Questões de Concurso Para legislativa

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Q3787191 Português

Texto para a questão.



O direito de papel 



    No dia 26 de agosto de 1789, os deputados franceses lançaram um dos grandes documentos da modernidade: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Era um vigoroso manifesto iluminista contra o Antigo Regime. Foi uma resposta ao crescimento dos movimentos sociais no verão de 1789, nas tensas semanas entre a queda da Bastilha, a onda de saques do Grande Medo e o fim dos direitos feudais (4 de agosto). Na semana que vem, o documento completa 228 anos.



    Os artigos da Declaração demolem o prédio secular do Absolutismo de Direito divino e da desigualdade social pelo nascimento. Era um novo mundo, pelo menos no papel. Deputados homens, na maioria de origem burguesa, refizeram o mundo pela sua perspectiva. Quando uma voz dissidente e feminina, Olympe de Gouges, lançou a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, foi parar na guilhotina. Sejamos justos: a guilhotina não era machista. A lâmina ignorou gênero: matou Danton, Robespierre, Luís XVI, Maria Antonieta, freiras carmelitas e Lavoisier. 



    O texto de 26 de agosto é fundacional nas suas glórias e limitações. Suas ideias varreram a Europa e atravessaram o oceano. A Revolução de 1789 resultou na tirania napoleônica, porém, curiosamente, foi Napoleão que difundiu muitos legados revolucionários, inclusive o sistema métrico decimal. Os ingleses se orgulham de não terem sido invadidos pelo corso, juntam a seu nacionalismo invicto as jardas, as libras e até “stones”.



    Em 1948, a jovem ONU revisitou a Declaração. A Segunda Guerra Mundial ainda contabilizava seus genocídios e a Guerra Fria estremecia Berlim. A Assembleia aproveitou o momento e organizou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.



    É impossível discordar de uma única linha do texto. Ali está o melhor da humanidade como nós sonharíamos que ela fosse: tolerante, democrática, igualitária e respeitadora das diferenças. Ali o Homo sapiens, na sua sangrenta trajetória de guerras e preconceitos, deu uma pequena parada, respirou fundo e sonhou que as coisas poderiam ser de outra maneira. De muitas formas, o texto da ONU cumpre a origem da palavra dupla: o não lugar e o lugar bom. Se você nunca leu o texto de 1948, vale a pena consultá-lo como uma baliza de valores. 



    Meus alunos sempre questionam a validade de tais documentos. Do que adiantaria dizer que todos os homens são iguais e nascem livres, se por toda parte são desiguais e a maioria não é livre de forma metafórica ou prática? Qual o sentido de um papel diante do imperativo da força? O racista da Virgínia continua sua convicção canalha com ou sem o texto da ONU. O agressor de mulheres nunca leu Simone de Beauvoir. Se lesse, mudaria algo? O homofóbico responde a dramas pessoais internos que não serão transformados com as obras completas de Freud em alemão. O mundo real e material, o mundo aqui e agora, de que forma um papel pode mudá-lo? A dúvida é pertinente e forte. 



Fonte: https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/o direito-de-papel/ (adaptado). 

A leitura global do texto permite compreender a função simbólica atribuída pelo autor às declarações de direitos ao longo da história. Considerando esse eixo interpretativo, analise as assertivas:

I. O texto sustenta que as declarações de direitos fracassam porque operam como utopias abstratas, insustentáveis para orientar práticas sociais, e por isso deveriam ser substituídas por políticas mais coercitivas.

II. A utilização da expressão “não lugar e lugar bom” remete ao caráter utópico dos direitos humanos, compreendidos como horizonte ético que não se realiza plenamente, mas que orienta expectativas coletivas de convivência civilizatória.

III. A evocação da ONU e seus documentos pretende demonstrar que a humanidade finalmente entrou em uma fase de plena igualdade, ainda que persistam pequenas tensões residuais.

Das assertivas, pode-se afirmar que:  
Alternativas
Q3787190 Português

Texto para a questão.



O direito de papel 



    No dia 26 de agosto de 1789, os deputados franceses lançaram um dos grandes documentos da modernidade: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Era um vigoroso manifesto iluminista contra o Antigo Regime. Foi uma resposta ao crescimento dos movimentos sociais no verão de 1789, nas tensas semanas entre a queda da Bastilha, a onda de saques do Grande Medo e o fim dos direitos feudais (4 de agosto). Na semana que vem, o documento completa 228 anos.



