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Um homem de 58 anos, diabético, procura o pronto-socorro com história de pneumonia há sete dias, apresentando febre persistente, dor torácica ventilatório-dependente, dispneia e piora do estado geral, apesar do uso de antibioticoterapia adequada. A tomografia computadorizada de tórax evidencia derrame pleural loculado à direita, associado a espessamento pleural. A toracocentese diagnóstica demonstra líquido pleural purulento.
Considerando os achados clínicos e radiológicos, qual é a conduta mais apropriada para o controle da infecção pleural?
Homem, 37 anos, previamente hígido, vítima de acidente automobilístico de alta energia, é admitido no pronto-socorro com múltiplas lesões traumáticas. Foi submetido à laparotomia exploradora devido a laceração hepática grau IV e lesão esplênica, evoluindo com necessidade de esplenectomia e empacotamento hepático. Após 24 horas em unidade de terapia intensiva, apresenta distensão abdominal progressiva, oligúria, aumento da pressão de vias aéreas, acidose metabólica e necessidade crescente de drogas vasoativas. Ao exame físico encontra-se sedado, intubado, com abdome tenso e pouco complacente. Os sinais vitais mostram pressão arterial média de 60 mmHg e saturação de oxigênio de 94% em ventilação mecânica. A pressão intra-abdominal aferida indiretamente por via vesical é de 25 mmHg.
Considerando o quadro clínico descrito e os conceitos atuais relacionados à síndrome compartimental abdominal, assinale a alternativa correta.
Uma mulher de 46 anos é submetida à tireoidectomia total por carcinoma papilífero da tireoide. Durante a dissecção do polo superior, a equipe identifica e liga os vasos tireoidianos superiores próximos ao parênquima glandular. Na etapa seguinte, durante a dissecção do compartimento cervical central, o nervo laríngeo recorrente é identificado em seu trajeto habitual até a entrada na laringe, junto ao ligamento de Berry, sendo preservado macroscopicamente. No pós-operatório imediato, a paciente apresenta voz mais fraca, dificuldade para atingir notas agudas e fadiga vocal, porém a videolaringoscopia demonstra ambas as pregas vocais com mobilidade preservada.
Considerando a anatomia cirúrgica do compartimento cervical central, a função do nervo laríngeo recorrente e do ramo externo do nervo laríngeo superior, bem como as repercussões clínicas de suas lesões, assinale a alternativa correta.
Mulher, 51 anos, submetida à colecistectomia videolaparoscópica há uma semana, sem colangiografia intraoperatória, retorna ao pronto-socorro com dor abdominal e icterícia. Nega febre e não apresenta sinais de peritonite. Exames laboratoriais mostram elevação expressiva das bilirrubinas total e direta e da fosfatase alcalina. Ultrassonografia demonstra imagem hiperecogênica de aproximadamente 1,2 cm no interior do colédoco, com sombra acústica posterior e dilatação da via biliar a montante. A tomografia não evidencia extravasamento de bile ou bilioma.
Diante do quadro, a hipótese diagnóstica mais provável é:
Um homem de 72 anos, hipertenso, diabético e ex-tabagista, procura atendimento após episódio de fraqueza transitória em membro superior direito e dificuldade para articular palavras, com resolução completa em aproximadamente 20 minutos. A angiotomografia cervical evidencia estenose de 78% da artéria carótida interna esquerda, segundo os critérios do NASCET, com placa aterosclerótica ulcerada. A tomografia computadorizada de crânio não demonstra áreas de infarto estabelecido ou hemorragia intracraniana. O paciente encontra-se neurologicamente assintomático no momento da avaliação, apresenta expectativa de vida superior a cinco anos e não possui contraindicações anestésicas ou cirúrgicas relevantes.
Considerando as evidências atuais sobre prevenção do acidente vascular cerebral, as indicações de endarterectomia carotídea (CEA) e de angioplastia carotídea com implante de stent (CAS), assinale a alternativa correta.
Uma mulher de 70 anos, paraplégica há oito anos após trauma raquimedular, encontra-se institucionalizada e é encaminhada ao ambulatório de cirurgia plástica reconstrutiva para avaliação de lesão sacral crônica. Refere episódios recorrentes de drenagem seropurulenta e dificuldade para permanecer sentada. Ao exame físico observa-se úlcera sobre a proeminência óssea sacral com perda total da espessura da pele, exposição óssea, tecido de granulação nas bordas e ausência de sinais sistêmicos de infecção. Após desbridamentos seriados, otimização nutricional e controle da colonização bacteriana, a equipe programa tratamento cirúrgico definitivo.
Considerando a classificação atual das lesões por pressão, os princípios da reconstrução cirúrgica e as medidas de prevenção de recorrência, assinale a alternativa correta.
Homem, 39 anos de idade, previamente hígido, deu entrada em pronto atendimento com queixa de dor abdominal em fossa ilíaca direita há dois dias, associada a inapetência, náuseas e vômitos. Nega migração da dor ou febre. Encontra-se em bom estado geral, afebril, FC: 98 bpm, PA: 128 × 73 mmHg, IMC: 32 kg/m². Abdome globoso, flácido, doloroso à palpação de fossa ilíaca direita, sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais revelaram leucócitos em 21.500/mm³ sem desvio e PCR: 15,6 mg/dL (VR: < 5,0 mg/L), sem demais alterações. Tomografia abdominal demonstrada a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
A conduta a ser tomada para com relação ao paciente deverá ser:
Um homem de 34 anos é admitido no departamento de emergência após colisão automobilística de alta energia. Apresenta extenso trauma maxilofacial, sangramento ativo em cavidade oral, múltiplas fraturas da face e importante edema facial. Durante a abordagem inicial, permanece consciente, porém com estridor inspiratório progressivo e queda da saturação de oxigênio, apesar da oferta de oxigênio suplementar. São realizadas duas tentativas de intubação orotraqueal por profissionais experientes, ambas sem sucesso, devido à impossibilidade de visualização da glote e ao sangramento intenso. A ventilação com máscara facial mostra-se ineficaz. Diante desse cenário de “não intuba, não ventila”, a equipe opta por estabelecer uma via aérea cirúrgica de emergência.
Considerando os princípios atuais do manejo da via aérea difícil, a anatomia cervical e as indicações dos diferentes acessos cirúrgicos, assinale a alternativa correta.
Uma mulher de 44 anos, vítima de queda de escada, dá entrada na emergência conduzida por familiares. Na admissão, apresenta cefaleia intensa, náuseas e vômitos, além de ferimento extenso em região frontotemporal direita. Encontra-se hemodinamicamente estável, com Escala de Coma de Glasgow de 10 (AO:3; RV:3; RM:4), pupila direita com 5,0 mm e hiporreativa à luz e pupila esquerda com 3,0 mm e fotorreagente. Após a abordagem inicial do trauma, é realizada tomografia computadorizada de crânio, demonstrada na imagem, que evidencia coleção extra-axial hiperdensa, biconvexa, frontotemporal direita, com espessura máxima de 18,0 mm e desvio da linha média de 7,0 mm.
A tomografia está demonstrada a seguir:

(Disponível em: https://radiopaedia.org/)
Considerando os achados clínicos e tomográficos, a conduta neurocirúrgica mais adequada no momento é:
Um homem de 38 anos, previamente hígido, é vítima de colisão automobilística de alta energia. Na admissão, encontra-se consciente, agitado, com frequência respiratória de 32 incursões por minuto, frequência cardíaca de 118 bpm, pressão arterial de 128 × 78 mmHg e saturação periférica de oxigênio de 88% em máscara com reservatório a 15 L/min. Ao exame físico, apresenta dor intensa à inspiração, redução da expansibilidade do hemitórax direito e movimento paradoxal de um segmento da parede torácica durante a respiração. A tomografia computadorizada demonstra fraturas segmentares de quatro arcos costais consecutivos à direita, com instabilidade do segmento anterior, associadas a contusão pulmonar ipsilateral, sem pneumotórax ou hemotórax significativo. Após analgesia multimodal inicial, o paciente permanece hipoxêmico, taquipneico e com aumento do trabalho respiratório, mas mantém nível de consciência adequado, tosse eficaz e capacidade de proteger a via aérea.
Considerando a fisiopatologia do tórax instável e as estratégias atuais para prevenção e tratamento das complicações respiratórias, a conduta mais adequada no momento é
Homem de 47 anos, vítima de acidente automobilístico, é admitido em unidade de emergência (Centro de Trauma) consciente, porém confuso. PA: 86 × 54 mmHg, FC: 132 bpm, FR: 26 irpm, Sat.O₂: 92%. Apresenta dor abdominal difusa à palpação, sem sinais claros de irritação peritoneal. Exame do tórax, pelve e extremidades sem alterações. Não há hemorragia externa evidente. Após a realização da avaliação primária conforme o ATLS®, incluindo ressuscitação hemostática, apresenta resposta hemodinâmica transitória.
Nessa situação, a conduta deverá ser
Homem de 38 anos sofre ferimento de arma de fogo de grosso calibre no membro inferior direito em ambiente pré-hospitalar; a equipe de suporte avançado do SAMU 192 chega ao local rapidamente e constata que o paciente apresenta uma grande fratura exposta no fêmur direito e apresenta hemorragia arterial abundante, que persiste após compressão direta da ferida. Está consciente, orientado, e falando normalmente. PA: 97/64 mmHg; FC: 112 bpm; Sat. O₂: 95%; FC: 20 mrpm.
