveis de dengue do país. Em relação à vacina contra a dengue, doses com datas mais próximas do vencimento podem ter ampliação de faixa etária para aplicação ou serem remanejadas para municípios que não dispõem de vacinas. (Radis, 2025).
Texto 2: Influenza A: principal causa da morte de idosos por SRAG
O vírus da Influenza A se tornou a principal causa de morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em idosos, segundo o Boletim Infogripe da Fiocruz (15/5). Também foi registrado o aumento de hospitalizações pelo vírus em diversos estados do país. A orientação é para que todas as pessoas dos grupos mais vulneráveis tomem a vacina da influenza, pois é a forma mais eficaz para prevenir hospitalizações e mortes (Radis, 2025).
Conforme a esfera de circulação social e o objetivo, esses textos apresentam quais assuntos, estrutura e ordem dos seus períodos, respectivamente.
Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/coesao-e-coerencia.html. Acesso em: 31 jan. 2026.
Levando-se em consideração que estrutura, coesão e coerência são os três pilares fundamentais para a construção de um texto claro, organizado e compreensível, dados os fragmentos de obras de Guimarães Rosa,
I. “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.
II. “Viver – não é? – é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver, mesmo”.
III. “Há uma hora certa, no meio da noite, uma hora morta, em que a água dorme”.
IV. “Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador”.
V. “Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação”.
verifica-se que há processo de coesão referencial anafórico apenas em
Então disse:
– Viver era isso?
E fechou lentamente os olhos.
NETO, Miguel Sanches. Os cem menores contos brasileiros do século. Marcelino Freire (Org). Cotia: Ateliê, 2004, p. 68.
Pelo contexto desse microconto, assinale a alternativa correta que apresenta o efeito de sentido a que é remetido o leitor.
E agora apago-me de novo e volto para essas duas pessoas que por força das circunstâncias eram seres meio abstratos.
LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela. Romance. São Paulo: 1977, p. 23.
No fragmento dessa narrativa, nota-se uma peculiaridade a respeito da morfossintaxe dos pronomes pessoais, comumente empregada até mesmo em textos literários ou por falantes cultos brasileiros.
Assinale a alternativa que apresenta esse traço semântico.
Disponível em: https://www.topleituras.com/livros/casa-quer-casa-proverbio-1-ato-ec9c. Acesso em: 10 fev. 2026.
Observe os sentidos da palavra “casa” nesse título de livro e assinale a alternativa correta.
Lupicínio Rodrigues
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor?
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um tipo qualquer?
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nem um pedaço do meu pode ser?
Há pessoas de nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, é despeito, amizade ou horror
Eu só sinto é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor
[...]
Disponível em: https://www.letras.mus.br/lupcinio-rodrigues/127284/. Acesso em: 9 fev. 2026.
A título de informação, a “Geração de 45” no Brasil, inserida na terceira fase do modernismo pós-Segunda Guerra Mundial, caracteriza-se por um retorno ao formalismo, à sondagem psicológica, à angústia existencial e, paradoxalmente, a um certo lirismo contido, distanciando-se do caráter mais agressivo da fase de 1922.
A letra da composição “Nervos de Aço”, de Lupicínio Rodrigues (composta nos anos 1940, popularizada no pós-guerra), assemelha-se à temática da geração 45, podendo assim representar essa geração porque
ELIAS, Norbert. A sociedade dos Indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. (Fragmento).
Ao discorrer sobre a conversa como processo de convivência humana, o autor recorre à referenciação e à exemplificação.
Nesse sentido, o que define o contexto dos exemplos apresentados?
BNCC, Língua Portuguesa no Ensino Médio, p. 509. Disponível em: https:Documents/COP_doc/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 23 fev. 2026.
Texto 2: Eu fiz assim :) Gravei e revisei as atividades
[…] Uma das atividades que realizamos foi a produção de poemas. Durante um mês, dei aulas sobre esse gênero e depois eles escreveram os próprios textos no Word. Após a correção ortográfica, publicamos as produções no blog. É ótimo porque, caso eles queiram, podem até aprimorar o que já foi publicado. Para conseguir realizar essas atividades com o uso da tecnologia, temos um professor responsável por essa área.
Depoimento da profa. de EJA Débora Niklaus. Nova Escola – Guia de Tecnologia na Educação, 2012, p. 72.
De acordo com a habilidade da BNCC apresentada no Texto 1, as atividades desenvolvidas pela professora da EJA em seu relato atendem à seguinte ordem de etapas:
Disponível em: https://periodicos.uninove.br/cadernosdepos/article/view/28688/11989. Acesso em: 9 fev. 2026.
De acordo com os operadores argumentativos destacados nesse fragmento textual, verifica-se que
O pássaro preso na gaiola é um geógrafo quase alheio:
Prefere, do mundo que o cerca, não as arestas: o meio.
É isso que o diferencia dos outros pássaros: ser duro.
Habita cada momento que existe dentro do cubo.
Ao pássaro preso se nega a condição acabado.
Não é um pássaro que voa: É um pássaro incubado.
Falta a ele: não espaços nem horizontes nem casas:
Sobra-lhe uma roupa enjeitada que lhe decepa as asas.
O pássaro preso é um pássaro recortado em seu domínio:
Não é dono de onde mora, nem mora onde é inquilino.
Disponível em: https://ermiracultura.com.br/2019/05/24/cinco-poemas-de-cacaso/. Acesso em: 31 jan. 2026.