    Os artigos da Declaração demolem o prédio secular do Absolutismo de Direito divino e da desigualdade social pelo nascimento. Era um novo mundo, pelo menos no papel. Deputados homens, na maioria de origem burguesa, refizeram o mundo pela sua perspectiva. Quando uma voz dissidente e feminina, Olympe de Gouges, lançou a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, foi parar na guilhotina. Sejamos justos: a guilhotina não era machista. A lâmina ignorou gênero: matou Danton, Robespierre, Luís XVI, Maria Antonieta, freiras carmelitas e Lavoisier. 



    O texto de 26 de agosto é fundacional nas suas glórias e limitações. Suas ideias varreram a Europa e atravessaram o oceano. A Revolução de 1789 resultou na tirania napoleônica, porém, curiosamente, foi Napoleão que difundiu muitos legados revolucionários, inclusive o sistema métrico decimal. Os ingleses se orgulham de não terem sido invadidos pelo corso, juntam a seu nacionalismo invicto as jardas, as libras e até “stones”.



    Em 1948, a jovem ONU revisitou a Declaração. A Segunda Guerra Mundial ainda contabilizava seus genocídios e a Guerra Fria estremecia Berlim. A Assembleia aproveitou o momento e organizou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.



    É impossível discordar de uma única linha do texto. Ali está o melhor da humanidade como nós sonharíamos que ela fosse: tolerante, democrática, igualitária e respeitadora das diferenças. Ali o Homo sapiens, na sua sangrenta trajetória de guerras e preconceitos, deu uma pequena parada, respirou fundo e sonhou que as coisas poderiam ser de outra maneira. De muitas formas, o texto da ONU cumpre a origem da palavra dupla: o não lugar e o lugar bom. Se você nunca leu o texto de 1948, vale a pena consultá-lo como uma baliza de valores. 



    Meus alunos sempre questionam a validade de tais documentos. Do que adiantaria dizer que todos os homens são iguais e nascem livres, se por toda parte são desiguais e a maioria não é livre de forma metafórica ou prática? Qual o sentido de um papel diante do imperativo da força? O racista da Virgínia continua sua convicção canalha com ou sem o texto da ONU. O agressor de mulheres nunca leu Simone de Beauvoir. Se lesse, mudaria algo? O homofóbico responde a dramas pessoais internos que não serão transformados com as obras completas de Freud em alemão. O mundo real e material, o mundo aqui e agora, de que forma um papel pode mudá-lo? A dúvida é pertinente e forte. 



Fonte: https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/o direito-de-papel/ (adaptado). 

O texto emprega recursos de ironia e contraste para ressaltar a distância entre a idealização dos direitos humanos e sua efetividade na vida social contemporânea. Nesse sentido, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3787189 Português

Texto para a questão.



O direito de papel 



    No dia 26 de agosto de 1789, os deputados franceses lançaram um dos grandes documentos da modernidade: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Era um vigoroso manifesto iluminista contra o Antigo Regime. Foi uma resposta ao crescimento dos movimentos sociais no verão de 1789, nas tensas semanas entre a queda da Bastilha, a onda de saques do Grande Medo e o fim dos direitos feudais (4 de agosto). Na semana que vem, o documento completa 228 anos.



    Os artigos da Declaração demolem o prédio secular do Absolutismo de Direito divino e da desigualdade social pelo nascimento. Era um novo mundo, pelo menos no papel. Deputados homens, na maioria de origem burguesa, refizeram o mundo pela sua perspectiva. Quando uma voz dissidente e feminina, Olympe de Gouges, lançou a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, foi parar na guilhotina. Sejamos justos: a guilhotina não era machista. A lâmina ignorou gênero: matou Danton, Robespierre, Luís XVI, Maria Antonieta, freiras carmelitas e Lavoisier. 



    O texto de 26 de agosto é fundacional nas suas glórias e limitações. Suas ideias varreram a Europa e atravessaram o oceano. A Revolução de 1789 resultou na tirania napoleônica, porém, curiosamente, foi Napoleão que difundiu muitos legados revolucionários, inclusive o sistema métrico decimal. Os ingleses se orgulham de não terem sido invadidos pelo corso, juntam a seu nacionalismo invicto as jardas, as libras e até “stones”.



    Em 1948, a jovem ONU revisitou a Declaração. A Segunda Guerra Mundial ainda contabilizava seus genocídios e a Guerra Fria estremecia Berlim. A Assembleia aproveitou o momento e organizou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.



    É impossível discordar de uma única linha do texto. Ali está o melhor da humanidade como nós sonharíamos que ela fosse: tolerante, democrática, igualitária e respeitadora das diferenças. Ali o Homo sapiens, na sua sangrenta trajetória de guerras e preconceitos, deu uma pequena parada, respirou fundo e sonhou que as coisas poderiam ser de outra maneira. De muitas formas, o texto da ONU cumpre a origem da palavra dupla: o não lugar e o lugar bom. Se você nunca leu o texto de 1948, vale a pena consultá-lo como uma baliza de valores. 



    Meus alunos sempre questionam a validade de tais documentos. Do que adiantaria dizer que todos os homens são iguais e nascem livres, se por toda parte são desiguais e a maioria não é livre de forma metafórica ou prática? Qual o sentido de um papel diante do imperativo da força? O racista da Virgínia continua sua convicção canalha com ou sem o texto da ONU. O agressor de mulheres nunca leu Simone de Beauvoir. Se lesse, mudaria algo? O homofóbico responde a dramas pessoais internos que não serão transformados com as obras completas de Freud em alemão. O mundo real e material, o mundo aqui e agora, de que forma um papel pode mudá-lo? A dúvida é pertinente e forte. 



Fonte: https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/o direito-de-papel/ (adaptado). 

O texto de Leandro Karnal projeta uma tensão entre a força normativa dos documentos de direitos humanos e a realidade histórica marcada por desigualdades persistentes. Considerando a articulação argumentativa do autor, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3785229 Medicina
Mulher de 48 anos procura atendimento por cansaço progressivo aos esforços há cerca de 1 ano. Nega dor abdominal, diarreia crônica ou alterações dos hábitos intestinais. Comorbidade conhecida: vitiligo.
Ao exame físico, apresenta mucosas descoradas, sem outras alterações.

Exames laboratoriais:

• Hemoglobina: 9,5 g/dL • VCM: 114 fL • Leucócitos e plaquetas: normais • Reticulócitos corrigidos: <1% • Teste de Coombs direto: negativo • Cinética do ferro: normal • LDH: 360 U/L (VR até 240 U/L) • Bilirrubina total: 1,8 mg/dL (Direta 0,6 / Indireta 1,2) • Albumina: 4,3 g/dL (VR 3,5–5,0) • Globulina: 2,9 g/dL (VR 2,5–3,5) • Ácido fólico: normal • Homocisteína: 22 µmol/L (VR até 15 µmol/L) • Vitamina B12: 80 pg/mL (VR >200 pg/mL) • 25-OH-Vitamina D: 40 ng/mL (VR >30 ng/mL) • Sangue periférico: neutrófilos hipersegmentados • Pesquisa de sangue oculto nas fezes: negativa • EAF e EPF: sem alterações • Colonoscopia (1 ano antes): normal • Endoscopia digestiva alta: • Exame macroscópico: aspecto de gastrite atrófica de corpo e fundo gástrico. Antro gástrico e duodeno: sem alterações • Exame microscópico: Gastrite atrófica de corpo e fundo gástrico, sem displasia. Antro gástrico e duodeno sem alterações. Pesquisa de Helicobacter pylori: negativa. 

A causa mais provável da deficiência vitamínica apresentada e o exame que deve ser solicitado para confirmação diagnóstica são, respectivamente,
Alternativas
Q3785228 Medicina
Homem de 48 anos, internado em unidade de terapia intensiva após cirurgia oncológica extensa, apresenta sinais inflamatórios no sítio do cateter venoso central em veia jugular interna direita, com hiperemia, calor e drenagem de secreção purulenta local. Evolui com febre e hemoculturas positivas para Staphylococcus aureus.
Sobre a infecção de corrente sanguínea por esse agente, analise as assertivas a seguir:

