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Homem de 66 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 mal controlado (hemoglobina glicada recente de 9,0%), obesidade e hipertensão arterial, apresenta-se à unidade de saúde com sintomas de dormência, formigamento e dor em queimação em ambos os pés, com progressão nos últimos 2 anos. Ele está em uso de metformina, glibenclamida e lisinopril. Para os sintomas da neuropatia, já realizou tentativas prévias sem sucesso com gabapentina e pregabalina (descontinuadas por falta de efeito terapêutico). Ao exame físico das extremidades inferiores, os pulsos periféricos estão mantidos, a força motora está preservada, há presença de hiperalgesia, teste do monofilamento 8/10 bilateralmente e não há feridas abertas, úlceras ou amputações prévias.
Para esse paciente, o tratamento farmacológico apropriado para o manejo dos sintomas da neuropatia periférica diabética é com
Homem de 58 anos, trabalhador rural, é internado para investigação de síndrome febril prolongada. Relata febre vespertina (até 38,6 ºC), sudorese noturna profusa, astenia e perda ponderal não intencional de 12 kg nas últimas 6 semanas. Queixa-se de artralgia em pequenas articulações das mãos e mialgia difusa. Ele passou por 4 avaliações ambulatoriais prévias, recebendo tratamentos sintomáticos, sem melhora sustentada. Ao exame físico: emagrecido; pressão arterial: 125 x 75 mmHg; frequência cardíaca: 102 bpm; temperatura: 38,4 ºC; cardíaco: ritmo regular com sopro holossistólico (Grau 3/6) mais audível no ápice, com irradiação para a axila esquerda; baço palpável a 4 cm do rebordo costal esquerdo, de consistência firme; presença de nódulos subcutâneos eritematosos e dolorosos nas polpas dos dedos das mãos; fundo de olho: lesões retinianas exsudativas ovais com halo hemorrágico e centro pálido. Exames séricos: hemoglobina: 9,4 g/dL (normocítica/ normocrômica); leucócitos: 12.200/mm³ (sem desvio à esquerda); proteína C reativa: 112 mg/L (normal: até 10); fator reumatoide reagente em altos títulos; fator antinuclear reagente 1:80 (padrão pontilhado fino); frações do complemento C3 e C4 consideravelmente reduzidas. Três amostras de sangue periférico colhidas na admissão encontram-se em incubação, sem crescimento bacteriano nas primeiras 72 horas. Urinálise: hematúria dismórfica; presença de cilindros hemáticos; proteinúria de 1,2 g/24h.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Mulher de 54 anos procura o serviço de pronto atendimento com queixa de prurido vaginal, corrimento e desconforto pélvico há 3 dias. Ela relata que, há poucos dias, finalizou um curso de antibioticoterapia com azitromicina e amoxicilina para tratamento de uma infecção do trato respiratório inferior. Nega atividade sexual nos últimos 2 meses. Ao exame pélvico/ginecológico, nota-se eritema vulvar importante, edema leve e corrimento vaginal esbranquiçado e espesso (grumoso). Não há lesões genitais ativas.
Qual o achado que, provavelmente, é observado na análise desse corrimento?
