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Q3400329 Português
A alma e o espelho

Quando “selfie” foi escolhida a palavra do ano, em 2013, a ideia de tirar uma foto de mim mesma nunca havia me ocorrido antes. Sorrir para um celular erguido no ar pelo meu próprio braço ou fazer pose na frente de um espelho ainda me parecia um troço esquisito, para dizer o mínimo. Dez anos mais tarde, ninguém vai ficar surpreso se eu contar que tenho mais retratos no celular do que em todos os meus álbuns de fotografias das décadas anteriores.

Por algum motivo, a maior parte dessas imagens desperta em mim a sensação de que a pessoa que aparece na foto não é a mesma que eu vejo no espelho. Às vezes, mais por acaso do que por técnica, parece haver uma rara coincidência entre o eu captado e o eu imaginado. Nesses casos, o setor de Gerenciamento de Imagem Pública e Autocrítica Estética colocado em operação, sem que eu me desse conta, em algum momento dos últimos 10 anos, aprova a foto para postagem — desde que em ocasiões pontuais, para não passar a impressão de que estou enamorada de mim mesma ou desesperada por likes. Ou seja: para ser compartilhada, a foto tem que obedecer a um padrão estético (não assustar ninguém) e a outro, digamos, moral. É quase um milagre que eu ainda poste selfies de vez em quando.

Na última década, aprendemos que a carga emocional envolvida na administração da própria imagem pode ser opressiva e até mesmo dolorosa. “O espelho adoece a alma”, anotou o teólogo belga Lawrence Beyerlinck, quatro séculos antes de os consultórios ficarem lotados de jovens com dificuldade para lidar com a aparência que veem refletida no poço sem fundo das redes sociais. Muita gente vem pensando e escrevendo sobre o peso da comparação permanente, mas nem sempre o resultado é acessível para aqueles que mais poderiam se beneficiar de uma reflexão mais profunda sobre o assunto: os próprios adolescentes.

Em retrospecto, a evolução da prática da “selfie” ao longo dessa década revela uma transformação complexa na relação que temos com nossa própria imagem. O ato aparentemente simples de capturar momentos pessoais tornou-se uma jornada pela autoaceitação, regulada por padrões estéticos e morais que moldam a percepção pública. A discrepância entre a imagem projetada e a identidade real destaca a delicada dança entre autenticidade e conformidade.

(Fonte: Claudia Laitano. GZH — adaptado.)
Nas seguintes passagens: “Quando “selfie” foi escolhida a palavra do ano, em 2013 [...].” (1º parágrafo) e “Na última década, aprendemos que a carga emocional envolvida na administração da própria imagem [...].” (3º parágrafo), as vírgulas são empregadas, CORRETA e respectivamente, com a finalidade de separar:
Alternativas
Q3400328 Português
A alma e o espelho

Quando “selfie” foi escolhida a palavra do ano, em 2013, a ideia de tirar uma foto de mim mesma nunca havia me ocorrido antes. Sorrir para um celular erguido no ar pelo meu próprio braço ou fazer pose na frente de um espelho ainda me parecia um troço esquisito, para dizer o mínimo. Dez anos mais tarde, ninguém vai ficar surpreso se eu contar que tenho mais retratos no celular do que em todos os meus álbuns de fotografias das décadas anteriores.

Por algum motivo, a maior parte dessas imagens desperta em mim a sensação de que a pessoa que aparece na foto não é a mesma que eu vejo no espelho. Às vezes, mais por acaso do que por técnica, parece haver uma rara coincidência entre o eu captado e o eu imaginado. Nesses casos, o setor de Gerenciamento de Imagem Pública e Autocrítica Estética colocado em operação, sem que eu me desse conta, em algum momento dos últimos 10 anos, aprova a foto para postagem — desde que em ocasiões pontuais, para não passar a impressão de que estou enamorada de mim mesma ou desesperada por likes. Ou seja: para ser compartilhada, a foto tem que obedecer a um padrão estético (não assustar ninguém) e a outro, digamos, moral. É quase um milagre que eu ainda poste selfies de vez em quando.

Na última década, aprendemos que a carga emocional envolvida na administração da própria imagem pode ser opressiva e até mesmo dolorosa. “O espelho adoece a alma”, anotou o teólogo belga Lawrence Beyerlinck, quatro séculos antes de os consultórios ficarem lotados de jovens com dificuldade para lidar com a aparência que veem refletida no poço sem fundo das redes sociais. Muita gente vem pensando e escrevendo sobre o peso da comparação permanente, mas nem sempre o resultado é acessível para aqueles que mais poderiam se beneficiar de uma reflexão mais profunda sobre o assunto: os próprios adolescentes.