I. A persistência de hemoculturas positivas após 48 a 96 horas do início da terapia antimicrobiana adequada e da remoção do foco suspeito é um dos principais critérios para definição de bacteremia complicada por S. aureus.
II. A ausência de defervescência em até 72 horas após o início do antibiótico apropriado configura critério de complicação infecciosa e deve motivar investigação de focos metastáticos de infecção.
III. Na suspeita de focos infecciosos secundários, como endocardite, espondilodiscite, abscesso esplênico, osteomielite, embolização séptica pulmonar ou infecção de próteses, dentre outros, deve-se proceder à investigação detalhada com os exames complementares apropriados, como ecocardiograma transesofágico, tomografia contrastada ou outros métodos de imagem direcionados conforme a suspeita clínica.
IV. O tempo de tratamento é fixo, geralmente de duas semanas, independente da remoção do foco infeccioso ou da presença de critérios de infecção complicada.

Estão corretas as assertivas 
Alternativas
Q3785227 Medicina
Mulher de 46 anos procura atendimento por fadiga há cerca de 2 a 3 meses. Relata olhos secos, com sensação de prurido e irritação ocular, além de dificuldade para engolir alimentos secos devido à secura bucal persistente. Nega regurgitação nasal de alimentos, disfagia de transferência ou de condução. Descreve episódios recorrentes de aumento de volume parotídeo bilateral, com dor leve e consistência elástica, sem sinais inflamatórios ou febre, que regridem espontaneamente após alguns dias.
Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, com pressão arterial de 118/72 mmHg, ausculta cardíaca e pulmonar normais, mucosas orais ressecadas e glândulas parótidas discretamente aumentadas, móveis e indolores. Abdome plano, sem visceromegalias nem linfonodomegalias palpáveis. Exame osteoarticular: sem alterações.
Radiografia de tórax: sem alargamento mediastinal ou alterações parenquimatosas.
Ultrassonografia de rins e vias urinárias: sem anormalidades.
Hemograma: hemoglobina 13 g/dL; VCM 85 fL; leucócitos 5.200/mm³ (diferencial normal); plaquetas 250.000/mm³.
Sorologias virais para hepatites B e C e HIV: negativas.
Autoanticorpos: FAN (padrão nuclear pontilhado fino, 1:320), antiSSA/Ro positivo, fator reumatoide discretamente elevado (40 UI/mL; VR <20), anti-CCP negativo, anti-DNA de dupla hélice, antiSm e antifosfolipídeos negativos. Complemento sérico, IgG e subtipos: dentro da normalidade. Hepatograma e eletroforese de proteínas: normais.
Biópsia de glândula salivar labial: mostra sialadenite linfocítica focal, com infiltrado linfocitário periductal denso, contendo ao menos um foco (agrupamento de ≥50 linfócitos) por 4 mm² de tecido glandular, associado a destruição parcial dos ácinos e preservação de ductos maiores e vasos.
Exames laboratoriais recentes mostram acidose metabólica (pH sérico 7,29; bicarbonato 14 mEq/L), com ânion gap normal (10) e hipocalemia (3,0 mEq/L).
A urina é alcalina, sem hematúria.
A proteinúria é de 400 mg/24h, com creatinina sérica de 1,0 mg/dL, cálcio e CPK normais.
Com base no quadro clínico e nos achados laboratoriais, assinale a opção que apresenta o diagnóstico mais provável e a manifestação associada. 
Alternativas
Q3785226 Medicina
Homem de 28 anos, sem comorbidades, apresenta tosse seca há 10 dias, febre baixa, cefaleia e mialgia. Nega dispneia.
Exame físico com sinais vitais estáveis, exame cardiopulmonar sem alterações, restante dentro da normalidade.
Laboratório com contagem de leucócitos normais, discreta elevação da PCR. Radiografia de tórax evidencia infiltrado intersticial difuso, sem consolidação.
O painel respiratório por PCR detecta Mycoplasma pneumoniae, e a sorologia IgM específica é positiva.
Com base nas características da infecção por Mycoplasma pneumoniae, analise as afirmativas a seguir:

