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"Do ponto de vista estritamente econômico, as ideias e objetivos de Trump já foram formulados por vários de seus auxiliares, faz bastante tempo, e já estiveram presentes no seu primeiro mandato. No curto prazo, reequilibrar o balanço comercial deficitário dos EUA, e o mesmo do ponto do desequilíbrio fiscal norte-americano. E no médio e longo prazo, promover um processo de 'reindustrialização da economia americana', sobretudo através da transferência ou retorno dos capitais e das empresas americanas sediadas no exterior".
(Adaptado de: FIORI, José Luís. Tarifaço de Trump. Instituto Humanitas Unisinos, 19 ago. 2025. Disponível em: http://ihu.unisinos.br/categorias/655992-tarifaco-de-trump-entrevista-co m-jose-luis-fiori. Acesso em: 30 out. 2025.)
O trecho reproduzido anteriormente descreve a política econômica de Donald Trump implementada no período recente. O principal objetivo de médio e longo prazo dessa estratégia, segundo o texto, é:
"O objetivo dos mapas temáticos é o de fornecer, com o auxílio de símbolos qualitativos e/ou quantitativos dispostos sobre uma base de referência, geralmente extraída dos mapas topográficos ou dos mapas de conjunto. uma representação convencional dos fenômenos localizáveis de qual- quer natureza e de suas correlações".
(Adaptado de: JOLY, Fernand. A cartografia. Campinas: Papirus, 2015. p. 74-75.)
Conforme o excerto, o papel primordial dos mapas temáticos na Geografia é:
(Adaptado de: AB'SABER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. p. 101.)
A citação apresentada descreve um domínio morfoclimático brasileiro. Esse domínio é:
(Adaptado de: HAESBAERT, Rogério. O mito da des-territorialização: do "fim dos territórios" à multiterritorialidade. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. p. 312.)
A passagem exposta define a desterritorialização sob uma perspectiva crítica. Assinale a alternativa que indica a correta compreensão desse processo em relação aos grupos sociais mais excluídos:
(Adaptado de: CLAVAL, Paul. Epistemologia da Geografia. 2. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2014. p. 65.)
A citação anterior reflete sobre o papel da escala na análise geográfica. O papel essencial da mudança de escala na interpretação da paisagem, conforme o trecho, é:
"[...] um cotidiano compartido entre as mais diversas pessoas, firmas e instituições − cooperação e conflito são a base da vida em comum. Porque cada qual exerce uma ação própria, a vida social se individualiza; e porque a contiguidade é criadora de comunhão, a política se territorializa, com o confronto entre organização e espontaneidade. [...] é o quadro de uma referência pragmática ao mundo, do qual lhe vêm solicitações e ordens precisas de ações condicionadas, mas é também o teatro insubstituível das paixões humanas, responsáveis, através da ação comunicativa, pelas mais diversas manifestações da espontaneidade e da criatividade".
(Adaptado de: SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2014. p. 322.)
Considerando o trecho citado, que enfoca o cotidiano, as relações e a afetividade, o conceito central para a Geografia explorado no excerto é:
(Disponível em: https://brics.br/pt-br/sobre-o-brics. Acesso em: 28 out. 2025.)
Acerca do BRICS+, é correto afirmar que:
(Adaptado de: COSTA, Natane Oliveira. "Cartografia social: instrumento de luta e resistência no enfrentamento dos problemas socioambientais na Reserva Extrativista Marinha da Prainha do Canto Verde, Beberibe − Ceará", 2016.)
A respeito da cartografia social, é correto afirmar que se trata de uma prática que busca:
(Adaptado de: MARTINELLI, Marcello. Cartografia Temática: caderno de mapas. São Paulo: Contexto, 2003.)
Assinale a alternativa que indica a técnica cartográfica a que o texto se refere:
(Adaptado de: Fundação Nacional dos Povos Indígenas − FUNAI. "Demarcação de Terras Indígenas". Disponível em: https://www.gov.br/funai. Acesso em: 28 out. 2025.)
Os territórios indígenas no Brasil são reconhecidos institucionalmente como:
(Adaptado de: FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996.)
A respeito da Independência do Brasil, em 1822, ela foi resultado:
(Adaptado de: POCHMANN, M. "Capitalismo e desenvolvimento". In: Brasil sem industrialização: a herança renunciada. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2016.)
A consolidação do sistema capitalista no período supracitado esteve associada:
(Adaptado de: AB'SÁBER, Aziz Nacib. Os domínios da natureza no Brasil.)
Acerca do conceito de domínio morfoclimático, elaborado por Aziz Ab'Sáber, assinale a alternativa correta:
(Adaptado de: GOTTMANN, Jean. "A evolução do conceito de território". (2012). AGB − Boletim Campineiro de Geografia.)
Sobre o conceito de território, é correto afirmar que:
Se antes a escola era um espaço que trazia o conhecimento para os indígenas e tínhamos que aceitar, hoje os indígenas querem compartilhar seus conhecimentos. (...) Eles querem construir essas relações de respeito entre os conhecimentos promovendo o diálogo intercultural.
