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"A Constituição [Federal do Brasil] mudou na sua elaboração, mudou na defi nição dos poderes, mudou restaurando a Federação, mudou quando quer mudar o homem em cidadão. E só é cidadão quem ganha justo e sufi ciente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa. Num país de 30 milhões, 401 mil analfabetos, afrontosos 25% da população, cabe advertir: a cidadania começa com o alfabeto".
GUIMARÃES, Ulisses. Promulgação da Constituição do Brasil. 5/10/1988. Disponível em https://www12.senado. leg.br/noticias/materias/2008/09/29/em-discurso-historicoulysses-guimaraes-comemora-a-promulgacao-da-cartade-1988. Acesso em 04/05/2026.
Em relação à cidadania na Constituição de 1988, assinale a alternativa CORRETA.
Com base no texto responda:
O outro Brasil que vem aí
“O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados terá as cores das produções e dos trabalhos. Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças terão as cores das profi ssões e das regiões. As mulheres do Brasil em vez de cores boreais terão as cores variamente tropicais. Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil, todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.”
FREYRE, Gilberto. O outro Brasil que vem aí. In:___. Casagrande e senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 481 ed. rev. — São Paulo: Global, 2003, p.4.
Na primeira metade do século XX, diversos pensadores brasileiros propuseram novas interpretações sobre a formação histórica, política e cultural do país. Apesar de suas especifi cidades, a Geração de 30, como fi caram conhecidos tais autores, propunha:
ABRAMOVAY, Miriam et al. Violência nas escolas: uma pesquisa nacional. Brasília, DF: FLACSO Brasil, Ministério da Educação, 2016. Disponível em: https://www.fl acso. org.br/?publicacao=violencia-nas-escolas-uma-pesquisanacional. Acesso em: 5 fev. 2026.
Esta interpretação está ancorada na perspectiva que compreende:
WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da Violência 2023: homicídios e juventude no Brasil. Brasília: FLACSO, 2023. Disponível em: https://www.fl acso.org.br/?p=2145. Acesso em: 04 fev. 2026.
A partir dessa caracterização, avalie as assertivas abaixo quanto à sua correlação com as principais perspectivas teóricas da sociologia do sistema penal, assinalando (V), se VERDADEIRAS, ou (F), se FALSAS.
( ) A configuração do sistema corrobora análises que compreendem a punição como um dispositivo de administração de grupos sociais considerados problemáticos ou excedentes, e não como uma mera reação técnica ao crime. ( ) O perfi l demográfico predominante nas prisões evidencia que os processos de seleção e processamento penal tendem a reforçar, em suas operações cotidianas, as clivagens de classe, raça e território preexistentes na sociedade. ( ) A expansão quantitativa do encarceramento representa uma estratégia funcionalmente adequada para a contenção da criminalidade, alinhada a uma visão da pena como instrumento de defesa social e neutralização de riscos. ( ) A realidade observada de consolidação de poder paralelo e socialização carcerária contradiz frontalmente o discurso ofi cial que atribui à pena privativa de liberdade uma finalidade corretiva e reintegradora.
A sequência CORRETA (V/F) encontra-se em:
A partir dos anos 2000, ganhou força no Brasil um modelo de gestão escolar inspirado no setor privado: as metas de aprendizagem são defi nidas com base em índices como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB); os bônus para professores são atrelados ao desempenho dos alunos nas provas; escolas são ranqueadas em listas públicas; e conglomerados educacionais privados passam a administrar unidades públicas por meio de parcerias. Para um conjunto de sociólogos críticos, essa não é apenas uma mudança administrativa, mas a expressão de uma lógica mais profunda que transforma a educação, antes pensada como direito social e formação cidadã, em uma commodity regulada pela lógica do mercado.
BALL, Stephen J. Educação global S.A.: novas redes políticas e o imaginário neoliberal. Tradução de Janete Bridon. Petrópolis: Vozes, 2022.