I. Mycoplasma pneumoniae é um microrganismo atípico, desprovido de parede celular, o que explica a inatividade dos antibióticos β-lactâmicos, cujo alvo terapêutico é a síntese da parede bacteriana.
II. O Mycoplasma pneumoniae apresenta crescimento rápido em meios convencionais de cultura, permitindo diagnóstico bacteriológico de rotina em até 48 horas.
III. Dentre as manifestações extrapulmonares possíveis da infecção por Mycoplasma pneumoniae, destacam-se a anemia hemolítica autoimune mediada por anticorpos frios e a síndrome de Stevens-Johnson.
IV. O tratamento pode incluir macrolídeos (como azitromicina) ou fluoroquinolonas respiratórias (como levofloxacino), fármacos com boa penetração intracelular e atividade contra agentes atípicos.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q3785225 Medicina
Homem de 60 anos, tabagista e etilista, procura atendimento por icterícia progressiva há cerca de dois meses, acompanhada de colúria, fezes acólicas, prurido e dor leve em região epigástrica. Refere perda ponderal de aproximadamente 8 kg nesse período.
Ao exame físico, observa-se icterícia 3+/4+ e, ao exame abdominal, vesícula biliar palpável e indolor, sem outras alterações relevantes.
Assinale a opção que apresenta o nome do sinal semiológico descrito e qual a principal hipótese diagnóstica associada.
Alternativas
Q3785224 Medicina
Mulher de 50 anos é trazida à clínica por sua filha devido à fadiga progressiva e perda de peso não intencional de 6 kg nos últimos 4 meses. Nesse período, passou a apresentar dispneia aos médios esforços, associada a tosse seca ocasional.
Nega febre, sudorese noturna ou hemoptise.
É hipertensa, nega tabagismo, viúva, aposentada (professora de inglês) e sem exposições ocupacionais ou contato com animais domésticos. Faz uso de losartana e clortalidona.
Ao exame físico, encontra-se emagrecida, levemente hipocorada, alerta e lúcida. Sinais vitais dentro da normalidade. À ausculta respiratória, murmúrio vesicular reduzido no terço inferior do hemitórax direito. Sem linfonodomegalias ou visceromegalias.
Exames complementares:
Radiografia de tórax: hipotransparência de 3,5 cm de diâmetro no lobo inferior direito.
Tomografia computadorizada de tórax: massa de densidade de partes moles, contornos irregulares, localizada no parênquima pulmonar adjacente à pleura direita, com retração pleural e sem derrame pleural ou linfonodomegalias. Achado compatível com neoplasia primária de pulmão.
Biópsia pulmonar guiada por TC: células malignas formadoras de glândulas com produção de mucina.
Esse quadro é sugestivo de
Alternativas
Q3785223 Medicina
Mulher de 24 anos, previamente hígida, iniciou há dois meses investigação por febre baixa, perda ponderal, rash malar e úlceras orais recorrentes. Nas últimas três semanas, evoluiu com edema de membros inferiores, redução do débito urinário, elevação dos níveis pressóricos e dispneia aos esforços.
Ao exame físico: PA 150×90 mmHg, FC 90 bpm, FR 24 irpm, com estertores crepitantes bibasais. Radiografia de tórax evidenciou sinais de congestão pulmonar.
Exames laboratoriais revelaram: creatinina 2,6 mg/dL, ureia 80 mg/dL, VHS elevada, proteína C reativa normal, FAN reagente (1:640) com padrão nuclear homogêneo, consumo de C3 e C4, albumina sérica 3,0 g/dL, hematúria e proteinúria de 3,8 g/24h.
A biópsia renal demonstrou glomerulonefrite proliferativa difusa (classe IV) com imunofluorescência positiva em padrão granular difuso (“full house”) para IgG, IgA, IgM, C3 e C1q.
Assinale o autoanticorpo que, quando presente em altos títulos, está mais fortemente associado à atividade da doença no lúpus eritematoso sistêmico, especialmente à nefrite lúpica.
Alternativas
Q3785222 Medicina