Os indígenas não ensinam ninguém, eles aprendem, aí o outro também aprende. Então essa ideia de ir à escola para aprender é porque lá tem alguém que ensina. Mas nessa relação de quem ensina, existe a negação do aprender, porque um ensina e outro aprende. Não existe a construção intercultural. Na interculturalidade nós trocamos ideias e construímos o que é melhor para nossa sociedade. Então, me parece que tem um abismo entre os indígenas e os não indígenas porque não tem essa compreensão da prática intercultural vivencial."
(Ferreira Kaingang, 2024, p. 836, 844, 847-848.)
"O que são os conhecimentos para os coletivos Kaingang? Como se produz conhecimentos a partir da relação que se faz com esses seres que o mundo eurorreferenciado não considera humanos e são fundamentais para produção do conhecimento para eles?
O professor D. Cardoso [...] é enfático em afirmar constantemente: 'Eu aprendi com o rio, aprendi com a corrente de água; ela me ensina quando está acordada. A água acorda, ela dorme, tem fluxo, ela traz o movimento, o tempo, uma série de conhecimentos, ela pode ser remédio!'.
O sistema Kaingang é muito mais aberto ao outro, à alteridade radical, aos seres extra-humanos. Constitui-se como um mundo em que se percebe e se produz a partir de constantes e intensas relações entre os existentes do cosmos. Estamos diante, pois, de uma sócio-cosmo-ontologia instável, em contínua transformação e de criação de seus corpos e de suas pessoas."
(Baptista da Silva, 2022, p. 10.)
Com base nos trechos selecionados dos textos de Bruno Ferreira Kaingang e Sergio Baptista da Silva, que discutem a cosmologia, a educação e a alteridade no contexto Kaingang, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) O conhecimento Kaingang é relacional e se produz nas interações entre humanos e extra-humanos, em um sistema aberto à alteridade e em contínua transformação.
(__) A reciprocidade é princípio central da cosmologia e da educação Kaingang, pois expressa interdependência, trocas e compromissos entre todos os seres do cosmos.
(__) A escola, segundo Ferreira Kaingang, deve manter a lógica unidirecional do ensino, na qual o professor é o portador do saber e o aluno o receptor do conhecimento.
(__) A educação intercultural proposta pelos autores se baseia na troca e na construção conjunta de saberes, em que aprender é um processo mútuo e não hierárquico.
(__) Para os Kaingang, o conhecimento é prática vivencial e relacional, vinculada à cosmologia e às experiências de reciprocidade com o mundo natural e espiritual.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I. A educação escolar indígena deve ser específica, bilíngue e intercultural, garantindo o direito de cada povo de ensinar e aprender em sua própria língua, conforme seus processos culturais e modos de conhecer.
II. A formação de professores indígenas deve articular os saberes comunitários e os conhecimentos acadêmicos, promovendo o diálogo entre diferentes formas de ensinar e aprender, de modo a assegurar a qualidade e a coerência dos processos formativos.
III. A organização das escolas indígenas deve respeitar a estrutura administrativa e curricular das escolas urbanas, sem considerar a autonomia comunitária ou o calendário cultural de cada povo.
IV. A interculturalidade na educação indígena visa reafirmar as identidades étnicas e valorizar as línguas e ciências dos povos indígenas, promovendo o diálogo com os conhecimentos da sociedade nacional e o acesso às informações que ela valoriza.
V. A docência indígena é compreendida como prática social, política e comunitária, que envolve o compromisso com a memória, a língua e a continuidade das tradições de cada povo.
É correto o que se afirma em:
Para o Estado brasileiro, só é possível a coexistência de culturas dentro de uma unidade social e política quando imaginada como fato passageiro e controlado, um resultado imediato da guerra de conquista ou de suas reverberações posteriores. É a localização de uma pessoa de um lado ou do outro dessa clivagem cultural que irá, desde o início, definir a sua condição de educador e aprendiz, de superior ou subalterno, em suma, de tutor e tutelado. [...] O tutor, católico e civilizado, supostamente europeizado, e o tutelado, índio, negro ou notoriamente mestiço, presumidamente primitivo e selvagem, foram os componentes essenciais da sociedade brasileira.
Ao considerar as culturas indígenas como parte da nação brasileira, a Constituição de 1988 veio, logicamente, a abolir a tutela, introduzindo algo absolutamente novo nas relações entre os indígenas e os demais cidadãos brasileiros. O abandono de uma perspectiva civilizatória na Constituição de 1988 implica que a estruturação da ordem jurídica e administrativa não possa mais fazer-se baseada na absoluta supremacia das tradições ocidentais. Isso abre um espaço importantíssimo para a valorização e o fortalecimento das culturas indígenas. (...) Tudo isso aponta para formas novas de realização da cidadania, em que o paternalismo não tenha mais lugar. Os confrontos que irão se seguir decorrem da dificuldade da sociedade em despojar-se de tal imagem, que tem atrás de si uma longa história, e ainda pode servir a perspectivas tutelares de alguns grupos sociais."
(Oliveira, 2016, p. 309-314)
Com base na análise de João Pacheco de Oliveira sobre a formação histórica do regime tutelar e sua relação com a construção da nação brasileira, é correto afirmar que:
Sobre a relação entre xamanismo e conhecimento na cultura yanomami, é correto afirmar que: