Foram encontradas 141.384 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
“Como fenômeno complexo e multifatorial, os acidentes devem ser compreendidos como consequência das condutas, ações e omissões humanas, somadas aos aspectos sociais, econômicos, culturais e políticos que envolvem sua ocorrência. [...] Os fatores de risco e o estudo dos dados epidemiológicos ajudam na compreensão do cenário de acidentes de trânsito, possibilitando a criação de ações preventivas, educativas e de promoção de saúde, com vistas a reduzir os expressivos números de mortalidade por acidentes, assim como minimizar os impactos físicos, hospitalares, previdenciários e psicológicos causados pelos acidentes.”
(Brasil, 2005, apud Cunha et al., 2021).
Neste cenário de adversidades, a Psicologia da Saúde pode contribuir com estudos e intervenções sobre o comportamento humano no trânsito, por meio de ações preventivas e de promoção da saúde nos diferentes níveis de atenção — primária, secundária e terciária — no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). No contexto hospitalar, o psicólogo pode atuar nos hospitais de referência que atendem vítimas de acidentes de trânsito, prestando assistência psicológica humanizada ao paciente, à família e à equipe de saúde. (Cunha, 2021).
Com base nos textos apresentados e nas referências teóricas sobre a Psicologia Hospitalar no trauma, analise os itens a seguir:
I. A atuação do psicólogo hospitalar junto às vítimas de acidentes de trânsito limita-se à escuta empática, não sendo recomendada sua participação em discussões de caso ou em ações interdisciplinares, para evitar interferência no tratamento clínico.
II. O psicólogo que atua em hospitais de referência para trauma deve considerar os aspectos emocionais e sociais envolvidos no adoecimento, contribuindo para a humanização e integralidade da assistência.
III. A compreensão dos acidentes de trânsito como fenômeno multifatorial implica reconhecer a influência de variáveis comportamentais, sociais, culturais e econômicas na produção e prevenção desses eventos.
IV. As ações da Psicologia da Saúde voltadas à prevenção e promoção de saúde devem restringir-se à atenção primária, já que o contexto hospitalar não é considerado campo de atuação preventiva.
Assinale a alternativa CORRETA.
Ana é psicóloga hospitalar e realiza atendimentos na enfermaria ortopédica de um hospital público. Durante o atendimento à paciente Sra. Maria das Dores, de 45 anos, internada com fratura de fêmur e múltiplos agravos físicos decorrentes de uma agressão doméstica, a psicóloga identifica sinais compatíveis com sofrimento psíquico intenso e ideação de medo em relação ao agressor. Ao ser questionada sobre o ocorrido, a paciente relata que o autor da violência é seu companheiro, mas solicita expressamente que essa informação não seja compartilhada com a equipe de saúde ou com outros profissionais.
Considerando os princípios éticos e bioéticos que norteiam a atuação da(o) psicóloga(o) em ambiente hospitalar, bem como as Referências Técnicas do Conselho Federal de Psicologia, qual deve ser a conduta profissional adequada?
A Psicologia Hospitalar é compreendida como um campo de intersecção entre diferentes contribuições científicas, educativas e profissionais da Psicologia, voltadas à qualificação da assistência e ao cuidado integral do paciente no contexto hospitalar. Para alcançar esse propósito, deve-se considerar não apenas a doença em si, mas também os recursos subjetivos e as forças adaptativas do indivíduo. A inserção do psicólogo no ambiente hospitalar justifica-se pela presença de sofrimento psíquico decorrente da vivência de adoecimento ou trauma físico, exigindo uma abordagem que integre aspectos orgânicos, emocionais e sociais.
(Fonte adaptada: Conselho Federal de Psicologia (CFP). Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS. Brasília: CFP, 2019.)
Avalie as seguintes informações:
I. A Psicologia Hospitalar é um campo de atuação restrito à aplicação breves voltadas à estabilização emocional do paciente hospitalizado. de técnicas psicoterápicas
II. A justificativa da presença da Psicologia no hospital está centrada na necessidade de compreender a dimensão orgânica da doença como fenômeno isolado do sofrimento psíquico.