Mulher de 72 anos, ex-tabagista, com histórico de câncer de mama tratado cirurgicamente, há 3 anos, é admitida no pronto-socorro com quadro de dispneia de início súbito e dor torácica à direita iniciadas há 4 horas. Nega síncope, episódios prévios semelhantes ou internações recentes. Faz uso regular apenas de inibidor da aromatase. Ao exame físico: taquipneica, acianótica; pressão arterial: 95 x 60 mmHg; frequência cardíaca: 112 bpm; frequência respiratória: 26 irpm; SatO2: 91% em ar ambiente; cardiopulmonar: normal; há turgência jugular a 45 graus 2+/4; extremidades sem edema. Escore PESI: 118 pontos (classe IV). Troponina T: 0,08 ng/mL (normal: < 0,01); peptídeo natriurético (BNP): 450 pg/mL (normal: < 100). Angiotomografia de tórax: presença de falha de enchimento intraluminal em artéria pulmonar principal direita, estendendo-se para ramos lobares inferiores; razão do diâmetro diastólico final VD/VE de 1,2.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, com base no manejo e nas categorias da estratificação de risco das diretrizes mais recentes, é correto afirmar:
Homem de 35 anos está hospitalizado após um acidente automobilístico. Dois dias após a admissão, ele evolui com disúria e polaciúria. A temperatura é de 36,9 ºC e os sinais vitais são normais. O hemograma não demonstra leucocitose. Uma amostra de urina de jato médio é coletada, apresentando sedimento positivo para esterase leucocitária e nitritos, e a urocultura revela o crescimento de 103.000 UFC/mL de Escherichia coli. O teste de sensibilidade antimicrobiana demonstra que o micro-organismo é produtor de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL).
É correto afirmar que a conduta adequada para esse paciente é
Mulher de 62 anos apresenta diarreia aquosa crônica há 7 meses. Relata que a diarreia persiste mesmo durante o jejum prolongado (noturna). A paciente refere que as fezes são de grande volume, sem sangue ou muco, e estão associadas a episódios de cãibras musculares generalizadas. O histórico é relevante apenas para hipertensão em uso de enalapril e anlodipino. Nega viagens recentes, etilismo, tabagismo, uso de antibióticos ou cirurgia gastrointestinal prévia. Ao exame físico: hidratada; pressão arterial: 130 x 80 mmHg; abdome indolor com ruídos hidroaéreos audíveis em todos os quadrantes. Exames séricos: hemograma normal; potássio: 2,8 mEq/L; creatinina: 0,9 mg/dL. O hiato osmótico fecal calculado é de 30 mOsm/kg. A pesquisa de gordura fecal (Sudan III) é negativa e a calprotectina fecal é de 20 mcg/g (referência < 50).
Com base no mecanismo fisiopatológico da diarreia apresentada, assinale a alternativa correta.
Mulher de 46 anos queixa-se de astenia intensa, cefaleia, febre, odinofagia e anorexia com evolução de uma semana. Relata preocupação após notar um exantema pelo corpo, o qual refere ser não pruriginoso. Ela é sexualmente ativa e mantém um relacionamento monogâmico. Ao exame físico: temperatura: 38,1 ºC; orofaringe eritematosa, sem exsudatos; linfonodos cervicais aumentados de tamanho, de consistência firme, e indolores à palpação; nota-se exantema maculopapular difuso em tronco, dorso, palmas das mãos e plantas dos pés.
Durante a avaliação pélvica e ginecológica, o achado adicional que, provavelmente, pode ser observado é
Homem de 34 anos, trabalhador rural residente em uma região produtora de grãos no interior do Estado de São Paulo, procura o serviço de emergência com quadro de quatro dias de febre alta, náuseas, calafrios, cefaleia e dor abdominal difusa. Nas últimas seis horas, evolui com tosse seca e dispneia progressiva rapidamente evolutiva. Ao exame físico: taquipneico, cianótico, hipotenso e hipoxêmico, necessitando de intubação orotraqueal. Os exames séricos iniciais revelam leucocitose importante (24.500/mm3) com desvio à esquerda escalonado; presença de linfócitos reativos (imunoblastos) correspondendo a 14% da série linfoide; plaquetas: 32.000/mm3; hematócrito: 54%; creatinina: 1,9 mg/dL; desidrogenase lática: 780 U/L (normal: até 240); albumina sérica: 2,4 g/dL. A radiografia de tórax evidencia infiltrado interstício-alveolar bilateral difuso simétrico.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Homem de 55 anos é atendido em consulta de retorno com queixa de dor óssea que começou há algumas semanas. Ele é um paciente que faz hemodiálise crônica. Todavia, há 6 meses, a fim de controlar melhor sua hipertensão e sobrecarga de volume, ele foi transferido da hemodiálise três vezes por semana para hemodiálise noturna longa, cinco vezes por semana. Ele se exercita regularmente, no entanto, não tem conseguido fazê-lo ultimamente devido à dor óssea. Exames séricos (antes de uma sessão de diálise): cálcio corrigido: 8,4 mg/dL (normal: 8,8 a 10,4); fósforo: 1,55 mg/dL (normal: 2,48 a 4,50); paratormônio: 8,2 pmol/L (normal: 0,9 a 5,4); 25-OH-colecalciferol sérico: 39,8 ng/mL (normal: > 20).