A prioridade inicial no atendimento desse paciente, no ambiente pré-hospitalar, deverá ser:
Homem de 87 anos, vítima de trauma craniofacial contuso por espancamento, chega inconsciente ao pronto-socorro, hemodinamicamente estável, com Escala de Coma de Glasgow igual a 8.
Considerando a avaliação primária do trauma pelo protocolo ABCDE, qual deve ser a prioridade da equipe?
Homem, 32 anos perde o controle da motocicleta, colide contra um muro e é conduzido ao pronto-socorro. Exame físico: sangue abundante em cavidade oral; FR: 32 irpm; oximetria de pulso (ar ambiente): 88%; Tórax: HTD sem alterações; HTE: diminuição da expansibilidade, palpação: sem alterações; percussão: macicez em base e ausculta: murmúrio vesicular diminuído em base; PA: 130 × 80 mmHg; FC: 102 bpm; Abdome e Pelve: sem alteração, Exame neurológico: abertura ocular ao estímulo de pressão, resposta verbal com gemidos incompreensíveis; resposta motora com flexão normal; reatividade pupilar bilateral. Raio-X pelve sem alterações; e-FAST evidencia líquido pleural à esquerda.
O Raio-X do tórax está demonstrado a seguir:

(Vitaly Dianov | Dreamstime.com)
A sequência adequada das condutas na avaliação primária do paciente deverá ser:
Uma mulher de 78 anos, portadora de insuficiência cardíaca descompensada, diabetes mellitus e doença renal crônica, encontra-se internada em unidade de terapia intensiva por choque séptico. Apresenta dor em hipocôndrio direito, febre (38,9 ºC), leucocitose (23.000), bilirrubina total de 2,2 mg/dL, creatinina de 2,8 mg/dL e necessidade de hemodiálise e noradrenalina em baixa dose. A ultrassonografia evidencia sinais de colecistite aguda litiásica, ausência de dilatação da via biliar principal e ausência de coledocolitíase, como demonstrado na imagem a seguir:

(Disponível em: https://www.primedicaleducation.com.br/)
Com relação ao caso, assinale a alternativa correta.
Homem de 76 anos, hipertenso de longa data e em uso de ácido acetil salicílico (prevenção secundária), apresenta há cerca de 40 minutos antes da admissão na emergência quadro de eliminação súbita de grande volume de sangue vivo pelo reto (1º episódio). Sinais vitais: FC: 122 bpm; PA: 92/63 mmHg; FC: 24 mrpm; Sat. O₂: 93%. Hemoglobina aferida na entrada: 6,9 g/dL. Após as medidas iniciais realizadas pela equipe de plantonistas, o paciente permanece em choque hipovolêmico.
Qual a conduta diagnóstica/terapêutica mais apropriada no momento para localizar e controlar o sangramento ativo do paciente?
Um homem de 52 anos, portador de cirrose hepática por etilismo, é admitido no pronto-socorro com hematêmese volumosa iniciada há duas horas. Ao exame físico, apresenta palidez cutaneomucosa, pressão arterial de 90 × 60 mmHg, frequência cardíaca de 112 bpm e estigmas de hepatopatia crônica. Após reposição volêmica inicial e coleta de exames laboratoriais, suspeita-se de hemorragia digestiva alta por ruptura de varizes esofágicas.
Em relação ao tratamento inicial desse paciente, assinale a alternativa correta.
Um homem de 27 anos é levado ao pronto-socorro após colisão automobilística de alta energia. Na avaliação inicial, apresenta dispneia intensa, taquicardia, pressão arterial de 80 × 50 mmHg, frequência respiratória de 34 irpm, saturação de oxigênio de 84% em ar ambiente e distensão das veias jugulares. Ao exame físico, observa-se importante redução do murmúrio vesicular no hemitórax direito, hipertimpanismo à percussão e desvio da traqueia para a esquerda.
De acordo com os princípios do atendimento ao politraumatizado, assinale a alternativa correta.
Uma mulher de 67 anos, obesa, diabética e tabagista, foi submetida à laparotomia exploradora há dois anos por perfuração diverticular complicada. Evolui atualmente com abaulamento progressivo em região mediana abdominal, associado a dor local aos esforços e limitação funcional importante. Ao exame físico, observa-se hérnia incisional mediana de aproximadamente 12 cm, parcialmente redutível, sem sinais flogísticos. A tomografia computadorizada evidencia defeito aponeurótico de 11 cm, com perda de domicílio inferior a 20% e diástase associada dos retos abdominais.
Considerando os princípios atuais da reconstrução da parede abdominal, assinale a alternativa correta.