III. A Psicologia Hospitalar constitui-se como um campo interdisciplinar, que integra aspectos científicos, educativos e práticos da Psicologia, visando à assistência integral e humanizada ao paciente.
IV. A inserção do psicólogo no contexto hospitalar fundamenta-se na compreensão do adoecimento como experiência biopsicossocial, que envolve dimensões orgânicas, subjetivas e relacionais.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
No contexto hospitalar, o paciente em crise, entendido por Simon (1989) como “ser em sua unidade”, frequentemente encontra-se vulnerável diante das rupturas impostas pela experiência de adoecimento. Sartre, ao discutir o ser-em-situação, destaca que cada pessoa é chamada a atribuir sentido próprio ao vivido, o que confere à crise um caráter singular e existencial. Assim, o adoecimento não se separa do ser que adoece, pois envolve afetos, significados e relações que atravessam paciente, família e equipe de saúde.
(Fonte adaptada: Simon, R. Psicologia Hospitalar: o espaço psicológico do hospital geral. São Paulo: EPU, 1989. VERGEZ, A.; Huisman, D. História da Filosofia Contemporânea. São Paulo: Nacional, 1970.)
À luz da concepção de Simon (1989) e da perspectiva existencial-fenomenológica, o adoecimento pode ser compreendido como
A Política Nacional de Humanização (PNH) propõe transformar as práticas de atenção e gestão no Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecendo o usuário, o trabalhador e o gestor como sujeitos implicados na produção da saúde. Fundamenta-se em princípios como a autonomia e o protagonismo dos sujeitos, a co-responsabilidade, a transversalidade e a valorização das dimensões subjetivas e coletivas do cuidado. Entre suas ações estratégicas, destacam-se aquelas que visam reconfigurar as relações entre os diferentes participativo. Considerando os princípios e atores do SUS, tornando o sistema mais acolhedor, resolutivo e
(Fonte adaptada: CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS. Brasília: CFP, 2019.)
Considerando os princípios e diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH), qual das alternativas expressa, de forma mais consistente, uma ação coerente com a consolidação de práticas humanizadas no SUS?
Os psicólogos que atuam na área da saúde buscam compreender os fenômenos relacionados com a saúde e a doença, o processo de adoecimento e as maneiras pelas quais os indivíduos se mantêm saudáveis ao longo da vida. A atuação envolve ações de promoção da saúde, prevenção e tratamento de pessoas portadoras de doenças (recuperação e reabilitação), bem como a elaboração de projetos que visem a melhorias no sistema e nas políticas públicas.
(Fonte: Adaptado do Conselho Federal de Psicologia. Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Saúde. CFP, 2019.)
Nesse sentido, a avaliação psicológica é de extrema importância, pois
Lembrei de Nós
João Gomes - (part. Mestrinho e Jota.pê)
Quando o Sol vai, você vem
Pra competir com as estrelas
Do seu amor, sou refém
Você é minha certeza
Hoje eu lembrei de nós
Embaixo dos lençóis
Viajando sem sair do quarto
Sonhando acordado
Você é meu norte
Minha sorte, não me deixe
Me deixa mais forte
A razão do meu corre
Você me envolve
Você me resolve
Você é meu norte
Minha sorte, não me deixe
Me deixa mais forte
A razão dos meus corres
Você me envolve (você me envolve)
Você me resolve (vai)
CARNEIRO, Kaique; COMPOSITOR, Kinho; COMPOSITOR, Luizinho; LUCAS, Rian. Lembrei de nós. Intérprete: João Gomes; Mestrinho e Jota.pê. In: Dominguinho. 2025. Disponível em: https://bfan.link/dominguinho. Acesso em: 01 fev. 2026.
Sextilhas Românticas
Paisagens da minha terra,
Onde o rouxinol não canta
- Mas que importa o rouxinol?