De acordo com as informações apresentadas, qual é a causa provável de dores desse paciente?
Homem de 40 anos, sem problemas médicos prévios, é encaminhado para avaliação de dispneia aos esforços. Ele relata que gosta de praticar exercícios e corre aproximadamente 1,6 a 3,2 km em dias alternados. Todavia, ao longo do ano anterior, ele notou que seu ritmo diminuiu devido à dispneia e ocasionalmente precisa parar para recuperar o fôlego. Nega dispneia com atividades menos vigorosas. Não há ganho de peso, edema, ortopneia, etilismo ou tabagismo. Ele foi adotado e não conhece sua história familiar. Ao exame físico: frequência cardíaca: 70 bpm; pressão arterial: 118 x 70 mmHg; SatO2: 98%; não há sopros ou galopes ao exame cardíaco; pulmões limpos; o restante do exame não é contributivo. Eletrocardiograma: ritmo sinusal normal com hipertrofia ventricular esquerda. Exames séricos: hemograma completo e eletrólitos normais; creatinina: 1,6 mg/dL. O exame de urina é positivo para proteinúria. Ecocardiograma transtorácico: função de ventrículo esquerdo (VE) normal, com aumento moderado concêntrico da espessura da parede de VE (1,6 cm); as velocidades diastólicas precoces (e’) ao Doppler tecidual do anel mitral septal e lateral são ambas de 6 cm/s; ambos os átrios estão moderadamente dilatados; não há valvopatia significativa.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, constitui a próxima conduta apropriada:
Mulher de 25 anos, com miocardiopatia dilatada não isquêmica e fração de ejeção de 20%, apresenta-se ao departamento de emergência com disúria, nos últimos 3 dias, além de vômitos e calafrios nas últimas 24 horas. Ao exame físico: ela está sonolenta e prostrada; temperatura: 39,6 ºC; frequência cardíaca: 160 bpm; pressão arterial: 80 x 60 mmHg, frequência respiratória: 30 irpm; SatO2 em ar ambiente: 96%; a pressão venosa jugular está plana; pulmões estão limpos; cardíaco: ritmo regular e taquicárdico, sem sopros; extremidades: aquecidas, sem edema. Exames séricos: leucometria de 20.000/mm³; bicarbonato: 14 mEq/L; creatinina: 1,6 mg/dL. Hemoculturas e urocultura foram coletadas. Ela recebe piperacilina-tazobactam e vancomicina. O cateter de artéria pulmonar é inserido e mostra: pressão de átrio direito (AD): 2 mmHg; pressão de artéria pulmonar (AP): 16 x 8 mmHg; pressão de oclusão da artéria pulmonar (POAP): 5 mmHg; índice cardíaco (IC): 3,5 L/min/m2. Ela recebe 2 L de ringer lactato, nas 3 horas subsequentes, mas sua frequência cardíaca permanece em 160 bpm e a pressão arterial permanece em 80 x 60 mmHg. A repetição das medidas hemodinâmicas mostra AD de 4 mmHg, AP de 20 x 8 mmHg, POAP de 7 mmHg e IC de 3,4 L/min/m2. Baseado no perfil do caso, a equipe médica não deseja usar noradrenalina.