Uma mulher de 35 anos procura o pronto-socorro devido a dispnéia súbita, iniciada horas antes, enquanto fazia compras no supermercado do seu bairro. Refere sensação de dor na região lateral do tórax direito quando inspira profundamente, tosse seca e ausência de dor à palpação direta do local. Nega febre ou doenças pulmonares prévias. Há 3 meses teve o diagnóstico de carcinoma de colo de útero, em acompanhamento com equipe de Oncologia. Tabagista com carga de 15 maços/ano.
Ao exame físico apresenta-se afebril, normotensa, FC 108bpm, FR: 30 irpm, SpO₂: 91% em ar ambiente, ansiosa, normocorada. Ausculta cardíaca sem sopros ou bulhas acessórias, campos pulmonares limpos. Dor à palpação de panturrilha direita, sem edemas.
Eletrocardiograma (ECG) com taquicardia sinusal e radiografia de tórax sem alterações.
Gasometria arterial: Alcalose respiratória e paO2 62mmHg.
Angiotomografia pulmonar: falha de enchimento em ramos da artéria pulmonar direita sugestivo de embolia pulmonar.
Com base nos achados descritos, assinale a opção abaixo que melhor descreve a anormalidade fisiológica presente na região pulmonar afetada. 
Alternativas
Q3785221 Medicina
Homem de 70 anos é internado com dispneia progressiva, ortopneia e edema de membros inferiores há 2 semanas. Antecedentes de hipertensão arterial, doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida.
Ao exame: temperatura 36,6°C, pressão arterial 130/70 mmHg, frequência cardíaca 94 bpm e frequência respiratória 24 irpm. Presença de turgência jugular, ritmo de galope com terceira bulha (B3) e crepitações bilaterais nos campos pulmonares. Edema em membros inferiores (++/4+).
Radiografia de tórax evidencia congestão pulmonar.
É iniciado tratamento com diurético intravenoso que inibe o cotransportador Na⁺-K⁺-2Cl⁻ no ramo ascendente espesso da alça de Henle.
O fármaco utilizado pode causar o seguinte efeito adverso
Alternativas
Q3785220 Medicina
Um homem de 38 anos dá entrada na emergência com quadro súbito iniciado durante o almoço em um restaurante de frutos do mar.
Na admissão, encontrava-se sonolento, com pressão arterial de 70×40 mmHg, frequência cardíaca de 125 bpm, frequência respiratória de 36 irpm e SpO₂ de 86% em ar ambiente.
O exame físico mostrava rubor generalizado, edema periorbitário e sibilância difusa bilateral. Não havia sinais de trauma ou atividade convulsiva. As extremidades estavam frias, e o paciente não apresentou melhora com as medidas de suporte iniciais.
Diante da principal hipótese diagnóstica, assinale a medida mais importante.
Alternativas
Q3785219 Medicina
Homem de 35 anos procura o pronto-socorro com piora progressiva da dispneia, tosse seca e febre baixa há 10 dias. Tem antecedente de uso de drogas injetáveis e infecção pelo HIV conhecida há 6 anos, com tratamento irregular. Sem alergias conhecidas.
Ao exame físico, encontra-se afebril, porém taquipneico (FR = 30 irpm) e com saturação de oxigênio de 93% em ar ambiente. À ausculta pulmonar, ouvem-se crepitações bilaterais discretas.
A radiografia de tórax mostra infiltrado intersticial difuso. A tomografia computadorizada de tórax evidencia opacidades em “vidro fosco” difusas e bilaterais, sem nódulos centrolobulares, focos de consolidação, derrame pleural ou adenomegalias.
O hemograma revela linfopenia, e o último CD4 registrado foi de 82/mm³. Escarro induzido foi insuficiente e hemoculturas encontram-se em andamento.
O diagnóstico mais provável e o tratamento de escolha são 
Alternativas
Q3785218 Medicina
Homem de 57 anos procura o ambulatório por mialgia iniciada há 10 dias. Relata dor contínua em ambas as coxas e ombros. Nega trauma, infecção recente ou mudanças em sua rotina de exercícios. Nega febre, perda ponderal, artralgia, disfagia ou alterações cutâneas. Nega etilismo ou uso de drogas ilícitas.
História patológica pregressa: hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia. Faz uso de losartana, pioglitazona, ácido acetilsalicílico e, há 2 semanas, iniciou sinvastatina após revisão de seu lipidograma.
Ao exame físico, apresenta dor à palpação dos músculos proximais, sem edema, calor ou eritema.