Frio, nevoeiros da serra
Quando a manhã se levanta
Toda banhada de sol!
Sou romântico? Concedo.
Exibo, sem evasiva,
A alma ruim que Deus me deu.
Decorei "Amor e medo”,
"No lar”, "Meus oito anos”... Viva
José Casimiro Abreu!
Sou assim, por vício inato.
Ainda hoje gosto de Diva,
Nem não posso renegar
Peri tão pouco índio, é fato,
Mas tão brasileiro... Viva,
Viva José de Alencar!
[...]
BANDEIRA, M. Bandeira de bolso: uma antologia poética. Org. de Mara Jardim. Porto Alegre: LP&M, 2010.p. 113-114.
TEXTO PARA A QUESTÃO
Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:
- Que é que você quer?
A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:
- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...
Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:
- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".
A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:
- O que há, Inês?
- O que te fez esse moço?
Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:
- Eu não conheço essa mulher. Juro...
- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!
Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:
- Mas, Inês, quem é afi nal esse moço?
- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".
- Eu! - exclamou Cassi.
- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...
Estava arrumando a casa.
Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!
Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:
- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!
BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.
TEXTO PARA A QUESTÃO
Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:
- Que é que você quer?
A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:
- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...
Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:
- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".
A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:
- O que há, Inês?
- O que te fez esse moço?
Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:
- Eu não conheço essa mulher. Juro...
- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!
Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:
- Mas, Inês, quem é afi nal esse moço?
- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".
- Eu! - exclamou Cassi.
- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...
Estava arrumando a casa.
Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!
Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:
- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!
BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.
TEXTO PARA A QUESTÃO
A Dança da Maçã
Antônio chegou na hora marcada. Ainda tinha a chave do apartamento, mas preferiu bater. Luiza abriu a porta. Os dois se cumprimentaram secamente.
– Oi.
– Oi.
Antônio fez um gesto indicando os dois homens que estavam com ele. Um senhor e um mais moço.
– Este e o seu Molina e este... Como é seu nome mesmo?
– Arlei disse o mais moco.
– Arlei. Eles vieram me ajudar com a mudança.
– Bom dia – disse Luiza. – Já está tudo mais ou menos separado. Algumas caixas de papelão e sacolas de plástico, uma lâmpada articulada de mesa de desenho, a mesa de desenho desmontada, uma taça de metal. Tudo junto perto da porta.
– Eu resolvi levar a poltrona – disse Antônio.
– Tudo bem – disse Luiza.
– E isso aí, pessoal ? disse Antônio, abrindo os braços para mostrar o que seria levado. Isto, e aquela poltrona ali. [...]
– Álbum de fotografia. Vai também?
– Vai – disse Luiza. Tudo que esta nas sacolas vai embora. Arlei estava olhando o álbum. Mostrou para o seu Molina:
– Olha os dois na praia.
E fez um aceno de cabeça para Luiza, com as pontas da boca puxadas para baixo, querendo dizer “Sim senhora, hein?”, e que a Luiza de biquíni não era de se jogar fora. Mas o seu Molina estava sério, olhando para Luiza.
– Você não quer ficar com o álbum?
Luiza perdeu a paciência.
– Não quero ficar com nada disto, entende? O que está nas caixas e nos sacos, é para ir embora.
São dele. [...]
Disponível em: http://www.scribd.com/doc/10940016/ CronicasSelecionadas-Do-Jornal-Estadao-Luis-Fernando-Verissimo . Acesso em 05/02/2026.
TEXTO PARA A QUESTÃO
A Dança da Maçã
Antônio chegou na hora marcada. Ainda tinha a chave do apartamento, mas preferiu bater. Luiza abriu a porta. Os dois se cumprimentaram secamente.
– Oi.
– Oi.
Antônio fez um gesto indicando os dois homens que estavam com ele. Um senhor e um mais moço.
– Este e o seu Molina e este... Como é seu nome mesmo?
– Arlei disse o mais moco.
– Arlei. Eles vieram me ajudar com a mudança.