Nessa circunstância, é correto afirmar que a medicação apropriada a ser iniciada é
Mulher de 47 anos apresenta-se com história de perda ponderal (7 kg nas últimas semanas), dor abdominal e diarreia aquosa há um mês. Ela relata episódios frequentes de tenesmo e notou hematoquezia recentemente. Ela tem diagnóstico prévio de infecção pelo HIV, mas atualmente está sem acompanhamento médico ou uso de terapia antirretroviral. A contagem de linfócitos CD4 é de 38 células/mm3. A colonoscopia revela inflamação da mucosa colônica, com presença de úlceras e erosões. A biópsia enviada para exame histopatológico demonstra células aumentadas de tamanho com inclusões intranucleares basofílicas e excêntricas (aspecto em “olho de coruja”).
Nesse contexto, o tratamento de escolha é com
Mulher de 20 anos apresenta-se para avaliação de hirsutismo importante para a paciente. Refere telarca aos 11 anos e menarca aos 15 anos. Ela descreve sangramento mensal, com o menor intervalo entre as menstruações de 20 dias, com cerca de 16 menstruações por ano. A paciente está frustrada com o aumento do crescimento de pelos em seu mento e abdome, que notou pela primeira vez aos 13 anos. O crescimento dos pelos tem piorado gradualmente. Ela relata que seu peso tem se mantido estável. Ao exame físico: IMC: 35,0 kg/m²; pressão arterial: 118 x 76 mmHg; há uma quantidade aumentada de pelos terminais grossos no lábio superior, mento, pescoço, abdome e dorso; o escore de Ferriman-Gallwey modificado é de 10; não há clitoromegalia, voz grave ou acantose nigricans. Exames séricos atuais: FSH: 5,0 mUI/mL (normal: 2,0 a 12,0); estradiol: 45 pg/mL (normal: 10 a 180); testosterona: 35 ng/dL (normal: 8 a 60); TSH: 3,0 mUI/L(normal: 0.5 a 5,0); hemoglobina A1c: 5,0%; prolactina:7 ng/mL (normal: 4 a 30).
Considerando os dados apresentados, assinale a alternativa que indica corretamente o exame adicional necessário para confirmar a principal hipótese diagnóstica dessa paciente.
Mulher de 54 anos refere uma lesão cutânea dolorosa, eritematosa e com rápido crescimento em membro inferior esquerdo, nas últimas 36 horas, além de calafrios, prostração e episódios de náuseas. Ela tem diabetes mellitus tipo 2 mal controlado e obesidade grau II (IMC: 36 kg/m2). Ao exame físico: pressão arterial: 102 x 66 mmHg (PAM: 76 mmHg); frequência cardíaca: 112 bpm; frequência respiratória: 22 irpm; temperatura: 38,4 ºC; SatO2 em ar ambiente: 95%; cardiopulmonar: sem alteração relevante; membro inferior esquerdo: extensa área de eritema, calor, edema e presença de múltiplas bolhas hemáticas, associada à dor desproporcional aos achados locais e crepitação sutil à palpação profunda. Glicemia capilar: 210 mg/dL.
De acordo com as diretrizes de sepse (Surviving Sepsis Campaign de 2026), é correto afirmar:
Mulher de 30 anos dá entrada no serviço de emergência com história de sangramento vaginal leve e dor abdominal há uma semana. A data da última menstruação foi há aproximadamente 7 semanas. Ela supôs que estivesse menstruada, mas as cólicas estão mais intensas do que o habitual. Ao exame físico: temperatura: 36,9 °C; frequência cardíaca: 120 bpm; há dor à palpação do quadrante inferior direito do abdome. O ultrassom mostra útero vazio e uma massa anexial direita. O exame de hCG urinário é positivo e os resultados de beta-hCG sérico estão pendentes.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, constitui o patógeno que essa paciente, provavelmente, já foi infectada no passado:
Homem de 49 anos, com diagnóstico conhecido de diabetes tipo 2, apresenta sedimento urinário ativo em um rastreamento de rotina no consultório. Ele toma sitagliptina e metformina. Exames séricos: creatinina: 1,58 mg/dL; albumina sérica: 3,2 g/dL; proteína C reativa: 5 mg/L (normal <10); sorologia para hepatite C: positiva; anticorpos antinucleares: negativos; complemento C3: 62 mg/dL (normal: 65 a 190); complemento C4: 5 mg/dL (normal: 15 a 50). O exame de urina mostra: sangue 2+; proteína 2+; leucócitos e nitrito: negativos. Biópsia renal: padrão membranoproliferativo, com marcação positiva para IgG e C3; depósitos na parede capilar e no mesângio.