À guisa de informação, a poesia marginal (também conhecida como Geração Mimeógrafo) está intimamente ligada ao modernismo brasileiro, sendo frequentemente considerada uma extensão ou uma pós-vanguarda modernista que surgiu no contexto conturbado dos anos 1960 e 1970, durante a ditadura militar.
A poesia O pássaro incubado, de Cacaso, sintetiza
Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/88735055145139345/. Acesso em: 31 jan. 2026.
Tendo em vista a organização ou esquematização típica do gênero anúncio, bem como as informações específicas resultantes desse tipo de texto, dadas as afirmativas,
I. De maneira análoga, o gênero artigo científico seguirá uma espécie de roteiro que deve desenvolver um conjunto de esquemas e de configurações bastantes nítidas.
II. Discursivamente, as informações específicas do gênero anúncio resultam num texto com uma dada configuração, cuja função é persuadir os fregueses.
III. A fim de atingir um objetivo específico, a própria seleção da linguagem segue a decisão do gênero anúncio e seu funcionamento discursivo no contexto pretendido.
IV. O gênero em questão, ao contrário da produção de um cardápio, exige um tipo de configuração, ações discursivas e seleção de toda ordem bastante limitadas.
verifica-se que está/ão correta/s
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=eyYb962kBXQ. Acesso em: 24 fev. 2026.
Pela estrutura linguística, contexto verbal e suporte, a imagem pode ser definida como um texto:
[…] Os livros são também toupeiras ou minhocas, troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir e para as fazer brincar. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e o baixo, a esquerda e a direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Podemos pensar que abrir e fechar um livro é obrigá-lo a pestanejar, mas dentro de um livro nunca se faz escuro. Os livros querem sempre ver e estão sempre a contar.
MÃE, Valter Hugo. Bibliotecas. Na Ponta do Lápis, ano XIV, nº 31, p. 20.
No texto, um dos recursos utilizados na referenciação ao sintagma “Os livros” é a prosopopeia.
Assinale a alternativa que contém exemplo desse recurso.
Mas é claro que não aguentaria duas semanas como inglês sem começar a maldizer a humidade e a sonhar com o sol. Mas não sou uma pessoa tropical. A minha terra preferida é o Outono em qualquer lugar. No Outono, as coisas se abrandam e absorvem a luz em vez de refleti-la. É como se a Natureza, etc. (O Verão não é uma boa estação para literatura descritiva. Me peça o resto da frase no Outono.)
Sempre digo que a praia seria um lugar óptimo se não fossem a areia, o sol e a água fria. É só uma frase. Gosto do mar. O diabo é que a gente sempre tem na cabeça um banho de mar perfeito que nunca se repete. O meu aconteceu em Torres, Rio Grande do Sul, em algum ano da década de 50. Sim, crianças, em 50 já existiam Torres, o oceano Atlântico e este cronista, todos bem mais jovens. O mar de Torres estava verde como nunca mais esteve. Via-se o fundo? Via-se o fundo.
Víamos os nossos pés, embora a água estivesse pelo nosso pescoço, e como eram jovens os nossos pés. Havia algas no mar? Iodo, mães-d'água, siris, dejetos, náufragos, sereias? Não, a água estava límpida como nunca mais esteve. Os únicos objetos estranhos no mar eram os nossos pés, e como isso faz tempo. Até que horas ficamos na água? Alguns anoiteceram dentro de água e estariam lá até agora se não tivessem que voltar para a cidade, para se formar, fazer carreira, casar, envelhecer, essas coisas. [...]
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.
Considerando-se suas características formais, sua função e seu uso, é correto afirmar que o texto pertence ao gênero
PIMENTA, Selma Garrido (Org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
Com base nos aspectos morfossintáticos da língua portuguesa, examine todas as ocorrências sintagmáticas da expressão em destaque no fragmento textual dado.
Assinale a alternativa que estabelece corretamente a constituição dessa expressão.
Disponível em: https://conversadeportugues.com.br/2013/03/leitura/. Acesso em: 8 fev. 2026.
Sabendo-se que o sentido de um texto é construído com base em elementos linguísticos, em sua organização e no conjunto de saberes que o leitor já tem, dadas as afirmativas,
I. Se observarmos a linguagem e a construção do texto de Bob Thaves, veremos que o foco da leitura considera a interação autor-texto-leitor. O texto é visto como um “espaço” de interação e de diálogo entre os interlocutores.
II. A fim de que se reconheça o sentido da tira, cabe ao leitor desvendar o texto como representação mental, além das intenções psicológicas do autor.
III. Na tira, não há evidências de interação entre o autor e o leitor, uma vez que não há sinalização de conhecimento de mundo do leitor para interpretar a mensagem do chargista.
IV. A compreensão do texto exige mais do que conhecimentos linguísticos: o leitor deve reparar que houve, na tira de Bob Thaves, o emprego de duas metáforas.
verifica-se que está/ão correta/s
TENÓRIO, Jeferson. O avesso da pele. São Paulo, Cia das Letras, 2020. (Fragmento).
A forma verbal indicativa de discurso direto: “disse” tem como resposta ao interlocutor:
RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. 44. ed. Rio de Janeiro: Record, 2015, p. 14.
Observando a configuração do período destacado no fragmento de texto, é correto afirmar que a fluidez na leitura se justifica porque