– Bom dia – disse Luiza. – Já está tudo mais ou menos separado. Algumas caixas de papelão e sacolas de plástico, uma lâmpada articulada de mesa de desenho, a mesa de desenho desmontada, uma taça de metal. Tudo junto perto da porta.
– Eu resolvi levar a poltrona – disse Antônio.
– Tudo bem – disse Luiza.
– E isso aí, pessoal ? disse Antônio, abrindo os braços para mostrar o que seria levado. Isto, e aquela poltrona ali. [...]
– Álbum de fotografia. Vai também?
– Vai – disse Luiza. Tudo que esta nas sacolas vai embora. Arlei estava olhando o álbum. Mostrou para o seu Molina:
– Olha os dois na praia.
E fez um aceno de cabeça para Luiza, com as pontas da boca puxadas para baixo, querendo dizer “Sim senhora, hein?”, e que a Luiza de biquíni não era de se jogar fora. Mas o seu Molina estava sério, olhando para Luiza.
– Você não quer ficar com o álbum?
Luiza perdeu a paciência.
– Não quero ficar com nada disto, entende? O que está nas caixas e nos sacos, é para ir embora.
São dele. [...]
Disponível em: http://www.scribd.com/doc/10940016/ CronicasSelecionadas-Do-Jornal-Estadao-Luis-Fernando-Verissimo . Acesso em 05/02/2026.
I. “Antônio chegou na hora marcada.”
II. “Ainda tendo a chave do apartamento, preferiu bater.”
III. “Tudo estando nas sacolas, vai embora.”
IV. “O que está nas caixas e nos sacos, é para ir embora.”
Assinale a alternativa CORRETA quanto à análise sintática das orações reduzidas presentes nos fragmentos.
TEXTO PARA A QUESTÃO
Seu trajo era um primor do gênero, pelo mimoso e delicado. Trazia o vestido de alvas escumilhas, com a saia toda rofada de largos folhos. Pequenos ramos de urze, com um só botão cor-de-rosa, apanhavam os fofos transparentes, que o menor sopro fazia arfar. O forro de seda do corpinho, ligeiramente decotado, apenas debuxava entre a fina gaza os contornos nascentes do gárceo colo; e dentre as nuvens de rendas das mangas só escapava a parte inferior do mais lindo braço. Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas. Quando Emília sentava-se, abatendo com a mão afilada os rofos da Escócia, parecia-me um cisne colhendo as asas à margem do lago, e arrufando as níveas penas. Quando erguia-se e coleava o talhe flexível fazendo tremular as brancas roupagens, lembrava o gracioso mito da beleza, que surgiu mulher da espuma das ondas.
ALENCAR, José de. Diva. Rio de Janeiro: Edições de Ouro. [s.d.]. p. 48-49.
TEXTO PARA A QUESTÃO
Seu trajo era um primor do gênero, pelo mimoso e delicado. Trazia o vestido de alvas escumilhas, com a saia toda rofada de largos folhos. Pequenos ramos de urze, com um só botão cor-de-rosa, apanhavam os fofos transparentes, que o menor sopro fazia arfar. O forro de seda do corpinho, ligeiramente decotado, apenas debuxava entre a fina gaza os contornos nascentes do gárceo colo; e dentre as nuvens de rendas das mangas só escapava a parte inferior do mais lindo braço. Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas. Quando Emília sentava-se, abatendo com a mão afilada os rofos da Escócia, parecia-me um cisne colhendo as asas à margem do lago, e arrufando as níveas penas. Quando erguia-se e coleava o talhe flexível fazendo tremular as brancas roupagens, lembrava o gracioso mito da beleza, que surgiu mulher da espuma das ondas.
ALENCAR, José de. Diva. Rio de Janeiro: Edições de Ouro. [s.d.]. p. 48-49.
I. “o mais lindo braço”
II. “admiração ardente das turbas”
III. “as turbas”
Com base na identificação das figuras de linguagem presentes em cada expressão e na estilística de José de Alencar, assinale a alternativa CORRETA.