O exame neurológico é normal. Exames laboratoriais mostram aumento da creatina quinase (CK), com função renal e eletrólitos normais.
O mecanismo de ação do fármaco responsável pelos sintomas descritos é a 
Alternativas
Q3785217 Patologia
Homem de 34 anos, previamente hígido, relata tosse seca e dispneia progressiva há cerca de dois meses, acompanhadas de febre vespertina e sudorese noturna. Ao exame físico, observa-se macicez à percussão e ausência de murmúrio vesicular nos terços médio e inferior do hemitórax direito.
Radiografia de tórax mostra derrame pleural à direita.
Na propedêutica inicial, o escarro induzido foi negativo para BAAR e GeneXpert MTB/RIF.
Ultrassonografia torácica confirmou o derrame, e a toracocentese revelou líquido pleural exsudativo, com predomínio mononuclear, citologia oncotica negativa e pesquisa etiológica inconclusiva.
A biópsia pleural e a cultura do material confirmaram o diagnóstico de tuberculose pleural.
Com base nesse diagnóstico, assinale a descrição a seguir que corresponde ao padrão histopatológico característico da tuberculose pleural.
Alternativas
Q3785216 Medicina
Homem de 22 anos, previamente hígido, relata episódios recorrentes de dispneia, tosse seca noturna e “chiado”, há cerca de 3 meses. Os sintomas ocorrem de forma episódica, com piora após infecções de vias aéreas superiores e melhora espontânea ou com uso de broncodilatadores.
Há 3 semanas procurou o pronto atendimento por crise semelhante, com melhora significativa após nebulização com beta-2 agonista de curta duração.
No exame atual, está assintomático e sem ruídos adventícios à ausculta pulmonar.
Com base nas informações clínicas descritas, o padrão espirométrico mais compatível com o diagnóstico de asma brônquica é: 
Alternativas
Q3785215 Medicina
Homem de 26 anos, previamente hígido, procura atendimento por edema em membros inferiores, oligúria e elevação da pressão arterial (150×95 mmHg) há 5 dias. Refere episódio concomitante de dor de garganta, febre baixa e mialgia, evoluindo com púrpura palpável dolorosa nas pernas e poliartralgia em joelhos e tornozelos.
Relata ainda que, em exames anteriores, havia sido detectada hematúria em EAS de rotina, sem diagnóstico definitivo.
Os exames laboratoriais atuais revelam: creatinina 2,0 mg/dL, ureia 65 mg/dL. EAS com hematúria e proteinúria. Complemento sérico (C3 e C4) normais.
Entre os achados laboratoriais abaixo, assinale o que indica o acometimento do compartimento glomerular no caso descrito.
Alternativas
Q3785214 Medicina
Homem de 45 anos apresenta fadiga progressiva, perda ponderal, anorexia e hiperpigmentação difusa da pele. Ao exame, PA 90x60 mmHg, glicemia de jejum de 60 mg/dL, sódio sérico 129 mEq/L e potássio 5,9 mEq/L. O cortisol basal é de 3 µg/dL. (VR: 10 a 20 µg/dL)
A seguinte alteração laboratorial é mais compatível com o diagnóstico:
Alternativas
Q3785213 Medicina
Com base nos mecanismos fisiopatológicos e nos achados clínicolaboratoriais da anemia hemolítica autoimune (AHAI), analise as assertivas a seguir:

I. A AHAI pode ser primária (idiopática) ou secundária a doenças autoimunes, infecções, neoplasias linfoproliferativas ou uso de fármacos.
II. O teste de Coombs direto positivo, a presença de reticulocitose, a elevação da bilirrubina indireta e do LDH, associadas à redução da haptoglobina, são achados laboratoriais típicos da anemia hemolítica autoimune (AHAI).
III. A AHAI mediada por anticorpos quentes decorre da ação de autoanticorpos da classe IgM, que se ligam à superfície das hemácias e promovem hemólise intravascular.
IV. O tratamento inicial da AHAI mediada por anticorpos quentes baseia-se principalmente em suporte transfusional nos pacientes sintomáticos.

As afirmativas são, respectivamente,
Alternativas
Respostas
9021: D
9022: C
9023: B
9024: C
9025: C
9026: E
9027: A
9028: B
9029: A
9030: B
9031: D
9032: E
9033: D
9034: C
9035: D
9036: D
9037: E
9038: D
9039: C
9040: D