A interpretação sociológica que melhor explica a transformação descrita é a que identifi ca a operação de um paradigma que:
Relatórios do IPEA (2023) apontam o crescimento de movimentos sociais que reivindicam memória histórica e reparação simbólica em relação a grupos marginalizados, como povos indígenas e comunidades quilombolas. Esses movimentos contestam narrativas ofi ciais que silenciam experiências históricas de violência e resistência, transformando a forma como o passado é lembrado em um campo de disputa simbólica (IPEA, 2023).
IPEA. Memória, reparação e justiça histórica no Brasil. Brasília: IPEA, 2023. Disponível em: https://www.ipea.gov. br/publicacoes. Acesso em: 03 fev. 2026.
Uma análise sociológica fundamentada no conceito de memória coletiva interpretaria esse fenômeno como resultado de um processo em que:
Em diferentes contextos sociais — como escolas públicas que utilizam sistemas de monitoramento de frequência e comportamento, empresas que avaliam desempenho por métricas digitais e cidades que ampliam o uso de câmeras de vigilância e bases de dados para controle populacional — observa-se que a regulação da vida social ocorre não apenas por punições formais, mas também por práticas cotidianas de vigilância, classifi cação, normalização e indução de comportamentos considerados adequados. Essas estratégias tendem a infl uenciar rotinas, escolhas, modos de agir e até a forma como os indivíduos percebem a si mesmos e aos outros.
FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. 50. ed. Petrópolis: Vozes, 2021.
Considerando esse cenário, pode-se inferir que esse tipo de poder atua PREDOMINANTEMENTE por meio de:
Antônio, 68 anos, encontra-se em situação de rua e foi internado após fratura de fêmur decorrente de uma queda. Apresenta desconfiança, recusa de cuidados e verbaliza medo de ser discriminado pela equipe e sobre o processo de retorno à sociedade após a alta devido suas limitações físicas. Não possui vínculos familiares e demonstra sinais de desorganização cognitiva leve. O psicólogo é solicitado para realizar o atendimento.
Com base nesse caso, avalie as assertivas a seguir:
I. A atuação psicológica deve centrar-se na escuta qualificada e na construção de vínculo terapêutico, respeitando a singularidade do paciente e seu contexto social.
II. A articulação com o serviço social e a rede de proteção é fundamental, considerando os determinantes sociais da saúde e a vulnerabilidade do idoso.
III. A intervenção psicológica deve restringir-se aos aspectos clínicos, sendo inadequado o envolvimento com questões sociais.
IV. O paciente por estar em situação de rua inviabiliza qualquer projeto de reabilitação ou reinserção social.
Assinale a alternativa CORRETA
Lucas, 22 anos, encontra-se internado após acidente automobilístico com múltiplas fraturas. Demonstra irritabilidade, choro frequente e resistência à equipe de saúde, relatando perda de controle e frustração diante da dependência física. O psicólogo hospitalar é acionado para avaliação e acompanhamento psicológico durante o período de hospitalização.
Com base nesse contexto, avalie as assertivas a seguir:
I. O psicólogo deve compreender a resistência do paciente como expressão possível de sofrimento psíquico e não como oposição consciente ao tratamento.
II. O processo de escuta deve incluir intervenções psicoeducativas sobre a hospitalização e a importância do enfrentamento adaptativo da nova condição.
III. A intervenção psicológica deve ter como foco principal o convencimento do paciente sobre a necessidade de aderir ao tratamento fisioterápico.
IV. O trabalho interdisciplinar é essencial para evitar a fragmentação do cuidado e alinhar condutas entre as equipes envolvidas.
Assinale a alternativa CORRETA.
Pacientes vítimas de traumas ortopédicos graves podem evoluir para dor crônica, associada à limitação funcional e alterações na autoimagem. A intervenção psicológica deve contribuir para a reestruturação cognitiva e emocional, auxiliando no enfrentamento adaptativo da nova condição.
Conforme Castelli (2018), qual das estratégias abaixo está mais adequada ao manejo psicológico da dor crônica pós-traumática?
Durante o processo de reabilitação em Traumato-Ortopedia, pacientes frequentemente relatam sentimentos de impotência, irritabilidade e desesperança, especialmente diante de limitações físicas prolongadas. O papel do psicólogo é favorecer a adaptação emocional e a reintegração à rotina de vida.