Em retrospecto, a evolução da prática da “selfie” ao longo dessa década revela uma transformação complexa na relação que temos com nossa própria imagem. O ato aparentemente simples de capturar momentos pessoais tornou-se uma jornada pela autoaceitação, regulada por padrões estéticos e morais que moldam a percepção pública. A discrepância entre a imagem projetada e a identidade real destaca a delicada dança entre autenticidade e conformidade.

(Fonte: Claudia Laitano. GZH — adaptado.)
No trecho “Dez anos mais tarde, ninguém vai ficar surpreso se eu contar que tenho mais retratos no celular do que em todos os meus álbuns de fotografias das décadas anteriores.” (1º parágrafo), os elementos linguísticos destacados expressam, CORRETA e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q3400327 Português
A alma e o espelho

Quando “selfie” foi escolhida a palavra do ano, em 2013, a ideia de tirar uma foto de mim mesma nunca havia me ocorrido antes. Sorrir para um celular erguido no ar pelo meu próprio braço ou fazer pose na frente de um espelho ainda me parecia um troço esquisito, para dizer o mínimo. Dez anos mais tarde, ninguém vai ficar surpreso se eu contar que tenho mais retratos no celular do que em todos os meus álbuns de fotografias das décadas anteriores.

Por algum motivo, a maior parte dessas imagens desperta em mim a sensação de que a pessoa que aparece na foto não é a mesma que eu vejo no espelho. Às vezes, mais por acaso do que por técnica, parece haver uma rara coincidência entre o eu captado e o eu imaginado. Nesses casos, o setor de Gerenciamento de Imagem Pública e Autocrítica Estética colocado em operação, sem que eu me desse conta, em algum momento dos últimos 10 anos, aprova a foto para postagem — desde que em ocasiões pontuais, para não passar a impressão de que estou enamorada de mim mesma ou desesperada por likes. Ou seja: para ser compartilhada, a foto tem que obedecer a um padrão estético (não assustar ninguém) e a outro, digamos, moral. É quase um milagre que eu ainda poste selfies de vez em quando.

Na última década, aprendemos que a carga emocional envolvida na administração da própria imagem pode ser opressiva e até mesmo dolorosa. “O espelho adoece a alma”, anotou o teólogo belga Lawrence Beyerlinck, quatro séculos antes de os consultórios ficarem lotados de jovens com dificuldade para lidar com a aparência que veem refletida no poço sem fundo das redes sociais. Muita gente vem pensando e escrevendo sobre o peso da comparação permanente, mas nem sempre o resultado é acessível para aqueles que mais poderiam se beneficiar de uma reflexão mais profunda sobre o assunto: os próprios adolescentes.

Em retrospecto, a evolução da prática da “selfie” ao longo dessa década revela uma transformação complexa na relação que temos com nossa própria imagem. O ato aparentemente simples de capturar momentos pessoais tornou-se uma jornada pela autoaceitação, regulada por padrões estéticos e morais que moldam a percepção pública. A discrepância entre a imagem projetada e a identidade real destaca a delicada dança entre autenticidade e conformidade.

(Fonte: Claudia Laitano. GZH — adaptado.)
A respeito das ideias expressas no texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) A autora considera estranho o hábito de fazer selfies, de modo que até hoje não aderiu a essa prática.
( ) Conforme a autora, para os adolescentes, é muito difícil e, por vezes, doloroso lidar com a autoimagem, motivo pelo qual esse grupo em muito seria favorecido se tivesse acesso a algumas reflexões contemporâneas sobre esse tema.
( ) Segundo reflete a autora, as selfies colocam em jogo a busca pela autoaceitação, questão que mobiliza, entre outros aspectos, os padrões de beleza socialmente estabelecidos.
Alternativas
Q3394653 Arquivologia
Assinale a alternativa que traz somente métodos de arquivamento.
Alternativas
Q3394652 Direito Administrativo

A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios listados na coluna 1.



Relacione abaixo esses princípios com suas respectivas descrições.



Coluna 1 Princípios



1. Legalidade


2. Impessoalidade


3. Moralidade


4. Publicidade


5. Eficiência.



Coluna 2 Descrição



() Faz com que sejam obrigatórios a divulgação e o fornecimento de informações de todos os atos praticados pela Administração Pública.


() Ao administrador somente é dado realizar o que estiver previsto na lei.


() Exige que a atuação do administrador público seja voltada ao atendimento impessoal e geral, ainda que venha a interessar a pessoas determinadas, não sendo a atuação atribuída ao agente público, mas à entidade estatal a que se vincula.