Nesse paciente, qual condição, se presente, constitui uma indicação para imunossupressão?
Homem de 66 anos refere episódios esporádicos de palpitações taquicárdicas associadas a cansaço moderado, com duração de 2 a 4 horas, iniciados há três semanas. Ele tem hipertensão arterial e insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (FEVE: 55%), sem valvopatia, ambas as patologias compensadas clinicamente. Nega histórico de arritmias, etilismo ou tabagismo. Hemograma completo, coagulograma, hormônios da tireoide, glicemia, função renal, eletrólitos e perfil hepático estão todos normais. Ao exame físico: apresenta-se confortável, eupneico; pressão arterial: 130 x 80 mmHg; cardíaco: bulhas arrítmicas, sem sopros; pulmonar normal; extremidades sem edema. O eletrocardiograma, realizado no momento da consulta, revela fibrilação atrial com resposta ventricular variando entre 90 e 100 batimentos por minuto, sem alterações isquêmicas agudas.
Nesse cenário, é correto afirmar:
Homem de 58 anos de idade é admitido na sala de emergência queixando-se de dor torácica intensa, de início súbito, com forte irradiação para a região interescapular. Ao exame físico: apresenta-se sudoreico, pálido e intensamente ansioso; pressão arterial: 220 x 130 mmHg no membro superior direito e 190 x 110 mmHg no membro superior esquerdo; frequência cardíaca: 118 bpm. O eletrocardiograma demonstra taquicardia sinusal e critérios de voltagem para hipertrofia ventricular esquerda, sem alterações isquêmicas agudas. A radiografia de tórax no leito evidencia alargamento do mediastino.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Mulher de 37 anos procura atendimento médico em um serviço de pronto atendimento. Na última semana, refere que desenvolveu dor abdominal e notou icterícia, acompanhada de fadiga e mal-estar geral. O histórico médico inclui diagnóstico de tireoidite de Hashimoto, em uso de terapia de reposição hormonal. Seus sinais vitais revelam temperatura de 37 ºC, frequência cardíaca de 74 bpm e pressão arterial de 101 x 67 mmHg. O exame físico evidencia hepatomegalia leve e comprova icterícia de escleras. Os exames laboratoriais demonstram: ALT (TGP): 430 U/L; AST (TGO): 389 U/L, bilirrubina total de 6,7 mg/dL e bilirrubina direta de 3,3 mg/dL; IgG sérica: 2.630 mg/dL (normal: até 1.600); sorologias virais: negativas. A paciente nega etilismo ou uso de drogas ilícitas.
Diante das informações apresentadas, o diagnóstico provável é
Mulher de 32 anos, previamente hígida, procura atendimento com quadro de tosse de duas semanas de evolução, além de dor e sensação de pressão sinusal. Ela relata ter apresentado odinofagia há uma semana. A tosse inicialmente era seca (não produtiva), mas atualmente apresenta pequena quantidade de escarro amarelado. Nega contato com pessoas doentes ou viagens recentes. Ela trabalha no aviário do zoológico, cuidando de araras, papagaios e periquitos. Ao exame físico: temperatura: 37,8 °C; ausculta pulmonar com estertores crepitantes esparsos em base pulmonar esquerda. A radiografia de tórax revelou áreas esparsas de consolidação no lobo inferior esquerdo. A coloração de Gram e a cultura bacteriana de rotina do escarro em meios ágar sangue, ágar chocolate e ágar MacConkey foram negativas para micro-organismos.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o antimicrobiano de escolha para o agente causador dessa infecção é