Diante dessa situação, qual conduta representa uma atuação psicológica ética e tecnicamente adequada?
A Psicologia Hospitalar, enquanto campo que integra dimensões subjetivas ao processo de adoecimento, reconhece que a hospitalização pode desencadear rupturas significativas na rotina, na identidade e no senso de controle do paciente, afetando também familiares e equipe assistencial. Considerando esse contexto ampliado, qual objetivo se destaca na atuação do psicólogo em ambiente hospitalar?
Durante o acompanhamento hospitalar, um psicólogo é solicitado por uma equipe médica a não revelar a gravidade do diagnóstico a um paciente idoso, sob o argumento de que a informação poderia “abalar seu estado emocional”. Diante dessa situação, considerando os princípios éticos da Psicologia e os fundamentos da bioética, a conduta mais adequada é:
O trauma ortopédico pode atuar como fator desencadeante de quadros psicopatológicos, especialmente quando o paciente enfrenta dor persistente, incapacidade funcional e ruptura da rotina social. A vulnerabilidade psíquica, somada à dor e à hospitalização, pode precipitar transtornos mentais em indivíduos previamente saudáveis.
Com base no referencial de Botega (2012), qual dos seguintes transtornos apresenta maior associação com o trauma físico e hospitalização prolongada?
Após uma fratura ou cirurgia ortopédica, o idoso pode apresentar resistência à reabilitação devido ao medo da dor, sensação de perda da autonomia e sentimentos depressivos. A atuação do psicólogo é fundamental para auxiliar na adesão ao tratamento e na reconstrução da autoimagem.
Considerando o Manual de Psicologia Hospitalar no Trauma (Cunha et al., 2021), assinale a alternativa que melhor caracteriza a atuação do psicólogo nessa fase.
Em cuidados paliativos, o idoso com doença crônica ou progressiva enfrenta desafios físicos e psicossociais significativos. O psicólogo tem a função de oferecer suporte emocional, ressignificar a experiência do adoecimento e auxiliar a família na adaptação à finitude.
Conforme o Manual de Cuidados Paliativos (Brasil, 2023), assinale a alternativa que melhor descreve o papel do psicólogo hospitalar nesse contexto.
O trabalho da(o) psicóloga(o) nos serviços hospitalares exige o reconhecimento das políticas públicas e o conhecimento da rede intersetorial de atendimento, especialmente em casos de suspeita ou confirmação de violência. Conforme o CFP (2019), é dever da(o) profissional compreender que a atuação vai além do momento da internação, exigindo articulação com outros serviços e o cumprimento das normativas legais vigentes.
Com base nas Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS (CFP, 2019), assinale a alternativa que expressa corretamente a conduta ética e técnica do psicólogo diante de um caso de violência identificada em ambiente hospitalar:
Em cuidados paliativos, a comunicação de notícias difíceis é parte essencial da assistência humanizada. Por meio dela, o paciente e sua família podem compreender melhor o quadro clínico, participar das decisões e fortalecer o vínculo com a equipe multiprofissional. Nessa etapa, o psicólogo exerce papel fundamental, colaborando para o manejo emocional diante do sofrimento e para a preservação da autonomia e dignidade do paciente.
Com base no Manual de Cuidados Paliativos (Brasil, 2023), assinale a alternativa que melhor expressa a atuação do psicólogo nesse contexto comunicativo.
Durante o processo de hospitalização, pacientes enfrentam múltiplos fatores de estresse decorrentes da dor, das limitações físicas, da incerteza diagnóstica e da perda temporária de autonomia. Diante dessas condições, os mecanismos de coping tornam-se essenciais para compreender a forma como cada indivíduo lida com o sofrimento e reorganiza seus recursos psicológicos.
Com base no modelo teórico de Folkman e Lazarus, citado por Castelli (Universidade de Brasília), assinale a alternativa que expressa corretamente o conceito de coping.
Com base no Manual de Cuidados Paliativos (Brasil, 2023), assinale a alternativa que expressa um princípio norteador da organização dos cuidados paliativos.