() Impõe a necessidade de adoção, pelo administrador, de critérios técnicos e profissionais, que assegurem o melhor resultado possível, rechaçando-se qualquer forma de atuação amadorística e ineficiente do Poder Público.


() Estabelece a necessidade de toda a atividade administrativa atender a um só tempo à lei, à moral e à equidade, em suma, aos deveres da boa e honesta administração.



Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q3394651 Administração de Recursos Materiais
Assinale a alternativa que contém somente atividades inerentes ao almoxarifado.
Alternativas
Q3394650 Arquivologia
Assinale a alternativa que indica corretamente a etapa que dá início ao segundo momento do ciclo de vida dos documentos, que é quando ele passa do arquivo corrente para o intermediário.
Alternativas
Q3394648 Arquivologia
Assinale a alternativa que indica corretamente uma das etapas ou operações do arquivamento de documentos.
Alternativas
Q3394647 Direito Administrativo
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com a Lei nº 14133/2021. 

() Estará sujeito a impedimento de licitar e contratar o contratado que ensejar o retardamento da execução ou da entrega do objeto da licitação sem motivo justificado.
() Estará sujeito à advertência o contratado que der causa ao retardamento da execução do objeto licitado.
() As sanções dos tipos advertência, impedimento de licitar e contratar e declaração de inidoneidade para licitar ou contratar não podem ser aplicadas cumulativamente com a multa.
() Estará sujeito ao pagamento de multa, calculada na forma do edital ou do contrato, o contratado que cometer qualquer uma das infrações administrativas previstas na Lei nº 14133/2021.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q3394646 Arquivologia
Assinale a alternativa correta com relação ao protocolo.
Alternativas
Q3394645 Arquivologia
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3394644 Direito Administrativo
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3394643 Direito Administrativo
Assinale a alternativa que indica corretamente a modalidade de licitação adotada sempre que o objeto possuir padrões de desempenho e qualidade que possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais de mercado.
Alternativas
Q3394642 Direito Administrativo

Analise as afirmativas abaixo:



1. A permissão faz parte do grupo dos atos negociais discricionários e precários e é utilizada para consentir o exercício de uma atividade ou uso privativo de serviço público.


2. A licença é um ato administrativo que confere ao particular o exercício de uma atividade de profissional que exige o preenchimento de requisitos legais pelo interessado.


3. As deliberações são atos normativos privativos do chefe do executivo.



Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q3394641 Direito Administrativo

Analise o texto abaixo:



A existência de ....................................... é um traço característico do contrato administrativo, que o diferencia do contrato privado da Administração, representando benefícios que a Administração possui sobre o particular e que se justificam na supremacia do interesse público sobre o privado.



Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.

Alternativas
Q3394640 Direito Administrativo
Assinale a alternativa que indica corretamente a forma de que se revestem os atos administrativos individuais ou gerais, emanados do Chefe do Poder Executivo. Pode conter regras gerais e abstratas, que se dirigem a todas as pessoas que se encontram na mesma situação, ou pode dirigir-se a pessoas ou grupo de pessoas determinadas – nesse caso, constitui decisão de efeito concreto.
Alternativas
Q3394639 Arquivologia

Ordene a lista de registros abaixo, caso fosse adotado o método de arquivamento alfabético.



() Carlos Cervantes


() Maria Antunes


() Ministra Bianca Silva


() Fundação Getúlio Vargas



Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q3394638 Direito Administrativo

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).



() O Judiciário somente está autorizado a anular atos administrativos ilegais.


() Quando da revogação de um ato administrativo, esta não atinge os efeitos passados que foram produzidos pelo ato.


() O objeto da revogação deve ser sempre um ato administrativo eficaz.


() O objeto da revogação do ato administrativo é o ato inválido o qual foi constado inconveniente ou ilegítimo ao sistema jurídico, sendo este o seu motivo.



Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q3394637 Direito Administrativo
São atos administrativos internos emanados por chefes de órgãos públicos aos seus subalternos determinando a realização de atos gerais ou especiais e servem, entre outras coisas, para designar servidores para funções e cargos secundários, aplicar medidas de ordem disciplinar, abrir sindicâncias e processos administrativos.
Alternativas
Q3394636 Direito Administrativo
Assinale a alternativa que indica corretamente um dos objetivos do processo licitatório dentre os elencados na Lei 14.133/2021. 
Alternativas
Respostas
14101: B
14102: A
14103: D
14104: C
14105: D
14106: C
14107: E
14108: A
14109: C
14110: C
14111: A
14112: C
14113: D
14114: B
14115: C
14116: A
14117: B
14118: A
14119: B
14120: E